Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Mar 18

“A meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera terrestre. Seus aspetos mais tradicionais e conhecidos são a previsão do tempo e a climatologia.”

(física.ufpr.br)

 

A Origem do Extremo

 

uk-snow-forecast-933161.jpg

Os UK sob os efeitos da Besta de Leste 2.0

Sendo submetidos a forte queda de neve e frio intenso

Transportado pelo vento gelado

(sensação de -20⁰C)

 

Como dizem os líderes Britânicos no poder (os Conservadores) nomeando consecutivamente como autor de “Tudo o que de Mal se passa no Mundo” o líder e Presidente Vladimir Putin (não fosse ele um ex-agente dos serviços secretos da ex-URSS o KGB) ‒ desde o que se passa na Síria (uma Guerra Civil tendo de um lado o regime Sírio, a Rússia e o Irão/e grupos terroristas pró-Irão e do outro lado os EUA, os seus Aliados Ocidentais e a Arábia Saudita/e grupos terroristas pró-sauditas bem cotados como a Al-Qaeda e o Exército Islâmico), passando pela ingerência nas eleições norte-americanas (por replicação provavelmente estratégica/oriunda dos EUA profusamente divulgada pelos Media e estendendo-se curiosamente a todo o Mundo Ocidental) e terminando há poucos dias no envenenamento de um ex-agente russo (da sua filha e de um polícia britânico envenenados por um produto químico tóxico de fabrico pretensamente soviético ‒ o Novichok ‒ que os britânicos afirmam ter origem russa/numa fórmula desenvolvida há 47 anos e estes últimos origem mas no ocidente) Meteorologicamente falando e considerando o forte (e duplo) impacto de tal fenómeno (climático) nas Ilhas Britânicas (levando a ocidente com o mau tempo vindo do oceano Atlântico e a leste com o mau tempo oriundo do ártico/Sibéria), a Primeira-Ministra Teresa May e o seu governo Conservador deparam-se agora com um novo e inopinado ataque à soberania e integridade do seu território (a Ilha), muito provavelmente ordenado por Putin (ou a tempestade não se tivesse formado a leste) e fazendo os britânicos sofrerem intensamente (na pele) perante tal Extremo Meteorológico: a Besta de Leste 2.0 (na sequência da Besta de Leste 1.0). Pondo toda a Grã-Bretanha a tremer não por receio de um ataque russo mas devido ao frio extremo.

 

Os Efeitos do Extremo

 

IMG_3857 b.jpg

Albufeira sob chuva intensa e vento forte

Com as previsões a apontarem para um fim-de-semana com chuva

Interrompida 3ª feira e regressando 6ª feira

(mas com menor intensidade)

 

E assim no campo da Meteorologia (como aliás poderemos comprovar facilmente, bastando para tal ver o mau tempo que nas últimas horas tem varrido o Algarve e Albufeira) com os britânicos depois de levarem com duas tempestades quase que simultâneas (e de serem emparedados pelas mesmas) ‒ Tempestade Félix (vinda do Atlântico) e Besta de Leste 1.0 (vinda do Ártico/Sibéria) ‒ e nem sequer dispondo de um tempo (minimamente) aceitável de modo a recuperarem, a verem-se novamente com uma Onda de Ar Frio, com descida nas temperaturas, vento gelado e queda de neve ‒ como se pode ver hoje (na TV) no jogo disputado em Everton (para a Primeira Liga Inglesa) realizado sob um forte nevão. Mais rigorosamente (e deixando para trás a histeria política britânica) com o Mau Tempo registado por esta altura um pouco por toda a Europa (particularmente a leste e a norte) a ser agora originário da Escandinávia (Dinamarca, Suécia e Noruega) e no seu caminho atingindo mais intensamente a Polónia e as Ilhas Britânicas: na Polónia com descida acentuada das temperaturas, vento gelado (com o vento dando uma sensação de uns 20⁰C negativos) e queda de neve (mais de 25cm em Varsóvia) e na Grã-Bretanha registando-se as mesmas condições, prevendo-se durarem mais uns (3/4) dias. No caso de Portugal com as piores condições do tempo (para além da queda de neve em altitude) a terem-se registado hoje (sábado) no Sul (abaixo do rio Tejo), com períodos de chuva intensa e vento forte (e ondulação de 4/6 metros): mau-tempo esse que se estenderá até ao resto do país até à próxima segunda-feira (dia 19). Já quanto a Albufeira com previsão de chuva até ao dia 19 (segunda-feira mas regressando a 23/sexta-feira) e com as temperaturas a variarem entre 5⁰C/17⁰C (mínima/máxima).

