Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

08
Nov 12

Pistolas BLASTER como a utilizada por Dona Brites

 

A Dona Brites foi uma das grandes heroínas portuguesas que no ano de 1385 usando pela primeira vez uma arma revolucionária como a pistola BLASTER – utilizada mais tarde por militares e civis no mundo real da Guerra das Estrelas – matou dezassete espanhóis fugidos da batalha de Aljubarrota, quando os apanhou – tal como a sua prima – escondidos no forno da sua padaria.

 

No Marafado – local misterioso hoje definitivamente perdido na selva de betão e de alcatrão – nunca faltava um bom copo de vinho e um carapau alimado

                                      

Dona Brites nasceu no Algarve filha de pais pobres e humildes que exploravam uma pequena tasca perto de Faro – O Marafado – sempre com bom vinho tinto da região, uns carapaus alimados à maneira e até uma boa feijoada de buzinas. Transformou-se mais tarde numa mulher corpulenta, feia e de cabelos de vassoura, mas por outro lado demonstrando ser corajosa, cheia de força e muito valente.

 

O candeeiro perseguidor de que falava Dona Brites poderia muito bem ser um OVNI

 

Dizia-se que – e já em horas avançadas da noite – gostava de andar à pancada com os lampiões e outros candeeiros a petróleo espalhados pela terra, afirmando aos presentes estar muitas vezes a ser perseguida pelas luzinhas desses mesmos candeeiros, quando se dirigia para casa após um dia árduo de trabalho. Revoltava-se muitas vezes por a gozarem ao contar estas histórias em que ninguém acreditava, afirmando repetidamente serem reais; e por vezes sendo incompreendida, explodia, tornando-se numa fera terrível e desordeira.

 

Dona Brites era uma mulher vinda do povo orgulhando-se de ter mais dedos do que os outros

 

Para tornar a sua história um pouco mais estranha e extraordinária – e daí a sua possível ligação à presença alienígena na região e ao aparecimento dos híbridos – afirmava-se por essa altura que Dona Brites teria seis dedos em cada mão, o que teria alegrado muito os seus pais aquando do seu nascimento, achando estes que “quantos mais dedos tivessem, mais trabalhadora seria”! No entanto consta-se entre a má-língua que o sexto dedo de cada mão teria sido utilizado para a prossecução de atividades duplamente vis e pecaminosas, o que teria contribuído para a rápida morte dos seus pais por incapacidade de acompanhamento e compreensão, tornando-a órfã antes dos vinte e seis anos – o que apesar de tudo não a terá afetado por-aí-além, dizem.

 

Raptada por uma rede de traficantes de seres humanos, Dona Brites acabou a trabalhar na Lua como escrava sexual, aprendendo aí muito sobre a hipocrisia formatada – tornada real e aceitável – e a sua relação profunda com a vida dos ilustres e minoritários violadores do pensamento (os credores) e dos seus utensílios descartáveis, os maioritários e desprezíveis violados (os devedores)

                                                                  

Dona Brites vendeu o resto das poucas coisas que possuía e como os nómadas ciganos, lá partiu sem destino certo, percorrendo feiras, negociando o que houvesse e vivendo como um ser errante e perdido. Muitas aventuras envolveram estes anos da sua vida, desde a morte de um ser estranho que encontrara numa das estradas por si percorridas e que matara com a sua arma laser – por este não ter querido estabelecer relações sexuais com ela, invocando ser um eunuco cibernético para operar em comunicações em palcos militares – até à sua viagem extraordinária à Lua a bordo de uma Turbo-Sonda, após ter sido raptada por um grupo de piratas – traficantes de seres vivos não catalogados – e entregue como escrava sexual num bordel de um poderoso líder lunático oriundo das Arábias e detentor de um dos maiores entrepostos de comércio ligados ao sexo e à política, como promotor oficial de orgias sem controlo.

