Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

01
Mar 20

Staring into a Pit

(ESP_063262_1755)

Ross A. Beyer 21 February 2020

 

ESP_063262_1755.jpg

Superfície de Marte

Imagem antes e depois de realçado o brilho no interior do buraco

(NASA/JPL/UArizona)

 

This observation was meant to examine a pit identified in a Context Camera image to see if HiRISE could resolve any details inside. In this cutout, we see the “normal” view of the HiRISE image on the left, while the right shows what happens when we try to “enhance” the brightness of the pixels in the pit.

 

Fortunately, HiRISE is sensitive enough to actually see things in this otherwise dark pit. Since HiRISE turned by almost 30 degrees to capture this image, we can see the rough eastern wall of the pit. The floor of the pit appears to be smooth sand and slopes down to the southeast. The hope was to determine if this was an isolated pit, or if it was a skylight into a tunnel, much like skylights in the lava tubes of Hawai’i. We can’t obviously see any tunnels in the visible walls, but they could be in the other walls that aren’t visible.

 

(texto/inglês: Ross A. Beyer/UAHiRISE − imagem: uahirise.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:45

25
Fev 20

[Só faltando mesmo oxigénio e água (em quantidade) e marcianos (pelo menos alguns para entreter).]

 

Num contexto podendo ser considerado muito próximo do da Terra (com as suas placas tectónicas), em 235 dia marcianos (ou SOL) registando-se 174 sismos (0,74/SOL) − e assim (com a sonda InSight) dando-nos uma pequena ideia de como seria um dia passado no Planeta Vermelho.

 

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InSight em Marte

(ilustração)

Por baixo da sonda observando-se

as diversas camadas da subsuperfície marciana

e por cima visionando-se

os redemoinhos de poeiras (à esquerda) e nuvens no céu do planeta

 

Com os responsáveis da missão da sonda (da NASA) Insight desde 26 de novembro de 2018 sobre a superfície de Marte, tendo chegado à conclusão depois do registo de tremores (sismos), da observação dos efeitos do vento (redemoinhos ou Dust Devils) e da deteção de pulsos magnéticos (utilizando um magnetómetro) que “Marte estava Vivo”: pelo menos geologicamente (Mundo Mineral) mas para já nada se descortinando a nível biológico (Mundo Animal).

 

Revelação baseada nas informações sísmicas obtidas (pelo sismógrafo instalado na sonda InSight) – com epicentros a 50Km de profundidade e intensidade máxima atingida M4,0 transformando-o (Marte) segundo os cientistas (da missão) num Mundo a Nível Geológico Ativo − "We've finally, for the first time, established that Mars is a seismically active planet" (Bruce Banerdt/NASA/JPL) sendo ainda complementadas por outras medições, como vento, pressão atmosférica e temperatura.

 

Até porque ainda nesta metade do século XXI o Homem – “promessa de norte-americano(público c/ NASA e privado c/ SPACEX) − pretende pisar (depois da Lua, há quase meio século) a superfície de MARTE.

 

(imagem: IPGP/Nicolas Sarter/mars.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:19

15
Fev 20

[Sondas Automáticas e Sistema Solar]

 

Com a NASA cada vez mais limitada nos seus financiamentos (até pela chegada dos privados como a SPACEX, desviando investimentos) e ainda-por-cima preocupada com as suas próximas idas à Lua e a Marte − utilizando inicialmente sondas automáticas de modo a preparar o regresso do Homem à Lua e a colocação da sua primeira pegada em Marte – eis que no estreito corredor que para já lhe é proporcionado (no Espaço e no Tempo), limitando-se ao estudo não presencial do Universo genericamente recorrendo a cada vez mais poderosos telescópios e a sondas não tripuladas, a agência espacial e governamental norte-americana (NASA) escolhe (entre tantos outros mais ambiciosos, pelos custos  certamente postos de lado) quatro objetivos a cumprir (para as expetativas criadas no século passado, podendo ser considerados mínimos) utilizando entre outros − incluindo a colaboração de vários grupos de cientistas e engenheiros − o seu Programa de Descobertas (NASA’s Discovery Program).

