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Pássaro com muitos Pássaros

Terça-feira, 09.03.21

[Neste caso STARLING BIRDS da família dos ESTORNINHOS.]

 

Olhando em nosso redor (espaço) mesmo que próximos do limite (tempo) ─ na base como nómadas (sendo dinâmicos) e como aventureiros que somos (à descoberta de novas experiências, do conhecimento, da cultura) ─ ainda sendo surpreendidos (escondido como medida de proteção, num recanto da nossa memória) mexendo-nos e reagindo (fenómeno natural ação/reação) ─ um cenário de evolução: visionando no cenário (projetado, dado ao usufruto) a necessário e obrigatória “ideia de conjunto” (do nada chegando-se ao Todo). O resto deixando-se aleatoriamente (uns diriam ao destino) ao “acaso e à necessidade”.

 

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Num registo de vídeo realizado no lago Lough Ennell localizado nas proximidades da cidade de Mullingar (República da Irlanda/condado de Westmeath) ─ pelo fotógrafo James Crombie ─ com o mesmo depois de vários regressos ao mesmo “cenário e seus chamamentos” ─ não sendo por acidente ou ocasional, mas levado a cabo com um objetivo bem definido, mesmo que de uma forma meramente instintiva ─ a capturar um momento que se revelaria impar por revelador (pelo menos para ele e para alguns de nós, por reflexo), milhares de aves esvoaçando harmoniosamente e em perfeito conjunto (sobre o lago irlandês), no envolvimento murmurando e no processo formando o que eles na realidade são (e materializam) a Grande-Ave.

 

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Murmuration of starling birds

form into shape of a giant bird.

(usatoday.com)

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Uma espécie de aves ─ podendo ser um estorninho ─ fáceis de encontrar inseridas em zonas urbanas disponibilizando-lhes abrigos, comida e proteção (tudo proporcionado pelo Homem), aproveitando todas as oportunidades surgidas para se associarem ao Homem e aos seus muitos “desperdícios”, para junto dele assentarem (aproveitando cada recanto exterior), criarem raízes (construindo os ninhos) e se reproduzirem: e a partir daí podendo-se multiplicar tornando-se um problema, dado por vezes o seu intenso (no volume) e prolongado “murmurar” se tornar para alguns verdadeiramente insuportável ─ nalguns casos para os desmobilizar (afastar de vez) pagando as pobres árvores (deslocadas/abatidas). Já no caso dos EUA onde elas (estas aves) também residem, mas não sendo aí aves nativas ─ logo podendo ser consideradas, como espécie invasora ─ com a receção a não ser melhor não só pelo exposto atrás como pelas outras espécies: com a espécie invasora competindo por um espaço com a espécie nativa, podendo colocar esta última (não se adaptando esta ao novo competidor) em perigo de extinção. Daí por alguns e por normalização (só se vendo e ouvindo estorninhos) sendo comparadas a uma praga (apenas porque um certo dia o Homem o comprou e vendeu, forçando-o à emigração).

 

(imagens: usatoday.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:47