Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

07
Set 17

Se perguntarmos a um norte-americano comum quais os maiores perigos que a Terra enfrenta no sentido da preservação do seu ecossistema, da sua vida mineral e Orgânica e da sua espécie dominante o Homem, as três respostas mais dadas até pelo momento que vivem e pelas mensagens persistentemente induzidas, serão sem qualquer tipo de dúvida o Presidente Donald Trump (num percurso de curta-distância), o Impacto de um Asteroide (num percurso de média-distância) ou uma Invasão Alienígena (num percurso de longa-distância). Esquecendo-se de um quarto fator, representando um outro perigo, podendo ser mesmo catastrófico senão mesmo definitivo: a presença do nosso Sol a uns escassos 150 milhões de quilómetros do nosso mundo (onde sempre vivemos) o planeta Terra. Um dia com uma forte explosão dirigida para a Terra, podendo ter uma repercussão ainda maior que o impacto do asteroide que extinguiu os dinossauros ‒ lançando o Mundo nas Trevas, extinguindo muitas espécies ou desligando-o (nos) de vez.

 

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 Explosão da classe X9 na mancha solar AR 2673

(em 6 de Setembro de 2017)

 

Apesar do número de manchas solares ter vindo a diminuir desde o início do século XXI e de simultaneamente estarmos neste momento num mínimo de atividade do 24º ciclo solar (o que em princípio significaria uma menor exposição à ação dos raios solares), a Terra ainda se mantem perigosamente exposta (ao exterior), não só pela possibilidade da ocorrência de fenómenos como o originado recentemente pela mancha AR 2673 (com uma chama da classe X/Intensa), como pela fraqueza atual do campo magnético terrestre (uma das nossas principais barreiras de proteção e podendo estar a caminho de um deslocamento polar) e como ainda pela sua maior exposição aos talvez ainda mais perigosos raios cósmicos (podendo ter diferentes características, proveniências e consequências muitas delas desconhecidas) de momento mais livres face à menor presença dos raios solares. Podendo-se prever para o Futuro (para o novo ciclo) poucas manchas solares e talvez um arrefecimento, talvez mesmo até ao fim do século (XXI) ‒ no Sol (abrandamento) como na Terra (arrefecimento) ou exatamente o contrário?

 

Com a mais poderosa chama solar (da última década) a ser produzida ontem (dia 6 de Setembro de 2017) na superfície do Sol ‒ mais precisamente na região da mancha solar AR 2673 ‒ ejetando material para o Espaço numa emissão da classe X9.3 dirigida para a Terra (no seu movimento de rotação com a mancha solar bem visível e ainda apontando diretamente para nós), prevê-se que a partir de amanhã (dia 8) a CME resultante da chama solar produzida e dirigida na passada quarta-feira atinja o nosso planeta: com uma CME já a chegar por efeito de uma CME anterior (da classe M5.5 prevendo-se como consequência uma forte tempestade geomagnética da categoria G3) e com uma outra resultante da chama de classe X2.2 produzida por volta das 9:30 da passada quarta-feira (a primeira desse dia), eis que agora esta última muito mais poderosa e também dirigida (a segunda do dia, menos de três horas depois e recordista da década) além de com o seu impulso acelerar a chegada das duas anteriores, tem a sua chegada prevista para o início deste fim-de-semana (neste momento com o vento solar a deslocar-se a uma velocidade de 511Km/s ás 11:30 de Portugal). Amanhã, sexta-feira, dia 8 de Setembro e em virtude da chegada e impacto da CME de quarta-feira (a tal de classe X9.3) com a atmosfera terrestre, esperando-se intensa atividade geomagnética principalmente a latitudes elevadas (ou nem tanto assim) como o aparecimento de auroras (mais extensas e intensas) ‒ desde já e a partir da ejeção da chama solar com os raios X e radiação ultravioleta resultante dessa erupção, a ionizarem fortemente a nossa atmosfera provocando interferências e mesmo interrupções em certas frequências de rádio (partindo do Atlântico e estendendo-se por África e pela Europa). E para além das auroras (algumas talvez fantásticas) e de algumas anomalias nas comunicações (principalmente nas ondas curtas) não se prevendo mais nada de significativo (para nós e para a Terra) apesar da intensidade da chama (X9.3) e da tempestade geomagnética prevista (entre G2Q e G3): num Evento Solar protagonizado por uma mancha bastante ativa, em desenvolvimento e na altura tendo a Terra como alvo, na sua rotação ainda apontando para nós e presenteando-nos ainda com uma forte ejeção de material ‒ a 14ª mais intensa desde 1976 (já lá vão mais de 40 anos) tendo no topo a de 4 de Novembro de 2003 da classe X28+ e felizmente (pelo menos para a Terra, para o seu ecossistema e para o Homem) não dirigida.

