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O Regresso do Vulcão de Monchique

Terça-feira, 07.12.21

Tendo a Terra segundo dizem mais de 4,5 biliões de anos, período durante o qual a mesma sofreu múltiplas alterações entre elas geológicas, fazendo com que ao longo do tempo partes da Terra desaparecessem e outras surgissem em sua substituição (provavelmente e durante este longo período, sendo certamente acompanhada por alterações oceânicas e na atmosfera terrestre),

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Yellowstone

(um supervulcão)

 

Sabendo-se da provável existência de um Grande Continente Primordial, podendo na sua deslocação ter-se fraturado dando origem a outros territórios posteriormente derivando e afastando-se (uns dos outros) ─ levando à disposição dos continentes apresentada no presente ─ rapidamente se concluindo que territórios desses podendo submergir/emergir, ao longo do tempo irão influenciar fortemente a evolução geológica desse lugar, alterando-lhe a fisionomia e a forma (método de intervenção) da Terra se expressar: um dia num dos seus primeiros atos da sua apresentação sendo uma região com intensa atividade sísmica/vulcânica, originando fortes tremores de terra, tsunamis e intensa atividade vulcânica (veja-se os vestígios de cones vulcânicos em Lagos/Algarve) para posteriormente e ao longo dos anos se ir modificando adaptando-se progressivamente a alterações verificadas no meio ambiente (existindo em seu redor), deixando para trás certos eventos (possíveis vulcões algarvios), mas recordando alguns eventos a eles associados (com as suas rochas metamórficas, como os ainda se manifestando em Monchique) e vendo surgir diante de nós outros cenários antes impensáveis (de nessas coordenadas geográfica se verem). Olhando-se da serra de Monchique para o mar, ao fundo para além do vasto oceano ─ e confirmando-se, tudo se reduzir a um grão de areia ─ vendo-se uma faixa estreita de terreno sedimentar.

Na senda do Vulcão de Monchique (Terra tendo mais de 4,5 biliões de anos), sabendo algo como nós começar a andar por cá há uns 5 milhões de anos (Hominini) e o Homem Moderno há uns 50/100 mil anos (Homo Sapiens o seu ascendente, há mais tempo) ─ e até podendo ter existido na extensa cronologia geológica da Terra uma outra Civilização (talvez tecnologicamente tão avançada como a nossa), com o tempo e sendo como com tudo (até os nossos ossos) reduzida a pó, nada mais a confirmando ─ desde que temos consciência mínima do que somos, fazemos e conseguimos (suponhamos uns 50.000 anos), se não podermos afirmar (convictamente ou apenas com algumas prova ou sinais) ter existido este vulcão algarvio neste pequeno lapso de tempo, para lá desse ponto cronológico (de uns 50 mil anos) nada impedindo o mesmo (vulcão de Monchique) ter existido mesmo que por cá (nestas coordenadas que hoje representam o algarve) ainda não andássemos (talvez os nossos primos, surgindo por cá, há uns 10 milhões de anos).

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La Palma

(um vulcão)

 

Tentando descobrir algo sobre a História Geológica do Algarve e sobre a possibilidade de alguma vez nestes últimos milhões de anos (dos mais de 4,5 biliões que a Terra tem) ter existido algum vulcão nesta região (sudoeste da Península Ibérico), indo ter a uma 1ª informação referindo-se a uma zona próxima (da serra de Monchique) onde há uns 70 milhões de anos terá existido um: num dos limites da Praia da Luz (onde se podem encontrar os últimos 120 milhões de anos da geologia do “Algarve”) situada em Lagos, numa região onde há muito se falava da existência de vestígios de antigos (perdendo-se no tempo) cones vulcânicos ─ Rocha Negra ─ por curiosidade coexistindo na mesma era da criação do que é hoje a serra de Monchique. Um vulcão certamente relevante distando poucos Km de Monchique e existindo na Idade do Cretáceo (superior), tendo existido numa altura em que as placas tectónicas se deslocavam ativamente originando grandes alterações na geologia da Terra e na crosta terrestre, por vezes permitindo a subida de material oriundo do interior da Terra atingindo de uma forma ou de outra a superfície, libertando-se e sendo mesmo ejetado para a atmosfera: podendo dar origem ao aparecimento de um vulcão ou de vários cones vulcânicos, de outro tipo de manifestações vulcânicas como por ex. geiseres ou sendo menores de fontes termais e até mesmo de outro tipo de material magmático subindo mais lentamente à superfície (por vezes confundindo-se com as rochas de origem vulcânica) as rochas metamórficas.

