Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Mar 18

“A ferrugem é o resultado da oxidação do ferro. Este metal em contato com o oxigênio presente na água e no ar se oxida e desta reação surge a ferrugem que deteriora pouco a pouco o material original.” (wikipedia.org)

 

Passados mais de 5000 dias sobre o seu primeiro contacto com a superfície marciana (25 de Janeiro de 2004) e já com mais de 45Km percorridos, o veículo motorizado da NASA lançado de Cabo Canaveral (em 7 de Julho de 2003) por um foguetão Delta II da Boeing, circula atualmente numa região do Planeta Vermelho (assim descrito pela sua coloração avermelhada, associada à grande presença de óxido de ferro, neste planeta verdadeiramente enferrujado) denominada como o Vale da Perseverança.

 

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Marte (superfície) ‒ Opportunity Rover

Nas proximidades do equador marciano

(SOL 5021)

 

“Inserida num conjunto com mais de 4,5 biliões de anos (o Sistema Solar) e suportada por um foco central a meio do seu Ciclo de Vida (a sua estrela de referência o Sol), a Terra continua a apresentar o seu extraordinário exclusivo (Vida Inteligente e Organizada surgindo do Caos e da Ordem) nunca visto noutro lado (talvez por falta de acaso e de necessidade, não se sabe é bem de quem).”

 

No decorrer do seu 15º ano terrestre de permanência do Rover Opportunity na superfície do planeta Marte (1 dia marciano = 24h 39’ 35’’ ou seja ligeiramente superior ao dia terrestre) ‒ e de momento já tendo sido ultrapassados os 5022 SOL’s de estadia ‒ com o bem maduro e experimentado veículo tendo aterrado numa região plana do planeta (Meridiani Planum) localizada bem próxima do seu equador, depois de ter saltado (para fora do seu limite) da parte ocidental da cratera de Endeavour, entrando de seguida na região do Cabo York (situado no interior do Vale da Perseverança) e daí prosseguindo a sua exploração.

 

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Marte (superfície) ‒ Opportunity Rover

Nas proximidades do equador marciano

(SOL 5021)

 

“Com o Futuro de Marte e com o respetivo desenvolvimento do programa de exploração do planeta (um dos irmãos e vizinhos da Terra, árido, desértico e tóxico, mas ainda não completamente calcinado e com locais à superfície talvez ainda propícios e permitindo a sobrevivência/mesmo que subterrânea com tal não acontecendo em Vénus) futuramente entregue a Privados mais interessados no lucro (colonização e mera absorção) do que na Evolução e Expansão (da Humanidade) e respetiva sobrevivência (já que sem Movimento interagindo Matéria/Energia ‒ Eletromagnética ‒ nada existe).”

 

Passados mais de 40 anos (20 de Julho de 1976) sobre a data do primeiro contacto de uma sonda espacial (módulo de aterragem) com a superfície marciana ‒ concretizado com o feito pioneiro da sonda VIKING 1 ‒ não se tendo para já detetado qualquer tipo de vestígios (ou sinais) minimamente credíveis e como tal aceitáveis da existência de Vida (ou seja da presença do Mundo Orgânico) pelo menos tal como a conhecemos na Terra, limitando-se para já a convicção (e a quase certeza) da Existência de Água e da proliferação de Cristais (ou seja da Presença do Mundo Mineral tal como sucede em todo o Sistema Solar). Com os Minerais e a Água Presente (A Coluna Vertebral do Sistema) mas sem a presença orgânica até agora não detetada (conhecida ou divulgada) ‒ de modo a possibilitar a construção de um Edifício como o Terrestre.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:42

10
Jan 18

“The shape of our galaxy is like two fried eggs stuck back to back – the yolks representing the bulging core of the Milky Way, and the flattened, circular egg whites the rotating disk of the galaxy.”

(Lewis Dartnell/telegraph.co.uk)

 

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Via Láctea

(como dois ovos estrelados sobrepostos com um deles invertido)

 

Com o nosso planeta pertencendo a um Grupo Imaginário originado (em princípio) num mesmo local e tendo (certamente) o mesmo objetivo (gostamos de nos orientar minimamente) ‒ e como tal tendo o seu Núcleo (central e movimentando-se tudo à volta dele), rodeado por outros elementos (dando-lhe consistência e estrutura e proporcionando-lhe a existência) e protegido por uma Membrana (de limite virtual e proteção aparente) ‒ é Natural que nesta viagem da Terra e de todo o seu Grupo (Sistema Solar) no interior da nossa galáxia (Via Láctea) alguns desses trilhos sejam de percurso mais suave e outros nem tanto assim (apesar das estradas serem bem largas e extensas ‒ como se fossem autoestradas ‒ perdendo-se no horizonte): e que no interior de um seu subconjunto (o Sistema Solar face à Via Láctea) carregado de vias locais (como se fossem estradas secundárias nacionais ou municipais) outros acontecimentos ocorram (em princípio de menor dimensão) com maior ou menor impacto mas sempre com repercussão (local e fundamental especialmente para o Homem).

