Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

28
Fev 17

“O Imaginário é uma das partes constituintes de um Todo, de que também faz parte a Realidade.”

 

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Enquanto por cá nos entretemos a comemorar o Carnaval importado anual e sistematicamente do Brasil (nesta maciça colonização cultural tendo tido nela enorme influência as novelas brasileiras do pós-25 de Abril) – e em vez de colocarmos máscaras para fazermos o que nos der na gana e que durante todos os restantes dias do ano infelizmente não nos permitem fazer – mais uma vez nos escondemos covardemente, agora atrás de uma segunda barreira (máscara) imitando os gestos e os tiques daqueles que nos controlam e que deveríamos necessariamente questionar: ou estará tudo de tal maneira bem no Mundo que nem necessitaremos mais de opções e alternativas?

 

E até como os burros não usam palas (somos nós que lá as colocamos) é sempre bom ser como eles e ir indo ou recusando.

 

O que se poderá aplicar ao caso aqui a seguir referido dos acontecimentos eventualmente a decorrerem na Antártida, com uns a verem nas evacuações algo de estranho e até podendo sugerir a presença de outras entidades desconhecidas no terreno (aqui enterradas no gelo, podendo ser de origem alienígena e potencialmente perigosos), enquanto outros acompanhando desde o início todo o processo e apontando para tal procedimento como sendo normal (até pela manutenção das condições mínimas de proteção e de segurança para quem lá se encontra – sendo a evacuação apenas mais uma dessas estratégias) o referem como motivado pela presença de uma grande fratura progredindo perigosamente no terreno (um fenómeno natural ligado ao aquecimento global – e à participação artificial do homem). 

 

Mass Evacuation Of Antarctica Happening Just Now

All Civilians and Scientists Being Flown Out

Special Ops And Military Moving In

(25/02)

 

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I'm a civilian contractor for a defense industry company you've probably heard of.
We sell advanced hardware and electronic gear mainly to the US Army and Marines. Inhandle a lot of the logistics for moving mass quantities of this shit around.

 
I was enjoying a few brews this Saturday when I got called in for an emergency. I didn't think much of it until I got there and there were some heavy hitter top brass there I've never seen. We work closely with the military so when a bunch of Colonels show up I never met I knew some serious business was in the works. On top of that some of them looked really panicked. Can't divulge much but I can say there is an instant order to move a shit ton of some badass state of the art gear down to Antarctica. And also found out all civilians are getting evacced asap.


That is all I know. But never seen anything like this before. Thought I'd pass it along.

 

(godlikeproductions.com – Anonymous Coward – Use ID: 71009535 – USA – 25.02.2017)

 

Antarctic Researchers Forced to Evacuate

Due to Ice Shelf Melting

Larsen Ice Shelf is rapidly decaying causing sea level raise

(09.02)

 

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Antarctic researchers were forced to evacuate an area because of massive ice shelf melting. Changes which occurred in the Larsen Ice Shelf since the 1980s. The ice continues to tear apart. A huge crack in the Larsen C ice shelf is bound to free an iceberg as big as Delaware from the continent.

 

The massive Larsen Ice Shelf is located on the northeast coast of the Antarctic Peninsula along the Weddell Sea.

 

Researcher (Carl Anton Larsen, a Norwegian explorer) analyzed parts of the ice shelf in 1893. Based on the data provided by the National Snow and Ice Data Center (NSIDC), since 1995, this massive ice shelf in the Arctic continuously melted, losing 75% of its mass.

 

A study from 2004 shows that Antarctic researchers from NSIDC have revealed that massive sheets of ice have accelerated their course toward the sea.

 

(councilchronicle.com – Adam Martin – 09-02.2017)

 

E sendo assim, encerradas todas as festividades de Carnaval e guardadas as máscaras até ao próximo ano, lá voltaremos nós à triste e irremediável monotonia de nosso quotidiano consolidado (definido como realidade), repondo a nossa imagem referida como natural e no entanto escondendo atrás dela as nossas trombas de elefante – perdido o marfim e o poder. Mas ainda antes destes 365 dias oficiais se passarem (de monotonia e certamente de miséria para a maioria dos 7 biliões de terrestres), podendo-se ainda ter a esperança de por qualquer motivo que percecionemos e nos sensibilize (se ainda tivermos os nossos órgãos dos sentidos ativos e disponíveis) sermos sobressaltados nem que seja oficiosamente e por alguns de nós pretensamente em delírio. Mas o que distinguirá o Imaginário do Real, a Loucura da Normalidade, o Bem do Mal, a Matéria da Energia? Certamente nada, fazendo tudo parte do mesmo. Sendo que o problema não estará na anormalidade (se espontânea – num elemento natural) mas no que dirá o Anormal (se condicionado – um elemento artificial).

 

(imagens: matthewpink.co.uk – UFOmania/youtube.com – councilchronicle.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:07

02
Dez 16

Podendo até ser o reflexo no Espaço

De algo de nosso na Terra

 

“Com as notícias da atualidade terrestre mais impactantes a serem de momento a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA (contrariando todas as previsões incluindo as dos seus apoiantes que apontavam para a vitória do seu principal adversário) – como se estes fossem o Centro do Mundo – e a trágica morte de mais de setenta passageiros a bordo de um voo duma companhia aérea boliviana (incluindo a quase totalidade duma equipa de futebol brasileira, que iria disputar a 1ª mão da final da Copa Sul-Americana de 2016) – como se todos os dias não se matassem em guerras declaradas ou não centenas de inocentes. Restando-nos olhar para o Céu para quebrar a monotonia deste ciclo infernal (inspirado no lucro e na Guerra e na pureza catártica da Morte).”

 

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Figura 1

STEREO Ahead HI1

(30.11.16 – 05:18:01 UTC)

 

Na ânsia de finalmente fugirmos às grilhetas (económicas e morais) que deliberadamente nos impuseram (tecnicamente como uma pala de proteção e orientação ideológica) nos terminais dos nossos membros diretamente comandados pelo nosso cérebro (ideologia essa tendo o seu apogeu com a prática da lobotomia como processo curativo) e como único método ainda possível mesmo num mundo apenas imaginado (o imaginário faz indubitavelmente parte do real completando-o) de nos livrarmos definitivamente do nosso pensamento contraditório (vivendo uma vida limitada num Universo Infinito) imposto pelos limites cronológicos do nosso nascimento e morte (num conluio político-religioso exclusivamente interessado na manutenção do poder e do status quo), nunca nos poderá espantar que nos tempos atuais onde muita coisa se passa sem que a compreendamos minimamente (provocada pela disseminação dos novos analfabetos, certificados agora e por puro oportunismo como sendo especialistas) e onde por outro lado as estradas de comunicação são cada vez maiores, mais profundas e como consequência incontroláveis (as quais mais tarde ou mais cedo terão que ser interrompidas para a sobrevivência do Sistema), tudo o que de estranho, nunca visto ou devidamente explicado que nos surja diante de nós (de preferência à nossa vista direta ou mesmo indireta) seja explorado e espremido até ao limite: nenhum de nós querendo morrer (tal como definimos a morte como um estado irreversível) ainda-por-cima sabendo-se o que Lavoisier afirmara alguns anos atrás – “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Numa prova (ou desejo) de que existiria algo mais.

 

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Figura 2

Posição da STEREO Ahead (A) e da STEREO Behind (B)

(relativamente ao Sol e à Terra)

 

Nesse sentido socorrendo-nos agora de imagens divulgadas pelo site da NASA responsável pelas sondas STEREO (figura 2 – dois observatórios espaciais colocados um à frente da Terra e o outro seguindo-o mais atrás na mesma órbita), nas quais e a partir da sonda STEREO Ahead é possível observar-se a presença de um objeto desconhecido, de grandes dimensões e de forma esférica, reaparecendo como já o fizera anteriormente (com registo) diante de uma das suas câmaras (figura 1 – de um conjunto de seis imagens consecutivas): podendo-se supor ou imaginar que este objeto seria uma nave espacial, um corpo celeste desconhecido ou seguindo outro ponto de vista mais consistente e credível, não passando de mais um problema técnico registado nas câmaras das sondas (provocado não se sabe bem porquê, certamente devido a efeitos tendo como origem o Sol). Num momento em que uma das sondas (STEREO Behind) se encontra incontactável desde 23 de Setembro deste ano, como consequência de graves problemas ocorridos no hardware responsável pelo controlo e orientação da missão – mas nunca se explicando as causas e as fontes exteriores (que não a influencia do Sol). Numa sequência de imagens para todos os leigos estranha, registada entre as 05:00 e as 15:00 UTC do passado dia 30 (de Novembro), curiosamente e em condições semelhantes tendo já ocorrida anteriormente (e nunca explicada de uma forma convincente, talvez por ignorância dos técnicos), expondo-nos um objeto tendo algo de familiar parecendo um planeta (o que dada as suas dimensões e grande proximidade já teria provocado grandes cataclismos na Terra, sugerida a hipotética tese de ser Nibiru) e que no entanto podendo até ser alternativamente uma nave extraterrestre, nos lança numa outra proposta e numa outra visão do Mundo: com o Homem habitando uma esfera (interior e exterior a outras esferas), refletindo na sua tela todo o conjunto (sem fim por replicado) que a forma e sustem e nele criando a ilusão (a sua realidade) de fazer parte de algo para si (sobretudo) criado, mesmo que instalado num confortável sofá, comendo pipocas e bebendo cola, enquanto vemos no ecrã a nossa própria imagem – e não a reconhecendo nos rimos dela.