Muitos mais anos passados e sob o constante acumular dos efeitos de erosão, transformando essas rochas das mais variadas dimensões e composição em partículas mais pequenas algumas delas brilhando, enchendo de areia as praias de todo o litoral algarvio, tendo-se que concluir que tendo existido ou não um vulcão nas exatas coordenadas de Monchique, ele esteve mesmo presente nesse espaço e tempo concreto mas relativo ─ o que são 30Km (vendo-se claramente a olho nu a mais de 50Km) mais para um lado ou para o outro ─ sendo a herança dele os vestígios de cones vulcânicos (em Lagos) e ainda hoje testemunhando algo ao mesmo (vulcão) podendo estar associado (para além de outros aspetos geológicos, como as rochas) as águas termais da serra de Monchique. Quando cheguei ao Algarve há mais de 30 anos já se escutava aqui e ali a umas conversas sobre um hipotético vulcão tendo existido no passado na região ─ onde hoje se situa Monchique ─ pela insistência no tema do vulcão parecendo por um lado ter o mesmo uma fonte de verdade (até ouvindo falar disso, professoras primárias), mas por outro lado pela geologia local, talvez não ─ e no entanto passados todos estes anos, talvez se tendo tornado numa religião (da região, o Santo-Vulcão), ainda sendo um tema regular de busca, de muitos curiosos.

(imagens: amazon.com ─ euronews.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:45

Incêndio no Algarve

Domingo, 18.07.21

Na véspera da reabertura decisiva da “Ilha ao Mundo”, podendo haver ou não ─ da parte dos nossos tradicionais aliados, agora turísticos, assim como Covi-19 ─ uma “invasão de vacinados Covid-19 ingleses (com mais doses ministradas, do que nós).”

Quando começavam a chegar em maior número os turistas portugueses para as suas tradicionais férias no Algarve, por um lado e devido à Pandemia Covid-19 algo incomodados com esta “nova vaga de Verão”, mas por outro lado interrompido o fluxo de turistas estrangeiros podendo deixar tudo em volta mais desanuviado (desde o campo até à praia), eis que cumprindo uma idêntica tradição ─ com a chegada do Verão, coincidindo com a presença de turistas na região ─ chega hoje à região algarvia (sábado, 17 de julho) o “1º Grande Fogo da Época”: com este calor, como já não bastasse a presença da máscara (obrigatória, devido à presença do coronavírus) dificultando-nos a nossa função de respirar (especialmente aquando de maiores esforços), por vezes parecendo querer-nos asfixiar,

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The smoke reach Portimão

Impossible to breath outside

(Francine Durier ─ 08:37 PM · 17 de jul de 2021)

 

Surgindo agora eventos como os incêndios, contribuindo ainda mais para a já tão difícil vida diária das pessoas (dada a crise brutal no turismo) e para a poluição atmosférica, prejudicando ainda mais a respiração das pessoas, entre nacionais e estrangeiros, turistas ou não.

Um incêndio tendo origem em Monchique na freguesia de Marmelete (zona do Tojeiro) por volta da hora do almoço, com o alerta a ser lançado pelas 13:30 e estando a esta hora ainda em curso (21:00) e bem ativo (com intensidade e com os ventos a ajudarem a sua progressão). Segundo o comandante das operações com o incêndio a apresentar duas frentes (sendo uma delas suscetível, de maiores cuidados a ter do que a outra),

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Incêndio em Monchique

Dominado após várias horas de combate às chamas

(cmjornal.pt ─ 18 de jul de 2021)

 

Uma Norte-Oeste ─ evoluindo para a serra de Monchique, sem habitações no caminho, não levantando para já preocupações que não moderadas ─ a outra Sul-Este ─ esta sim mais preocupante, tendo habitações no caminho e dirigindo-se para a zona do Autódromo de Portimão.

