Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Nov 15

Ao ver na televisão uma manifestante à porta da Assembleia da Republica reclamando para si:

 

“Estar a viver o dia mais feliz da sua vida após o dia 25 de Abril de 1974”!
(10.11.2015)

 

Sensibilizando pela natureza e profundidade humana da sua afirmação e pelos tempos distantes e por muitos já esquecidos da nossa juventude (assim como o da esperança no futuro entretanto perdida), todos aqueles que tenham um mínimo de memória, cultura e respeito pelos outros.

 

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Todos nos têm deixado para trás

 

“De que estes últimos quatro anos foram uma verdadeira agonia,
Com a morte passeando de dia
E a noite sem emitir um ruído nem mesmo de desespero.”
(11.11.2015)

 

Quatro anos das nossas vidas coletivas e soberanas (que deviam ser sagradas e intocáveis), que pela total falta de vergonha e de respeito pelo povo português por parte de todos os responsáveis públicos e privados do nosso país (as duas faces da mesma moeda e dando ambas acesso ao poder) e pela covardia estratégica e oportunista de outros ditos portugueses considerando-se a elite (como se vê todos eles para além de pretensos técnicos superiores, políticos considerando-se iluminados e perfilhados partidariamente), quase nos fizeram recuar 41 anos e visualizar lá ao longe SALAZAR.

 

(imagem: Inopinado da Silva/plus.google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:00

07
Fev 15

"Estou feliz. Já tomei a medicação. E o ministro pediu-me desculpa pela demora."
(José Carlos Saldanha)

 

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José Carlos Saldanha, 50 anos, tem hepatite C há 19. Quinta-feira, um elemento do gabinete do ministro da Saúde foi-lhe dizer pessoalmente que já estava disponível a medicação que o pode curar. Paulo Macedo, a quem o doente tinha suplicado no Parlamento para lhe salvar a vida, mandou "pedir desculpa pela má condução do processo".

 

(texto: Raquel Monteiro/Expresso – imagem: Luís Barra)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:08
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10
Jun 13

No seu passeio iniciado recentemente sobre a superfície do ainda misterioso e desconhecido planeta Marte, o veículo norte-americano Curiosidade tem-nos oferecido imagens de paisagens espectaculares registadas durante o seu trajecto já cumprido em solo marciano. Aproveitando essas viagens exploratórias em território muito distante e ainda virgem para os seres humanos, uma das questões que todos levantamos de imediato e que entronca com o mistério associado ao nosso aparecimento e às nossas origens, é o da existência de vida neste planeta, no presente ou no passado. E sem água – sempre presente no interior e exterior dos nossos corpos – seres vivos como nós, não terão existido de certeza. No entanto e pondo de lado todos os disparates, a semelhança é tremenda!


A lógica evolutiva da ligação Marte-Terra

 

Quando éramos pequeninos e morávamos perto do mar era frequente na época do Verão especialmente quando fazia mais calor e a vontade muito apertava ir-mos até à praia mais próxima e molharmos os pés na água salgada do mar. Muitas vezes chegávamos à praia previamente escolhida e fazia um vento bastante desagradável além de o mar se apresentar com ondas perigosas e ser proibido nadar. Mas muitas e muitas mais vezes, de que jamais me hei-de esquecer, o dia apresentava-se lindo, o ar cheirava a maresia e até a água da maré-baixa que nos acariciava os pés, descobria debaixo de si um mundo secreto de dezenas e dezenas de seres vivos marinhos, habitando um território flutuando sobre pedras e areias. Um lugar que simbolizava a união de dois corpos numa dimensão reprodutiva.

 

O efeito da erosão provocada pela força do mar era bem visível para todo aquele viajante – mesmo que muito distraído e a usufruir em delírio da temperatura de um gelado – que se dirigisse em direcção ao areal, não só através do exercício do seu sentido da visão, como pelo usufruto pessoal do sentido do tacto e respectivo prazer resultante da sensação desse subproduto sedimentar, sob a epiderme colocada na parte inferior dos nossos pés, deixando-nos completamente alegres e desconformes como se nos estivessem a fazer cócegas sem parar. Com a mesma felicidade e saudade surpreendente, com que me recordo de parte da letra duma canção do tempo da minha avó: “O Mar enrola na areia, ninguém sabe o que ele diz, enrola na areia e desmaia, porque se sente feliz”.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:56

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