Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

24
Nov 16

Do candidato Republicano referido como Antissistema

 

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“O presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, anunciou hoje que vai abandonar a política europeia e concorrer nas próximas legislativas alemãs, em 2017, contra a chanceler Angela Merkel.” (dn.pt)

 

Agora que o Velho Mundo aparentemente perdeu a sua Máscara (já em avançado estado de decomposição) e quando o Novo Mundo claramente se prepara para a declaração de uma Nova Ordem Mundial, eis que a Europa talvez num dos seus muitos suspiros ou já no seu previsível estertor, se lança para a frente com a sua cabeça na Alemanha: com a candidatura do Presidente do Parlamento Europeu o alemão Martin Schulz (SPD) às Eleições Legislativas de 2017 a decorrer na Alemanha, muito provavelmente defrontando a Chanceler Angela Merkel (CDU).

 

“Experts have warned of an inevitable conflict between the world’s superpowers as they plot expansion into space. Across the world nations such as Russia, China and the US are pouring billions into weapons which can be used in space – ranging from battle ready satellites to missile-armed drone space shuttles.” (dailystar.co.uk)

 

No seguimento da deslocação do Eixo do Motor Global do continente Europeu para o continente Asiático (com a China a transformar-se na maior potência económica global, a criar o seu banco alternativo ao Banco Mundial e chamando a si todo o poderio da Rússia), do recrudescimento da guerra em torno das reservas petrolíferas (originando grandes migrações em direção à Europa), do abandono da Grã-Bretanha da CEE (conforme referendo do Brexit) e finalmente da eleição de Donald Trump nas Presidenciais dos EUA (só para falar de alguns acontecimentos pouco significativos), aumentando subitamente os níveis de aquecimento político global e dando origem a piruetas e outros exercícios um pouco bizarros, mas como sempre dentro dos conformes (pelo menos para já).

 

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“Nigel Farage is planning to visit Washington DC early next month to meet again with aides to US President-elect Donald Trump. The visit to the US capital will be seen as part of an unofficial diplomatic offensive by Mr Farage to forge links with Mr Trump’s team which will undermine Theresa May, the Prime Minister, who is still yet to meet with the President-elect.” (telegraph.co.uk)

 

Num momento em que tendo virado as costas ao seu maior companheiro continental a Rússia e tendo sido atraiçoado por um dos seus mais poderosos e influentes aliados a Grã-Bretanha, se vê agora com os EUA a serem dirigidos por um individuo imprevisível como Donald Trump: numa Europa política que se verá cada vez mais isolada não só se não perceber o estado cada vez mais depauperado em que já vive uma percentagem bastante apreciável da generalidade do seu povo, como também se não renovarem os seus desejos e objetivos aceitando as suas limitações atuais – mas sobretudo restaurando a sua soberania e mecanismos de segurança (de momento delegados aos EUA).

 

“President John Fitzgerald Kennedy, the 35th President of the United States, was shot during a motorcade drive through downtown Dallas at 1p.m. (6p.m. British time) this afternoon. He died in the emergency room of the Parkland Memorial Hospital 32 minutes after the attack. He was 46 years old. He is the third President to be assassinated in office since Abraham Lincoln and the first since President McKinley in 1901.” (theguardian.com)

 

Esperando que os políticos que ainda sobrevivem nesta Europa sem ideologia ou liderança (sendo esta a estratégia para a manutenção do status quo) nunca se esqueçam que nesta sociedade o Tempo é um bem cada vez mais precioso, pelo que se o ignorarmos (a sua passagem) o nosso Espaço (o único bem material que nos resta) de manobra será cada vez mais reduzido: talvez revendo de novo momentos nada alegres, do ainda próximo e intimo (mas deveras alienado) século passado. Não se podendo dar ao luxo de hibernar por mais dois meses (mesmo com o pretexto da época natalícia e dos festejos da passagem de ano) esperando a sua posse (de Donald Trump) ou de que algo de extraordinário aconteça (assassinado tal como J. F. Kennedy mas aqui por mexicanos).