 

Podendo dar-se um Encontro (do 1º Grau) até a um nível Galáctico (as galáxias de Andrómeda e da Via Láctea encontram-se em rota de colisão) ou um outro mas Interior (ao Sistema Solar) envolvendo alguns dos seus corpos (por exemplo por mais comum entre asteroides e planetas). E caraterizando esse movimento (utilizando o parâmetro velocidade) com a Terra (V rotação = 1.600Km/h) a deslocar-se à volta do Sol a (mais de) V = 100.000Km/h, com o Sistema Solar a deslocar-se sensivelmente à mesma velocidade e com o braço da espiral (integrando a Via Láctea) onde a Terra se encontra a fazê-lo a (quase) V = 800.000Km/h. Significando que nestes mais de 4,5 biliões de anos desde que a Terra (eventualmente) apareceu e sabendo qual a sua velocidade de deslocação (no Espaço integrando o seu Sistema), só num ano o planeta teria percorrido uns 900 milhões de Km (e desde o seu aparecimento uns 4 X 10↑21 Km).

 

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Asteroide 2018 AH

(a um mês do seu ponto de maior aproximação à Terra)

 

Logo se concluindo (e tal como em qualquer viagem) que se muitas viagens começam e acabam conforme o previsto (sem nada de muito relevante a assinalar) outras existem sofrendo desvios ou mesmo interrupções (acidente/incidente): no caso da Terra e do Sistema onde se integra, podendo vir do Exterior (objetos Extrassolares) ‒ como será por um lado a passagem do asteroide Oumuamua (um objeto visível/palpável) e por outro a ação dos Raios Cósmicos (invisíveis mas mortais) ‒ ou então do seu Interior tendo na vanguarda os Asteroides e ainda os Cometas (e outro tipo de calhaus mais ou menos pequenos).

 

E se quanto aos primeiros sendo raro o aparecimento de Corpos Extrassolares ‒ no que diz respeito aos Raios oriundos do Cosmos (mais perigosos que os oriundos do Sol) e infiltrando o Conjunto (o nosso Sistema Planetário) sendo extremamente perigosos em períodos fracos do Ciclo Solar (onde nos encontramos atualmente a caminho de um Mínimo) ‒ já no que concerne aos segundos dado o seu grande número, variedade e origem, tendo-se que ser muito mais cuidadoso (atento, rigoroso, preventivo) até pelos Visitantes-Surpresa e possíveis consequências: apanhando-nos desprevenidos mesmo com a mais Alta Tecnologia e só descobrindo os Calhaus (passando mesmo ao lado da Nossa Cabeça) pouco antes, durante ou mesmo depois (da passagem do mesmo).

 

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Montes Urais

(antes e depois ‒ Flash luminoso iluminando os céus noturnos russos)

 

No passado dia 2 de Janeiro com um asteroide (dos quase 18.000 já detetados) ‒ 2018 AH (família Apollo) ‒ de dimensão entre 80/200 metros a passar perto da Terra a menos de 1LD (0,77 LD/menos que 300.000Km), sendo o 1º este ano a passar a uma distância igual/menor (no ano de 2017 com 53 asteroides contabilizados nestas condições) e o maior desde há pouco mais de 6 anos: observado pela 1ª vez a 4, circulando a quase 14Km/s e fazendo a sua maior aproximação à Terra a 6 (ou seja em caso de possível impacto dois dias para a preparação ‒ e tendo aqui em atenção que este asteroide pelas suas dimensões previstas seria 5/10 vezes aquele que explodiu sobre Chelyavinsk na Rússia).