 

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 Ionização da parte superior da atmosfera terrestre provocada pela chama solar

(causando interrupções ‒ raios x e ultravioleta ‒ na propagação de ondas-curtas)

 

Para já e consultando todos os registos disponíveis (até hoje e nos derradeiros 150 anos) com esta tempestade geomagnética em perspetiva e chegando à Terra amanhã, em nada se parecendo com Eventos semelhantes ocorridos no passado (e com possibilidade de consequências bem relevantes no planeta) como terá sido o Evento de Carrington (1859) e mais recentemente a tempestade solar de 2012: duas poderosas tempestades geomagnéticas ameaçando o nosso planeta, originadas numa violenta explosão ocorrida na coroa solar e lançando para o Espaço exterior uma enorme chama dando origem ao aparecimento de uma intensa CME deslocando-se a grande velocidade e podendo impactar a Terra em menos de 24 horas ‒ no primeiro caso com a CME a impactar a Terra (na altura não causando danos mais intensos por nos encontrarmos no início da era da Energia Elétrica, sua utilização e generalização ‒ mas sentindo-se o impacto por exemplo no telégrafo) sem grandes consequências para a sociedade, no segundo caso com a mesma (CME) a falhar por pouco (e felizmente) o nosso planeta, mas deixando todos alerta, preocupados e de prevenção (pois estes episódios são cíclicos) face à possibilidade de um encontro direto (com impacto) e as suas desastrosas repercussões ‒ atualmente com toda a nossa sociedade baseada na utilização contínua da eletricidade/eletrónica, com uma poderosa tempestade solar como a de 2012 impactando o planeta Terra e a sua atmosfera (e atravessando-a), podendo-o lançar num período de trevas devastador para a nossa economia (para a agricultura e para a saúde e até para a vida em geral e para o nosso quotidiano) face à ausência de um elemento básico para o seu funcionamento e para a nossa integração. Qual? A Rede Elétrica deitada abaixo pelo Impacto (eletromagnético) e deixando de imediato todo o mundo às escuras (e sabe-se lá por quanto tempo) num regresso à Idade Média (sem eletricidade, sem satélites e sem internet). Com o Sol no seu 24º ciclo (2008/2019 ‒ em média 11 anos), atingindo um mínimo em 2017/18 e com o início de 2019 e com as manchas solares a começarem de novo a aumentar, entrando num novo ciclo (o 25º) e caminhando para um novo máximo (lá para 2024).

 

(imagens: Philippe Tosi/spaceweather.com e noaa.gov/spaceweather.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:17

06
Abr 17

Com a Primavera ainda no seu início, os dias de praia e de mar já chegaram a Albufeira.

 

Com o vento solar a atingir agora velocidades mais baixas (andando hoje pelos 480Km/s) e com as explosões na coroa solar a emitirem chamas de classe C (poucas consequências para a Terra) – a mancha mais ativa será a AR 2645 brevemente e tal como a AR 2644 passando para o outro lado d Sol – parece que finalmente todos os amantes do Sol poderão usufruir de alguns dias tranquilos de praia, sem se preocuparem tanto com o efeito extremamente nocivo dos raios ultravioleta (na pele).

 

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O Sol a 6 de Abril de 2017

(00:56:34 UT)

 

Com a mancha solar AR 2644 a deixar de estar virada na direção da Terra devido ao movimento de rotação do Sol (uma mancha solar conforme se encontra mais próxima do equador ou dos polos poderá reaparecer entre 24,5 dias e 38 dias depois) – adaptando-se arbitrariamente pela comunidade científica os 26⁰ a partir do equador (região onde se encontram a maioria das manchas solares) para definir o período de rotação em 25,4 diasa nossa estrela voltou de novo a um período de maior acalmia, agora que a mesma mancha deixou de enviar na nossa direção mais uma série de chamas solares de classe M. E para já mesmo que a mancha AR 2644 subsista durante o período de rotação da superfície solar (diferente do seu interior e núcleo central) com a mesma a regressar apenas daqui a mais de 3 semanas; e de momento confrontando-nos apenas com outras duas manchas mas para já pouco ativas AR 2645 (à direita) e AR 2648 (à esquerda).