 

(imagens: podcastpeople.com e therationalists.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:09

19
Set 16

“E seremos nós os primeiros a ser atingidos pelos estilhaços”

(do fim de um novo império)

 

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Ângela Merkel – Em queda livre

 

Enquanto a velha EUROPA descendente e órfã de Adolfo Hitler (e das suas ideologias nacionais-socialistas) continuar a pensar que a salvação da sua Elite continua a estar na exploração desenfreada e sem limites dos cidadãos que os elegeram (depositando neles toda a sua esperança e pensando ali estarem unicamente para os defender) – ainda-por-cima substituindo o certificado de posse de arma por um canudo completamente inútil mas indubitavelmente muito mais perigoso (enquanto a arma oprime fisicamente originando revoltas, o canudo deprime psiquicamente provocando psicoses) – o seu destino continuará traçado no caminho inexorável da sua extinção.

 

Pelo que as últimas sondagens realizadas na Alemanha e tendo como objetivo as eleições regionais de BERLIM (após as últimas e estrondosas derrotas do partido de ANGELA MERKEL) nunca poderão espantar, tal a situação que se vive no país especialmente desde que os norte-americanos optaram pela instalação do caos no Médio Oriente para assim melhor controlarem o preço do petróleo: destruindo todas as infraestruturas básicas de países árabes como o Iraque, a Síria, a Líbia e até o Iémen e encaminhando todos estes milhões em fuga da guerra, da morte e do genocídio para territórios aliados (e desvalorizados) como os da Europa.

 

Com as previsões a apontarem para uma derrota histórica da União Democrática Cristã (liderada por Merkel) este domingo ficando-se por uns míseros 18% (ganhando os Sociais-Democratas e registando o aparecimento de novas forças políticas como a direita populista da Alternativa pela Alemanha com cerca de 12%).

 

Agora que a Alemanha está pejada de refugiados, carregada de emigrantes e simultaneamente minada pelos problemas nunca resolvidos dos seus cidadãos oriundos da extinta Alemanha de Leste – incorporados mas sempre marginalizados.

 

Num cocktail explosivo de desespero e de violência – e com um número crescente dos seus cidadãos desejando um novo HITLER já que Merkel é mulher (e naturalmente inferior).

 

Sabendo-se que o problema não está no sexo mas no próprio instrumento (Chinês ou Made in Taiwan).

 

[Resultados provisórios das eleições regionais de Berlim:

SPD/21.6 CDU/17.5 The Left/15.7 Alliance '90/The Greens/15.1 Alternative for Germany/14.1 FDP – 6.7]

 

(imagem: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:03

13
Mai 16

“A total of 30 Syrian refugee children, aged between 8 and 12, have been sexually assaulted over a period of three months by a cleaning worker in Turkey’s Nizip refugee camp located in the southeastern province of Gaziantep and administered by the country’s Disaster and Emergency Management Authority (AFAD).”

(GAZİANTEP/hurriyetdailynews.com)

 

[AFAD é uma organização ligada ao gabinete do 1ºMinistro da Turquia Erdogan]

 

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UM LADO FEIO (E VERDADEIRO) DA GUERRA

Destruição de um campo de refugiados instalado na Síria, nas proximidades da fronteira com a Turquia

 

Num momento em que a Guerra no Oriente parece nunca mais terminar e durante o qual por mais que os escondam os contingentes de refugiados continuam irreversivelmente a aumentar, a EUROPA em vez de tomar uma posição individual e decisiva sobre o assunto (que tão profundamente a tem vindo a afetar, num cenário económico de crise profunda e prolongada) resolve indiferente e covardemente nada continuar a fazer (como se nada tivesse com o assunto), colocando-se mais uma vez debaixo dos interesses e das ordens dos norte-americanas (como se este fosse um manto protetor). Apesar de todos já termos percebido o que foram as diversas Primaveras Árabes, quem e a razão de quem as promoveu e as reais consequências para todos os países da região: desde o SOFT retorno dos militares ao poder no Egito através de mais um golpe ilegal (mantendo este grande país africano sob o jugo de outros ditadores) até às situações HARD vividas na Síria e no Iémen (com o genocídio de milhares de civis, a destruição total de infraestruturas básicas e a invasão do seu território por multinacionais de mercenários colocados sobre a ordem de organizações terroristas como a AL-QAEDA e o ESTDO ISLÂMICO). Na área referida com a maioria dos Estados do Golfo liderados pela Arábia Saudita a serem a grande potência militar da região, demonstrando em conjunto capacidade de intervenção imediata e direta no terreno, naturalmente apoiados na retaguarda pelos seus grandes aliados globais (e grandes fornecedores logísticos) os EUA. Nunca esquecendo a terraplanagem da Líbia e a contínua destruição do Iraque.

