Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

15
Mar 19

[E não querendo dizer que a culpa é só dele.

(falando de Jair Bolsonaro como poderia ser de Donald Trump)

Mas que lá ajuda, ajuda!]

 

Já no reinado de Jair Bolsonaro (o recentemente eleito Presidente do Brasil) e na sequência do slogan eleitoral (e publicitário) atribuindo ao mesmo o título de Trump Brasileiro, a replicação de uma imagem marcante (por brutal pois envolvendo jovens) e já por nós tão bem conhecida (mas antes ocorrendo mais a norte) envolvendo escolas e armas, muitos feridos e mortos: antes na América do Norte (EUA) agora na América do Sul (Brasil).

 

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Os dois jovens atiradores e assassinos

(de 25 e de 17 anos e suicidando-se no final)

 

E tendo como curiosidade (mortal) um fator sendo a ambos comum: ocorrendo em territórios extensos (de venda legal/ilegal) e com livre acesso a armas (utilizadas para resolver muitos conflitos e dispensando de vez o diálogo) e com o seu Presidente a ser um apologista das mesmas – sendo grandes apoiantes de uma ainda maior liberalização (das vendas e da sua posse) e assim contribuindo para o aumento da violência (é só ver as estatísticas em situações semelhantes).

 

Com um dos jovens a matar o seu tio e a roubar um dos seus automóveis, com o qual os dois jovens (já armados) se deslocaram até à escola;  chegados à mesma entrando (um deles justificando-se querer voltar a estudar) e já no hall de entrada abatendo logo a Diretora (depois do tio a 1ª vítima mortal já na escola); matando de imediato uma funcionária (o jovem mais novo seria quem utilizou sempre o revolver) e dirigindo-se de seguida para o pátio da escola (o recreio) onde mataram mais 6 estudantes (de 15/16 anos e causando mais outros feridos); e ao sentirem a chegada da polícia suicidando-se.

 

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Início da ação dos atiradores na escola de Suzano

(logo no hall de entrada abatendo a tiro a diretora)

 

Dois ex-alunos da escola de Suzano e com o mais novo − empunhando o fatal revolver − a ser o último a abandonar (e interromper) a escola (e os estudos).

 

Deixando-nos aqui a pensar − confrontados com uma situação tão dramática como esta envolvendo jovens, armas, violência, dez mortos, oito feridos e muitas vítimas indiretas (uma situação podendo replicar-se noutros territórios internos/externos, chegando mesmo até ao nosso) – o que estará este Mundo a produzir e se será mesmo isto o que todos nós queremos.

 

E para tal bastando

Parar, Escutar e Olhar.

(para o comboio não nos passar por cima)

E de imediato

Reagir.

(pois se paras é porque já estás morto).

 

 (imagens: veja.abril.com.br e oglobo.globo.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:38

14
Dez 15

Nos Estados Unidos da América algumas autoridades responsáveis pela manutenção da lei e da ordem nalguns dos seus cinquenta estados, decidiram inopinadamente e sem qualquer tipo de critério de seleção e de intervenção, escolher como seu objetivo prioritário de combate à violação da lei e à instalação da desordem social, todos os jovens usando SAGGY PANTS (em português calças flácidas).

 

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Saggy pants

 

Pelos vistos problemas como o da livre porte de armas, tráfico de droga, prostituição e até terrorismo, despertam muito menos atenção às autoridades responsáveis pela manutenção do respeito pela lei e pela paz social, se comparados com esse verdadeiro e indescritível flagelo visual que é o de ver jovens usando calças com as cuecas e o rabo à mostra! É que se hoje consentissem nisso, amanhã andariam todos em cuecas (colocadas acima do joelho).

 

Não é que eu seja um apreciador desta moda ocidental – em que as calças deixaram de ser um elemento (da indumentária) e passaram a um pormenor (da mesma) – mas se alguns a puderam usar (como Justin Bieber) todos os outros também podem (como os jovens de raça branca e negra): e se as consequências forem organoleticamente tóxicas (como o poderá ser a poluição visual), a culpa é exclusiva de quem as vai promovendo.

