Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

13
Jun 18

[Afirmando julgar-se insectívoro, capaz de cantar e tendo asas, igualmente de voar.]

 

Num passeio com um Cartaxo comum (em forma de mamífero) não a Vilamoura (com as suas dunas em asfalto e cimento e os seus sapais com buracos de golfe) mas à capital do Algarve a cidade de Faro (nos seus mais de 200Km² residindo cerca de 65.000 pessoas) ‒ e com as primeiras referências históricas atirando-a para o século VIII AC (o tempo dos Fenícios) sob o nome de Ossónoba ‒ o 1º registo visual (percecionado e imediatamente sentido) destacando-se do cenário geral (atmosférico e geológico) apresentado nessa segunda-feira dia 11 de Junho (no nosso calendário curiosamente sucedendo ao Dia de Portugal), foi sem sombra de dúvida o olhar lançado por esta flor na minha direção.

 

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Num registo meteorológico de um típico dia de Primavera, com o céu com algumas nuvens dispersas (mas quase sem vestígios de chuva), o Sol sempre a aparecer (com os seus raios para nos aquecer), com as temperaturas do ar a subir e o movimento na praia a crescer (e gente até a nadar) … sendo necessário partir (de Albufeira) para a algum local (entretanto) chegar (neste caso a Faro) ‒ limitados como sempre pelo tempo e pelos ponteiros do Relógio-Guilhotina ‒ pegando firme num carro, ocupando-o ao volante ou ao lado e sendo capaz de o executar no “cumprimento do trajeto devido” (uma consulta médica), aí usufruir da paisagem (amplamente oferecida) usando todos os (5) órgãos dos sentidos e tentando atingir o orgasmo (tentando não se despistar). E indo ter ao Largo de São Pedro passando pela Igreja do Carmo.

 

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A Ordem que ainda hoje é responsável pela gestão da Igreja do Carmo foi fundada pelo então Bispo do Algarve D. António Pereira da Silva, «grande devoto de Nossa Senhora do Carmo, que viu na espiritualidade carmelita um meio adequado para melhor evangelizar os seus diocesanos, particularmente os residentes na cidade episcopal», segundo revela o diácono Luís Seabra Galante, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Ordem no site da instituição. «O nosso Sodalício de Faro foi fundado entre 1710 e 1712 pelo Bispo do Algarve D. António Pereira da Silva, que foi o seu primeiro Prior e Protetor, tendo a Ordem, sob o impulso inicial daquele Prelado diocesano, comprado os terrenos da horta de São Pedro, para neles edificar a bela igreja de estilo barroco, onde temos a nossa sede, inegavelmente uma das mais belas edificações religiosas de Faro, do Algarve e do Sul de Portugal», continuou.

 

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«Nela poderemos apreciar a bela talha dourada dos seus altares, os magníficos azulejos das suas paredes, a famosa “capela dos ossos” e o cemitério da Ordem, onde os irmãos eram sepultados até à primeira década do século XX», acrescenta. Os primeiros membros da Ordem do Carmo foram cavaleiros dos séculos XI e XII que fundaram a instituição religiosa na Terra Santa durante as Cruzadas. Uma das principais referências da Ordem em Portugal é Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável (Hugo Rodrigues/sulinformacao.pt/11.02.2013).

 

E após consulta médica complementada com uma colonoscopia (exame ao intestino grosso) do nosso amigo Cartaxo (o tal mamífero comum, com nome de quem tem asas, mas que de facto não as tendo, ainda assim consegue voar ‒ de avião para o estrangeiro onde mora a fêmea/de plumagem menos intensa) ‒ com uma grande cacetada (devido ao sedativo tomado), enfiando-se-lhe algo pelo ânus (enquanto na Terra dos Sonhos) para um estudo mais profundo ‒ ainda meio avariado e depois de comer e beber, entrando-se de novo no carro para a viagem de retorno.

