Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Abr 19

[Notre-Dame, França, Yémen]

 

Travar-se-á entre o Último-Homem e as Suas-Máquinas (ditas Biomecânicas)

com um deles a perder (qual será?).

E sem que ninguém se debruce (se interesse)

sobre o intercambio natural (desde sempre existente)

Mundo Mineral/Mundo Orgânico.

 

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França

Emocionados com a destruição (limitada)

Provocada pelo incêndio (de 15)

Na Igreja Nossa-Senhora (de Paris)

 

Colocando num confronto final e decisivo (para a preservação e sobrevivência da nossa espécie, atualmente dominante, o HOMEM)

 

– Tal como já terá sucedido anteriormente (num percurso de 4,5 biliões de anos iniciada com a grande TRANSFORMAÇÃO, associada ao “Grande-Estouro”) neste mesmo planeta (a TERRA), com outras espécies dominantes (como o terão sido os nossos antecessores DINOSSAUROS) no decorrer de outros ciclos evolutivos (e após um novo SALTO) a assumirem o seu domínio e controlo

 

o SUJEITO VS o OBJETO,

 

Com o fenómeno de contágio unidirecional levando à nossa incompreensível e injustificada regressão na hierarquia deste Sistema (afinal de contas sendo nós o seu SUJEITO-PROTAGONISTA)

 

− Suportado por um ECOSSISTEMA NATURAL (pela sua presença no momento de pura originalidade, o verdadeiro CRIADOR) mas hoje unicamente dirigido por um dos seus produtos (como nós), sujeitando-se cada vez mais à intrusão de periféricos exteriores e progressivamente (e sem o sentir) tornando-se cada vez mais ARTIFICIAL

 

Levando-o a achar-se (nós, o Homem) como ser vivo considerado único, inteligente, belo e dominante (racional)

 

E à falta de contraditório

 

Com o direito adquirido de invocando-O (como se Nele acreditasse) sentir-se à imagem do seu próprio Criador:

 

Não se apercebendo que ao fazê-lo se limita a olhar para um Espelho (uma criação do Homem para usufruto do próprio Homem) devolvendo a imagem de um objeto, infelizmente um outro que não a de todos os outros.

 

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Iémen

E, no entanto, faltando as lágrimas (de sangue)

Pelo envolvimento direto e desde o início da França (com tanques e mísseis)

No genocídio Saudita no Iémen (c/apoio Macron)

 

E assim obrigando-nos

 

− Aconselhando-nos/orientando-nos através da frequência de instituições de formação/certificação/creditação/ordenação sediadas (entre outros) em quarteis, igrejas e escolas

 

A aceitar a nossa desvalorização face ao agora superior OBJETO produtor de MAIS-VALIA (como o será uma Construção, como o será um Igreja) transformando-nos de imediato e por decreto (num sentido evolutivo final) sem recurso/piedade/respeito, de SUJEITO a SUBOBJETO (nem sequer subsujeito, já que somos racionais), quando ainda não o somos (acho eu apesar da desconfiança/até de mim) apesar de o parecermos:

 

Sentindo-se a Emotividade das Massas (recordando o livro Psicologia de Massas do Fascismo de Wihelm Reich) face ao incêndio registado ontem na igreja NOTRE-DAME de PARIS (não se apercebendo esta do truque/emocional de trocas pessoas já perdidas/objetos sempre presentes)

 

Um Objeto que se Perdeu

 

E entanto esquecendo-se (e ao esquecermo-nos de outros sujeitos, amanhã seremos nós) o Genocídio em curso no YÉMEN

 

– No fundo apenas

 

Uns quantos e pretensos SUJEITOS

 

Há muito convertidos em subobjectos e como tal (por obviamente descontinuados/não existentes) dispensando visionamento ou contagem.

 

(imagens: ndtv.com e freemalaysiatoday.com/Reuters.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:11

15
Nov 18

 

California

(15.11.2018)

The blaze has killed at least 56 people and authorities say 130 are unaccounted for.

Many of the missing are elderly and from Magalia, a forested town of about 11,000 to the north of Paradise.

 

Uma ilustração e cinco imagens do mais destrutivo e mortal incêndio, registado na história do estado da Califórnia.

