Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

11
Nov 14

Mais de 6% das vítimas mortais provocadas pelo vírus EBOLA são trabalhadores da saúde

 

Como era previsível o último surto de vírus EBOLA que abalou África (e o resto do mundo) parece estar agora em regressão. Apesar das insuficiências assinaladas a nível mundial na prevenção e combate à doença (com a OMS à cabeça, ausente no início deste surto em Abril do ano passado e paralisada há meses já o surto tinha disparado), o esforço desenvolvido no terreno durante as últimas semanas parece ter dado efeito.

 

sierra-leone.jpg

Serra Leoa – trabalhadores do sector da saúde

 

EBOLA
Organização Mundial de Saúde – Relatório de 7 de Novembro 2014

 

Continente Países Mortes (saúde) Mortes (totais) %
Árica Libéria - 2766 55.77
  Serra Leoa - 1130 22.78
  Guiné - 1054 21.25
  Nigéria - 8 0.16
  Mali - 1 0.02
  Senegal - 0 0
  (R.D. Congo) (8) (49) -
América USA - 1 0.02
Europa Espanha - 0

0

Ásia - 0 0 0
Oceânia - 0 0 0
Total 8 (+1) 311 (+8) 4960 (+49) 100

 

 

A mortalidade provocada pelo vírus EBOLA é neste momento ligeiramente superior a 1/3

 

Os últimos dados transmitidos pela OMS (na passada sexta-feira) continuam a apresentar a Libéria como o principal foco de infecção, contabilizando neste momento mais de metade das mortes registadas. Quanto à R.D. Congo (cujos números não aparecem adicionados na tabela) apesar da quase meia centena de mortes aí assinaladas, ela aguarda apenas a passagem dos dias necessários (após o último caso assinalado) para ser considerada livre do vírus.

 

(imagem – WHO)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:52
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11
Out 14

O combate contra o EBOLA devia ter sido (desde o início deste novo surto) assumido pela comunidade internacional (com a OMS à cabeça), tendo como único objectivo a imediata e eficaz protecção das populações locais mais afectadas pelo vírus. Mas como era em África e se tratava de um problema crónico e regional tal não sucedeu. E chegados a Julho o novo EBOLA cresceu perigosamente (a intervenção deveria ter sido levado a cabo três meses antes) e então o vírus caiu-nos subitamente nas mãos: um caso na América do Norte (mortal) e outro na Europa (internado).

 

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Evolução do número de mortos provocados por este novo surto do vírus EBOLA
(em quatro dos países africanos mais afectados; não inclui outros países próximos – com indicação de casos de infectados, como o Senegal e a R. D. Congo)

 

Quando observamos na TV as imagens vindas de África tendo como referência a rápida (e mortal) disseminação do vírus EBOLA, ficamos espantados com a reacção e forte presença da população africana em torno de qualquer caso detectado pelas autoridades sanitárias locais, demonstrando com a sua forte presença e envolvimento estarem muito interessados (e nada preocupados) em observar tudo o que se passa em cada incidente ocorrido: tal e qual como acontece em Portugal quando ocorre um acidente automóvel, em que uma multidão de mirones cerca por completo (por vezes prejudicando o trabalho das equipas de socorro) o acontecimento. Só que se em Portugal a presença do mirone no local do incidente não comporta nenhuns riscos, no caso de África a sua presença pode ter consequências mortais.

 

Então qual será a razão desta despreocupação para nós considerada irresponsável, por parte da população local – especialmente quando as reportagens focam os três países mais violentamente atingidos e que são a Serra Leoa, a Libéria e a Guiné? A resposta sobressai de imediato após rápida visualização da tabela seguinte:

 

Principais causas de morte em África

 

Ordem Doença Mortes
01 HIV/AIDS 1.088.000
02 Infecções Respiratórias 1.039.000
03 Diarreia 603.000
04 Malária 554.000
11 Tuberculose 218.000
... EBOLA 3.000

(fonte: WHO2012/EBOLA 2014

 

Comparando os números da tabela é fácil de constatar a diferença registada entre o número de mortos (registados em 2012), num caso causados por infecção HIV/AIDS e no outro pelo vírus EBOLA (em 2014): com o HIV/AIDS a ter uma taxa de mortalidade superior a 350x ao EBOLA. E mesmo em infecções como a tuberculose com cerca de 70x mais casos registados relativamente ao EBOLA. Convêm no entanto registar que o ano de 2014 ainda não acabou (a OMS prevê – se este ritmo se mantiver – 20.000 mortos provocados pelo vírus até ao fim deste ano) e que a população dos três países africanos (mais) atingidos, representa apenas 2% da população do continente (África representa 1/7 da população mundial).

