Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Mai 19

Em Diâmetro

Com a Terra nem 4 X maior que a Lua

E com Marte 309 X maior que Phobos e 523 X Maior que Deimos.

Olhando-se para os dois casos

Notando-se logo a desproporção (planeta/lua).

 

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Terra e Marte

Numa proporção Diâmetro da Terra = 1,878 X Diâmetro de Marte

(partindo do Sol 3º e 4º planetas de 8 do Sistema Solar)

 

Integrando tal como outros sete planetas (principais) o Sistema Planetário tendo como estrela de referência o SOL (uma estrela de classificação espectral G2V, de cor amarela, temperaturas na ordem dos 5200K°/6000°K e representando entre todas as classificações estelares/sendo sete, menos de 1 em cada 10 estrelas) – por nós denominado como SISTEMA SOLAR e estando localizado num dos braços da galáxia em espiral VIA LÁCTEA – o planeta MARTE conhecido como um dos Planetas Interiores (os outros sendo Mercúrio, Vénus e Terra, de órbita interior à Cintura de Asteroides) e como vizinho exterior (à orbita) da TERRA (sendo o vizinho interno, Vénus), apresenta aqui numa produção conjunta das câmaras da sonda espacial 2001 MARS ODYSSEY (captura) e da Universidade Estatal do Arizona (produção) os seus dois satélites naturais (ou luas) PHOBOS (o maior com pouco mais de 22Km de diâmetro) e DEIMOS (o menor não chegando aos 13Km de diâmetro).

 

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1

Deimos e Phobos

(Mais pequena e maior das 2 luas de Marte)

 

Duas luas descobertas no século XIX (1877) por um astrónomo norte-americano (Asaph Hall), ainda hoje com a sua origem não confirmada e podendo entre várias hipóteses (proposta por vários cientistas) serem (ambas as luas) dois asteroides capturados (num ponto por determinar da sua História) pelo PLANETA VERMELHO (e suas forças gravitacionais): com PHOBOS a lua maior e com maior massa a orbitar (em menos de 8 horas) o planeta (Marte) a pouco mais de 9000Km de distância e com DEIMOS a lua menor e com menor massa a orbitar (em pouco mais de 30 horas) o planeta a mais de 23000Km de distância – apontando para que no futuro estas duas luas podendo ou não terem tido a mesma origem (por exemplo serem o resultado de um outro planeta localizado entre Marte/Júpiter e hoje desaparecido, podendo ter existido num passado bastante remoto e sofrendo um Evento Catastrófico, levando-o à sua destruição e fragmentação e dando origem à Cintura de Asteroides) terão certamente destinos bem diferentes, com PHOBOS (continuando a aproximar-se) acabando por IMPACTAR MARTE e com DEIMOS em sentido contrário (continuando afastar-se) perdendo-se (talvez para sempre) na escuridão do Espaço.

 

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2

Phobos

(A lua mais próxima de Marte no futuro impactando-o)

 

Nestas duas imagens de Deimos e de Phobos (1) e (destas duas) da lua (e das temperaturas aí registadas) maior e mais próxima de Marte (e que um dia colidirá com o planeta),

Em (1) podendo-se observar (da esquerda para a direita) as duas luas de Marte Deimos e Phobos, como registadas pelas câmaras da sonda 2001 Mars Odyssey, utilizando o seu instrumento (a infravermelho) THEMIS, em 15.02.2018;

E em (2) focando-se exclusivamente em Phobos e na variação das temperaturas pela mesma lua (de Marte) apresentada, revelando-nos com o auxílio e a utilização do instrumento THEMIS (Thermal Emission Imaging System) as diferenças de temperaturas aí registadas (exterior/centro) – com as mais baixas temperaturas na periferia e com as mais altas (a vermelho) no centro (e variando entre os 73°C negativos e os 27°C positivos) e sendo datadas de 24.04.2019.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:47

23
Fev 18

Tirando-lhes a temperatura em Fevereiro de 2018

 

Nestas duas imagens das luas de Marte obtidas a 15 deste mês e com uma parte das mesmas na escuridão e a outra iluminada, podendo-se observar as gamas de temperaturas observadas à superfície das mesmas (parte iluminada): no caso de Fobos com as temperaturas a variarem entre -133⁰C e -13⁰C/negativos e no caso de Deimos entre -163⁰C e -73⁰C. Como se constata sendo (numa estreita faixa da sua superfície) maior a amplitude térmica (na parte obviamente iluminada) em Fobos (120⁰C), registando simultaneamente essa lua a temperatura mais elevada (de Fobos e de Deimos): apenas 13⁰C negativos. Com Marte (o planeta à volta do qual as duas luas giram) a apresentar temperaturas variando (à sua superfície) entre os -143⁰C e os 35⁰C (mínima/máxima).

