Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Mar 17

Com uma anomalia magnética a ser detetada na República Centro Africana (campo magnético mais forte), podendo ser atribuída a um impacto de um meteorito há mais de 540 milhões de anos atrás.

 

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Campo magnético litosférico terrestre

 

Observando o planeta Terra na tentativa de compreender melhor a atuação do seu campo magnético sobre o ecossistema em que nós e todas as outras espécies vivemos – não só exercidos pela deslocação de material rico em ferro no interior do seu núcleo interno, como também pelas rochas existentes à superfície e sofrendo também a ação de intensas correntes eletromagnéticas rodeando o nosso planeta – um grupo de cientistas ligados à Agência Espacial Europeia (ESA) e trabalhando na missão SWARM (estudo do campo magnético terrestre através de dados recolhidos a partir do Espaço), acaba de divulgar ao fim de 3 anos de trabalho um estudo interessante sobre a intensidade desse campo magnético mas registado à superfície da Terra – ou seja ao nível do manto superior e da crosta terrestre.

 

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Litosfera terrestre

 

Isto apesar de 94% das forças produzidas e formando o campo magnético terrestre serem criadas bem no interior do núcleo da Terra pelo movimento no seu interior de materiais ricos em ferro (a profundidades superiores a 3000Km), restando apenas 6% originadas no exterior (fortes correntes eletromagnéticas originadas no Espaço) ou de pedras magnetizadas existentes à sua superfície (em dada altura expelidas do interior). Segundo esses mesmos cientistas integrados na missão Swarm (apoiando-se também noutros dados complementares recolhidos por satélites alemães) e apesar deste campo magnético litosférico ser de muito baixa intensidade, fornecendo-nos dados preciosos sobre esta camada mais rígida (casca) cobrindo toda a Terra (mesmo os 70% debaixo de água) e onde todos nós colocamos os pés.

 

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Campo magnético litosférico

(República Centro Africana)

 

Proporcionando-nos através de diferentes listras (coloridas) cobrindo maioritariamente o leito dos oceanos, uma história possível do magnetismo terrestres, das suas variações de polaridade (conforme as diferentes cores o dizem) e até da movimentação das placas tectónicas.

 

“These magnetic stripes are evidence of pole reversals and analysing the magnetic imprints of the ocean floor allows the reconstruction of past core field changes. They also help to investigate tectonic plate motions,” said Dhananjay Ravat from the University of Kentucky in the USA. “The new map defines magnetic field features down to about 250 km (155 miles) and will help investigate geology and temperatures in Earth’s lithosphere.” (watchers.news)

 

Já no decurso do século XXI com o campo magnético terrestre (originado no seu núcleo interno pela movimentação de materiais ferrosos) a apresentar algumas anomalias em certas regiões do planeta (no seu núcleo e no manto interior) – como se pode já constatar no centro/sul do continente Africano em que a polaridade poderá apontar o N estando nós no entanto virados para sul – sugerindo senão mesmo confirmando estar a decorrer de momento uma possível mudança da polaridade terrestre (ou então mais um reajustamento voltando tudo ao estado e polaridade inicial), tendo como consequência (seja qual for o caso em presença) o enfraquecimento mesmo que temporário do campo magnético (envolvendo e protegendo a Terra) e logicamente aumentando os perigos não só para o Homem e para todas as outras espécies, como para a manutenção de todo este ecossistema apenas existindo e prevalecendo graças à presença do mesmo (campo magnético): bastando olhar para Marte para se poder verificar o que acontecerá à Terra quando todos os movimentos no seu interior cessarem – face ao desaparecimento do campo magnético marciano, indo-se a água, perdendo-se a atmosfera e desaparecendo a Vida. Num fenómeno (mudança de polaridade) segundo os cientistas já ocorrido por diversas vezes no nosso planeta, no entanto ainda mal compreendido e com o último a ter ocorrido (provavelmente) há quase 800 milhões de anos. No entanto alarmados por uma evolução de parâmetros sempre no mesmo sentido e contínua: nos últimos anos registando-se um enfraquecimento progressivo da intensidade (e proteção) do Campo Magnético Terrestre.

 

(imagens: watchers.news/esa.int)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:17

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