 

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Califórnia

9 Novembro (sexta-feira)

(earthobservatory.nasa.gov)

 

The combination of strong winds, low humidity and warm conditions in northern California exacerbated the extent to which the Camp Fire spread.

(Trevor Nace/forbes.com)

 

Segundo The Watchers com o grande incêndio de CAMP FIRE iniciado a 8 de Novembro, tendo já provocado mais de 40 vítimas mortais, originado dezenas de desaparecidos e destruído mais de 6000 casas.

 

California is particularly vulnerable to wildfires due to the dry conditions and the presence of Santa Ana winds.

(Trevor Nace/forbes.com)

 

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Woolsey

9 Novembro (sexta-feira)

(twitter.com/@BeberlyRising)

 

Num Evento certamente despoletado – como tal de origem Artificial – devido a intervenção Humana, talvez como consequência das Alterações Climáticas, do Desenvolvimento ou da falta de controlo e de Manutenção das Florestas (como o sugere wburg.org).

 

How did these wildfires grow so explosively? It began with scant rainfall and abnormally warm temperatures which parched the landscape and created tinderbox conditions. Then came howling winds that fanned the flames, once the fires were sparked. And, in an environment of rising temperatures, climate change increased their potential intensity.

(M. Cappucci e J. Samenow/washingtonpost.com)

 

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Malibu

9 Novembro (sexta-feira)

(twitter.com/@un1crom)

 

“By Sunday night, the Camp Fire had matched the deadliest in California history, the Griffith Park Fire of 1933, with 29 fatalities. Seven of the victims in Paradise died in their vehicles.” (The New York Times)

 

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Camp Fire

9 Novembro (sexta-feira)

(twitter.com/@Bitsie Tullocn)

 

Thousands of animals displaced as fires tear through communities: “It’s hard to wrap your head around what a disaster this is — for people and animals". Animal lovers across California have banded together in frantic efforts to save thousands of their four-legged loved ones threatened by wildfires raging across the state.

(nbcnews.com)

 

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Woolsey

9 Novembro (sexta-feira)

(nbcnews.com/Getty Images)

 

E no meio desta Catástrofe atingindo todo o mundo – irracionais e racionais, como pobres e ricos e sem uma única exceção – sendo relevante de interiorizar que tal como em Portugal com os seus Incêndios Florestais (provocando elevados danos materiais e um grande número de vítimas mortais) tal fenómeno não pode ser reportado unicamente e em termos gerais às Alterações Climáticas (e ao Aquecimento Global), mas sobretudo ao abandono (à sua sorte) dos Espaços Rurais e ao descontrolo total do desenvolvimento e manutenção desta enorme Zona Verde (essencialmente ocupada por floresta e habitações mais ou menos dispersas).

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Camp Fire

9 Novembro (sexta-feira)

(twitter.com/@RealDudeRobot)

 

No caso do estado da Califórnia com os seus mais de 130.00Km² de florestas a serem em 60% propriedade do próprio estado (estando sob controlo federal), não se observando nenhuma ação por parte deste para diminuir as causas (e logicamente as consequências) da proliferação descontrolada e crescente de incêndios, sabendo-se de antemão continuarmos a atravessar um período deveras prolongado de seca, sem chuva e com temperaturas ainda elevadas (para este período do Outono no Hemisfério Norte), proporcionando todo o Ambiente e Condições necessário para o despoletar doutras situações semelhantes.

 

(texto/inglês/itálico – o indicado)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:05

10
Ago 18

[Urgente para todo o Turismo Algarvio e sem necessidade de tradução]

 

Duas imagens registadas a norte da Avenida dos Descobrimentos (uma à esquerda da CGD outra à esquerda do KFC),

 

– Ambas apontando para o mar (uma para o Albufeira Shopping outra para o Hotel Brisa Sol)

 

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Albufeira antes e a 8 de Agosto

(2018)

 

Onde é bem visível o contraste entre o cenário atmosférico de um dia habitual apresentando o céu bem claro e limpo,

 

E um outro registado (posteriormente) a 8 de Agosto com o céu de Albufeira encontrando-se agora parcialmente escurecido por espessas camadas de nuvens (de cor laranja-escuro e poluentes),

 

Oriundas do Incêndio de Monchique (num total ultrapassando os 20.000 hectares de floresta ardida).

