Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Dez 16

Raramente se vai ao zoo.

Talvez o fizessem se fosse mais perto!

(iluminado e de noite)

 

Atravessando a galáxia com 100.000 anos-luz de diâmetro a uma velocidade tal que transformasse instantaneamente o ponto de partida no ponto de chegada (fazendo-o coincidir por sobreposição), dificilmente entre pontos coincidentes e se previamente nada de relevante tivesse sido referenciado, alguém repararia em pequenos detalhes – como uma das faces de uma partícula se encontrar parcialmente iluminada.

 

Numa imagem registada há mais de vinte anos (1994/1995) – tendo como protagonista o planeta Terra tal como visto de noite (na sua face temporariamente não iluminada pelo Sol) a partir de um local colocado no Espaço – pode-se facilmente identificar as regiões mais iluminadas (e mais urbanizadas) do nosso planeta:

 

earth_lights_lrg.jpg

Luzes noturnas provenientes das cidades da Terra

1 Outubro 1994 a 31 Março 1995

 

Sendo porventura possível que considerando o Sol a estrela de referência do nosso Sistema (e até porque uma estrela poderá ter outros motivos de interesse para além de ser o berço de uma espécie) outras espécies por aqui passem esmagadoramente em serviço e nem sequer nos atribuindo o simples estatuto de apeadeiro (talvez não passando mesmo de uma passagem de nível sem guarda).

 

Concentrando-se em zonas costeiras (e delimitando visualmente o contorno dos continentes) e em torno de redes de transporte (como a rede de autoestradas norte-americana e a rede ferroviária russa Transiberiana) – e tendo ainda como referência (notória) o curso do rio Nilo;

 

Com as zonas mal iluminadas ou apresentando-se completamente às escuras a localizarem-se no interior de África e da América do Sul (no interior das florestas) e espalhando-se ainda por zonas com baixíssima densidade populacional distribuídas por vários continentes (como os desertos de Africa, Austrália e Mongólia); nunca esquecendo a Antártida.

 

earth_lights_lrg B.jpg

Península Ibérica iluminada – 1994/1995

(ampliação da imagem inicial)

 

No caso de uma eventual passagem nas proximidades do planeta Terra de uma outra espécie previamente conhecedora da existência de vida neste canto perdido (mas fazendo parte) deste mesmo Universo, sendo pouco provável uma visita de exploração ou de simples cortesia ou não fossemos primitivos e com poucas expetativas: exceção feita se observadores da sua própria criação ou então de um território privado de caça.

 

Referindo-se ainda que zonas com maior densidade populacional (casos da China e da Índia) não significam ser as regiões mais iluminadas (veja-se até o contraste entre os dois países asiáticos) bastando para confirmar esse facto compará-lo com a Europa Ocidental – confrontando-se aqui países desenvolvidos, em vias de desenvolvimento, subdesenvolvidos e até superpotências (uma versão melhorada da mistura dos outros 3).

 

E que a única região do globo terrestre vista completamente às escuras (e talvez por esse motivo considerada um verdadeiro Santuário para nós) seja o ainda misterioso e para muitos de nós longínquo, continente da Antártida: sem a poluição que daí deriva (central elétrica) – veremos – mas já com o Homem aí presente – pudera (100 anos depois da invenção da eletricidade).

 

(dados e imagem: earthobservatory.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:24

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