 

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No regresso a Albufeira e em vez de optar pela EN125 (ou pela indevidamente cobrada Via do Infante) enfiando-me em direção a Loulé (apanhando além do litoral o barrocal Algarvio) para espreitar o meio envolvente (onde se localizam as Minas de Sal-Gema de Loulé formadas ao longo de um período de 150/250 milhões de anos e onde terá existido num passado bastante remoto um mar primitivo e com pouca profundidade denominado Tethys) e a cidade (inserido num concelho de mais de 760Km² e com mais de 70.000 residentes) ‒ e o seu centro comercial e histórico ‒ saindo a oeste pela estrada passando lateralmente ao Convento (de Santo António) e seguindo em direção a Boliqueime. Passando pela Pedreira e deliberadamente colocando-me de costas para ela (com o monstro da CIMPOR mesmo à esquerda e de noite iluminado, imaginado como a nossa base espacial de Campo Canaveral) aproveitando para tirar um retrato da planície estendendo-se até ao mar. Faltando passar pelas laranjas (indo pela Patã de Baixo) e ainda pelo restaurante (logo a seguir à rotunda da Vigia) à entrada da Estrada dos Brejos.

 

Pouco antes das 19:00 chegando ao restaurante-takeaway ‒ em plena estrada dos Brejos e a caminho do Montechoro ‒ desenrascando-me com uma Feijoada (à portuguesa) e também com um bacalhau (Nham-Nham).

 

Na diversidade da restauração algarvia e de outros negócios similares (muitos deles promovendo indiferenciadamente ‒ do prato principal à sobremesa, do prato tradicional ao artístico ‒ a gastronomia da região),

 

‒ Em imóveis ou tasquinhas (passando pelas roulottes e pelos vendedores ambulantes), em convívios (como o das Sopas & Papas) e festivais (como o da Sardinha & do Caracol)

 

Conjugando-se todos os dias um pouco da cultura algarvia (praticamente toda perdida, desde o fim da ocupação árabe e do arraso ‒ até físico e quase integral ‒ da sua importante memória),

    

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Com alguns dos seus sabores ainda prontos a degustar (como a sardinha e o caracol), com alguns dos seus fortes “aromas” ainda circulando no ar (como o do forte odor a citrinos e o cheirinho da cataplana), com paisagens da serra e do mar (com o barrocal a intermediar) ainda à espera por calcorrear (com queijinhos, chouriços e vinho ‒ um medronho e uns morgadinhos ‒ prontos a saborear) e com um povo misturado (trabalhador ou turista) e de muito lugar importado (de Portugal e do Mundo),

 

Deixando ainda no ar um pouco da tradição e da vida do povo do extremo sul deste canto de Portugal: o Algarve.

 

No meio tendo Albufeira uma aldeia de pescadores (inicialmente agricultores/criadores), passando pela indústria pesqueira, alterando o seu desígnio, escolhendo outro destino e entregando-se (ao ramo imobiliário/hoteleiro) reconvertida em aldeia turística, lançando então as estruturas (para alguns apocalíptica sobretudo sendo um dos poucos sobrevivente algarvio) para uma Muralha de Betão entrelaçada por asfalto atravessando todo o Algarve (com Albufeira a poder continuar a ser a “bela” capital do turismo) dividindo-o ao meio e amputando a Terra do Mar.

 

Agora que é cidade.

 

(imagens: Produções Anormais)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:51

14
Mar 18

Com alguns especialistas meteorológicos a afirmarem não ser possível ‒ apesar dos tornados verificados nos últimos tempos (em vários locais do Mediterrânico) ‒ que o número de ocorrências deste tipo de fenómenos atmosféricos extremos esteja (efetivamente) a aumentar: apenas a variar (para cima e neste período). Pois!