 

(imagens: Produções Anormais)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:00

09
Mai 18

“Passada uma semana sobre o colapso de um prédio no centro de São Paulo (afetado por um incêndio num prédio vizinho) provocando um número ainda indeterminado de vítimas mortais (para já consideradas desaparecidas) é flagrante o contraste entre o tratamento informativo dado recentemente a LULA (o Político e o Sujeito) ‒ acusado de Corrupção ‒ e a Wilton Paes de Almeida (o Prédio e o Objeto) ‒ potencial acusado de assassinato.”

 

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1

Lula da Silva

Condenado por corrupção (apenas baseada nas palavras de um corrupto-arrependido, diminuindo-se-lhe a pena se acusando Lula), não fosse o caso ser maior, alastrar a muitos outros e levar toda a classe política (e talvez Judicial) brasileira à sua frente sendo presa.

 

Enquanto no Brasil um ex-Presidente é preso por ir à frente nas sondagens (para as próximas presidenciais) e por ter eventualmente recebido um apartamento de férias em troca de um outro favor (sem nunca o ter frequentado, sem uma única prova da sua posse ou qualquer tipo de documento assinado),

 

‒ Num país onde a corrupção é um hábito generalizado, movimentando-se num ambiente decadente e degradado misturando o Sistema Judicial e o Sistema Político (numa herança paralela dos tempos da ditadura militar brasileira, sobrepondo o Poder Militar ao Poder Civil)

 

Por outro lado e como consequência de um ato aparentemente involuntário mas certamente criminoso (no fundo o prédio em questão encontrava-se ocupado), parte de um prédio incendiou-se e outro vizinho colapsou (na cidade de São Paulo) provocando vítimas mortais (a esta hora apenas 2 e incluindo uma criança), mas até ao momento sem se indicar nenhuma entidade (individual ou coletiva) responsável pelo brutal incidente:

 

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2/3

O Edifício Wilton Paes de Almeida

Localizado em São Paulo e tendo colapsado após um incêndio ocorrido num prédio vizinho ‒ originando para já 2 mortos e cerca de 50 desaparecidos, num balanço incerto dado o prédio estar sob ocupação e desconhecendo-se quem na altura (01:30) aí estaria presente (a dormir)

 

Não se sabendo bem quem verdadeiramente indicar como o único responsável pelo colapso ocorrido no edifício Wilton Paes de Almeida (agora transformado num monte de escombros) e onde os desaparecidos poderão ser mais do que muitos dizem ou preveem ‒ talvez uma meia centena (de vítimas mortais).

 

Questionando-se aqui o papel do Poder Público (por exemplo o papel das Câmaras ou Prefeituras), dos Movimentos de Ocupação (de casas), do atual dono do prédio (o Governo Federal responsável pela sua manutenção) e da Construtora (do objetivo inicial do projeto),

 

E até das questões de segurança (com todos a empurrarem responsabilidades mesmo sabendo antecipada e oficialmente que o prédio não teria as condições mínimas de segurança), pelos vistos não respeitadas e contribuindo decisivamente para a queda total da estrutura (agora dita habitacional).

 

(imagens: (1) showmetech.com.br e (2/3) globo.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:00

16
Ago 17

Árvore de grande porte cai sobre dezenas de pessoas no Funchal.

(sapo.pt)

 

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A árvore assassina

 

E depois da tragédia dos Incêndios (que infelizmente não param em Portugal devido ao flagelo climático, ao número crescente de incendiários e à incúria de sucessivos Governos) chegam agora as tragédias das festas (de cariz social e religioso) para dar um tom mais explosivo a esta estação das férias de Verão ‒ só em Pedrógão Grande e no Funchal estimando-se um número de vítimas mortais acima de 74 (senão mais) e um número de feridos (no mínimo) acima de 185 (com os números ainda podendo crescer no caso passado e no presente).

 

Queda de árvore causa dez mortos no maior arraial na Madeira.

(título JN)

 

Apesar de tudo e talvez por estarmos a atravessar o período mais quente do Verão (em geral o mês de Agosto) após o incidente com o povo a protestar, pouco depois a observar e a comentar e no fim a finalmente arquivar e a esquecer. Levando a que como consequência da inatividade de ambos os lados (dirigentes e dirigidos) se possa afirmar o mais convictamente possível (com quase 100% de certeza dado os antecedentes), que no próximo ano de 2018 certamente pela mesma altura e com tudo inalterável, se repetirá o mesmo cenário.

                                          

Árvore que caiu na Madeira não estava saudável e tinha fungos.

(tvi24.iol.pt)

 

E em notícia de última hora a ficarmos a saber através da análise de peritos certamente dependentes do Governo, da Câmara ou da Paróquia (responsáveis pela manutenção do espaço onde se deu a tragédia), que a culpa terá sido da árvore já sem saúde para se manter de pé (num Evento como este) e ainda-por-cima com fungos – exigindo-se justiça imediata através do abate de outros semelhantes. Nunca se devendo esquecer que as aparências iludem (e que estupido é quem se deixa iludir):

 

O carvalho que esta terça-feira caiu na Madeira, provocando 13 mortos, não estava saudável, apesar de manter um bom aspeto exterior. É possível haver sinais de vida de uma árvore a caminho de morrer. (…)  Isso não quer dizer que a árvore esteja saudável e segura.

(tvi.iol.pt)

 

Pelo que neste país à beira-mar plantado e cada vez mais inclinado a se ir afundando no oceano (com o peso das migrações do interior para o litoral) – em que um juiz insulta uma mulher após ser violada desculpando o violador por esta estar na menopausa (segundo este juiz já pouco sentindo talvez por ultrapassada) e em que uma vítima de um incêndio não o é apenas porque ao fugir foi atropelada e morreu (com isto também a ser estabelecido e decretado por peritos certificados) – não sendo de espantar que mesmo depois do incidente mortal da Madeira e com as vítimas sempre a crescer ainda não haja culpados num país cheio de chefes ainda-por-cima doutores: faltando-nos interiorizar que se antes nos calavam com um certificado de porte de arma – querendo todos ser tropa − agora nos calam, asfixiam e matam com um certificado em papel, declarando-os iluminados (e a todos os outros fundidos/fodidos) – querendo todos ser doutores (e assim evitando trabalhar).

 

(imagem: iistoe.com.br)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:32

18
Jun 17

A catastrophic wildfire believed to be caused by a dry thunderstorm has killed more than 62 people near Pedrógão Grande, central Portugal early Sunday, June 18, 2017. Most of them died in cars while trying to escape, officials said. Local media said several houses were destroyed and more than 60 people injured, among them several firefighters. The death toll is expected to increase.” (watchers.news)

 

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Dos mais de 60 mortos mais de 30 encontrados no interior dos seus automóveis e menos de 20 encontrados caídos na estrada ‒ ou seja mais de 80% do total das vítimas mortais

 

Nesta sequência de três imagens obtidas a partir do espaço e da responsabilidade da NASA, pode-se ver a evolução verificada durante três dias na região de Pedrógão Grande: sem nada visível a 16 (sexta-feira), com os primeiros sinais a 17 (sábado) e com o incêndio já bem lançado a 18 (domingo).

 

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16 Junho

(sexta-feira)

 

Numa tragédia pretensamente iniciada num raio originado numa trovoada (um fenómeno conhecido mesmo com tempo seco) e que na sua deslocação terá atingido uma árvore responsável pela eclosão de um grande incêndio: numa propagação fulminante destruindo tudo à sua passagem e fazendo mais de 60 vítimas mortais (e com o número sempre a aumentar).

 

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17 Junho

(sábado)

 

E que possivelmente até como manifestação de solidariedade e de apoio para com todas as populações envolvidas, mereceria alguma Auto culpabilização por parte de algum responsável mesmo com a apresentação de uma mísera demissão: não pelo que ele terá feito mas na sequência das práticas nulas dos seus antecessores (renegando as suas práticas e apoiando as suas vítimas).