 

(texto: sobre notícia ufosightingshotspot.blogspot.pt – imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:39

17
Mar 15

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
A Estreita Relação entre Realidade e Imaginário
[Os Trilhos são Muitos (livro) – A Redução está na Mente (capítulo)]

 

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Suponhamos que a partir desse momento tudo se alterou e se anteriormente a vida se estendia tranquilamente por toda a extensão do Sistema Solar, a partir daí teve que se tornar nómada e para sobreviver teve que procurar outros mundos. À medida que nos aproximávamos do Sol a temperatura ia subindo, mas nos extremos o clima tornava-se insuportável. Os passos seguintes eram previsíveis: sob elevada pressão algo de titânico se passou e talvez como resultado duma grande colisão ou de centenas ou milhares de outras, pela pressão exercida pela matéria e energia exterior ao nosso sistema e até pelas forças de reacção produzidas pelo Sol, muitos mundos foram decaindo (e extinguindo-se), outros foram abandonados (morrendo) e até nalguns casos, fugitivos desses mundos ainda encontraram exílio (próximo). E no fim desta fase do processo, com cometas, asteróides e muitos outros corpos celestes (sólidos, líquidos, gasosos ou encontrando-se noutro estado) em constante movimento e repetida interacção, contando ainda aqui e ali com o aparecimento de grandes cataclismos mesmo nas proximidades do Sol (o equilíbrio deve chegar sem excepção a todos os pontos do conjunto) – como foi o caso do aparecimento da Cintura de Asteróides – ficamos com um único planeta ainda revestido de vida. Para simplificarmos a ideia aqui aparentemente exposta, a Terra surge nesta história como o antepenúltimo planeta a poder afirmar ter vida ainda por cima inteligente: aos outros terá restado água e mais uns quantos gases e calhaus. Num esquema de concretização muito simples e analisando a história recente numa perspectiva de anos-luz, a Vida acaba de saltar de Marte para a Terra: e se olharmos para trás vemos o (nosso) passado e se olharmos para o Sol o nosso futuro. Talvez num sítio calmo e por essa altura ameno como o poderá ser o jovem planeta Vénus. Nunca esquecendo que um dia a mãe morrerá e se quiserem viver os filhos terão que partir.

 

Suponhamos que nos encontramos agora em pleno século vinte e um e estando a viver o presente um dia antes do futuro, já não precisamos mais de nos preocupar (em supor), mas apenas em observar: os SINAIS. O sistema Solar continua a sua caminhada pelo espaço sideral, tendo como referência o Sol (estrela de meia-idade) e transportando atrás de si 8 planetas ainda considerados como tal (além das várias luas que geralmente os orbitam e seguem); tendo ainda atrelados outros planetas entretanto despromovidos (casos dos planetas anões CERES e PLUTÃO), cometas e asteróides e tudo o resto que preenche o Espaço. Viajamos sentados na fila T de um gigantesco Vaivém, atravessando o espaço e a matéria estelar a velocidades incríveis e pelo homem nunca atingidas e protegidos no seu interior por um fortíssimo escudo protector deixando-nos a salvo de todas as influências exteriores e negativas para a nossa existência: com esta máquina mais que divina protegida a toda a sua volta pela HELIOSFERA e reforçada na sua zona dianteira por uma forte e larga camada de matéria, extremamente activa a nível energética e onde brutais forças electromagnéticas se gladiam tentando assegurar a sua supremacia. Até hoje e aparentemente ainda inteira e eficaz e capaz de nos assegurar uma boa viagem através do cosmos.

 

Suponhamos que não necessitamos mais de supor e então encaremo-nos sem restrições ou reservas no espelho onde este gigantesco holograma estará a passar. Mas como tudo o que a vida comporta e que a sua constante evolução demonstra, nada se mantém para sempre inalterável e se cada planeta do Sistema Solar tem as suas características muito particulares e a sua respectiva história cronológica, alguns factores por menos visíveis que sejam parecem ter algo de comum a todos eles e a todo o espaço envolvente: o seu modelo evolutivo e sequencial e a presença quase constante (mesmo que em certos casos minoritária e disseminada) do composto que maioritariamente nos dá a nossa forma e constitui o nosso corpo (em torno dos 60/75%): a ÁGUA. Se por um lado o aparecimento deste composto em diversas regiões do nosso Sistema vai sendo cada vez mais evidente (são cada vez em maior número os corpos celestes que pela sua actividade indiciam a sua existência), por outro lado não andará muito longe da realidade a ideia de que a VIDA se tem deslocado entre bolsas de sobrevivência, deslocando-se e saltando entre planetas de um ponto (exterior) para outro ponto (interior): porque não supor que provocado por um fenómeno simétrico e tomando o Sol como foco, o que hoje verificamos na Terra não se terá passado anteriormente em Marte – e muitos outros milhões e milhões de anos atrás num outro qualquer planeta exterior? Um dia Marte terá sofrido um grande cataclismo que acabou por tomar proporções brutais e globais para esse planeta, destruindo todo o seu ambiente propício à existência de vida e como consequência levando à sua extinção: o sinal que lhe deu origem ainda hoje é visível para além da órbita de Marte (a Cintura de Asteróides), talvez um antigo planeta por nós habitado (ou partilhado) e o anterior local ocupado pela nossa civilização antes de ser sujeita a um novo salto. Agora e como crianças ingénuas e felizes mas ainda inconscientes do seu papel fundamental a desempenhar neste mundo, ainda não queremos reconhecer tal como ele foi, é e será (o mundo e a nossa relação com o Sistema Solar): mas dada a nossa especificidade local acrescida de todas as reminiscências que parecemos interiorizar/exteriorizar constantemente (e que talvez sejam um reflexo real do que já fomos, talvez implicando sermos mesmo os únicos seres vivos nascidos e criados nesta parte minúscula do Universo) talvez sejamos mesmo só Nós (neste buraco) e quanto muito mais uns quantos visitantes passageiros e estrangeiros.

 

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Suponhamos que supor é apenas uma parte da verdade e então tentemos esventrá-la: certamente que na escuridão da nossa mente uma pequena luz aparecerá, se fará sentir e se imporá. Olhemos só mais um pouco para a Terra, para aquilo que já poderemos ter sido e para aquilo que seremos. Se na Terra os indícios de não retorno se acumulam, se em Vénus a juventude do planeta ainda nada esclarece, talvez seja em Marte que encontremos a solução para este segredo: um sinal.

 

Durante a passagem efectuada em meados de Outubro do ano passado a pouco mais de 130.000km de Marte (1/3 da distância entre a Terra e a Lua) e a uma velocidade muito próxima dos 56km/s, o cometa SIDING SPRING oriundo da longínqua Nuvem de OORT (nascido antes da Terra e sendo o resultado de um planeta que não vingou) terá provocado um grande clarão luminoso na atmosfera (seja qual for a sua composição) do planeta vermelho: a partir do planeta Terra vários astrónomos (mesmo amadores) interessados e atentos à ocorrência deste tipo de acontecimentos (imaginem o espectáculo que seria um cometa destas dimensões a passar perto do nosso planeta) assistiram talvez espantados mas também iluminados a algo que nunca pensariam visualizar – num planeta aparentemente morto, sem nenhum indício de vida totalmente confirmado, sem vestígios de aí poder ter existido qualquer tipo de civilização e acima de tudo desértico e em muitos locais extremamente fragmentado (à superfície) e parecendo até por vezes ter sido calcinado (a partir de cima do exterior). Nunca esquecendo a sua baixa gravidade, a inexistência prática de atmosfera e a pouca quantidade de água previsivelmente aí ainda existente (pólos). Apesar das hipóteses oceânicas e da ideia de que em Marte num passado já muito distante já teria existido um oceano. Mas o factor que de momento aqui nos chama é evidentemente outro. Poderá num planeta sem atmosfera a considerar, acontecer um fenómeno como o aí verificado? O que é certo é que a passagem do cometa SIDING SPRING provocou uma clara descarga eléctrica, talvez magnética ou mesmo conjunta, talvez mesmo coadjuvada pelo atrito provocado por tão próxima passagem sobre a superfície de Marte, que tal Evento se tornou imediatamente extraordinário quer pela sua fácil visibilidade por um simples astrónomo amador quer pela sua grande dimensão bem expressa nas imagens. Se tal tivesse acontecido connosco na Terra, o que se teria seguido ou estaríamos ainda todos cá para o contar? No Sistema Solar muitos dos seus planetas principais poderão ter sofrido Incidentes dramáticos e como tal marcantes na sua Evolução: sofrendo alterações tão profundas que os poderão ter deformado, fragmentado e até alterado as suas propriedades e apresentação. Os asteróides e os cometas poderão não ser as únicas consequências destes Incidentes, como também as luas acompanhando esses planetas: estes satélites poderão ser fragmentos daquilo que antes existia de uma forma (os planetas iniciais) e que hoje se nos apresentam de outra – os mesmos onde por coincidência a água aparece em abundância e onde o Homem espera um dia chegar. Um dia um mundo partiu-se, foi destruído ou extremamente alterado, acabando no entanto por lançar no espaço uma ilha de esperança, com água e talvez vida primitiva.

 

O que na realidade sucedeu em Marte aquando da passagem do cometa Siding Spring, foi somente mais um aviso para todos nós e mais um alerta de qual será o próximo Salto da Humanidade: ou nos viramos para o nosso interior (com Vénus a deusa do Amor e da Beleza esperando por nós) ou partimos para outro Sistema ou Galáxia (como os antigos e destemidos descobridores atravessando os perigosos e desconhecidos mares da Terra, mas nunca renegando o desejo de aventura e de conhecimento). Ou em alternativa mais uma Informação para os terrestres escrita pelos extraterrestres, não utilizando neste caso hieróglifos mas fenómenos electromagnéticos. Alguns imaginando mesmo uma guerra em Marte (com a acção a ser encoberta pela passagem do cometa) utilizando bombas atómicas – talvez pensando que ainda existirão sobreviventes da imaginada batalha final (que Marte perdeu).