 

Uma EUROPA que se sujeita agora e por uma mera aplicação de mais uma estratégia norte-americana (num país localizado do lado de lá do Atlântico) a ter que aceitar as pressões inadmissíveis de mais um ditador, ameaçando com retaliações unilaterais da sua parte caso não os aceitem na União Europeia nas condições por eles impostas: com um político como ERDOGAN que permite que o seu país se transforme em mais uma fonte dinamizadora do terrorismo global – bombardeando populações do seu próprio território e país por serem descendentes curdos logo equiparados a terroristas e por outro lado apoiando verdadeiros terroristas atuando na Síria aqui considerados combatentes da liberdade – enquanto vai aterrorizando a EUROPA com mais Guerra e Refugiados (caso não o aceitemos sem condições). Afinal de contas é a Turquia que vai ficar com aqueles que ninguém quer (nem mesmo os seus protetores) – o podre visível da guerra (mas vivos) os tais refugiados (ainda em movimento). E o que faz a EUROPA e a sua consciência política centrada na Alemanha por esta multidão desesperada (apesar dos constantes protestos por parte dos ingleses querendo protagonismo, apenas por serem um grande entreposto de lavagem de dinheiro)? Para os refugiados, personificada na figura da mãe alemã Ângela Merkel.

 

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UM LADO RETOCADO (E HIPÓCRITA) DA GUERRA

Merkel e Erdogan em visita a um dos campos de refugiados instalados na Turquia e localizado em Nizip

 

Que se saiba para os lados do Entreposto dos EUA sediado na EUROPA – a Grã-Bretanha – David Cameron e a sua Rainha continuam entretidos com Chineses e Nigerianos: chamando malcriados a uns e corruptos aos outos. Com a acusação de corrupção à Nigéria a ser por coincidência lançada num país conhecido por nele serem constantes as lavagens de dinheiro incluindo com interesses nigerianos (com petróleo pelo meio) e por outro lado sendo dita pelo seu 1ºMinistro David Cameron líder de um país promotor, financiador e explorador do maior exemplo de convivência de ética e de dinheiro os OFFSHORE. E com a sua Rainha ainda não tendo percebido de onde hoje vêm os dólares (chineses certificados por ouro e não americano certificado por papel): da R. P. China. Mas centremo-nos na Alemanha e deixemos então a Ilha.

O que tem feito a Alemanha para travar Erdogan? Pelos vistos nada – pelo menos no que diz respeito à outra EUROPA, da profunda crise económica, do desregulamento total dos direitos dos seus cidadãos e do brutal desinvestimento público, asfixiando lentamente toda e qualquer hipótese de recuperação desta sociedade doente e extremamente desprotegida, absolutamente dependente do que possa dar o mundo reinante da especulação financeira. Precisamente aquilo que a Alemanha impõe aos outros países da UE e que no entanto recusa aplicar a si própria desafiando todas as diretivas e o próprio FMI – negando a indicação dada pelo FMI para iniciar desde já reformas económicas internas (despedimentos, descida de salários, maior desregulação no mundo laboral e tudo aquilo que todos os portugueses já conhecem) e optando por um forte investimento no consumo interno com subidas em salários, pensões e outros benefícios sociais de modo a dinamizar a economia (que tem demonstrado ultimamente um maior crescimento, apesar do logico aumento das importações) e contrabalançar a queda no mercado exportador (como é o caso das importantíssimas e estratégicas exportações para a Rússia – tanto para a Alemanha como para toda a Europa – agora suspensas até ordem em contrário – dos EUA).