 

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Fobos e Deimos

Missão: 2001 Mars Odissey ‒ Instrumento: Themis ‒ Data: 15 Fevereiro 2018

(PIA 22249 e PIA 22250)

 

E aproveitando para falar um pouco das mesmas

 

As duas únicas luas conhecidas girando à volta do planeta Marte (e provavelmente oriundas da Cintura de Asteroides), a primeira ‒ a maior e mais próxima, e certamente a 1ª na sua aproximação gradual ao planeta, despenhando-se finalmente no mesmo ‒ orbitando-o (1/4 período orbital de Deimos) a uma distância de 9.377Km de Km de distância (e com um diâmetro de cerca de 22Km) e a segunda a uma distância de 23.460Km (e diâmetro de cerca de 12,5Km). Pelo contrário com Deimos (até pela sua distância e dimensão) a tender a afastar-se gradualmente de Marte. E agora que Elon Musk enviou o seu automóvel Tesla Roadster em direção ao planeta Marte, sendo talvez indicada uma passagem (obrigatória) pela sua lua Fobos, até para se ver se por lá existe algo de interessante e/ou talvez nunca visto (por exemplo e como alguns afirmam uma base de ET’S ‒ mas subterrânea para não ficarem congelados).

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:34

23
Out 17

Segundo a NASA com o objeto (asteroide) orbitando a Terra há cerca de um século e muito provavelmente mantendo-se nas redondezas por mais uns quantos séculos ‒ daí e ao contrário de outros podendo ser considerado a Lua 2.

 

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A terra e a sua lua temporária 2016 HO3

(ilustração)

 

Avistado pela 1ª vez em 27 de Abril de 2016 pelo telescópio PAN-STARRS 1 instalado no HAWAII (um dos 50 estados norte-americanos e numa iniciativa da NASA), o asteroide 2016 HO3 de dimensões entre 40/199 metros e tendo um período orbital de 365,9 dias (tempo gasto no seu movimento de translação em volta do Sol e acompanhando nesse trajeto o nosso planeta) ‒ tempo ligeiramente superior ao da Terra de 365,2 dias ‒ é hoje já considerado como o segundo objeto natural orbitando a Terra (no seu próprio movimento de translação em volta do Sol), fazendo-o a uma distância entre 14/40 milhões de quilómetros (mínima/máxima) e podendo ser designado como uma 2ª Lua (mais distante e mais pequena): tal como a Lua movimentando-se em torno do Sol e nessa sua deslocação (em torno da mesma estrela de referência) circulando simultaneamente em torno da Terra (no caso desta 2º lua girando em torno do seu eixo 2 vezes/hora e refletindo a luz do Sol tal como se fosse um asteroide).

 

Com outro potencial satélite (natural) orbitando o planeta Terra a ser o também asteroide 2003 YN 107, durante uma década orbitando o planeta mas acabando por abandonar as proximidades e desaparecer.

 

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Órbita do asteroide 2016 HO3

(a 2ª Lua da Terra)

 

Uma Segunda Lua muito mais distante (no seu ponto de maior aproximação estando cerca de 30 X mais distante que a Lua) e muito mais pequena (d Lua ≈ 35.000 d Asteroide) do que até agora única e original (daí a dificuldade na sua observação) ‒ a nossa LUA ‒ entre muitos dos outros candidatos (uma meia-dúzia) a potenciais satélites (naturais e da Terra) e com alguns deles já tendo mesmo partido (deixando a região envolvendo a Terra e deslocando-se para outras paragens), sendo a única resistente (por ser mais facilmente observada e reconfirmada) a manter-se como tal: e depois da Lua gigante sendo esta a Lua anã. Podendo tratar-se apenas de mais um pequeno fragmento capturado (temporariamente) pela Terra e tal como muitos outros mais tarde ou mais cedo a serem novamente perturbados (por ação de outras forças exteriores na altura sobrepondo-se às até aí existentes), deixando a nossa zona e partindo para de onde vieram, para outro lado qualquer ou apenas aniquilando-se (contra o Sol ou outro objeto qualquer ou até mesmo desintegrando-se): mas para a nossa felicidade (existe outra Lua para além da Lua, Outro Mundo para Além do Mundo) e aumento no catálogo (quantos mais territórios disponíveis melhor, mesmo que não sirvam para nada), agora com mais um (elemento) e aumentando a Família (não estando assim tão sozinhos e abandonados no Cosmos, rodeados como estamos por tantos artefactos tão próximos e semelhantes para o nosso conforto), nem que apenas de forma (decorativa) e limitando-se a (meros) objetos.

