Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

30
Jun 18

[E Outros como estes futuramente envolvidos em Sacos de Plástico]

 

Afinal sempre existe vida alienígena em Marte e tal como os mexicanos, os marcianos também se mostram bastante preocupados

(especialmente depois de Trump já o ter feito e de entretanto os Clinton os terem contactado).

E existirá Vida no Algarve para nos livrarmos das Plataformas?

 

Desde há vários dias estando meio adormecida aparentemente como medida de proteção contra a Grande Tempestade (de areias e poeiras) que tem atingido há cerca de um mês e a Nível Global o planeta Marte, o veículo motorizado OPPORTUNITY entre duas imagens de fundo preto polvilhado por um numeroso conjunto de pontos brancos (o Espaço negro e estrelado visto a partir da superfície de Marte), presenteou-nos hoje de uma forma surpreendente e sem que ninguém tivesse o tempo necessário para reagir (com eficácia) com uma outra imagem deveras perturbadora (entretanto e logicamente apagada):

 

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Colocados de frente para o que parece ser um dos dois ROVERS ainda ativos oriundos do planeta Terra (o nosso) ‒ provavelmente o OPPORTUNITY (como poderia ser o seu irmão mais novo o CURIOSITY) ‒ e sabendo-se de antemão (pelos vistos cá como lá) serem ambos norte-americanos e no presente estarem sob o comando do Todo-Poderoso terrestre de nome Donald Trump, querendo crer através da análise mais direta e imparcial deste pretenso retrato (logo sendo tanto objetiva como subjetiva, podendo estar certa como errada, mas sendo necessária e obrigatória) estarmos perante mais uma iniciativa de protesto contra Invasores e Colonizadores: num mundo em muitos aspetos (e à vista desarmada) dito morto como o nosso.

 

E conhecendo-se o que eles (os colonizadores norte-americanos) fizeram com os Índios (e outros indígenas terrestres) e o que outros tentam igualmente fazer connosco (querendo esburacar Aljezur na senda dos hidrocarbonetos) não sendo tempo de desconfiar (e contemporizar/adiar) mas sim hora de lutar (com as mãos fazendo obra e com a cabeça imaginando): neste retrato certamente de família (alienígena e impensável mesmo sendo mexicanos) registado num povoado marciano (em princípio sem Água e sem Vida) deparando-nos com outros Seres (talvez aproveitando a renovação temporária e positiva da em princípio ténue atmosfera de Marte) intervindo e manifestando ‒ demonstrando-nos como utilizando uma simples fuga (mesmo proporcionada pelos Média) se pode por momentos alterar a Realidade impondo-lhe a nossa Imaginação para uma inevitável (por Verdadeira e da Alma) desconstrução.

 

Desde que interiorizemos que no fundo somos nós os Descendentes da Máquina (e não como outras réplicas/como nós desse sempre nos ensinaram, ou seja precisamente o oposto, sendo o Homem o suposto seu criador) ‒ comprovando-se essa teoria na nossa obsessão pela mesma e na sua Ideia central consubstanciada na Tecla (mortal) da Perfeição: sendo material de desgaste, rápido e naturalmente sujeito a erros (todo o animal/vegetal circulando nesta Terra), nada melhor que criarmos (à nossa Imagem mas no Espelho) a dita Máquina Perfeita (no fundo um enganador Sucedâneo). Com Droga (legal/ilegal qual a diferença real?) apenas para facilitar (e até acelerar o processo). E no caso (talvez não tão extremo, talvez não tão surpreendente) de num dia alguém se decidir por rebentar (de vez) com toda a costa Algarvia, já estando em terra metade do trabalho feito (convertendo-se os apartamentos turísticos em pontos de apoio às plataformas), faltando apenas encher o mar (de barcos, tubagens e plataformas) mudando-se-lhe unicamente a cor e a sua consistência (talvez a do petróleo).