 

Num cenário global em que uma grande potência agora em queda (os EUA ainda com o maior poderio militar) e tendo já outra mais poderosa para a substituir (a R. P. CHINA atualmente o maior poder económico e reconheçam ou não financeiro), ainda pensa poder reconquistar o Mundo à base de impressoras, de dólares e de guerras totais (e ameaçadoramente mortais): não hesitando em coligar-se com ditaduras das mais ferozes a nível global (desde que tenham matéria-prima a condizer) para combater outras mais moderadas mas não tão obedientes e por vezes contestatárias como o pretendido. Que o digam todos os países produtores de petróleo até pelas guerras brutais de que são testemunhas e vítimas (Iraque, Síria, Líbia); nunca esquecendo os outros que apesar de não estarem em guerra já caminham para o caos (Venezuela, Brasil); e ainda aqueles que sabendo resistir e não estando obcecados eternamente pelo dólar (como qualquer moeda tendo o seu ciclo de vida) e podendo pela sua força económica resistir ainda perduram (como a Rússia aliando-se à China na criação do Novo Banco Mundial o AIIB já com adesão a nível global, contrapondo ao outro Banco Mundial Norte-americano uma moeda certificada em OURO – e não em mero papel, por mais carismático e mentalmente obsessivo que este seja, nada valendo face ao peso do metal precioso). Uma tarefa com dificuldades mas na realidade inevitável: em relação a todas as dificuldades de trajetória económica e financeira a seguir que o comprovem os BRICKS com três países a resistirem – China, Rússia e Índia – e outros dois em alto risco – África do Sul e Brasil – tendo sempre por trás e como parte interessada as mãos do dono do Outro Banco Mundial (os EUA). Uma estratégia que até ao momento só tem fortalecido ainda mais o poderio da China e da Rússia no Mundo e que por outro lado tem transportado toda a EUROPA a caminho de um mundo e de uma sociedade que nunca nenhum de nós desejou – mais um palco de guerra e de intervenção entre dois blocos poderosos, julgando-se cada um deles o mais forte e vencedor final e como tal aniquilando-se mutuamente na aplicação da sua obsessão ideológica e como sempre até à morte e extinção (levando-nos com eles).

 

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UM INSTRUMENTO (E REAL) DE GUERRA

Devido à sua intervenção na Guerra Civil Síria apoiando o Estado Islâmico (na luta destes contra as forças do presidente sírio ASSAD), arriscando-se a envolver-se integral e diretamente nessa guerra sangrenta alastrando-se desde o Iraque

 

E enquanto ERDOGAN vai sendo entronizado na Turquia com líder carismático de mais uma oligarquia ditatorial assente no seu poder militar (aplicado internamente sobre os seus cidadãos ditos curdos e externamente no apoio a organizações terroristas como o Estado Islâmico contra os sírios), na Alemanha as suas exigências são imediatamente escutadas e de uma forma ou de outra (direta ou indiretamente) instantaneamente cumpridas: assim se perseguindo um comediante (um cidadão alemão) e aceitando ameaças sobre uma Hamburgueria (uma empresa alemã) – como se disséssemos mal de todos os crimes de HITLER e fossemos presos ou ameaçados.

 

Mas reconheçamos que a continuar tudo assim (num status quo completamente obsessivo, apático e indiferente) a EUROPA não terá mais futuro e a própria ALEMANHA (com MERKEL à cabeça) se afundará – recorrendo-se aí e em desespero à estratégia da Madrasta!

 

(imagens: tribuneindia.com/undercoverinfo.wordpress.com/globalriskinsights.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:17

27
Fev 16

Mutter Angela – Mitfuhlend Mutter – Mamma Merkel
“Europe’s Conscience on the refugee crisis”
(Newsweek)

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A Mãe de Todos os Refugiados

 

Se alguém quiser ter uma ideia de qual é o ambiente geral na Alemanha relativamente à sua situação político-económica, basta olhar para o gráfico apresentado pela DW (dw.com) e verificar qual o nível de satisfação da população alemã no que refere ao trabalho do seu atual Governo. Nos últimos sete meses o Governo de coligação dirigido por Angela Merkel (CDU/CSU+SPD) tem vindo sistematicamente a descer de popularidade (com exceção de um interregno de dois meses), encontrando-se neste momento nuns baixíssimos 38% (fins de Fevereiro).

