Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Mai 19

The Universe Probably 'Remembers' Every Single Gravitational Wave

(Rafi Letzler/livescience.com)

 

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Gravitational waves may leave a lasting mark on the universe

(legenda: Live Science − imagem: Shutterstock)

 

Se levares um pontapé de alguém, mesmo não se sabendo de quem

(até pela marca deixada),

certamente que recordarás o momento, sentindo-o ainda por algum tempo.

 

E se o UNIVERSO é capaz de se “LEMBRAR” da cada uma das ONDAS GRAVITACIONAIS com que se foi deparando − mesmo longo tempo depois, das mesmas nele se terem manifestado – explicando-se tal fenómeno pelas alterações provocadas nas regiões atravessadas por essas ondas, deixando atrás de si vestígios da presença temporária das mesmas, em dados (como que) processados e arquivados num banco de MEMÓRIA, logo em primeiro lugar (como início de conclusão) sendo obviamente claro estarmos em presença de um UNIVERSO VIVO (como o nosso CORPO HUMANO um ORGANISMO VIVO) e como consequência (da interação Espaço/Tempo) estendendo-se do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande conjugando Eletricidade e Magnetismo (a ALMA) com Matéria e Movimento (o CORPO). Seja no Universo (o Todo) ou no Homem (uma das partes).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:20

16
Fev 18

“Num Edifício em Ruínas (educativo) e construído aos Degraus (assente sobre cadáveres)

Agora Digitalizado (com as pessoas lá dentro) e com uma Escada Rolante (tornando tudo mais rápido).”

 

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Enquanto o edifício escolar estiver à completa disposição das chamadas Forças Vivas da terra (como serão entre outros os políticos, os empresários, as corporações e certas profissões liberais), será fácil de constatar que a primazia dada (aparentemente até hoje) à Cultura e à Memória (base fundamental para a formação de qualquer individuo), será inevitavelmente substituída por um único objetivo direcionado exclusivamente para o lucro: substituindo a Cultura e a Memória por Dinheiro e um Emprego. E como consequência ‒ sendo diferente ter um emprego (o que toda a gente quer) ou estar a trabalhar (do que toda a gente foge) ‒ criando uma massa acéfala (doutrinada e subserviente) incapaz de evoluir (não sendo resiliente, não sendo capaz de se transformar) apenas de replicar.

 

1

 

Numa publicação da responsabilidade da OCDE indicando quais os países Mais Educados do Mundo (numa lista integrando 36 países), Portugal surge na 28ª posição (com 23.8 pontos) numa tabela liderada pelo Canadá (com 56.3 pontos): ou seja com o nosso país a situar-se na liderança da parte inferior da 2ª divisão (18 na primeira e outros 18 na segunda) ‒ abaixo da média da OCDE (com 35.7 pontos) ‒ deste Campeonato Mundial da Educação. No global dos 36 países analisados sendo 27 Europeus, 5 Americanos, 2 Asiáticos e 2 da Oceânia (nenhum do continente Africano): com o Canadá pela América em 1º, com o Japão pela Ásia em 2º, com Israel pela Europa em 3º (Reino Unido em 4º) e finalmente com a Austrália pela Oceânia em 7º; e encerrando a tabela o México (com 16.8 pontos) no 36º lugar.

 

Significando através da utilização de uma fórmula leiga, rudimentar, mas provavelmente correta, que se classificássemos o coletivo português como sendo uma individualidade sob avaliação educativa, a nota que lhe seria atribuída (numa escala de 0 a 20) por associação ao seu nível educativo seria de 8.4: com o Canadá (no topo) com 20 valores, com o México (no fundo) com 6 e com 9 países (25%) com avaliação negativa (1 desses 9 sendo Portugal) ‒ sendo a avaliação média da OCDE de 12.7 (positiva). Numa análise levada a cabo entre adultos com a idade compreendida entre os 25 e os 64 anos de idade, de modo a determinar a percentagem (de 0 a 100%) de cidadãos de um determinado país com algum tipo de formação superior (ou equiparada).