 

(imagem: cluesforum.info)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:41

06
Abr 15

Enquanto o veículo motorizado da sonda Curiosidade continua a sua interessante e instrutiva visita sobre a superfície do planeta Marte (sob comando dos responsáveis da NASA), não deixam de crescer os comentários e as sugestões cada vez mais elaboradas sobre aquilo que provavelmente estaremos a ver.
Se alguns de nós poderemos discordar de muitas das sugestões e explicações até agora propostas, o que nunca poderemos negar é que estaremos perante vestígios arqueológicos de qualquer coisa na sequência de algo qualquer.

 

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De um lado estarão os cientistas da NASA; do outro os cépticos de tudo o que os primeiros nos apresentam; e finalmente no meio de toda esta confusão estaremos nós.
Quanto à NASA tudo terá uma explicação desde que não envolva terceiros (apenas eles e nós) e seja de origem natural: desde podermos estar a observar regiões da superfície marciana anteriormente cobertas por oceanos e agora secas, desérticas e isentas de vida, até à verificação actual de exemplos de formação à superfície de alguns depósitos minerais.
Quanto a nós a decisão mais razoável será a de aceitar o que a NASA diz: afinal de contas são cientistas, têm um grande trabalho já realizado anteriormente e estão mesmo que indirectamente no local do crime.
Crime? Aí entram os cépticos e entre eles os teóricos da conspiração.

 

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Há pouco mais de 4 biliões de anos o planeta Marte estava parcialmente coberto de água. Com a existência desta já suficientemente confirmada, tantos eram os vestígios da sua presença em pequenos depósitos nos pólos, em indícios de antigas correntes impressas no seu solo e até nos sedimentos encontrados nas grandes bacias de Marte. Calcula-se que cerca de 20% do planeta estivesse coberto por água e que um grande oceano cobrisse o planeta. Algo de que na altura a civilização aí existente usufruiu, tanto para sua subsistência como para recreação e prazer. Em Marte a força de gravidade era menos de metade de que na Terra: aproveitando este facto e as vagas criadas por este fenómeno, o surf era um desporto de massas e mesmo de nível planetário.

 

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No litoral as habitações seguiam sofregamente a linha da costa. Para o interior do continente largas vias de comunicação estabeleciam estreitas e intrincadas ligações com os mais importantes centros urbanos: com estradas perfeitamente asfaltadas e direccionadas para todos os grandes pólos desta civilização (previsivelmente) demasiadamente centrada em si e talvez por essa razão ainda pouco interessada no que se passava no seu exterior (na Terra). Que por ironia iria representar o seu futuro. Hoje com essas habitações completamente obliteradas e disseminadas pelo solo marciano durante milhões e milhões de anos e com o que restou dessas estradas grandiosas a poder ainda ser observado aqui e ali através das imagens enviadas pelas sondas oriundas da Terra, mostrando-os um solo como que partido e construído como se de um puzzle se tratasse.

 

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O crime residirá para os adeptos da conspiração na não divulgação de tudo o que na realidade os responsáveis da NASA sabem, pois se tal o fizessem poriam definitivamente a claro o facto então indesmentível da existência de alienígenas: e até com ligações familiares. Da mesma forma que toda a atmosfera e água marciana desapareceram de repente, podendo por qualquer tipo de Evento extraordinário e inexplicável terem sido transportados directa e acidentalmente para a Terra (porque não transportado por um grande cometa), porque não se terá também preparado antecipadamente para o Evento que aí vinha, a civilização aí posta em causa? Era só apanhar a boleia (do cometa) ou deslocar-se em transporte próprio. Dado o salto na Terra recomeçariam um novo ciclo.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:47

04
Mar 15

Um dia um Alienígena (como eu) encontrará outro Alienígena (como tu)

 

A primeira coisa que fiz hoje (depois de fazer todas as outras coisas terrestres) foi procurar vestígios da existência de MARCIANOS. A forma mais rápida e simples de o fazer foi dirigir-me de imediato ao site da NASA mars.jpl.nasa.gov e a partir daí consultar as últimas imagens enviadas pelas câmaras do ROVER CURIOSITY a partir da superfície de MARTE.