 

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Não sendo a tudo isto estranho o facto de a Alemanha ter recebido só no ano de 2015 centenas de milhares de refugiados, oriundos maioritariamente da Síria (vizinhos da Turquia e com ligações à grande comunidade turca na Alemanha). E com a confusão na Europa a aumentar sem que se veja sequer o canudo onde se encontra o buraco de onde avistaremos a solução, é fácil de adivinhar o sentimento e a resposta de qualquer cidadão posto frente uma invasão, sem reação e sem proteção. Numa corrida impressionante de milhões em fuga desesperada da guerra e da morte, mas com a mesma sempre presente e visível no horizonte.

 

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Pelo que a resposta à pergunta “terá o Governo sob controlo a situação dos refugiados?” ser evidente e inquestionável (pela sua força e claridade): 81% de Nãos. O que como consequência tem levado de novo ao rápido desgaste da política do Governo alemão personificado na figura do sua chanceler e dirigente da CDU Angela Merkel, metamorfoseando-a quase que num ápice de Boa Mãe da Alemanha em mais uma mãe (mulher) das muitas outras irresponsáveis: sendo já muitos os que declaram o seu fim, o mais tardar marcado para 2017 (nas próximas eleições alemãs).

 

Partido Área
Política
Governo (Ministros)
Oposição
Eleições
2013
(%)
Sondagem
2016
(%)
Variação
+/-
(%)
CDU+CSU Centro Direita G (7+3) 45 35 -10
SPD Centro Esquerda G (6) 29 24 -5
Esquerda Esquerda O 8 9 +1
Verdes Centro Esquerda O 7 10 +3
FDP Centro Direita O 2 5 +3
AFD Direita O 2 12 +10

 

Para já com a coligação no poder a perder 15% nas últimas sondagens desde as últimas eleições de 2013 (CDU/CSU+SPD) e com a Direita (mais rigorosamente a extrema direita populista do AFD) a crescer rapidamente para os dois dígitos (num crescimento de 10%). O que não augura nada de bom para o futuro da Alemanha e da Europa inconscientemente fazendo-nos recuar 80 anos. E não vejo a locomotiva alemã com força para toda a Europa. Entretanto a Guerra aproximasse cada vez mais de nós e os exércitos de WALKING DEAD já aí estão entre nós: a Verdade está aí, só tens mesmo de Acreditar.

 

(imagens: spiegel.de – theguardian.com – europe.newsweek.com – dw.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:34

18
Jul 15

Será a de Merkel?

 

O que parece é que o Chefe/Schäubel mandou o seu General/Merkel anexar a Grécia e que o colaboracionista grego por essa altura no Governo aceitou a situação como inevitável. Concordando em transformar-se (travestindo-se numa pirueta impressionante) no representante do exército de ocupação.

 

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Merkel e Schäuble

 

Para quem ainda tinha dúvidas de quem manda na Alemanha basta ler apenas algumas partes da entrevista de SCÄUBLE ao semanário alemão DER SPEGEL.

 

“Schaeuble says ready to resign if hand forced in Greece talks.”

 

Como Ministro das Finanças do país que lidera e comanda as finanças conjuntas de toda a UE, com as suas recentes declarações ele só vem mais uma vez confirmar que para ele a Alemanha estará sempre em primeiro lugar só depois surgindo a Europa.

 

"Angela Merkel is chancellor, I am finance minister. Politicians derive their responsibility from their functions. No-one can force them. If someone tried I could go to the president (Joachim Gauck) and ask him to dismiss me."