 

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Sistema Solar

Sol, Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Cintura de Asteroides,

Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e outros objetos como cometas

 

Sendo as  quatro (4) propostas aceites (para a concretização dos objetivos e respetivas missões) as seguintes (tal como designadas pela NASA):

 

(1) DAVINCI+ (Deep Atmosphere Venus Investigation of Noble gases, Chemistry, and Imaging Plus);

(2) Io Volcano Observer (IVO);

(3) TRIDENT;

(4) VERITAS (Venus Emissivity, Radio Science, InSAR, Topography, and Spectroscopy).

 

E tendo como objetivos bem definidos das missões dos remetentes (da TERRA) destinatários como VÉNUS (um Planeta Interior) e duas luas como IO e TRITÃO respetivamente de Saturno e de Neptuno (dois Planetas Exteriores). DAVINCI+ utilizado para o estudo da atmosfera de Vénus,  IVO para estudar os fenómenos de vulcanismo em IO, TRIDENT para o estudo da lua gelada Tritão e finalmente VERITAS, incidindo ainda sobre Vénus e fazendo um mapa geológico do planeta (o 2º mais perto do Sol e nosso vizinho interior, o exterior sendo Marte) de modo a assim entender melhor a sua evolução, a sua história geológica.

 

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E a presença do Homem?

Explorando o Sistema Solar e mais além,

somente com telescópios e sondas automáticas?

 

E mais uma vez recordando os meados do século XX (num passado com cerca de sete décadas) e o registo dos primeiros passos do Homem e da sua civilização em direção ao Espaço (com o lançamento em 1957 do 1º satélite artificial de origem soviética, o Sputnik) – concluindo com o programa norte-americano Apollo e a chegada do 1º Homem à Lua colocando lá o seu pé/a sua bota – seguido pelo abruto e inexplicável fim das viagens espaciais tripuladas (limitando-se no presente às idas e vindas entre a Terra e a ISS), questionando-nos para quando assunção de que para sobreviver (evoluir/persistir), o Homem mais cedo ou mais tarde terá de deixar esta Terra, neste Tempo/Espaço de conforto, no futuro de Inferno (senão por outro motivo) engolida pelo Sol. Mais tarde ou mais cedo sairemos de casa, nem que seja para o cemitério.

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:44

Uma observação do céu de Marte de 6 de fevereiro (deste ano) registada no 425º dia (SOL 425) de estadia da sonda automática norte-americana InSight (operada pela NASA) na superfície marciana:

 

Tendo como objetivo da missão estudar o interior do Planeta Vermelho (e a partir daí tentar perceber melhor a evolução dos planetas rochosos do Sistema Solar, como Mercúrio, Vénus e a própria Terra) baseando-se num estudo sismográfico (instrumento SEIS), do fluxo de calor (instrumento HP), da rotação do planeta (instrumento RISE) e da temperatura e ventos à superfície (instrumento TWINS) − neste último caso contribuindo para monitorizar o clima marciano.

 

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Céu de Marte

(Missão InSight − Câmara ICC − SOL 425)

 

Ah … e ainda um instrumento para a definição de campos magnéticos produzidos pela sua ionosfera (sujeita à radiação solar). Numa imagem (da responsabilidade da NASA/JPL-Caltech) registada pelas câmaras do NASA INSIGHT MARS LANDER pouco antes das 22.42 PM (já sendo noite em Albufeira).

 

Mostrando-nos um cenário infinito polvilhado por um número incontável de estrelas − cintilando umas maiores outras menores, com maior ou menor intensidade e com um colorido diferenciado, percorrendo diversos espectros de cores – ponteando e iluminando como faróis, diversas zonas do Espaço (espalhados pelo Tempo), aqui e ali sendo atravessadas por linhas tracejadas deixados por um outro viajante mais apressado:

 

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SOL 425

(ampliação parcial/centro-direita)

 

Objetos em princípio de origem natural (como pequenos meteoros ou asteroides) atravessando nesse momento o céu colocado diante das câmaras da InSight (e dada a deslocação com a representação do objeto de um ponto a passar a uma linha), igualmente podendo ser de alguma forma de origem artificial se nisso quisermos (mesmo nunca tendo visto) acreditar:

 

Seja ele terrestre (sendo homocêntricos) ou extraterrestre (acreditando em alienígenas não mexicanos, mas do espaço).

