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Equação (resultado): Biden + Palestina = Zero.

Sexta-feira, 14.05.21

“Além do problema de uma condição (equação/inequação, etc.) poder sempre integrar um sistema com outras condições, não o limitando, mas expandindo-o e com este por sua vez a interagir com outros sistemas (e assim sucessivamente).”

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Num processo iniciado há quase 100 anos (em 1922, como consequência da 1ª Guerra Mundial e do fim do Império Otomano), originando uma migração maciça de Judeus da Europa (como se quisessem ver-se, livre deles) em direção ao Médio Oriente ─ para uma região árabe então sob mandato da Grã-Bretanha, a Palestina ─ e levando logo aí ao aparecimento dos primeiros (e já esperados) conflitos entre duas comunidades (sem um necessário e obrigatório esclarecimento, informação e diálogo prévio, válido e credível), repentinamente e sem hipóteses de recurso ou de recuo sendo postas uma em presença da outra, a palestiniana (os já aí estando) e a judaica (os chegando só agora),

“Vinte e cinco anos depois (em 1947) com os judeus a controlarem cerca de 7%, os árabes 23% e os britânicos os restantes 70% do território da Palestina”

Eis que passados 74 anos sobre o plano estabelecido pela ONU para o futuro (que foi ontem e que ainda é hoje) deste território árabe da Palestina ─ a sua simples partilha entre Árabes e Judeus ─ uns povos tiveram direito ao seu Estado (os acabados de chegar/os protegidos/os eleitos), ISRAEL e os outros povos Não (os que já lá residiam/os abandonados/os marginais), PALESTINA, sendo no fundo todos descendentes da mesma Tribo-Árabe (recuando uns 2000 anos, já aí desentendidas).

Como consequência desta dominação e ocupação (usurpando a sua soberania, destruindo a sua memória e cultura, tal como o fizeram os nazis) de um Estado sobre outro Estado e como se a tal tivesse direito delegado por algo ou alguém (só podendo ser quem lhe dá argumentos, mesmo não existindo, ou seja quem o arma), sob os olhos de muita gente preferindo para não se incomodar optar por não ver (veja-se o caso da Europa Humanista e dos seus “irmãos” árabes), cercando-o e no seu interior obliterando-o: apenas uns 4.500.000 de Palestinianos (e mesmo aí suportando no interior do seu território 500.000 judeus em colonatos) sem nada nem ninguém (do lado deles), quando do outro lado estão o dobro com todos a apoiar (sob a batuta do mais poderoso) os Judeus/Israelitas. Judeus e israelitas sendo todos as únicas vítimas, daqueles (criminosos) que vindos de todos os lados (oficiais, internos, externos, até ilegais não o sendo) os dizem representar.

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E o que fazem os EUA agora sob a liderança do quase octogenário presidente ─ e inquilino da Casa (mais) Branca (do mundo) ─ o líder global do Eixo do Bem (fazendo frente à Rússia e à China, o designado Eixo do Mal), Joe Biden? Não o fazendo eu por ideologia (parecendo-o ou não) mas pelo que fazem a um povo (assédio/crime continuado) ─ o único que eu conheço vivendo (oficialmente) num campo de concentração a céu aberto, mas fechado e completamente isolado de todo o mundo (não será isso uma prisão?) ─ por indignação. Quanto a Joe Biden e mantendo o mesmo rumo de todas as administrações anteriores (Republicanas como Democratas, com Trump ou com Obama, as duas faces da mesma moeda e do seu poder, o Dólar) fazendo nada, ou seja, mantendo o apoio aos do costume.

Com os noticiários globais voltando de novo ao cenário da PALESTINA, agora que Israel procura ter um novo protagonismo com a Administração Joe Biden (Democrata), depois de um mandato com o seu grande amigo o Republicano Donald Trump, necessitando de uma nova e reforçada renovação (no apoio militar em armamento, que jamais será integralmente pago) e sabendo indo-a ter (até como infiltrado fiel na região) mesmo que sub-repticiamente por parte dos poderosos clãs do partido Democrata, decretada e generalizada a ideia na sociedade norte-americana, de  que proteger os israelitas é para além do mais um dever nacional.