 

E entre assumir a solidariedade para com um Estado em extrema dificuldade (económica e financeira e correndo um grande risco de implosão) ou aconselhar em sentido contrário a sua imediata expulsão (no fundo ele vê o mundo como uma instituição prioritariamente financeira, claramente a melhor forma de controlar os mercados sentado numa cadeira – e não necessita ser de rodas), SCHÄUBLE demonstra uma linha de pensamento sem hesitações e verdadeiramente inflexível (por inalterável ao longo de todo este tempo): o que o leva a afirmar mesmo depois de estabelecido o acordo UE/GRÉCIA, que o melhor cenário para os gregos seria mesmo deixarem a UE (subentendendo-se simultaneamente, que seria também o melhor para a UE).

 

“Asked if he was thinking about resigning, he replied: "No, what makes you think that"? Schaeuble said he and Merkel had an understanding: "We know we can count on each other."

 

Desautorizando MERKEL (e com ela toda a Europa) e confirmando que enquanto lá estiver, “dinheiro emprestado para incompetentes só mesmo sobre o seu cadáver”.

 

“So far Merkel has been able to draw on Schaeuble's popularity among members of her conservative-social democrat coalition to garner grudging acceptance for a third Greek bailout.”

 

E assim se concluiu mais uma temporada desta grande série televisiva europeia, registando grande audiência (apesar da enorme monotonia do guião) no decorrer dos seus últimos anos de projecção (a outra série de grande êxito a ser rodada na Ucrânia encontra-se de momento num impasse temporário devido a razões financeiras), esperando-se que pelo desenvolvimento dos últimos acontecimentos (no Governo grego) o início da próxima temporada esteja mesmo aí ao dobrar da esquina.

 

“A poll in early July showed 72 per cent of Germans supporting his approach.”

 

E se dermos a volta a todo o quarteirão (da Europa) outros candidatos (para já cautelosamente à espreita) começam a ser identificados e seleccionados para a estreia de outras novas séries, demonstrando com o seu currículo e potencial previamente por eles apresentados, qualidades e capacidades tornando-os capaz de (com mais um pouquinho de austeridade) rapidamente atingirem êxitos semelhantes: Portugal, Irlanda, Espanha, França, Itália e por aí fora (na sua autofagia a Europa que escolha).

 

(texto/inglês: AFP/18 Julho – imagem: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:20

14
Jul 15

É bastante claro o resultado do duelo travado este fim-de-semana em Bruxelas entre os representantes do EUROGRUPO (diga-se a Alemanha) e os representantes da GRÉCIA (diga-se o povo grego):

 

“Derrota por KO técnico do inferiorizado Primeiro-Ministro Alexis Tsipras, face à sua ultra-poderosa adversária a Chanceler Angela Merkel.”

 

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Verdadeiramente de pernas para o ar
(ou de pernas abertas?

 

O que só poderá significar o início do fim a curto ou a médio prazo do Governo liderado por AlexisTsipras (que a Europa acaba de transformar num Morto-Vivo, colocando-o agora em posição IN) e como consequência lógica (do recuo progressivo da sua base de apoio) o fim do próprio SYRISA (com a porta já aberta com a chegada a Acordo e com Tsipras a iniciar o seu período pessoal de Inquisição interna).

 

Registemos: com Alexis Tsipras considerado agora IN para o clube privilegiado do EUROGRUPO, abrem-se logicamente mais perspectivas de evolução política e hierárquica deste agora aguerrido, prometedor e jovem político Europeu. Só lhe faltará mesmo ser um pouco mais ambicioso e aí talvez tenhamos encontrado um grande líder europeu (e sabe-se lá da CEE – estilo Durão Barroso). Tem é que esquecer o essencial (mais do que a Grécia, os gregos).

 

De qualquer forma a Grécia estará a partir de agora IN, apesar de na realidade continuar OUT: integrada na Europa mas sem dinheiro, sem património, sem emprego, sem protecção social, sem crescimento, sem ESTADO, sem, sem, sem e sem solidariedade da UE.