 

(imagens: inverse.com/physics-astronomy.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:37

09
Set 17

O monstruoso asteroide que no passado dia 1 de Setembro passou a apenas 7 milhões de quilómetros da Terra ‒ 3122 FLORENCE ‒ afinal de contas não viajava sozinho, mas acompanhado pelas suas duas luas.

 

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 O monstro acompanhado pelas suas duas luas

 

Um asteroide com quase 5Km de diâmetro, observado pela primeira vez há mais de 38 anos (por 2591 vezes), rodando em torno do seu eixo em menos de 2,4 horas e com um período orbital de cerca de 38,5 anos.

 

Na observação realizada aquando do seu ponto de maior aproximação à Terra descobrindo-se as suas duas pequenas luas (acompanhando-o), num caso raro de registo astronómico (sendo apenas o 4ª caso em mais de 16400) de um asteroide triplo (o asteroide mais as duas luas).

 

Duas luas de pequenas dimensões (100/300 metros) orbitando o asteroide e acompanhando no seu movimento, a mais próxima circundando-o em cerca de 8 horas a mais afastada sensivelmente no triplo do tempo.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:19

01
Fev 17

[E neste caso algo mais]

 

Entre todos os planetas conhecidos fazendo parte do Sistema Solar, o maior deles e simultaneamente o que mais satélites naturais possuem (para já 67) é sem dúvida o planeta gigante gasoso JÚPITER.

 

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IO

(NASA – sonda GALILEU – resultado da junção de imagens de 07.09 e 06.11 de 1996)

 

De todos esses satélites tendo quatro deles sido descobertos há mais de 400 anos por GALILEU (1610), tendo sido tal feito e para a época considerado extraordinário utilizando apenas uma LUNETA: a Luneta de Galileu um instrumento ótico inventado anos antes pelo fabricante de lentes holandês (nascido na Alemanha) Hans Lippershey para observação terrestre (comercializado por volta de 1608), adaptado posteriormente por Galileu para a observação astronómica.

 

Com as Luas de Galileu (Europa, Ganimedes, IO e Calisto) a serem os primeiros quatro objetos descobertos no Espaço a girarem não em torno do Sol (como os planetas) nem em torno da Terra (como a Lua) mas à volta de outro corpo celeste – neste caso Júpiter localizado a quase 800.000.000Km de distância do Sol (mais de 5 AU).

 

No caso de IO a terceira maior lua de Júpiter e a quarta do Sistema Solar (ligeiramente maior que a nossa LUA), apresentando-se esta como um Mundo bastante dinâmico e caraterizado pela sua intensa atividade vulcânica. Habitando uma região do Sistema Solar situada para além da Cintura de Asteroides (entre Marte e Júpiter) a cerca de 3-4 AU do Sol.

 

E pertencendo a um Sistema ainda delimitado por uma segunda e terceira fronteira mesmo que virtual (o cinturão de KUIPER a 30-50 AU e a Nuvem de OORT a 50.000-100.000 AU), mas talvez protetora ou servindo apenas de marco: um marco que para o caso da Nuvem de OORT poderia representar (apenas) 25% da distância de uma possível viagem interestelar entre o SOL e a estrela mais próxima PROXIMA CENTAURU – 4 anos-luz (ou seja a distância percorrida pela luz durante 4 anos à velocidade de 300.000Km/s).

 

No Ranking Solar dos maiores satélites naturais com IO estando em 4º lugar logo à frente da nossa LUA (5ª Ranking Solar).

 

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BLACK KNIGHT

(NASA – STS088-724-66 – 11.12.1998 – 20:17:04 TMG)

 

Com a Estação Espacial Internacional (ISS) a ser de momento o maior satélite artificial da Terra com cerca de 109 metros (equiparado a um estádio de futebol), seguido da MIR com 31 metros (equiparado a uma baleia) e do SKYLAB com pouco mais de 26 metros (equiparado a um dinossauro) – e ainda da VOYAGER 1 (mais de 17 metros) e no fim da tabela com o diminuto SPUTNIK 1 (não atingindo sequer 1 metro).

 

Isto para já não falar de outros satélites artificiais podendo também orbitar a Terra (e pondo de lado todos os outros planetas mais distantes e desconhecidos do nosso Sistema) alternativamente de origem desconhecida mas talvez com indícios de remetente alienígena: como o poderia ser para alguns a nossa própria Lua (o nosso único satélite para além de alguns troianos) ou então esse mais que provável bocado de sucata orbitando há já vários anos a Terra e conhecido como BLACK KNIGHT (e segundo alguns emitindo sinais).

 

No primeiro caso com a Lua (e tal como o cientista e escritor de ficção-científica ISAAC ASIMOV afirmou) a apresentar os parâmetros necessários e exatos (uma coincidência) para a mesma não se escapar da órbita da Terra sendo inevitavelmente puxada para as proximidades do Sol (o que deveria acontecer aplicando a Lei da Gravitação Universal a qual diz que F = G x (M₁ x M₂)/d²) – para além de ser curiosa e  eventualmente mais velha do que a Terra, não possuir campo magnético e apesar disso possuir as suas rochas magnetizadas (no mínimo algo estranho e podendo apontar para uma possível origem externa);

 

Já no segundo caso com um objeto de origem desconhecida, pretensamente artificial e muito provavelmente alienígena (dada a sua idade atual, reportada a 13.000 anos) a levar – segundo alguns teóricos acreditando veementemente na sua existência e suportados unicamente por uma imagem divulgada pela NASA há já quase 20 anos – a afirmar com toda a certeza e convicção tratar-se de um artefacto extraterrestre transmitindo sinais de rádio pelo menos há 50 anos (envolvendo mesmo o grande Nikola Tesla há quase 120 anos atrás como o primeiro a descobrir os sinais vindos deste satélite).

 

Voltando de novo à terceira maior lua de Júpiter e quarta do Sistema Solar (a maior de todas sendo Ganimedes um dos satélites naturais de Júpiter) – IO.

 

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O Outro Lado da Lua

(NASA – LRO – PIA 14021)

 

Conhecida como o corpo celeste mais vulcanicamente ativo de todo o Sistema Solar e no seu registo topográfico preenchido à sua superfície por um terreno bastante acidentado (com montanhas podendo atingir vários Km de altitude), formando aqui e ali planaltos (por sobreposição de camadas) e algumas depressões de origem vulcânica (caldeiras): com a sua superfície preenchida pela maior concentração de vulcões (em todo o Sistema Solar) e apesar das temperaturas (aí registadas) serem mesmo muito baixas (atingindo temperaturas inferiores a 180⁰C negativos), podendo ter temperaturas elevadas na zona desses vulcões (na ordem dos 1700⁰C positivos e mais quentes que os da atual Terra).

 

Dada a sua Evolução (de IO) e em função da sua composição (de todos os elementos e compostos aí produzidos), apresentando-se com um colorido variado semelhante a uma pintura – muito diferente do aspeto da Lua que apesar da sua cor (base) pouco se diferencia do preto-e-branco. E até ejetando material (devido à intensa atividade vulcânica) para muito longe da mesma. Um corpo celeste localizado a quase 630 milhões de Km da Terra, com uma força de gravidade 5.5 X menor que a nossa, vestígios de oxigénio e cheio de SO₂ e com temperaturas médias em torno dos 140⁰C negativos. O que nos deixa a pensar sobre o que se passará na região de transição entre as zonas mais frias e as zonas mais quentes e se por acaso existirá água – ou outra forma de vida qualquer (já que a poção parece pronta).

 

Ontem e hoje com a sonda Cassini a proporcionar-nos (ainda) imagens únicas do planeta Saturno, dos seus múltiplos anéis e das suas dezenas de luas (mais de sessenta como Júpiter) – e de outros corpos celestes passando pela vizinhança – mas com o seu episódio final a estar já traçado para o final do terceiro trimestre deste ano com a sonda automática a entrar na atmosfera do planeta, acabando por se despenhar e desintegrar (em meados de Setembro). Nessa região do Espaço ocupado por esses dois Gigantes Gasosos (Júpiter e Saturno) ficando-se definitivamente órfão dos seus progenitores (as sondas) e dos astrónomos homenageados (Cassini e Huygens). Mas com um seu descendente integrando o programa da NASA Novas Fronteiras e lançado com a finalidade de explorar o nosso Sistema Solar (dele também fazendo parte a sonda New Horizons, tendo já passado o seu encontro com Plutão e dirigindo-se agora para o Cinturão de Kuiper), já em órbita do planeta Júpiter após uma viagem de mais de cinco anos iniciada no distante planeta Terra (Cabo Canaveral): Juno.