Felizmente já estando dominado desde a manhã deste domingo (18.07) ─ com as condições do tempo a colaborarem, pelas 07:15, mantendo-se, no entanto operacionais/451 e veículos /163 no terreno ─ e já se tendo iniciado a fase de rescaldo (e de prevenção contra novos reacendimentos), seguindo-se agora as investigações de forma a determinar as origens deste “1º grande fogo de Verão”, numa das zonas mais críticas em tais “fenómenos destrutivos” (certamente com intervenção humana) em todo o Algarve.

(imagens: @FrancineDurier/twitter.com ─ Nuno Alfarrobinha/cmjornal.pt)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:24

Telegrama de Monchique

Sexta-feira, 10.08.18

[Urgente para todo o Turismo Algarvio e sem necessidade de tradução]

 

Duas imagens registadas a norte da Avenida dos Descobrimentos (uma à esquerda da CGD outra à esquerda do KFC),

 

– Ambas apontando para o mar (uma para o Albufeira Shopping outra para o Hotel Brisa Sol)

 

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Albufeira antes e a 8 de Agosto

(2018)

 

Onde é bem visível o contraste entre o cenário atmosférico de um dia habitual apresentando o céu bem claro e limpo,

 

E um outro registado (posteriormente) a 8 de Agosto com o céu de Albufeira encontrando-se agora parcialmente escurecido por espessas camadas de nuvens (de cor laranja-escuro e poluentes),

 

Oriundas do Incêndio de Monchique (num total ultrapassando os 20.000 hectares de floresta ardida).

 

(imagens: Produções Anormais)

 

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:00

O Algarve a Arder

Quarta-feira, 08.08.18

[Cartão Turístico do Algarve – Verão 2018]

 

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Com o incêndio de Monchique – a 6 de Agosto – ao centro da imagem

Wildfires near the southern coast of Portugal and the Strait of Gibraltar

(nasa.gov)

 

Como o comprova a imagem da última segunda-feira (6 Agosto) registada a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) incidindo (entre outras regiões) sobre a Península Ibérica (ao centro deste registo da ISS),

 

– E quando a ISS orbitava (a uns 400Km de altitude) ao longo da costa portuguesa –

 

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Pode-se observar claramente as densas nuvens de fumo espalhando-se pela atmosfera e dirigindo-se para o oceano Atlântico (uma oriunda das proximidades do Estreito de Gibraltar, outra tendo o seu foco na região do Algarve),

 

Originadas pelos violentos incêndios ocorridos nestes últimos dias no sul de Espanha assim como no de Portugal (neste último caso com o único foco – para já – a incidir em Monchique, mas atingindo desde já Portimão e sobretudo Silves):

 

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Um incêndio iniciando-se sexta-feira (3 Agosto) e logo sendo declarado controlado, para logo no dia seguinte (4 Agosto) se iniciar o Inferno (que se viu até hoje) atingindo o concelho de Monchique, de Portimão e agora de Silves. Já lá vão seis dias e com o incêndio aparentemente a alastrar.

 

Esta quarta-feira (8 Agosto) com os sinais do incêndio a chegarem aos céus da cidade de Albufeira, como sintoma da continuação do incêndio no concelho de Monchique e agora (como se já não bastasse) com o mesmo a projetar-se para um concelho adjacente (devido à ação dos fortes ventos e projeções) colocando-se a caminho da cidade de Silves.

 

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E ao fim da tarde de hoje dado o rápido avanço do fogo procedendo-se já ao abandono (obrigatório) da localidade de Enxerim (numa das entradas de Silves), num fogo cada vez mais parecendo incontrolável apesar dos 6 dias de luta, quase 1500 operacionais no terreno, cerca de 500 viaturas e uns 15 meios aéreos: pelos vistos insuficientes ou então mal comandados.

 

Para já com pouco mais de três dezenas de feridos, umas 200 pessoas deslocadas, já mais 20.000ha ardidos (o máximo nesta zona já atingido ultrapassando os 40.000ha); mas certamente com um espólio Natural destruído, dezenas de habitações queimadas e certamente (tendo-se iniciado já o prazo), centenas e centenas de pessoas direta ou indiretamente afetadas (algumas vezes para toda a vida) e com a vida interrompida.

 

(imagens: nasa.gov – Albufeira/08.08.2018/Produções Anormais)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:10

Como Vender o Algarve a Arder?

