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Em Escarpa, Em Colapso

Quinta-feira, 29.04.21

Ainda mergulhados na Terra aquando da 1ª ida até à Lua (julho de 1969) e com as virtudes do capitalismo norte-americano então no topo da sua grandiosidade (1945/1970), desde há pelo menos meio século que todos nós sabemos (ou suspeitamos) que, para além do nosso único satélite artificial pouco ter a oferecer ao residente comum deste planeta (a caminho de 8 biliões de indivíduos), os restantes corpos celestes até pela sua proximidade “desprotegida” ou pelo seu afastamento “gelado” ─ mesmo aqueles como a Terra, os restantes 7 planetas principais, integrando este Sistema Planetário (centrado no Sol) ─ também se encontram sensivelmente na mesma situação:

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ESCARPA

Sonda MRO ─ Instrumento HiRISE ─ PIA 23611

(Inserida numa depressão com uma extensão de umas centenas de metros,

íngreme e conhecida por expor à sua superfície “água-gelada”)

 

Desde os planetas Interiores como Mercúrio e Vénus (pela sua proximidade, exposição e ausência de proteção, sendo constantemente “bombardeados” pelo Sol), passando ainda por Marte (completamento exposto, sem atmosfera protetora) e estendendo-se aos planetas Exteriores como os Gigantes-Gelados Júpiter e Saturno (não esquecendo Úrano e Neptuno), todos eles não apresentando as condições mínimas para a sobrevivência da nossa espécie.

Para além da exposição a todos os perigos conhecidos ou desconhecidos oriundos do Espaço Exterior (à Terra) e tal como verificado nas diversas visitas à Lua feitas pelo Homem há 50 anos atrás (deixando-se no ar a questão, porque desistimos dela), ao olharmos para a Lua, para Marte ou para outro corpo qualquer integrando o nosso Sistema Solar, não se verificando neles a existência de atmosfera (de oxigénio, necessário para a nossa função respiratório), de água (compondo grande percentagem do nosso Mundo a Terra, assim como do nosso corpo, sendo-nos tal como um “combustível” fundamental), nem de qualquer tipo visível de Vida (mesmo que microscópica, nem sequer um vestígio):

Significando que pelo menos neste Espaço-Tempo poderemos estar (nesta “extremidade” do Universo) momentaneamente ou por desconhecimento, sós.

Até porque poderemos ser uma espécie autóctone desta parte do Universo usufruindo deste canto da pequena e perdida Via Láctea, através de sucessivos Saltos Civilizacionais ocorrendo desde há uns 4,5 biliões de anos, tendo a vir a assumir um papel preponderante na evolução e transformação deste minúsculo, mas único ponto chamado Terra, mas que para sobreviver e continuar terá um dia forçosamente de abandonar esta referência, emigrar e persistir:

Tal como hoje em dia poderemos imaginar sucessivos Saltos Civilizacionais ocorridos ao longo de toda a História Geológica do nosso planeta, desaparecendo/reaparecendo o Homem e até podendo envolver outro planeta próximo (como Vénus, como Marte) neste intercâmbio Temporal (poderemos já ter sido num passado remoto, venusianos e até marcianos), amanhã tendo-se obrigatoriamente de migrar (o Sistema Solar não durará para sempre) podendo a Lua voltar a ser protagonista como ponto intermédio e Marte o nosso futuro como Lar e 1º Grande Entreposto Interestelar.

E talvez seja por isto baseado num passado profundamente encastrado nos nossos testemunhos e genes, que ao olharmos para Marte até pela sua forma, proximidade e aspeto (um ser familiar, talvez com a mesma idade, apenas seguindo caminhos/trajetórias/órbitas diferentes), sintamos nele algo de conhecido de muito familiar, de querer lá estar ou então regressar.

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COLAPSO

Sonda MRO ─ Instrumento HiRISE ─ PIA 24614

(podendo ser uma depressão ou um topo, observada em depósitos superficiais

do polo Sul, mas sendo o 1º caso e como resultado de um colapso)

 

Com o chefe desta ilusão a ser no presente o milionário e ilusionista (e norte-americano, com acesso privilegiado às impressoras e ao subsídio estatal) Elon Musk:

Querendo-nos enviar para Marte.