 

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Red Stripes e Elves a 2 de Abril de 2017

(19:26:37 e 19:53:14)

 

Ainda no início deste mês com o nosso planeta a ser sobrecarregado com várias emissões de CME atingindo a nossa atmosfera com chamas solares da classe M (e até classe M), segundo notícias vindas do oriente afetando certas transmissões de rádio na região do Índico/Pacífico (com grandes interferências e interrupções) e noutras zonas do globo terrestre provocando o aparecimento de auroras e outros fenómenos atmosféricos como Red Stripes e Elves (comuns a latitudes elevadas mas agora aparecendo um pouco por toda a Europa) – como o caso registado por Martin Popek na Republica Checa (latitude 49⁰45´N). Neste caso com estes dois tipos de fenómenos luminosos logicamente associados a grandes perturbações eletromagnéticas ativas em camadas mais altas da nossa atmosfera (como a ionosfera), a estarem relacionadas com intensas descargas elétricas entre diferentes camadas da atmosfera, tendo como extremos a ionosfera e a própria crosta terrestre. E no caso das Red Stripes (podendo até ser observada por 1 segundo ou mais) a serem um fenómeno mais conhecido devido à sua duração comparativamente com os Elves (mais rápidos, com a duração de 1/1000 de segundo e difíceis de observar – sendo emissões de Luz a baixa frequência provocadas por impulsos eletromagnéticos).

 

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Raios Ultravioleta

(previsão para sábado, dia 8 – escala de 1 a 11)

 

No caso de Portugal com o índice de raios ultravioletas ainda num nível elevado até ao próximo fim-de-semana, após o qual e caso as condições se mantenham (de atividade solar e “limpeza atmosférica” – céus claros e limpos) se verificará um decrescimento progressivo dos índices UV até níveis considerados normais. E com estes índices de raios ultravioletas a significarem para todos os terrestres circulando na superfície de Portugal, um risco considerado elevado e aconselhando a utilização de tudo o que esteja à mão para nos proteger dos seus efeitos nocivos (e não só para a pele): entre os vários instrumentos mencionados pelo IPMA (e aconselhados a serem utilizados) tendo óculos-de-sol (UV), chapéus, t-shirts, guarda-sóis e protetor solar – e claro está não abusar no tempo de exposição nem escolher o período em que as mesmas são mais intensas e perigosas.

 

(imagens: Martin Popek/astrónomo amador/Republica Checa/spaceweather.com e meteovista.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:09

28
Mar 17

(De repente o Sol acordou de um repouso de muitos dias)

 

Contrariando dias seguidas sem manchas solares e com o Sol parecendo adormecido, aqueles que previam ser este mais um momento de confirmação da fase fraca do ciclo solar, vêm-se agora perante três manchas solares em crescimento e por sinal bem ativas: e se uma delas irá desaparecer (pelo menos temporariamente devido à sua posição e à rotação do Sol – AR 2646) já as outras duas para além do seu crescimento estão neste momento viradas para o lado onde está o nosso planeta (AR 2644 e AR 2645).

 

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Sol

(26 de Março de 2017)

 

On Sept. 2, 1859, an incredible storm of charged particles sent by the sun slammed into Earth's atmosphere, overpowered it, and caused havoc on the ground. Telegraph wires, the high-tech stuff of the time, suddenly shorted out in the United States and Europe, igniting widespread fires. (space.com)

 

Neste momento com a mancha solar AR 2645 a ser a mais ativa, com explosões na sua coroa a produzir a ejeção de elevadas quantidades de energia solar (raios-X) atingindo níveis da classe C5 (de qualquer das formas sem consequências negativas para a Terra). E com a mancha solar AR 2644 ainda pouco ativa mas podendo ultrapassar nesse aspeto e brevemente a outra mancha virada para nós, já que apresenta a grande possibilidade de produção de chamas de classe M (devido à presença no campo magnético de raios beta/gama).