 

Já no caso do Evento ocorrido a 8 de Janeiro (ontem) ocorrido nos céus da Rússia e potencialmente podendo ter sido (igualmente) um asteroide (fenómeno observado num dia de nevoeiro com pouca visibilidade) com um Flash de luz a iluminar o céu (noturno e nebuloso) numa extensão de uns milhares de Km (a oeste dos Montes Urais, cadeia montanhosa separando a Europa da Ásia) seguido de um forte abalo sentido ao nível do solo ‒ podendo para outros (para além de um asteroide) ser um fenómeno natural (de origem atmosférica e elétrica como as conhecidas trovoadas secas) ou até em alternativa ser mesmo de origem artificial (envolvendo a ação do Homem, por exemplo no teste de mísseis). De qualquer das formas e pelas testemunhas (e segundo astrónomos russos) sendo apenas mais um objeto entrando na atmosfera terrestre, incendiando-se, explodindo e fragmentando-se e posteriormente atingindo o solo.

 

(imagens: nasa.gov e youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:22

05
Jan 18

Numa imagem espetacular enviada para a Terra pela sonda norte-americana JUNO (lançada pela NASA de Cabo Canaveral em 5 de Agosto de 2011) a partir das proximidades do planeta JÚPITER (o maior planeta do Sistema Solar localizado em Novembro/2017 a 960 milhões de Km da Terra), podemos usufruir de um cenário tumultuoso típico de se observar na atmosfera jupiteriana: demonstrando-nos como o planeta continua bastante ativo (e Vivo) e fazendo-nos imaginar (até pela sua forma, colorido e distribuição) como à sua superfície as condições apresentadas serão certamente extremas, terríveis e impossíveis de suportar pelo Homem (num planeta-gigante se comparado com a Terra). E desde há 4 meses com o suicídio de CASSINI (atrevendo-se a atravessar a atmosfera de Saturno e rapidamente sendo esmagada) com JUNO a ser a nossa única presença por aquelas regiões do Espaço.

 

PIA21973.jpg

JÚPITER

(PIA 21973)

 

Uma imagem registada a 16 de Dezembro de 2017 quando a sonda JUNO se encontrava a pouco mais de 13.000Km de JÚPITER ‒ como a agência espacial norte-americana refere a uma distância praticamente igual ao diâmetro da Terra ‒ e como tem acontecido nos últimos tempos posteriormente editada por Cidadãos Cientistas (assim designados pela NASA) ‒ depois de melhorada e realçados alguns pormenores ‒ e finalmente sendo editada num Site da NASA (neste caso a 4 de Janeiro de 2018 no seu PHOTOJOURNAL). Mostrando-nos que tal como acontece no nosso planeta Cenários de Beleza podem esconder Constituintes Terríveis, mas que no entanto talvez num Futuro não muito distante JÚPITER ainda venha a ter um papel preponderante (a desempenhar até para o Homem) ‒ sendo Protagonista como talvez já o tenha sido (no início da formação do Sistema Solar).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:45

13
Ago 17

“No dia em que controlarmos a Matéria e a Energia convertendo uma na noutra, teremos atingido o estatuto (de Deuses) estando prontos para tomar conta dele (do Universo).”

 

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Sistema Alpha Centauri

À esquerda Alpha Centauri A à direita Alpha Centauri B

E mais abaixo (círculo vermelho) Proxima Centauri (e um planeta extrassolar)

Sistema localizado a 41.739.060.000.000Km da Terra

(cerca de 42 biliões de Km)

 

Para quem ainda procura uma solução para a futura viabilidade da espécie Humana, uma das opções mais credíveis e viáveis para resolver o problema com que o Homem se debaterá um dia ‒ resultado de um Evento Apocalíptico que tornará impossível a nossa permanência na Terra ‒ será o de iniciarmos de imediato a nossa deslocação para um outro corpo celeste de preferência próximo e que nos possa proporcionar natural ou artificialmente as condições mínimas e temporárias de sobrevivência: no fundo partindo da Estação Terra e chegando no nosso caminho de Aventura e Descoberta a um Apeadeiro (base intermédia) onde possamos passar com segurança um tempo determinado antes de partirmos a caminho de uma nova Estação. Nesse sentido não se compreendendo a suspensão dos voos tripulados no Espaço já lá vão quase 50 anos, quando todos sabemos que se nunca partirmos da Terra (nós e não as máquinas) aqui morreremos e desapareceremos (sem ninguém ou nada saber da nossa curta existência como espécie por estes lados do Universo): e logo com a Lua ali tão perto (como um Apeadeiro a menos de 400.000Km), já tendo sido visitada anteriormente (visitas iniciadas em Julho de 1969/Apollo 11 e suspensas em Dezembro de 1972/Apollo 17), com a forte possibilidade da existência de água (subterrânea e nas calotes polares) e com o Homem dispondo de tecnologia já bastante avançada capaz de o fazer viajar, colonizar e aí sobreviver. Mas limitando-se atualmente a enviar sondas automáticas e a fazer pequenas excursões entre a Terra e a ISS.