 

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18 Junho

(domingo)

 

Perante um cenário dantesco fazendo-nos lembrar um pouco a série The Walking Deads, com uma longa estrada rodeada de uma paisagem pós-apocalíptica completamente deserta de algum sinal de vida e juncada de carros completamente calcinados, oferecendo-nos o retrato fiel de um mundo esquecido e abandonado à sua sorte: onde já nada existindo (o poder tratou disso) não havendo mesmo nada a fazer (pelos poucos que ficaram).

 

(imagens: cetusnews.com/AP e worldview.earthdata.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:44

[Ou indiretamente do raio]

 

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Mais de 60 Mortos

Mais de 60 Feridos

(num cenário arrepiante e a mais de 40⁰C)

 

Como é possível declarado um incêndio e projetada a respetiva intervenção (com toda a região em princípio em estado de alerta) haver mortos cercados em casa ou em carros calcinados na fuga? Quando a primeira coisa a fazer pelas autoridades seria a de salvar pessoas (com tantos idosos vivendo em casas isoladas) e criar caminhos de fuga (com tanta gente em desespero a fugir sem saber bem para onde).

 

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Carros calcinados na estrada onde se registaram mais vítimas

Entre Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos

(com as vítimas a serem apanhadas na sua fuga desesperada ao inesperado incêndio)

 

Num incidente com mais de 120 vítimas (segundo dados mais recentes mais de 60 mortais e mais de 60 feridos) localizado num triângulo envolvendo zonas interiores/exteriores aos seus vértices e tendo como referência as localidades de Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos (o incêndio terá começado em Escalos Fundeiros/Pedrógão Grande com um raio a atingir uma árvore), um incêndio inicialmente controlado (mas não dominado) ao aumentar repentina e inesperadamente de intensidade descontrolando completamente o cenário do momento e a estratégia de combate às chamas inicialmente previsto (ainda por cima acabando por associar-se a outras frentes já ativas como o do grande incêndio de Góis um concelho limítrofe ao de Pedrógão Grande), acabou por se transformar numa das maiores tragédias ocorridas em Portugal (veremos os números que atingirão no rescaldo os danos materiais e pessoais) tendo como responsável único as leis da Natureza. Para já e pelo menos enquanto o incêndio não termina, as temperaturas não descem e o medo e a incerteza não se dissipam, com todos os responsáveis a apontarem para as condições climatéricas com que o país se deparava nesse dia e particularmente nessa zona do interior, para justificar o imprevisto, o completo caos instalado e as dezenas de vítimas mortais: para lá de todas as vítimas caídas como heróis no terreno de combate, dos quais se destacam e como sempre os residentes e os bombeiros (os únicos combatentes) ‒ lutando com as suas mãos para salvar o maior número de vidas, mesmo podendo por em causa a sua própria existênciadeixando-nos ainda algumas dúvidas sobre o papel de alguns responsáveis e sobre a sua competência (que não apenas curricular).

 

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Uma das vítimas do incêndio numa das estradas em redor de Pedrógão Grande

(por onde muitos tentaram fugir e onde muitos caíram pelo fogo ou por intoxicação)

Entre os mais de 60 mortos com metade a morrer em fuga de uma praia fluvial

 

Esperando-se agora pelos próximos dias para ver (deixando-se assentar toda a poeira) o que as autoridades pensam (e concluem) sobre esta grande catástrofe humana (natural e/ou artificial) que para além de destruir uma região (já por si abandonada) também destruiu a vida de muitos dos seus (e cada vez em menor número) residentes: só se esperando que depois do poder os expulsar para o litoral (por uma questão de sobrevivência) ainda acusem as vítimas de incúria na limpeza dos terrenos ‒ mas feitos por quem e pagos por quem? E face a todos os conhecimentos postos hoje à nossa disposição para tratar de fenómenos como o registado em Pedrógão Grande, não se podendo unicamente atribuir a culpa a um raio e a uma maldita árvore que estava no seu caminho: e o calor, e o ar seco, e a humidade praticamente nula dos terrenos, e as diversas camadas de ar a diferentes temperaturas comprimidas e circulando livre e caoticamente entre vales e serras, e as condições climatéricas exteriores propícias à ocorrência deste tipo de fenómenos, nada disso conta (para a Prevenção) ‒ numa demonstração cabal da total incompetência de alguns desses responsáveis pela preservação da Natureza (por exemplo prevenindo possíveis situações de incêndios) e de como o ordenamento do nosso território se encontra num caos criminoso, sem retorno à vista e todo entregue aos critérios aleatórios da Natureza (a culpada) e da selvajaria do Homem (nunca se podendo esquecer como o interior foi abandonado, com os seus naturais a serem obrigados a deslocar-se para o litoral para sobreviverem e desse modo como seria logico e como já todos esperavam, deixando o campo e a floresta ao abandono e assim proporcionando a trágica intervenção humana/com a eucalitpização do país e até a aleatória intervenção natural/com o Homem escancarando-lhe as portas).