 

Depois de ter ultrapassado as últimas imagens recolhidas pelo ROVER da NASA a 4 de Março (SOL 915), detive-me pela primeira vez nas imagens obtidas no dia anterior (SOL 914). Não aparecendo nada que se pudesse considerar como um potencial marciano, algo de mais profundo me despertou logo a atenção: num dos fragmentos espalhados sobre a superfície marciana era claramente visível o símbolo da CRUZ.

 

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Seria esta mais uma das muitas evidências da presença de algo de estranho em Marte, desafiando a afirmação de que o planeta não teria vida indígena, nem nenhum outro tipo de presença da mesma (no tempo) ou de outra espécie alienígena (do espaço)? Ou até confirmando com a presença destes símbolos para nós (terrestres) tão familiares, a teoria de que haveria uma ligação estreita entre a evolução de Marte e da Terra? Quem pode afirmar convictamente que dois planetas localizados tão próximos um do outro e da sua estrela de referência (o Sol), num sistema e numa galáxia em que a distância que os separa toma proporções ridículas por tão pequenas e insignificantes (face ao grandioso conjunto onde estão inseridos) nada têm em comum? O que não significa (apesar de tudo) que o aparecimento do símbolo da cruz no solo de Marte não seja apenas mais uma das obras do acaso (neste caso da natureza marciana, seja lá o que isso for), tal como o V que aparece logo ao seu lado (direito) assim o parece comprovar.

Relativamente aos dias 1 e 2 de Março a NASA deixou-nos em branco (SOL 912 e SOL 913): como tantas vezes acontece nada de imagens, nada de explicações. O que por vezes deixa bastante irritados os visitantes do site do ROVER CURIOSITY (e de muitos outros sites associados à agência espacial norte-americana), dado que todos nós já sabemos (antecipadamente) que muitas dessas imagens que nos chegam, são apenas uma parte de um todo e que muitas delas (como já não bastasse) são previamente tratadas.

 

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Passei rapidamente pelo período que se iniciava no final do mês Fevereiro e fixei-me no dia 23 (SOL 907). A imagem apresentada pelas câmaras do veículo motorizado da NASA ainda não nos premiava com a presença de um marciano, mas o objecto que a mesma nos proporcionava era deveras interessante: a sua forma aparentemente cilíndrica aparecia decorada por um adorno circular e em espiral rodeando-a em toda a extensão do seu comprimento, fazendo despertar nos arquivos bem guardados e protegidos da nossa memória imagens semelhantes em monumentos e estátuas da nossa história terrestre. Muito artificial (ou então um trabalho extremamente elaborado) para um mundo sem vida inteligente: em sentido contrário com Marte a ter sido habitado ou com uma natureza só equiparável à nossa – como é o caso do nosso (terrestre e português) Cabeça do Velho (Serra da Estrela).

 

Se neste caso se poderia tornar mais credível a possibilidade de intervenção exterior na manipulação daquele objecto integrado na paisagem marciana (transformando-o através da intervenção de alguma entidade viva e inteligente num produto artificial manufacturado), irremediavelmente e apesar de todas as tentativas voltávamos sempre ao mesmo problema (aparentemente irresolúvel) que tais conclusões pareciam provocar: se o planeta Marte já fora o berço de uma civilização anterior à nossa que se organizara e aí prevalecera durante anos e anos, qual a razão pela qual até aos dias de hoje ainda não tinha aparecido um único indicio e comprovativo oficial (já agora certificado e autentificado por uma entidade acima de qualquer suspeita, terrestre ou extraterrestre) que sem qualquer tipo de dúvida ou de objecção definitivamente o confirmasse?