 

2

 

Mas deixando o estudo (da OCDE) e as previsões estatísticas (como todos sabem fáceis de manipular), atirando para aqui a questão que já atravessa (de uma forma crescente) a comunidade académica (no topo formatando-se na universitária), dividindo-se (na dúvida) entre a missão de Educação (preservar a cultura e a memória e a partir daí fortalecer/desenvolver a comunidade) e o objetivo específico de Formação: num processo a decorrer (provavelmente irreversível) de subvalorização do Sujeito (e das suas Idiossincrasias Morais e Científicas) e da sua substituição progressiva ‒ pelo Objeto (sobrevalorizando a componente económica) ‒ apoiada pela Automação e pela Inteligência Artificial. Com as Universidades a verem-se perante a opção (inevitável) de Criarem (movimentando-se entre sujeitos/e ideias e assim evoluindo) ou de apenas Replicarem (utilizando um molde desgastado, apontando para o fim do modelo). Criando Cientistas (trabalhando e servindo as pessoas) ou então Contabilistas (empregados e servindo as empresas).

 

(imagem: The Audiopedia/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:26

10
Jun 16

E Sem a presença do Guionista

 

A crise de crédito de alto risco (subprime crisis), que começou no setor de compra e venda de títulos hipotecários de imóveis residenciais nos EUA, acabou se transformando numa grave crise financeira de grande proporção para toda economia norte-americana. Ocorre que, devido os laços da economia norte-americana com o resto do mundo, a escalada da crise financeira ganhou uma dimensão mundial contaminando os países desenvolvidos e em desenvolvimento.” (David Terreira Carvalho – www.ppge.ufrgs.br)

 

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Erdogan e Assad

Para o Povo as duas faces da mesma Moeda

(à chegada ao aeroporto de Damascos em 17 Jan 2011)

 

No início do ano de 2011 o presidente da Síria BASHAR AL-ASSAD recebia no aeroporto da capital do seu país Damascos o então Primeiro-Ministro da Turquia RECEPT TAYYIP ERDOGAN. Num clima de aparente solidariedade e compreensão entre vizinhos e amigos.

 

Nessa altura já com a Síria em grande convulsão política interna (pelo menos desde 2009) e com a chegada das célebres Primaveras Árabes (em 2010), com o cenário socioeconómico degradando-se cada vez mais rapidamente e sem sinais visíveis de recuperação.

 

Uma onda revolucionária que atravessou toda a zona do Médio Oriente desde finais de 2010 e que se nalguns países deu apenas origem a manifestações, protestos e quedas de governo (na maioria temporários, regressando a vida quotidiana ao que já era antes), noutros lançou países no caos, na guerra civil e mesmo em cenários de genocídio.

 

Como são casos de destaque o regresso do regime militar e ditatorial instalado de novo no Egipto (através de um golpe militar derrubando o poder político eleito em eleições livres) e as Guerras Civis na Líbia, na Síria e no Iémen (provocando milhares de mortos e feridos, com outros milhares em fuga desesperada pela vida e sobretudo com muitas das suas infraestruturas básicas completamente destruídas).

 

Nesse ano de 2011 e provavelmente com a estratégia já completamente definida e em ampla concretização no terreno (com as ambições norte-americanas para a região já bem presentes em todas as ações de apoio ou rejeição local), com os dois políticos sírio e turco a manterem ainda as aparências de um bom relacionamento, apesar do problema dos CURDOS (inimigos de ERDOGAN) e da guerra interna na Síria (contra o regime de ASSAD).

 

O que só vem demonstrar (ainda mais uma vez) – aos que fazem da incredibilidade sobre factos reais e quotidianos uma forma de sobreviver não querendo saber – que o poder corrompe sempre, com sucesso e seja em que contexto for, quando o dinheiro e os interesses em comum são muito maiores que os valores que certos homens (sem memória, sem cultura, mas certificados) transportam.

 

Pelo que é sempre bom para aqueles que por qualquer motivo perderam a memória e/ou foram vítimas de lacunas culturais, que alguns atrasados mentais sem saberem o que fazerem e ainda com tempo para perderem (ou não fosse verdade que “tempo é dinheiro), se dediquem a recordar o passado para melhor se construir o futuro.