 

Tendo que haver responsáveis para além do raio e da árvore!

 

(imagens: mogaznews.com e chron.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:02

12
Ago 16

Presente na Imprensa Internacional

 

Massive wildfires in Portugal claim 4 lives

 

No incêndio da Madeira existem dois tipos de intervenientes promotores do desenvolvimento danoso (ainda por cima com vítimas mortais) deste desastroso Evento: um cometido por um indivíduo numa intervenção ativa, direta e criminosa e outro cometido por um coletivo (identificado numa pessoa) por inação, incompetência e fuga às responsabilidades.

 

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Wildfires that started on the Portuguese island of Madeira, off the northwest coast of Africa, on Monday, August 8, 2016, have spread dramatically during the next 24 hours and approached Madeira's capital, home to some 112 000 people, on Tuesday, August 9.

 

Mesmo para um leigo que nunca tenha estado na Ilha da Madeira mas tenha um conhecimento mínimo da sua topografia (como na generalidade das ilhas baixa na costa e4 mais elevada no interior), é de entendimento imediato para a maioria dos populares que o que se passou na Madeira poderia configurar um cenário pré-Apocalíptico. Ultrapassando em potência destruidora (carga energética) as inundações de 2010.

 

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By early Wednesday, August 10, the fires claimed lives of at least 3 elderly people. All three died when their homes caught fire.

 

Com uma verdadeira muralha de fogo descendo as encostas em direção ao Funchal (transformando toda a paisagem num cenário de fogo infernal), destruindo no seu caminho toda a fauna e toda a flora, matando animais domésticos e vitimando pessoas e deixando à vista de todos a responsabilidade de quem manda (num concelho com mais de 100.000 residentes habituais).

 

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The fire in Funchal was mostly under control by late Wednesday morning, regional governor Miguel Albuquerque said, but several other blazes were still raging on the island. The fires have so far destroyed at least six homes, a five-star luxury hotel and forced the evacuation of 1 000 people.

 

Atingindo a cidade do Funchal nos seus limites territoriais e identitários e pondo em causa com este Evento criminoso (na sua criação e persistente ausência de prevenção), a sua própria existência e a sobrevivência de todos os seus habitantes – nesta época do ano obviamente com números pulverizados. Que sem a participação dedicada (e ultrapassando mesmo os limites da exaustão) de bombeiros e de populares poderia ter incendiado toda a capital da Madeira.

 

(texto/inglês/negrito e imagens: thewatchers.adorraeli.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:42

18
Mai 16

Ainda não acabou passados mais de 15 dias!

 

'Beastly' Alberta wildfire just won't die, complicating Fort McMurray re-entry

(lfpress.com – 18/05/16)

 

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Autoestrada 63 nas imediações de Fort McMurray

(5 de Maio de 2016)

 

Ainda se lembram do enorme incêndio que deflagrou logo no início de Maio na região canadiana de ALBERTA e que levou à sua frente a localidade de FORT MCMURRAY? Provocando um verdadeiro holocausto incendiário numa zona rica em árvores e areias oleosas (com a sua principal fonte de receitas estando ligado à Indústria Petrolífera), a fuga em desespero de mais de 100.000 pessoas e a destruição de milhares de casas e de outras infraestruturas fundamentais. Começando numa área não maior que 10.000 hectares, alastrando repentinamente para 100.000 hectares e rapidamente atingindo os 200.000 hectares. E deixando atrás de si uma região completamente de rastos e basicamente destruída, com incêndios como que alimentados pelo seu solo (com estreitas ligações ao fracking) e com a meteorologia a não ajudar nada (com tempo seco e vento).