 

Distância (anos luz)

Sistema

Estrela

Classe

Temperatura (⁰K)

Cor

0

 

Sistema Solar

Sol

G2V

5200-6000

Amarela

4,4

Alpha Centauri
(Rigil Kentaurus)

α Centauri A (HD 128620)

G2V

3700-5000

Laranja

4,4

Alpha Centauri
(Rigil Kentaurus)

α Centauri B (HD 128621)

K1V

7500-10000

Branca

10,5

Epsilon Eridani

(BD−09°697)

-

K2V

7500-10000

Branca

 

11,4

Procyon

(α Canis Minoris

Procyon A

F5V-IV

6000-7500

Amarela/Branca

11,4

61 Cygni

 

61 Cygni A (BD+38°4343)

K5.0V

7500-10000

Branca

11,4

61 Cygni

 

61 Cygni B (BD+38°4344)

K7.0V

7500-10000

Branca

11,8

Epsilon Indi
(CPD−57°10015)

Epsilon Indi A

K5Ve

7500-10000

Branca

15,8

Groombridge 1618

(Gliese 380)

-

K7.0V

7500-10000

Branca

Distância a que se encontra do Sol a Nuvem de Oort ‒ 50.000 UA = 0,8 anos-luz

Com esta região a demarcar o limite da influência gravitacional do Sol

Ou seja a última fronteira do Sistema Solar

(1 Ano-Luz = 63.241 x distância Sol/Terra = 1265 x distância Sol/Cinturão de Kuiper)

 

No catálogo anterior apresentando-se os 8 Sistemas ou Estrelas mais próximos da nossa estrela (o Sol) e do nosso sistema planetário (o Sistema Solar), com as mais próximas a serem as estrelas α Centauri A e α Centauri B, a primeira da classe do Sol (G2V com temperaturas inferiores) e a segunda da classe K1V (com temperaturas superiores). Como tal e dada a enormidade das distâncias (face à esperança média de vida do Homem, nem chegando sequer aos cem anos) ‒ e ainda com as galáxias mais próximas a mais de 4 anos-luz ‒ cingindo-nos ao Sistema Alpha Centauri já por si inalcançável (pelo menos para já): numa nave viajando à velocidade de 20Km/s (a maior velocidade registada pela sonda Voyager 1 sendo ligeiramente menor) demorando certamente mais de 70.000 anos (numa média de 1000 vidas). E já agora optando por α Centauri A por ser da mesma classe e possuir temperaturas menores (talvez vindo daí a sua cor alaranjada). Talvez dobrando o Espaço e fazendo-o coincidir, sendo necessário apenas um salto para aí chegar num instante. De qualquer forma com o Sistema Alpha Centauri a estar ao nosso alcance, no dia em que atingirmos com as nossas naves espaciais a velocidade atingida pela luz (300.000Km/s) ‒ acelerando 15.000 X apenas uns 4 a 5 anos. E com o mesmo sistema a ser completado por uma terceira estrela ainda mais próxima (do Sol) ‒ a anã-vermelha Proxima Centauri (a 4,2 anos-luz de distância) ‒ integrando ainda um planeta circulando na sua zona habitável (da estrela) e denominado Proxima Centauri b (o mais próximo planeta extrassolar descoberto até hoje): com formas de vida?

               

(imagem: wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:59

13
Mar 17

Mãe compra-me um Lego mas que seja da NASA.

E já que lá vais um rolo de papel de parede.

(sem gozo e dito por um jovem cientista)

 

Quando o negócio está parado uma das soluções para o manter vivo – tentando que amanhã alguém, ainda o possa ressuscitar – é fazer referência e constante publicidade ao produto. Não sendo pois de admirar que à falta de melhor (e para nos ir entretendo), a NASA por um lado proponha a ideia do cidadão-cientista e o proponha para papel de parede (PIA 21385 – Jupiter Wallpaper – photojournal.jpl.nasa.gov), enquanto por outro lado e sempre com a mesma ideia nos ponha a ver quadrados cintilando num ecrã como num jogo de computador – podendo-se passar à prática com simples peças de Lego.