 

Finalmente segundo os especialistas (na cronologia histórica das SAGGY PANTS) esta moda no mínimo estranha ter-se-á iniciado no interior das prisões norte-americanas (instituições privadas atuando do outro lado do espelho e refletindo em si mesmas a imagem do sujeito tornado objeto), extravasando rapidamente os seus muros e conquistando de imediato os mais jovens.

 

Para uns (os bonzinhos), uma mera consequência da proibição do uso de cintos nas prisões, para outros (os mauzinhos) um sinal de que alguns presidiários estariam disponíveis para outras funções extraordinárias (comercializando serviços e disponibilizando o seu corpo). Pelos vistos mais uma virtude da iniciativa privada.

 

(imagem: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:21

17
Ago 15

“Acidente entre a Patã e Boliqueime mata três jovens e causa um ferido”

 

Quando eu cheguei ao Algarve a estrada EN 125 já era conhecida pela sua alta taxa de sinistralidade automóvel e pelo elevado número de vítimas, chegando mesmo a atingir o topo na sinistralidade nacional. Hoje ela parece querer voltar ao antigo e trágico cenário, mas pelos vistos as autoridades (políticas) locais ainda não acham necessária esta urgente intervenção: talvez no dia em que alguém os responsabilize pelas mortes (por omissão) indiretamente causadas.

 

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Acidente na Patã
(imagem – Elisabete Rodrigues)

 

Com tanto marketing e publicidade a acompanhar-nos durante todo o nosso percurso de formação (com campanhas comerciais imorais, subliminares e violentamente intrusivas, impondo modelos não alicerçados e virtuais, especialmente destinados às camadas jovens ainda em construção) e inconscientemente a condicionar-nos os nossos comportamentos e atitudes sociais (que em princípio nos projetariam na nossa integração e ascensão na comunidade), tanto é hipócrita aquele que invoca um acontecimento negativo justificando-o com tendo origem numa causa lateral, como o outro que liminarmente rejeita essa justificação por a achar deslocada do contexto desse mesmo acontecimento negativo.

 

O que interessa é que morreram pessoas (três jovens) e outras ficaram feridas: circulando ao nascer do dia numa das estradas mais perigosas de Portugal (EN125), pelo que afirmam testemunhas no local a alta velocidade e violando regras da estrada, conduzido por um jovem acompanhado por outros três jovens (todos maiores de idade) e após uma noite de diversão passada numa discoteca. Muitas serão as explicações apresentadas para este trágico acidente que provocou mais três mortos nas estradas do Algarve (e em plena época alta de Verão), desde o excesso de velocidade, à presença de álcool, ao cansaço dos mesmos e à juventude e inexperiência do condutor e dos restantes passageiros.

 

No entanto convém mais uma vez recordar que a grande maioria dos acidentes têm a sua explicação e justificação no desrespeito do código da estrada (1), na condição técnica dos veículos utilizados (2) e nas condições de condução proporcionadas pela própria estrada ao utilizador desse veículo (3). E se este acidente mortal se enquadra mais no ponto 1 (e talvez de uma forma enviesada no ponto 2, pois um carro de alta cilindrada é colocado na mão de jovens encartados mas inexperientes), jamais poderemos esquecer aquela que era há anos conhecida como a estrada da morte no Algarve (a EN 125) e de como a Via do Infante foi criada e apresentada como solução fundamental para esse problema: obviamente gratuita. Assim se este acidente não se deve diretamente à existência de portagens, convém no entanto e mais uma vez recordar que as mesmas autoridades (políticas) locais que antes eram pela sua gratuitidade e depois aceitaram o seu pagamento, se comprometeram como contrapartida ao mesmo a requalificar essa mesma EN 125, estrada que até hoje e fora algumas reparações pontuais e sem significado ou interligação (em toda a sua extensão) continua como se vê (principalmente quando a região se enche) a matar pessoas (nos seus pontos mais perigosos).