 

A sua prima padeira ficou célebre por matar sete espanhóis com uma pá e de uma só vez. No entanto muitos afirmam que teria sido a sua prima a fornecer-lhe uma outra arma até aí desconhecida, com a qual a padeira já teria praticado muitas outras vezes com moscas, igualando aqui o seu anterior recorde

 

Abandonada após anos de repetida utilização e sendo os seus donos incapazes de continuarem com a necessária reciclagem para uma sua nova reutilização lucrativa – devido a ter-se tornado no mercado erótico e sexual, num artigo de desgaste rápido e descartável – Dona Brites acabaria por se fixar em Aljubarrota, comprar uma padaria e casar com um taberneiro e agricultor da terra. Assim poderia continuar a trabalhar em segredo nos seus planos de desenvolvimento de novas tecnologias científicas inovadoras, apreendidas com as suas notáveis viagens e aventuras em diversas partes da Terra e até na distante Lua.

 

O destino da Batalha de Aljubarrota poderá ter sido decidido pela intervenção simultânea de três fatores – a tática do quadrado, a contribuição heroica da Ala dos Namorados e Confidentes de Dona Brites e a intervenção dos alienígenas

 

E assim encontrar-se-ia em Aljubarrota na altura em que iria decorrer a famosa batalha entre os portugueses e os seus inimigos espanhóis. Inicialmente tomando uma posição de neutralidade não participativa, acabou por ser lançada – quase que sem querer – para o meio do conflito que se iria iniciar. Não apenas matando os espanhóis que se tinham atrevido a invadir o seu domínio privado socorrendo-se da sua moderna pistola BLASTER, como reunindo uma milícia popular que iria obedecer às suas ordens até á morte, perseguindo sem dó nem piedade estes invasores vindos de Espanha e matando-os a todos. A milícia era composta por alienígenas amigos que ela tinha conhecido há tempos atrás na sua cama profissional – aquando da sua passagem pela Lua – e que tinham vindo ajudar a salvá-la e aos seus amigos portugueses. Dispondo de meios aéreos e armas avançadas, os alienígenas acabaram por decidir o destino final desta batalha, derrotando os espanhóis, posteriormente esmagados pela estratégia do quadrado aplicada pelas tropas portuguesas e pela heroica coragem exibida no combate pela Ala dos Namorados e Confidentes de Dona Brites.

 

O inacabado Mosteiro da Batalha – construído para imortalizar Aljubarrota e os seus heróis – poderá ter tido um forte apoio na sua planificação e construção por parte dos alienígenas, que mais tarde abandonaram este projeto por divergências profundas, prometendo no entanto voltou brevemente a esta zona tão prometedora – pelo menos por essa altura – em terrenos ricos em minérios (Fátima?)

 

Muitos historiadores afirmam que Dona Brites nunca poderia ter sido uma lenda como a sua prima padeira, mas na realidade um enviado dos extraterrestres à Península Ibérica para defender Portugal, como agradecimento pelo tempo que esta vivera no satélite da Terra e pelos pãezinhos de leite e croissants que fabricara com tanto amor e prazer e que tantos momentos de suprema lascívia proporcionara a todos aqueles que os tinham degustado e para sempre recordado.

 

O sonho de um individuo nascido no Canadá poderá revelar poderes premonitórios se aplicados em Portugal? Se sim, para a frente Pasteis de Nata – a China é o nosso destino! Caso contrário, vamos passar o resto da nossa vida a comê-los!

 

Dona Brites tivera em vida um único descendente do sexo masculino adotado por compaixão e solidariedade – ação essa que se revelaria futuramente imprudente e repentina – que se deixara instrumentalizar por um belo travesti espanhol e que mais tarde teria fugido na companhia deste para o Canadá, atravessando a nado todo o Atlântico. Chegado às costas americanas – e ao saírem da água – o seu filho adotivo descobrira o logro em que caíra e desolado com o sucedido, refugiara-se definitivamente numa recôndita escola de acolhimento no Canadá, onde terminaria a sua importante tese de refundação espiritual, que mais tarde seria adaptada por um futuro descendente seu e posteriormente submetida e aplicada sob o tema, “A Potencialidade Económica Escondida dos Pasteis de Nata e a Estratégia Leiteira para A Reconquista dos Mercados do Império do Sol”. Orgulhoso pela aceitação imprevista – e verdadeiramente inacreditável – que tivera tal comunicação informal e não dirigida, decidiu imediatamente ativar a sua página no Facebook e por convite recebido e que muito o honrou, regressar à pátria velho e senil, de modo a poder ser como sempre tinha sonhado, eleito e definitivamente enterrado.

 

(texto sobre Aljubarrota, suportado e alterado – base: WIKIPÉDIA + imagens – base: GOOGLE)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:50

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