 

(imagens: express.co.uk e PA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:42

19
Fev 18

British Open

(Final)

 

Reanne Evans ‒ 4 Nutcharat Wongharuthai ‒ 0

 

Estando presente nas 4 Finais das 4 provas até agora realizadas (contando para o Ranking Mundial) e das 4 Vencendo 2 (as outras 2 ganhas pela natural de Hong Kong Ng On Yee), a inglesa REANNE EVANS tornou-se na jogadora com melhor aproveitamento nesta época de 2017/18. Justificando mais uma vez a razão de ter sido 11X Campeã do Mundo (10X consecutivas entre 2005/13) e de ainda se manter como Líder do RM (prestes a perde-lo para Ng On Yee/HK logo agora que ganha o Open da Grã-Bretanha).

 

Evolução das duas Finalistas:

(do British Open)

 

Evans4001.jpgNutcharut-Wongharuthai_snooker.jpg

Reanne Evans/ING e Nutcharat Wongharuthai/TAI

 

Final

Reanne

Evans

ING

1

4-0

Nutcharat Wongharuthai

TAI

60

18.02

(2018)

Fase

(anterior)

Jogador

N

RM

F

Jogador

N

RM

F

G/1ªJ

-

-

-

-

Yvette

Greenway

ING

59

3-0

G/2ªJ

-

-

-

-

Rebecca

Kenna

ING

4

1-2

1ªR

Suzie

Opacic

ING

7

3-0

Maria

Catalano

ING

3

3-0

QF

Laura Evans

GAL

5

3-0

Wan Ka

Kai

HK

6

3-1

MF

Rebecca

Kenna

ING

4

4-1

Ng On

Yee

HK

2

4-2

(N: Nacionalidade RM: Ranking Mundial F: Frame G: Grupo J: Jornada R: Ronda QF: Quartos-Final MF: Meia-Final)

 

Nas 4 provas de Ranking (para Amadores) disputadas por NUTCHARAT nos anos de 2017/18, tendo vencido o Campeonato do Mundo Sub-18 de Snooker de 2017 (batendo na final a também tailandesa Siripaporn Nuanthakhamjan por 3-2), o Campeonato do Mundo de Sub-21 (batendo na final a chinesa Yuying Xia por 5-3), os Jogos Asiáticos/6-Reds (batendo na final a sua compatriota Waratthanun Sukritthanes por 4-0) e atingido a meia-final do Campeonato do Mundo (perdendo para W. Sukritthanes por 4-0).

 

Aproveitamento após 4 provas disputadas contando para o RM:

(com jogadoras presentes no mínimo numa MF)

 

OnYee400.jpgBex400.jpg

Ng On Yee/HK e Rebecca Kenna/ING

 

P

J

N

RM

V

F

MF

QF

Reanne

Evans

ING

2

2

-

-

Ng On

Yee

HK

2

1

1

-

Nutcharat

Wongharuthai

TAI

-

1

-

-

 

Rebecca

Kenna

ING

-

-

3

1

 

Maria

Catalano

ING

-

-

2

1

Katrina

Wan

HK

-

-

1

2

(P: Posição)

 

Seguindo-se agora a nível do Snooker Feminino Profissional (época 2017/18) a prova Rainha da modalidade: o Campeonato do Mundo de Snooker Profissional Feminino a disputar de 11/17 de Março em Malta, onde Ng On Yee (HK) tentará reerguer o Troféu (reconquistado o ano passado depois de o ter ganho em 2015) e Reanne Evans erguê-lo pela 12ª vez ‒ naturalmente se as outras jogadoras presentes estiverem de acordo (algo em que não se acredita).

 

Snooker no Masculino

 

E já agora iniciando-se hoje o Grande Prémio Mundial (Ladbrokes) ‒ Masculino ‒ contando para o Ranking Mundial, com a presença de 32 jogadores e disputando-se de 19/25 Fevereiro (com transmissão na Eurosport a partir das 19:00). Com Mark Selby/ING Líder do RM e com Ronnie O’Sullivan/ING Líder do Ranking da época (2017/18).

