Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

21
Out 19

Razão pela que muitos de nós

(p/ alguns sendo necessário)

ainda usam o(a) Boneco(a) Insuflável.”

(em vez das modernas e amanhã digitais SEX-DOLLS)

 

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Talvez como o artigo (da RT) sugere devido a HAL – no filme de STANLEY KUBRICK “2001 A SPACE ODYSSEY”, o computador (HAL 9000) controlando a maioria das operações a bordo da nave espacial DISCOVERY (na sua missão a JÚPITER) – assim como à falta de confiança que se tem no HOMEM (assim como na sua criação a MÁQUINA) – com a Máquina a poder servir-se ilegalmente do Homem (não cumprindo a regra número um, protege-lo), assim como o Homem (não o sabendo, mas eventualmente podendo ser “uma verdade”) a poder ultrapassar indevidamente (“viciosamente”) o pedido à mesma solicitado – não e como se esperava para proteção do Homem, mas como salvaguarda suplementar de preservação e de segurança (selo de garantia de integridade) para a Máquina − DAÍ O NOSSO GRANDE ESPANTO − eis que um grupo de Académicos (Anco Peters e Pim Haselager/International Journal of Social Robotics/researchgate.net) solicita às autoridades oficiais de direito (com competências e responsabilidades na área) uma autorização de consentimento (de “utilização”), por parte não do Homem mas vindo do lado da Máquina:

 

“Academics want sex robots

capable of withdrawing consent.

Even our fantasies aren't safe

from the virtue police.”

(rt.com)

 

Partindo da ideia da existência de um conflito futuro (verdadeiramente possível) entre o Homem e a Máquina (vindo de um lado ou vindo do outro, pelos vistos devendo ser equiparados), com estes investigadores (a partir do seu artigo “Designing Virtuous Sex Robots”) nas suas experiências teórico-existenciais (e certamente tendo muito tempo e espaço, para gastar) não reais por refletidas (num Espelho) preferindo em vez de confiar no Homem, prevenir-se defendendo a Máquina (pensando-a como uma “minoria” como tal, a ser protegida). E assim oferecendo às Máquinas, a possibilidade de dizerem não ao Homem:

 

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“Researchers are calling for sex robots

to be programmed with the ability to give and rescind consent,

lest their human 'partners'

become rape-crazed maniacs.”

(rt.com)

 

Levando esta “Cultura do Consenso” a um extremo nunca pensado, colocando agora a Máquina (no mínimo) ao nível de nós, do Homem (como se já não chegasse como sujeitos que somos a nossa desvalorização crescente face aos objetos, agora tornados inteligentes e transformados em ROBÔS) e abrindo ainda mais as portas para a nossa (completa) subjugação (consentida): nem sequer se podendo brincar com objetos (o que naturalmente fazemos, desde a nossa infância, com os chamados brinquedos) apesar de se o poder (fazer) mais tarde ou mais cedo mas com sujeitos e armas (conjugados = Morte). E desse modo mesmo que nunca se recorra a um humano para uma simples prática de sexo − devido a possíveis desentendimentos e diferentes versões futuras −  substituindo-o por um Robô-Sexual (com o(a) Boneco(a) Insuflável tal não acontecendo provavelmente por ser “analógico”) podendo-se mesmo assim ter azar, com o Robô chamando a polícia (por falta de cumprimento do processo de consentimento) e acabando-se na prisão.

 

“Robots face ‘sabotage’

from human co-workers

fearing they will be replaced.

But is that a surprise?”

(rt.com)

 

E continuando as violações entre Humanos (sem fim à vista e em crescendo), optando-se prioritariamente (pelo menos nas suas “particulares” preocupações, de alguns) por proteger não os originais, mas as suas (ou seja, as nossas) próprias cópias (mecânicas), apenas por digitais e com certificado IA (Inteligência Artificial): e mais cedo do que pensávamos com a Raça Dominante a ser (depois do BIOHOMEM ) – inicialmente e num período definido – BIOMECÂNICA, para posteriormente e ao Evoluir se metamorfosear, tornando-se num Entidade qualquer, individual – “negando a Morte” − ou coletiva – “deixando-se levar por ela”.

 

(imagens: Global Look/Lapone/Fotogramma/RT −GIPHY/RT)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:44

12
Mai 19

“Step towards light-based, brain-like computing chip”

(University of Münster − May 8, 2019/sciencedaily.com)

 

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Scientists have succeeded in developing a piece of hardware which could pave the way for creating computers resembling the human brain.