Quarta-feira, 08.08.18

Quais as consequências de um grande incêndio junto de uma grande área turística?

 

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Com os incêndios no interior permanentemente abandonado

Pondo em causa o turismo no litoral ciclicamente superpovoado

Is it safe to travel to Portugal?

(thesun.co.uk)

 

Agora que outros destinos turísticos – Tradicionais e mais Normalizados – concorrem com Portugal (Tunísia, Turquia, Egito), agora que outros destinos – Alternativos e mais Longínquos – se apresentam mais em conta (Ásia e América Central), agora que o BREXIT pode pôr em causa a viabilidade de muitos dos Mercados Turísticos, escolhidos pelos súbditos de todo o Reino Unido (um desses mercados sendo Portugal com cerca de 2 milhões de cidadãos do Reino Unido visitando-o todos os anos),

 

– No caso do Algarve com a Monocultura Turística oriunda do Reino Unido a manter-se, tal e qual um toxicodependente e como tal, existindo uma falha podendo-se originar um Colapso (com o contingente Britânico a ultrapassar uns inacreditáveis 40% do total de estrangeiros, uma brutalidade)

 

Só faltava mesmo que o Grande Incêndio a ocorrer este ano (de 2018) em Portugal Continental – depois da Tragédia de 2017 (em torno de Pedrógão Grande) – se concretizasse no Algarve ainda-por-cima em Monchique (com outra grande tragédia envolvendo outro grande incêndio já tendo sucedido há 15 anos):

 

Perguntando-nos o que terão Eles (Governos, Câmaras, Proteção Civil e outros grupos de indivíduos com finalidades afins – talvez não a dos verdadeiramente afetados) feito (desde 2003) durante estes cerca de 5500 dias, enquanto por outro lado (e sem o mínimo de contrapartida e com total falta de vergonha) desvalorizavam os Bombeiros e todos os Combatentes Afins (incluindo bombeiros e população local experiente – sobretudo pelo importantíssimo papel a desempenhar pelos conhecimentos e cultura da própria população aí nascida, residente e sempre sábia).

 

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Obviamente com a desertificação observada em todo o Mediterrânico

A afetar a qualidade ambiental em terra, como no litoral e no mar

What's the latest with the Monchique wildfires?

(thesun.co.uk)

 

Recuando ao mês de Agosto do ano de 2003 e ao Grande Incêndio que lavrou na Serra de Monchique (queimando quase 80% do concelho e evoluindo para um total de 90% com o incêndio registado no ano seguinte),

 

– Com mais de 40.000 hectares ardidos e estendendo-se a concelhos vizinhos (tal como agora se verifica, afetando igualmente Odemira e Portimão e caminhando agora tal como em 2003 o concelho de Silves) – sendo interessante de relevar (esse ano) como tendo sido o ano de maior área florestal ardida (quase 430.000 ha) em Portugal –

 

Até para se fazer uma associação histórica e cronológica aos que então seriam os nossos Líderes e maiores responsáveis (segurança e proteção) pela Direção a dar ao nosso país – só sendo suplantada a nível nacional 14 anos depois (em 2017) com mais de 560.000ha ardidos: e guardando para o ano seguinte (de 2018) a vez do Algarve, novamente com Monchique e os seus montes e vales (de momento a caminho dos 20.000ha de área ardida), agora com estes últimos a serem considerados (para além evidentemente do sempre presente fator Vento) dos principais responsáveis pelo descontrolo dos fogos na região.

 

Como se a topografia e não o “arrastar e intensificação dos incêndios”, não fosse o fator responsável pelo aparecimento de ventos oriundo de múltiplas direções, originados por diferenças de temperatura/pressões e óbvia deslocação (entre pontos com parâmetros bem diferenciados) de massas de ar.

 

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Já em 2015 e com a eclosão de inúmeros incêndios na Europa do Sul

Com os ingleses a projetarem desde logo uma alteração nos seus destinos turísticos

Climate change could see tourists swap the Med for the Baltics

(theguardian.com)

 

E desresponsabilizando desde já muitos outros (já reformados mas vivos como Cavaco), pelo cenário por todos os quadrantes do círculo do poder já anteriormente (e infelizmente) promovidos e partilhados (no fundo sem nada fazerem, só vendo o aproveitamento político que poderiam tirar disso, para desviando verbas agora distribuídas aos Municípios, em troca o inserirem noutras estratégias e até outras áreas – a isso se chamando desvios talvez mesmo ilegais),

 

Tendo-se forçosamente que mencionar o Quarteto Fantástico de Políticos tendo ultimamente passado pelo poder (domiciliado em Lisboa) – Durão Barroso (2002/2004), Santana Lopes (2004/05), José Sócrates (2005/11) e Passos Coelho (2011/15). Que alguns desejarão passar a Quinteto incluindo ainda Costa, assim dando mãos livres a Marcelo para fazer o que ele, verdadeiramente sempre quis.

 

[Nesta quarta-feira 8 de Agosto (de 2018) entrando-se no 6º dia do fogo de Monchique (de Portimão e agora de Silves).]

 

(imagens: thesun.co.uk – theguardian.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:21

Monchique teve mesmo um Vulcão

Quinta-feira, 02.02.17

Já dizia a professora primária – e com razão!

 

“Extinto há mais de 70 milhões de anos nada nos garante que dentro de outros milhões, o vulcão de Monchique ressurja ativando de novo o complexo vulcânico do Algarve.”

 

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Pontos de subdução existentes entre as placas tectónicas

 

Quando passamos pela vila algarvia de Monchique e olhamos para os picos da Fóia (902m) e da Picota (774m) – com outras pequenas elevações espalhadas pelo terreno e ondulando como vagas até ao mar – a primeira coisa que nos vem logo à cabeça (não só pela constituição do terreno, pela sua evolução ao longo de milhões de anos, como até pela presença de águas termais a cerca de 32⁰C de temperatura nas Caldas de Monchique) é que esta região poderá ter tido num passado já muito distante o seu próprio Vulcão (ou vulcões): há muitos anos atrás quando cheguei a esta região ainda ouvindo falar pelos mais antigos e residentes na zona (e áreas adjacentes) do antigo e agora extinto Vulcão de Monchique (um vulcão declara-se extinto se não se verifica atividade visível ao fim de 10.000 anos – e se não tiver magma debaixo dele; adormecido se tiver tido uma erupção recente ou algum tipo de atividade menor e visível).

 

Na realidade com os dois picos a serem mesmo de origem vulcânica com o terreno (geologicamente falando) composto por SIENITO (uma tipo raro de rocha plutônica semelhante ao granito) e XISTOS (um tipo de rocha metamórfica predominante nas zonas menos elevadas): sendo esse território argiloso muito característico de alguns terrenos algarvios (xistosos), dado ter sido a partir da argila ao ser sujeita a grandes pressões e temperaturas que se obteve o produto final – o tal Xisto (uma rocha metamórfica – uma rocha obtida a partir de reações químicas e físicas aplicadas a uma outra rocha original). Sabendo-se que em Portugal Continental de momento todos os vulcões existentes e tendo estado em atividade no passado (já muito remoto) se encontram completamente extintos (pelo menos sem atividade visível do exterior) – em todos os complexos vulcânicos conhecidos: como o Complexo Vulcânico de Lisboa (tendo estada em atividade há cerca de 70 milhões de anos) e o complexo associado à serra de Monchique (tendo estado em atividade há mais de 72 milhões de anos).

 

Num processo de transformação contínua de toda a superfície da Terra (á vista ou submersa), no qual uma zona ativa tornada inativa poderá posteriormente ressurgir entrando num novo ciclo evolutivo (e geológico): o que poderá significar recolhidos alguns dados entretanto analisados e esclarecedores (indícios, vestígios, sinais) que poderemos no futuro entrar numa nova era de vulcanismo no Mundo como em Portugal – mas como tudo demorando o seu tempo e talvez ocorrendo daqui a mais uns milhões de anos.

 

“Existindo há mais de 4,5 biliões de anos o planeta Terra já testemunhou na sua História Geológica a existência de vários Supercontinentes: provavelmente num deles com a África e a Europa ligadas entre si e com o mar Mediterrâneo (então um território emerso, vulcânico e bastante fértil) isolado do oceano Atlântico pela então existente junção (terrestre) localizada no estreito de Gibraltar.”

