Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

20
Set 19

“Enquanto nos Pássaros de HITCHCOCK (de 1963) – com Rod, Jessica e Suzanne estes atacavam, já nos Pássaros de TRUMP (de 2019) – com Gore, Obama e Greta − e passado mais de meio século (sem nada se fazer, a favor ou contra) eles (os Pássaros) optam por fugir.”

 

Em 1970 com 10 biliões de pássaros residindo e passeando-se pela América (do Norte), para quase meio século passado 3 biliões de pássaros o terem abandonado (definitivamente). Não tendo por qualquer razão perecido e restando 7 biliões, para onde e porquê?

 

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Quase 3 milhões de pássaros

desaparecidos nos últimos 50 anos

numa média de

2 pássaros/segundo

 

Quando num total de 6 Tempestades Tropicais a costa leste e a costa oeste dos EUA corre o risco de ser simultaneamente atacada e colocada sob aviso e alerta de possível Furacão – a este e pelo Atlântico pelos furacões JERRY, HUMBERTO e IMELDA (apenas os remanescentes) e a oeste pelo Pacífico Norte Ocidental pelos furacões KIKO, MARIO e LORENA – suscitando a afirmação “It's not something that you see all the time … (Danielle Banks/Weather Channel/usatoday.com)

 

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O Pardal-do-Norte do fim da tarde

uma ave maioritariamente originária

da Europa e da Ásia,

mas tendo-se mais tarde introduzido na América

(imagem: Jay McGowan)

 

E a memória de que “This combined number of active storms in both basins was believed to tie a modern record, set in September 1992 … (Eric Blake/National Hurricane Center/usatoday.com) e mesmo assim não preocupando por aí além os meteorologistas (e outros especialistas das Ciências da Terra) com estas questões das previsões a seu cargo (e responsabilidade) − de momento com o ciclone tropical IMELDA a ser aquele a ter maior impacto, com chuva intensa a cair sobre o sudeste do estado do TEXAS (tendo como consequência grandes inundações)

 

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Com a queda nas últimas 5 décadas

de 30% da população de pássaros

a afetar sem exceção todas as espécies de aves

incluindo aquelas sempre consideradas

as mais abundantes

 

Eis que surge uma outra notícia (muitíssimo mais dramática) tendo o mesmo protagonista (os EUA) mas agora em vez de anunciar uma chegada (de um furacão ou de GRETA) informando-nos de uma partida: de cerca de 3 biliões de pássaros tendo abandonado definitivamente os territórios dos EUA e do Canadá desde 1970 (e até os parques urbanos e os quintais de suas casas), numa queda populacional extremamente alarmante de perto dos 30%. Devido à perda dos seus habitats habituais (rurais como urbanos) não tendo condições mínimas e aceitáveis para a criação dos seus descendentes (perdendo os seus locais de nidificação e não encontrando sossego e comida para a criação dos seus filhotes),

 

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Corrupião-de-Baltimore

Segundo estudos científicos debruçando-se

sobre a população de pássaros nos EUA e Canadá

com quase 3 biliões a desaparecerem

em menos tempo do que uma vida humana

(imagem: Gary Mueller)

 

Abandonando progressivamente o continente e dirigindo-se para outras paragens (a uma média de 2 pássaros/segundo, tendo partido, ou então sido vítimas mortais dos pesticidas e do declínio do número de insetos, o seu alimento). E com as Alterações Climáticas (crendo no que GORE e GRETA afirmam, como Nova Religião e Seita) a assumirem a sua (eventual) cota de responsabilidade.

 

(imagens: Cornell Lab of Ornithology/usatoday.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:36

22
Jan 12

Albufeira poderia ter sido, uma terra muito bonita!

 

Albufeira – pintura de Liz Allen

 

Onde estão as refeições na tasca da D. Ana, com os seus peixinhos fritos, a sua bela sopa bem quentinha e a pretinha simpática que a todos atendia com um sorriso nos lábios, enquanto os pescadores, nós e os camones, lá íamos degustando estes verdadeiros e para sempre perdidos, petiscos gourmet?

 

1

 

No passado Albufeira foi uma terra de pescadores pobres em bens materiais, mas ricos na preservação da natureza que os envolvia, tal como a cidade de Espinho de onde eu viera. Se na cidade costeira do norte e devido à sua proximidade à cidade do Porto, a comunidade pescadora foi mais rapidamente destruída, sendo engolida pelo emprego na cidade, na industria ou nos serviços, quando cheguei a esta cidade do sul e com a explosão do turismo que então se verificava, o seu fim como desde sempre fora, já se temia estar próximo, sob toneladas de álcool, sexo e betão.

 

2

 

Onde está a entrada principal de Albufeira, com as suas árvores ladeando a estrada, como figuras locais recebendo os viajantes e acolhendo-os debaixo dos seus ramos protectores?

 

3

 

Onde está o Jardim do centro histórico, chamariz da sua população para o mercado diário das frutas e legumes, local onde a gente da terra e os turistas se reuniam para o seu encontro diário, as suas conversas e troca de impressões sobre o dia-a-dia que ia passando?

 

4

 

E o que é feito de um dos maiores e mais bonitos postais representativos de Albufeira, a sua Praia dos Barcos, com todos os seus veículos de vida apontados ao mar e as suas redes diariamente trabalhadas e ansiando a sua utilização pelos seus guardiões, os pescadores, a alma e a origem de Albufeira?

 

5

 

E o passeio da Praia de Peneco, onde em tantos dias de calor infiltrando o nosso corpo, nos regalávamos com a vista deste mar tranquilo e oferecido e com a beleza da vista da costa estendendo-se para lá do Inatel sob os pés de centenas de nómadas sorridentes e aproveitadores de cada segundo, como se este fosse o último?

 

6

 

E os pássaros gritando alegremente sobre as árvores residentes desta terra, absurdamente abatidas devido aos cocós voadores dos seus ocupantes, juntando-se aos milhares nas quentes noites de Verão e gritando aos nossos ouvidos a sua presença constante e a sua alegria de viver?

 

7

 

E onde estão os algarvios naturais desta terra de campo, praia e calor, desde há muitos anos já detectados com problemas de integração na sua terra, por especialistas pró construção civil, acabadinhos de chegar de outras metrópoles já por si destruídas?

 

8

 

E muito mais aconteceu nesta terra, como em muitas outras terras de Portugal, sempre em nome do progresso e com o mesmo destino traçado de sempre – violação intensiva do espaço ocupado e envolvente de preservação, até ao desmembramento total de toda a cultura e memória da terra e do seu povo indígena. Tal como aconteceu na costa ocidental Atlântica, como se propagou à sua costa sul algarvia e como parecia que iria acontecer à costa ainda livre alentejana, mas que a crise parece querer proteger.

 

9

 

Os culpados são fáceis de identificar, só que por uma razão ou por outra, ninguém os quer ver! Só sei que são todos profissionais de gabarito, filhos de outros profissionais de gabarito e que amanhã serão continuados pelos seus filhos, futuramente também profissionais de gabarito. A hereditariedade como um mito é um processo histórico de repetição criada para manter eternamente as duas únicas castas que sempre tiveram acesso ao poder e que sempre se associaram a todas as plataformas legislativas e económicas de controlo e posterior execução legal de todas as iniciativas ditas sociais – o clero e a nobreza.

 

10

 

O restante resume-se a elementos amorfos que apenas fazem parte da paisagem, por consentimento coercivo de não ocupação de outros espaços previamente reservados.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:56

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