Concluindo-se que no início da terceira década do século XXI e passados mais de 50 anos (vai fazer 52) sobre a nossa chegada ao 1º Mundo Alienígena (com o astronauta Buzz Aldrin a deixar a sua marca/sola da bota na Lua), por um lado sonhando-se muito com Marte e estendendo-se a busca a anos-luz, mas por outro lado nem sequer se conhecendo toda a amplitude das nossas altitudes, positivas como negativas:

O que se passa por exemplo (nos oceanos) a uns meros 10Km/11Km de profundidade (tendo máquinas capazes de ultrapassar os limites do Sistema Solar, como as sondas Pioneer e Voyager ─ e já com outra a caminho, a sonda automática New Horizons) e com o problema de como travar uma doença provocada por um ser vivo de vida tão curta (se comparada com a do Homem) e microscópico, quando diante de nós já conseguimos ver o infinitamente pequeno (com o microscópio) e o infinitamente grande (com o telescópio) ─ em toda a sua extensão e compreensão, este complexo e ao mesmo simples “Organismo (Universo) Vivo” (montando-se progressivamente na nossa cabeça e formando diante de nós “o modelo”).

Ao chegar-se às proximidades do planeta Marte ─ o 4ª planeta mais distante do Sol e o nosso mais próximo vizinho exterior (à órbita da Terra) ─ para o milionário (subsidiado pelo Estado) Elon Musk o facto central separando-nos da nossa própria extinção (entendendo-se o Homem como a espécie dominante), deparando-nos com algo muito pior do que os mais extremos cenários ambientais terrestres, inserindo-nos neles (para além de um certo ponto) sendo impossível de sobreviver, inseridos na superfície marciana nem sequer sendo possível imaginarmo-nos (milagres só na Terra, com ícones locais e altares) a recuar, estando a meses de viagem (centenas de milhões de Km) do posto de socorro mais próximo:

Sendo Elon Musk mais um exemplar oriundo dum mesmo molde (mesmo tipo de programação, objetivo), quanto muito classificado pelos seus iguais (criando a hierarquia de poder, a pirâmide social) como sendo um génio ou um louco (apesar de adjetivos distintos e extremos, tendo por complementaridade necessária ao bom funcionamento do sistema, consequências iguais) ─ um predador proporcionando às suas presas o destino do costume ou em alternativa única (oferta de EM e sendo-lhe  exclusiva) a fuga em frente ─ tal como o fez com Starman (o seu astronauta-humanoide-manequim) lançando-o em direção ao Planeta Vermelho, ouvindo David Bowie e conduzindo um dos modelos Tesla ─ e acabando se não fossilizado na viagem, então bem calcinado no Inferno.

Por lá (Marte) só mesmo como com os mortos por cá (Terra), bem enterrados.

(imagens: photojournal.jpl.nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:34

Esgotamento

Domingo, 18.04.21

“Just 3% of Earth’s land ecosystems remain intact

– but we can change that.”

(Andrew Plumptre/15.04.2021/theconversation.com)

 

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Como todos os que não querem ser passados a ferro, quando passam as cancelas e atravessam uma linha de comboio ─ obedecendo aos cartazes do “Grande-Irmão” dizendo “Para, Escuta e Olha” ou às ordens do mesmo subliminarmente induzidas pelas “Cores dos Semáforos” ─ facilmente interiorizamos e percebemos, até por termos de sair da nossa zona de conforto (o nosso canto, o nosso castelo) para sobrevivermos, que tudo o que nos rodeia e condiciona, muda um pouco que seja todos os dias: tal como Lavoisier (1743/1794) já dizia no século XVIII (faz por agora uns 232 anos) afirmando que “na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

 

Não sendo pois de espantar que com a evolução do nosso ecossistema terrestre e a intervenção cada vez mais profunda do Homem sobre a Natureza (até pela riqueza que representa toda a sua matéria-prima, desde a terra aos seres vivos aproveitando tudo, como na tradicional “matança-do-porco) ─ penetrando-a sem respeito, violando-a e destruindo-a ─ possamos estar a assistir à extinção de muitas das espécies (das cada vez menos que sobram, ainda resistindo) fazendo parte da nossa Fauna & Flora local (da Terra), entre elas as aqui referidas as CHITAS como também poderíamos estar a falar de nós próprios o Homem.

 

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E se em estudos iniciais baseados em observações de satélites se chegava a uma determinada conclusão (observação à distância), já efetuando uma observação no terreno e devido ao facto de aí estarmos presentes (em pessoa), observarmos e sentirmos o que nos rodeia (ao Vivo), com os detalhes (os pequenos pormenores, por vezes tão importantes para decifrarmos, a dúvida, o o mistério) a fazerem a diferença: num 1º estudo (satélite/à distância) estimando-se que 20% a 40% do ecossistema poderia estar ainda bem preservado/intacto e já num 2º estudo levado a cabo no local e presencialmente com essa taxa a reduzir-se drasticamente a uns míseros 3%.

 

Sinalizando-nos que para o Homem (ao contrário do que significa para a Natureza) a manutenção da biodiversidade no nosso planeta não é uma prioridade. Neste momento e analisando os últimos 500 anos de “Vida na Terra”, apenas com uma pequeníssima fração dos animais/plantas então existentes a prevalecerem não estando já extintos (mas com muitos deles e incluindo-nos a caminho). Mas segundo os investigadores ainda se podendo recuperar e recuar um pouco neste caminho para a “Catástrofe Anunciada” ─ aproveitando até este pequeno interregno de destruição proporcionada por esta Pandemia (no aspeto da poluição com o decrescimento da atividade humana tendo um impacto positivo, diminuindo ─ como se confirmou, com o regresso de certos animais) ─ recuperando para já uns 20% (c/a “ajuda” do vírus talvez mais).

 

(imagem: A. J. Plumptre/Gustavo Frazão/theconversation.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:16

O Futuro Negro dos nossos Espermatozoides

Quinta-feira, 15.04.21

“Até para se perceber o nº reduzido de candidatos chegando à fase final, dos 200/500 milhões à partida ─ na 1ª etapa ─ apenas com 300/500 à chegada. E de seguida partindo para a sua 2ª e última etapa, rumo à vitória ─ de todos o único lugar garantido.”

 

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Espermatozoides

Será que Deus pensa neles?

 

Esta quarta-feira chegando até nós (os homens) a notícia, de que a contagem de espermatozoides atual (ano de 2021), estará reduzida a apenas 50% da registada, no tempo dos nossos avós (reduzindo-se assim a metade, em menos de 40 anos).

 

Significando que continuando esse ritmo, o homem (dada a escassez crescente de espermatozoides) terá uma cada vez mais baixa (ou mesmo nula) capacidade reprodutiva, estimando-se que a partir de 2060 seja mesmo zero.

 

Algo que obviamente nos levará (é só confirmar as contas) à nossa rápida extinção (ainda este século) ─ tal como aconteceu com os Dinossauros há 65 milhões de anos ─ conhecendo-se estudos a apontar para uma descida (do nº de espermatozoides) de 1% a 2% por ano.

 

Levando a que lá por 2045 os casais para poderem ter filhos, tenham de recorrer obrigatoriamente a métodos (alternativos, isto se quiserem ter alguma hipótese de sucesso) de reprodução assistida. Até porque do lado da mulher surgirão outros problemas, como os abortos espontâneos.

 

E com os causadores deste grande imbróglio podendo-nos pôr em causa, a estarem associados ao nosso tipo de vida, quotidiano repetitivo e sedentário, sendo transportados e introduzidos no nosso corpo através do que comemos, do que bebemos, do ar que respiramos, de todos os químicos que “engolimos” (e passamos para a geração seguinte).

 

Contaminando o feto (com produtos químicos adicionais) desde a sua formação. Mas sendo tantos os produtos químicos expostos chamando incessantemente por nós (num massacre publicitário), que não lhes resistindo e sucessivamente os consumindo ─ sendo legais, desde os “bons” (pílula) até aos maus (aditivos) ─ aproximando-nos quase sem querer, cada vez mais do nosso fim.

 

Numa conclusão adicional e podendo ainda associar outras espécies, certamente com estes mesmos problemas a poderem afetar outros animais, esmagadoramente aqueles estando mais tempo perto de nós: entre outros os animais domésticos alimentados com rações.

 

Residindo a nossa única hipótese numa luta sem quartel (talvez sem fim) contra a proliferação da Indústria Química (controlando e invadindo todos os sectores, desde a guerra química ao ramo alimentar), boicotando o preservado/artificial e optando pelo fresco/natural. Se não quisermos ver lixeiras em terra (entrando-nos pelo nariz) e plásticos no mar (entrando-nos pela boca).

 

Caso contrário num tempo e num espaço cada vez mais próximo (no estudo referindo-se ao ano de 2060), com o Homem Moderno a transformar-se num mero objeto de coleção (e de exposição), de um qualquer Museu Interestelar.

 

[theconversation.com/male-fertility-how-everyday-chemicals-are-destroying-sperm-counts-in-humans-and-animals-158097]

 

(alguns dados obtidos: Alex Ford/14.04.2021/theconversation.com ─

imagem: Komsan Loonprom/Shutterstock/theconversation.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:54

Se não canta é porque já está morto (ou quase)

Quarta-feira, 17.03.21

Tudo se iniciando numa notícia oriunda da Austrália informando-nos sobre a existência de mais uma ave em “perigo de extinção”, face a outros casos passados com outras aves (semelhantes) podendo indiciar e confirmar esse seu destino fatal (a curto-prazo): protagonista com o seu canto (rico/várias tonalidades) em centros urbanos populosos, decaindo no seu “palrar” isolando-se, diminuindo as possibilidades de acasalar e de “orientar” as suas crias ─ e desse modo condenando de vez, a sua já tão reduzida espécie. Aves conseguindo imitar outros (pássaros) que não os seus e que os cientistas e investigadores ainda esperam ensinar a cantar (em cativeiro) com gravações (talvez algo mais de 300, em liberdade).

 

Screenshot_2021-03-17 Este pássaro australiano es

Anthochaera phrygia ou Regent honeyeater

(espécie endémica do sudeste da Austrália)

 

Ficando agora com medo (e receio) de que saindo da cidade e indo viver para o campo (algo de semelhante, ao sucedido com a ave), o meu afastamento de um grande centro populacional (e comercial) esteja a contribuir para o meu isolamento por maior distanciamento aos da minha espécie deixando progressivamente de comunicar (falar) e  de conviver e de partilhar (com machos e fêmeas como eu), podendo ser um sinal (aviso/alerta) de estar mesmo em “vias de extinção”: isolando-me mais e perdendo o pio (a voz), pondo de lado a memória e a cultura (dois pilares fundamentais da minha evolução) e deixando de transmitir os meus valores aos meus próprios descendentes (filhos, netos, etc.), deixando-os (como consequência) entregues a si mesmos, expostos a todos os perigos deste Mundo, tornando-os por não entrega do meu testemunho (mantendo a minha postura) em seres “incapazes de sobreviver”. Antecipadamente e estando eu ainda por cá, simplesmente me apagando e no final desaparecendo.

 

(dados e imagem: viagens.sapo.pt)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:04

Pássaro com muitos Pássaros

Terça-feira, 09.03.21

[Neste caso STARLING BIRDS da família dos ESTORNINHOS.]

 

Olhando em nosso redor (espaço) mesmo que próximos do limite (tempo) ─ na base como nómadas (sendo dinâmicos) e como aventureiros que somos (à descoberta de novas experiências, do conhecimento, da cultura) ─ ainda sendo surpreendidos (escondido como medida de proteção, num recanto da nossa memória) mexendo-nos e reagindo (fenómeno natural ação/reação) ─ um cenário de evolução: visionando no cenário (projetado, dado ao usufruto) a necessário e obrigatória “ideia de conjunto” (do nada chegando-se ao Todo). O resto deixando-se aleatoriamente (uns diriam ao destino) ao “acaso e à necessidade”.

 

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Num registo de vídeo realizado no lago Lough Ennell localizado nas proximidades da cidade de Mullingar (República da Irlanda/condado de Westmeath) ─ pelo fotógrafo James Crombie ─ com o mesmo depois de vários regressos ao mesmo “cenário e seus chamamentos” ─ não sendo por acidente ou ocasional, mas levado a cabo com um objetivo bem definido, mesmo que de uma forma meramente instintiva ─ a capturar um momento que se revelaria impar por revelador (pelo menos para ele e para alguns de nós, por reflexo), milhares de aves esvoaçando harmoniosamente e em perfeito conjunto (sobre o lago irlandês), no envolvimento murmurando e no processo formando o que eles na realidade são (e materializam) a Grande-Ave.

 

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Murmuration of starling birds

form into shape of a giant bird.

(usatoday.com)

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Uma espécie de aves ─ podendo ser um estorninho ─ fáceis de encontrar inseridas em zonas urbanas disponibilizando-lhes abrigos, comida e proteção (tudo proporcionado pelo Homem), aproveitando todas as oportunidades surgidas para se associarem ao Homem e aos seus muitos “desperdícios”, para junto dele assentarem (aproveitando cada recanto exterior), criarem raízes (construindo os ninhos) e se reproduzirem: e a partir daí podendo-se multiplicar tornando-se um problema, dado por vezes o seu intenso (no volume) e prolongado “murmurar” se tornar para alguns verdadeiramente insuportável ─ nalguns casos para os desmobilizar (afastar de vez) pagando as pobres árvores (deslocadas/abatidas). Já no caso dos EUA onde elas (estas aves) também residem, mas não sendo aí aves nativas ─ logo podendo ser consideradas, como espécie invasora ─ com a receção a não ser melhor não só pelo exposto atrás como pelas outras espécies: com a espécie invasora competindo por um espaço com a espécie nativa, podendo colocar esta última (não se adaptando esta ao novo competidor) em perigo de extinção. Daí por alguns e por normalização (só se vendo e ouvindo estorninhos) sendo comparadas a uma praga (apenas porque um certo dia o Homem o comprou e vendeu, forçando-o à emigração).

 

(imagens: usatoday.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:47

Híbridos, Rafeiros, Vira-Latas

Segunda-feira, 22.02.21

“Nós somos todos híbridos (clones),

originários de um mesmo molde (original ou réplica),

desejo do nosso criador (autor das projeções e construtor do holograma).”

 

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Para cada um dos autointitulados xenófobos (de uma forma ou de outra lobotomizados) adeptos fanáticos da aversão “por todos menos um” (de um lado tendo os outros, do outro tendo ele) ─ xenofobia essa, partilhando estreitas ligações com o racismo ─ e sendo capazes se necessário (superando a força mental, pela aplicação do físico) de agredir ou de eliminar, para a concretização absoluta e eficaz dos seus objetivos ideológicos ─ de modo a assim atingirem o estado final de Perfeição, a Raça Pura ─ não lhes sendo fácil de aceitar que depois de pactuarem sistematicamente com as ideias fundamentais de um dos regimes mais cruéis e sanguinários da História (no guião dos nazis, envolvendo animais racionais puros e animais racionais impuros), depois de derrotados pelos animais racionais impuras (na II Guerra Mundial) sejam agora postos em causa pelos animais irracionais ou bestas (desprezando-os tal como tinham feito com os judeus, os ciganos e outras minorias): com o Homem dando no presente destaque aos híbridos (rafeiros ou vira-latas), podendo estes ter um papel importante para a proteção das espécies ─ do perigo de degeneração e extinção, um dia podendo atingir o Homem (tal como já o tentaram fazer no século passado). E se com um burro podendo-se salvar um cavalo, com outros animais (racionais e irracionais) podendo-se salvar muito mais: estando-se perante o perigo de alguma espécie animal poder correr o risco de entrar em vias de extinção, em vez de se tentar criar espécies com a mesma linhagem pretensamente pura de modo a dessa forma se manter a mesma (pureza) ─ com as doenças afetando um, por proximidade genética, afetando todos ─ devendo-se antes optar pela biodiversidade colocando ao lado dos puros os impuros. Sendo este um termo recorrente (entre Homens como entre Animais & Plantas) envolvendo Diversidade e Pureza.

 

(imagem: Lilith Zecherle/theconversation.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:30

Sobreviventes de Trombas

Terça-feira, 03.03.20

[Com o Homem.]

 

À boleia de um registo fotográfico de Aaron Gekoski (apenas a parte central do mesmo e focando preferencialmente os mamíferos) um reconhecido fotojornalista ambiental: entre outros prémios tendo sido vencedor do Wildlife Photographer of the Year, Nature Photographer of the Year and Africa Geographic Photographer of the Year.