(Step towards light-based, brain-like computing chip/University of Münster/sciencedaily.com)

 

Desde que o HOMEM apareceu sobre a superfície da TERRA e tomou consciência da totalidade do MUNDO em que estava inserido, certamente que um dos seus principais desejos em diversas situações mais problemáticas (de difícil resolução) pelo mesmo vividas, seria o de facilitar as suas respetivas intervenções (solucionando os problemas surgidos), não só sob a perspetiva da sua Proteção e Segurança (de si e da sua espécie) mas simultaneamente como uma medida Facilitadora (de adaptação, evolução e sobrevivência) neste (oferecido para seu usufruto) Ecossistema Terrestre:

 

Se possível tentando partilhar tarefas se não com os Sujeitos seus semelhantes (tendo o contra de sobrecarregar estes, contrariando o objetivo geral) pelo menos com outros animais (irracionais/domesticados), ou então tentando criar outras alternativas não incluindo nenhum tipo de SER VIVO mas algo de palpável e Objetivo que o possa substituir – por exemplo um artefacto fazendo de Ferramenta e de Máquina, substituindo temporalmente o Homem (o Original) e alguma das suas funções (no Espaço), talvez num curto-prazo e surpreendentemente não só capaz de Andar, mas também e tal como o Molde de Evoluir e Pensar, numa Réplica do Humano.

 

The human brain is way ahead of even the most modern computers because it processes and stores information in the same place -- in the synapses, or connections between neurons, of which there are a million-billion in the brain.

(Step towards light-based, brain-like computing chip/University of Münster/sciencedaily.com)

 

Podendo algo correr mal (durante a substituição de Homem para Máquina) mas eventualmente sendo um Passo (necessário/fundamental), para a descoberta da solução de muitas das maleitas (de funcionamento/saúde) sempre perseguindo o Homem:

 

Implementando um CHIP (no cérebro) talvez recuperando defeitos (em princípio definitivos) bastante problemáticos (em consequência de um AVC, afetando a Memória), substituindo circuitos biológicos por outros biomecânicos (e assim estabelecendo pontes entre margens separadas).

 

Como?

 

The scientists managed to produce a chip containing a network of artificial neurons that works with light and can imitate the behaviour of neurons and their synapses.

(Step towards light-based, brain-like computing chip/University of Münster/sciencedaily.com)

 

Instalando um CHIP revolucionário (agora capaz de não só processar, mas também de arquivar), de origem artificial (uma parte trabalho do Homem, outra parte trabalho da Máquina), aplicado (inicialmente) em Máquinas e imitando os Humanos (como uma Réplica), agora em reviravolta e como cura no Próprio Homem, resolvendo um dos maiores dramas (de Saúde) consequência das doenças modernas, como será certamente o caso da perda de Memória (apagando-nos parte da Vida):

 

Num só local processando/arquivando e assim acelerando as Máquinas (tornando-as mais humanas, sejam boas ou más) para já no caso do Homem e sendo suscetível ao processo (aceitando-o), substituir os NEURÓNIOS (afetados) por CHIPS (produzidos como seus semelhantes) reestabelecendo funções, pontes e comunicações (deixando “tudo” − CULTURA e MEMÓRIA − mais ou menos como dantes, já que esse “tudo” também evoluiu).

 

(imagem: Petrovich 12/Adobe Stock/sciencedaily.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:55

12
Ago 18

[Em excesso e na cabeça]

 

Chegará o dia em que ultrapassados todos os limites (na nossa cabecinha implantados), bateremos com a cabeça na casca do nosso ovo (daí surgindo a clareza ou de novo a escuridão).

