Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

22
Out 15

Numa surpreendente declaração do Primeiro-Ministro Israelita BENJAMIN NETANYAHU (que surpreendeu todo o mundo pelas implicações históricas que introduziu, tratando-se no fundo duma tentativa de reescrever a História), o mesmo afirmou serem os Palestinos os responsáveis pelo Holocausto dos Judeus (durante a II Guerra Mundial), desresponsabilizando pelo menos parcialmente HITLER e o seu regime NAZI.

 

Netanyahu:
Hitler Didn't Want to Exterminate the Jews
(21.10.2015/haaretz.com)

 

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Netanyahu

 

In a speech before the World Zionist Congress in Jerusalem, Netanyahu described a meeting between Husseini and Hitler in November, 1941: "Hitler didn't want to exterminate the Jews at the time he wanted to expel the Jew. And Haj Amin al-Husseini went to Hitler and said, 'If you expel them, they'll all come here (to Palestine).' According to Netanyahu, Hitler then asked: "What should I do with them?" and the mufti replied: "Burn them."

 

(No início de 1943, Al-Husayni teve um importante papel na organização, formação e integração de muçulmanos da Bósnia em várias unidades da Waffen SS e outras unidades. A maior foi a 13a Divisão "Handschar" (21.065 homens), que conduziu operações contra os comunistas nos Bálcãs, a partir de fevereiro de 1944. Foi responsável por atrocidades praticadas contra civis, em especial prisioneiros judeus – wikipedia.org)

 

Mais uma contribuição de natureza racista (e desta vez de origem inacreditável) tentando branquear o papel de Adolf Hitler no Extermínio dos Judeus, comunicando-nos através do Primeiro-Ministro de Israel que se Hitler cometeu o genocídio só o fez a pedido de terceiros (neste caso um natural da Palestina, logo oriundo de uma raça diferente). E ainda diziam que eram os líderes iranianos (representantes do Eixo do Mal), a comandar uma campanha de hipocrisia e manipulação (global) negando o Holocausto dos Judeus pelo Regime Nazi de Adolf Hitler.

 

(imagem: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:50

10
Fev 15

Realidade, Manipulação e Ilusionismo

 

Um museu localizado na cidade estoniana de Tartu decidiu comemorar a passagem dos 70 anos sobre a libertação dos presos sobreviventes dos campos de concentração e de extermínio nazi, exibindo uma exposição intitulada “My Poland: Of Remembering and Forgetting” – mas de uma forma divertida e para que todos pudessem sorrir. As vítimas (sobreviventes, familiares, amigos) é que não gostaram.

 

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Realidade

(Kloog – corpos de prisioneiros para cremação)

 

Durante a II Guerra Mundial a rede de campos de concentração e de extermínio instalados na Estónia pela Alemanha Nazi, foram responsáveis pela morte de dezenas de milhares de pessoas, com os estonianos, os ciganos e os russos a serem as suas maiores vítimas. E com um parâmetro comum a muitas dessas pessoas: serem judeus. Só estonianos foram mais de 9.000 (entre eles 1.000 judeus), acrescidos de 15.000 soviéticos e finalizando com 10.000 judeus de outras nacionalidades (dados da Comissão de História da Estónia). Exemplos disso foram os campos de KLOOG, LAGEDI e VAIVARA.

 

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Manipulação

 

Fazendo as contas no nosso calendário saltitante (evoluindo entre os limites do tempo de Guerra e do tempo de Paz), verificamos que vivemos há já setenta anos num ciclo de baixa actividade (militar no nosso continente). Baixa mas não nula, ou não fossem os desejos (psicóticos) de alguns, o de eliminarem (cirurgicamente) todos os outros: como o foi na Jugoslávia e o é agora na Ucrânia.

 

Motivo bastante válido para se comemorar mais uma vez o fim do HOLOCAUSTO e a passagem dos setenta anos sobre a libertação dos prisioneiros dos campos nazis: só com a salvaguarda da memória se poderá proteger a cultura e a memória de um povo. Fazer o contrário será atraiçoar os nossos pais e destruir o futuro dos nossos filhos.

 

Mas será que conjugar humor grátis com tragédia real em momentos tão profundos e tocantes como estes (em que muita gente ainda recorda um mundo que poderia ter existido, mas que foi completa e irracionalmente obliterado, levando à sua frente uma multidão e a morte como bandeira) é a resposta apropriada? Comparar o holocausto a uma qualquer super produção de Hollywood ou ver crianças a brincarem numa câmara de gás antes de serem intoxicadas e mortas, que contribuição terá para uma melhor compreensão de um tempo de horror e genocídio que ainda hoje mal compreendemos? Só se pretenderem banalizar tudo e transformar a nossa vida num mero espectáculo: assim será fácil aceitar a morte (e talvez por outras mãos replicá-la).

 

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Ilusionismo

 

Desvalorizando talvez inconscientemente o ressurgimento um pouco por toda a Europa de novos grupos e poderosas forças bem organizadas de extrema-direita, muito particularmente nos países que anteriormente faziam parte da Europa de Leste (neles incluindo muitos estados que pertenciam à URSS ou eram seus satélites) como é o caso flagrante da Estónia, podemos perguntar como é que este país tão implicado no passado neste processo de extermínio indiscriminado de seres humanos (por omissão e colaboracionismo), ainda se dá ao puro luxo de se divertir com o tema (o seu crime). Indícios de que não é por acidente que surgem casos como o da Ucrânia, em que bandidos económicos são substituídos por criminosos legais, nada os travando ou lhes acontecendo. Para assim proteger as pessoas.

 

Os objectivos desta exposição seriam o de proporcionar uma visão mais confortável deste facto histórico traumatizante, de modo a proporcionar a todos com humor e ironia, um novo e inovador caminho para a superação desse mesmo trauma. Se calhar até resulta. Pelo menos é menos intrusivo que uma lobotomia.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:04

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