 

[SOL: dia solar marciano correspondendo a 24 horas 39 minutos e 35,244 segundos.]

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:35

19
Nov 19

No início do Terceiro Milénio após o desaparecimento do “Alienígena Espacial” que um dia nos apresentou e prometeu o “Céu (já lá vão, segundo a nossa história, 2019 anos), continuando presos no mesmo e pequeno “Ponto Azul” e sem que o “Nosso Aliena” tenha dado, entretanto testemunho público, da sua presença

 

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Terra e Marte

 

– Deixando-nos entre duas opções possíveis,

(neste mundo hoje-em-dia − e eliminadas as cores – condicionado ao Preto & Branco e mesmo assim, suprimindo as tonalidades intermédias)

 

Terem-nos abandonado definitivamente

(durante a evolução do nosso processo evolutivo e de desenvolvimento)

 

Ou estarmos ainda num período (transitório)

n/ presencial do ciclo (n/ necessitando da presença efetiva desta Entidade) –

 

Enquanto o nosso Alienígena Espacial não reaparece (fisicamente) e simultaneamente continuando a prestar-lhe a devida homenagem − tal como o têm vindo a fazer sucessivamente com fé e profunda esperança os nossos antepassados (acreditando num Deus ou não, mas dando total crédito à morte) − incompreensivelmente (nós todos e sem exceção, de uma forma ou de outra) e sem qualquer tipo de lógica (como se a Terra fosse infinita e a sua exploração o nosso único objetivo) continuamos impunemente a destruir não só o nosso planeta como a nossa civilização − ainda-por-cima invocando nada podermos fazer (em sentido contrário) – ao mesmo tempo que talvez como redenção/Religião (sendo nós extremamente religiosos, certamente dos nossos pecados)  mas também por seleção necessária e obrigatória/Científica (de sobrevivência da nossa espécie, isso se não quisermos representar o mesmo papel dos Dinossauros) apontamos para o que nunca passará de mais uma (entre tantas, por mera falta de orientação) impossibilidade: com a Terra no decurso do seu processo evolutivo (integrada no Sistema Solar, de mais de 4,5 biliões de anos) a meio do seu percurso de Vida (acompanhando a evolução do Sol, talvez um total de 10 biliões de anos), pretendendo-se eliminar o limite (imposto) e sabendo-se integrar o Universo (Infinito), nada mais nos restando senão sair de casa (da Terra, o mais breve possível) e partir para outras paragens (para o Espaço) − em Viagens Interplanetárias (com 7 planetas disponíveis), ponto de partida para a procura de uma outra estrela compatível (sua escolha e adoção) com as Viagens Interestelares. Mas faltando-nos a nave (espacial) compatível com esta ambição (da Exploração do Universo pelo Homem) − com homens no local tripulando-a e não com um comando à distância (remoto e a várias UA de distância) − e para além disso (e sobretudo) faltando-nos a vontade (perdida memória e cultura, de pensar) e a ambição (face à dor de sobreviver, de existir) tão característica da nossa espécie, tal Evento sendo impraticável − pelo menos de momento e segundo o que se conhece − tanto a nível de conhecimento científico como de evolução (revolução) tecnológica (presente): entregue a iniciativa espacial aos privados (tal como com a exploração da água, das fontes de energia, dos transportes, da educação, da saúde, etc., levada a cabo na Terra pensando-se apenas na obtenção de mais-valias e com tão maus resultados até agora obtidos), optando-se obvia e deliberadamente pela matéria-prima em substituição das pessoas, daí a proliferação de conflitos.