 

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 Falha do Marquês de Pombal nas proximidades do Cabo de S. Vicente

 

Com todo este percurso sequencial e vulcânico ativo-inativo-ativo a poder ser explicado pela presença a sul de Portugal e submersa sob as águas do oceano Atlântico de uma importante falha tectónica separando a placa euroasiática da placa Africana: na sua deslocação provocando sismos (propagando-se em terra), abaixamento e elevação de terrenos (do fundo do mar) e em certos casos originando ondas gigantes (tsunamis). Como terá acontecido no sismo de 1755 em Lisboa (a zona de maior densidade populacional, mais exposta, mais afetada e vítima de um tsunami) – com uma nova zona de subdução a surgir a sudoeste da Península Ibérica (a falha do Marquês) a pouco mais de 100Km do cabo de São Vicente e talvez a iniciar aí as suas próprias ações para a formação futura de um Novo Continente (a que até já dão o nome de AURICA). No caso português com a placa oceânica a mergulhar sob a placa continental bem à frente de Portugal. Com ÚR a poder ter sido o 1º Supercontinente da Terra (teoricamente) há cerca de 3-4 mil milhões de anos.

 

Regressando a Portugal Continental e como comprovativo da passada atividade vulcânica nessas zonas do território português, podendo-se mencionar (entre outras) a chaminé vulcânica de Monsanto (Lisboa), a mina de Neves Corvo (Baixo-Alentejo), as chaminés de Sines (Setúbal) e o complexo vulcânico do Algarve – com a chaminé vulcânica da Praia da Luz (Lagos). Em conclusão bastando olhar, já que o solo é testemunha.

 

Em todo o caso – e para todos nós que passamos a maioria da nossa vida com os pés bem assentes (ou não) em terra – devendo apenas preocuparmo-nos com os possíveis sinais de alarme vindos do exterior (podendo ser progressivos e só se manifestando de forma mais violenta a muito longo prazo) e no caso de aí chegarmos (certamente muitas gerações passadas) e habitando em terra firme verificarmos (pelo perigo que o seu aumento pode constituir): a temperatura do solo, a sismicidade e a variação magnética.

 

(dados: LUSA/meteopt.com – imagens: rtp.pt)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:32

Evento Sísmico em Monchique

Sexta-feira, 24.07.15

Maiores eventos sísmicos registados em Portugal Continental desde o início deste ano de 2015 e afectando sobretudo a zona sul do nosso país (à excepção do caso de Sintra aqui inserido por ser o último registado na rede antes do de Monchique e servindo como termo de comparação):

 

DataMagnitude (Ritcher)EpicentroProfundidade
22.073.45km NE Monchique4km
19.073.24km oeste Sintra18km
31.033.340km O/NO Cabo S. Vicente26km
11.032.816km SO Albufeira22km
03.032.56km SO Loulé8km
13.023.9(Aumento da actividade sísmica na zona do Banco D. João de Castro)(Localizado em pleno oceano entre a ilha Terceira e de S. Miguel)

(Estações da Rede Sísmica do Continente)

 

No mapa seguinte fornecido pela organização EMSC/Earthquakes a serem também salientados os sismos ocorridos nos últimos quinze dias em Portugal Continental, destacando-se entre eles os quatro pontos assinalados a amarelo (3, 4, 5 e 6) e uns outros quatro pontos (1, 2, 7 e 8) assinalados a branco (observando da esquerda para a direita) – com a indicação adicional de local/região/data/profundidade/magnitude:

 

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Sismos registados na zona Euro Mediterrânica
(Portugal – últimos quinze dias)

 

1: Açores – Cabo de S. Vicente – 14.07 – 7km – 2.3
2: Açores – Cabo de S. Vicente – 10.07 – 31km – 2.0
3: Continente – Lisboa – 18.07 – 15km – 3.2
4: Continente – Monchique – 22.07 – 18km – 3.4
5: Continente – Castro Verde – 22.07 – 6km – 2.4
6: Continente – Fronteira sul Portugal/Espanha – 20.07 – 19km – 2.4
7: Estreito de Gibraltar – Mediterrâneo – 10.07 – 77km – 2.6
8: Estreito de Gibraltar – Mediterrâneo – 16.07 – 10km – 2.5

 

(sequência cronológica: 7, 2, 1, 8, 3, 6, 4, 5)

 

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O Comandante dos Bombeiros de Monchique