 

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Sol

(4 de Janeiro de 2002)

 

If a storm that severe occurred today, it could cause up to $2 trillion in initial damages by crippling communications on Earth and fueling chaos among residents and even governments in a scenario that would require four to 10 years for recovery. For comparison, hurricane Katrina inflicted somewhere between $80 billion and $125 billion in damage. (space.com)

 

Com os parâmetros dos raios emitidos pelo Sol e atingindo a Terra a poderem aumentar na sua intensidade e efeitos (provocando mais auroras e aumentando as interferências nas radiofrequências) nestes próximos dias (especialmente hoje e amanhã) e com o vento solar a atingir uma velocidade na ordem dos 700Km/s (a esta velocidade demorando 60 horas a atingir-nos). Convindo recordar que apesar de uma mancha estar virada para o lado da Terra, tal não significa que uma chama solar (ou então uma CME) a pudesse atingir, podendo passar obviamente ao lado da mesma.

 

Olhando só um pouquinho para trás (28 anos) podendo-se recordar 1989 (em que uma forte CME deixou 6 milhões de pessoas sem luz no Canadá), 2012 (em que uma poderosíssima CME passou mesmo ao lado da Terra, atingindo-a, podendo ainda hoje estarmos confrontados com o desastre) e o ano de 2014 – e no que a NASA afirmou na sequência deste último Evento (com o Sol emitindo poderosas CME): de que a Terra teria 12% de probabilidade de ser atingida por uma grande CME nos próximos 10 anos (2014/24).

 

(imagem: watchers.news e space.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:18

23
Mar 17

Com o Sol perto de um mínimo de atividade (deixando todo o espaço envolvendo a Terra mais livre da sua influência, mas abrindo a porta à chegada dos perigosos raios cósmicos) e com o enfraquecimento do campo magnético envolvendo a Terra (diminuindo a sua capacidade de como um escudo nos proteger), devemo-nos preocupar agora com a ação dos perigosos raios cósmicos oriundos do Espaço exterior.

 

A Imagem

 

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O Sol

Sem Manchas Solares

Missão SDO – Instrumento AIA

PIA 21569 – 13 Março 2017

 

Numa Imagem registada (AIA/SDO) no início da passada semana tendo como alvo de observação o SOL (2ªfeira, 13 de Março), a principal referência e justificação para a publicação da mesma, resume-se apenas a um único fator no entanto muito pouco usual de ocorrer, durante períodos de tempo tão prolongado: a inexistência de MANCHAS SOLARES visíveis na superfície do Sol.

 

Manchas solares que segundo dados registados pelo SDO, utilizando o seu instrumento AIA e durante os últimos 11 dias (a data da edição da imagem refere-se a 22 de Março), se têm mantido ausentes da coroa que envolve o Sol num tipo de evento já não observado desde que a nossa estrela atingiu o seu anterior mínimo de atividade (os ciclos solares terão uma duração média de 11 anos).

 

Uns dias antes da Imagem

 

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O Sol

A caminho de um Mínimo mas ainda Ativo

Missão SDO – Instrumento AIA

PIA 21562 – 8/9 Março 2017

 

Num registo fotográfico acompanhado por um outro de vídeo registando 4 desses dias de vida solar (14 a 17 de Março), que ao ser observado sem uma única mancha aparecendo à sua superfície durante tão extenso período de tempo, nos induz numa sensação errada de que o Sol nem sequer se terá mexido, desprovido temporariamente do seu movimento de rotação. Que como se sabe ainda não perdeu.

 

Assim o descrevendo os cientistas da NASA (o vídeo) e da mesma forma confirmando que na realidade a nossa estrela no cumprimento do seu Ciclo Solar estará mesmo a caminho de um novo mínimo (designado como o 24ºciiclo solar e estando previsto ser de todos um dos mais curtos). Apontando o mínimo para 2020 – quando a primeira nave Dragão partirá em direção a Marte.

 

[SDO – É uma sonda da NASA lançada há 7 anos de Cabo Canaveral e colocada numa órbita geocêntrica a cerca de 35000Km da Terra tendo como objetivo a observação e estudo do Sol. AIA – Um sistema de captação e de reprodução capaz de nos proporcionar imagens com grande resolução da coroa solar, utilizando tecnologia revolucionária (em faixas ultravioleta/infravermelho) capaz de nos fornecer informações muito mais detalhadas e rigorosas do que se passa à superfície do Sol.]

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:06

04
Jan 17

E ejetando CME

 

Apesar de se encontrar num ponto de intensidade baixa do seu Ciclo Solar a nossa estrela de referência (o Sol) volta-nos a apresentar (tal como já o tinha feito há quinze dias atrás antes do dia de Natal) bem virado na nossa direção e ultrapassada a Passagem de Ano, um novo buraco na sua coroa solar rodando em torno do seu eixo ligeiramente inclinado (eixo virtual do Sol) enquanto vai olhando para um pontinho bem pertinho chamado Terra: a 150 milhões de Km e tão fácil de engolir (e com um diâmetro 100 X menor que o do Sol).