 

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China Rover Mars 2020

 

E não existindo saída (para todos, na Terra ou fora dela) insistindo-se sempre no mesmo (nas sondas automáticas), todos eles optando apenas, para ver qual deles “o melhor(do acontecimento e naturalmente, tirando mais proveito): pelos vistos sendo Marte o primeiro planeta a ser invadido, para já por veículos motorizados – para os marcianos caso existam (ou tenham existido) alienígenas (ou talvez não, existindo algum tipo de ligação Terra/Marte) − norte-americanos (já lá e “a caminho”), russos, europeus e até chineses (estes últimos “a caminho”). E na concretização desta tentativa de saída talvez um pouco delirante por obsessiva (há já quase um século que o Homem, largando o projeto Apollo, abandonou os voos tripulados), escolhendo-se logo para o Homem um planeta com um Ambiente Extremo, sem atmosfera (extremamente rarefeita), sem água visível (pelo menos à superfície) e como que calcinado (por milhões e milhões de anos de bombardeamentos de objetos, raios solares e raios cósmicos), apresentando-se como um deserto árido e sem vida juncado aqui e ali por pequenas/grandes rochas todas elas mais ou menos cobertas por extensões maiores ou menores de dunas, poucos segundos nos proporcionando de Vida caso lá puséssemos (tal como o fazemos na terra) o nosso pé: o célebre Planeta Vermelho ainda hoje sujeitando-se à nossa Imaginação pelos seus pretensos (mas pelos vistos inexistentes) Canais − sem água – quando outros mundos mais promissores (sendo certa a presença de água) e ainda pertencendo à vizinhança (ao nosso Sistema Planetário) − apesar de mais distantes (mas tudo custa, no fim “sabendo melhor”) − continuam esquecidos ou postos de lado (entre outros como Ceres e como algumas luas de Júpiter como  Europa ou de Saturno como Enceladus), talvez lhes sobrando (sendo dedicado) uma ou outra sonda (automática, certamente com um veículo terrestre, talvez com um veículo aéreo e equipada, não ainda com um robot mas com um laboratório).

 

Mas regressando-se à obsessão apontando de novo a Marte (seja o interesse e investimento público, seja em alternativa ou em conjunto privado) e considerando ainda o peso de todos os intervenientes e interessados nesse (grande) investimento – com os EUA já lá e a Europa/Rússia (cooperação ESA/ROSCOSMOS) e a China (tentando mesmo construir a sua própria Estação Espacial) já a caminho – na corrida ao Planeta Vermelho e antes da chegada dos terrestres (alienígenas para os “marcianos”), assistindo-se já no presente a uma verdadeira perseguição ao planeta (nosso vizinho) com três novas sondas planeadas para se dirigirem e aterrarem (no mesmo), partindo para o ano (2020) e chegando no seguinte (indo fazer companhia à Curiosity − com Rover − e à InSight − sem o mesmo, ambas norte-americanas): a sonda norte-americana Mars 2020, a sonda europeia (num projeto conjunto com a Rússia) ExoMars 2020 e ainda uma sonda chinesa – não só com veículos motorizados, talvez com veículos aéreos. E acreditando-se na ligação Marte/Terra (especialmente no atualmente mais “pobre”, em Marte) − podendo um deles ser o passado, ou o futuro do outro − dependendo daí a resposta (dúvida) da nossa adaptação, integração e evolução (sobrevivência).

 

Talvez até 2030 ainda sem voos tripulados (no presente, só viagens de ida e volta à ISS) e sendo a Viagem a Marte uma “conversa de treta(dado interesses paralelos, muito mais importantes, por muito mais lucrativos), sem grandes inovações (em viagens mais longas, mais cuidadas, logo mais problemáticas) apenas com objetivos comerciais (em viagens de prospeção de mercado, podendo até 2050 ter-se já iniciado, algumas operações de mineração). Viagens Interplanetárias de passageiros, talvez no próximo século (XXII) e só se alguém nos refundar, irreversível e mentalmente (implodindo-nos o cérebro, livrando-nos do seu interior e deixando-nos impregnar de uma forma ilimitada − e utópica − por tudo aquilo rodeando-nos, formando um todo): se, entretanto, a Terra não explodir.

 

(imagens: nasa.gov − Xinhua/CNSA/space.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:35

17
Nov 19

As sondas Mars 2020 (NASA) e ExoMars 2020 (ESA/ROSCOSMOS)

a serem lançadas em 2020 (e chegando a Marte no início de 2021).

 

[Entre outros dos seus objetivos, em busca de estromatólitos ou de outros fósseis-rochosos, podendo num determinado espaço-tempo, significado e sido traduzido, por Vida.]