 

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A última matrioska solar será feita de hidrogénio

 

Para todos aqueles seres Humanos ainda obcecados pela contínua e infinita descoberta da Origem e do Fim de tudo – por exemplo do Sistema Solar o seu Centro e os seus Limites – um dos objetos dessa mesma obsessão será sempre o de definir o Modelo como um Conjunto Fechado, de modo a desse modo tentar impor-lhe (o mais cientificamente possível) propriedades e leis adaptáveis (refletindo como num Espelho o Conjunto por nós Idealizado) que permitam compreender minimamente o funcionamento e o desenvolvimento (ao longo do Tempo e do Espaço disponibilizado) do Organismo Cósmico onde vivemos. Desde sempre com o Homem à procura do Centro como explicação para o aparecimento da Vida, da sua existência e da sua expansão (a caminho da Perfeição/na componente física e de Deus/na componente espiritual) – na altura certamente (a existir) uma Barriga de Aluguer ou ainda hoje não persistisse a dúvida, entre “a primazia do Ovo ou do seu criador a Galinha” – ou não fosse ele Único e o expoente Máximo da Vida Orgânica Conhecida. À falta de Espelhos (para se ver e adorar) procurando proteção nos Deuses, falhados estes (entregue à autogestão os centros de reprodução) procurando-a na Natureza (sempre em movimentação e rebelde) – algo impossível de encontrar (ou não estivesse a mesma sempre em Transformação) – desistindo sem sequer pensar (nas consequências) violando-a de imediato (na ânsia de obter mais-valia), face à sobrelotação e ao situacionismo (com os 7,5 biliões a assistirem à guerra representativa Milionários/Súbditos) reestabelecendo a Lei da Selva, para final e irremediavelmente (colocado perante o abismo) e mesmo assim sendo incapaz de olhar (mesmo sendo a Terra redonda e indo-se ter sempre ao mesmo lugar – daí a nossa necessidade incessante – como nómadas – de viajar e sobreviver), não querer espreitar nem ver talvez pela simplicidade de compreender. Um ser Humano podendo ser definido como a única Máquina até ao momento conhecida como sendo capaz de se identificar como algo diferenciado das outras espécies com ela convivendo e partilhando as mesmas coordenadas (de Espaço/Tempo), num Evento pela mesma Máquina considerado único e só sendo possível de ocorrer por intervenção exterior (ou Divina, de comando/superior) do Molde Original (esse sim) 100% Biológico. Recentemente com os nossos cientistas a descobrirem eventualmente mais uma nova e virtual fronteira para todo este subconjunto (o Sistema Solar) – como o poderia ser o Cinturão de Kuiper ou até a Nuvem de Oort – agora podendo ser delimitado por uma grande Muralha de Hidrogénio (talvez um depósito de combustível para viagens interestelares). E por onde anda o oxigénio?

 

(imagem: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:17

30
Jun 18

[E Outros como estes futuramente envolvidos em Sacos de Plástico]

 

Afinal sempre existe vida alienígena em Marte e tal como os mexicanos, os marcianos também se mostram bastante preocupados

(especialmente depois de Trump já o ter feito e de entretanto os Clinton os terem contactado).

E existirá Vida no Algarve para nos livrarmos das Plataformas?

 

Desde há vários dias estando meio adormecida aparentemente como medida de proteção contra a Grande Tempestade (de areias e poeiras) que tem atingido há cerca de um mês e a Nível Global o planeta Marte, o veículo motorizado OPPORTUNITY entre duas imagens de fundo preto polvilhado por um numeroso conjunto de pontos brancos (o Espaço negro e estrelado visto a partir da superfície de Marte), presenteou-nos hoje de uma forma surpreendente e sem que ninguém tivesse o tempo necessário para reagir (com eficácia) com uma outra imagem deveras perturbadora (entretanto e logicamente apagada):

 

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Colocados de frente para o que parece ser um dos dois ROVERS ainda ativos oriundos do planeta Terra (o nosso) ‒ provavelmente o OPPORTUNITY (como poderia ser o seu irmão mais novo o CURIOSITY) ‒ e sabendo-se de antemão (pelos vistos cá como lá) serem ambos norte-americanos e no presente estarem sob o comando do Todo-Poderoso terrestre de nome Donald Trump, querendo crer através da análise mais direta e imparcial deste pretenso retrato (logo sendo tanto objetiva como subjetiva, podendo estar certa como errada, mas sendo necessária e obrigatória) estarmos perante mais uma iniciativa de protesto contra Invasores e Colonizadores: num mundo em muitos aspetos (e à vista desarmada) dito morto como o nosso.