 

(Fim da 2.ª parte de 2)

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:01

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
A Estreita Relação entre Realidade e Imaginário
[Os Trilhos são Muitos (livro) – A Redução está na Mente (capítulo)]

 

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Suponhamos que há cerca de 5 biliões de anos e como resultado de uma interacção ocorrida entre matéria e energia (provocada pela inserção neste conjunto elementar de um outro parâmetro sempre presente, mas podendo aparecer em diferentes estados de intrusão – o movimento), algo semelhante a uma molécula gigante e por acção de diversas forças interestelares em presença entrou em colapso, explodindo de imediato com extrema violência (E = M x C²) e espalhando todo o conteúdo nesse foco criado por todo o espaço (infinito) que o envolvia. A esse momento poderíamos chamar o BIG BANG ou seja, não a data por nós escolhida para celebrarmos o nascimento do Universo, mas somente (não deixando de ser para o Homem o seu momento fulcral e de criação do seu futuro espaço de vida) o Dia da Independência e declaração de existência do nosso Sistema Solar. Quanto ao Universo e não se regendo o mesmo pelas leis superiormente criadas pelo Homem (na tentativa de criar a sua Religião e Deus à sua imagem), logicamente terá sempre existido, não se limitando por definição (de Infinito) aos momentos por nós definidos como o do nascimento e da morte, mas estendendo-se para lá destes pontos virtuais. Aliás foi o Homem que na sua inconsciência e sabedoria afirmou que “nada se perde, nada se cria e tudo se transforma”.

 

Suponhamos que até ao aparecimento de vida no nosso planeta (ocorrida 0,5 biliões de anos após o BIG BANG) entretanto todas as poeiras assentaram e a partir daí se constituíram definitivamente os planetas, luas e restantes corpos celestes. Por essa altura os agregados de maior dimensão ou densidade seriam certamente mais de doze. E aparentemente todos poderiam ser acompanhados por um outro elemento, em princípio posto à disponibilidade de todos: a vida. Mas como tudo o que se transforma inevitavelmente evolui (seja em que direcção for), nem tudo ficou igual e ao longo de mais de 4 biliões de anos muito se alterou. Além da desintegração de pelo menos dois dos seus grandes planetas de referência que deram origem à relativamente próxima Cintura de Asteróides e à mais longínqua Cintura de Kuiper (uma infinidade de fragmentos de maiores ou menores dimensões muitos deles ainda hoje em stand-by e com muitos outros viajando solitariamente ou acompanhados pelo espaço), outro fenómeno extremamente violento terá decorrido simultaneamente e em paralelo. Recordemos que actualmente enquanto os quatro planetas interiores (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) são maioritariamente sólidos e constituídos por pedras e metais, os outros quatro planetas exteriores (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno) ou são gigantes gasosos constituídos sobretudo por hidrogénio e hélio ou então planetas gelados de água, amónia e metano.

 

Suponhamos que quando se deu o nosso BIG BANG (mais rigorosamente na galáxia a que pertencemos a VIA LÁCTEA e que por coincidência tem sensivelmente a mesma idade) muitos sistemas apareceram, uns perdendo-se nas correntes violentas da criação, outros transformando-se noutras versões de matéria/energia/movimento e até outros formando sistemas planetários organizados e constituindo um conjunto relativamente uniforme de objectos, tendo todos eles um mesmo ponto de referência e uma fonte de energia comum que os suportasse. Um desses pontos de referência e fonte de energia comum foi uma estrela (o SOL), foco de origem do Sistema Solar. E como na dimensão INFINITA um único ponto visto isoladamente (o erro de paralaxe que não admitimos) não tem expressão que verdadeiramente o classifique como um valor (talvez zero), se o Sol apareceu como centro, naturalmente o que ele forneceria seria distribuído por todos. Como terá acontecido com a vida. Todos os planetas se terão candidatado (em condições iniciais muito semelhantes) à presença de vida no espaço por si ocupado, evoluindo como sempre acontece para formas superiores mais organizadas e elaboradas (capazes de experimentar e compreender) e finalmente transformando, criando e construindo (com suas próprias mãos) os dois alicerces centrais de todo este edifício: vida e inteligência. Só que mesmo em espaços pequenos as transformações nunca param e conforme os contextos em que eles se dão, se por um lado o destino é o mesmo a sequência de propagação é sempre diferente. Começa num lado e acaba no outro – saltando depois de sequência.

 

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Suponhamos que terá existido vida talvez mesmo inteligente, entre todos esses planetas inicialmente existentes no Sistema Solar. Que seriam mais de doze ou até muito mais do que isso. Mas para facilitar o raciocínio e até porque a quantidade pode provocar mais confusão e originar falta de credibilidade, limitemo-nos apenas a doze: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, X (que originou a Cintura de Asteróides), Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno, Plutão, Y (que originou a Cintura de Kuiper) e Z (um outro planeta entre muitos outros, ligados à formação da Nuvem de Oort). Antes de tudo e do que de mais se verá, convém relembrar que toda esta região que envolve a nossa estrela (o Sol) está sujeita à acção e influência de constantes ventos solares, sendo os mesmos unicamente detidos aquando da sua chegada à heliopausa, devido ao estabelecimento do equilíbrio entre forças internas e externas exercidas sobre o Sistema Solar. Desse modo se cria uma bolha de protecção solidária e igualitária a ser sistematicamente disseminada por todo o sistema, originando igualdade de oportunidades assentes nesse precioso equilíbrio e na certeza da continuidade da protecção da acção dos raios cósmicos oriundos de outras bolhas (galáxias): como se de uma célula em desenvolvimento se tratasse, rodeada de uma ou de mais membranas protectoras e com a sua forte presença defendendo o seu núcleo de possíveis intrusões de outras células adjacentes. Daí e até à sua total estruturação evolutiva sendo só um instante.

 

Suponhamos que inicialmente todos estes planetas estariam muito vivos e extremamente felizes. Como se vivêssemos numa cidade ou então na sua periferia, mas em qualquer dos casos com ambientes e condições muito semelhantes para a existência de vida. O que aconteceu a seguir tornou-se (por evidente relação íntima com o ponto de vista anteriormente reportado) numa opção bastante racional (emocional) e nesse sentido credível (porque não?), chegando mesmo a atingir de uma forma inesperada e surpreendente, picos máximos (e porque não estranhos) de atitudes e comportamentos – capazes de (vejam lá) conjugar opostos sempre separados. Mesmo em casos envolvendo relações humanas e contando com indivíduos perdidos circulando como zombies: entre liberdade e prisão, mas nunca reconhecendo uma (os normais e a liberdade) ou protegendo ferozmente a outra (os anormais e a prisão). Mas porque seria? Porque só se dá valor aquilo que se conhece (nós) e nunca ao que se oferece (eles). O Sistema Solar era uma célula gigante. Tudo se manteve normal nos primeiros tempos: ordenados, bem distribuídos e protegidos. Mas como sempre acontece um dia a membrana partiu-se e o sistema abriu-se ao Universo: aí as regras mudaram. Mas afinal de contas (já agora) como poderíamos definir melhor o momento do nosso BIG BANG (solar), se quiséssemos inserir integralmente essa grande performance cósmica, na nossa cronologia defensiva e limitada? Tratasse de um modelo assente num processo de simples replicação, por interacção entre um espaço ainda não ocupado e células pré-existentes ocupando espaços adjacentes: como as bolhinhas que aparecem (como que empolgadas ou alucinadas) correndo umas atrás das outras.

 

Suponhamos que o Sistema Solar se formou, se desenvolveu e atingida a maior idade se libertou. A membrana que o envolvia desintegrou-se, deixando de ser a muralha solar – ficando a partir daí completamente escancarada a porta para o exterior e ao mesmo tempo profundamente exposto o intimo do sistema. Com o passar do tempo o Sol foi alterando de uma forma significativa a sua intervenção, tornando-se incerto, evasivo, por vezes duro e outras inexistente: e quebrada a bolha que mantinha o sistema equilibrado desde há milhões de anos, as condições globais deterioraram-se e para alguns dos planetas que de início o constituíam o pesadelo concretizou-se. Uma grande explosão varreu a periferia do nosso sistema, originando o que mais tarde seria a Nuvem de OORT – resultado de um choque violento entre regiões adjacentes e bastante energéticas, pertencentes à Via Láctea; este pré-condicionamento que se estendeu até ao centro do Sistema sobrecarregando as condições de funcionamento da nossa estrela, não só condicionou a sua acção em todo o espaço circundando a mesma, como causou a mudança dos seus raios emitidos e do calor/energia que os mesmos transportavam – extremando condições em certos pontos do sistema e pondo em causa a estrutura original do mesmo e até as condições de existência de vida. Com o passar do tempo os ajustes sucederam-se e o Sistema Solar passou por um período de grande actividade e cataclismos renovadores.

 

(Fim da 1.ª parte de 2)

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:51

11
Mar 14

Ficheiros Secretos – Albufeira XXI

(Os Desertos Não Existem, Fomos Nós Que Os Criamos)

 

“Uma investigação internacional liderada pelo instituto norte-americano SETI concluiu que as dunas da cratera de Gale, no planeta Marte, "movem-se" e que "estão activas", anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC)”. (DN Ciência)

 

A nave alienígena Extra Solar

                                                               

Enquanto as individualidades terrestres se iam concentrando no módulo central, no exterior o movimento que aí se registava parou por uns instantes: da parte superior das seis sondas Virgin Colony começavam agora a ser emitidos feixes de raios em frequências particulares, que se foram agrupando posteriormente entre si formando uma rede de ligações como se tratasse de uma densa teia de aranha e que progressivamente foram preenchendo todos os intervalos vazios ainda existentes, transformando-se finalmente numa superfície homogénea e compacta como se de uma película se tratasse. Era apenas a última oferta dos Extra Solares, uma cúpula extraordinária que simulava no seu interior a atmosfera terrestre e que lhes permitia usufruir do local como se estivessem na Terra. Observando de longe o espectáculo os jovens não conseguiram evitar a reacção instintiva e abriram a boca de espanto: ninguém lhes dissera que estariam perante uma espécie provavelmente tão ou mais avançada do que as deles. E ainda aí vinha mais.

