Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Mar 18

“Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” (Lavoisier) ‒ divagando aleatoriamente (Acaso e Necessidade) entre o Caos e a Ordem.

 

Confirmando que a diferença entre o SIMPLES e o COMPLEXO não existe, sendo apenas um ponto de interrogação colocado pelos HOMEM relativamente à sua Evolução ‒ num Universo não Homocêntrico e conjugando simultaneamente ORDEM e CAOS ‒ três experiências visuais de um mesmo tipo de Fenómeno, mas replicadas a partir do mesmo Modelo (molde) e Projetadas (utilizando o mesmo processo) em três cenários diferentes: na Terra (no oceano, na atmosfera) como fora dela (no Espaço).

 

110308whirlpool.jpg

1

Redemoinho na Terra

(no Oceano)

 

No caso dos Redemoinhos ocorridos na Terra, seja nos oceanos (1) como na atmosfera (2) ‒ no caso dos primeiros mais raros (apenas por menos vistos) e no caso dos segundos mais conhecidos (até pela presença, agora mais habitual entre nós, dos Tornados) ‒ com o processo, mecanismo e forma dos mesmos a ser basicamente o mesmo, sendo interior (1/2) ou exterior (3): com estes redemoinhos (tomando como exemplo o oceânico) a resultarem da sucessiva e ininterrupta descida e subida das marés (mais comum nas zonas tropicais), no seu movimento produzindo correntes circulares (quando as águas quentes e as frias se encontram) e originando uma pressão impulsionando a água para baixo (aí aparecendo o buraco central).

 

furacao.jpg

2

Redemoinho na Terra

(na Atmosfera)

 

Redemoinhos Oceânicos e Atmosféricos inseridos no mesmo meio (o Ecossistema Terrestre) e utilizando os mesmos materiais (matéria-prima terrestre), sendo em tudo ambos idênticos, um passando-se num Estado/Líquido e o outro noutro Estado/Sólido. Já no caso seguinte do Redemoinho Espacial (3) com a única alteração a verificar-se destacando-se das outras (duas) a ser o Meio Ambiente onde o mesmo está inserido: com diferentes coordenadas e passando-se no exterior (no Universo Infinito). Como será o caso das galáxias em forma de Espiral (fazendo lembrar um redemoinho) e ‒ até pelo seu orifício central ‒ dos Buracos Negros.

 

m51whirlpool-galaxy.jpg

3

Redemoinho no Espaço

(galáxia em espiral)

 

Buracos Negros que tais como os redemoinhos se formam num determinado ambiente (no Espaço os Buracos, na Terra e no estado líquido/gasoso os Redemoinhos), levando e como que engolindo tudo o que vê à sua frente: num dos casos sugando tudo (matéria e energia) no outro alterando as correntes (como por exemplo a sua composição e o volume de água morna/água salgada) e influenciando a evolução da Terra no que concerne às (evidentes) Alterações Climáticas ‒ ou seja sugando-lhe a Vida com fim provável a curto-prazo.

 

Num fenómeno (olhando para a dimensão Espaço) tão longinquamente visível como o está o planeta Júpiter (localizado a Km de distância da Terra) como igualmente próximo (olhando para a dimensão Tempo) como o esteve Edgar Allan Poe (escritor norte-americano do séc. XIX na sua obra intitulada Uma Descida ao Maelstorm): imaginando um verdadeiro vórtice oceânico, direcionado e estável na sua estrutura (mesmo que temporária) e projetando-se numa área de espuma sob a forma de um turbilhão.

 

(imagens: watchers.news e hypescience.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:44

28
Jul 16

Uma estrela Anã-Branca atacando brutalmente uma outra Anã-Vermelha

(precisamente o que poderia dizer uma criança, ao presenciar os pais num mero ato sexual)

 

“Um grupo de astrónomos amadores (alemães, belgas e ingleses), especialistas na procura e descoberta de novas e distantes estrelas (localizadas nos confins do Espaço Exterior), descobriram (no ano passado) num Sistema localizado a cerca de 380 anos-luz de distância da Terra (AR Scorpii), um estranho e extraordinário fenómeno de interação entre duas estrelas vizinhas: com uma das estrelas (uma anã-branca) a atingir a outra estrela (uma anã-vermelha) com um bombardeamento dirigido de ondas de rádio e ultravioletas.”

 

Todos os esquemas reprodutivos fazem parte da Evolução

(em interações replicadas como a dum sistema binário – tipo óvulo/espermatozoide)

 

canvas2.jpgcanvas1.jpg

Uma interação de proporções cósmicas entre duas estrelas constituindo um sistema binário (uma anã-vermelha e uma anã-branca)

Na qual a anã-branca acelera os seus eletrões para velocidades de tal forma elevadas como extremamente energéticas

(superando a velocidade da luz de 300.000Km/s)

De tal forma que a mesma estrela acaba por libertar e por dirigir essas partículas de alta energia para a estrela mais próxima

A anã-vermelha sua vizinha

 

No mundo completamente caótico em que atualmente se vive, em que a espécie inteligente e dominante deixou degradar ininterruptamente a sua IMAGEM, subalternizando-a de uma forma irreversível face ao puro valor de mercado do OBJETO, começa a tornar-se banal que face à perda de valores que física e psiquicamente constituem o SUJEITO, todo e qualquer tipo de fenómeno (por mais infinitamente grande ou pequeno que seja) que agora testemunhemos, será sempre desprezado (por não ser de consumo imediato), arquivado e esquecido (até porque na produção de mais-valia já são carga excedentária).