 

Dada a dimensão do Sistema Solar e começando-se a conhecer e a compreender cada vez melhor tudo o que ele nos poderá oferecer (agora imagine-se aquilo, de que nem sequer suspeitamos), é evidente que um dia o Homem terá de partir à Descoberta deste Novo Mundo assumindo o seu lugar no mesmo: é que fazendo parte de um sistema dinâmico, se parar morre.

 

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IO – com a pluma ultrapassando os 300Km de altitude

(New Horizons – Maio 2007 –  vulcão Tvashtar)

 

Para além do objetivo de estudo mais profundo (e indiretamente presencial) do planeta Júpiter, dos seus anéis e das suas luas, simultaneamente mais uma tentativa de utilizando uma sonda automática (operada a partir da Terra) perscrutar lugares colocados a grandes distâncias de nós e desse modo tentar entender melhor as diferenças existentes (no tempo e no espaço) entre diferentes porções do Sistema e até do Universo – tentando perceber de onde evoluiu, como o fez e para onde ainda hoje se desloca.

 

O que a sonda Juno a partir de agora fará certamente, podendo até um dia destes ser o nosso representante (no local) como uma fiel testemunha, enviando-nos imagens de eventos fantásticos e antes nunca vistos – só mesmo imaginados e raramente observados: como foi o caso do impacto do cometa Shoemaker Levy-9 com Júpiter em Julho de 1994. Agora com os cientistas a aproveitarem a boleia proporcionada pela sonda Juno em torno do Gigante Júpiter, para proporem à NASA uma espreitadela a IO para verem os vulcões. Pois tal como afirma Bob King (universetoday.com) por um lado IO poderá ser mesmo especial (sendo um corpo afastado do Sol mas extremamente ativo) e por outro lado as fugas repetidas de Júpiter só fariam bem à sonda Juno (á saúde):

 

“With an estimated 400 volcanoes, many of them still active, Io is the most volcanically active body in the Solar System. In the moon’s low gravity, volcanoes spew sulfur, sulfur dioxide gas and fragments of basaltic rock up to 310 miles (500 km) into space in beautiful, umbrella-shaped plumes.”

 

“Io is the main supplier of particles to Jupiter’s magnetosphere. Some of the same electrons stripped from sulfur and oxygen atoms during an earlier eruption return to strike atoms shot out by later blasts. Round and round they go in a great cycle of microscopic bombardment! The constant flow of high-speed, charged particles in Io’s vicinity make the region a lethal environment not only for humans but also for spacecraft electronics, the reason NASA’s Juno probe gets the heck outta there after each perijove or closest approach to Jupiter.”

 

(dados/texto em inglês: wikipedia.org/universetoday.com – imagens: NASA)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:40

27
Jan 17

Nas imagens aparecendo num cenário de escuridão profunda e total, entalada entre um espaço um pouco mais claro preenchido pelos anéis de Saturno.

 

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A lua de Saturno DAFNE entre os anéis de Saturno

PIA 12698

(05.07.2010 – sonda Cassini – nasa.gov)

 

Uma das mais de sessenta luas do distante planeta Saturno (localizado a quase 10 UA do Sol) é DAFNE, um pequeno corpo celeste de 8Km de diâmetro situado no interior de um dos anéis (anel A/Keeler Gap) deste Gigante Gasoso (o outro e maior é o planeta Júpiter) – e descoberto há quase doze anos (06.05.05) escondido entre os anéis de Saturno pela sonda automática Cassini.

 

Sendo tal a proximidade ao seu planeta de referência (um pouco mais de 130.00Km) que se torna mais que evidente a constante interação não só entre os dois corpos celestes (uns milhões de vezes maior do que o outro e situados muito próximos) como a existente entre a lua e os anéis (interior e exterior).

 

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A lua de Saturno DAFNE entre os anéis de Saturno

PIA 21056

(16.01.2017 – sonda Cassini – nasa.gov)

 

Devido à sua diminuta dimensão relativamente ao monstro que orbita (um planeta com 10X diâmetro da Terra) e muitas vezes passando impercetível entre as nuvens de poeiras e outros materiais constituindo os diversos anéis rodeando Saturno (encobrindo essa lua das muitas conhecidas orbitando Saturno),

 

A lua Dafne continua a ser até pela sua extrema proximidade a Saturno, um daqueles objetos misteriosos cuja origem desconhecemos mas cujo fim já projetamos: certamente sujeita a fenómenos de grande “erosão” pela zona turbulenta que ocupa, além de estar sujeita às brutais forças exercidas pelo campo magnético do planeta.