 

Os guias contactavam agora a sua base aguardando novas instruções. Cada um dos grupos continuava instalado na mesma posição, denotando algum cansaço e nervosismo pela sua atitude estática e não interventiva que persistiam em assumir. Mas por mais que os seus corpos pedissem, as ordens não sofriam alteração: deveriam manter de momento o estatuto de meros observadores, sendo-lhes solicitado no entanto que se preparassem para uma nova evolução da situação, a qual poderia envolver um novo episódio de contacto. Só em último caso deveriam recuar até aos VD e regressar à base. Os guias sabiam que seria difícil acalmar todos aqueles jovens impetuosos mas ainda inexperientes em encontros deste tipo e numa reunião conjunta realizada através dos seus canais restritos de comunicação, decidiram estabelecer uma estratégia que ocupasse esses mesmos jovens tornando-os ao mesmo tempo úteis e responsáveis: tendo o privilégio de poderem assumir o comando independente em situações inesperadas como esta, envolvendo grupo de indivíduos apanhados em episódios não previstos e incompatíveis com a finalidade inicial da sua presença – podendo mesmo condicionar a integridade física dos participantes – os guias tinham decidido pôr os jovens em movimento, subdividindo-os em pequenas células que se tentariam aproximar dos limites da cúpula pelo lado mais livre e menos vigiado e que se situava do outro lado da mesma, onde apenas algumas máquinas iam trabalhando o terreno. Isso mantê-los-ia ocupados durante uns tempos no cumprimento das suas tarefas, colocando-os mais próximos e indetectáveis junto do acontecimento e podendo desse modo dar-lhes algum tipo de vantagem.  Pelas vinte e duas horas a maior parte das células já se encontravam no local para elas definido, começando os seus elementos a instalar-se no seu novo posto e aproveitando o pequeno intervalo para comunicarem com os guias e descansarem e se alimentarem um pouco: há já quinze horas que se encontravam em missão, não parecendo que fossem cumprir a hora prevista de regresso a casa estipulada para as 24 horas. No céu apareceu então uma luz pequenina que foi aumentando há medida que os minutos decorriam: pelas vinte e três horas e trinta minutos uma nave enorme de origem desconhecida começou a pairar sobre eles mesmo ao lado da cúpula iluminada. Parou suspensa do ar e durante alguns minutos nada aconteceu. E sem que nada o anunciasse da nave surgiram outros objectos voadores, estranhos, parecendo rudimentares e deslocados e fazendo lembrar alguns artefactos voadores terrestres, entretanto ultrapassados e esquecidos: parecia que os últimos convidados tinham acabado de chegar também eles devidamente equipados para a grande festa, que se iria realizar naquela grande e extraordinária cúpula, como se esta fosse a tenda de um grande circo instalado para usufruto do povo habitando uma grande cidade.

 

O outro lado do espectáculo

 

O número seis não saía da cabeça de Olympus. Filho dum casal de jovens expedicionários destacados para uma galáxia localizada nas profundezas do Universo e conhecida como Via Láctea, Olympus acabara por nascer já numa outra fase da vida dos seus pais, com estes já completamente instalados em Marte numa missão inicialmente limitada à observação e ao estudo do planeta e a outras acções não intrusivas; mas que como eles sabiam poderia em qualquer momento e com o desenvolvimento natural do projecto terminar numa colonização parcial adaptada. Que fora o que acontecera com a descoberta e exploração do mundo subterrâneo de Marte e com a observação de vestígios de antigas civilizações (ou mesmo com o facto de algumas espécies ainda hoje prevalecerem, como poderia ser o caso dos Percival) mas sobretudo após a constatação de que Marte ainda poderia ser retransformado e ressuscitado. Olympus era desde muito jovem um entusiástico das Matemáticas, tendo uma grande aptidão para os números e para todas as ciências a ela associadas e sendo considerado pelos seus colegas um verdadeiro especialista em certas áreas mais estranhas e abstractas da mesma ciência: e as coincidências sempre o tinham deixado intrigado dado as mesmas existirem e racionalmente serem obrigatórias de explicação e de entendimento. Como consequência teria que haver alguma explicação lógica para todos os jovens estarem distribuídos por seis grupos para um encontro hexagonal com alienígenas; e com estes a duplicarem a parada chamando mais estrangeiros. No cálculo matemático todo o algarismo por mais desprezível e insignificante que seja nunca poderá ser ignorado; caso contrário o erro será a solução.

 

De um dos lados da cúpula um dos grupos de jovens vira alguém a sair do seu interior e a começar a deslocar-se na sua direcção. Tinha aspecto de ser um dos alienígenas provenientes da Terra dado o típico fato protector que usavam em volta de todo o corpo. Atravessava agora a superfície seca juncada de pedras e estaria ali em poucos minutos. O guia pediu prudência e atenção aos jovens, exigiu que estivessem sempre atento aos seus gestos e inspirando profundamente levantou-se e dirigiu-se ao terrestre.

 

O convite era claro, frontal e sem evasivas, solicitando amavelmente a sua presença e de todos os restantes elementos que o acompanhavam no interior da enorme cúpula, mas nunca a impondo fosse qual fosse o motivo, pois afirmavam-se admiradores da liberdade e da cooperação como opção. Por essa altura as comunicações caíram. E face ao impasse registado na situação motivado pela impossibilidade de receberem novas instruções, adicionado à irrequietude e nervosismo crescente que os jovens iam exteriorizando, os seis guias reuniram de emergência acabando por sinalizar o terrestre da sua anuência.

 

A Cúpula de Marte

 

Debaixo da cúpula todo o espectáculo estava há muito montado, aguardando apenas a chegada das altas individualidades e de todos os seus convidados incluídos na comitiva que iria rectificar o acordo, no qual se incluíam alguns privilegiados terrestres, entre estrelas do social associados a áreas como a da música e a do cinema. Entretanto e ordenadamente os mais de cem jovens iam seguindo os seus respectivos guias, acabando todos por se acomodar do lado esquerdo em frente ao palco principal, local escolhido e reservado pelos responsáveis organizativos pelo espectáculo, para colocarem personalidades indígenas e previamente assinaladas e aceites que pudessem à última da hora comparecer ao acontecimento. Do lado oposto aquele em que se encontravam uma ampla área de cadeiras entre a assistência encontrava-se ainda completamente deserta: era a única zona entre o público presente desoladoramente deserta, contrastando fortemente com o restante público que praticamente já o lotava, com muitos olhando para a retaguarda e aguardando ansiosamente o aparecimento dos convidados principais. Provavelmente alguém de importante estaria ausente.

 

A comitiva encaminhava-se agora através do corredor central deixado livre entre as filas de cadeiras, colocadas ordenadamente e em forma de concha à sua volta e que a iam conduzir ao palco principal: à frente era bem visível a conhecida e poderosa figura de Richard Branson – o grande impulsionador deste acontecimento e líder do maior conglomerado terrestre – que aparecia ladeado por duas altas individualidades, uma representando os interesses dos terrestres e a outra o interesse dos extraterrestres. Cerca de uma dúzia de indivíduos os seguiam, entre representantes hierárquicos inferiores, alguns seguranças e um ou outro convidado VIP: entre eles David Bowie e Lenny Kravitz – o primeiro dos quais responsável pelo momento musical planeado para o acontecimento, no qual apresentaria temas do seu aclamado álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”. Na sua caminhada triunfante efectuada entre aplausos crescentes até finalmente atingirem o palco, Branson e as duas Entidades representativas do histórico acordo firmado entre duas raças diferentes, amigas e colaborantes, ainda pararam no início das escadas que davam acesso ao palco, olhando duma forma enigmática (talvez apreensiva) para a sua direita e ficando por segundos a olhar para a zona abandonada sem ninguém a ocupar as cadeiras, parecendo trocar algumas impressões e alguns sinais de aparente desilusão. Mas lá subiram as escadas até ao palco colocado sob a cúpula indo-se colocar no centro do estrado, enquanto eram soterrados por uma aclamação imensa vinda de todos os lados e se ouvia um dos mais célebres temas de Lenny Kravitz: “Fly Away”.

 

Tranquilamente os Percival diluíram-se entre as dunas de chocolate

 

Nos túneis subterrâneos de Marte, os superiores hierárquicos aí destacados como representantes máximos da Entidade Central, mostravam-se deveras preocupados com a evolução da situação que enfrentavam os 126 elementos que estando à sua responsabilidade, se tinham envolvido no decorrer da sua missão de simples observação – numa operação mais vasta e com alguns parâmetros perigosos de incerteza – num outro cenário incompatível com a fase de desenvolvimento dos jovens e em último caso com a sua própria segurança. Além disso os radares indicavam algumas perturbações na atmosfera do planeta na região rodeando o ponto ZIA.5 além de movimentações estranhas sobre a superfície. E com as comunicações directas com os guias temporariamente cortadas – tinham que restabelecer uma nova ligação utilizando os amplificadores alternativos dos VD até agora silenciosos – a sua inquietação não parava de aumentar, apesar da certeza absoluta que de momento todos estavam bem (por controlo indirecto e individual do estado de saúde de cada um deles). Mas a paz só chegou com o aparecimento de Minerva à entrada de um dos postos avançados da base subterrânea, vinda das profundezas das áridas e infindáveis superfícies marcianas, montada no seu estranho e pesado amigo Rhino – apesar da aparência um veloz e ágil animal, extremamente fiel mas sobretudo inteligente: trazia consigo uma mensagem da parte do seu grupo os Perceval, acompanhada de um código encriptado que lhes daria acesso imediato à confirmação da mesma mensagem. Até para salvaguarda de todos os envolvidos nesta situação utilizando para o efeito (e complementarmente) uma ligação prioritária e exclusiva ao regulador instalado no planeta Lowel, por sinal tutor de ambos: o Grande Mestre do Imaginário e Fundador do planeta Marte, Schiaparelli. A mensagem era curta mas esclarecedora: “Acordo dual de segurança em aplicação; monitorização e limpeza em curso no sector ZIA/ponto 5; grupo protegido e VD em segurança; regresso já a decorrer em corredor dunar LYOT/oeste/49°; tempo previsto 3,5h.”