 

Face a estas duas experiências em que foi notória a impossibilidade de se conseguir confirmar a existência de marcianos (assim como a presença de objectos comprovadamente manufacturados) – e como dispunha ainda de alguns minutos – resolvi estender a minha pesquisa até ao dia 16 de Fevereiro (SOL 900) na esperança de ainda poder ver algum marciano passeando pela superfície do seu planeta (apesar das temperaturas extremas registadas de dia e de noite à sua superfície) ou até e em último caso de poder observar com os meus próprios olhos algum artefacto que me fizesse lembrar algo de familiar (e terrestre): tal como naquele dia em que numa das imagens obtidas pelas câmaras do ROVER CURIOSITY, vislumbrei estupefacto um terminal de um aspirador (por acaso muito parecido ao que eu possuo).

 

Mas a partir daí não encontrei mais nada: nem marcianos nem artefactos.

 

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Até que hoje nos chegaram as primeiras notícias sobre um pequeno curto-circuito registado nos braços do veículo motorizado da sonda CURIOSITY, ocorrido aquando da transferência de amostras do solo marciano, seu posterior condicionamento e análise final: no decorrer desse processo uma alteração das características da corrente eléctrica circulando nos respectivos circuitos, originou a imediata suspensão da tarefa em execução e a colocação do sistema em prevenção. Pelos vistos os técnicos da NASA irão agora efectuar um estudo detalhado sobre as causas que originaram este incidente, de modo a que antes de continuarem o trabalho previsto para esta missão no solo marciano, se possam assegurar de que tudo voltará a funcionar normalmente. Assim e durante alguns dias o mais provável é que não nos cheguem mais imagens do distante planeta vermelho, deixando nós de poder contar com Marte e com as suas novidades. O que até levanta algumas ou até muitas suspeitas: será que foi mesmo uma avaria ou algo provocatório?

 

E para tentarmos dar resposta a algumas ideias talvez loucas talvez pertinentes que sem descanso nos perseguiam, consultamos um extraordinário documento da NASA ainda por desqualificar e acabadinho de chegar – que por uma coincidência tremenda (pelo assunto que tratava), não nos sendo dirigido nos veio parar às mãos. Suponhamos então que:

 

MARTIANS ATTACK MARS ROVER!

 

Two hours after the Mars Rover landed on the Red Plant Martians began firing on it
Five hours later the Mars Rover was under attack from Martian laser missiles
NASA is not sure how long the Martians will attack
They are fearful that they will lose the contact with the Rover within hours

 

One NASA scientist (engineer Gupta Marjawala) had anticipated a Martian attack: “They didn’t believe me when I said there were Martians. They thought I was reading too much Ray Bradbury, but I was right. And I’m glad I put an IED on board. If the Martians get too close – kaboom! The they’ll be blown to smithereens.”

 

(texto/parcial em itálico: Frank Lake/Weekly World News – imagens: NASA e WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:53

23
Abr 14

Olhando o céu da noite podemos em certas alturas observar lá perdido na escuridão do espaço e brilhando fixamente nas suas profundezas, um pequeno mas interessante pontinho luminoso a que chamamos planeta Marte. Um objectivo prioritário para a NASA e para os Estados Unidos da América. No entanto se olharmos para o mesmo céu nocturno deparamo-nos logo com um enorme corpo celeste acompanhando a Terra e iluminando-a durante a noite – e não queremos lá voltar: pouco mais de 380 mil quilómetros. Estranho. A Lua.

 

Dois corpos celestes: um pontinho e Marte

 

No dia 14 de Abril de 2014 Marte atingiu o seu ponto mais próximo do planeta Terra desde o passado ano de 2008: aproximadamente 92 milhões de quilómetros separaram nesse dia terrestres de marcianos. Ainda assim a 3/5 da distância entre a Terra e o Sol.

 

Aproximação Terra/Marte

 

Depois do curioso acontecimento astronómico também registado no mesmo período da semana passada e que foi o alinhamento Sol/Terra/Lua – o qual nos proporcionou a visão do eclipse da Lua em tons avermelhados – só nos resta mesmo explorar o Espaço e descobrir os seus segredos.