 

Tudo isto a propósito de dois dos últimos sismos registados em Portugal (a 18 na região de Lisboa e a 22 na região de Monchique) ambos com magnitudes acima de 3. Nos dois casos não se tendo verificado danos pessoais ou materiais. Mas o que me mais interessa é o de Monchique, até porque é o que fica mais perto (de Albufeira) e por possuir uma conhecida fonte de águas termais (nas termas das Caldas de Monchique). Apenas porque quando aqui cheguei ainda ouvi falar do (actualmente inexistente) vulcão de Monchique, que sempre entendi como uma mensagem de que naquela zona de barreira do Barlavento Algarvio há muitos milhões de anos teriam existido manifestações eruptivas e escorrências de correntes de lava (como alguns vestígios de cones vulcânicos localizados em Lagos ainda comprovam), no presente resumidas a manifestações mínimas de movimentos (e manifestações) geológicos externas da Terra, através do aparecimento à superfície deste tipo de águas vindas do seu interior e com características termais (e curativas).

 

(dados: ipma.pt – imagens: emsc-csem.org e cmjornal.xl.pt)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:13

Cultura & Memória: Ciência Hoje

Domingo, 03.11.13

Novo ciclo geológico da Terra pode estar a começar junto à Península Ibérica

(Ciência Hoje – 2008.07.07)


Vulcanismo apenas se manifestará dentro de milhões de anos

 

Os vulcões existentes em Portugal continental estão extintos mas o planeta pode estar a entrar num novo ciclo geológico, com uma zona de subducção a sudoeste da Península Ibérica, e a actividade vulcânica não está excluída. "Com base na distribuição dos sismos, há quem diga que podemos estar a entrar num novo ciclo geológico, que poderá ter como consequência o vulcanismo", afirmou o geólogo José Francisco à agência Lusa.

 

Na origem do processo estará um fenómeno de subducção, ou seja o mergulho de uma placa sob outra - no caso concreto, da placa oceânica sob a placa continental, em cujo extremo está Portugal - explicou o investigador da Universidade de Aveiro.

De uma forma genérica, o efeito pode ser visto em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_de_subducção.

 

O investigador alertou, todavia, que - a confirmar-se esta tese - "o vulcanismo apenas se manifestará dentro de milhões de anos", pois a própria subducção leva muito tempo a concretizar-se.

 

No continente, a actividade vulcânica mais recente tem já cerca de 70 milhões de anos e registou-se no Complexo Vulcânico de Lisboa, cujos 200 quilómetros quadrados se estendem da capital a Torres Vedras, passando por Cascais, Sintra ou Mafra (onde permanece uma chaminé vulcânica de basalto, o Penedo de Lexim).

 

"Apesar de o complexo estar extinto há tanto tempo, ainda há uma chaminé vulcânica junto à antena da televisão em Monsanto, como houve em Alcabideche", indicou Victor Hugo Forjaz, director do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, acrescentando que muitos vestígios foram, ao longo dos anos, "cobertos pelo casario, pelos bairros".

 

Um vulcão é declarado extinto se não teve manifestações exteriores de actividade nos últimos 10 mil anos "e quando os estudos científicos demonstram que debaixo dele não há calor, não há magma que o possa alimentar", explicou Victor Forjaz, acrescentando que "é considerado adormecido se teve erupções recentes ou se tem, à superfície, manifestações de actividade", como fumarolas.

 

O que causa erupção vulcânica?

 

Segundo o especialista, a actividade vulcânica é anunciada "pelo aumento da temperatura do solo com meses de antecedência, pelo aumento da sismicidade e pela variação dos campos magnético e gravimétrico, que são indícios de perigo".

 

E o que causa uma erupção vulcânica? "O acumular de energias durante um certo número de séculos e factores externos, como uma conjugação de fases da lua e do sol e a existência de forças laterais e verticais na crosta terrestre", esclareceu o director do Observatório.

 

"Mas todos os investigadores concordam que não há hipótese de os vulcões entrarem em actividade no continente", assinalou, numa posição reiterada por José Francisco, da Universidade de Aveiro, que indicou à Lusa mais alguns vestígios de vulcanismo.