 

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O Sistema Trappist-1 como visto pela NASA

Numa viagem de cerca de 370.000.000.000.000Km

Uma imagem é o reflexo de um objeto (uma estrutura)

E não um compromisso (de construção) com alguns dos (seus) dados recebidos

 

Com a Humanidade presa à possibilidade de existir no Universo Infinito que nos envolve algo de vivo e no mínimo de semelhante ao Homem (nem que seja em último caso algum tipo de organismo demonstrando alguma iniciativa ou movimento), é natural que perante as notícias sucessivas que nos vão chegando sobre a descoberta de outros planetas localizadas em regiões habitáveis rodeando uma determinada estrela, nos acabemos por convencer que tal facto ocorreu mesmo (a descoberta de outros planetas como a Terra) e desse modo que qualquer imagem que nos seja proporcionada e dado ao nosso prazer e usufruto (mesmo que nos faça lembrar uma simples construção infantil) só possa ser mesmo realidade.

 

E assim juntando-nos ao coro daqueles indiferentes que apesar de não verem acreditam no que os outros dizem ver (uns 7 biliões), somos agora esmagados com as primeiras imagens (reais) vindas de um desses mundos potencialmente semelhantes ao nosso (ainda-por-cima certificados pela NASA), numa montagem animada baseada em dados reais recolhidos a partir do sistema planetário Trappist-1 (utilizando o telescópio Kepler) tendo como objetivo mostrar-nos a região ocupada pela estre-anã centro desse Sistema: não nos mostrando especificamente nenhum desses planetas (tal é impossível de se concretizar pelo menos para já e unicamente com o instrumento ótico utilizado), mas por outro lado deixando a nossa imaginação funcionar face às manchas apresentadas (com a sua óbvia mensagem subliminar – existem mais como nós), construindo-se a partir daí uma realidade (organizada e até geométrica) mesmo que parecendo um Lego.

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:53

02
Dez 16

K2-3d

 

Na procura incessante de outros corpos celestes (distantes) onde seja possível encontrar vestígios ou até sinais da existência de Vida (semelhante à existente na Terra), cada dia que passa são cada vez mais os candidatos que se apresentam como pretensos protagonistas deste filme em que o ator principal será sempre (e inevitavelmente como seu produtor e realizador) o Homem.

 

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Ilustração de uma Terra II como K2-3d

Orbitando uma estrela-anã vermelha como K2

 

Compreendendo-se (por parte do Homem) esse afastamento deliberado e consciente em relação à sua referência central (o Sol,) não só como uma forma de declarar a sua independência face aos seus formadores e ascendentes, como também e afirmando-se como os portadores da alternativa desejada por todos os formandos e descendentes, impondo o seu desejo e a sua ânsia de (novas) descobertas.

 

Ou não fosse o Espaço mais próximo o mais conhecido (pretensamente envolvendo menos mistério e aventura) e o situado para além do horizonte (escondido atrás dele de propósito para não se ver) o mais apetecido. Além de conhecidas todas as limitações do nosso vizinho (com o decorrer do tempo e dada a sua proximidade e facilidade de escolha, tornando-se no alvo preferencial a abater tendo mais defeitos do que virtudes), só nos conseguindo safar mesmo (deste ciclo de morte e de esquecimento) recorrendo a algo de exterior.

 

E cansados dos Santos da Casa, políticos ou religiosos ou de outra espécie qualquer (como os Mistos que atualmente e em todos os cantos do mundo proliferam – bem pior do que as baratas tendo estas um objetivo – tudo infetando e tudo arrasando), nos viremos para o lado de lá (do interior do ecossistema onde aparentemente sempre vivemos – a nossa casa) e nos lancemos sem pensar (sem limites) no nosso precipício existencial – transpondo a Porta em direção à Descoberta.

 

Uma pequena espécie vivendo num pequeno planeta de um insignificante sistema planetário integrando uma das infinitas galáxias que preenchem o nosso Universo, num espaço integrando espaços em constante transformação e evolução, cada um deles perdido talvez no tempo mas definidos no seu espaço particular (em constante movimento) como uma perfeita e simples esfera presente e interativa com outras companheiras suas, num conjunto ideal de replicas formando um molde perfeito (esférico como o molde original) e da forma integrada (pensem nelas como tendo uma outra função para além da sua constituição – aquilo que elas são, contêm e provocam – como as esferas dos rolamentos).