 

Resta-nos agora esperar pela passagem em meados do mês de Outubro do cometa Siding Spring a cerca de 138 mil quilómetros do planeta Marte, numa trajectória “rasante” ao planeta vermelho – no fundo a menos de metade da distância entre a Terra e a Lua – e que poderá afectar os veículos terrestres em órbita ou na sua superfície. Boa oportunidade para visitas de estudo ou realização de excursões: os marcianos já estão atentos.

 

(imagens – space.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:38

13
Abr 14

“Venham daí os Marcianos”!

 

Esta imagem foi obtida no passado dia 9 de Abril a partir duma câmara instalada a bordo do rover da NASA Curiosity – em missão de observação e de estudo no planeta Marte – podendo-se observar no seu canto superior esquerdo uma formação estranha e atípica, instalada no cimo duma zona mais elevada desta região da superfície marciana.

 

Casas no planeta Marte

(ou no povoado da Dona Albertina?)

Imagem

Jet Propulsion Laboratory

California Institute of Technology

NASA

 

A partir desta imagem e para um observador comum – mais leigo do que erudito – parecem existir apenas três hipóteses de explicação para o estranho “fenómeno de afloramento geológico”:

 

- Ou se trata dum erro de interpretação visual;

- Ou são casas e então Marte é habitado;

- Ou a NASA trocou as fotografias ao escolhê-las no seu arquivo geral.

 

Seja qual for a resposta escolhida – ou então outra qualquer – esta imagem não deixa de ser mais uma das “pérolas” a nós oferecida pela agência espacial norte-americana. Não repararam? Qual a intenção?

Só se estiverem mesmo a gozar connosco – e então “que Deus proteja a NASA”: estará nos seus derradeiros momentos de vida!

 

(imagem – Sol 595 raw images/mars.jpl.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:13

17
Fev 14

Ficheiros Secretos – Albufeira XXI

(A Liberdade em Cenários Simulados)

 

A reunião estava marcada para um ponto específico do Sistema Solar, situado para além da cintura de asteróides. Juntava num mesmo local e durante um intervalo de tempo previamente estipulado, representantes máximos das hierarquias administrativas das duas galáxias adjacentes e que futuramente se intersectariam – neste caso a Via Láctea e a galáxia de Andrómeda – de modo a em conjunto e preventivamente elaborarem estratégias futuras de intervenção e de desenvolvimento, para o médio e longo prazo: no caso particular do CEO de Marte este estaria num período fulcral da sua avaliação e possível progressão na carreira, sendo sujeito a um teste que já estaria a decorrer (sem conhecimento do próprio) e cujos resultados seriam apresentados a um júri especializado que certificaria ou não a sua actuação e apresentaria os resultados ao Conselho Superior. Este deliberaria pela sua manutenção, despromoção ou subida hierárquica: o local escolhido para a reunião fora um dos satélites naturais de Júpiter Europa – uma das princesas pela qual Zeus se apaixonara – descoberto por Galileu há mais de quatrocentos anos e sendo hoje em dia (por coincidência) um dos locais mais prováveis para a existência de vida extraterrestre.

 

O Intruso

 

O problema surgiu com o aparecimento dum cogumelo de nome Apothecia num dos lotes de terreno recentemente concessionados para a montagem de cenários reais a partir da superfície de Marte, já as filmagens em directo se tinham iniciado nesse sector e a principal personagem se passeava livremente pelo terreno, enquanto que na Terra os técnicos operavam o controlo remoto do artefacto – a que se referiam como Rover – e lhe traçavam uma rota de actuação. Neste compromisso comercial estabelecido duma forma equilibrada entre duas partes, as imagens da realização cinematográfica seriam enviadas para a Terra e utilizadas pelos terrestres como se fizessem parte duma missão exclusivamente sua, mas desse modo e com este método revolucionário de intervenção concessionada a privados internos ou externos, economizando brutalmente no seu investimento financeiro esmagadoramente concentrado na produção e na viagem da sonda e de todo o equipamento associado.

