Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

03
Dez 19

[Diel Vertical Migration (DVM)]

 

NASA

French Space Laser Measures

Massive Migration of Ocean Animals

(nasa.gov/27.11.2019)

 

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Utilizando o satélite Calipso para observar, medir e registar a maior migração do planeta Terra − envolvendo pequenas criaturas marinhas − subindo à superfície depois do pôr-do-Sol (para se alimentarem) e regressando a casa (às profundezas oceânicas) antes do nascer-do-Sol

 

Tendo conhecimento de vários tipos de migrações em todas as direções e sentidos − em curso diariamente no nosso planeta sendo um dos sinais de Vida, a existência de Movimento – a comprovação experimental e científica utilizando tecnologia humana – um laser espacial destinado a medir a circulação dos animais nos oceanos (migrações) – de que estas movimentações típicas dos seres vivos − como nómadas que são – não se verificam apenas em terra (migrações terrestres/ex. do Homem) e no ar (migrações aéreas/ex. das aves) como também no mar (nos oceanos) e como um dia ocorrerá obrigatoriamente (connosco como raça inteligente, organizada e dominante) e como uma questão de sobrevivência (e de Evolução) no Espaço:

 

Every night, under the cover of darkness, countless small sea creatures – from squid to krill – swim from the ocean depths to near the surface to feed. This vast animal migration – the largest on the planet and a critical part of Earth’s climate system – has been observed globally for the first time thanks to an unexpected use of a space-based laser. (nasa.gov/27.11.2019)

 

Utilizando o satélite CALIPSO (Cloud-Aerosol Lidar and Infrared Pathfinder Satellite Observations) nome do último barco do lendário especialista oceanográfico Jacques-Yves Cousteau lançado no ano de 2006 (28 de abril) numa operação conjunta do CNES (França) e da NASA (EUA) da base da força aérea norte-americana localizada em Vandenberg (estado da Califórnia) quase 587Kg de massa, circulando a cerca de 700Km de distância da Terra e com um período de 98,5 minutos (dados Wikipédia) – com os equipamentos (sensores) a bordo deste satélite artificial e observando a atmosfera e superfície terrestre continuamente, 24 em 24 horas a registarem nesse mesmo período (ou seja, diariamente) “migrações maciças de animais marinhos” − pequenas criaturas marinhas do Krill até às lulas.

 

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Com estes pequenos animais marinhos (Krill e lulas) fazendo parte de uma determinada hierarquia da cadeia alimentar (havendo uns acima e outros abaixo), subindo à superfície para se alimentarem (de fitoplâncton) para depois descerem e alimentarem (outros)

 

The study looks at a phenomenon known as Diel Vertical Migration (DVM), in which small sea creatures swim up from the deep ocean at night to feed on phytoplankton near the surface, then return to the depths just before sunrise. Scientists recognize this natural daily movement around the world as the largest migration of animals on Earth in terms of total number. (nasa.gov/27.11.2019)

 

E tal como na fotossíntese com as plantas utilizando a energia solar, dando origem a processos físico-químicos e através da utilização de dióxido de carbono e da água obtendo em troca “alimentos” − em forma de glicoseno caso dos animais habitando a grande extensão (e profundidade) dos nossos oceanos e como todos nós sabemos cobrindo mais de 70% da superfície terrestre entre zonas mais superficiais e com maior profundidade (podendo ultrapassar os 11Km), com os mesmos a migrarem “Verticalmente” deslocando-se das profundezas oceânicas quase que até à sua superfície e cumpridas as suas necessidades (temporárias, periódicas, diárias) entre elas Alimentares − retornando ao fundo oceânico (ao seu domicílio habitual).

 

(imagens: Timothy Marvel e Chandler Countryman/nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:48

21
Nov 19

[E para deixar desde já alguém com “água-na-boca”, umas imagens da Antártida via Paul Nicklen e National Geographic Portugal.]

 

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Lobo Marinho (↑)

Krill (↓)

 

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 Para quem a Cultura e a Memória é importante, pretendendo-se (a aquisição de) algo de substantivo − e deixando para os outros, os adjetivos – focando-se aqui na questão (atual) do Aquecimento Global e nas consequências do mesmo, no que toca ao continente gelado da Antártida: com as subidas nas temperaturas (provocando o Degelo dos Polos) a alterarem o clima da região, certamente que modificando as suas condições ambientais (do ecossistema antes existente) e podendo dar origem a novas migrações − abrangendo toda a fauna (nela incluindo o Homem) e toda a flora − assim como à mudança dos hábitos alimentares. Ainda-por-cima num ato cultural baseado em experiências diretas e pessoais, proporcionando-nos (e usufruindo-se com imenso prazer) um quadro cronológico explicativo (e objetivo) da evolução registada na Antártida, como vista por uma criança (então − 1988 − com 9 anos) ao longo da sua infância viajando (num veleiro) por esta região polar com os seus pais e irmão: e constatando anos depois (já nos 40 anos) a mesma (a península da Antártida) − tal como a conhecera antes − ter praticamente “desaparecido”.

 

Um artigo da responsabilidade da National Geographic e publicada no Sapo (a 21.11), sem dúvida a ler: “Antárctida − Como o aquecimento está a mudar o que os animais comem, onde descansam e se reproduzem” em

 

[nationalgeographic.sapo.pt/natureza/grandes-reportagens/

1989-antarctida-uma-fenda-no-mundo]

 

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Icebergue (↑)

Cria de Pinguim (↓)

 

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E se colocando a questão de se o Aquecimento Global poderá mudar alguma coisa na Antártida (ou noutra qualquer outra região da Terra), com a resposta a ser claramente SIM tanto nas migrações (onde descansar, onde se reproduzir) como na comida (mudando-se de ambiente, mudando-se a alimentação): desde que se compreenda que não sendo o Mundo (apenas) a Preto & Branco (sendo-se por exemplo, por Trump ou contra Trump) − não nos deixando alternativa, mesmo sabendo-se serem faces da mesma moeda (ou seja, iguais) – as causas para tal Aquecimento Global (Degelo dos polos e/ou Alterações Climáticas) residirá maioritariamente na Evolução Geológica e Natural da Terra (integrada num Sistema muito maior) e apenas minoritariamente (apesar das suas “manias de grandeza”) na Interferência Artificial do Homem. E levando-a (a Terra) até ao extremo, com um dos (como espécie) a poder afirmar desde logo a sua extinção (e pelas suas próprias mãos) a ser precisamente o Homem.

 

E tal como antes regressando a casa e depois de larga ausência já não conhecíamos ninguém (como se o passado, nunca tivesse existido) − destruída a Memória − o que será quando regressarmos a casa e ela já não existir − destruída a Cultura? Nada, porque antes, já teremos deixado de existir.

 

(imagens: Paul Nicklen e National Geographic Portugal/nationalgeographic.sapo.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:16

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