 

Pelo que em pleno século XXI tendo já pisado a Lua (projeto Apollo), passado milhares de dias no Espaço (na Estação Espacial Internacional) e enviado dezenas de sondas automáticas (não tripuladas) em direção aos pontos mais distantes do nosso Sistema Solar (norte-americanas, russas, chinesas, indianas, europeias), seja de pensar que para além da prioridade de encontrar Água nas proximidades do nosso planeta (de preferência no interior do nosso Sistema como parece ser o caso entre outros da lua de Júpiter Europa) sendo ela a base da constituição esmagadora do nosso próprio corpo, pretendamos para além de isso (a água uma molécula constituída por hidrogénio e oxigénio) descobrir algo mais e de mais belo como um nosso irmão mais velho, bem-sucedido e feliz: nem que para tal tenhamos que ultrapassar como os nossos antepassados as enormes vagas contrárias e muitas das vezes mortais de oceanos sem fim mas comportando ilhas (inexistentes na Terra) talvez melhor que continentes (conhecidos na Terra). Localizado a muitos milhões e milhões de quilómetros para além dos limites da já longínqua Nuvem de Oort (para o Homem habituado ao Km) na fronteira do Sistema Solar. E com a fronteira a distar umas 100.000 UA do seu centro tendo como foco principal a nossa estrela o Sol (e com a Terra a apenas 150.000.000Km da sua estrela).

 

1 UA = 150.000.000km

(distância da Terra ao Sol)

1 Ano-Luz = 63.241 UA

(distância percorrida pela luz – V = 300.00Km/s – durante um ano)

 

Tudo isto porque uns cientistas terão descoberto um outro planeta distante, nos seus critérios (por vezes incompreensíveis por claramente limitados) podendo estar localizado numa área habitável do Sistema (ao qual pertencerá): um planeta extrassolar denominado K2-3d, sensivelmente com o mesmo tamanho (1.5 X) e as mesmas temperaturas da Terra e orbitando (com um período de 45 dias) a sua própria estrela (de dimensão 1/2 X Sol e localizada relativamente a K2-ed a uma distância 1/5 da do Sol/Terra). Uma estrela que apesar da sua proximidade ao planeta K2-3d, devido à sua menor dimensão e temperatura (comparando-as com as do Sol) poderá comportar um clima ameno e suportável (por ex. para nós) muito semelhante ao terrestre, criando desde logo fortes expetativas da existência de Água e porque não de Vida. Um planeta extrassolar localizado a 150 UA de distância de nós e descoberto pela NASA (dada a particularidade deste planeta na sua órbita em redor da sua estrela), através da utilização duma segunda geração dos seus poderosos telescópios Kepler.

 

Aproveitando a oportunidade (excecional nestes casos) da passagem de K2-3d entre o seu sol e o nosso longínquo planeta para através do decrescimento momentâneo da luz emitida pela sua estrela (que nos chega em menor quantidade devido à interposição) estudar diversas características de K2-3d incluindo a sua atmosfera. E com a nova geração de telescópios Kepler desenvolvendo certamente outras e mais poderosas competências, alargando ainda mais o estudo da sua atmosfera e podendo no decorrer do processo detetar certas moléculas como por exemplo as de oxigénio. Numa altura em que entre uma multidão de planetas candidatos a serem a Terra II (por volta de 30) a esmagadora maioria (senão mesmo 100%) não nos convence (leigos) nem mesmo persiste (entre eruditos): a não ser talvez K2-3d.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:35

25
Set 16

Imagem de um planeta localizado a várias dezenas de milhões de quilómetros do planeta Terra, obtida a partir de uma sonda terrestre orbitando a poucas centenas de quilómetros deste misterioso mundo alienígena. Retratando a região da calote polar situada no hemisfério sul deste planeta vermelho, numa imagem de 27 de Julho do seu instrumento ótico Themis.

 

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MARTE

2001 MARS ODYSSEY

PIA 20994

 

Um planeta que há alguns biliões de anos terá estado coberto por um grande oceano líquido (numa extensão menor que o da Terra), possuindo uma atmosfera à sua volta e até podendo ter numa certa altura da sua história a presença de organismos vivos. Hoje aparentemente morto e queimado talvez numa antecipação do futuro – da Terra.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:57

26
Jul 16

JÚPITER e WISE 0855

 

“O maior problema não reside num pretenso erro de tradução na transição entre as sensações recolhidas pelos nossos órgãos dos sentidos e o processamento executado no nosso arquivo mental de memórias, mas num processamento errado e inicial das perceções pelo nosso corpo absorvidas, devido a manipulação prévia extremamente intrusiva – como se fossemos um mero periférico de armazenamento e não um processador biológico.”