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E assim acompanhando uma nova campanha de criação de novos colonatos judeus em locais em torno da cidade de Jerusalém ainda ocupados por comunidades árabes (os resistentes ao abandono progressivo e obrigatório das suas terras), face a intervenções policiais e provocações militares (de prevenção) e perante a resposta árabe por vezes violenta face à expropriação forçada das suas casas e restantes bens imóveis, com o Governo de Israel e aproveitando estrategicamente (estando agora perante um novo presidente dos EUA, Biden) mais este momento crítico de tensão (fomentada entre comunidades) e possibilidade de explosão, para em finais do período de Ramadão e com os seus militares invadir a mesquita de AL-AQSA provocando dezenas de mortes e cerca de meio milhar de feridos (entre os árabes aí presentes). Com o Hamas a responder lançando centenas de rockets sobre Israel e logo de imediato com Israel a ripostar de novo desproporcionalmente (como os covardes, fazem sobre os fracos) na sua ação e “retrato” fazendo lembrar a barbárie praticada sobre as “Torres Gémeas”: bombardeando, atingindo com mísseis (destinados) e abatendo completamente prédios urbanos pretensamente podendo estar ou não (nunca se sabe)  cheios de população civil (em geral maioritariamente mulheres e crianças, quanto muito familiares de alguém) e (sem castigo, nem punição pelo seu crime) matando-as. De momento e apesar da contestação com o Governo de Israel persistindo na sua campanha de cerco e bombardeamento da Palestina, se necessário obliterando as estruturas básicas restantes (agora foi a vez da rádio e da televisão serem eliminados dos ares de modo a não divulgarem notícias/imagens), se necessário (em nome da sua soberania e ignorando logo as dos seus vizinhos) persistindo nos assassinatos: dos outros e por esta via (e como ação/reação) dos seus.

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Joe Biden e como sempre dando o ombro amigo ao seu único e verdadeiro aliado do oriente (visto como pai e igualmente neto), o povo judeu (a Tribo Árabe renegada) Israel, no final sendo sempre o seu lado, não por ele preferido (como opinião ou desejo do Presidente) mas por há muito e já por muitos outros (Presidentes) igualmente escolhido. Daí vendo-se a força de Israel no Congresso (Republicanos ajudados por Democratas), no Senado e até e apesar de tudo no Presidente (dando a razão final a Israel para assim este se poder defender), só se descortinando as habituais opiniões e pretensas contestações do costume sem força, apenas servindo para decorar e compor o (já pouco credível, mas persistente) cenário: só se fazendo notar um pouco mais as opiniões contrárias à “absolvição antecipada de Israel” vindas da parte de  Bernie Sanders, Alexandra Cortez e Elisabeth Warren (três contestatários aparentemente só “livros-de- bolso”), mas na realidade não se constatando grande eco na Vice-Presidente Kamala Harris (o pretenso “lado-esquerdo” do Presidente, talvez e no futuro o contrário), nem no círculo próximo da nova Administração Democrata da Casa Branca. Biden sendo (como Presidente e substituto de Trump) o novo Boneco-Falante e os Palestinianos, um nº muito reduzido das suas inevitáveis vítimas sem intenção, por colaterais (por presidencial, inato e enriquecedor processo de inação).

Arrastando-se o processo e sendo-se capaz de colocar a maioria do mundo contra os PALESTINIANOS, mais um alerta para que estes se protejam e se cuidem, se querem a curto-médio-prazo evitar e como povo a sua total extinção: no meio deste caldo económico e mediático (por vezes sobrepondo-se um, por vezes sobrepondo-se o outro) e estando-se numa fase de transição (quem realmente manda?) ninguém indo ver. E talvez o futuro deles e mesmo de muitos de nós (espalhados um pouco/muito por todo o Mundo) seja efetivamente a proposta apresentada pelo milionário norte-americano (semelhante à de colocarmos a nossa cabeça no interior de um micro-ondas, mas sendo proposta fazendo-se), tendo como saída deste grande imbróglio terrestre e de todos os males deste mundo ─ a Terra (e talvez por já estarmos tão bem habituados) ─ o Inferno do planeta Marte.