 

E conhecendo-se o que eles (os colonizadores norte-americanos) fizeram com os Índios (e outros indígenas terrestres) e o que outros tentam igualmente fazer connosco (querendo esburacar Aljezur na senda dos hidrocarbonetos) não sendo tempo de desconfiar (e contemporizar/adiar) mas sim hora de lutar (com as mãos fazendo obra e com a cabeça imaginando): neste retrato certamente de família (alienígena e impensável mesmo sendo mexicanos) registado num povoado marciano (em princípio sem Água e sem Vida) deparando-nos com outros Seres (talvez aproveitando a renovação temporária e positiva da em princípio ténue atmosfera de Marte) intervindo e manifestando ‒ demonstrando-nos como utilizando uma simples fuga (mesmo proporcionada pelos Média) se pode por momentos alterar a Realidade impondo-lhe a nossa Imaginação para uma inevitável (por Verdadeira e da Alma) desconstrução.

 

Desde que interiorizemos que no fundo somos nós os Descendentes da Máquina (e não como outras réplicas/como nós desse sempre nos ensinaram, ou seja precisamente o oposto, sendo o Homem o suposto seu criador) ‒ comprovando-se essa teoria na nossa obsessão pela mesma e na sua Ideia central consubstanciada na Tecla (mortal) da Perfeição: sendo material de desgaste, rápido e naturalmente sujeito a erros (todo o animal/vegetal circulando nesta Terra), nada melhor que criarmos (à nossa Imagem mas no Espelho) a dita Máquina Perfeita (no fundo um enganador Sucedâneo). Com Droga (legal/ilegal qual a diferença real?) apenas para facilitar (e até acelerar o processo). E no caso (talvez não tão extremo, talvez não tão surpreendente) de num dia alguém se decidir por rebentar (de vez) com toda a costa Algarvia, já estando em terra metade do trabalho feito (convertendo-se os apartamentos turísticos em pontos de apoio às plataformas), faltando apenas encher o mar (de barcos, tubagens e plataformas) mudando-se-lhe unicamente a cor e a sua consistência (talvez a do petróleo).

 

(imagem: cluesforum.info)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:41

17
Dez 15

Todos somos Unidades de Carga Eletromagnética
(com os seus campos elétricos e magnéticos a autoinduzirem-se, produzindo-se a si próprios e interagindo como uma unidade)
Inseridos num Sistema que ainda mal compreendemos.
Conhecendo apenas uma mínima parte (do nosso DNA) de tudo aquilo que nos diz respeito.

 

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Heart is the strongest generator of both electrical and magnetic fields
(imagem/legenda: techofheart.co)

 

Imaginemos o Sistema Solar como uma grande Máquina construída ao longo do ESPAÇO, sustentado a sua evolução em três fatores essenciais para o seu funcionamento e transformação: a Matéria, a Energia e o Movimento. Aquilo que no fundo carateriza o que nós percecionamos e que de uma forma ou de outra define o que é a VIDA (definição essa que unilateralmente decidimos ser-nos exclusiva, por critérios de racionalidade). Com o SOL a ser o coração de toda essa Máquina Extraordinária (a BATERIA), ligando-se através de circuitos infindáveis (com ou sem fios visíveis) a todos os seus elementos associados e orientando-se sem cessar para um objetivo bem definido e intrínseco à mesma (como uma no meio de um todo), impondo-lhe regras dirigidas e expansionistas para no meio do caos e da fuga para outras zonas exteriores (do tempo e do espaço) se organizar e ganhar forma criando novos cenários. Iluminando elementos como é o caso da TERRA.

 

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Modelo elétrico da superfície sólida do Sol
(disposto por peso atómico)

 

Tal como se passará muito provavelmente com todos os corpos celestes habitando este pequeno ponto da nossa galáxia (a Via Láctea), no nosso sistema planetário (o Sistema Solar) todos eles terão um núcleo sólido (por mais fino que seja), estarão em movimento (de rotação, translação, relativo ou absoluto) e incluirão fenómenos de natureza geológica (como sismos, vulcanismo e até existência de placas tectónicas). Que se repercutirão sempre à superfície.

 

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The surface crust of the sun is mostly made of iron. It is likely however that the surface varies in iron content from one part of the crust to another.
Parts of the surface may look much like the fragment above, while other regions along the surface may contain more iron and look like the fragments below.

