Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

16
Mai 20

Desempregados e com fome com o povo a preferir em vez de agonizar,

morrer a trabalhar:

e não será colocando lá manequins, que nos conseguirão enganar.

 

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63º dia seguido

duma hipótese de extermínio

(apontando ideologicamente Trump e religiosamente seguindo-o)

 

Com o Mundo dominado por um vírus mortal sem que os seus especialistas nada consigam fazer para o travar ─ demonstrando bem para todos aqueles que ainda acreditavam no Sistema (tal como se fosse uma Igreja, uma Religião) que este está feito e programado apenas para a salvaguarda de alguns, para tal servindo-se de todos os outros como “muralha de proteção” previamente defendidos pelos seus fieis certificados (no passado disponibilizando-lhes armas, no presente atribuindo-lhes “canudos”) ─ depois da fase de confinamento onde fechados em casa se foi assistindo à morte física e ao abandono de pessoas (muitos deles nossos familiares) e simultaneamente ao definhamento mental de muitos outros de nós (fechados em casa, desempregados, com dívidas, sem comida e sem perspetivas de futuro), sem nada de facto se ter alterado a não ser a diminuição provisória do número de mortes locais registando-se estas agora noutras partes ali mesmo ao lado mas um pouco mais afastadas ─ afetando agora os mais desprotegidos dessa parte do Mundo (o Hemisfério Sul, África/América do Sul, depois de já ter feito o mesmo nesta outra parte do mesmo, atingindo cá como lá e como sempre os mais pobres (o dito mais rico e desenvolvido Hemisfério Norte)

 

“Porque será que aceitamos sempre o regresso deste quotidiano de merda,

em que nem sequer somos protagonistas (a merda escolhida)

nem mesmo ao nível das moscas (aqueles tendo brevet).”

 

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E desde já,

despromovendo-nos por substituição

(e colocando lá manequins)

 

Seguindo-se agora a fase dita de desconfinamento (mas nem tanto, como o termo significa) deixando-nos sair de casa apenas para ver, olhar ou então fugir e regressar, ou então para nos sacrificar mais uma vez no altar: dizendo sim, dizendo não e nunca deixando de lado o talvez, sem emprego para oferecer, nem dinheiro para comer e pouco se importando eles (o Governo, as autoridades e todos os demais encostados) com os mais jovens de nós (dos idosos estamos falados), pressionando-nos a trabalhar em nome da Economia de alguns vindos todos nós de uma doença ainda em curso e não estabilizada e como (mesmo sendo políticos, não médicos) se já tivéssemos curados. Mostrando-nos como apesar de tudo e de todo o mal vomitado, sendo eles todos e firmemente ─ os nossos líderes ─ visceralmente TRUMPISTAS. E depois da crise sanitária vindo aí a económica, momento em que as máscaras cairão e eles se revelarão ─ mandando os pais para as fábricas, os filhos para as escolas e as ajudas às urtigas, isto se não quisermos uma WW3: sem emprego, sem comer e com uma nova vaga a aparecer. O Mundo esse continuando o normal, com os mesmos a sofrer talvez para finalmente (com um extermínio coletivo) desaparecer: vítimas como as da Atouguia existindo muitas (escondidas, desconhecidas) e assassinos (ou capachos, algozes, carrascos) infelizmente muitos mais (basta vê-los no poder ou então exibindo-se esperando ser chamados bem expostos na TV).

 

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De repente como se estivéssemos inseridos

numa cápsula do tempo

(sem presente e sem futuro)

 

[Desresponsabilização: “Ir trabalhar/ficar em casa, ir para a escola/não ir, frequentar espaços públicos/não frequentar, ir a supermercados/não ir a restaurantes, tirar os semáforos/coloca-los nas praias, matar idosos/impor um imposto aos ainda vivos, usar proteção/mexer sempre nela, morrer de covid/não morrer de cancro, fornicar/não fornicar masturbar, negar o contrário/impor o essencial, dizer mentiras/negar verdades, recusar a civilização/assumir a barbárie, lobotomizar a memória/riscar do mapa a cultura, não ver o caos e a ordem/promovendo a desordem, insultar Trump/impondo a sua ideologia, num mar imenso dum planeta caótico berço e sepultura de biliões e biliões de seres (miseráveis) lutando  por objetivos menores (se pensando nos irracionais) observados sem pormenor ─ apenas para sobreviver ─ num quotidiano tóxico e mortal por doentio e monótono, unicamente (o nosso governo/autoridades) nos apontando como direção irmos tal como eles e de preferência para a estrada (até por ser jovem, radical, ilegal) esticar o dedo e esperar por uma boleia: nesse dia com as garagens “deles e dos seus” a abrirem e a sermos mesmo na berma (danos não intencionais/colaterais) chacinados na estrada.”]