 

(título e imagem – sulinformacao.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:29

22
Nov 11

“É estranho como conhecemos tão bem o mundo exterior e nos recusamos a olhar e a entender o mundo interior do vizinho do lado, só porque ocupa um espaço onde nunca estivemos e sempre nos recusamos a conhecer, apesar de ser em tudo, idêntico ao nosso. O principal factor para que tal aconteça, é que o nosso mundo depende da economia, da exploração da mão-de-obra e das matérias-primas existentes, sendo um local onde tudo pode ser comprado ou vendido – no mundo exterior ainda não foram montadas as novas sucursais das multinacionais e dos seus bancos exclusivos de esperma de alta qualidade financeira”

 

As imagens que nos acompanham durante o nosso quotidiano diário são um reflexo da educação condicionada e repetitiva que as instituições nos impõem, como moeda de troca para uma fácil integração na sociedade que nos rodeia, com todos os seus deveres e consequentes direitos – sem deveres não há direitos, como o provam as restantes espécies existentes no nosso mundo partilhado, que não sendo racionais e organizadas como a nossa, nem têm o direito sequer a ser reconhecidas ou defendidas: ou os comemos ou são peças meramente decorativas.

 

      

Mesquita Zayed – Abu Dhabi – Emiratos Árabes Unidos / Hadjj – Mecca – Arábia Saudita

 

A Religião como plataforma utilizada pela nossa sociedade para esquecer a morte, através da mobilização do tempo como quarta dimensão – tentando-o equiparar-se ao espaço, para melhor o transaccionar – já hoje acompanha lado a lado o percurso da política e dos seus líderes, que não se importam nada em expor sadicamente todo um povo e o seu planeta, à ditadura do dinheiro e do poder e se for necessário, recrutando o clamor fervoroso, patriótico e bem pago de todos os seus renovados profetas, familiares e toxicodependentes associados, exigir-lhes sacrifícios que o poderão levar a uma morte antecipada – como os pobres e futurísticos zombies que comem como brutos e são estrelas de cinema.

 

      

Petra – Jordânia / Sul de Kirkuk – Iraque

 

O poder do Homem e da Natureza – trabalhando em conjunto, interligados e num espaço alargado e propício à sua evolução e preservação – só poderá ter êxito, se for partilhado ignorando regras que nada tem a ver com as relações naturais entre seres que habitam o mesmo espaço, regras essas pregadas por uma ética e moral, interessadas apenas com a concretização das relações comerciais e monetárias, em que o Homem nada vale por si como ser pensante e com opinião; só se for vendido e aproveitado todo por adição de partes, como um porco pronto a ser abatido e transformado e engolido posteriormente por outras entranhas de nível superior.

 

      

Centro do Irão / Mosteiro Noravank – Arménia

 

A viagem é uma fonte de inspiração para quem ainda não se deixou levar pelo chamamento da sociedade organizada, recolhida e sedentariamente pobre de espírito e sem saúde para se movimentar. O desenvolvimento da ciência e a da tecnologia que antigamente era o sonho do nosso futuro radiante e cibernético, em que uma máquina nos iria substituir e deixar-nos mais tempo de vida para explorar a quarta dimensão que então nos ofereciam como o paraíso – o tempo – afinal transformou-se numa fraude: agora querem que continuemos a trabalhar até morrermos, para assim deixarmos algumas máquinas para eles – as de guerra ficam para nós nos entretermos e assim aumentarmos a taxa de mortalidade, sempre que necessário.

 

      

Al-Ula – Arábia Saudita / Mural – Curdistão – Iraque

 

O espaço, a geometria, a profusão de cores e as crianças. Estas últimas e como sempre, a única esperança conhecida e viável de vida, pelo menos enquanto não crescerem e forem responsabilizadas pelos actos que cometeram irresponsavelmente, por imitação coerciva dos seus pais e dos seus mestres. Por outro lado, as primeiras poderão dar ainda um contributo para o redesenhar de um novo modelo de vida, que esteja de acordo com as ânsias dos mais jovens e tenha o contributo desinteressado e solidário dos mais velhos – com respeito mútuo e amor incondicional, pela natureza que nos transformou.

 

(Imagem NGM) 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:03

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