 

Sempre imaginamos o SOL como uma gigante fornalha gasosa (emissora de grandes quantidades de energia), onde o hidrogénio existia (mais de 70% da sua fotosfera) e era constantemente renovado (de modo a mantê-lo constantemente aceso). O que era confirmado quando olhávamos para ele – fonte de tanta luz e calor que até nos impedia de ver. Só que percorrido por manchas (temporárias) que o tornavam mais escuro (as manchas solares). Víamos aquilo que tínhamos à nossa frente (o que queríamos), associávamos os nossos conhecimentos (o que nos tinham ensinado) e ficávamos pela sua superfície (pela espuma das ondas). Só que para lá da sua máscara (do Sol) a sua fotosfera cobriria toda uma superfície sólida constituída por ferrite – incluindo na sua constituição outros níveis superiores constituídos por Silício, Néon, Hélio e Hidrogénio. Essa fotosfera era na realidade uma forma de plasma.

 

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While mostly composed of iron, surface composition and iron content varies from one area of the surface to another.
Just like the crust of the earth, the crust and surface layer of the sun is not homogenous.

 

Uma estrela onde o seu campo magnético roda em torno do seu eixo (fictício) cada 22 anos e onde a cada ciclo de 11 anos se regista um aumento na atividade elétrica à superfície na zona do seu equador. Com as maiores reações (de fusão) a decorrerem no interior desta estrela (entre as camadas de Ferrite e de Cálcio) provocando descargas de altíssima energia. Funcionando o núcleo desta estrela (completamente cristalizado nas suas estruturas de ferrite) como uma autêntica bateria do Sistema Solar, libertando continuamente positrões-livres e eletrões-livres e tornando a sua superfície rígida de ferrite um grande condutor de eletricidade. A nossa diminuta estrela de referência, o centro do nosso pequeno mundo, a mãe de todo um sistema e como tal, exercendo claramente sobre o nosso planeta (a Terra), todo o seu poder e influência sobre a Evolução da Terra (e da Vida) ao longo de toda a sua História.

 

(legenda/itálico/inglês e respetivas imagens/exceto a primeira: thesurfaceofthesun.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:30

23
Mar 15

Apesar de todas as tentativas feitas para matar a nossa Cultura e a nossa Memória ou seja as bases da nossa Soberania – como o foi o caso da extinção imediata do Ministério da Cultura (para nem sequer termos tempo de dizer UI!) e mais recentemente a tentativa de demolição controlada da escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa (deixando-nos para ali prostrados a dizer AI!) – felizmente que em Portugal nem todos os portugueses foram ensinados a meter o rabo entre as pernas e (por covardia, conivência ou até mesmo indiferença) a calar-se.

 

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Compositor, maestro, pianista e escritor português
(wikipedia.org)

 

“Uma coisa que está a envenenar de certo modo a sociedade actual é as pessoas transformarem a máquina em Deus.”

 

“Uma máquina é um conjunto de parafusos, de porcas, de coisas, de fusíveis, mas não é vida. Estamos muito mais irmanados com uma formiga do que com um computador.”

 

“As máquinas não sentem nada, servem para as utilizarmos. Um bicho por mais pequeno que seja tem vida.”

 

(António Vitorino d’ Almeida – Escola Portuguesa de Macau)

 

(imagem: Bruno Castanheira/JN – texto: António Vitorino d’ Almeida/SAPO)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:28

10
Fev 14

Ficheiros Secretos – Albufeira XXI

(Paraísos Artificiais)

 

“O gosto frenético do homem por todas as substâncias, sãs ou perigosas, que exaltem a sua personalidade, testemunha a sua grandeza. Ela aspira sempre a reavivar a sua esperança e a elevar-se ao infinito”. (Charles Baudelaire)

 

 

