Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

28
Set 14

“Ontake is a major sacred mountain, and following older shamanistic practices actors and artists have gone to the mountain to put themselves into trances in order to get divine inspiration for their creative activities.”

(wikipedia.org)

 

 

 

A erupção do segundo maior vulcão japonês localizado no Monte Ontake e iniciada sem qualquer tipo de aviso prévio no último sábado, já provocou até ao momento mais de trinta mortos e mais de meia centena de desaparecidos (que poderão estar vivos ou mortos): aqueles que não conseguiram escapar à avalanche súbita de pedras e de cinzas expelidas subitamente pelo vulcão (e que os engoliu literalmente), devido à velocidade e toxicidade desta espessa nuvem vulcânica. E a nuvem que os engoliu era tão densa e pesada e as cinzas tão intensas e penetrantes, que nem ver ou respirar se conseguia.

 

 

Cerca de 250 pessoas foram apanhadas de surpresa durante a sua visita à zona em redor do cume do vulcão – um passeio turístico usual nesta altura do ano para observar (além do vulcão) a queda das folhas do Outono – não tendo existido nenhum aviso prévio ou outro tipo de alerta: os responsáveis apenas tinham registado pequenos sismos na região, mas nada de preocupante ou que pudesse sugerir o que depois se iria passar. E enquanto todos passeavam tranquilamente aproveitando o que de belo a Natureza lhes oferecia Ontake entrou em erupção.

 

 

A queda de cinzas foi de tal forma rápida e intensa que em muito pouco tempo cobriu com um espesso manto de pó toda a zona envolvendo o Monte Ontake: cinzas vulcânicas extremamente tóxicas e atingindo quase 20cm de espessura. Num local considerado um interessante roteiro turístico, excelente para a realização de grandes caminhadas entre a natureza, bem fornecido de refúgios de montanha e outros locais de descanso e abrigo e atravessado por caminhos bem assinalados e construídos. Mas o problema é que a Natureza é sempre imprevisível e jamais o Homem a conseguira dominar: só mesmo destruindo-se!

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:27

27
Set 14

Quando cheguei ao Algarve ouvi logo falar do vulcão de Monchique: mas nunca o vi, só provei das suas águas termais. O que não quer dizer que nunca tivesse existido ou que até pudesse ser um familiar (afastado) dele. Geologicamente falando, claro!

 

Erupção no vulcão do Monte de Santa Helena

(USA – 1980)

 

Em 20 de Março de 1980 uma sucessão de sismos registados no estado norte-americano de Washington (mais precisamente na região envolvendo o monte de Santa Helena) despoletou a actividade sísmica e eruptiva no vulcão aí existente (despertando-o). Dois meses depois o vulcão de Santa Helena explodiu (a 18 de Maio de 1980) provocando a destruição e o deslizamento de todo o flanco norte da montanha: o seu cume desapareceu deixando no seu lugar apenas um enorme buraco. Apesar de tudo apenas se registaram cerca de seis dezenas de vítimas mortais – originadas pelos efeitos devastadores da poderosa nuvem piroclástica criada após a explosão (com velocidades que poderão ter atingido os 1.000Km/h e um raio de acção de vários quilómetros).

 

As cinco crateras do vulcão Ontake

(Japão – 2014)

 

Mais um vulcão na Ásia a entrar de novo em erupção, neste caso o vulcão mais alto do Japão com uma altitude de mais de 3.000 metros (que até 1979 se pensava inactivo, entrando nesse ano em plena actividade). Situado na ilha japonesa de Honshu (a maior do conjunto de ilhas do arquipélago japonês) e a cerca de uma centena de quilómetros da cidade de Nagoya (e a 200Km da capital Tóquio). Na imagem anterior podemos ver as suas cinco crateras em acção – desde o dia 27 de Setembro deste ano – as quais apanharam muitos dos locais de surpresa (entre curiosos e habitantes locais) provocando uma dezena de feridos e obrigando quase três centenas de pessoas a procurarem protecção em refúgios na montanha. Até ao momento não existindo notícias sobre o aparecimento de lava, registando-se apenas a queda de cinzas e de pequenas pedras.

 

Montanhistas apanhados de surpresa

(Japão – 2014)

 

Com uma grande presença de locais e ocasionais nas imediações do monte Ontake – devido ao atractivo que o vulcão aí existente representa para todos os japoneses (e para a sua cultura) e sabendo-se que as montanhas cobrem quase 70% do seu território – a repentina erupção registada a 27 deste mês apanhou muitos deles de surpresa. Como se pode verificar na imagem anterior, com os elementos presentes nas imediações das encostas do vulcão a fugirem apressadamente, perante a rápida aproximação de uma densa e cinzenta nuvem de cinzas (tal e qual uma nuvem piroclástica). Tanto os Estados Unidos como o Japão têm assim (como em muitos outros campos) estreitas ligações entre si: neste caso tendo os vulcões (existentes nos seus territórios) como elemento comum.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:48

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