 

MAGNETIC STORMS LIKELY THIS WEEK:

(spaceweather.com – 03.01.17)

 

NOAA forecasters have boosted the odds of polar geomagnetic storms on Jan. 4th and 5th to 65% as a stream of solar wind approaches Earth. The hot wind is flowing from a large hole in the sun's atmosphere. This image, from NASA's Solar Dynamics Observatory, shows the yawning structure almost directly facing Earth on Jan. 3rd:

 

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Enorme buraco na coroa solar dirigido para a Terra

 

Coronal holes are regions where the sun's magnetic field peels back and allows solar wind to escape.  The stream of wind emerging from this coronal hole recently blew past NASA's STEREO-A spacecraft with peak speeds exceeding 700 km/s. Similar high speeds are likely when the stream reaches Earth on Jan. 4th and 5th.

 

Esperando-se para os próximos dias 4 e 5 de Janeiro uma tempestade geomagnética de classe G1 (impacto baixo) especialmente visível na região do Ártico e potenciando o aparecimento de auroras brilhantes: hoje com o vento solar deslocando-se a uma velocidade um pouco superior a 480Km/s, apresentando uma densidade de protões de 5,5/cm³ e com o Sol atravessando um dos seus ciclos mais fracos dos últimos cem anos (como o gráfico seguinte – 1985/2015 – tão bem evidencia).

 

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Sequência de Ciclos Solares cada vez menos intensos

 

Deixando no entanto alguns cientistas não tão preocupados com esta ou com outras ejeções de materiais e radiações perigosas oriundos da superfície do Sol (mesmo quando o buraco olha diretamente para nós, desde que o seu ciclo esteja no período de baixa intensidade), mas sobretudo com a estranheza de que mesmo no seu pico máximo os sucessivos ciclos solares têm sido (invariavelmente) cada vez mais fracos em atividade.

 

Como o confirma Doug Biesecker (NOAA): “Eu permaneço cético mesmo se você acreditar que há um ciclo de 100 anos: então isso ainda não nos diz por quê e como ele é. Só que ele existe“.

 

E que até “poderia morrer completamente” (thoth3126.com.br). Concluindo-se que se o número e a intensidade de manchas solares continuar a diminuir e se nada de estranho se estiver a passar, poderá estar a surgir um novo mínimo solar (de Maunder): com o último a ser registado há mais de 300 anos e curiosamente coincidindo com a Pequena Era Glacial na Europa.

 

(alguns dados: thoth3126.com.br – imagens: spaceweather.com e wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:00

26
Dez 16

Quando num ponto de um determinado conjunto (mesmo que aparente e aberto) algo se modifica no seu aspeto e conteúdo (na forma como se apresenta), as forças que mantêm a estrutura equilibrada (incluindo as eletromagnéticas) fazendo funcionar indefinidamente esta máquina, não sentirão sequer a presença desse indício de mudança – continuando a movimentar-se sem fim à sua própria velocidade (como sistema dinâmico que é). O que não significa que essa transformação pontual (como muitas outras possíveis) não venha a ter influência (decisiva) na evolução global.

 

Sentiu?

 

Manchas solares e ventos solares

 

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O buraco na superfície do Sol dirigido para a Terra

(NASA/SDO/AIA)

 

Neste final de ano de 2016 e por um motivo qualquer assumido pelo SOL (que nem tudo nos revela daquilo que realmente é), o astro de referência do nosso Sistema e ponto central da sua formação e existência, resolveu dirigir a sua particular atenção para a Terra (localizada a 150.000.000Km), apontando-lhe uma das suas famosas e quase sempre presentes manchas solares (buracos negros na coroa solar) e disparando várias CME sobre o nosso planeta (ondas maciças de energia ejetadas da superfície do Sol). Numa região da coroa solar onde nos finais dos meses de Outubro e de Novembro se tinha registado o aparecimento de duas grandes manchas solares, agora com esta terceira mancha bem virada para a Terra, extremamente ativa e tendo já emitido poderosas CME: projetando-se para o período central da Quadra de Natal (24 e 25) que o nosso planeta há já quatro dias sob o efeito de uma corrente de vento solar oriundo dessa mancha solar (22-23-24-25) continue pelo menos mais um dia (26) sob o efeito da mesma, com ventos solares soprando através do espaço a velocidades na ordem dos 600Km/s afetando o campo magnético terrestre e naturalmente originando como consequência, fenómenos atmosféricos bem conhecidos e esperados – como auroras em torno dos polos.