 

[E até com um trabalho sobre Timor-Leste, “Timor-Leste from Below”: “With blue whales, sperm whales, super pods of dolphins, dugongs, and the world’s most biodiverse coral reefs, Timor-Leste might just be the best dive destination you’ve never heard of. (aarongekoski.com)]

 

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Elefantes

(recordando o seu uso abusivo na Indonésia,

tratado e utilizado como mera atração turística)

 

Uma espécie surgindo por altura do cataclismo que terá extinto os dinossauros − há uns 60 milhões de anos, muito antes do aparecimento do Homem – cronologicamente falando iniciada pelos Condrilartros (animais vegetarianos) que evoluindo e adaptando-se deram origem a espécies diferenciadas, como por exemplo os Ungulados (ex. os rinocerontes), os Tubolidentados (ex. os papa-formigas), os Cetáceos (ex. as baleias), os Sirénios (ex. o peixe-boi), os Heracoideos (ex. os dassies) e ainda os proboscídeos (ex. antepassados do elefante). E com os antepassados dos Elefantes (ainda não extintos, atuais) mais tarde a originarem o aparecimento (em cena) do igualmente já extinto Mamute (recuando um pouco mais o Mastodonte), deixando-nos hoje-em-dia com os seus descendentes modernos, espalhados por vários continentes.

 

E sendo ainda um animal (terrestre e mamífero como nós) seguindo uma organização social matriarcal, podendo viver até aos 70 anos e tendo uma dieta herbívora (arbustos, folhas, frutos) e sendo conhecidos por dotados de uma boa memória, sinal muito provável de dotados de inteligência. Procurando proteger e protegendo-se, cooperando sendo amigo e companheiro e interagindo constantemente formando uma família e andando em manadas.

 

Recordando-nos em cada uma das suas ações o que poderíamos ser e que, no entanto, nem aos mesmos permitimos alcançar, surpreendendo-os e matando-os nem que seja pelos “dentes”. Estando no presente e certamente em vias de extinção.

 

(imagem: a partir de registo de AARON GEKOSKI/aarongekoski.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 04:57

Realidade e Ficção − O Planeta Terra e o WEF (Adulto & Jovem)

Domingo, 19.01.20

[Lembrando que a Descarbonização, é o Caminho para a nossa Extinção.]

 

Com o Forum Económico Mundial (fundado em 1971 pelo alemão Klaus Schwab) − [Adulto] − desta terceira década do século XX (2020/2029) a iniciar-se já este passado domingo (decorrendo de 20 a 24 de janeiro)

 

Descarbonização

The sixth element on the periodic table (C) supports life as we know it

The more we explore our planet, the greater the diversity of life we encounter, from microorganisms that can survive inside volcanoes to fish thousands of miles below sea level. Some forms of life that have been discovered look almost extra-terrestrial. The wide range of biodiversity on Earth relies largely on four major building blocks: hydrogen, oxygen, carbon and nitrogen.

(bigpictureeducation.com)

 

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WEF

 

O 2020 World Economic Forum (WEF)

 

Dando-nos desde já a usufruir desde o lugar da sua realização

 

– A cidade de DAVOS um dos mais ricos (pelos seus frequentadores)

e maiores resorts turísticos de ski alpino da Suíça

 

O espetáculo mediático e deprimente desta Sociedade Inigualitária pretensamente protegendo o sujeito (o Homem) mas baseada exclusivamente na promoção do Objeto e da Mais-Valia daí proveniente (mesmo que sacrificando, para lá do Homem a própria Natureza que o mantém vivo)

 

– Com a chegada dos AL GORE, das ONG, dos multimilionários, dos seus artistas e fazedores-de-opinião, dos representantes (políticos/empresariais) das grandes Corporações, do G7, do Banco Mundial, da WTO, do FMI, etc., ou seja, dos representantes dos 1% do total da população mundial (passando já os 7,5 biliões)

 

E simultaneamente com o mesmo WEF 2020 sendo acompanhado por um outro evento paralelo − [Jovem] − mas em tudo coincidente, iniciado na passada sexta-feira (janeiro, 17) em Lausanne (a uns 250Km de Davos) preparando a sua intervenção (externa, contestatária e aparentemente opondo-se ao status quo reinante) no próximo Fórum de Davos

 

Greta Thunberg

So, we are now in a new year and we have entered a new decade and so far, during this decade, we have seen no sign whatsoever that real climate action is coming and that has to change.