 

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Espanha/Huelva/Gibraleon ‒ Tornado de 04.03.2018 ‒ Categoria F0/F1

(imagem: yamkin.wordpress.com)

 

Confirmando-se que os Tornados começam a transformar-se num fenómeno comum a ocorrer nesta região ‒ localizada a norte do Mediterrânico ‒ poderemos verificar que para lá dos tornados ocorridos a oeste de Gibraltar (como por exemplo os 2 recentemente registados em Faro) também mais para o lado de lá esses fenómenos atmosféricos (extremos) podem ocorrer: como sucedido esta passada segunda-feira (12 de Março) na costa ocidental italiana (olhando para a bota ligeiramente abaixo do joelho) com a cidade de Caserta (localizada na província de Campania) a ser atingido por um Tornado acompanhado de queda de granizo.

 

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Itália/Campania/Caserta ‒ Tornado de 12.03.2018 ‒ Categoria F2

(imagens: Daniela Vito e Roberto Mazza/watchers.news)

 

Com o Tornado a passar por volta das 17:45 UTC pela cidade de Caserta provocando bastantes danos materiais (árvores, iluminação, sinalética, carros, habitações) e cerca de 15 feridos. E a ser considerado de Categoria F2 (ventos com rajadas máximas compreendidas entre 181/235Km/h) ‒ com os de Faro de categoria F1 (ventos com rajadas máximas compreendidas entre 117/180Km/h).

 

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Caserta/Tornado/Março

(imagens: Nicola Costanzo/watchers.news)

 

No caso dos 2 tornados ocorridos em Faro no início deste mês (Março 2018) e deste último ocorrido em Caserta (dia 12) ‒ ambos em países Mediterrânicos (com um clima característico comum) e apresentando uma diferença de latitudes de apenas 4⁰ ‒ podendo ser considerados fenómenos atmosféricos extremos já previstos no passado (veja-se por exemplo o tornado/tromba de água de Carvoeiro/Lagoa/Silves de 2012) de poderem vir a ocorrer (mais frequentemente no presente e no futuro), como consequência (nesta zona do globo terrestre) do Aquecimento Global e das Alterações Climáticas.

 

[Ainda hoje (quarta-feira, 14) com o efeito de mais um tornado a fazer-se sentir em Portugal (continental) neste caso formando-se no oceano Atlântico ao largo da costa de Esposende (distrito de Braga) ‒ a norte e como consequência da passagem da tempestade Gisele ‒ e posteriormente entrando em terra provocando um ferido (numa estufa) e diversos danos materiais (telhados, árvores, etc.).]

 

(imagens: wordpress.com e watchers.news)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:07

05
Mar 18

Não há duas sem três: o melhor é irmo-nos habituando (já que não ligamos nada aos avisos) pois contra a força (suprema) da Natureza não há mesmo nada a fazer ‒ ainda-por-cima quando todos nós ajudamos (nem que seja nada fazendo) à construção deste cenário (expectável e perigoso).

 

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Para quem ainda se lembra da passagem do tornado de 16.11.2012

Vindo do mar e entrando pelo Carvoeiro

(e atravessando o concelho de Lagoa indo atingir com violência a cidade de Silves)

 

“Entre as 16 e as 17 horas de dia 4 de março de 2018 a região litoral do Sotavento Algarvio registou episódios de chuva e vento forte, que causaram impactos em estruturas e derrube de árvores, em particular nos concelhos de Faro, Olhão, Tavira, Castro Marim e Vila Real de Santo António. Estes eventos estiveram associados a uma perturbação convectiva em deslocamento para este-nordeste, vinda do mar e que entrou em terra a noroeste de Faro próximo das 16 horas e atingiu a fronteira com Espanha próximo das 17h. Tendo em consideração os relatos, incluindo imagens disponíveis, uma análise preliminar sugere ter-se tratado de um tornado, à semelhança do que aconteceu no passado dia 28 de fevereiro de 2018, também na região de Faro. Neste momento, os impactos identificados são compatíveis, pelo menos, com danos de tornado de classe F1, na escala de Fujita clássica. Uma classificação mais precisa desta ocorrência só poderá ser efetuada após uma análise mais detalhada dos impactos em combinação com os meios de observação, em particular do radar meteorológico.” (4 Março 2018 ‒ ipma.pt)

 

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Em Moncarapacho com o tornado a abater parcialmente o muro do estádio Dr. António João Eusébio onde decorria um jogo do Campeonato Nacional de Seniores