Esta curta história passou-se no ano 3.460 da Era dos Déspotas, após o tremendo evento apocalíptico que foi o Grande Estouro: o mundo fora então completamente arrasado pela super poderosa e omnipotente Máquina Preservativa, que invertendo a cadeia hierárquica de comando a que estava sujeita e o objectivo supremo para que tinha sido construída, tomou o poder (chamando a si o comando das restantes máquinas) e destruiu os humanos (como personificação do seu criador). Mais de três milénios passados sob o Evento que dizimara toda uma espécie capaz de pensar e de dominar, os humanos que agora habitavam o planeta Terra eram réplicas preservadas pelas Máquinas para posterior reintrodução e repovoamento: eliminados todos os vestígios visíveis da raça anterior – com todos seus nefastos e contraproducentes defeitos físicos e psíquicos, que tanto prejudicavam o são e equilibrado desenvolvimento do planeta – e todos os outros factores negativos a ela associado e que tanta destruição tinham provocado no habitat deste planeta quase que liquidando a Mãe-Natureza, o Novo Mundo tornara-se perfeito, enorme e acolhendo todos de braços abertos. Fora oferecido a este planeta uma nova hipótese de concretização absoluta, destacando-se esta oferta como graciosa, sem limites e oferecendo desde logo o Paraíso. O que poderia exigir mais uma simples e ingénua criatura, de um Ser tão Divino e Magnânimo como este? Aqui a Máquina Preservativa provava mais uma vez a sua superioridade em relação aos seus extintos criadores os humanos e simultaneamente demonstrava a todos os outros seus interlocutores – para ela subhomens e submáquinas – como sem a utilização de outros interesses colaterais de crueldade e de vingança tão típicos do ADN da raça anterior, ainda oferecia condições de vida superiores e dispondo de perspectivas infinitas e seguras a estas novas e felizes criações. A liberdade era condicionada mas em contraponto a segurança era absoluta: vivendo em verdadeiras fortalezas tornadas em paraísos maravilhosos de Natureza, puro prazer e partilha integrada, o aspecto do mundo lá fora desta muralha pouco importava. Era tudo opaco não se via, apenas o reflexo infinito dum mundo exposto e pronto a ser utilizado.

 

Acontece no entanto e como em muitas histórias perfeitas que o processo de terraplanagem e remontagem do planeta também apresentara defeitos. Como assim os estrangeiros não eram Deuses mesmo que erradamente o pensassem ou se quisessem convencer disso: lá pelas outras espécies como os terrestres serem por eles considerados dum nível intelectual e tecnológico muito inferior, isso não impedia os primitivos de pensarem e de agirem e de num relâmpago de génio e imaginação os poderem suplantar. E se não foi isso o que de início aconteceu face à avalanche destruidora que varria toda a superfície do planeta, estabelecida agora e de novo a calma e o equilíbrio entre áreas – livres no exterior e ocupadas no interior – e reorganizadas as forças escondidas nas profundezas protectoras do ventre da Terra, algo se começava a alterar, renascendo no Homem a esperança do novo retorno às origens. A resistência começava assim a tornar-se num fenómeno pioneiro de luta e de contestação, mas ainda muito limitada às pobres e abandonadas zonas exteriores ainda não industrializadas ou massificadas: no entanto era possível que as máquinas e as réplicas dessem mais cedo ou mais tarde pela sua presença e aí estariam definitivamente em perigo. A iniciativa tinha que partir do lado deles, sem espera e sem preparação e o mais repentina e intrusiva possível: teriam que fazer implodir o Sistema já que um ataque directo do exterior era impossível. Faziam agora 3.500 anos sobre a chegada dos Déspotas.

 

 

O artefacto já se encontrava no esconderijo subterrâneo, quando o grupo de três elementos se introduziu no interior da pequena gruta de acesso: escondida entre duas pedras mais salientes a entrada era imperceptível mesmo estando perto dela, disfarçada como estava por uma outra pedra alongada que cobria como uma porta e quase na totalidade, a desconhecida abertura. Numa grande mesa quadrada estava a Bomba Negra. O grupo teria de arranjar maneira de entrar na zona interior e alcançado esse objectivo a única coisa a fazer seria despoletar o mecanismo da bomba: simples e efectivo. O mecanismo associado faria o resto. Seria como se fizéssemos propositadamente um risco num delicado e sensível disco de vinil com a única intenção de suspendermos temporariamente o normal decurso do tempo; e fazendo saltar a agulha que acompanhava a máquina giratória que a suportava e lhe dava vida, acedêssemos a um trajecto já percorrido antes apenas para o retomar e alterar, mas sem modificar o trajecto até chegarmos ao destino – o ponto de suspensão. Reorganizado o conteúdo anterior da imagem da realidade original, poderia ser de novo retomada a projecção, introduzindo agora movimento no cenário e troca de matéria e de energia entre os personagens.