 

O que significa que vivemos hoje em dia numa etapa evolutiva da nossa Civilização em que o valor do HOMEM é cada vez menor (tendendo matematicamente para Zero), tendo como consequência trágica (talvez mesmo ao nível de Extinção) a desvalorização e a descredibilização de imediato de todas as estruturas em que a sua organização sempre assentou e que lhe permitiu desde o seu aparecimento adaptar-se e sobreviver – sempre em grupo e em Sociedade. Um Mundo presente (no tempo e no espaço) que já hoje nos sugere (se ainda existirmos) projetando-se no futuro (provavelmente com a nossa presença mas como subespécie), a sobreposição objetiva do caos sobre a subjetividade da ordem.

 

Como se o CAOS e a ORDEM não constituíssem um todo de MATÉRIA e de ENERGIA, onde ainda cabe a VIDA traduzida em MOVIMENTO. Com os nossos órgãos dos sentidos a serem os únicos a poderem afirmar o que é e o que não é (objeto ou sujeito) e a poderem-se surpreender (a surpresa é memorizável/memorável) com todas as perceções e com a compreensão do MUNDO: integrados num veículo único biológico e inteligente (e sem outro conhecido mas talvez noutro local projetado), capaz de se organizar (proteger/sobreviver), experimentar (copiar/repetir) e finalmente fazer (ou seja replicar, no ato aprender e mais tarde evoluir).

 

“Da mesma forma que a permanente interação entre Humanos se transforma na única razão válida pelo qual ainda evoluímos e nos mantemos vivos (desde que simultaneamente preservemos o meio ambiente fechado que nos rodeia e sustenta – a Terra e a Natureza), tudo o resto que nos rodeia e constitui o nosso Mundo, se transforma no fim e na sua simples essência, numa réplica do (mesmo) Evento mas em escalas diferentes. Num Universo Infinito coexistindo com outros.”

 

Neste fenómeno extraordinário incluindo dois colossos (duas estrelas constituindo um sistema binário) com a BRANCA a bombardear por impulsos e a espaços a VERMELHA com um jato brutal de radiações. Um caso registado pelos telescópios do observatório ESO (num estudo da responsabilidade da Universidade de Warwick/Inglaterra), mostrando como uma estrela rodando a grande velocidade e aproximadamente com o tamanho da Terra, é capaz de bombardear duma forma direta e como que dirigida (com raios extremamente intensos e radioativos) uma outra estrela localizada nas proximidades da sua órbita.

 

De tudo isto se concluindo que o que verdadeiramente alimenta o conjunto (o Universo) não é propriamente a criação Humana da Lei de Sobrevivência do Mais Forte (como pretensa salvaguarda da espécie para sempre dominante), mas a da constatação evidente (do mais pequeno ao maior) de que aquele que persiste é o mesmo que se adapta, é o mesmo que controla e até é o mesmo (e único) que fica.

 

(dados e imagens: RT)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:27

30
Ago 12

“A tolerância – tal como a ordem e a moral – é uma invenção dos ditadores, que apenas vem o seu bem e matam o mal dos outros”

 

 

A tolerância escolhe sempre as mesmas vítimas

 

Falar, falar sem nunca parar, mesmo que não se tenha nada para dizer – é um sinal importante para todos nós e a confirmação de que mesmo alienados, ainda aqui estamos e por aqui continuamos vivos.

 

Mesmo que seja para dizer, repetidamente e com prazer, o que os outros acham ser disparate.

 

Pensar não ofende – apenas prova que ainda temos o cérebro e que este continua a funcionar.

 

Sejas camponês ou engenheiro, analfabeto ou erudito – já que o leigo é o escravo assumido – podes ter a certeza que os procedimentos de vida serão sempre iguais para todos.

 

Mesmo que limpes o cú a um rolo de papel higiénico ou utilizes uma garrafa de água para o cumprimento da mesma missão, a tua imagem refletida no espelho repetirá sempre ao pormenor – por mais insignificante que ele seja considerado – a tua identidade total com aquele que te diz representar e que apenas te deseja domesticar ou mesmo lobotomizar, para melhor o serviço publico controlar e assim na historia do teu pais, se eternizar ou mesmo santificar.

 

Pensa na tua vida e na daqueles que contigo vivem e se então assumires a vivência do teu grupo, compreenderás na sua plenitude de partilha, que daí sairá a tua garantia de sobrevivência, a tua capacidade de amar e de compreender as ideias mais disparatadas e irracionais, seja do teu amigo ou inimigo, aquele que sempre te respeitou como tal, fosses rico ou fosses pobre!

 

O meu amigo é aquele que ainda não conheço completamente – mesmo que o veja todos os dias – porque ainda anda por aí e tem muito para me dar. E porque é disso e de todos eles, que nós todos precisamos.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:14

Outubro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO