Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

13
Dez 15

Da mesma forma que o Sol levou com um calhau em cima, amanhã seremos nós a levar com uma grande pedrada.
Mas será que nos avisam antes (para fazermos as malas)?

 

Na passada terça-feira as câmaras do Observatório Solar e Heliosférico da NASA (SOHO) registaram as imagens da passagem de mais um cometa na sua trajetória de aproximação ao Sol. Pelas imagens recebidas o cometa ter-se-á desintegrado ao aproximar-se do seu periélio, dado não terem sido registados nenhuns vestígios na sua previsível trajetória de saída.

 

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Cometa na sua trajetória de aproximação ao Sol
(SOHO LASCO C2)

 

Apenas mais um dos tantos calhaus que atravessam constantemente o interior do nosso Sistema Solar e todos deles atraídos pela enorme força exercida pela estrela de referência deste sistema: o Sol. O que para planetas situados mais próximos do Sol, até que se pode tornar muito perigoso.

 

E que desde logo coloca duas questões: Teriam os astrónomos ou outros cientistas conhecimento da aproximação de mais este cometa ao Sol e como consequência à Terra? E se o cometa se tivesse mesmo desintegrado, qual seria a trajetória de possíveis fragmentos desse mesmo cometa? Não excluindo todas as probabilidades até que nos poderiam atingir.

 

(provavelmente este cometa terá sido o resultado da fragmentação de um outro cometa de maior dimensão pertencendo à família KRUETZ e que agora se terá totalmente vaporizado – tipo de cometas conhecidos como SUNGRASERS por passarem tão perto do Sol)

 

(imagem: SOHO/NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:17

07
Mai 12

Existem pessoas que resolveram passar a sua vida fora dos trilhos comuns percorridos pela generalidade esmagadora da sua espécie, abandonando as sociedades para eles criadas e a convivência com os grupos aí instalados.

 

 

Talvez uma das causas seja o da atração pelo nomadismo libertário e aventureiro – mas também um pouco louco e perigoso – face à contrapartida sedentária de uma sociedade liberta e segura, onde a integração se define por um limite por vezes incompreensível e absurdo de cumprir e que nos conduzirá apenas ao conflito e à morte, tendo sempre como causa, o problema das fronteiras.

 

 

A vida pode ser por vezes muito dura de suportar, nos atuais modelos de organização das nossas sociedades friamente egocêntricas e subordinadas apenas ao poder económico e aos seus interesses meramente reprodutivos de mais-valia. O ser humano é projetado violentamente e sem aviso para um mundo em que não passa de um reles subordinado de um esquema montado por algo ou por alguém, com o único objetivo de o utilizar com um determinado fim lucrativo e depois desfazer-se dele, como um mero material de desgaste rápido.

 

       

 

Deste modo existe sempre uma opção de abandono do grupo onde fomos anteriormente integrados e isso não significa que estejamos a cometer suicídio. A vida é uma coisa muito complicada que deve ser vivida de uma forma a mais simplificada possível. Só assim teremos disponibilidade para conhecer a outra parte de que faz parte a nossa vida e poder conhecer e partilhar, tudo o que a natureza põe – sem pedir nada em troca, daí a partilha – à nossa disposição.

 

 

A vida exterior vai do nascimento da nossa alma e pensamento, até à nossa morte física e corporal. Este caminho a percorrer – com tantos percalços e sobressaltos, que tanto nos entusiasmam – pode apresentar muitas variantes de concretização, umas boas e outras más; no entanto, o significado valorativo das expressões boas/más, nada representa para a natureza que nos rodeia e transforma, face á força do espaço e à beleza da diversidade das cores apresentadas.

 

(imagens – ericvalli.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:17

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