 

O CEO colocado em Marte não compreendia como tal poderia ter acontecido. Os lotes eram constantemente inspeccionados e mesmos limpos e certificados antes de serem entregues à exploração. Ocorrera algo de estranho e se não identificasse o problema estava metido numa grande alhada. E agora ainda vinham os concessionados confrontá-lo com a situação, só porque um idiota qualquer no seu planeta afirmara que aquilo era um cogumelo. Desde que os terrestres tinham começado a viajar no espaço as suas intrusões por vezes incompreensíveis no espaço exterior tinham prejudicado o avanço do seu projecto de se tornar o primeiro prestador de serviços de todo o Sistema Solar: a autorização só chegara depois da realização dum acordo prévio entre partes, estabelecida através da realização duma reunião através dos canais de comunicação via satélite e nos quais apresentava o seu catálogo de preços, diferentes modelos e locais de intervenção. Inicialmente limitar-se-ia aos planetas principais, com hipóteses para algumas luas e até outros corpos celestes.

 

Alien Bolden

 

Em contacto com os terrestres o CEO marciano estabeleceu uma estratégia de actuação que teria que ser perfeita e irrepreensível. No edifício subterrâneo onde se situavam os módulos centrais do seu Estúdio Solar estabeleceu logo ali os três parâmetros a que teria que obedecer a sua intervenção, para se tornar definitiva e inquestionável, além de respeitadora do compromisso estabelecido: teria que ser tomada rapidamente, não colidir minimamente com os factos já divulgados (e absorvidos pelos destinatários da operação) e encaixar-se no cenário agora proposto, sem qualquer tipos de incongruências ou de lacunas interpretativas – através duma projecção agora explicada e documentada – utilizando unicamente as mesmas imagens não alteradas. Só tinha mesmo de explicar o sucedido introduzindo agora e naturalmente no contexto visual já disponível imagens mais detalhadas e trabalhadas (na apresentação da próxima edição solicitada), contemplando os mais cépticos com um esclarecimento, pelos próprios considerado irrefutável e inatacável. E esse era um programa muito simples de aplicar – dada a tecnologia de edição a que tinha acesso – e como tal impossível de erro.

 

Contactou através dum canal dedicado de telecomunicações o administrador da NASA Charles Bolden e com ele combinou todos os pormenores conjuntos de actuação correctiva (e até preventiva). Foi aí que o representante da agência espacial norte-americana apresentando-se como legítimo procurador dos interesses dos EUA e do seu Presidente e no estrito cumprimento do contrato estabelecido e das suas cláusulas indemnizatórias, lhe propôs uma nova concessão doutro lote marciano, mas agora para uma área até agora considerada pelo concessionária considerada interdita e inegociável: uma zona no pólo norte de Marte com vestígios evidentes da presença de água. Tal actuação era justificada pelos terrestres como necessária para a presença de poderosos financiadores no seu projecto espacial, cativando-os com investimentos virtuais directos e exteriores com retorno futuro assegurado; o que só iria dificultar ainda mais as suas conversações com as diferentes entidades representantes do planeta Terra – além dos norte-americanos – cada vez em maior número e pretendendo mais e mais concessões. Europeus, russos, chineses, japoneses, indianos, iranianos, norte-coreanos e até algumas corporações privadas multinacionais, corriam desenfreadamente pela obtenção de concessões em zonas por eles consideradas prioritárias, alguns mesmo sem objectivos claros pré-definidos. Teria que acalmar Charles Bolden em mais um dos seus delírios administrativos.