 

(imagens: WLBS)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:32

16
Fev 18

Open da Grã-Bretanha

17/18 Fevereiro 2018

Instituto de Stourbridge

 

DS35rqeW4AYa1hU.jpg

 

Aproveitando o interregno que decorre de 12 a 18 de Fevereiro no Campeonato do Mundo de Snooker Masculino (Época 2017/18) ‒ e já com 14 provas disputadas (contando para o Ranking Mundial/RM) ‒ decorre este fim-de-semana (sábado/17 e domingo/18) o WOMENS BRITISH OPEN 4ª prova do circuito a contar para o Campeonato do Mundo Feminino (e para o RM). Com o panorama da época 2017/18 (após 3 provas realizadas) a ser o seguinte (1ª: Paul Hunter Women’s Classic 2ª: LITEtask UK Women's Championship 3ª: Eden Women's Masters):

 

Snooker/Feminino ‒ Após 3 provas realizadas

 

P

J

N

RM

Ng On

Yee

HK

2

F

V

V

Reanne

Evans

ING

1

V

F

F

 

Maria

Catalano

ING

3

QF

MF

MF

-

Rebecca Kenna

ING

4

MF

QF

MF

Katrina

Wan

HK

(s/RM)

QF

MF

QF

So Man

YaN

HK

10

MF

-

-

 

Laura

Evans

GAL

5

-

QF

QF

-

Suzie

Opacic

ING

7

-

QF

QF

 

Shannon

Metcalf

ING

15

-

-

QF

-

 

Paula

Judge

IRL

21

-

QF

-

-

 

Diana

Stateczny

GER

23

QF

-

-

-

Fong Mei

Mei

HK

32

QF

-

-

(P: Posição J: Jogador N: Nacionalidade RM: Ranking Mundial F: Final V: Vitória MF: Meia-Final QF: Quartos-Final)

 

Nesta 4ª prova do Mundial Feminino estando inscritas 25 jogadoras, com 23 distribuídas por 7 grupos (de 3/4 jogadoras) das quais se apurarão as 2 primeiras (no total 14) juntando-se então na fase a eliminar às 2 primeiras do Ranking Mundial: e a partir daí com as 16 jogadoras apuradas (das 25) disputando uma 1ª ronda, seguindo-se os QF, as MF e a Final. Por curiosidade no ano passado e por esta altura (18.02) com a inglesa Maria Catalano a vencer na final do Troféu em Memória de Connie Gough a sua compatriota Rebecca Granger por 4-2.

 

Open da Grã-Bretanha ‒ Jogadoras inscritas

 

O

J

N

RM

O

J

N

RM

O

J

N

RM

1

Reanne Evans

ING

1

10

Jaique Ip Wan In

HK

12

19

Pui Ying Mini Chu

HK

34

2

Ng On

Yee

HK

2

11

Sharon Kaur

ING

13

20

Sharon

Lewis

GAL

52

3

Maria

Catalano

ING

3

12

Aimee Benn

ING

14

21

Yvette Greenway

ING

59

4

Bex Kenna

ING

4

13

Shannon Metcalf

ING

15

22

Nutcharut Wongharuthai

TAI

60

5

Laura

Evans

GAL

5

14

Stephanie Daughtery

ING

16

23

Chrissy Allwood

ING

61

6

Wan Ka Kai

HK

6

15

Jodie

Allen

ING

18

24

Jackie

Ellis

IRL

82

7

Suzie

Opacic

ING

7

16

Claire Edginton

ING

19

25

Connie Stephens

ING

S/RM

8

Diana Schuler

ALE

8

17

Emma Parker

ING

22

-

-

-

-

9

Jenny

Poulter

ING

11

18

Chloe

White

ING

31

-

-

-

-

(O: Ordenação por RM)

 

Concluída esta prova ficando por disputar (das 6 provas programadas para a época de 2017/18) o Campeonato do Mundo Feminino a realizar-se entre 14 e 17 de Março em Malta e finalmente o LITEtask Festival of Women’s Snooker a realizar-se entre 13 e 17 de Abril em Leeds (Inglaterra) ‒ esta última prova acompanhando no tempo as Qualificações do Campeonato do Mundo Masculino (a decorrer em Sheffield de 11/18 Abril) e antecedendo a prova Rainha do Snooker o Campeonato do Mundo Betfred (Masculino). A realizar-se no Crucible Theatre.