 

As pessoas só se têm de convencer que se ainda querem ter alguma esperança no futuro – respeitando a luta dos seus ascendentes e as aspirações dos seus descendentes – a única coisa que terão de fazer será pensar, dialogar e acordar (escolher) e em consenso com os seus valores e os da Natureza que os recebe e protege, querer viver e partilhar mas sem a presença de instrumentos de guerra, de doença e de morte.

 

Aproveitando Homens & Ideias incompreensivelmente perdidos no Tempo, mas felizmente não perdidos no Espaço Livre do Homem.

 

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal.”

(Martin Luther King, Jr.)

 

[discurso de 28.08.1963 – realizado no Lincoln Memorial em Washington, D.C.]

 

(imagem: al-monitor.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:04

12
Nov 15

Ao ver na televisão uma manifestante à porta da Assembleia da Republica reclamando para si:

 

“Estar a viver o dia mais feliz da sua vida após o dia 25 de Abril de 1974”!
(10.11.2015)

 

Sensibilizando pela natureza e profundidade humana da sua afirmação e pelos tempos distantes e por muitos já esquecidos da nossa juventude (assim como o da esperança no futuro entretanto perdida), todos aqueles que tenham um mínimo de memória, cultura e respeito pelos outros.

 

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Todos nos têm deixado para trás

 

“De que estes últimos quatro anos foram uma verdadeira agonia,
Com a morte passeando de dia
E a noite sem emitir um ruído nem mesmo de desespero.”
(11.11.2015)

 

Quatro anos das nossas vidas coletivas e soberanas (que deviam ser sagradas e intocáveis), que pela total falta de vergonha e de respeito pelo povo português por parte de todos os responsáveis públicos e privados do nosso país (as duas faces da mesma moeda e dando ambas acesso ao poder) e pela covardia estratégica e oportunista de outros ditos portugueses considerando-se a elite (como se vê todos eles para além de pretensos técnicos superiores, políticos considerando-se iluminados e perfilhados partidariamente), quase nos fizeram recuar 41 anos e visualizar lá ao longe SALAZAR.

 

(imagem: Inopinado da Silva/plus.google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:00

18
Dez 13

“Será a falta de vergonha revogável ou irrevogável?

Ou dependerá de quem o diz, do novo dicionário de sinónimos ou da não aplicação do Acordo Ortográfico”?

 

Só falta mesmo aplicar o tratamento, ainda na barriga da Mãe – depois, só recorrendo à prática da lobotomia

(Crato vai pensar nisso)

 

A total hipocrisia dum conjunto de funcionários de topo do Governo altamente desqualificados e incompetentes – especialmente o radical, revolucionário e anti-exames Nuno Crato, transformado como um zombie num verdadeiro vómito político e moral – que tudo pretendem vender ao desbarato, denegrindo o produto enquanto público, para amanhã poderem ter a certeza dum emprego assegurado e bem remunerado, depois de tudo comprarem com o dinheiro tirado impunemente do bolso dos portugueses e serem logicamente castigados e expulsos do poder – tal como aconteceu com os demagogos que os antecederam – elogiando mesmo assim e descaradamente como se fossemos todos uns idiotas, o mesmo produto agora tornado privado e de excelência, nem que para tal tenham que trair o seu próprio país e todos os restantes portugueses.

 

Mais uma vez se ataca uma classe profissional para a destruir – despedindo-os ou diminuindo-lhes o salário – ainda por cima virando velhos contra novos.

 

Humilhar e Dividir para Reinar – Mas o que será necessário para julgar um político? Mortos e Feridos?

(Crato já faz isso)

 

Deviam ser julgados pelo prejuízo e traição cometida contra todo um povo constantemente delapidado na sua integridade e dignidade e pela criação do abismo onde colocaram como se fossem monstros o futuro das novas gerações – que tal como os seus antepassados do tempo do Estado Novo tiveram que fugir do país antes que este os obliterasse. Ou será que a Educação de tão mal que está, já se resignou ao seu assassínio mercantil definitivo, dispensando a nossa Memória e a nossa Cultura colectiva?