 

Pois pelos vistos continua – incrível e surpreendentemente sem nenhum relevo a ser dado nos órgãos de comunicação mundial – mais de quinze dias depois do mesmo se ter iniciado. Aproveitando essa mistura tão propícia para manter qualquer incêndio: areias oleosas, tempo de seca e sem chuva e para ajudar muito vento! E tendo já ultrapassado os 400.000 hectares (tal como os bombeiros afirmaram num incêndio totalmente descontrolado e sem qualquer tipo de hipótese de combate por terra) numa área já mais de 40X maior do que a área inicial. Continuando tudo à espera que interrompida temporariamente a intervenção e disputa do Homem sobre a Natureza (numa região onde reina a Industria Petrolífera e a atual crise económica a ela associada), esta reconsidere e nos proteja mais uma vez e com a ajuda dos seus amigos ligados à meteorologia, crie as condições básicas e necessárias para a sua definitiva extinção (do incêndio). Prevendo-se agora temperaturas máximas de 24⁰C e 60% de hipóteses de chuva.

 

(imagem: reuters.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:10

09
Mai 16

Ainda ontem com esperança:

"Is Alberta Seeing a Refinery Renaissance"?

(albertaoilmagazine.com)

 

Pelo menos dois portugueses terão sido evacuados da zona onde decorre o grande incêndio de Fort McMurray, uma localidade ligada à indústria do petróleo situada na região canadiana de Alberta.

 

Um incêndio de grandes proporções com uma semana de vida

Que já reivindicou para si a localidade de Fort McMurray

(na imagem seguinte na zona de mais intensa emissão de CO)

 

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Poluição atmosférica por emissão de enormes quantidades de monóxido de carbono lançados na atmosfera terrestre a partir dos incêndios ainda a decorrer na região canadiana de Alberta

(satélite)

 

Enquanto um gigantesco incêndio prossegue bastante ativo na região canadiana de ALBERTA (faz uma semana que o mesmo teve início) – estendendo-se por uma área já superior a 200.000 hectares (a área identificada inicialmente era de apenas 10.000 hectares) e não se observando para já nenhum sinal de abrandamento da sua violência destruidora – as populações aí residentes continuam a sua fuga desesperada (por vezes arriscando-se a ficar encurraladas) estimando-se que ultrapassem para já as 90.000 pessoas. Isto tudo apesar do auxílio que tem vindo progressivamente a chegar à região afetada (a mais atingida sendo a zona onde se localiza a localidade Fort McMurray), desde máquinas pesadas, helicópteros de apoio, aviões de combate a incêndios, organizações de socorro e salvamento e ainda o apoio de muitas centenas de socorristas (muitos deles voluntários).

 

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Um enorme incêndio que dura desde o dia 1 de Maio e já provocou a evacuação de mais de 100.000 pessoas, aqui nas imediações da autoestrada 63 passando em FortMcMurray

De enormes proporções, completamente fora de controlo, com um solo colaborante e sem ajuda meteorológica

 

Com o principal foco de incêndio a destruir a localidade de Fort McMurray (e todas as áreas adjacentes), sendo acompanhado por outros dois focos adicionais, um mais a oeste também de grande intensidade e outro a este (um pouco mais distante mas ocorrendo na mesma altura) já na região de Ontário: com todos eles a atingirem níveis de toxicidade atmosférica (em % de monóxido de carbono) muitas vezes superior aos valores normalmente aceites – mais de 20X superior no oeste, quase 45X superior no Ontário e quase 100X superior em Fort McMurray. O que numa fuga descontrolada da morte eminente provocada pelo fogo (arrastada e dolorosa), acresce agora a forte possibilidade de nessa corrida se morrer intoxicado (de uma forma lenta mas indolor).

 

Já hoje com desespero:

“Oil Sands Operators Reduce Personnel,

Cut Production As Fort McMurray Fire Rages”.

(albertaoilmagazine.com)

 

(imagens & alguns dados: superstation95.com e discovery.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:22

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