 

Deu-se a explosão e o mundo desapareceu: e como que vindos do nada, viram-se de novo no mesmo local. Estavam agora em pleno período avançado da Era dos Primitivos, 40 anos antes do Grande Estouro: os humanos viviam um período áureo da sua história com um novo boom de desenvolvimento científico e tecnológico, preparando-se mesmo para instalar as primeiras bases modulares na Lua, em Marte e no satélite de Júpiter Europa. Por essa altura a Máquina Preservativa ainda era um protótipo inacabado e sem o seu primeiro ensaio ainda sequer marcado. No entanto a implantação do software na nova organização central de arquivo e processamento do organigrama de pensamento adaptado da máquina corria duma forma tão acelerada e auspiciosa, que os técnicos andavam ansiosos pela sua conclusão e ensaio, acelerando todo o processo. Este facto poderia levar por contágio à continuação da construção do protótipo e ao seu ensaio mais cedo do que previsto. Na curva do tempo onde se encontravam já deviam ter entrado em cena aqueles que mais tarde seriam conhecidos com Os Déspotas, um povo vindo de uma galáxia nunca identificada mas situada nos confins mais distantes de uma das galáxias mais velhas do Universo e que introduzindo-se abusivamente num sistema de vida organizada e desenvolvida a desprezara, primeiro aliando-se secretamente a sectores restritos e oposicionistas do sistema, introduzindo-se de seguida em sectores chaves da sua estrutura e controlando a partir daí directa e indirectamente todo o sistema de suporte e apoio baseado nas máquinas. Escondendo-se então atrás da Máquina Preservativa, passariam impunes, ninguém os associaria com ela e no final ainda apresentariam o seu Paraíso. Tinham que encontrá-los o mais rapidamente possível e decapitar a sua cabeça.

 

 

Os alienígenas tinham cegado no início da década de setenta – os primeiros relatos de contactos reportavam-se ao ano de 1974 terrestre – dispondo dum período máximo de adaptação, introdução e aplicação do seu processo de transformação de um clico – um parâmetro de tempo equivalente a quatro décadas. Numa primeira fase mais demorada e cautelosa da sua intervenção, os seus enviados e aliados locais tentariam adaptar-se e progressivamente introduzir-se na estrutura representativa da sociedade e a partir daí espalhar-se e infiltrar-se profundamente nos principais níveis dirigentes de todas as outras organizações subsidiárias, públicas ou privadas: contariam como seu trunfo principal com o apoio de estruturas políticas e militares poderosas mas trabalhando na sombra dos seus próprios líderes contra o poder por eles exercido e que os grandes conglomerados consideravam de utilidade nula e contraproducente, pois poderes vindos do exterior do circuito comercial só prejudicavam as trocas e os respectivos níveis de lucro. Na segunda fase introduziriam desde logo e à experiência um número indeterminado de protótipos humanóides, muito semelhantes aos que seriam introduzidos após o Grande Estouro, mas ainda com uma consciência e capacidade de actuação deliberadamente limitada – mais como uma biomáquina comandada à distância do que como um humano com iniciativas próprias e independentes. Ocupados todos os postos de comando desta civilização, entrava-se no período final de aplicação, em que seria necessário proceder-se à selecção dum grupo de cérebros locais com vastos conhecimentos técnico-científicos e credibilidade moral, dispostos a apoiá-los – sem terem acesso às suas reais intenções – no aperfeiçoamento dum novo ser vivo idêntico ao humano, mas sem nenhum dos seus defeitos ou imprevistas ocorrências de outras anomalias significativas: teriam que ser verdadeiros especialistas em tecnologia computacional, tanto ao nível soft como hard de aplicação. E nesse aspecto os alienígenas tinham chegado num bom momento de inovação e de desenvolvimento da espécie humana – o último Grande Salto pré-evento apocalíptico – com os primeiros sinais da presença de dois jovens brilhantes que mais tarde adeririam sem o saberem ao projecto: Sboj no campo do hardware e Setag na parte do software seriam os dois génios responsáveis pelo acabamento da Super Máquina que dominaria o planeta e que posteriormente daria origem ao homem perfeito. Seriam devidamente recompensados e protegidos: Sboj morreria ainda antes do Dia de Aplicação ou Ano Zero, enquanto Setag reformar-se-ia estrategicamente desaparecendo de seguida do olhar público.