To the world leaders and those in power, I would like to say that you have not seen anything yet. You have not seen the last of us, we can assure you that. And that is the message that we will bring to the World Economic Forum in Davos next week.

(Greta Thunberg/Lausanne/17.01.2020)

 

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Axis of Evil

 

– Tendo a ativista Greta Thunberg como cabeça-de-cartaz e atrás de si, para além de alguns adultos (mais ou menos conscientes da situação, mas de qualquer modo protegendo os seus) uma multidão representando as novas gerações, ou seja, os filhos e os netos dos anteriormente mencionados (os avós, os pais, os adultos),

 

− Afirmando perentoriamente (a jovem ativista sueca de 17 anos) e desde logo avisando os Outros − os 1% representados em Davos − de que estaria ativa, presente e atenta (no mínimo pelos jovens, dos restantes 99%) no decorrer da realização do Fórum e declarando com firmeza (podendo ter os mais diversos tipos de interpretação, desde ser uma consequência das suas atividades e iniciativas ou mais um efeito provocado como resposta pela própria Natureza)

You have not seen anything yet” –

 

Declaradamente não se interessando por neste tipo de manifestações levadas a cabo pelo Homem (apenas uma espécie entre tantas outras, coabitando neste minúsculo Ponto Azul que é a Terra) e pelas suas minorias dominantes (cada vez menores, como o número de multimilionários presentes a cada ano que passa no Fórum de Davos)

 

− Sem impacto e inexpressivas (nas suas atitudes e intervenções) − na preservação do planeta, do seu ecossistema, do Homem e da Vida em geral,

 

Impacto da Guerra no Ambiente

The progression of warfare from chemical weapons to nuclear weapons has increasingly created stress on ecosystems and the environment.

Saudi Arabian-led intervention in Yemen, an intervention in a war in the Middle East, led to a disruption in water-energy-food insecurity nexus in an already resources poor country. The war and the conflict led to the contamination of water and agricultural lands.

(wikipedia.org)

 

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Venezuela

 

Passados já vários biliões desde a sua formação com a Terra continuando a girar sobre o seu eixo em redor da sua estrela de referência (o Sol)

 

− E com o Homem ainda a ser um elemento extremamente recente (se comparado com a extensíssima cronologia da Terra) aparecido à superfície do planeta (do Sistema, da Galáxia, do Universo?) e no entanto em tão curto espaço de tempo a ter provocado já tantos estragos na sua espécie, entre muitas outras, como no seu próprio berço ou planeta

 

Prosseguindo-se como se tal fosse inevitável e o destino do Homem (como se fosse o objetivo da nossa presença neste espaço-tempo, para todos e sem exceção, pelo menos neste Ciclo Civilizacional entre Saltos, ainda incompreensível) no mesmo e único caminho o da

 

Escravização Progressiva do Homem”,

 

Subalternizando-o, despromovendo-o e finalmente descontinuando-o − abandonando a sua forma e conteúdo original (talvez, deixando-se o Molde no Museu) Imperfeito” – e aí dando o seu (anterior) lugar às Bio Máquinas:

 

Se não perfeitas e respeitando a evolução, a caminho da Perfeição − não da descoberta do Molde, mas da posse da Fábrica.

 

(imagens: yahoo.com − worldtruth.tv − francetvinfo.fr)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:57

O Problema está nos Outros

Quarta-feira, 09.10.19

[Assim como a Solução.]

 

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Ilustração do asteroide (de mais de 80Km) que com o seu impacto com a Terra (equivalente a 10 biliões de bombas atómicas e ocorrida no que é agora o México) levou à extinção dos Dinossauros (então a raça dominante) e à eliminação (com esse Evento) de 75% de toda a vida no planeta

 

Num prazo de 6 dias − 8 a 13 de outubro – com um total de 19 asteroides passando nas proximidades (relativa) da Terra − entre 500.000Km e 7.400.000Km de distância de nós – com as suas dimensões variando entre cerca de 10m e pouco mais de 80m (velocidades aproximadas entre 3Km/s e 22Km/s). Pelos vistos criando alguma preocupação.

