Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

21
Out 13

Num país entregue na mão do pior que a nossa sociedade tem – indivíduos incompetentes só pensando em si próprios e abrindo todas as portas possíveis de par em par a todos os criminosos e corruptos disponíveis – em que até as oposições por mais eruditas que se considerem se vão adaptando à situação, ignorando mortos e feridos.


Hitler e o pássaro – um posa o outro observa

(na retaguarda, um singular obsessivo)

 

Para fazermos mal ao Povo só necessitamos de ter força e vontade de o atraiçoar: o sistema faz o resto e daí podemos lavar as nossas mãos: a culpa é sempre do outro, seja Deus seja o Diabo ou habitante do Purgatório.

 

Existem três tipos de Homens:

  • Aqueles a que tudo é permitido: os Outros;
  • Aqueles que tudo o que dizem, é colocado imediatamente em causa: Eu + Tu + Ele;
  • Aqueles que apesar de existirem, nunca foram contabilizados: Nós + Vós + Eles.

 

Todos têm caracteres diferentes uns dos outros:

  • O carácter indefinido dos primeiros, é o que os transforma em Privilegiados;
  • Quanto aos segundos e como singulares que são, estão sempre prontos a ocupar uma vaga individual, seja por morte ou por omissão;
  • No que diz respeito aos restantes excedentários – e o que conta aqui é a qualidade – estão condenados a existirem como indefinidos e como tal, a serem alimento dos primeiros e a divertimento dos segundos.

 

A quantidade dos contingentes é indiferente para a escolha:

  • Mesmo sendo os Outros = 0,1%;
  • Mesmo sendo os Expectantes = 9,9%;
  • Desde que os Desqualificados sejam = 90%.

 

O que é significativo para este escalonamento social reside no poder, nas influências e no dinheiro:

  • Os Outros têm poder, influência e algum dinheiro (ou pé de meia): 1,0+1,0+0,5=2,5;
  • Os singulares poderão ter poder, poderão ter influências e até poderão ter dinheiro: 0,5+0,5+0,5=1,5;
  • Os plurais não têm poder, nem influências, nem dinheiro: 0,0+0,0+0,0=0,0.

 

Como tal nem todos podem ser candidatos a ícones temporários do sistema:

  • Adolf Hitler teria uma probabilidade de ser vencedor na ordem dos 100% – não só por tudo lhe ser permitido, mas também por nos representar (fielmente) a nós próprios;
  • Eu, Tu e Ele teríamos 1% na votação – mas apenas nas sondagens iniciais dos candidatos;
  • Os não contabilizados nem sequer se poderiam candidatar – por não existirem por definição de indefinidos e por serem alimento básico do sistema: ora o gado não vota.

 

Moral Actual em vigor em Portugal (murmurada pelo poder, mas não reconhecida pelo povo):

  • Adolf Hitler é apenas mais uma vítima do sistema e de novo – como já é hábito – o culpado é o povo, por toda a sua inferioridade, ignorância e violência. Só serve mesmo como refeição!

 

(imagem – retronaut.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:57

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