 

"Na Faixa Piritosa Ibérica, que abrange o Baixo Alentejo e continua para Espanha, o vulcanismo submarino teve forte expressão no início do período Carbónico (360 a 300 milhões de anos), levando à formação de jazigos minerais como a mina de Neves Corvo, a mais importante em actividade em Portugal", exemplificou.

 

Vestígios erodidos

 

No entanto, tantos milhões de anos passados, os vestígios estão erodidos, "sendo muito difícil saber qual a morfologia do aparelho vulcânico que existiu no Alentejo", pois tanto pode ter assumido a forma de cone vulcânico como pode ter-se apresentado sob a forma de fissuras que expeliram lava. Em Sines, também são detectáveis "duas ou três chaminés", adiantou Victor Hugo Forjaz à Lusa, assinalando ainda a existência de um complexo vulcânico no Algarve.

 

Associado à Serra de Monchique, este complexo teve derradeiros sinais de actividade há 72 ou 75 milhões de anos, sendo ainda observável uma chaminé vulcânica na Praia da Luz, perto de Lagos. Os vestígios de actividade surgem ainda noutras regiões, como no Distrito de Leiria (Nazaré, Peniche, Caldas da Rainha, Leiria) mas, seja devido ao desgaste causado pela passagem dos anos ou ao desconhecimento de quem é leigo na matéria, não é fácil detectá-los, como assinalou José Francisco.

 

"Muitas vezes as pessoas passam ao lado da história geológica, o público não sabe o que tem debaixo dos pés, de que é que as rochas por onde passamos todos os dias são testemunho", concluiu o geólogo da Universidade de Aveiro.

 

(artigo – www.cienciahoje.pt)

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Vulcão de Monchique entra em Erupção

Domingo, 27.05.12

O Medronho é mais uma vez uma vítima inocente de causas ditas naturais – mas será que os alienas funcionam a álcool?

 

Da última vez que fui à Foia nunca imaginei que por baixo de mim estava um vulcão prestes a entrar em erupção. Quando cheguei a Albufeira em 2004 uma das primeiras coisas que fiquei a saber foi o da existência no passado remoto do dito vulcão na zona de Monchique. Pelo menos é o que afirmava muita gente da zona e de tal maneira fiquei confuso, que vi-me a pensar se ele ainda existiria nesse local aparentemente inativo, dada a memória tão fresca das pessoas habitando há décadas, nessa zona da serra algarvia.

 

Hoje deu-se a violenta erupção na Foia desintegrando completamente tudo o que ali existia, incluindo os radares e todas as estruturas e habitações em seu redor. O aeroporto de Faro foi temporariamente encerrado e uma gigantesca nuvem de fumo já se estende por todo o território do Algarve, cobrindo o céu de cinzento e acentuando o calor que já se fazia sentir na região. Especialistas de todo o mundo começaram já a chegar a Portugal – e milhares de outros curiosos – para observar e estudar este inusitado acontecimento, esgotando todas as unidades hoteleiras da região.

 

Na imagem acima pode-se ver o Presidente da câmara local a caminho do olho da tempestade, de modo a pôr-se ao corrente e em direto, de todas as potencialidades turísticas deste acontecimento e das potenciais receitas extraordinárias que poderá proporcionar. Antes da sua heroica partida em defesa da causa pública, o dito autarca proibiu temporariamente a confeção de grelhados na hotelaria/restauração, de modo a não contribuir para a fumarada já instalada na região. Mantém-se os guisados, as saladas e as bebidas correntes.

 

Aliena estendendo previamente a estrada da invasão

 

Em notícia de última hora sabe-se agora que as Caldas de Monchique foram evacuadas como medida de precaução pouco depois do início da erupção, sendo ali montada a estrutura de apoio da Proteção Civil – e de outros curiosos. Entre o ativo vulcão interior no presente e as perspetivas de exploração do petróleo costeiro no futuro, as autoridades competentes do Algarve encontram-se neste momento a analisar recentes indícios de uma possível ligação entre este fenómeno vulcânico – o povo fala constantemente da presença de alienígenas na região, disfarçados debaixo de indumentárias caraterísticas de indivíduos normais que procuram as praias do litoral, mas que facilmente expõem as suas loucas contradições, deslocando-se rapidamente para o interior e mentindo a todos descaradamente – e o desaparecimento do lendário e misterioso continente da Atlântida.

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:15