 

Sob a enorme cúpula marciana David Bowie e a sua banda já tinham iniciado o seu espectáculo musical: o acordo já fora assinado e confirmado entre as duas partes e tinha sido dado início a um período de convívio entre todas as personalidades ali presentes, convidadas expressamente para este extraordinário evento galáctico que marcaria definitivamente a Virgin de Richard Branson e a sua Aventura e Conquista do Espaço Pela Terra. A ACEPT Company marcaria com a sua fundação e o seu envolvimento dedicado no campo da exploração espacial uma revolução brutal na respectiva indústria terrestre, criando um novo espaço e mercado para a expansão humana e para a colonização de novos mundos. E a sua união e aliança com um poderoso elemento externo tecnologicamente mais avançado e colaborante, escancarava-lhes completamente todas as portas do Universo, abrindo-lhes todo o horizonte visual à sua exploração e expansão privada e dedicada, podendo proporcionar aos conglomerados terrestres a descoberta de novas Terras ou até a terraformação de outros corpos celestes compatíveis: talvez equiparando os seus líderes a novos Deuses tendo o Universo como seu altar.

 

O problema no entanto residia no facto de que o Universo não era um Mercado em Expansão posto à disposição dalguém que por ali passasse por acidente e que dele se apropriasse como o verdadeiro pioneiro (não percebendo a sua verdadeira posição neste espaço já partilhado, talvez por inconsciência, ignorância ou mesmo provocação infantil) e que os outros seres aí instalados jamais permitiriam ser incluídos num pacote comercial onde nem sequer tinham sido considerados, mas apenas vistos como meros observadores passivos e aceitantes, aí residentes mas dispensáveis de participação directa nas negociações: como era possível os outros seres alienígenas acabarem por se intrometer num negócio que não lhes dizia respeito ainda por cima desafiando uma raça poderosa como a dos Extra Solares? Só que a vida do Universo não se regia segundo as leis e as regras estabelecidas aleatoriamente e por momentos insignificantes pelos terrestres, nem os Extra Solares eram aquilo que Branson dizia, pensava ou então desejava. Não foi pois assim tão estranho e imprevisto o que aconteceu de imediato, tendo como artistas principais neste cenário de transição essa raça mítica e lendária desde sempre em terras de Marte e conhecida como os Percival: com o seu Grande Mestre Schiaparelli a apoia-los a partir do planeta Lowel.

 

Num Universo Vivo a Alma é o seu Tempo e o Infinito o seu Desígnio

 

A intervenção dos Percival no ponto da superfície marciana designada por ZIA.5, não tinha sido decidida como era muito comum entre os terrestres em círculos de interesse fechados e particulares – orientados unicamente e duma forma egocêntrica para a salvaguarda de um determinado grupo de indivíduos, espécies ou comunidades locais – mas tendo em conta todo o espaço envolvente do qual todos faziam parte e no qual as suas decisões e acções acabariam por ter impacto: o Universo não era nem nunca poderia ser um sistema fechado em si próprio, devendo ser visto na realidade – e como uma constatação da sua mesma evolução – como um corpo de oportunidades infinitas profundamente inserido num Sistema Vivo em constante movimento e transformação, por sua vez inserido num oceano constantemente replicado de outros universos adjacentes e comunicando-se ininterruptamente entre si, por vizinhança, contacto ou intersecção. Como se a Existência do Espaço fosse reflectida através de um enorme Caldo de Elementos – existência e realidade essa resultante da mistura dos mais diferenciados materiais e estados em presença e em constante movimento – que com uma única variação de parâmetros mesmo que residuais mas provocando alteração de estados energéticos – positivos e/ou negativos e como que numa panela de pressão – originasse uma convulsão reprodutiva interna, que duma forma directa ou indirecta excitasse todo o corpo ou objecto em causa (entre uma infinidade comportamental de outros espaços) colocando-o num novo cenário criativo e interactivo entre muitos outros proto Universos. Eles estão lá só que não os queremos ver: tal como a Terra não é o centro do Mundo, o Universo não se pode transformar numa referência estática, central e estéril (ou esterilizada), rodeado como está por um número infindáveis de outros Universos que o condicionam e são por ele condicionados. Só assim se compreendendo a noção de Infinito – um lugar sem origem, sem morte e sem tempo intermédio.

 

De modo à eficácia da sua aplicação ser total e perfeita, o Nolano foi introduzido no foco do sector ocupado pela cúpula artificial marciana, transformando de novo toda a zona intervencionada no território natural anteriormente aí existente, sem nenhum vestígio de passagem dos alienígenas pelo local, nem de outros parâmetros adicionais e temporariamente introduzidos que pudessem desviar por qualquer forma ou motivo, essa zona dos seus padrões originais e locais. O Nolano era uma simples caixa de ressonância electromagnética construída em torno dum solenoide vertical percorrido por uma infinidade de condutores interligados em espiral, que ao ser activado conseguia transformar um espaço determinado num espaço idêntico e inalterado nos seus parâmetros absolutos, mas com dimensões apesar de proporcionadas muito inferiores e susceptíveis de fácil transporte e reposição. Tinha também a virtude de guardar no interior do artefacto todo o conjunto em causa – por maior que ele fosse – conseguindo reduzir as medidas de qualquer espaço à sua mais pequena dimensão e sendo capaz de manter no interior do seu sistema conjuntos com um número elevadíssimo de elementos por um longo período de tempo – mantendo as condições ambientais encontradas antes da intervenção. Os alienígenas só se aperceberam da aproximação repentina daquilo que aparentemente seria uma grande tempestade em formação sobre o planeta Marte no preciso momento em que esta já os cercava completamente e sem retorno possível, e sem perceberem bem porquê – nem entenderem bem o instante do seu início o do seu fim – duma sensação momentânea de afundamento e de claustrofobia que quase lhes fez perder os sentidos – como se estivessem a ser engolidos por um buraco e posteriormente expelidos numa outra extremidade – enquanto à sua volta o mundo parecia desaparecer e num flash reaparecer: só que agora estavam na origem da sua viagem o seu planeta de origem neste caso a Terra. Para os observadores locais uma tempestade de areia engolira o local, retornando-o apenas e somente às suas origens naturais.

 

O Nolano fora uma das grandes armas tecnológicas e revolucionárias criadas pela civilização de Lowel para a sua utilização exclusiva em casos extremos e potencialmente perigosos e onde era necessário e essencial preservar a Paz entre raças por mais diferenciadas (e agressivas) que fossem e baptizada neste caso em homenagem a uma das maiores personalidades terrestres, como sempre e em sociedades primitivas ainda nos seus primórdios de desenvolvimento, ignoradas e castigadas até à morte apenas por desafiarem o poder absoluto e errado de alguns falsos profetas, aquando da sua passagem pelo Mundo: neste caso Giordano Bruno também conhecido por Nolano. Na sua época um grande Filósofo e um Homem fiel até à morte às suas ideias e ao bem-estar dos seus semelhantes (ao contrário do traidor e oportunista Galileu):

- "Nós declaramos esse espaço infinito, dado que não há qualquer razão, conveniência, possibilidade, sentido ou natureza que lhe trace um limite."

- "O mundo é infinito porque Deus é infinito. Como acreditar que Deus, ser infinito, possa ter se limitado a si mesmo criando um mundo fechado e limitado?"

- "Não é fora de nós que devemos procurar a divindade, pois que ela está do nosso lado, ou melhor, em nosso foro interior, mais intimamente em nós do que estamos em nós mesmos."

(Giordano Bruno – retirado da Wikipedia)

 

Fim da 2.ª parte de 2

 

(imagens – NASA/Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:01

08
Mar 14

1. Num País Imaginário – Última Hora

 

“Responsável máximo ameaça substituir Polícias por Zangões”

 

Como consequência da indevida, ilógica e com prenúncios de ilegalidade, manifestação de polícias de 06.03.2014 em frente à Assembleia da República, o seu responsável máximo decidiu (para já) manter-se num silêncio responsável e institucional. Enquanto isso vai pensando patrioticamente na sua estratégia para acabar mais uma vez com os protestos ilegítimos dos seus funcionários, já que a asfixia financeira ainda não os liquidou – e preparando-se entretanto e novamente para abrir a porta de saída para mais alguns. Enquanto isso os criminosos agradecem e o seu negócio paralelo vai-se expandindo – da base até ao topo.

 

Campanha fictícia da Polícia de Nova Iorque

(contra a utilização indiscriminada de drones)

 

No meio deste ambiente de tensão e de revolta generalizada entre os diversos corpos de polícia – com algumas excepções minoritárias vindas de sectores ainda com alguma capacidade financeira (como sempre oriundos de lugares de topo e chefias) – reforça-se cada vez mais a ideia já divulgada por muitos órgãos da comunicação social, de que certos sectores políticos do governo estariam já a pensar substituir alguns corpos de polícias por Zangões. Para o efeito o Governo teria motivado o jovem dirigente da JSD (Jovens Sem Drone) – já velhinho (trintão) e desmotivado (por não ter sido co-adoptado para o governo) – para uma nova missão patriótica, colocando-lhe nas mãos a responsabilidade, de todos os aviões telecomandados.

 

Nota: Zangões = Drones

 

2. A Praga Mortal

 

“Lá Vamos Cantando e Rindo (com as orelhas a abanar)

Pela Causa da Lobotomia (dum falso herbívoro)”

 

Expliquem por favor

 

Como um homem que nunca trabalhou na vida e cuja competência principal fora o de nunca ter feito nada de positivo quando afirmava que o fazia – sobrevivendo por chefia e liquidação de empresas para a qual trazia dinheiros da CEE enquanto lá estivesse – se fez Primeiro-Ministro, usando o mesmo truque duvidosamente legal, mas agora não com uma empresa, mas com um país inteiro posto à sua mercê: as empresas? Deram o estouro e o mesmo acontecerá ao país!

 

A Vergonha dos Lagomorfos

 

Yes, Prime Minister

 

E quando ele abriu a boca e leu – todo convencido das suas superiores capacidades linguísticas – o manual de instruções em luso-chinês, as Máquinas pararam, o sistema implodiu e o país desapareceu: então, em cima dum crescente número de cadáveres de seus semelhantes – os excedentários e os desqualificados – decretou candidamente a nossa Refundação e a privatização do país. Matando a nossa memória e a nossa cultura com um único tiro de coelho – com a mira entre as orelhas e a pólvora enfiada no cu.

 

(imagens – SAPO/RR/SOL)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:30

18
Dez 13

"A imaginação é positivamente aparentada com o infinito."

(Baudelaire)

 

Ficheiros Secretos – Albufeira

O Meu Alambique – Destilando o Espaço com outros colegas

 

 

Naquele dia a maré-cheia tinha ultrapassado os máximos até aí atingidos, inundando toda a marginal e tornando imperceptível a fronteira entre a terra e o mar. O areal tinha desaparecido sob as águas tranquilas do Atlântico, enquanto os bancos da praia parcialmente mergulhados sob as águas do mar observavam estáticos o horizonte carregado de nuvens: nem um único vulto se divisava no cenário que agora nos era apresentado, com as vagas sonolentas correndo ao lado dos pés dos miradouros electrificados e o solitário farol do Pau da Bandeira vigiando os eventos marítimos – carregado de milhares de alienígenas dispondo das mais avançadas e intrusivas câmaras digitais, disparando consecutivamente a objectiva na sua direcção, com o diafragma arfando entre diferentes e violentas aberturas propensas a inolvidáveis penetrações, impreterível e exclusivamente utilizadas para registar o mesmo espaço na respectiva imagem reflectida (ou holograma).

 

 

Tudo isto tinha começado na planície alentejana nas proximidades da barragem do Alqueva, quando após um repasto substancial e um descanso correspondente à sombra dum grande e velho Chaparro, um grupo de indivíduos incluindo alguns alentejanos não identificados e outros tantos cientistas de reconhecida competência, se tinham deparado surpreendentemente com uma visão no mínimo alucinante duma planície eclecticamente limpa e deserta, povoada de dezenas de antenas parabólicas perscrutando o infinito desconhecido. Ainda sonolentos e parcialmente absorvidos pelos vapores inebriantes e sedutores proporcionados pelos ambientes carregados de álcool, a surpreendente e inopinada visão deixou o grupo numa posição expositiva e hipnótica, tornando mesmo confrangedora a sua reacção imediata e instintiva face a um fenómeno não habitual, mas marcante e penetrante apesar de provisório e temporário.

 

 

A barragem apresentava-se com um força que lhe advinha da sua construção exterior e artificial, violando sem remorso nem regressão toda a paisagem que a criara e rodeava e impondo-lhe todo o seu poder estranho e invasivo, estritamente baseado em forças extraordinárias e superiores que conseguiam sem o percurso normal impor o seu espaço exigido, reocupando-o. Através duma fenda encontrada entre duas rochas parecendo estranhas ao enquadramento esperado e reconhecido, alguns dos elementos do grupo deixaram levar-se pela sua curiosidade infantil, deixando-se levar como crianças embaladas e sonhadoras pelos efeitos tóxicos do álcool e pela derivação irresponsável dos seus jovens e rebeldes cérebros. Sob o paredão principal da barragem que suportava o imenso volume de água que agora ocupava a superfície alentejana – como se de um dilúvio a mesma tivesse sido vítima – foram encontrar um quadro um pouco incomum e com algumas características exotéricas, eróticas e exóticas, com um homem de linhas perfeitas e perfeitamente hirto fazendo face a um dispositivo electromagnético molecular, capaz de reproduzir instantaneamente o momento zero de criação do mundo através de simples reprodução celular: do zero surge o infinito por interacção de pontos neutros dotados de energia que adicionados de movimento dão origem ao aparecimento de matéria e /ou antimatéria, dependendo da excitação provocada e dos diferentes planos concorrenciais e paralelos em presença.

 

 

A programação estava a decorrer de acordo com o planeado não tendo sido necessário até ao momento a intervenção de qualquer tipo de operador. No monitor a acção enquadrava-se dentro dos parâmetros esperados e os seres vivos presentes e sob análise detalhada e preferencial não fugiam aos parâmetros inicialmente exigidos. Nenhuma aplicação extraordinária tinha sido sugerida ou adicionada posteriormente e a execução do software de correcção e normalização nem sequer tinha sido ainda introduzido, como medida complementar de confirmação e segurança. Quanto ao hardware utilizado pelos técnicos associados ao projecto internacional da barragem do Alqueva, uma experiência de décadas e de décadas de projectos, planeamentos e implementações parciais mas frutuosas, produtivas e sequenciais na edificação e consolidação de estruturas, tinham permitido a conclusão com grande sucesso do processo de fixação e aprofundamento subterrâneo deste paradigma, subsidiado maioritariamente a fundos perdidos pela CEE e tornados secretos através da colaboração de Entidades Extraterrestres ligadas a interesses norte-americanos, inimigos do euro como moeda referencia do mercado.

 

 

Enquanto estes acontecimentos se desenrolavam sem grandes incidentes em plena planície alentejana, nas grandes cidades os nossos filhos estavam ocupados em casa a combater comodamente instalados e sentados o inimigo, adquirindo conhecimentos fundamentais para a sua convivência e sobrevivência em simuladores de guerra que os preparavam para os dias futuros que se avizinhavam, ensinando-os a combater os seus verdadeiros inimigos através da repetição até à náusea de certos gestos, que tornados eficazes os tornavam preponderantes e eficazes, proporcionando-lhes o acesso a outros níveis (hierárquicos). Neste caso a acção violenta de resposta e de defesa registada por esta altura, verificou-se em pleno centro antigo da cidade de Albufeira, com elementos especializados em luta anti-terrorista informática tornada objectiva em cenários extremos de realidade efectiva e sujeita a transformação, a combaterem grupos não identificados de invasores vindos do norte de África e que terão abandonado furtivamente e sem conhecimento das Autoridades do Submundo, o interior de fracturas e fendas originadas através da deslocação de placas tectónicas que terão surgido recentemente à superfície.

 

 

A situação acabou por ser monitorizada e controlada pelo responsável nomeado para a Península Ibérica, que verificando atentamente o evoluir da situação e de todas as implicações possíveis e previsíveis para a região e o seu ambiente natural, decidiu isolar toda a região a possíveis intrusões não desejadas, transformando-a provisoriamente numa zona aparentemente com propensão agrícola e potencialmente com grande apetência para implantação de zonas verdes apetrechadas com campos de golfe: uma excelente estratégia para manter em segredo a localização dos nossos bunkers e desse modo manter a esperança da manutenção da soberania do nosso país, aquando do ataque final e definitivo dos alienígenas vindos de exterior. Sob a barragem do Alqueva estará assim sediado um grupo de resistência clandestina, que se oporá com todas as suas forças aos invasores vindos do lado da lá, grupos esses que apenas pretendem opor-se à colonização da região e à escravização dos seus naturais – tal e qual como aconteceu no Algarve com a invasão, conquista e destruição de toda uma região e cultura por parte duma raça estrangeira oriunda do planeta Camo, conhecidos como Camones – e contando como sempre por outros primatas traidores.

 

 

Já a caminho do Malhão as nuvens começaram a levantar-se e o céu começou a abrir-se em toda a sua beleza nocturna, com as estrelas a começarem a polvilhar o céu cada vez com mais pontinhos cintilantes, enquanto alguns planetas se iam deslocando estáticos e sem tremer, quase como se não se quisessem fazer notar. À esquerda a Lua quase nova não ajudava em nada, cobrindo duma penumbra intensa todos os vales e planícies e deixando todos os animais protegidos pela escuridão. No litoral as informações indicavam que a situação tinha voltado ao normal com os turistas de novo a afluírem em massa aos extensos areais, sem se preocuparem com possíveis efeitos secundários de uma realidade propalada como efectiva mas certamente fictícia, que até poderia proporcionar em qualquer momento e apesar de tudo, um tempo único e extraordinário como o do terramoto de 1755 e seu respectivo tsunami. No cimo do Malhão e antes de arrancarmos para Albufeira via Loulé, ainda tivemos tempo de nos despedir dos nossos amigos estrangeiros e na companhia de budistas tibetanos alternativos que aí se encontravam de passagem, comermos um espectacular queijo fresco e um não menos delicioso presunto de porco preto, tudo acompanhado por um bom copo de tinto ou um bom cálice de medronho: com a noite já avançada despedimo-nos do mundo etéreo e descendo a serra algarvia, vimos ainda os nossos brilhantes amigos a erguerem-se da terra ziguezagueando como crianças entre as estrelas do céu.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:12

18
Out 13

Ficheiros Secretos – Albufeira

Encontros c/ Efeitos Especiais

 

Primeiro Encontro

Amantes do Universo 1/2


Existem muitas formas de despertar

 

Primeiro Despertar

 