 

E o que dizer de um sindicato (?) profissional como a FNE/UGT, que face a toda esta hipocrisia e prepotência de Um mais forte contra todos os Outros mais fracos – reflectida numa Prova que só pode ser produzida por imbecis ou como diria Alberto Pimenta por verdadeiros Filhos da Puta – decide-se pôr do outro lado da barricada, virando as costas aos seus representados, condenando desta forma grotesca à morte 15.000 indivíduos e deixando os outros 22.000 ao “Deus Dará, Crato Tirará”, provavelmente para os sujeitar mais tarde à respectiva Prova de Vida.

 

Se alguém na estrutura de chefia do ME (juntando ainda uns quantos rastejantes) tivesse um pingo de vergonha que fosse, já lá não estaria de certeza: o problema é que estes indivíduos nunca se vêm ao espelho sem máscara ou maquilhagem, com medo de ao olharem para ele, só vislumbrarem algo de morto e de putrefacto.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:13

14
Nov 13

“Pedimos ajuda à padeira, mas até ela se recusou a intervir, pois este medíocre traidor, nem para aditivo servia”

 

Certos hipócritas deviam ser penalizados com a perda de todos os seus direitos, para verificarem ao vivo e em directo – até para nós podermos gozar como eles, com a imagem que os próprios criaram – tudo aquilo de desprezível e prepotente, que fazem sadicamente aos seus semelhantes: como nacionais-socialistas e adoradores de Estaline. Infelizmente para este tipo, a memória e a cultura de nada valem.

 

Em troca de currículo estes oportunistas são capazes de tudo!

 

Porque será que condenamos sem hesitar os ditadores e os pobres – quando o golpe de estado de 25 de Abril de 1974 só produziu FDP como este – e cobrimos de elogios e de glória os verdadeiros detractores da democracia, que vêm unicamente neste sistema uma boa oportunidade de garantirem o seu futuro financeiro, sempre em nome da pátria e dos costumes nacionalistas.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:44

19
Abr 11

O Massacre da Educação no Mundo à Mão dos Especialistas

 

A Escola como veículo educativo de qualquer sociedade tem na divulgação da cultura e da memória do seu povo, uma função fundamental para a sua sobrevivência, estabilização e evolução saudável. Sendo um local de confluência de diversas culturas e interesses, a escola funciona como um filtro para o estabelecimento de boas regras de convivência e até de solidariedade social, desde que ela reflicta o meio que a envolve e não uma cultura centralizada, apenas interessada no lucro e na representação desenfreada de uma mão-de-obra pretensamente especializada, mas apenas embrutecida por milhares de hábitos e rotinas. Pega-se no Homem, estabelecem-se regras, oferecemos-lhes um destino profissional, colocamo-lo na estrutura, sugamos-lhes todas as suas forças vitais, mutilamos-lhes o cérebro e transformando-os em anormais sedentários em fim de viagem, dispensamo-los e ignoramo-los, sem sequer olharmos para eles: e então, como estes já não existem como contrapoder, dado comportarem-se como animais com um cérebro de portas fechadas, sofregamente atiramo-nos aos mais novos e como o pior dos pedófilos em acção, ainda lhe chamamos “nomes e insultos rascas”.

 

A Escola foi morta às mãos do contabilista que mal sabia fazer as contas da mercearia mas que como filho pródigo e presente, foi à escola, conseguiu licença de porte de “arma” e arranjou um bom emprego. Nesta sociedade apodrecida, até as ovelhas negras podem ser aproveitadas, desde que respeitem a ética, a moral e o tempo de quem manda.

 

 

Os pais sem Estado e à rasca, assistem apáticos ao massacre dos seus filhos – Rio de Janeiro

 

O Estado entra em acção, para salvar as crianças “sem pais” e dar o exemplo – Rio de Janeiro

 

Tudo se resolve com violência e o estado é um especialista nessa estratégia, até numa escola, até com crianças – o exemplo baseia-se na promoção de imagens que nem precisam de ser reais, apenas susceptíveis de ser imitadas. E sem serem explicadas as consequências futuras para o desenvolvimento emocional de qualquer criança, o crime fica consumado, ainda por cima um crime perfeito, sem culpados: só falta mesmo fazer desaparecer as vítimas, marginalizando-as, tornando-as associais e marginais. Já chega?

 

1969 – A Culpa está no analfabetismo dos pais, reflectido nos filhos

2009 – A Culpa está no analfabetismo dos pais, reflectido nos professores

 

O meu percurso escolar começou ainda no tempo de Salazar.