 

Auroras e raios cósmicos

 

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Registo obtido na Suécia durante a Noite de Natal

(Oliver Wright/spaceweather.com)

 

Como aqui o testemunha Oliver Wright na noite de 24 de Dezembro, com os seus pés bem assentes na neve, com uma aurora presente no Céu e (evidentemente) com o Sol atrás a ajudar – e com os seus ventos solares presentes na consequência: “Worked tonight on Christmas Eve during the Lights Over Laplands Christmas special in Abisko. We had snow all night and aurora for at least an hour so had to use the opportunity to get a Christmas aurora selfie :) 1st time Ive photographed aurora through snow before so earth must be still sat in the solar wind stream from the recent coronal hole.” (Oliver Wright em Abisko/Suécia)

 

Um acontecimento (emissão de CME a partir de buracos negros surgindo na coroa solar) que conjuntamente com todos os raios cósmicos atravessando o Sistema Solar na nossa direção (da região onde se situa a Terra), tem contribuído nos últimos dois anos para o aumento da radiação na estratosfera terrestre: por um lado com o recrudescimento das CME afastando de nós os efeitos nocivos (para todo o eco ambiente terrestre) dos perigosos raios cósmicos, mas por outro lado (precisamente o que estamos a atravessar a caminho de um mínimo no ciclo solar) deixando-os regressar de novo. Aumento detetado em recentes observações e registos realizados no centro do estado da Califórnia, apontando para um período de tempo de cerca de 20 meses (Fevereiro 2015/Outubro 2016) e para um crescimento percentual (no mesmo período de tempo) de cerca de 12% – certamente algo de relevante e sobretudo preocupante (especialmente para os meios de transporte utilizando a atmosfera terrestre para se deslocarem, sabendo-se como os efeitos das radiações são extremamente nocivos para os seres humanos – no caso dos aviões com os seus passageiros a poderem ter que suportar numa viagem radiações 10X a 50X superior ao valor normal registado ao nível da água do mar).

 

Magnetismo e Sismos

 

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Sismo de M7.7 atinge o sul do Chile

(25.12.16 – ahoranoticias.cl)

 

Isto tudo para, chegando finalmente ao interior da nossa Esfera (representada pela Terra e por tudo o que de perto a rodeia) e tomando em consideração tudo o anteriormente referido, podermos facilmente aceitar sem receio de qualquer percalço que a repercussão em todo o envolvente da Terra de fenómenos exteriores com este (poderosos por oriundos do Sol e das profundezas desconhecidas do cosmos), nunca se limitaria à sua atmosfera nem mesmo à sua superfície mas na realidade e de facto penetrando-a por completo: até ao núcleo central da litosfera terrestre. Provocando de uma forma visível e pelo menos sentida o aumento da atividade vulcânica e de eventos sísmicos relevantes – como poderemos confirmar pela atividade vulcânica em torno de todo o Círculo de Fogo do Pacífico e ainda pelos recentes e violentos sismos afetando sobretudo a região da PNG (e ainda entre outros a Indonésia e as Ilhas Salomão) e a costa oeste da América do Sul (como no caso do Equador): na PNG com sismos na ordem de magnitudes M5.8 e M5.9 (dia 24), na Indonésia nos M6.7 (dia 21), nas Ilhas Salomão com magnitudes M6.0 e M6.4 (dia 20) e finalmente no Equador com um sismo M5.5 (dia 19) e no Peru com outro de M6.1 (dia 18).

 

Sismo de magnitude 7.7 atinge o Chile. Alerta de tsunami levantado

 

Um forte abalo fez-se sentir, este domingo, na região de Puerto Montt, no sul do Chile, tendo levado a que as autoridades tenham emitido um alerta de tsunami. No entanto, este já foi levantado e não há registo de vítimas.

(24.sapo.pt)

 

E culminando hoje com um violento sismo de magnitude M7.7 no Chile (costa oeste da América do Sul) seguido de uma réplica de M5.2 (mais de oito horas depois).