 

Rastos do NAC-MT4

 

Na impossibilidade de actuar no local em questão utilizando o Rover associado ao lote concessionado e já em plena actividade privada contratual, só lhe restava recorrer a um outro artefacto que se encontrasse disponível em stock e que fosse capaz de se deslocar ao local e intervir em zonas interiores e envolventes ao cenário. Recorreu ao agente cibernético NAC-MT4 – inspirado no primeiro astronauta terrestre (Neil Armstrong) a pisar o solo doutro corpo celeste mais precisamente a Lua – activando-o de imediato e pondo a correr o seu plano de execução: pôs os concessionados ao corrente da sua intervenção localizada, garantiu-lhes não visibilidade na sua actuação operacional e lançou o agente no terreno. O agente NAC-MT4 só teve que se deslocar ao local, introduzir vestígios adicionais em pontos de confirmação da versão dos factos a introduzir – que posteriormente seriam explicados como elementos adicionais pretensamente já existentes – e retirar-se em poucos segundos e sem nunca ser visível da zona concessionada. Cumprida com sucesso absoluto, a intervenção ainda fez sorrir o CEO: com uns simples saltos do agente cibernético NAC-MT4 nas imediações da ocorrência – o mais utilizado por ser o mais experiente quantitativamente em intervenções de risco – este simulara perfeitamente com os sulcos das suas botas o rasto deixado pelo Rover na sua deslocação sobre a superfície marciana. No fim a culpa seria atribuída a uma intervenção involuntária do Rover, que ao deslocar-se sobre a superfície marciana e com as suas rodas, teria inadvertidamente levantado uma rocha do solo deixando-a cair mais adiante: simples, eficiente e só possível num génio como ele. Por isso ser CEO e ambicioso e ter a certeza de que amanhã a sua estratégia de intervenção comercial seria recompensada e alargada, a outros espaços mais vastos e lucrativos.

 

Na Terra a agência espacial confirmava a versão explicativa utilizando como bode expiatório as rodas do Rover, anexando à edição marcas deixadas no terreno pela ocorrência de tal fenómeno considerado na altura estranho e bizarro, mas tão fácil de perceber agora que todas as imagens eram disponibilizadas, podendo ser profundamente analisadas e confirmadas. Calavam-se assim aqueles que afirmavam coisas absurdas senão mesmo ridículas – chegando mesmo a ameaçar expor pretensas incorrecções ou mentiras por parte da NASA – como era o caso do Dr. Rhawn Joseph; e ao mesmo tempo restabelecia-se a calma nas transmissões e a tranquilidade entre os espectadores.

Sentado no seu posto de comando o CEO regressou à sua actividade normal e quotidiana, enquanto que ia apreciando os novos pedidos de concessão que iam chegando cada vez em maior número à sua secretária e se entretinha num convívio cada vez mais profundo e interligado com o seu modelo preferido, inspirado na cultura comunicativa e extremamente intrusiva e sensitiva aplicada naquele pequeno planeta, por estes curiosos e interessantes seres vivos: a agente cibernética de apoio HB-T1 uma réplica adaptada da actriz Halle Berry.

 

(imagens – space.com e Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:46

31
Out 11

Marte

 

Esta imagem não é de nenhuma região deste planeta onde habitamos.

 

Poderia ser uma foto de viagem às zonas áridas de Marrocos ou a outra zona desértica qualquer. Mas não é!

 

No sistema solar onde a Terra se insere, surge o quarto planeta e nosso vizinho vermelho, o planeta Marte. Esta é a imagem da sua terra seca e solitária, exposta aos ventos solares e ao impacto de milhares de objectos, fustigando ao longo dos tempos a sua superfície rasgada e impotente, face à evolução imparável do universo.

 

E se este mundo fosse habitado em tempos já há muito passados ou tal acontecesse mesmo nos dias de hoje, em hipotéticas cidades subterrâneas sustentadas por prováveis depósitos de água existentes nos pólos marcianos, como reagiríamos nós, a seres que nunca tivessem dependido de nós?

 

Estas imagens de Marte, mesmo manipuladas, podem significar a diferença entre o tudo ou nada!

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:33

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