 

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Austrália

Cientistas envolvidos nos projetos

Mars 2020 (NASA) e ExoMars 2020 (ESA/ROSCOSMOS)

Estudando os estromatólitos

Das formas de vida fossilizadas mais antigas e já confirmadas

 

No próximo ano (2020) com duas novas sondas automáticas (uma da responsabilidade da NASA a outra da ESA) a serem lançadas (um dos EUA a outra da Rússia) em direção ao planeta Marte (no dia de hoje a cerca de 2,47UA da Terra) − a sonda MARS 2020 (Agência Espacial Norte-Americana) e a sonda EXOMARS 2020 (Agência Espacial Europeia) – em terra (e no planeta Terra) e fazendo parte dos preparativos das duas missões, um grupo de cientistas (de ambos os lados) procura na superfície do continente australiano (na região de Pilbara, localizada a noroeste) indícios que lhes possam fornecer informações (por comparação de amostras recolhidas na Terra e posteriormente em Marte) de que algo de semelhante poderá ter ocorrido em Marte: estudando no local (Austrália) a sua superfície rochosa, bem conhecida por conter impressa através de um processo (físico-químico) de muitos e muitos milhões de anos (de transformações, evolução) – talvez com um início há uns 3,5 biliões de anos, nalgum tipo de caldeira − exemplares da mais antiga forma de vida conhecida e tendo habitado o nosso planeta, os Estromatólitos – uma “rocha fóssil”.

 

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Rover ExoMars 2020

Expedição exobiológica tentando descobrir se alguma vez no seu passado

terá existido Vida em Marte, c/ o rover a ter como missão

estudar a possível existência de moléculas orgânicas, capazes de

“erguer o edifício químico, composto pelos diferentes módulos de Vida”

 

E presumindo-se ter existido água em Marte (pertencendo este a um sistema planetário com mais de 4,5 biliões de anos) há uns 3 /4 biliões de anos (como pensam por todos os sinais e vestígios, cada vez mais cientistas), a afirmação de que

 

Between 3 billion and 4 billion years ago at the Mars 2020 landing site, Jezero Crater, a river flowed into a body of water the size of Lake Tahoe, depositing delta sediments packed with clay and carbonate minerals. The conditions were ideal for stromatolites to form on the shorelines.” (nasa.gov)

 

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Estromatólito

“Pode ser definido como uma rocha fóssil formada por

atividades de microrganismos em ambientes aquáticos” (wikipedia.org),

das mais antigas conhecidas na Terra

e podendo datar de há 3,5 biliões de anos

 

Duas sondas cada uma delas apetrechada pelo seu respetivo “automóvel” ou veículo motorizado, uma delas transportando o ROVER MARS 2020 (aterrando na cratera JEZERO) −a ser lançada entre Julho/Agosto de 2020 (e aterrando em Marte em Fevereiro de 2021) − a outra transportando o ROVER ROSALIND FRANKLIN (aterrando na planície OXIA) − a ser lançada em Julho/2020 (e aterrando em Março/2021): 2 veículos que irão a partir do fim do primeiro trimestre de 2021 fazer companhia ao seu antepassado (mas ainda bem ativo) o ROVER CURIOSITY, tentando saber ainda mais da História Geológica deste planeta nosso vizinho (exterior), assim como sobre a sua evolução (com uns 4,5 biliões de anos), sobre a possibilidade de nele ter existido água (no início, distando talvez de 3/4 biliões de anos) e até de nalgum dia do seu já distante passado nele ter existido Vida. Daí a “caça aos fósseis”.

 

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Mars Pathfinder

Capturing hearts and minds around the world with its dramatic landing on July 4, 1997,

and its tiny rover − the first wheels ever to roll on Mars –

Mars Pathfinder became a cultural icon, as well as

a record-breaking phenomenon on the brand-new World Wide Web (nasa.gov)

 

Tudo isto e segundo a NASA (e certamente secundado pela ESA e pela ROSCOSMOS, esta última, a Agência Espacial Russa) com um único objetivo e intenção (sendo um trabalho a três, conjunto):

 

NASA will use Mars 2020 and other missions, including to the Moon, to prepare for human exploration of the Red Planet. The agency intends to establish a sustained human presence on and around the Moon by 2028 through NASA's Artemis lunar exploration plans. The ExoMars program is a joint endeavor between the European Space Agency and the Russian Federal Space Agency (Roscosmos).” (nasa.gov)