 

"Eles crucificaram Tsipras lá dentro."
(RR)

 

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Ministro das Finanças da Alemanha e Presidente do Eurogrupo
(e a imparcialidade dos árbitros)

 

Mas com todos os anteriores cenários já repetidamente montados e desmontados pelos próprios organizadores deste grande, inolvidável e talvez irrepetível espectáculo (com resultados financeiramente arrasadores para os seus patrocinadores), todo o desenvolvimento continua a ser possível e com múltiplas opções: desde a implosão da Grécia até à implosão da Europa, desde o ressuscitar de Tsipras até à síncope de Schäuble.

 

Última Hora:

 

“Depois da Praga o Contra-ataque dos Leporídeos”
(concentrados na toca do Coelho)

 

Depois de nos ter VIGARIZADO com os seus dados espectaculares sobre as taxas de desemprego, de impostos, de remunerações e até de reformas e de pensões em Portugal (tudo a descer ou a subir, conforme os interesses do momento), eis que o nosso Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho em nome de Portugal, pensando no seu emprego e na defesa intransigente do novo desígnio Europeu, se atribui todos os louros na defesa dos paradigma alemão: considerando-se como SALAZAR, o maior neutro pró-activo. Talvez a falta de vergonha seja um problema cultural – pois a memória já se foi (Portugal nunca assumiu uma clara posição). E não é só em Portugal que existirão ELEIÇÕES.

 

“Se a estupidez pagasse imposto estava todo carimbado!”

 

(imagens – businessetc.thejournal.ie/rr.sapo.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:32

15
Nov 11

Movimento Ocupa Wall Street

 

EUA – NY – Polícias invadem zona e forçam desocupação do local de protesto

 

É curiosa a duração (meses) destas manifestações de protesto de indignados contra a situação que se vive nos EUA – e no resto do mundo – num país cujo retrato que passa para fora é o de um país resignado e asfixiado social e economicamente por privatizações selvagens, sem nenhumas regras de protecção de sectores fundamentais e estratégicos e isto tudo pelo simples facto de que tudo é negócio e pode dar dinheiro. E ainda por cima com uns lideres reconhecidos pelo seu desprezo total para com a generalidade da sua população, por aplicação simples e violenta da sua única regra de existência e sobrevivência – a do lucro, do controle do défice devido a não aplicação da protecção social e da manutenção de todo o seu arsenal militar, para o que der e vier.

 

A Europa – Nas mãos de Merkel com o minorca procurando salvar-se

 

E o que se passa na Europa com a sua população, onde as pessoas ainda aceitam sem pestanejar, a liderança daqueles que foram convidados a ir jogar à roleta nos EUA com o dinheiro das suas populações e perderam e têm agora os credores do jogo atrás deles, desculpando-se com a lógica de que o dinheiro aplicado não era deles, logo quem deve pagar somos nós. E ainda se oferecem para tratar, por conhecimento directo e preferencial da situação, os nossos recentes problemas – por isso, pelos resultados obtidos e pelos dólares que têm nos seus bancos, prefiro o chinês.

 

Portugal sem governo e sob as ordens alemãs – a recessão agrava-se a cada trimestre

 

Em Portugal as elites continuam a ser as mesmas de antes do 25 de Abril. Talvez sejam mesmo piores, por degradação dos parâmetros hereditários das novas gerações de predestinados e pela opção da quantidade em vez da qualidade. Enquanto nós aqui continuamos embalados pela cantiga de roubos patrióticos sucessivos e por mais um anúncio do fim da crise, feita por um tipo moderno, contratado através dessa ferramenta altamente tecnológica existente no Canadá e que é o Facebook, até nos EUA a preocupação com a crise que assola a Europa é motivo de alerta para eles: 22% das suas exportações são para a Europa, estando mesmo alguns estados com taxas de exportação perto dos 50%, especialmente e os mais afectados, estados como o Utah, Carolina do Sul e West Virginia.

 

O nosso Ninguém sem vergonha

 

Eles ainda produzem e nós? E será que ainda existe comunicação social no meu país ou apenas rótulos de produtos? Não haverá alguém com vergonha de ser um reles vendido e um distraído prostituto mental, que se oferece apenas, para provar que ainda existe? Ao que o mundo chegou!

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:53

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