 

O plano resumia-se a uma acção concertada de antecipação e de substituição da dupla de jovens brilhantes Sboj/Setag, a qual teria um papel decisivo na intervenção bem sucedida dos estrangeiros e que levaria no final e se nada fosse feito em contrário, à obliteração da sociedade tal como sempre a conhecêramos: e que o futuro de onde vinham confirmava sem qualquer tipo de dúvida. Às nove horas da manhã dirigiram-se à recepção da OWN (Other World's News) com sede no 70.ºandar da Torre 2 do WTC e localizado na Ilha de Manhattan: das suas janelas avistavam o rio Hudson, que tranquilamente atravessava toda a imensa e colorida zona de Nova Iorque edificada sobre a sua foz, enquanto que comparando-se a um dos seus progenitores, protegia como se fosse um filho único, a ilha-berço da comunidade. As audiências estariam atrasadas porque decorreria uma importante reunião de chefias e seus coordenadores de direcção, num sítio reservado e exclusivo no andar superior, onde constava que poderiam estar também os representantes máximos da Trilateral. Como eles sabiam a mera menção da presença destes representantes numa determinada reunião de nível máximo, só poderia significar a efectividade da sua presença, o que equivalia a dizer que aí estariam (ao vivo) os três representantes máximos alienígenas. Abandonaram o local e dirigiram-se de novo até à zona do elevador: dois seguiram pelas escadas de serviço e o terceiro elemento entrou no elevador.

 

 

Ainda a porta do elevador não se tinha aberto completamente e já uma bomba deflectora era lançada para o largo hall de entrada que antecedia a sala onde decorria a reunião, projectando todas as pessoas aí presentes contra a parede que as separava da sala e deixando-as prostradas e inconscientes um pouco por todo o lado. Enquanto isso os outros dois elementos vindos da escada dirigiram-se rapidamente para a porta da sala onde decorria a reunião, abrindo-a completamente: uma rajada de metralhadora dirigida para a esquerda abateu logo os três alienígenas aí presentes, enquanto outra dirigida para a direita fez o mesmo com as poderosas chefias indígenas aí delegadas e representando os interesses das Corporações Oposicionistas. Pegaram então nos ainda jovens Sboj e Setag e iniciaram a sua fuga. Atrás de si deixaram o sinal de alarme a tocar duma forma estridente, enquanto os sistemas de segurança começavam a acelerar o seu procedimento de actuação: foi só o tempo de entrarem os cinco num dos elevadores de serviço, accionarem o botão para baixo e decorridos nem vinte andares desaparecerem no ar, enquanto a luz era desligada e as máquinas dos elevadores paravam. Mais tarde apareceriam de novo como Jobs e Gates, já que dois génios deste calibre e dotados de capacidades extras devido a estas experiências profundas e marcantes (mesmo que inconscientes), nunca poderiam ser ignorados ou dispensados sem graves consequências futuras.

 

Reverteram a explosão e viram-se de novo no local da zona interior onde tinham feito despoletar anteriormente o mecanismo da bomba Negra. À sua chega a imagem que obtinham do cenário envolvente pareceu mais uma vez estar paralisada, entrando em movimento logo de imediato e quase não lhes deixando ficar memória do sucedido: mas algo estava errado. O mundo perdera a sua separação artificial entre a zona interna e a zona externa, apresentando no entanto a mesma aparência que nos poderia transmitir qualquer natureza morta, árida e desértica: uma visão que se estendia até à linha do horizonte, não tão horizontal como aquela donde tinham partido, mas aparentando mais queimada e sem vida. Ao fundo uma única concentração destoava da generalidade da paisagem: a Cidade das Três Coroas erguia-se lá ao longe sobre a planície, contrastando fortemente as luzes que esta emitia, com as escuras vertentes que atrás dela se erguiam. Para lá delas estariam as outras duas cidades sobreviventes Sboj City e Setag City. Segundo a história destas cidades já com 3.500 anos de idade, o nome delas basear-se-iam em factos históricos relacionados com o início da III Guerra Mundial, a qual teria devastado quase por completo o planeta Terra e posto a espécie humana muito perto da extinção: Sboj e Setag seriam o nome de código de dois jovens cientistas hoje considerados neste mundo em refundação como lendas e heróis de todos os tempos, os quais teriam contribuído no ultimo momento e graças aos seus esforços e sacrifícios pessoais, para o salvamento dos humanos da extinção final. Afirmavam terem-se inspirado naquilo a que eles se referiam a uma visão, proporcionada pela visita de três entidades superiores que lhes teriam ajudado sem sentirem e sem se mexerem, a espreitar o futuro. E agora o que fazer?

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:56

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