 

E com as Agências Espaciais Governamentais (tomando os EUA como referência e com as outras um dia e por efeito de dominó, a poderem acompanhá-la) − continuando na senda de novas descobertas, a sua aventura através do Sistema Solar, utilizando as suas sondas automáticas (não tripuladas, logo com menos custos e obviamente perigos, para os seres humanos)

 

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Presença Humana em Marte

Depois do setor Governamental assumir a liderança da Exploração do Espaço

c/ a participação de agências como a NASA/ROSCOSMOS/ESA (entre outras),

surgindo em força a iniciativa privada (Space X)

tentando desviar p/ si algum investimento e ficar do “bolo” com a maior parte

 

Apesar de todo o seu passado histórico (na Conquista e Exploração do Espaço) e da inegável contribuição (e formação para o Homem, situando-o no Universo) para o desenvolvimento da nossa Sociedade & Civilização (científica e tecnologicamente) − e até do sacrifício de vidas humanas (astronautas) na tentativa voluntária e heroica de fazer chegar as suas “naus & caravelas” (naves espaciais) a outros mundos (como a Lua) e oceanos nunca antes navegados (como o espaço interplanetário) – a serem no presente ultrapassadas pelo aparecimento das Agências Espaciais Privadas, com estas desviando para as suas mãos muito do financiamento anteriormente dirigido para o sector Governamental (EUA/NASA), asfixiando-as parcialmente (deixando-lhes a investigação e as sondas automáticas) e erguendo-se como as Agências Espaciais do Futuro (ficando para eles as naves tripuladas e a exploração do mercado espacial) como será o caso (por ex. e nos EUA) da Space X, da Virgin Galactic e da Blue Origin.

 

Entretanto já com 7,5 biliões de habitantes continuando à espera, olhando pensativa e pacientemente para um já gasto monitor de TV, ligado a uma câmara telecomandada da Terra dizendo-se que atualmente a 0000Km.

 

(imagens: nasa.gov – Ruth Ellison/flickr.com/wikipedia.org – ESA/nasa.gov − Ruth Ellison/flickr.com/wikipedia.org – nasa.gov/wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:02

14
Nov 19

“Curiosity uncovers oxygen mystery on Mars”

(Kerry Hebden/room.eu.com)

 

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ROVER MARS 2020

(sucessor de CURIOSITY nas explorações marcianas)

 

Instalado na superfície do Planeta Vermelho (dada a sua aparência para o vermelho/laranja, causada pela presença de óxido) mais precisamente na cratera de Gale (uma cratera de impacto) desde 5 de agosto de 2012 já lá vão mais de sete anos), o “automóvel” fabricado nos EUA numa operação conjunta JPL/Boeing/Lockheed Martin e tendo até ao presente percorrido mais de 21Km (na sua exploração da superfície de Marte) − o ROVER CURIOSITY – desvenda agora algum do mistério sobre a existência de oxigénio neste planeta, localizado a cerca de 228 milhões de Km do Sol (distância média entre afélio/periélio), com pouco mais de metade do diâmetro da Terra, apresentando uma atmosfera rarefeita (de baixíssima densidade, se comparada com a da Terra) e onde o dióxido de carbono (CO₂) predomina (com estrondo) atingindo quase 96%: com o oxigénio (O₂) nem sequer chegando aos 0,15% (na Terra estando perto dos 21%).

 

Gás

Símbolo

%

Dióxido de Carbono

CO₂

95

Nitrogénio (molecular)

N₂

2,6

Árgon

Ar

1,9

Oxigénio (molecular)

O₂

0,16

Monóxido de Carbono

CO

0,06

Análise da atmosfera marciana no interior da cratera de Gale

(c/ cerca de 150Km de diâmetro)

 