 

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Dafne

(ampliação de PIA 21056)

 

Uma lua de Saturno que à primeira vista nos faz lembrar um sepulcro (forma aparente que o contraste entre a luz e a sombra lhe dão), completando a sua órbita num espaço temporal de apenas 14 horas (a nossa Lua demora 24 horas) e com a sua movimentação constante nas proximidades do planeta que orbita (no interior da falha de Keeler), perturbando as partículas constituindo os anéis rodeando o planeta Saturno (particularmente as do Anel A).

 

Segundo os cientistas da NASA a afirmarem serem os próprios anéis a impulsionarem a lua na sua movimentação (já que a velocidade de deslocação dos anéis é maior do que a da lua).

 

Talvez sendo os responsáveis (os anéis) pela manutenção de Dafne em órbita, impedindo a sua queda, impacto e destruição.

 

Descoberta por acaso aquando da observação de certas irregularidades em determinados anéis de Saturno (zonas fronteira) – aí aparecendo escondida a pequenina lua Dafne na falha entre anéis denominada Keeler.

 

E também conhecida como S/2005 S1.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:29

07
Jan 17

Titânia: a 8ª maior lua do Sistema Solar.

(d = 1577km – ou seja quase 1/3 da maior lua Ganimedes)

 

Para lá da Cintura de Asteroides e orbitando o Sol a quase 3000 milhões de Km entre as órbitas de Júpiter e de Saturno, o planeta Úrano de diâmetro 4X da Terra faz parte de um conjunto de quatro Planetas Gigantes, dois deles classificados como Gasosos (Júpiter e Saturno) e outros dois como Gelados (Úrano e Neptuno). Um planeta que demora 84 anos a descrever a sua trajetória em torno do Sol e que pela distância ao mesmo (20 X mais distante) recebe a luz do Sol com uma intensidade 400 X inferior. Possuindo 27 luas com as cinco principais a serem Miranda, Ariel, Umbriel, Oberon e a maior delas Titânia: uma lua pouco conhecida do nosso sistema planetário e da qual apenas se têm registos de imagens (já com trinta anos) enviadas pela sonda Voyager 2.

 

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Titânia – Lua de Úrano – PIA 00036

(Voyager 2 – 1986)

 

Tendo como duas das suas principais características geológicas, topográficas e com relevante impacto visual (ao olharmos para esta lua), a sua grande cratera (de impacto, Gertrudes) situada no seu extremo sul (na imagem) e o maior desfiladeiro conhecido em Titânia (Messina Chasma com uma extensão de cerca de 1500Km na imagem à direita). Na sua constituição podendo-se conceber esta lua de Úrano como uma mistura em proporções semelhantes de rocha (núcleo) e de gelo (manto), provavelmente separados entre si por água no seu estado líquido e com a sua superfície um pouco escura (talvez devida à presença de carbono) cheia de elevações, desfiladeiros e outras grandes falhas geológicas.

 

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Úrano – PIA 18182

(Voyager 2 – 1986)

 

A maior lua de Úrano visitada de passagem por uma máquina (construída pelo Homem) há 30 anos atrás, apresentando-nos (imagem inicial) um mundo um pouco menor do que a Lua (a nossa) – num registo obtido a 500000Km de Titânia – e que no seu passado (distante) terá tido o seu período de maior atividade geológica: para além de todos os impactos que terão atingido Titânia cobrindo a sua superfície de crateras e extensas depressões (desfiladeiros). Com os grandes desfiladeiros como o de Messina Chasma a poderem ser um indicativo de que no seu passado (sem cronologia ainda bem conhecida), esta lua poderá ter sido contemplada com um período de grande atividade tectónica. E que ainda hoje como todos os corpos celestes mais distantes (e até mais próximos) que integram o nosso Sistema Solar, transportam consigo muitos mistérios (e surpresas) e entre eles, o da origem do Universo e evidentemente o do aparecimento da Vida.

 

Uma lua distante e rodando à volta de um planeta – ÚRANO: visualmente um objeto celeste monocromático (assim sendo visto a olho nu, recorrendo a uma simples luneta ou até a um telescópio – dos mais simples, para principiantes e tal como eu o vi quando ainda era novinho).

 

(alguns dados e imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:06

06
Jan 17

Tritão: a 7ª maior lua do Sistema Solar.