 

(imagem: WLBS)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:30

07
Fev 18

[Em 06.02.2018]

 

Cumpridas 20 das provas incluídas no Circuito Mundial de Snooker época 2017/18 (13 individuais contando para o Ranking Mundial/RM, 5 individuais não contando para o RM e 2 por equipas), faltam-se ainda cumprir mais 8 provas (6 contando para o RM e 2 não contando para o RM) até se chegar a 21 de Abril data do início da prova final (da temporada): aquela que consagrará o novo Campeão do Mundo de Snooker (o Betfred World Championship).

 

Com a próxima prova a ser o Coral Shoot-Out (de 8/11 Fevereiro) contando para o RM.

 

DingLiang.jpg

China

Campeã do Mundo por Equipas

(com Ding Junhui e Liang Wenbo)

 

Coletivamente com a China a conquistar a Little Swan World Cup (um Campeonato do Mundo de Snooker coletivo/por países) ‒ com a sua equipa a ser formada por Ding Junhui e Liang Wenbo vencendo na Final a Inglaterra (com Judd Trump e Barry Hawkins) por 4-3; e com a Grã-Bretanha (Ronnie O´Sullivan, Mark Williams, Graeme Dott, Michael Holt e Joe Perry) a bater a China (com Ding Junhui, Liang Wenbo, Yan Bingtao, Zhao Xintong e Zhou Yuelong) e no CG CVB Snooker Challenge (um duelo a 2 entre os 2 principais blocos GB/China) por 26-9.

 

Individualmente e disputadas 18 provas (com 13 delas contando para o RM) com a performance dos jogadores (oito melhores) a ser a seguinte ‒ e indicando a fase atingida (Vitória/V, Final/F ou Meia-Final/MF):

 

J

N

RM

V

(13+5)

F

(13+5)

MF

(13+5)

Ronnie O’Sullivan

ING

2

3+0

0+2

-

Mark

Williams

GAL

7

2+1

-

1+0

Judd

Trump

ING

3

1+0

1+0

2+2

John

Higgins

ESC

5

1+0

-

2+2

Luca

Brecel

BEL

15

1+0

-

1+1

Ryan

Day

GAL

17

1+0

-

1+0

Neil

Robertson

AUS

13

1+1

-

-

Mark

Selby

ING

1

1+0

-

-

(J: Jogador N: Nacionalidade)

 

474023_1.jpg

Ronnie O’Sullivan/Mark Selby

Vice-Líder do RM e Líder da época/Campeão do Mundo e Líder do RM

(respetivamente)

 

Com as restantes 5 vitórias a serem distribuídas por (contando para o RM) Michael White (GAL) e Ding Junhui (CHI) e (não contando para o RM) Shaun Murphy (ING), Kyren Wilson (ING) e Mark Allen (NIRL). E com os jogadores com melhor aproveitamento (vitórias) a serem Ronnie O´Sullivan e Mark Williams/17%, seguidos de Neil Robertson/11%. De momento com a tabela indicando o Top 16 do Ranking Mundial a ser o indicado na tabela (seguinte):

 

RM

J

N

£ (X1000)

RM

J

N

£ (X1000)

1

Mark

Selby

ING

1419

9

Mark

Allen

NIRL

400

2

Ronnie O’Sullivan

ING

722

10

Marco

Fu

HK

373

3

Judd

Trump

ING

704

11

Stuart

Bingham

ING

328

4

Ding

Junhui

CHI

653

12

Allister

Carter

ING

328

5

John

Higgins

ESC

537

13

Neil

Robertson

AUS

322

6

Shaun

Murphy

ING

516

14

Kyren

Wilson

ING

314

7

Mark

Williams

GAL

430

15

Luca

Brecel

BEL

309

8

Barry

Hawkins

ING

402

16

Anthony

McGill

ESC

283

(£: Libras)

 

Neste mês de Fevereiro ainda se realizando 2 provas contando para o RM (14ª/15ª) e iniciando-se uma terceira (16ª igualmente contando p/RM), com Anthony McGill (14ª/Coral Shoot-Out), Barry Hawkins (15ª/GP Mundial) e Stuart Bingham (16ª/Open do País de Gales) a defenderem o respetivo troféu (conquistado em 2017).

 

(imagens: PA e WPBSA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:45

21
Jun 17

Qual é a Função do Jornalismo/Jornalista?