 

(imagens: Ruptly ─ news8000.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:28

02
Ago 17

Pelos vistos para alguns pilotos de aeronaves circulando no espaço aéreo português, o areal de uma praia, no mês de Agosto, em pleno Verão, cheia de gente e junto de uma grande metrópole, pode ser considerada em último caso como uma pista a considerar para aterragens de emergência. Entendido isto como não compreender a revolta e a fúria de um pai vendo a sua filha ali morta (colocado perante o piloto) e a vergonha de algumas televisões ao calarem o pai da criança assassinada ‒ ouvindo-o mas inevitavelmente extravasando (o expectável) tirando-o de cena.

 

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A Aeronave

(com a asa quebrada devido ao impacto)

 

Neste caso passado numa das praias da Costa da Caparica junto à maior metrópole de Portugal (a sua capital Lisboa) e por esta altura sempre bem lotada de famílias e grupos de jovens usufruindo das suas férias de Verão (Agosto o mês preferido pelos portugueses), com o piloto de uma avioneta registada em Torres Vedras a optar por aterrar em terra (cheia de gente) a uns míseros metros do mar, matando como consequência um adulto e ainda uma criança. E com todos surpreendidos a terem que assistir e infelizmente participar, vendo um familiar a morrer.

 

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As duas vítimas

(cobertos à direita sobre a areia da praia)

 

O que mais uma vez em Portugal como no resto do Mundo nos coloca a questão da quantidade e respetiva qualidade de certas certificações atribuídas a indivíduos dos mais diversos sectores de atividade da nossa sociedade, transformada a educação (cultura, experimentação, memória) em formação especializada (orientando-nos para um único ponto e ignorando todos os outros ‒ como se isso fosse possível) desprezando o conhecimento passado, obliterando os grandes autodidatas e todos os restantes valores que ainda mantinham a Humanidade de pé.

 

(imagens: Ana Oliveira/Visão)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:53

04
Fev 15

“Não me deixe morrer, eu quero viver”
(José Carlos Saldanha – doente com hepatite C)

 

José Carlos Saldanha fez-se acompanhar na audição parlamentar sobre saúde (realizada na AR e contando com a presença do respectivo Ministro), por dois filhos de duas doentes nas mesmas condições. Tendo uma delas entretanto falecido, no passado dia 30 de Janeiro.

 

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AR – Audição Parlamentar sobre Saúde – 4 de Fevereiro

 

“País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influencia de camarilha.”
(Eça de Queiroz)

 

Já agora, como é possível que passados quase 150 anos sobre a tomada de consciência de como na época (de Eça de Queiroz) Portugal era dirigido (e por quem), ainda ignoremos sistematicamente os mecanismos de alarme da nossa memória, apesar da repetição constante de actos semelhantes?

 

Pérola final – esperando que o autor a entregue ao doente:
"Pagar uma fortuna para aceder ao medicamento, não nos parece uma coisa equilibrada."

(Primeiro-Ministro)

 

(imagem – Miguel A. Lopes/LUSA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:49

08
Ago 12

A Morte representa apenas um micro espaço da Vida. Por essa razão o seu significado sempre nos ter incomodado, por essa etapa revelar toda a nossa insignificância.

 

No Túnel da Morte

 

Os regressados à vida apenas vislumbraram a morte num curtíssimo espaço intermédio

 

Existem algumas pessoas que morrem e que no fim acabam por ressuscitar. Isto apesar de mais tarde voltarem a morrer de novo e nunca mais regressarem.

 

(pintura – Augustin Lesage)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:53

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