 

Com apenas 3 desses asteroides a passarem a menos de 580.000Km (aliás perto disso) de distância da Terra, logo e em princípio não se correndo o perigo de impacto. Sendo o maior deles 2019 SX5 com cera de 83m, mas passando a mais de 6.800.000Km da Terra; e o menor 2019 TW1 com apenas 10m e passando aos tais 580.000Km de distância.

 

Mas com a nossa preocupação não se devendo limitar a estes objetos (passando nas proximidades da Terra) com as suas órbitas e trajetórias já bem definidas − sabendo-se por antecipação as datas em que passarão mais próximos ou poderão impactar (para já nem notícias de que tal possa suceder no futuro próximo) e “vendo-se bem de onde vêm”,

 

Se comparda com todos os outros (objetos) que aparecendo de repente e apanhando-nos completamente desprevenidos (não havendo no presente instrumentos para os detetar), sem Aviso ou possibilidade de Alerta e atravessando subitamente os Céus, podendo ou não impactar: só sendo detetados no “preciso momento”, nem permitindo sequer “pensar como prevenir e muitas vezes “não se vendo bem de onde vêm(talvez oriundos e como tal passando despercebidos, do lado do Sol).

 

(imagem: Don DavIs/NASA; sobre uma “preocupação” RT/rt.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:25

O Fim da Macacada

Sexta-feira, 16.08.19

“A Banana-Killing Fungus Has Reached Latin America.

Does This Spell the End for Bananas?”

(Agosto 2019/livescience.com)

 

bananamadeira.jpg

Bananas da Madeira

Gostosas como as das Canárias

 

A notícia há muito esperada − pelos especialistas da comunidade científica ligada ao estudo do REINO DAS PLANTAS − da chegada de um VÍRUS MORTAL (na realidade um “FUNGO-ASSASSINO”) ao continente SUL-AMERICANO, podendo levar à EXTINÇÃO de uma das suas mais disseminadas e populares ESPÉCIES − por comestível, por deliciosa e por nutritiva – a BANANA:

 

Um fungo-mortal denominado simbolicamente como TR4, já detetado na Colômbia e levando as autoridades do país a declarar de imediato o ESTADO DE EMERGÊNCIA (Agrícola).

 

Por inevitável contágio disseminando-se por territórios vizinhos, afetando para além da COLÔMBIA outros 2 países em conjunto responsáveis por pelo menos metade das exportações Mundiais e partilhando o mesmo continente sul-americano, o EQUADOR e a COSTA RICA.

 

Com as Filipinas chegando aos 2/3 (da exportação total Mundial), pondo de lado a ÍNDIA apesar de maior produtor não sendo o maior exportador.

 

E com a banana a ser atacada um pouco por todo o Mundo, um pouco por todos os territórios tropicais, lutando pela sua sobrevivência a doenças e a invasões sejam naturais (introduzindo espécies aparentemente semelhantes, mas estranhas e intrusivas) ou artificiais (através da utilização de híbridos/da clonagem), talvez com o seu ÚLTIMO REFÚGIO E TERRITÓRIO a ser violado (se não tivesse sido já adulterado, muito tempo antes) e com o seu destino e de toda a RESTANTE MACACADA já traçado.

 

Bananas-300x300-1.jpg

Um Fruto dos mais importantes

Na Luta contra a Fome

 

E a seguir à Extinção das Bananas seguindo-se mais cedo ou mais tarde a Extinção dos Primatas − num processo visto como uma contrapartida negativa da NATUREZA (de todo o Ecossistema) à substituição da banana local e original (Moldada) pela estrangeira e clonada Cavendish (Replicada).

 

Como se o Homem não necessitasse entre outras coisas (conforme o género), de pilinha (da sua “banana”) para se reproduzir.

 

E em vez de se voltar à produção da artesanal “Banana Com Sexo à Antiga” − talvez não tão bonita, mas mais doce (banana-vermelha), ou tipo banana das Canárias ou da Madeira e até a (para pobres, a metade do preço e igualmente gostosa, mesmo que já mutante) inicial banana-amarela − porquê insistir mais uma vez numa reprodução assexuada, sem contacto e emoção (por monotonia organolética) salvando o clone Cavendish?

 

(imagens: madeira-holidays.eu e teakisi.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:35