(com a força do vento a fazer cair os muros, danificando várias viaturas estacionadas no local)

 

Com o Algarve a continuar a ser submetido a uma onda de mau tempo (desde a chegada da tempestade Emma)

 

‒ Com chuva moderada/aguaceiros e sobretudo períodos de vento moderado/a intenso ‒

 

Tornado de 28.02.2018 em Faro

 

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Entrando pela Ilha de Faro

 

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E indo atingir a doca de Faro e o Jardim Manuel Bívar

 

A região sul de Portugal prioritariamente dedicada à atividade turística (aproveitando o seu bom tempo, o seu sol e a sua praia) viu-se inesperadamente (apesar dos avisos da influência das mudanças climáticas globais nesta região podendo num futuro próximo dar origem ao aparecimento de fenómenos meteorológicos como os Tornados) e num curto espaço de dias (entre o dia 28/02 e o dia 4/03) sob condições meteorológicas extremas aqui concretizadas sob a forma de Tornados:

 

O 1º ocorrendo na passada quarta-feira (dia 28), iniciando-se a sua visualização no mar mesmo em frente à Ilha de Faro, deslocando-se em direção à capital do Algarve, entrando pela zona da doca e atingindo intensamente a zona do jardim Manuel Bívar (destruindo aí um bar/esplanada) e daí prosseguindo finalmente para o interior (com mais destruição);

 

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No espaço de 5 dias com 2 tornados a atingirem a cidade de Faro e com uma das vítimas materiais da passagem do 2º tornado a ser o Shopping Algarve em Faro

(a essa hora e sendo um domingo, com o centro comercial cheio de gente)

 

E o 2º tendo ocorrido este passado domingo (dia 4), surgindo na mesma zona do 1º (no mar em frente à ilha de Faro) mas agora deslocando-se em direção à EN125 (entrada de Faro para quem vem de Portimão), atravessando a estrada (e na mesma e à sua volta provocando muitos danos materiais entre outros destruindo parcialmente um stand de automóveis) e atingindo na sua passagem (e com algum impacto) o Shopping Algarve ‒ e daí prosseguindo no seu rasto de destruição (superior ao do 1º tornado) em direção a Olhão (atingindo e danificando entre muitas outras estruturas como casas e estufas, o muro do estádio e alguns automóveis estacionados próximos do mesmo em Moncarapacho) chegando os seus efeitos até à ponta leste do Algarve (ao concelho de V. R. Santo António) mas felizmente não provocando vítimas (num e no outro tornado).

 

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Comunidade cigana do Cerro do Bruxo em Faro

A mais afetada tendo as suas casas completamente destruídas

(integrando cerca de 100 pessoas)

 

[Com as consequências da passagem deste tornado pela cidade de Faro (posteriormente atravessando todo o litoral algarvio de Faro a V. R. S. António) ‒ e ocorrido domingo 4 de Março ‒ a serem esmagadoramente danos materiais, apesar da existência de algumas pessoas desalojadas devido à força por vezes extrema do vento: provocando muitos danos nas suas habitações com rajadas de vento (registadas) chegando a atingir os 180Km/k. Destacando-se entre esses uma comunidade de cerca de uma centena de pessoas (de etnia cigana) residente numas das entradas da cidade (Cerro do Bruxo) e que com a passagem do tornado viu todas as suas habitações destruídas ficando desalojadas.]

 

[E tendo-se ainda como notícia (de hoje segunda-feira 5) proveniente da cidade de Albufeira, a indicação de que nas proximidades do edifício do Tribunal (mesmo ao lado da Câmara Municipal de Albufeira) uma árvore terá caído (na parte da manhã) ferindo algumas pessoas: não se sabendo ainda o estado dos feridos mas em princípio não sendo de grande gravidade.]

 

(imagens: meteopt.com ‒ André Vidigal/global Imagens/jn.pt ‒ sicnoticias.sapo.pt ‒ sabado.pt/redes sociais)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:52

20
Out 17

[E há mais de 100 horas atrás]

 

Hoje sexta-feira (20) e prestes a entrarmos em mais um fim-de-semana, com o tempo ‒ em Albufeira ‒ a continuar a prometer chuva (às 15 horas com 24⁰C de temperatura e céu parcialmente nebulado) mas com as previsões a apontarem para os próximos 7 dias (segundo o IPMA) temperaturas entre 12⁰C/16⁰C (mínimas) e 25⁰C/27⁰C (máximas) com céu pouco nublado e provavelmente sem precipitação (0 A 2%).

 

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O Céu sobre Faro

Prometendo chuva para esta semana

 

Neste início de semana de um mês de Outubro sem chuva de tempo ameno e seco ‒ e deslocando-me de Albufeira (de carro) em direção ao centro de Faro ‒ pude facilmente constatar o trânsito moderado na estrada (EN 125 por volta das 15 horas) e o céu um pouco encoberto (com nuvens cinzentas tapando o Sol), no meu trajeto a cumprir até chegar ao destino (de ida) e então aí aguardar: durante cerca de meia hora (ou mais) ficando a olhar para o céu (a mexer-se), a contar passarinhos (não vi nenhum), a ver se entretanto chovia (e o tempo mudava) e no meio (sem saber como) enrolando papeis (e metendo-os numa garrafa): então o telemóvel tocou, estabeleci logo ligação e aí uma voz disse (vinda do outro lado) “OK já podes arrancar”. Dei a volta ao Hospital (de Faro), recolhi o utente (feminino) e arranquei para o exterior: por volta das 16:00 já circulava na estrada a caminho do Patacão. O céu lá continuava cinzento, não deixando ver o Sol (por vezes ele espreitava), em terra com estufas à direita (não se percebendo de quê) e à esquerda aves metálicas (em redor do aeroporto para lá de Montenegro).

 

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A Cidade de Faro

Prometendo um refúgio limitado

 

Durante a meia hora de permanência em Faro no interior do automóvel e aguardando pela chamada, observando os prenúncios da chegada (em breve) da chuva, a cor cada vez mais cinzenta do dia (devido à cobertura crescente de nuvens) e a tristeza de um sistema cada vez mais despido de vegetação (urbano e entendido basicamente como um dormitório) ‒ anteriormente solo agrícola e fértil agora asfixiado sob toneladas de asfalto e de betão, o fruto dourado/proibido ‒ e com cogumelos artificiais erguendo-se por todo o lado e sempre em direção ao Céu: à volta deles vivendo as pessoas (com mais sorte e ligadas aos Serviços) sem liberdade mas talvez protegidas (rezando aos céus mas protegidas dos fogos/pelo menos exteriores) e mesmo que estáticas ou pelo contrário dinâmicas, cumprindo todos os dias o pré-estabelecido. Basicamente com toda a população da Região Algarvia ‒ menos de 500.000 residentes (e servindo de isco ou de chamariz para todos aqueles que foram empurrados para a Hotelaria/Restauração transformando este país num enorme RESORT ‒  como se não existisse futuro noutras áreas como as das ciências e das tecnologia seja no sector intelectual como manual ‒ e assim condicionando as opções dos mais jovens) ‒ a ter como única perspetiva Futura (de vida e de profissão para si e seus descendentes) ser um TURISTA ou então (à falta de outra opção) trabalhar apenas para eles. Nada que nos espante já que uma das permissas para a entrada de Portugal na CEE (no ano de 1986) ‒ pelo qual o PS lutou (Mário Soares), o CDS esteve contra e o PSD disse sim logo seguido de “Venha a Nós o Dinheirinho” (com o Homem do Leme a ser Cavaco Silva) ‒ seria o de se transformar numa grande Pousada (turística e também para idosos/reformados), carregadinha de árvores (para a produção da pasta de papel) e tendo ainda a opção da criação de cabeças de gado (e de outros animais como os de aviário ou de viveiro) ‒ tudo sendo dirigido para na concretização efetiva do nosso Grande Desígnio (Português e Europeu), trabalharmos para um TRUMP mas aqui sendo Europeu. E no caso do Algarve sendo mais preocupante (uma possível mudança de Desígnio), face ao perigo vindo do Mar e das suas Plataformas (de petróleo e de gás natural).

 

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Albufeira

No centro da Região do Algarve

 

De regresso à cidade de Albufeira e aí chegado pelas 17 horas, o resto do dia decorreu normalmente (de acordo com um quotidiano repetitivo e sem grandes percalços), com a execução das tarefas habituais (e mais comuns) para esse período (final) do dia ‒ e seguindo-se a noite e o seu precioso (e delicado) silêncio: onde isolados do ruído do dia e sendo capazes de nos abstrair de todas as interferências subliminares oriundas do exterior (como as saídas, por vezes ininterruptamente, da nossa TV) ‒ um ruído de menor frequência no entanto mais intrusivo e ensurdecedor dada a sua intensidade/característica manipuladora ‒ nos possamos libertar de todos os limites (entrando sem pressões indevidas, no nosso Imaginário), tentando descobrir quais as nossas verdadeiras fronteiras tanto físicas como mentais. Nesta sexta-feira (já dia 20 sexta-feira e com a noite a caminho) por aqui como por perto, com uma reunião do Governo português (extraordinária) a estar marcada para sábado e tendo como pano de fundo um cortejo (trágico) de mais de 100 mortos ‒ com uns estando contra, outos a favor, outros nem se pronunciando e no entanto sendo todos culpados (incluindo nós e tendo no topo a hipocrisia todos os nossos políticos, tendo já tido responsabilidades governamentais e no entanto nada tendo feito) ‒ esperando-se que daí saia uma resposta IMEDIATA e um pagamento de Indeminizações como a concretizada em Espanha devido aos incêndios na Galiza (também com vítimas mortais e grandes danos materiais), comparando estas vítimas às vítimas do terrorismo; e na Península Ibérica com o agravamento da crise entre o Governo de Espanha e a Região Autónoma da Catalunha ‒ arriscando-se esta à perda do seu Estatuto (pelo menos temporariamente), a algumas prisões inevitáveis (de independentistas incluindo membros do Governo Regional) e a convocação de novas eleições ‒ prevendo-se a ocorrência de mais incidentes entre as várias fações em luta, tanto na Catalunha como em todo o resto de Espanha (e em todas as suas regiões autónomas conforme a sua posição e interesse). Certamente mau para Espanha e no caso de Barcelona podendo beneficiar (turisticamente) indiretamente o Algarve (e a sua taxa de ocupação) ‒ já que “O Mal para Uns pode ser o Bem para Outros”.

 

(imagens: PA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:52

04
Nov 16

“Ao chegar de madrugada à zona do aeroporto de Faro (rotunda) a primeira coisa que o influenciado pela Lua viu (lunático), foi um grupo de terrestres (Os Observadores) a olharem para o Céu (imaginando-se de partida) fixando os seus olhos na sua direção (comprovando com a sua chegada a existência do Outro Lado). E ainda com um cão para confundir, ali colocado para farejar (algum Evento inevitável e certamente paranormal).”

 

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Para quem não tem nada que fazer porque vive num sítio onde não há nada para ver (talvez porque se esteja em casa ou se use uma pala qualquer), uma das hipóteses de trabalho que nos podemos propor, será o de olhar para cima, procurar então a Lua e as muitas estrelas no Céu (de preferência de noite). E se a Lua for Cheia e tivermos um instrumento, muito melhor a observando e ainda mais Imaginando.

 

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3

 

Tal como o que nos é sugerido através da apresentação das imagens 1/2/3 obtidas a partir da análise dos mapas GOOGLE (neste caso apresentando-nos a Lua), onde a imagem ou a sombra de um objeto com forma um pouco estranha e aparentemente humanoide nos é oferecida, talvez de propósito talvez inadvertidamente, podendo muito bem representar um pequeno alienígena passeando-se sobre a superfície lunar.