 

Para memória futura este novo surto do vírus EBOLA iniciou-se no fim do ano passado (Dezembro de 2013), sendo apenas “tomado a sério” e assinalado três meses depois (Março de 2014). É o surto recordista em número de infectados (até ao momento mais de 8.000) e de mortos (até ao momento mais de 4.000).

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:47
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10
Out 14

Organização Mundial de Saúde

who-logo.jpg

 EBOLA
10.10.2014

 

 

Estes são os últimos dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde sobre o recente surto do vírus EBOLA:

 

 

PAÍS CASOS MORTES Mortes/Casos (%)
Guiné 1350 0778 58
Libéria 4076 2316 57
Serra Leoa 2950 0930 32
Total 8376 4024 48


(países onde o vírus está bastante disseminado e a sua transmissão é intensa)

 

 

PAÍS CASOS MORTES Mortes/Casos (%)
Nigéria 20 8 40
Senegal 01 0 00
Espanha 01 0 00
EUA 01 1 100
Total 23 9 39


(países numa fase inicial ou localizada de transmissão do vírus)

 

 

PAÍS CASOS MORTES Mortes/Casos (%)
R. D. Congo 71 43 61


(anexo relacionado a novos casos reportados a outro país)

 

 

Como se pode ver facilmente pela análise das diferentes tabelas anteriores, os três países (africanos) com maior incidência do vírus EBOLA resumem-se a três: à Guiné, a Libéria e a Serra Leoa. Dois outros estados vizinhos (a Nigéria e o Senegal) investiram na prevenção e no tratamento da doença e os resultados daí obtidos são bem visíveis. Um outro país revela-se agora no número de casos detectados: R. D. Congo.

 

De realçar a elevada percentagem de indivíduos que acabaram por morrer (face ao número de infectados) muito próxima dos 50%. E ainda a aparente fragilidade na informação e aplicação em situações extremas como esta dos conhecimentos e técnicas dos sistemas de saúde norte-americanos e europeus – em que um vírus desconhecido e mortal se introduz numa sociedade que todos cremos segura e protegida – como o parecem ter demonstrado os casos de Dallas (EUA) e de Madrid (Espanha): dois casos confirmados, um morto (para já) e dezenas de outros suspeitos (em observação/quarentena).

 

(dados: WHO/OMS)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:12
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22
Set 14

Na Serra Leoa seis milhões de cidadãos vão ser inspeccionados em sua casa (por 30.000 voluntários) apenas em três dias.

Neste país do centro de África os casos têm duplicado cada três semanas: de que está o mundo à espera?

 

“Orwellian 'see something, say something' initiative extends to West Africa, with residents encouraged to rat out neighbors suspected of having Ebola.”

(The Watchers)

 

 

Enquanto que no resto do mundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) continua a sua tranquila caminhada em direcção ao abismo, em África o caos já está instalado e os mortos já se contam aos milhares – com os especialistas a entreterem-se sobre a capacidade do vírus (e das suas mutações) se transmitir por via aérea (como se fosse um problema menor).

 

Agora entramos numa nova etapa da evolução do contágio pelo vírus Ébola com os decisores e responsáveis governamentais – apoiados pela aparente inactividade estratégica do mundo – a imporem um estado de sítio à sua população, restringindo-lhe (como se tal fosse possível) duma forma prepotente e violenta os movimentos necessários e quotidianos à sua sobrevivência e iniciando com uma justificação inacreditável uma nova caça às bruxas à moda de Orwell mas agora por motivos de saúde.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:14
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