 

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The Times

(20.06.2017)

 

Ao ler a primeira página do diário inglês THE TIMES (de 20 de Junho de 2017) pode-se verificar imediatamente como o jornalismo nos dias de hoje abandonou a única função (objetiva) para o qual foi inicialmente criado ‒ INFORMAR ‒ para contra toda a deontologia moral e profissional do setor se transformar (trocando a sua sobrevivência financeira por contrapartidas aos seus acionistas) num mero agente intermédio (e subliminar) tendo como único objetivo MANIPULAR. Uma VERGONHA para o JORNALISMO e ainda maior para os JORNALISTAS ‒ que se pensam que o são mesmo que certificados, estão completamente enganados e crescentemente descredibilizados (é o que dá encostar-se aos políticos).

 

Senão vejamos dois títulos como sempre encomendados e mais uma vez dirigidos, um aos RUSSOS (ignorando fronteiras) e outro aos MUÇULMANOS (desprezando religiões):

 

RUSSIA threatens RAF and US air force Jets in Syrian stand-off

 

Jobless “lone wolf” held over attack on mosque

(Father of four had suffered mental health problems, say family)

 

No primeiro caso com um jato da Confederação Russa a fazer uma rasante a um avião de espionagem dos EUA (segundo fontes norte-americanas passando a uns escassos 1,5 metros de distância um do outro) ou não estivesse o avião norte-americano apesar de circular em águas internacionais a passar apenas a 40Km de Kaliningrado um enclave russo (também nas costas do Báltico) localizado entre a Polónia e a Lituânia (com os russos a afirmarem terem sido provocados antes). Deixando-nos a pensar como reagiriam os EUA se a Confederação Russa resolvesse fazer voos do mesmo tipo, a uns insignificantes 40Km da costa do seu país. Aqui transformando a ameaça oriunda do exterior e dirigida a um território próximo (assim me sentiria se visse desconhecidos a rondar a minha casa) no elemento Ameaçado e por outro lado considerando os residentes, por receio e como procedimento natural de defesa, o elemento Ameaçador.

 

No meu caso e como experiência real e pessoal tendo já interiorizado que se não marcarmos presença seremos sempre espoliados ‒ e sendo tudo uma replicação (do maior para o mais pequeno), ignorando a ação de vizinhos e a indiferença de muitos outros, sendo roubado tipo Ground Zero, só ficando mesmo com a casa e por ainda estar agarrada (paredes e tetos).

 

Já no segundo caso e desde que o referendo sobre a permanência da Grã-Bretanha na Comunidade Económica Europeia fora realizado (em 23 de Junho de 2016 e com a resposta a apontar para a Não permanência), num cenário talvez nunca esperado (mesmo pelos Conservadores), com o abandono estratégico de David Cameron (o primeiro responsável pela derrota) e a chegada da Ex subordinada e inexperiente Theresa May (não caberia na cabeça de ninguém estas eleições antecipadas), atirando pelo menos temporariamente o clima social, económico e político da Grã-Bretanha para um impasse perigoso por indefinido, podendo ter consequências imprevisíveis e agravando ainda mais a situação interna do país (e a sua imagem internacional, parecendo querer fazer companhia ao seu aliado norte-americano). Neste cenário agravando as contradições e podendo levar a extremos: como o de acusar como responsáveis pelo desemprego entre os britânicos a presença de muçulmanos no país e assim justificando como esperado (para não dizer natural) o ataque a uma mesquita.

 

Percebendo o jornalismo de hoje não como oriundo de um conjunto de indivíduos dedicados (como numa MISSÃO) a informar-nos de tudo o que viam e com os seus órgãos dos sentidos aí presentes experienciavam ‒ e logo aí se nos dirigindo, atingindo-nos diretamente como em vasos comunicantes, sem possibilidade de recuo e sem qualquer tipo de intermediário (no princípio, no meio ou no fim da linha) ‒ mas como mais uma função, cumprida por indivíduos certificados, apenas para servirem uns poucos. E enganando todos os outros a troco duma contribuição tal e qual um MERCENÁRIO.

 

“O Governo é liderado por um robot falante, apelidado ‘Maybot’, que de alguma forma conseguiu visitar a torre ardida na zona oeste de Londres [torre Grenfell] sem falar com um único sobrevivente ou trabalhador voluntário.”