 

Deixando-nos aqui a pensar sobre a extraordinária relação e equilíbrio existente (pelo menos até agora registado) entre as radiações solares e o geomagnetismo terrestre, equilíbrio esse que nos tem permitido desde que o Homem apareceu pela primeira vez à superfície da Terra (e até aos dias de hoje), viver e sobreviver num ambiente habitável e com suficiente conforto: e com o Cinturão de Van Allen a segurar-nos e a proteger-nos. Lembrando-nos da Terra como um Organismo Dinâmico e Vivo com um interior em movimento, preenchido e decisivo (como um gerador eletromagnético).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:43

19
Mar 16

“Ceres is a dwarf planet, the only one located in the inner reaches of the solar system; the rest lie at the outer edges, in the Kuiper Belt. While it is the smallest of the known dwarf planets, it is the largest object in the asteroid belt.” (space.com)

 

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Planeta anão Ceres – Simulador – 17 de Março
(como visto a partir da sonda Dawn a 374Km de altitude)

 

Os cientistas responsáveis pela missão DAWN – que como todos nós sabemos e devido à sua proximidade tem investigado recentemente CERES – referindo-se às manchas luminosas detetadas nalgumas regiões da superfície desse planeta anão, chegaram à conclusão de que as mesmas além de brilharem também piscavam.

 

Acrescentando desde logo e de modo a evitar confusão (não fosse alguém pensar tratar-se de um fenómeno artificial) que não seria bem um piscar de olhos, mas um aumento e diminuição sucessivo do seu brilho e intensidade – lento e ao longo do tempo. Um fenómeno aceitável e muito comum cá na Terra.

 

Com uma explicação lógica e natural que aceitaremos muito rapidamente (e sem hesitar), já que até na Terra em zonas áridas, geladas e desérticas como esta (localizada na superfície de Ceres), materiais extremamente reflexivos como o gelo e o sal provocam fenómenos semelhantes. O que falta mesmo saber é como estes materiais se formaram.

 

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Cratera Kupalo em Ceres
(uma das suas mais jovens crateras evidenciando material brilhante nos seus limites)

 

Sendo uma das curiosidades interessantes apesar de meramente colateral, que a descoberta deste pormenor na superfície gelada de Ceres, não tenha sido concretizado pela sonda DAWN (situada tão próximo do planeta anão), mas por um telescópio localizado a quase 600 milhões de quilómetros de Ceres (neste momento) e localizado no longínquo planeta Terra.

 

Num fenómeno registado através de observações realizadas a partir do Observatório Astronómico de La Silla, situado no deserto de Atacama (no Chile) a cerca de 2.400m de altitude: com as manchas de Ceres a serem cuidadosamente observadas, aumentando ou diminuindo a sua intensidade conforme expostas ou não aos raios solares no movimento do planeta.

 

No cumprimento da sua missão para lá do planeta Marte e depois de já ter visitado o próprio Planeta Vermelho, o asteroide Vesta e o planeta anão Ceres, a sonda Dawn caminha agora para o fim da sua jornada – enquanto uma outra sonda tendo já ultrapassado Plutão (a NEW HORIZONS) mergulha profundamente na Cintura de Asteroides.

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:45

21
Mai 15

Nesta imagem espectacular do planeta anão CERES (obtida a 16 de Maio deste ano a partir das câmaras da sonda norte-americana DAWN) podemos observar mais uma vez as misteriosas manchas brilhantes (na imagem três) aparecendo numa das crateras localizadas à sua superfície. Foi tirada a uma distância de 7.200Km do planeta. Podendo ser naturais ou (até) artificiais.

 

Estas manchas começaram a ser detectadas na sequência da aproximação da sonda da NASA ao pequeno planeta situado na Cintura de Asteróides, provocando desde logo a curiosidade e atenção entre os cientistas responsáveis pela missão, não só pela sua estranheza, como até pela possibilidade de tal fenómeno poder ser um indício da presença de água no local.

 

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Manchas brilhantes na superfície de Ceres

 

Ceres: um corpo celeste que tal como Plutão já fez parte da restrita família de planetas (principais) pertencentes ao Sistema Solar, localizado na região da Cintura de Asteróides (entre as órbitas de Marte e do gigante Júpiter) e apresentando um diâmetro de quase 1.000Km que o transforma no maior objecto aí situado. Um mundo ainda desconhecido e que pela sua localização muito nos pode ensinar.

 

Existe a hipótese de entre as órbitas de Marte e de Júpiter (algures no passado) tenha existido um planeta. Talvez existindo lá vida, um dia sujeito a um cenário (extremo). Esse mundo desintegrou-se e no mesmo espaço surgiu uma (nova) organização: distribuindo-se pela região do espaço entre rochas e fragmentos. Uns como resultado do embate outros como meras luas presentes.