E suspeitando-se  (quase se podendo dizer desde 1877 com o astrónomo Giovanni Schiaparelli e os seus Canais de Marte, segundo ele transportando água dos polos de Marte para o equador), da possível existência de água num passado remoto do planeta Marte (em termos de biliões de anos, tendo o Sistema Solar uns 4,5 biliões) e até simultaneamente de uma atmosfera podendo ter (entre os seus vários gases componentes) oxigénio (O₂) certamente que em maior quantidade − até podendo ter contribuído para a existência de algum tipo ou forma, mais primitiva ou não, de Vida – passados mais de sete anos sobre o seu primeiro encontro com este mundo alienígena, que muitos pensam ou propõem como o nosso (da nossa espécie, dos Seres Humanos) próximoEntreposto Futuro”  (depois da ISS e provavelmente da Lua, ponto de partida para uma nova fase da Exploração Espacial, com o estender das missões interplanetárias e antecipando as Viagens Extrassolares como as Interestelares e as Intergalácticas), algo se sabe um pouco melhor sobre a fina camada atmosférica que envolve Marte (maioritariamente constituída por CO₂, areias e poeiras/em suspensão) no que diz respeito ao gás que mais nos interessa: e se a terra é necessária para nela nos deslocarmos e dela usufruirmos, nada cá aconteceria se não existisse Água (ou não estivesse a Terra maioritariamente coberta de água, ou não fosse o nosso Corpo maioritariamente composto por água) e ainda Oxigénio (não só para respirarmos, mas para através da introdução desse gás, sua combustão/reações químicas todo o nosso organismo funcionar).

 

OxygenLevelsMars.jpg

Variação da % de oxigénio presente na cratera Gale

(nas diversas Estações do ano e ao longo de 2012/17)

 

Oxigénio esse cuja presença o equipamento científico do Rover Curiosity − de exploração da superfície (e da atmosfera) de Marte − tem detetado (registado e estudado), sendo a mesma (presença) relativa a um período (já extenso) de cinco anos, podendo dar-nos uma “melhor visão da sua existência e evolução”: Oxigénio confirmando-se aparecer numa percentagem diminuta (numa atmosfera já por si rarefeita) e podendo variar com a passagem das Estações (num estudo referindo-se ao Hemisfério Norte de Marte) − compreendendo-se a transformação até podendo ser a mesma utilizada (depois de desenvolvida) para uma possível “Terraformação Soft” do planeta, transformando-o mesmo que parcialmente numa Nova Terra, pelo menos temporária e como ponto de partida.

 

[artigo (13.11.2019): room.eu.com/news/curiosity-uncovers-oxygen-mystery-on-mars]

 

(imagens: wikimedia.org − Melissa Trainer/Dan Gallagher/NASA Goddard/room.eu.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:22

11
Nov 19

These are likely water-ice clouds about 19 miles (31 kilometers) above the surface. They are also "noctilucent" clouds, meaning they are so high that they are still illuminated by the Sun, even when it's night at Mars' surface. Scientists can watch when light leaves the clouds and use this information to infer their altitude.” (NASA/JPL-Caltech)

 

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Fig. 1

Céu de Marte

7 maio 2019

(SOL 2400/Curiosity Rover)

 

Ao contrário da Terra possuindo atmosfera (camada de gases envolvendo o nosso planeta) entre outros aspetos (como o das radiações ultravioletas) protegendo a Vida nela existente (e todo o seu Ecossistema)

 

E com uma pressão atmosférica de 101,3KPa

 

Marte possui uma atmosfera rarefeita (de baixa densidade) principalmente constituída por poeiras (em suspensão) e apresentando uma pressão atmosférica (média) de 0,6KPA (quase 170X menor que a da Terra).

 

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Fig. 2

Céu de Marte

12 maio 2019

(SOL 2405/Curiosity Rover)

 

E mesmo na sua composição atmosférica sendo diferentes a atmosfera da Terra, nela dominando o nitrogénio (N₂/78%) e o oxigénio (O₂/21%), enquanto no Planeta Vermelho desempenhando o mesmo papel, mas aqui como “filho-pródigo” o dióxido de carbono (CO₂/95%)

 

– Como componentes comuns destacando-se (entre outros) o argónio (Ar/0,9% na Terra e 1,6% em Marte – 3º na composição de Terra/Marte) e o metano (CH₄ − por poder significar, vida orgânica).

 

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Fig.3

Céu de Marte

17 maio 2019

(SOL 2410/Curiosity Rover)

 

Comparativamente com a atmosfera de Marte se comparada com a da Terra sendo praticamente inexistente.