(Jornal Económico/Christian Zaschke)

 

(imagem: thetimes.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:38

09
Jun 17

Tentando reforçar a sua maioria no parlamento britânico de 330 lugares (em 650 maioria a 326) Theresa May desejou antecipar as eleições (não ligando às preocupações dos seus eleitores) e o resultado foi uma estrondosa derrota: perdendo a maioria e 31 lugares e mesmo assim (e ao contrário de David Cameron) não querendo demitir-se. Entreabrindo a porta nº 10 e deixando desde já Jeremy Corbin à espreita (sendo necessário para entrar apenas empurrar a porta) tal o caos estratégico do partido Conservador (completamente à deriva desde que David Cameron como um “verdadeiro comandante” foi o 1º a abandonar o barco).

 

GettyImages-693704660-1160x805.jpg

Jeremy Corbin (Trabalhistas/Sindicalista/68 anos) ‒ 40,0%

Theresa May (Conservadores/Banco de Inglaterra/60 anos) ‒ 42,5%

 

Com os resultados das Eleições no Reino Unido já conhecidos, a primeira conclusão a tirar (até porque estas eleições antecipadas foram promovidas pelos Conservadores de modo a reforçarem a sua liderança) é que o partido no poder sofreu uma considerável derrota (o 2º grande erro Conservador neste caso da autoria de Theresa May): dos 330 lugares que lhe davam uma maioria no parlamento britânico passando a 318 e apesar de continuar a ser o maior partido, perdendo a sua margem de manobra e ficando dependente de alianças com terceiros (e menores partidos). E colocados perante as negociações associados ao Brexit (o 1º grande erro Conservador neste caso da autoria de David Cameron), não se percebendo até ao momento como querendo prosseguir o seu caminho (como se nada se tivesse entretanto passado) Theresa May irá resolver a embrulhada em que se enfiou ‒ para já falando-se de uma aliança (não de Governo) com os Democratic Unionist (da Irlanda do Norte) atingindo assim a maioria com 328 lugares (maioria com 326), mas por outro com os Trabalhistas a oferecerem-se também para um possível Governo por si liderado (minoritário) apoiado por outras forças com lugares no parlamento Britânico e mais próximos do centro-esquerda. E desse modo com o partido Trabalhista do tão contestado Jeremy Corbin (interna e externamente) a ser o grande vencedor destas eleições de 8 de Junho, não só pela sua grande subida de lugares no parlamento (+31 lugares), como da subida espetacular no número de votantes (perigosamente próximo dos Conservadores) ‒ colocando-o hoje numa posição de força no parlamento britânico e talvez iniciando aí (e agora) o seu caminho para ser o próximo Primeiro-Ministro agora que a ameaça de novas eleições começa cada vez mais a pairar no ar.

 

Partido

 

Lugares

Evolução

Votos

(%)

Conservative

 

318

-12

13,650,918

42.45

Labour

 

261

31

12,858,644

39.99

Scottish National

35

-19

977,568

3.04

Liberal Democrat

12

3

2,367,038

7.36

Democratic Unionist

10

2

292,316

0.91

Sinn

Féin

7

3

238,915

0.74

Plaid

Cymru

4

1

164,466

0.51

Green

 

1

0

524,604

1.63

Ind

 

1

-4

144,884

0.45

Ulster

Unionist

0

-2

83,280

0.26

Soc. - Dem. and Labour

0

-3

95,419

0.3

Ukip

 

0

0

593,852

1.85

Other

 

0

0

166,336

0.52

Resultados das Eleições Gerais na Grã-Bretanha de 8 de Junho

(um lugar por definir de um total de 650 ‒ maioria 326)

 

Indo-se agora viver no Reino Unido mais um período de grande indefinição política, com os Conservadores a continuarem a lutar pelo Brexit (e sejamos sinceros forçados a seguir essa opção) ao mesmo tempo que uma maioria cada vez mais significativa (e declaradamente contra os resultados do referendo do Brexit) continuando a sua luta pela permanência ‒ enquanto mesmo ao lado da Ilha e face à confusão instalada, o Continente mesmo sob uma grande crise sorri com a situação do filho há muito tresmalhado, mas (antes) oficialmente não declarado. De resto e observando o cenário eleitoral resultado de 8 de Junho com o parido Escocês a sofrer uma significativa descida (perdendo 19 dos seus 54 lugares distribuídos entre Conservadores/Trabalhistas), com o UKIP a desaparecer não do parlamento mas da vida política inglesa (apoiantes do Brexit) e com outros pequenos partidos (Liberais e pequenos partidos de Gales e da Irlanda do Norte) a manterem/subirem ligeiramente a sua representação. E do meio desta confusão indo muito provavelmente surgir um Governo com data de fim marcado (Conservador, minoritário e apoiado no parlamento) preparando-se para dentro de meses levar a cabo mais um ato eleitoral: com a América em guerra interna (os derrotados não aceitam os resultados), com a Europa completamente à deriva (à espera que os vitoriosos na América consigam emergir), com a guerra a poder explodir e alastrar a todo o Médio Oriente (agora que Trump armou os sauditas até aos dentes de modo a levar a sua avante, mesmo eliminando grandes aliados na proliferação do terrorismo como o Qatar) e agora como se já não bastasse e por completa incompetência e excesso de arrogância dos Conservadores criando o caos na Grã-Bretanha e adiando mais uma vez o país. Afinal de contas saindo ou reentrando?

