Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Nov 14

“Se continuarmos INDIFERENTES (A ELA) seremos liquidados por ELA (A INDIFERENÇA)”

 

Aqui vão as provas fotográficas divulgadas pelas autoridades militares russas encarregue da investigação do sucedido com o avião das linhas aéreas da Malásia abatido no passado mês de Julho sobre o leste da Ucrânia.

 

Os russos acusam as forças ucranianas de terem abatido o avião de passageiros da Malásia ao contrário do que fora afirmado inicialmente: de que o mesmo avião teria sido abatido por um míssil BUK (de origem russa).

 

01 Mig-29 Shooting Down MH17.jpg

 

As imagens terão sido obtidas através da utilização de satélites na altura sobre a área – falando-se de satélites russos, ingleses e norte-americanos – e que terão registado o incidente.

 

Na imagem anterior pode-se ver o avião de transporte de passageiros a atravessar o espaço aéreo do leste da Ucrânia, aparentemente sendo atacado por um jacto da força aérea ucraniana (ampliado na imagem seguinte).

 

02 Mig-29 Shooting Down MH17.jpg

 

As autoridades militares russas afirmam assim que estas imagens agora divulgadas só vêm provar que o Boeing das Linhas Aéreas da Malásia terá sido abatido por um MIG-29 da força aérea ucraniana.

 

Recordemos que a Ucrânia (numa versão apoiada pelos Estados Unidos da América e pelos seus aliados na Europa) repetiu incessantemente ao mundo que teriam sido forças rebeldes pró Rússia que teriam abatido com um míssil o avião civil malaio.

 

Os russos insistiram desde o início que um avião não identificado se encontrava nas vizinhanças do local onde se deu o incidente – facto esse que também era do conhecimento norte-americano mas que fora ignorado.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:47

27
Dez 13

“O Mundo da Ovelha CHONÉ até que podia ser o Meu”

 

Posição demonstrativa de à vontade e de natural responsabilidade

 

A minha geração ainda foi educada por professores escolhidos não sei bem como pelo Ministério da Educação Nacional, tendo desde a minha infância escolar cumprida no Porto a minha instrução primária – ainda com turmas separadas de rapazes e raparigas – e o subsequente ciclo preparatório no liceu Alexandre Herculano (enquanto a minha irmã como rapariga o cumpria no liceu Rainha Santas Isabel). Com dezassete no exame nacional de matemática – perto de começar a ler o Tintim, alguns escritores portugueses e posteriormente a literatura cativante de ficção científica – emigrei para os subúrbios do Porto, indo frequentar o antigo sexto e sétimo ano da alínea f) do liceu no recentemente criado (e improvisado) liceu de Espinho: aí concluí o meu percurso no liceu e fui voluntário no então criado ano propedêutico. Dispensado do exame de aptidão à Universidade vi-me confrontado com a anulação do exame para os restantes alunos/candidatos (meus colegas) e face à verdadeira invasão registada no acesso ao curso de Medicina (médico = dinheiro) e à possibilidade da respectiva universidade não abrir nesse ano lectivo, fugi inconscientemente para Engenharia (engenharia = dinheiro). Mas nesse período relativamente jovem, ignorante e ingénuo da nossa história ainda recente, vacilamos de novo um pouco, comprometendo nesse instante tão abstracto como real a parte melhor da nossa geração: mas alguma coisa ficou no cenário e alguns mestres conseguiram decifrá-lo e ensiná-lo.

 

Isto tudo a propósito de quê?

 

Solidariedade cultural e com memória de grupo

 

A minha geração ainda teve a sorte e o engenho de apanhar certos eruditos da experimentação vindos das margens ignoradas mas férteis do antigo regime e de todos aqueles leigos ou eruditos que procuravam à sua maneira e com o sacrifício da sua própria vida a sua memória e a sua cultura por prazer e sem a tal serem obrigados, com o único objectivo conceptual e desígnio sagrado de vida de reforçar a sua esperança e o futuro da sociedade. No entanto a geração seguinte desperdiçou tudo o que lhe foi oferecido, talvez por facilitismo de acesso ou por incompreensão dos factos históricos verificados no passado. Tudo por culpa dum sistema que face à boa situação económica do sistema parou e estabilizou, em vez de evoluir para uma nova fase que pudesse sustentar no futuro todo o tipo de cenários possíveis até os mais imprevisíveis. A última geração é a Geração do Vazio e da Indiferença: ultrapassada a desculpa da Geração Rasca os jovens vêm-se hoje em dia na necessidade dramática e de sobrevivência de abandonarem o seu Grupo e de partirem para lá das suas fronteiras de dignidade, obrigados a esquecer por necessidade pessoal e salvaguarda financeira dos seus, as suas origens, os seus antepassados e as suas tradições.

 

Hoje em dia o sistema educativo já está completamente destruído, continuando apenas a cumprir o seu processo normal de decomposição e extinção definitivo, sendo entretanto e progressivamente substituído por um outro sistema de orientação psicológica de massas, menos selectivo e mais extensivo e necessariamente de menor qualidade e englobando democraticamente – por obrigatoriedade moral de cumprimento de serviços mínimos – a generalidade da população.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:12

12
Jul 12

1

Como nós, o cão também tinha nome e chamava-se Lennox. Mas tratado abaixo de cão por entidades humanas de inteligência superior, mesmo depois de morto, não foi autorizada a entrega do seu corpo aos seus donos, para estes efetuarem a sua tão desejada despedida (que eu saiba o cão não era nada a Bin Laden, que dizem ter sido atirado ao mar, para ninguém o reclamar).

 

2

Sempre existiram diferentes tipos de criminosos, sendo os mais porcos e nojentos, os pretensos defensores da lei, da ordem e da moral, que sempre nos disseram defender e representar, geralmente sem dó nem piedade e no estreito cumprimento das ideias de alguns, confirmadas pelos próprios como deles. O que não se compreende é que com a nossa idade, ainda permitamos atos criminosos e a existência de tais anormais.

 

Morto por ser preto?

 

Não – apenas por “ter focinho de Pit-bull ilegal”

(até parece o meu cão, atingido numa vista à pedrada, por um tipo de uma certa raça e com focinho de ilegal – ainda não tenho notícia, do tipo ter sido abatido)

 

3

Apesar de nunca ter feito nada de mal a ninguém, teve o azar de ser apanhado numa ilegalidade qualquer e de ter cara de Pit-bull. Foi condenado à morte num país Europeu e nem a opinião pública, nem mesmo o pedido do Primeiro-Ministro, o consegui salvar. Já se foi!

 

4

E assim caminha o nosso continente de regresso à selvajaria e barbárie do passado, que julgávamos ultrapassada, com a repetida impossibilidade de regressarmos atrás no tempo. Onde está o nosso poder de indignação, face a esta generalizada e doentia indiferença?

 

(Belfast – Irlanda do Norte)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:35

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