 

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Imagem do Planeta JÚPITER e ilustração da Anã-Castanha WISE 0855

(como vistas a infravermelhos)

 

Agora que somos constantemente bombardeados pelas notícias da forte possibilidade da existência de Outros Mundos semelhantes ao nosso para lá dos limites do nosso Sistema Solar – com a grande expectativa de existência de Atmosfera, de Água e até de Vida – não se compreende que se procure tão longe esse Outro Mundo alternativo ao nosso (o planeta Terra), quando no Nosso Mundo conhecido podemos procurar e encontrar muito mais próximo de nós algo que em princípio já cá existe.

 

Sendo um grande exemplo dessa procura nos confins do espaço de algo que por ventura já nos acompanha há alguns biliões de anos, a descoberta a mais de 7 anos-luz de distância da Terra de uma Anã-Castanha (um corpo celeste de baixa luminosidade, num imaginário ciclo evolutivo situado entre um gigante gasoso e uma estrela e no final categorizado como uma estrela fracassada) a WISE 0855: um corpo celeste que mesmo que possa estar numa outra fase do seu processo evolutivo, apresenta muitas similaridades com o planeta gigante Júpiter.

 

O maior planeta conhecido integrando o Sistema Solar e que no seu interior poderia englobar várias vezes todos os seus outros companheiros de viagem: apresentando-nos um mundo gigantesco e em princípio de composição esmagadoramente gasosa (talvez com um pequeno núcleo central sólido e bastante maciço), rodeado por uma espessa camada de vapor de água e de conjuntos sucessivos e intermináveis de nuvens (em constante movimento) e escondendo do nosso olhar o que se passa para lá desta verdadeira barreira criando dúvidas e expetativas (ainda hoje um mistério talvez a ser resolvido pela sonda Juno).

 

Uma situação que nos deixa algo perplexos e preocupados já que podendo a partir de Júpiter compreender melhor WISE 0855, o trajeto pelo qual optamos é exatamente o contrário: sabendo-se que os dois corpos celestes podem representar um objeto em tudo idênticos na sua origem, apenas diferenciados no espaço e no seu percurso evolucionário – um como Gigante Gasoso, o outro como Anã-Castanha e no entanto senão idênticos pelo menos em tudo semelhantes.

 

Pelo que todo este interesse crescente agora demonstrado por todos estes cientistas e logo por objetos tão distantes situados nos confins desconhecidos do Espaço – quando existirão outros objetos de interesse muito mais perto de nós – nos parece muito estranho e propiciador de teorias: razão pela qual já não nos admiramos quando ouvimos os especialistas oficiais falarem da existência de outros planetas na região do Sistema Solar (como é o caso recente do Nono Planeta) e os teóricos da conspiração a avisar-nos (mais uma vez) da chegada do Planeta X.

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:16

25
Jun 15

“É sempre bom pensar que existe algo mais”

 

Sempre que alguém nos disser aquilo que sempre pensamos mas nunca o ousamos dizer, teremos que perder a mania de lhes deitarmos logo fogo (como tentaram fazer com Galileu, apenas por afirmar que a Terra não era o centro do mundo). E para qualquer médio imbecil (mas com a escola toda, seja ela o que isso for), é de fácil constatação que num Universo infinito um mundo de espécie única só mesmo num aviário: e isso seria transformar-nos em cobaias de uma espécie superior. Seja como for se a Terra não é o centro o Homem também não.

 

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Ao fundo a montanha (pretensamente) em forma de pirâmide e de 5 a 6km de altura

 

Enquanto aguardamos impacientemente por novidades oriundas dos lados da agência espacial norte-americana NASA sobre as manchas brilhantes descobertas sobre a superfície do planeta anão CERES (no dia de hoje localizado a cerca de 300 milhões de quilómetros da Terra), vamos congeminando na nossa cabecinha várias explicações minimamente aceitáveis para este estranho e talvez artificial fenómeno: desde as primeiras explicações fornecidas em antecipação e não oficialmente pelos cientistas ligados à missão DAWN justificando esse brilho através da possível presença de água nesse corpo celeste (ou outros materiais reflectores da luz como o sal e outros cristais), até à possibilidade de apresentação de uma outra explicação também credível e racional e envolvendo interferência externa (daí a introdução da definição de artificial).

