Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

24
Dez 17

Das muitas e muitas maneiras do homem explorar as mulheres

(e servindo-se contra elas de uma boa parte delas)

 

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De Meryl Streep

(às cavalitas do seu amigo Harvey Weinstein)

 

Comprovando mais uma vez que hoje na América (onde se vive uma nova onda de Macartismo) não basta ser Anti Trump tendo-se igualmente que ser Democrata (e sê-lo de uma forma ofensiva, frequente e convincente ‒ se não se quiser ter algum tipo de percalço no futuro), a atriz norte-americana Merly Streep descrita como a melhor atriz da sua geração e galardoada por Barack Obama (em 2014) com a Medalha Presidencial da Liberdade (o maior nos EUA a ser atribuído a um civil), acaba de ser adicionada ao cada vez mais extenso número de figuras públicas (de todas as áreas da sociedade) eventualmente envolvidas (direta ou indiretamente) em múltiplos escândalos: apesar de Democrata e vincadamente Anti Trump (alguém que conjuntamente e aderindo à campanha, já disse muito mal do seu Presidente) talvez por não obedecer a uma doutrina (religião) ou isolar-se mais do debate (político), sendo apanhada indiretamente na teia dos Escândalos Sexuais (amizade com Harvey Weinstein) e assim sendo também colocada Em Questão (toda a sua Vida e toda a sua Carreira).

 

Com a Super-Vedeta do Espetáculo Norte-americano e já depois do seu discurso (como Democrata) repudiando veementemente as ideias e a política de Donald Trump ‒ a ser indiretamente associada aos escândalos sexuais (atingindo a Meca Hollywood) envolvendo o seu amigo Harvey Weinstein apenas por não se pronunciar (de uma forma visível) pelo menos há um ano (desde o seu discurso de atraque a Trump). Perto de se tornar septuagenária (68 anos) e já na curva descendente da sua Vida (numa espécie de reforma dourada pelos bons serviços prestados ao seu país) sendo acusada de não se pronunciar sobre os atos do seu amigo (um milionário ligado à Indústria do Cinema) acusado (entre outros) de assediar, intimidar e violar mulheres: e dadas as suas estreitas e prolongadas (no tempo) ligações com o Milionário do Cinema (e de Hollywood) sendo acusada de hipócrita por continuar a “guardar silêncio” (por uma das supostas vítimas do referido assédio). E com os seus detratores a transformarem-se (especificamente nestes casos) em verdadeiros peritos históricos (recorrendo veja-se lá aos registos e como tal à memória) de modo a oferecerem para nosso usufruto (como Lobos num grande Banquete) uma cronologia (de preferência contraditória e sobretudo confusa, podendo ser oportunista) das ideias da atriz: dizendo sim, não e talvez (sentindo-o ou como atriz).

 

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Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Ashley Judd

(algumas das vítimas de Weinstein)

 

Harvey Weinstein (neste caso um homem) também um quase setuagenário (65 anos) e igualmente Democrata (relembrando que as correntes tumultuosas de um rio levam tudo à sua frente inundando até as margens) que com o seu irmão (em 2005) se transformou num muito bem-sucedido produtor de filmes (e milionário) assim como notório ativista em causas como (entre outras) as do combate à SIDA. E apesar de igualmente galardoado pelos seus serviços prestados a diversos países (pela Grã-Bretanha como pelo estado judaico, neste último caso sendo referenciado até como “a really nice Jewish boy”) a ser este ano (de 2017) acusado de Assédio Sexual por um grupo extenso de várias mulheres: a caminho de uma vintena (como as atrizes Angelina Jolie e Rossana Arquette) mas apenas com 3 delas a irem em frente e finalmente a acusá-lo (e talvez por ser verdade com a sua última esposa a divorciar-se) ‒ levando-o desde já à demissão da empresa (que com o irmão) antes criara (a Wenstein Company).

 

Pondo em causa (pelo menos para já e tratando-se dos EUA) não só o futuro pessoal como profissional do Milionário do Cinema (neste caso talvez ex-milionário) como levando atrás de si outras vítimas colaterais ou não: neste caso Merly Streep. E depois de referir-se a Weinsten como se ele fosse um Deus (Globos de Ouro 2012) e de denunciar Trump (com o seu ativismo político pró-Democrata) como um perigo para o Mundo (há um ano noutros Globos de Ouro), acabando por cair em desgraça por não atacar também o potencial assediador, mostrando-se apenas horrorizada pelas denúncias “desonrosas. Numa atitude irresponsável e só revelando (pura) hipocrisia (de mulheres contra mulheres). Como se todo o Mundo não soubesse o que é Hollywood e a Indústria (norte-americana) ligada ao Cinema: e como se não conhecesse a Sociedade (ainda e sempre) dominada pelo Homem e o papel que este atribui exclusivamente à Mulher. Basta para tal pensar (um pouquinho) e ver como ainda as tratam (a esmagadora maioria das mulheres) ‒ sendo contra produtivo compensar quem sabendo o praticou (neste caso outras mulheres), acabando por penalizar (mais uma vez) quem sempre se recusou (mesmo na altura/por necessidade) por ter espinha dorsal (e não por outros atributos utilizados como moeda de troca, mas inesperadamente com saldo negativo).

 

[Não aprecio particularmente a vida pessoal/profissional de Merly Streep, não deixando no entanto de referir que neste caso “nem a imagem de cidadã exemplar” a nós oferecida pelo Sistema e pala sua poderosa máquina de propaganda foi mantida ‒ na salvaguarda de um dos seus mais proeminentes elementos (dessa área) e demonstrando toda a sua devida consideração (até galardoada). Aqui não verificada.]

 

(imagens: Reuters/AP e alture.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:05

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