(d = 2700Km – ou seja 1/2 da maior lua Ganimedes)

 

Neptuno é o oitavo e mais distante planeta do Sistema Solar localizado a cerca de 4500 milhões de Km do Sol e com quase 4 X diâmetro da Terra. É considerado um dos quatro Planetas Gigantes (fazendo companhia aos planetas Júpiter, Saturno e Úrano) integrando os planetas Exteriores (e sendo mais conhecidos como planetas Jovianos), segundo os cientistas na sua composição e estrutura muito semelhante às condições que se verificavam aquando da formação do Sistema Solar. Possuindo 14 satélites naturais sendo um deles Tritão de longe o maior (diâmetro aproximado de 2700Km): um corpo celeste muito semelhante ao agora planeta-anão Plutão, movimentando-se nas proximidades do Cinturão de Kuiper (e talvez daí sendo originário) e tal como este ex-planeta recentemente visitado pela sonda New Horizons podendo conter água sob a forma de gelo.

 

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TRITÃO – Lua de Neptuno (mosaico) – PIA 00317

(Voyager 2 – 1989)

 

Com os especialistas da NASA na altura responsáveis pelo estudo do planeta Neptuno através da utilização de dados enviados para a Terra (durante a passagem e aproximação da sonda ao Gigante Gasoso) – e antes de apontarem ao último planeta do Sistema (Úrano) – a servirem-se da sonda Voyager 2 (lançada de Cabo Canaveral em Agosto de 1977) para no seu trajeto para o lado de lá (para além das 100UA) ainda darem uma espreitadela na grande lua Tritão.

 

Cor

Região

Composição/Formação

Rosa

Grande parte da calote polar sul

Metano em gelo; reagindo à luz solar originando compostos rosa e vermelho.

Preto (raias)

Localizadas na calote polar sul (na zona rosa)

Depósitos de poeiras geladas talvez ricas em carbono; lançadas para o exterior por enormes geysers e em seu redor sendo depositados.

Verde/Azul

Estendendo-se por toda a lua entre a região da calote polar e o seu equador

Depósitos talvez recentes de nitrogénio.

Verde

Estendendo-se por toda a lua entre a região da calote polar e o seu equador

Catalogada como possuindo paisagens criovulcânicas tendo na sua origem (talvez) erupções oriundas do interior de Tritão de líquidos frios e gelados agora congelados; áreas de origem desconhecida.

(alguns dados sobre Tritão a maior das 14 luas de Neptuno)

 

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Neptuno e Tritão (montagem) – PIA 00340

(Voyager 2 – 1989)

 

Deparando-se na sua análise sobre esta lua de Neptuno com o corpo celeste de todo o Sistema Solar com temperaturas mais baixas registadas à sua superfície, a tal ponto negativas (quase -400⁰C) que o nitrogénio ao condensar-se de imediato se transforma em gelo (cobrindo muito de Tritão). E a partir daí apresentando-nos a superfície da lua Tritão, desde a sua calote polar a sul até à região do equador. E com a nossa Lua a continuar a surpreender-nos entre outras razões pela sua expressiva razão entre o diâmetro da mesma e a do planeta principal que orbita.

 

[Com a nossa Lua a ser proporcionalmente a maior em diâmetro se comparada com o planeta que orbita (a Terra), sendo essa razão lua/satélite mais de 80X superior do que a registada com Fobos (a maior lua de Marte) e relativamente aos outros planetas possuindo luas (e todos eles Gigantes Gasosos) com a mesma razão (lua/planeta) mesmo assim a manter-se em valores bem altos e distantes do nosso (Lua/Terra) e variando entre 5X e 9X. O que significa que o mais natural seria a Terra ter uma lua tipo Fobos (ou um pouco maior em diâmetro) mas nunca uma outra que comparativamente com os restantes planetas (e seus satélites naturais) fosse inexplicavelmente muito maior. Um mistério entre muitos (envolvendo a nossa Lua) ainda por explicar.]

 

(imagens e alguns dados: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:26

12
Jan 16

E as suas luas Atlas, Enceladus, Tethys, Dione e Rhea.

 

Durante um período de quase 30 anos Saturno executa o seu movimento de translação em torno do Sol acompanhado por mais de 60 satélites naturais.