 

No caso deste planeta anão (irmão de Plutão, mas muito mais perto) as manchas luminosas observadas à sua superfície só poderão significar que estamos em presença de material reflector – o que equivalerá a afirmar que a sua cor será clara (como a das casas algarvias caiadas de branco ou a da água gelada). E que por outro lado podendo ser naturais, nada impede que sejam artificiais (como na Terra ao ser iluminada de noite).

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:13

26
Fev 15

As Duas Manchas Brilhantes Observadas sobre a Superfície de Ceres
(planeta anão neste momento localizado a cerca de 500.000.000Km da Terra)

 

“One possible destination for human colonisation given its abundance of ice, water, and minerals.” (space-facts.com)

 

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A sonda espacial Dawn a caminho do planeta anão Ceres
(ilustração)

 

Cada vez mais próxima do planeta anão CERES a sonda DAWN acaba de nos enviar uma nova imagem deste corpo celeste, fazendo parte da Cintura de Asteróides – e orbitando numa região situada entre as órbitas de Marte e de Júpiter. No dia 6 de Março a sonda enviada pela NASA entrará finalmente em órbita deste mini planeta (após ser capturada pela sua força de gravidade), estando neste preciso momento a cerca de 40.000Km de distância. Além do seu sistema de propulsão habitual a sonda contará assim (e ainda), na prossecução da sua viagem pelas profundezas do espaço, com a ajuda da gravidade de Ceres: tal como já terá feito noutras ocasiões com outros objectos ultrapassados.

 

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Trajectória de aproximação da sonda Dawn à órbita de Ceres
(a executar entre os dias 1 e 7 de Março)

 

Depois de já ter visitado o outro dos dois maiores corpos celestes pertencentes à Cintura de Asteróides (VESTA com mais de 500Km de diâmetro), a sonda norte-americana Dawn tem agora Ceres como novo objectivo: outro corpo maciço e com o dobro do diâmetro do asteróide gigante. Os dois corpos celestes pertencem a um grupo restrito de objectos a serem estudados e analisados atentamente pelos cientistas e investigadores que acompanham estas missões a regiões distantes do nosso Sistema Solar, não só por serem mundos com grandes probabilidades de aí se encontrar água (gelada e cobrindo partes da sua superfície), como também de aí poderem ser descobertas formas ainda que primitivas de vida.

 

PIA19185_700.jpg

Ceres como visto a partir da sonda Dawn
(em 19 de Fevereiro quando esta se encontrava a 46.000Km de distância do planeta)

 

Na sua fase final de aproximação ao planeta anão Ceres, as imagens que as câmaras da sonda Dawn têm vindo ultimamente a enviar para a Terra, têm intrigado cada vez mais os cientistas responsáveis pela missão: agora são bem visíveis duas manchas bastante brilhantes localizadas na base da mesma cratera, precisamente no mesmo local onde anteriormente apenas uma era visível (a mancha maior à esquerda). A explicação mais lógica para a compreensão deste fenómeno poderá assentar na ocorrência de fenómenos de origem vulcânica de causa desconhecida (a geologia de Ceres é ainda uma incógnita). E com a sonda a entrar definitivamente em órbita de Ceres, as suas condições de observação irão melhorar consideravelmente, atingindo a mesma a sua primeira órbita ao planeta numa trajectória circular (deslocando-se de pólo a pólo): no seu ponto mais privilegiado a 13.500Km da superfície de Ceres. Aí se verá a origem destas manchas brilhantes (e de outras), a possibilidade de existência de água (e até de atmosfera) e porque não, de outra coisa qualquer.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:11

27
Mar 11

Estação Espacial

 

Uma das manchas observadas na superfície do Sol, não lhe pertence.

Trata-se da passagem da Estação Espacial no dia 26 de Março em frente ao grupo 1176, de manchas solares.

 

Mancha Solar 1176

 

Os cientistas controlam os ciclos solares fazendo uma contagem das manchas que vão aparecendo na superfície do Sol, grandes áreas quentes que atingem facilmente a dimensão de um planeta e onde se verificam intensas tempestades magnéticas – beta e gama – e potentes emissões de energia, em explosões solares de grandes proporções, direccionadas para o espaço. Nem todas, em direcção ao nosso planeta, a Terra.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:38

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