 

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E como terrestres que sempre fomos adquiridos como seres inteligentes e racionais que sempre seremos (experimentando meramente para repetir e adorando ser eternamente replicado), não nos sendo difícil de entender como fator de justificação uma simples associação (no fundo uma experimentação simplesmente repetida), mas aqui bipartida, bidirecional e até interativa: pelo COLOSSO e pela NASA (imagens 4/5).

 

(imagens: Jeffery Pritchett)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:44

04
Ago 15

E assim se perde mais uma verdadeira Livraria e um grande Homem dos Livros: Carlos Simões.

 

Homenagem a um homem que sendo natural do distrito de Coimbra (Tábua – Covas), deixa na região do Algarve a parte mais importante da sua vida de trabalho e de usufruto pessoal: isto porque viver e trabalhar na nossa arte (qualquer que ela seja) é um dos maiores prazeres que levamos desta nossa vida, não só pelo que entretanto descobrimos mas também pelo que damos a conhecer. Numa Vida de Livros passada integralmente ao serviço da cultura e da memória desta antiga região de pescadores e de agricultores (e lutando como eles contra todos os elementos contrários): para mim (que também por lá passei) um dos maiores resistentes algarvios na defesa dos livros e das verdadeiras livrarias da região (não sendo por acaso que é um dos grandes alfarrabistas portugueses).

 

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Carlos Simões

 

JORNAL i – LUSA – 31.07.2015

 

O único alfarrabista de Faro, Carlos Simões, de 72 anos, viu-se forçado a encerrar a sua livraria esta semana, face a uma ordem de despejo, o que o levou a admitir doar centenas de milhares de livros lá contidos.

 

A livraria da rua do Alportel já não abriu na quinta-feira, depois de mais de 20 anos disponível para os clientes que procurassem livros raros, fora de impressão ou fossem apenas curiosos.

 

“Desempenhei um bom papel em Faro”, afirma o fundador da Livraria Simões, que estabeleceu a loja em 1982 (noutro espaço de onde também foi "corrido") e que há seis anos abriu um armazém distante do centro da cidade, onde se vai manter, ao mesmo tempo que confessa antever o seu “final de atividade”.

 

Às centenas de milhares de livros – cerca de 500 mil cópias – que diz ainda ter na livraria, assegura “não ter condições psicológicas” para as mudar de local, admitindo por isso doá-las, caso “haja uma autoridade que dê continuidade” ao seu trabalho, como a Câmara Municipal de Faro, em particular através da Biblioteca António Ramos Rosa.

 

A Lusa procurou obter uma posição da autarquia sobre o assunto, a qual foi remetida para mais tarde.

 

Em relação à ordem de despejo, o livreiro relata que o senhorio com quem lidou, e nunca teve problemas, morreu há pouco tempo e que a decisão deriva desse acontecimento.

 

O alfarrabista reconhece ter tido dificuldades em pagar a renda de mais de 700 euros desde o ano passado, altura em que começou “a dar por conta”, mas diz que os proprietários já lhe asseguraram que a dívida “está saldada”.

 

Carlos Simões garante à Lusa que vai continuar no armazém “até cessar atividade”, decisão que não gostaria de tomar, mas para a qual tem vindo a ser sensibilizado pela família devido à idade.

 

Há seis anos “já havia indícios da crise” e começou a vender livros na via pública, perto da rua de Santo António, hábito que mantém pela manhã.

 

Natural de Oliveira do Hospital, órfão, passou a infância e parte da adolescência em colégios da instituição Bissaya Barreto “até aos 17 ou 18 anos”, tendo alimentado a paixão pelos livros desde pequeno.

 

Simões conta que chegava a levar uma pequena lanterna para a cama, onde lia livros infantis e juvenis debaixo dos lençóis.

 

“O livro ainda é a melhor ferramenta da Humanidade”, diz, sem deixar esquecer que foi Faro a cidade onde se imprimiu o primeiro livro em Portugal, em 1487.

 

(imagem – WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:16

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