 

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Manchas brilhantes e estruturas próximas (escuras) desconhecidas

 

Suponhamos então que em tempos há muito idos as civilizações atravessavam toda a estrutura e dimensão do nosso bocadinho (particular) de Espaço. Como consequência e num dos nossos Saltos evolutivos, teremos saído da nossa zona de conforto e partido em direcção ao desconhecido: e da descoberta à colonização fora apenas mais um passo. E se o fizéramos um dia, muitos outros o poderiam ter feito. Num mundo de probabilidades existiria sempre uma hipótese: de Ceres ter sido visitada. Partindo deste pressuposto as imagens recebidas do planeta anão ainda incendeiam mais a nossa imaginação, ainda por cima sendo sobrevalorizadas pelos comentários dos cientistas da própria NASA: “The closer we get to Ceres, the more intriguing the distant dwarf planet becomes. New images of Ceres from NASA’s Dawn spacecraft provide more clues about its mysterious bright spots, and also reveal a pyramid-shaped peak towering over a relatively flat landscape”.

 

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O Empire State Building de CERES (com 3 a 4km de altura)

 

A sonda norte-americana DAWN enviada pela NASA em direcção ao planeta anão CERES (anteriormente tendo já visitado o proto planeta VESTA), encontra-se desde há várias semanas em órbita deste planeta da Cintura de Asteróides, oferecendo-nos a partir das suas câmaras imagens surpreendentes tiradas a partir de 4.400km de distância: imagens em que aparecem diversas manchas luminosas de origem desconhecida e espalhadas em certos pontos da superfície do planeta; uma imagem em que sobre a superfície plana e coberta de crateras aparece uma montanha com cerca de 5/6km de altura; e outras imagens oferecendo-nos a visão de uma superfície carregada de crateras e com diversos picos aparecendo no seu interior (em maior número do que é mais comum acontecer noutros corpos celestes similares) e apresentando fortes indícios de grande actividade registada em tempos remotos à superfície deste planeta – como inundações, deslocamento de terrenos e colapso de estruturas. Entretanto a sonda Dawn continuara a sua missão de observação e estudo do planeta anão Ceres, atingindo no início de Agosto a sua órbita de maior aproximação: a uma altitude de apenas 1.450km, de um mundo localizado a 300 milhões de quilómetros de distância da Terra.

 

(imagens – NASA e WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:17

07
Mai 15

O velhinho veículo motorizado que se passeis há já mais de uma década na superfície do planeta Marte, acaba de ultrapassar os 40kms de viagem. Ao contrário do sucedido com o veículo da sonda SPIRIT (entretanto já falecido), o veículo da sonda OPPORTUNITY continua activo e a enviar dados para a Terra.

 

O ROVER encontra-se actualmente na cratera de SPIRIT OF ST. LOUIS movimentando-se em direcção a MARATHON VALLEY, onde os cientistas da NASA pensam poder descobrir cristais e a partir daí confirmarem a existência de água no passado do planeta vermelho.

 

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Marte – Cratera Spirit of St. Louis – Março 2015
(Opportunity – PIA19393)

 

A imagem recolhida pelo ROVER OPPORTUNITY parece querer sugerir a presença na paisagem de algo que dela sobressai (salta), talvez por nossa sugestão e associação ao ambiente terrestre (centrismo): destacando-se da paisagem natural e homogénea, um conjunto de rochas aparece desafiando a monotonia, erguendo-se na vertical e com colaboração exterior (talvez mesmo artificial).

 

As duas primeiras sondas SPIRIT e OPPORTUNITY foram lançadas para locais distintos e opostos da superfície marciana. Desactivada a primeira sonda tornou-se lógico o destino escolhido para a nova sonda CURIOSITY: visitando terrenos para o lado da SPIRIT. E se o veículo mais novo nos tem vindo aos poucos a surpreender, o velho pode estar a mostrar-nos (mais uma vez) a evidência de algo de singular.

 

Na Terra existem muitos vestígios arqueológicos como este. Em Marte talvez nem exista nenhum. Certamente por serem diferentes. Nós é que não vemos. Por isso associamos. Mas não acreditamos. Apenas por protecção, nunca por convicção. Talvez esperança, talvez admiração. Mas também se nunca sonharmos (descodificarmos) jamais compreenderemos o que as nossas percepções (em sensações) nos oferecem.

 

(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:52

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