Na suite do último andar dum aparthotel situado nas proximidades do novo centro da cidade de Albufeira, um turista ocasional inglês aleatoriamente denominado como Philips, começava lentamente a acordar duma noite intensa de consumo incontrolado de álcool e de drogas. Deitado de lado e virado para a varanda, o turista ainda conseguiu vislumbrar alguns raios de luz que atravessavam o espaço deixado livre entre a junção das duas cortinas, o que mesmo ainda não completamente desperto e mal abrindo os olhos, só poderia significar que já era de dia. Arrastando-se um pouco em cima da cama, até ficar junto da mesinha de cabeceira – puxando um pouco o lençol, que parecia encontrar-se preso – virou o relógio prontamente para si, reparando um pouco surpreso que já era quase meio-dia. O corpo doía-lhe um pouco devido ao esforço do dia anterior, enquanto que a cabeça parecia querer rebentar, tal era a ressaca de tudo o que metera para dentro. Ainda mergulhado na penumbra do quarto levantou-se da cama e dirigiu-se para a casa de banho, deixando cair pelo caminho atrás de si o pijama e colocando-se no interior da cabine onde se encontrava o duche com hidromassagem: a água quente fê-lo recuperar um pouco, acabando por se deixar ficar por ali durante uns largos minutos – até ao momento em que o duche se transformara numa verdadeira sauna. Ao espelho as grandes olheiras que apresentava até o assustaram, fazendo com que acelera-se os seus procedimentos higiénicos e saísse da casa de banho: tinha que se apressar muito mais, pois lembrara-se que no início da noite anterior – enquanto ainda estava lúcido – combinara um encontro prometedor com uma jovem chamada Tina, uma bela equilibrista moldava pertencente a um circo internacional, nessa altura em actuação num parque da cidade. O encontro estava marcado para o meio-dia no bar do aparthotel.


Os Encontros Imediatos podem ser violentos

 

Encontro Imediato

 

Já no quarto Philips correu as cortinas que encobriam a porta da varanda, tendo logo que fechar os olhos: a luz era de tal maneira intensa que o choque repentino o deixou meio atordoado e a cambalear, levando-o a apoiar-se com o seu corpo na parede lateral, ao mesmo tempo que repunha um dos lados dessas mesmas cortinas. Teve então que se virar de costas para a luz e mais adaptado à nova luminosidade que invadia o quarto, deslocou-se imediatamente em direcção à cama. Ainda meio desequilibrado e confuso pelo choque de luz há pouco sofrido, sentou-se na beira da cama e apoiando-se no braço esquerdo deixou-se cair sobre o travesseiro da mesma: mas algo de imprevisto que se encontrava debaixo do lençol fizera deslocar a base de apoio do seu cotovelo, fazendo-o cair e rodar lateralmente sobre a cama, num movimento só interrompido pelo choque imediato com um alto que se salientava em extensão ao longo do comprimento do colchão. Surpreso e curioso com a situação que vivia, o turista inglês de férias no Algarve – sem nenhuma pretensão suplementar senão aproveitar todo o seu tempo de ócio, sem regras nem limites – sentou-se de imediato, acendeu o candeeiro, esfregou os olhos para ver mais claramente e sem hesitar ou perder mais tempo levantou o lençol e espreitou para o que estava debaixo: ao seu lado encontrava-se um corpo feminino completamente nu, respirando suavemente enquanto dormia, muito belo e de formas perfeitas, mas decididamente de Outro Mundo. Num salto afastou-se da cama, esfregou os olhos mais uma vez correndo a outra metade do cortinado, deixando-se então ficar especado e por breves momentos, a olhar para aquele corpo estranho com quem partilhara o seu leito. Um arrepio enorme percorreu toda a sua espinha.


As primeiras decisões podem ter carácter irrevogável

 

Primeira Decisão

 

Philips ia olhando atentamente pelo canto do olho o corpo que se estendia sobre a sua cama, enquanto se vestia com uma t-shirt e uns calções, calçando de seguida as suas sapatilhas, enquanto ia procurando as suas chaves e a carteira. Encontradas as chaves do apartamento moveu-se o mais silenciosamente possível em direcção à porta, abriu-a com imenso cuidado para não fazer nenhum barulho e dando um último relance para o interior para verificar se o corpo continuava adormecido e parado, fechou a porta e dirigiu-se para o elevador. Saindo no rés-do-chão do aparthotel dirigiu-se inicialmente para a zona do bar para verificar se a sua amiga colorida já tinha chegado e se já estaria à sua espera: afinal de contas já estava atrasado mais de meia hora e nunca gostara de se fazer esperar. Não a encontrou no local combinado nem na zona exterior onde se encontrava o bar anexo à piscina, pelo que se dirigiu ao funcionário que lá se encontrava e o questionou sobre se alguém tinha perguntado por ele. A sua resposta foi negativa mesmo descrevendo detalhadamente o atraente corpo da bela artista circense e indicando a sua nacionalidade moldava. Conformado com as consequências do seu atraso e com o respectivo falhanço do encontro com a esbelta equilibrista, o turista inglês dirigiu-se de seguida para o balcão da recepção, fortemente decidido a expor aos responsáveis desta unidade hoteleira de cinco estrelas o que de estranho e bizarro estava a ocorrer no seu apartamento. Alguns minutos passados chegou um dos directores que muito educadamente o cumprimentou e se prontificou diligentemente a procurar desde logo uma solução para o problema do seu hóspede. De início o turista inglês nem sabia como começar a conversa, pois a sua história era tão estranha e improvável que ainda poderiam pensar que era maluco ou que estaria ainda sob os efeitos embriagantes da noite anterior; por esse motivo decidiu apenas contar ao responsável presente que ao acordar descobrira ao seu lado uma mulher deitada na sua cama, mulher essa que nunca antes vira viva ou morta e que para além mais não fora ele que introduzira no quarto. O director do aparthotel apanhado de surpresa com a reclamação feita oral e presencialmente pelo reclamante – até por ser contrária à maioria das opções escolhidas por certos clientes solitários e que tinham vivido situações semelhantes (optando em seu benefício, pelo aproveitamento do momento) – ainda hesitou no que fazer, mas para evitar mais demoras e outras possíveis confusões que daí poderiam advir, lá decidiu acompanhar o seu hóspede até ao quarto respectivo e ver pessoalmente o que na realidade se passava.


Os primeiros a chegar, chegam a lado nenhum

 

Primeira Sessão Intermédia

 

Chegaram à porta do apartamento quando algumas auxiliares de limpeza ainda se deslocavam para o refeitório aproveitando a sua hora de almoço. Questionadas pelo seu director, todas garantiram não terem encontrado ninguém nos apartamentos já disponíveis para limpeza e arrumação, nem mesmo se terem cruzado com alguém – homem, mulher ou mesmo criança – nos corredores deste ou doutros andares do edifício. Pedindo silêncio o turista inglês introduziu a chave na fechadura da sua porta, acabando por correr completamente o ferrolho e por a abrir muito lentamente e com o mínimo ruído possível: completamente iluminado pelos raios de Sol que se introduziam pela varanda, o quarto encontrava-se deserto sem que se notasse a presença de nenhuma mulher ou dalguma coisa que provasse que alguém para lá do hóspede tivesse por lá ter passado. A própria cama encontrava-se vazia, com metade da mesma mais preservada e arrumada que a outra, como se só uma pessoa lá se tivesse deitado e repousado. Philips é que não aceitou de ânimo leve o cenário exposto diante de si, reforçando diante do director hoteleira tudo aquilo dissera anteriormente e que se a mulher já ali não se encontrava é porque esta tinha saído sem que ninguém o notasse entre o momento que descera no elevador e o momento em que voltara a sair do mesmo. Um pouco aborrecido e admirado com a insistência do turista inglês, o director ali presente não viu outra solução senão convidá-lo a visionar as câmaras de vigilância existentes e espalhadas por toda a área associada ao empreendimento, como forma de esclarecer satisfatoriamente os factos ocorridos e satisfazer o cliente. Até porque tudo isto era tudo muito estranho: como poderia alguém ter saído e entrada sem chave e sem se fazer notar no apartamento, se ele continuava fechado à sua chegada, o mesmo acontecendo com todas as janelas e portas no seu interior – só se o homem ou mulher atravessassem paredes ou fossem capazes de voar. Utilizando agora o elevador de serviço deslocaram-se para o gabinete de segurança do empreendimento (situado na cave), aí solicitando ao operador de gravação imagens da noite anterior referentes aquela zona do edifício. O visionamento incidiu na zona que ia desde o hall principal de entrada até à porta do seu apartamento, incluindo nessa análise todas as câmaras disponíveis existentes na totalidade desse percurso. Rapidamente encontraram a parte da gravação em que Philips chegava de táxi à porta do empreendimento, saindo dele acompanhado.


O imaginário faz parte da realidade – e o contrário também é verdade

 

Segunda Sessão Intermédia

 

A definição das câmaras exteriores de vigilância não era das melhores, pelo que era difícil obter uma identificação segura das pessoas que chegavam ao exterior do edifício. No entanto no interior e dada a melhoria da iluminação disponível, já era mais clara a definição anatómica da pessoa e mesmo a sua identificação através do seu rosto. Foi assim que ao ver as primeiras imagens obtidas no hall, Philips pode verificar para sua grande admiração que regressara acompanhado ao aparthotel e que ao seu lado vinha a bela moldava Tina, a mesma mulher que conhecera nessa noite: as imagens confirmavam a perfeição do seu corpo esbelto e brilhante e os seus movimentos certos e cadenciados só demonstravam estarem plenamente sintonizados com a sua performance muscular, o que lhe dava um ar de Diva e uma aparência extremamente sensual e provocantemente apelativa. Talvez tivesse sido esse facto que suscitara durante o visionamento desta parte das gravações uma rápida troca de impressões entre o director e o operador, que sorrindo entre eles ainda olharam de soslaio para o turista inglês, como se ele estivesse implicado num caso que tanto podia ser bom como mau, mas em que ele certamente interviera estando agora em acto inconsciente de negação. Mas a gravação continuava, com as duas personagens dirigindo-se aparentemente sóbrios e conscientes em direcção ao bar, que dada a hora adiantada já se encontrava há muito encerrado: segundo as indicações registadas na gravação, Já passava das três horas da madrugada. Fechado o acesso ao bar restava-lhes a discoteca do empreendimento, para onde se dirigiram de imediato, instalando-se confortavelmente à volta duma mesa numa zona de sombra ao lado da pista de dança, que lhes permitia permanecer sozinhos e com liberdade total de movimentos e interacções, sem que ninguém se intrometesse ou os perturbasse. Sendo essa a razão porque a gravação saltava do bar da discoteca para o momento em que já se dirigiam para o quarto: já inebriados pelos vapores do álcool introduzidos no corpo de Philips e da sua companheira Tina, as imagens mostravam agora dois personagens de aspecto bizarro e denotando um estado de toxicidade elevada, caminhando aos esses e com um deles apoiado sobre o ombro do outro – e sustentados para não caírem pela parede lateral – até chegarem a uma porta do corredor marcada com o número 115, que muito dificilmente abriram e pela qual se introduziram, não sem que antes tivessem entretido mais uma vez o director e o operador, que mais uma vez dialogaram e sorriram entre si, dirigindo posteriormente os olhares para ele. Antes de entrarem já se notava a sua forte erecção e a excitação induzida pelo corpo da mulher era tal, que mesmo antes de transporem a porta, já estavam meios nus e prontos a possuírem-se. Esta primeira sequência de imagens terminava quando a porta se fechava. Outra sequência de imagens vinha no entanto a caminho e aí o turista ocasional só teve mesmo que as engolir e envergonhar-se até não poder mais: ao mesmo tempo que câmaras exteriores apontadas para as varandas do aparthotel registavam uma cena de sexo extremo e profundo praticado por duas pessoas completamente nuas e perigosamente debruçadas sobre as grades protectoras da mesma – a mulher estava estendida sobre as grades com a cabeça suspensa sobre o abismo, enquanto o homem a penetrava pela frente com movimentos violentos e penetrantes – o director ia-lhe confidenciando que as imagens teriam origem no seu apartamento, como registo cronológico e fiel do dia anterior e certamente contando com a presença do cliente hospedado nesse mesmo apartamento – ou seja ele. Além do mais – e chamando a sorrir duma forma compreensiva e de aceitação o turista inglês, para o isolamento e confidencialidade do seu gabinete particular – existia o caso das queixas apresentadas nessa mesma noite pelos seus vizinhos de andar, denunciando o excessivo ruído vindo do seu apartamento nessa mesma noite por volta das cinco horas da manhã e que os deixara extremamente chateados e preocupados, não só por não conseguirem dormir com o barulho excessivo que chegava até eles como também pelos estranhos e persistentes gemidos que dali vinham, de tal maneira fortes que por vezes até pareciam que vinham do exterior. Só passada mais de meia hora é que tudo voltara ao silêncio inicial. Pediu desculpa e envergonhado deu uma curta e esfarrapada explicação: deu as boas noites e cabisbaixo dirigiu-se para o seu apartamento. Algo de estranho se estava a passar com o turista inglês e a origem só podia estar na mulher: o que ele na realidade vira fora um corpo feminino mas nunca humano e o que a gravação lhe mostrara fora uma mulher bem humana e extremamente atractiva.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:19

15
Out 12

“Nós até podemos fugir de casa, mas acabamos por voltar sempre ao mesmo local de partida. Porquê? Porque numa Sociedade Limitada, Integrada num Mundo Infinito, não existem portas nem janelas – o Mundo é tudo o que a nossa vista alcança, não existindo muros, nem lamentações, que nos possam salvar dele. Só se a intenção de alguém for, separar-nos da própria Vida.”

 

O Mau Tempo terá vindo – definitivamente – para ficar

(USA)

 

O Mundo já não gosta de nós. Cresceu muito entretanto e já não tem tempo a perder com a senilidade crescente dos mais velhos. A confusão já não se compadece com o uso degenerativo do nosso corpo e a própria velocidade imprimida à vida, não nos dá sequer tempo de nos vermos demoradamente ao espelho e verificarmos a nossa acelerada e esperada decomposição. Aceitamos isso passivamente porque fechamos os olhos e adormecemos, ficando à espera que o príncipe dos nossos sonhos, nos venha salvar heroicamente. Mas inesperadamente damo-nos como acordados, sem sentirmos que mais um dia se passou e nada de novo nos viu.

 

 

O Caminho para o Céu é como uma Escalada – dura e perpendicular

(TIBET)

 

Temos que escalar todas as montanhas do mundo. Mas para isso teremos previamente de conhecer a história dos nossos antepassados através da preservação da sua cultura e memória no presente, projetando na ficção do futuro, toda a sabedoria de todos os que connosco vivem ou nos antecederam no tempo, pois só assim preservaremos e desenvolveremos os seus fantásticos conhecimentos neste novo Espaço, idealizado há milhões de anos pelos Ancestrais. E posteriormente saber-mos como proceder ao atingir o cume da Montanha, sem nos deixarmos levar pelas vertigens comuns aos humanos, quando situados a altitudes elevadas.

 

 

A Terra é muito Bela mesmo vista de longe e disposta às camadas

(TERRA)

 

Quando era pequeno ensinaram-me que vivia num planeta que girava à volta do Sol – uma pequena estrela da Via Látea – e que tudo o que me rodeava – a matéria – se encontrava ou no estado sólido, ou no líquido ou então no gasoso. Como exemplo demonstrativo deram-me o da terra que pisávamos, o da água que bebíamos e o do ar que respirávamos. Ainda me falaram dos movimentos da Terra, um em volta do seu eixo imaginário e que daria origem aos dias e às noites – o que não aconteceria com a Lua misteriosa, com um lado sempre oculto de nós – e o outro em volta do Sol, que daria origem ao aparecimento das quatro estações do ano. O primeiro durando um dia, o outro 365 ou 366 dias, conforme o ano não era ou era bissexto. Para lá do nosso planeta e para lá da nossa atmosfera – e protegidos do exterior pelo campo magnético terrestre – avistávamos o espaço infinito onde estávamos integrados e que partilhávamos com os Outros, não sabendo sequer se existiam ou por onde andariam. É claro que os planetas mais próximos foram os primeiros a serem invocados por quem os via ou deles tinha conhecimento, surgindo então os medos, os deuses e os extraterrestres, que todos começamos a associar a elementos estranhos que, afastados e desconhecidos, eram a fonte de todas as novidades, curiosidades e também de todos os perigos. Nesse aspeto o nosso satélite natural – a Lua – e o quarto planeta do nosso Sistema Solar – Marte – foram fonte de muitas teorias e suposições, desde poderem ter vida à sua superfície, passando pela existência dos canais marcianos ou até de já poderem ter sido habitados por outras civilizações antigas incluindo de passada origem terrestre. Tudo era possível. No entanto vivemos hoje em dia uma crise profunda e (parecendo) irreversível de ideias, tendo a nossa capacidade de pensar e recriar regredido a níveis baixíssimos de imaginação e de produtividade, face à sedentarização brutal da nossa vida num mundo que não admite paragens e se desloca a velocidades – para o nosso corpo – cada vez mais aceleradas e tornadas insuportáveis, por falta de reação e de movimento – caraterísticas de qualquer animal morto ou moribundo.

Isto tudo serve para demonstrar de um modo um pouco diferente do que é habitual, que a interpretação de tudo o que se passa connosco e à nossa volta é muito mais simples de entender e de compreender do que se pensa, bastando para tal observar todos os sinais que a Natureza nos dá e seguirmos sem hesitação o caminho escolhido por esta, por partilha e uso do espaço ilimitado posto indefinidamente à nossa disposição: a própria Terra apresenta na formação da sua atmosfera quatro camadas constitutivas, quatro camadas (de consciência) protetoras – como se tudo estivesse previsto mesmo no meio do caos.

 

 

Os Mundos que nos visitam acompanham-nos desde o Início

(VESTA)

                                                    

Todos os Mundos são o nosso Mundo. A história da nossa viagem no Cosmos depende apenas de quem nos vê e compreende. Para uma partícula infinitamente pequena, seremos uns monstros passando subitamente diante dela, mal vistos e descritos, ou mesmo imaginados, dada a sua velocidade acelerada exponencialmente e a sua evolução para outros estados espirituais da matéria; sendo gigantes – infinitamente grandes – a nossa perceção do espaço será diferente, não só pelo volume ocupado por um só objeto incapaz de diferenciação dos variadíssimos níveis de protagonismo – só se vê a ele próprio – como pela sua incapacidade de apreciar corretamente locais próximos ou mesmo no interior do seu raio de ação, por maior incapacidade de rápida movimentação e introspeção (custa mais olhar para os outros quando a nossa grande dimensão os submerge a todos).

Na conjugação dos opostos que se penetram, que se completam e que muitas vezes se anulam – no vazio existe matéria e antimatéria que se vão anulando, não deixando no entanto de estar presente e podendo dar origem de um momento para o outro a uma emissão de energia e à origem de qualquer coisa como a Vida – surge constantemente a renovação perpetua do movimento e do espaço, recriando sucessivamente Universos Intemporais e Paralelos.

O que nos falta é livrarmo-nos de vez da presença terrível da Morte como Fim, apenas para alguns Mercadores Egocêntricos atingirem o seu sucesso nesta sociedade e poderem usufruir em Vida – por Vampirismo – também da Vida dos outros, acabando no entanto todos por morrer por decomposição, abandonados como cães à sua sorte, religiosa por maldita.

 

(imagens – GOOGLE)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:23

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