 

PIA18350.jpg

PIA 18350
Saturno, os seus anéis e a sua pequena lua Tethys
(o pontinho branco no canto inferior direito)

 

Imagem do sexto planeta do Sistema Solar o gigante gasoso Saturno, registada no passado dia 7 de Março de 2015 quando a sonda Cassini se encontrava a 2.600.000km de distância. Tendo ainda como protagonistas os famosos anéis rodeando o planeta e a sua pequena e pouco iluminada lua Tethys (iluminada artificialmente por um fator de 2 para se tornar mais visível). Um planeta com um diâmetro aproximado 10X diâmetro da Terra (116.500km) e esmagadoramente maior (mais de 100X) que o diâmetro da lua que na imagem o acompanha (1.062km). Ainda-por-cima com a lua Tethys na altura do registo localizada mais próxima da sonda Cassini em cerca de 200.000km. Numa imagem publicada no dia 11 deste mês pela missão Cassini-Huygens (uma operação conjunta das agências espaciais NASA/ESA/ASI) lançada de Cabo Canaveral em Outubro de 1977 e atingindo a órbita de Saturno quase sete anos depois (e com o seu fim previsto para o próximo ano).

 

SATURNO = 10X TERRA = 100X TETHYS
(em diâmetro)

 

PIA18352.tif

PIA 18352
Anéis de Saturno e as suas luas Enceladus e Rhea
(a 1ª acima dos anéis e a 2ª abaixo – no entanto com uma 3ª lua presente/impercetível)

 

Nesta segunda imagem (de 24 de Setembro de 2015) de novo contando com a presença do maior, mais preenchido e mais brilhante sistema de anéis planetários do Sistema Solar, contando com dois grandes anéis (o mais perto e o mais afastado de Saturno) e preenchido por muitos outros (menos visíveis). Adicionalmente apresentando-nos mais duas luas visíveis e uma outra pouco percetível: acima dos anéis de Saturno a lua Enceladus (na altura a 2,1 milhões de quilómetros da sonda Cassini), abaixo a lua Rhea (na altura a 2,8 milhões de quilómetros da mesma sonda) e finalmente perto do limite inferior do anel exterior (e para a esquerda de Rhea) a outra lua Atlas (a 2,4 milhões). Com Saturno a ser o segundo planeta do Sistema Solar a possuir mais luas (mais de 60) só suplantado pelo outro gigante gasoso: Júpiter o maior deles. Na imagem a lua acima dos anéis (Enceladus) tem sensivelmente metade do diâmetro de Tethys e a lua acima desses anéis (Rhea) é cerca do triplo de Enceladus.

 

SATURNO = 10X TERRA = 75X RHEA = 100X TETHYS = 200X ENCELADUS
(em diâmetro)

 

PIA18346.jpg

PIA 18346
Anéis de Saturno e a sua lua Dione
(apresentando fraturas estreitas na sua superfície gelada com mais de 1000km de extensão)

 

Um mundo desconhecido situado a mais de 1400 milhões de quilómetros do Sol e no qual qualquer terrestre viajando a bordo de um veículo conhecido (pondo de lado a nave interplanetária), demoraria no mínimo mais de cem anos para o percorrer completamente (escolhendo para cada exemplo velocidades já alcançadas):

 

Veículo Velocidade (km/h) Tempo de viagem (anos)
A Pé 20 8.000
De Bicicleta 40 4.000
De Automóvel 120 1.350
De Avião 1.200 135
De Nave Interplanetária 60.000 2,5

 

Nesta última imagem apresentando-nos ainda a lua Dione (a 1.700.000km), o 18º satélite mais próximo do planeta Saturno e com um diâmetro ligeiramente inferior ao da outra lua Tethys (a 15ª). Uma lua com parte da sua superfície carregada de crateras e povoada de montanhas geladas (e não de depósitos de gelo) criadas por fraturas tectónicas e evidenciando ser um corpo jovem.

 

TETHYS ≈ DIONE
(em diâmetro)

 

O que para finalizar nos leva a concluir que se quisermos atingir um planeta tão próximo como Saturno (apenas a 9 AU de distância do Sol), para o objetivo ser cumprido durante o nosso tempo estimado de vida só temos mesmo três hipóteses: ou construímos uma arca frigorífica extraordinária capaz de nos conservar vivos durante dezenas ou mesmo centenas de anos, ou temos mesmo uma grande paciência e esperamos pelo aparecimento da grande nave interplanetária (devemos levar algo para nos irmos entretendo), ou inventamos uma nave espacial revolucionária viajando à velocidade da luz (montados em fotões e atingindo Saturno em cerca de 78 minutos) ou então encontramos um “buraco de minhoca” e estaremos lá mal partirmos.

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:44

20
Ago 12

Luas de Saturno

 

Em primeiro plano a lua DIONE escondendo parcialmente e atrás de si a pequena lua MIMAS, ambas satélites naturais do planeta Saturno.

Esta imagem foi tirada pela sonda CASSINI em 12 de Dezembro do ano passado.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 03:25

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