(imagens: theguardian.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:20

O Mundo em Banho-Maria

Domingo, 19.03.17

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Com o Pentágono a afirmar não ter bombardeado a mesquita

(mas o local onde se encontravam os terroristas da Al-Qaeda)

 

Pentagon Denies Bombing Syrian Mosque, But Its Own Photo May Prove That It Did

(theintercept.com)

 

No momento em que nos EUA o seu novo Presidente conjuntamente com os principais membros da sua Administração Republicana continuam a arrumar a casa (postos perante problemas como o da emigração clandestina, da necessidade da criação de postos de trabalho, dos cuidados mínimos de saúde a prestar à sua população e até da questão dos Veteranos de Guerra) e enquanto os seus principais especialistas colocados em posições influentes (de definição e de orientação) procuram novas estratégias político-económicas internas mantendo momentaneamente equilibrado o panorama político mundial (antes do início do inevitável conflito que colocará frente-a-frente os EUA e a China), certos grupos de interesse nacionais ou internacionais atuando um pouco por todo o mundo e aproveitam a oportunidade que lhes é concedida (e contando com a preciosa colaboração intencional ou não dos Democratas ao persistirem nos ataques ao seu novo Presidente) dão agora ar da sua presença e da sua capacidade de intervenção e de influência.

 

More than 42 people were killed and dozens more injured, according to monitoring groups and local activists. First responders with the Syrian Civil Defence – known as the “White Helmets” – rushed to treat the wounded and dig corpses out of the rubble.

(theintercept.com)

 

Não sendo económica sendo-a obviamente militar (essa intervenção/influência/intrusão) mesmo que clandestina e forçosamente ilegal – e oriunda dum financiador (EUA) ou mesmo dum interventor (Israel). Com outros grandes investidores a estarem de momento ocupados e de mãos bem atadas, ocupados como estão no genocídio a decorrer no Iémen (Arábia Saudita e Reino Unido). E nisto tudo ainda incluindo a Europa, a Rússia e o Irão (para já não falar do Iraque e da terraplanagem a decorrer em Mossul).

 

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A antiga mesquita situada mesmo em frente da nova mesquita

(agora com a mais recente completamente destruída)

 

An administration official told the Washington Post that two armed, Reaper drones fired “roughly [the] entirety of their Hellfire payload and followed up w/ 500 lb bomb.”

(theintercept.com)

 

E assim, tendo sempre como alvo bem fixo no seu cenário e objetiva um território inimigo (Síria) por apoiado pelo Grande Inimigo (Rússia), lá vemos nós de novo os norte-americanos e os israelitas enchendo um pouco mais o balão (da Guerra Civil Síria), para ver o que daí ainda poderá resultar: um atacando por engano (e matando dezenas de pessoas) o outro só estando a espreitar (mas recebendo como resposta mísseis da artilharia síria). No entanto com o aspeto mais importante, determinante, mas ao mesmo tempo curioso, ser a de no caso dos norte-americanos os agora bombardeados serem os seus anteriores aliados (na guerra e no terreno) – surpreendidos numa reunião de quadros da Al-Qaeda. Numa ataque logo confirmado e denunciado no terreno por testemunhos considerados credíveis pelo ocidente (os White Helmets) como tendo sido um ataque a uma mesquita localizada na cidade-rebelde de Al-Jina (norte da Síria) e provocando mais de 40 mortos e dúzias de feridos entre os civis. E com os responsáveis dos EUA a afirmarem terem enviado para a zona dois drones, descarregando todas as suas bombas sobre o local considerado um reduto da Al-Qaeda e nunca uma mesquita síria – e que essa, era a casa ao lado. Só mesmo de norte-americanos pensando falar com imbecis.

 

The building “was holding a meeting of al Qaeda members”. Military officials “believe dozens of core al Qaeda terrorists were killed.” Locals say the building the drones struck is part of a mosque and religious school, which was built as an expansion several years ago.

(theintercept.com)

 

No terreno e enquanto o cenário não voltar de novo a mudar, com os terroristas a serem perseguidos impiedosamente no Iraque (com os militares iraquianos a juntarem-se às práticas dos terroristas nem sequer poupando a sua população), a serem atacados e bombardeados na Síria (pelos seus anteriores aliados os EUA), a começarem a ficar entalados na Turquia (a sua base de retaguarda) e a desesperarem com a indefinição nos EUA e a falta de maior apoio por parte do seu principal patrocinador A Arábia Saudita – a grande inimiga do Irão mas agora de mãos atadas (e dinheiro investido) na Guerra Civil por si patrocinada e em vigor no Iémen (um dos maiores desastres humanitários a decorrer em África e no Mundo).

 

(imagens: theintercept.com/Christiaan Triebert@trbrtc)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:52