 

(dados da tabela: theguardian.com ‒ imagens: politico.eu/Getty Images)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:21

12
Set 15

A Grã-Bretanha tem um novo líder Trabalhista

 

O Partido Trabalhista acaba de eleger como seu líder JEREMY CORBYN, um militante veterano com 66 anos de idade, representando a ala mais à esquerda do maior partido da oposição na Grã-Bretanha.

 

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Jeremy Corbyn

 

Eleito com cerca de 60% dos votos expressos pelos seus apoiantes trabalhistas, o novo líder esquerdista inglês sucede na liderança do seu partido a Ed Miliband, inesperada e estrondosamente derrotado nas últimas eleições realizadas há meses (232T/331C em 650 parlamentares eleitos).

 

O que aconteceria se a Grã-Bretanha virasse à esquerda?

 

“Jeremy Corbyn Is Following Bernie Sanders' Campaign With Great Interest”
(huffingtonpost.com)

 

Enquanto isso nos EUA o senador Democrata de tendência socialista Bernie Sanders candidata-se à Casabranca como Independente (tentando assim penetrar na embrulhada de candidatos que ainda se digladia na antecâmara presidencial de 2016), sabendo-se de antemão apenas poderem ser nomeados oficialmente e com credibilidade (vencedora), ou um indivíduo como candidato Democrata (neste momento com Hillary à frente nas sondagens) ou um outro como candidato Republicano (neste momento com Trump à frente nas sondagens).

 

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Bernie Sanders

 

Imaginemos um ano de 2016 com a Europa em reflexão profunda (sobre a sua grave e prolongada crise económica), com a invasão crescente dos surtos migratórios vindos de sul e de leste (fugindo da guerra e do caos aí reinantes), com o conflito da Ucrânia em hibernação mas sempre presente (as eleições norte-americanas vêm a caminho) e com a crise bolsista chinesa como pano de fundo, tendo como complemento toda a Europa de leste a virar à direita (com a europa ex-comunista a liderar), todo o ocidente a virar à esquerda (Grécia, Portugal, Espanha, etc.) e ainda com a Grã-Bretanha a apresentar um potencial candidato a futuro Primeiro-Ministro Inglês situado bem à esquerda, muito atento à campanha de um outro importante esquerdista mas neste caso candidato à presidência dos EUA.

 

Devia ser muito interessante assistir a uma luta continental HILLARY/TRUMP/SAUNDERS, com o ilhéu CORBYN a assistir.

 

(imagens – WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:13

22
Ago 15

“Shoreham plane crash: Seven dead after Hawker Hunter hits cars”
(bbc.com)

 

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Momento do choque do Hawker Hunter nas proximidades da A27

 

Face a um incidente como este (pela sua gravidade e localização) o que me pergunto é como é que ainda é possível em países desenvolvidos e avançados como a Grã-Bretanha, sucederem acidentes previsíveis e mortais como o sucedido hoje no aeroporto de Shoream.

 

Neste incidente que até ao momento já provocou 7 mortos e mais de uma dezena de vítimas (os automobilistas que circulavam na via rodoviária adjacente ao terreno do aeroporto), o detalhe fundamental que originou este acidente não estará muito provavelmente nem no piloto, nem na máquina, nem nas condições atmosféricas, mas simplesmente e certamente no responsável que autorizou a realização do Evento.

 

E se alguém ainda tinha dúvidas em identificar e aceitar racionalmente as suas causas, basta olhar para esta notória, violenta e fatal consequência e constatar que as vítimas até agora contabilizadas e relacionadas com este acidente, nem sequer tinham nada a ver com o festival aéreo a decorrer. E foram estas as suas vítimas (excluindo o piloto gravemente ferido).