 

Não oferecendo proteção (da radiação exterior, seja solar e/ou cósmica e nem tendo oxigénio/O₂, nem água/H₂O para poder sobreviver) sendo mortal para o Homem.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:52

10
Nov 19

Tal como visto na passada terça-feira dia 5 de novembro por volta das 10:00 da noite, no 334º dia marciano (ou SOL 334) [SOL = 24h 37' 22.663''] de estadia do módulo de aterragem InSight na superfície do planeta Marte. Após a morte do Rover Opportunity às mãos de uma grande “Tempestade de Areia (engolindo quase todo o planeta) tendo apenas como única companhia (com rodas) o ROVER CURIOSITY.

 

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NASA's InSight Mars lander acquired this image

of the area in front of the lander

 

No cenário aparecendo-nos (tal como na Terra numa noite sem nuvens, mas ao contrário de Marte, não possuindo atmosfera) um “Céu Noturno cheio de Estrelas”, salpicando-o de pontinhos coloridos e cintilantes (aparentemente estáticos) e atravessados por outros (eventualmente) mais dinâmicos (formando no registo retas, infinitas) − em Marte como se fosse na Terra (mas sem Vida), ou não fosse o mesmo Sistema (Solar).

 

(imagem e legenda: InSight Mission − SOL 334 − NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:00

01
Nov 19

Investigando a História da Geologia de Marte, a possibilidade de aí poder ter existido Vida – num passado distante de biliões de anos (a descoberta de alguma, bio assinatura) − e até tendo a possibilidade, de recolher amostras para posterior envio para a Terra (algo de inédito para uma sonda automática mas não para o Homem, como vimos com o programa Apollo). Mais uma vez e infelizmente com o trabalho da NASA (ficando apenas e como um “batedor”, com as sondas automáticas), a ser imediatamente aproveitado pela Iniciativa Privada (ficando com todos os grandes financiamentos para os voos tripulados).

 

Mars_sample_returnjpl.jpg

O Veículo de Ascensão Marciana ou MAV

Capaz de enviar amostras de Marte para a Terra

(NASA)

 

Num teste ao próximo veículo motorizado (da NASA) o ROVER MARS 2020 (a ser lançado em 2020 e aterrando em 2021) a circular no planeta MARTE juntando-se assim ao seu irmão mais velho o ROVER CURIOSITY a observação (e o registo) de como reagirão as diversas secções da superfície do veículo (mais ou menos expostas à ação dos Raios Solares) ao interagirem com o SOL ao nível do solo marciano (e a partir daí fazendo um modelo térmico).

 

PIA23469.jpg

1

Mars 2020 Rover

(Photojournal – PIA 23469)

 

Numa imagem (1) de 14 de Outubro deste ano obtida no Laboratório de Propulsão Espacial de Pasadena (Califórnia) e incidindo sobre o sucessor de OPPORTUNITY (já inativo) e de CURIOSITY (ainda ativo) − tendo MARS 2020 (aqui no retrato) como missão prosseguir o trabalho destes seus antepassados e de outros pioneiros (Mars 2, Mars 3, Spirit, etc.) e no seu caso (para além de uma perfuradora) e pela primeira vez (caso todo o plano se confirme) não o fazendo sozinho mas acompanhado por um Helicóptero, o Mars Helicopter Scout (ou MHS).

 

1280px-PIA22460-Mars2020Mission-Helicopter-2018052

2

Mars Helicopter Scout

(Photojournal – PIA 22460)

 

Sendo lançado de Cabo Canaveral por um foguetão Atlas V541 numa viagem de cerca de 7 meses entre a Terra e Marte (e aproveitando a janela ideal de partida para uma tal viagem, situada em JUL/AGO de 2020) e com a aterragem a estar prevista para 18.01.2021 no interior da cratera JEZERO: e acompanhado pelo MHS (2) – o helicóptero no ar com MARS 2020 (o veículo motorizado circulando em terra) a poder prosseguir a Missão do Homem em Marte (á distância e servindo-se de um comando), enquanto pacientemente espera pela (tantas vezes prometida e adiada) chegada de Elon Musk (esperemos que não do seu Tesla Roadster e do seu piloto Starman).

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:31

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