 

Na escola primária do Campo 24 de Agosto, lembro-me bem da separação nos recreios entre meninos e meninas, ainda hoje não percebendo bem porquê, talvez porque eu habitava a cidade ou os seus dormitórios, ao contrário da nova burguesia florescente, que vinha emigrando da província interior para o litoral exterior, parcela de terreno livre, aberto ao mundo novo que agora se impunha.

 

Foi uma parte da minha vida, passada na Invicta cidade do Porto. Fui mais tarde para o Liceu Alexandre Herculano, após exames de transição para o ciclo educativo que se seguia, com o objectivo de continuar os meus estudos e continuar a minha formação. A minha irmã mais nova, como rapariga que era, foi encaminhada para o Carolina Michäelis. Tenho várias memórias do liceu: a sua grande e fornecida biblioteca e os fabulosos volumes de revistas TinTin e seus progenitores portugueses como o Mosquito, a hora de interrupção da manhã para a saborosa sandes de omeleta – o problema era o cheiro a podre quando se guardavam os restos –, as aulas de Francês com o apoio do projector às aulas e aventuras da banda desenhada e até, com o mesmo professor, as suas dúvidas face à minha sanidade mental de criança, com problemas mais que prováveis de auto-estima – só por afirmar que a minha mãe (note-se, “mulher” nessa época) era médica e divorciada, abandonara a família e ainda por cima, os avós maternos com quem vivia, eram novos-ricos na altura muito bem sucedidos, com prestígio e sobretudo dinheiro. Este professor prestigiado, até tinha os seus livros de Francês adoptados pelo regime!

 

Andei ainda por Espinho, onde completei o ensino secundário, apanhando aí com o 25 de Abril e a revolução, que rapidamente levantou a feira e partiu. Alguns feirantes como eu, ainda ficaram com a cabeça na Lua com saudades da convivência, mas rapidamente, os mais iluminados trocaram a tenda nómada pela loja sedentária e aí começaram a negociar os produtos, da nossa sobrevivência. No entanto o secundário já foi para mim, uma enorme desilusão, não passando de um mero prolongamento preparatório e sem evolução, do ciclo primário: com as mesmas regras, a mesma identidade e ingenuidade, agora com a presença reforçada do Estado e da Mocidade Portuguesa. A própria arquitectura da escola, a ocupação do espaço e a distribuição das suas zonas, hierárquicas e de género, faziam lembrar a estrutura militar, as suas casernas e espaços envolventes. Com os seus soldados em instrução!

 

A Pirâmide Social

 

Apanhei o 25 de Abril e dispensei da aptidão para a Faculdade, mas devido à confusão no meio da multidão, tudo acabou por passar de “degrau”, meteram-nos medo de permeio, fomos deslumbrados para outro curso e então, os difusores dos boatos persistentes, consistentes e com intenção, lá ocuparam o nosso lugar, sem querer, tirando cursos com cem anos de percurso ou passagens administrativas. E hoje, com merecimento por toda a burlice não descoberta, são santos e ministros.

 

Até pode ser que hoje em dia, ainda possas ser professor. Mas acredita que já não estás em posse de todas as tuas faculdades mentais pois, se tal acontecesse, já estarias reformado ou estarias a correr de novo à procura da tua infância. Nunca devemos levar a nossa cobardia ao ponto de, não fazendo nada para salvar alguém, ainda criticamos aquele que, por não ser capaz de deixar de ver, se lança de imediato na tentativa de salvação do nosso semelhante. Até porque é daí que deve vir a verdadeira definição de vida.

 

Não é por a nossa vida ser uma hipocrisia rica, que uma aventura alienada chega a ministra: ainda por cima acéfala, com uma ideologia de Leopoldina e na companhia duma boneca. Sendo marioneta de um mentiroso, do homem dos trocos e da sua bruxa mãe – grande descendente da paridade masculina, virgem educativa inspirada nas musas chilenas e discípula directa, do anarquista perfeito – não lhe devemos dar a outra face, mas acabar com este tipo de pessoas, que apenas pensando nelas, não reconhecem os nossos direitos. Acham que somos rascas!  

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:35

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