 

E se já aceitamos como normal todas as notícias de mortos que nos chegam todos os dias aos nossos ouvidos, temos também que compreender que o que se passa lá longe pretensamente com outros motivos, um dia também se passará connosco bastando apenas banalizar as vítimas: só que aí as vítimas seremos nós.

 

Pior do que isto só mesmo na China (explosão no porto chinês de Tianjin provocando mais de 150 mortos e várias centenas de feridos). Mas na verdade e a continuarmos assim, vamos mesmo no MAU caminho.

 

(imagem – twitter.com/hashtag/Shoreham)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:27

08
Mai 15

A Grã-Bretanha foi a votos na passada quarta-feira. Com as sondagens a apontarem para um possível empate técnico Conservadores/Trabalhistas, a maioria dos cidadãos da Grã-Bretanha não hesitaram e preferiram a continuidade: maioria absoluta Conservadora.

 

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Um vencedor e três demissionários

 

A Democracia tem destas coisas: se antes permitia a vitória do Fascismo (por maioria de votos, por maioria de armas ou por maioria de ambos), nos nossos dias os números de nada valem (dependendo do sítio da urna). Ora vejam:


• O partido Conservador (24.4%) face ao resultado do partido Trabalhista (20.1%) deveria ter uns 281 lugares; efectivamente tem mais 50 (331);
• O partido Escocês apesar da sua reduzida representatividade (3.1%) face a Conservadores/Trabalhistas é a terceira bancada parlamentar com 56 representantes;
• O partido UKIP apesar dos seus quase 4 milhões de votos (o terceiro partido mais votado com 8.4%) apenas elege 1 representante;
• O partido Democratas/Liberais paga a factura pela sua anterior aliança com os Conservadores, ficando-se pelos 8 representantes;
• E pequenos partidos (na ordem de uma a duas centenas de milhares de votantes) ainda cantam vitória superando o (medalha de bronze) UKIP;
• Tudo isto contando com uma abstenção muito próxima de 1/3 dos votantes, desses 1 em 4 votando Conservadores e com estes últimos a alcançarem a maioria absoluta.

 

Nada muda, nada nunca mudará. Nem sequer no verdadeiro Hiper-mercado em que se transformou a Grã-Bretanha: de um lado Londres o Centro de Negócios, uma ou outra cidade ainda com aspirações e depois é só paisagem. Pobre e sem intelectuais. A vida está difícil e já não existe esperança. Mas ainda existe emprego e a província é sempre um recurso. Tudo abandonado, infra-estruturas deficientes, tranquilidade absoluta e casas a bom preço. Mas aqui nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Existem sempre transportes e fábricas de embelezamento. Um país cercado por uma classe política há muito instalada e cordialmente suportada pela Rainha de Inglaterra. Apenas com um pequeno entrave mas difícil de engolir: os escoceses do whisky. Não sendo a água o motivo da separação da Grã-Bretanha do resto da Europa (como o demonstram inequivocamente os emigrantes), mas o convencimento destes ilhéus de que os EUA serão sempre o seu futuro e a sua salvação. Talvez estejam certos mas o mais provável é estarem errados: “amigos, amigos, negócios à parte”.

 

Os emigrantes poderão ficar descansados: derrotado o candidato Trabalhista tudo continuará exactamente na mesma. Vida escrava mas bem paga (para o emigrante) e o desespero situacionista (para o nacional). Um país pleno de serviços, dinheiro e transformação intermédia: recebendo de todo o mundo, embalando tudo bem e pondo-se ao lado do capital (sem restrições e global). Norte-americano ou chinês (e com árabes pelo meio). No que diz respeito ao futuro da Europa mais uma caixa de surpresas: se por um lado a vitória dos Conservadores é benéfica para a actual política europeia (paralisada na cadeira de rodas, enquanto empurrada pelos EUA), por outro lado até que poderá representar o seu fim, se um dia por um motivo qualquer (para a Europa) a Grã-Bretanha decidir abandonar o Euro. Aí a sua posição exterior seria vital para a Europa. Afastada a França (ultrapassada e sem ideias), diabolizada a Rússia (adversário não submetido) e isolada a Alemanha (indefinição e incompetência), o grupo cingir-se-ia à sede (EUA) e à sua única filial (Reino Unido). Quanto a Portugal se a direita pensa que daí tirará dividendos (afinal de contas a política do Governo anterior funcionou na Grã-Bretanha), nós não somos uma ilha e estamos colados ao continente.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:33

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