Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

15
Fev 17

[SLB e FCP]

 

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O grego Mitroglou festejando o golo

(2ªparte – 48’)

Fazendo o 1-0

 

Com as duas únicas equipas portuguesas ainda em prova nas competições europeias de futebol – S. L. Benfica e F. C. Porto – iniciou-se ontem a 1ªeliminatória da Liga dos Campeões realizada (UEFA Champions League) após a fase de grupos: realizando-se as partidas PSG-Barcelona e SLB-Borussia Dortmund. E com o FCP a jogar no próximo dia 22 (4ªfeira) quando receber no estádio do Dragão os italianos da Juventus. No início da temporada e no que diz respeito às competições europeias, com 6 equipas portuguesas presentes (e com 4 entretanto eliminadas – SCP, Braga, Arouca e Rio Ave).

 

Aproveitando a ocasião para acrescentar que estes dois mesmos clubes se encontram igualmente apurados para a 1ªeliminatória após a fase de grupos, mas agora da Liga Europeia para os mais novos (UEFA Youth League): com o SLB a viajar até à Holanda para defrontar o PSV e com o FCP a receber no Dragão os romenos do Viitorul (numa eliminatória a uma só mão dando vantagem a quem joga em casa). Com o outro participante português também qualificado para esta competição europeia, a ter sido eliminado logo na fase de grupos – o SCP.

 

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A defesa do penalty pelo brasileiro Ederson

(2ªparte 58’)

Mantendo o 1-0

 

Concluídos os dois primeiros jogos dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões e mencionando desde logo a inesperada goleada do PSG ao Barcelona (4-0), destacando-se como não poderia deixar de ser a vitória mesmo que sofrida do SLB sobre a poderosa equipa do Borussia de Dortmund (1-0) – vice-campeã no país Campeão do Mundo. Com a 2ªmão a disputar-se daqui a três semanas (8 de Março) na Alemanha e com a eliminatória ainda em aberto – um golo do SLB obriga logo o Dortmund a marcar 3). E com o FCP a estrear-se já na próxima semana (terça-feira, 22) e a decidir tudo (assim se espera) a 14 de Março (na 2ªmão em Turin).

 

No final do dia 14 de Março esperando-se que as duas equipas portuguesas (SLB e FCP) ainda na Liga dos Campeões (e não consideradas as favoritas à passagem) ultrapassem os seus adversários (Dortmund e Juventus) e atinjam os quartos-de-final. O mesmo se desejando para os mais novos na Liga Europeia (para os mais jovens) – com os seus jogos marcados para 21 de Fevereiro. E desta forma justificando-se mais uma vez a afirmação de que não é por mero acaso que Portugal é atualmente o Campeão da Europa de Futebol, num título que ninguém jamais lhe tirará – pelo menos até ao dia da final do EURO 2020 a disputar no estádio de Wembley (Inglaterra).

 

(imagens: uefa.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:14

25
Dez 16

Se tudo continuar na mesma S. L. Benfica e F. C. Porto irão disputar o título de Campeão Nacional de Futebol Profissional de 2016/17. E o Portimonense subirá à primeira (o que já deveria ter acontecido o ano passado mas com cenas estranhas a acontecer que até atiraram o Farense para a 3ª divisão).

 

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O Pai Natal

A Preto-e-Branco

Do Extraordinário

Futebol Português

 

Decorridas mais de 44% das jornadas da Primeira Liga de Futebol Profissional de 2016/2017 o Tricampeão Nacional S. L. Benfica lidera a tabela classificativa ao fim da 14ª jornada com 4 pontos de avanço sobre o ex-Tricampeão Nacional F. C. Porto. Quanto ao outro aparente candidato ao título Campeão Nacional nos distantes anos de 1999/2000 e de 2001/2002 (entalando o Boavista Campeão Nacional em 2000/2001) – o Sporting C. P. – encontra-se de momento no 4º lugar da tabela classificativa a 8 pontos do líder, igualado no 4º lugar pelo V. Guimarães e ultrapassado pelo Braga agora em 3º lugar (e a 6 pontos do líder).

 

Com o S. L. Benfica e o F. C. Porto a apresentarem-se respetivamente como o melhor ataque (32) e a melhor defesa (7) da prova até ao momento, não deixando o 2º lugar por mãos alheias: sendo o S. L. Benfica a 2ª melhor defesa (8) e o F, C. Porto o 2º melhor ataque (28). No S. L. Benfica destacando-se um trio de jogadores como o responsável pela marcação de 16 dos seus golos (50%) e no F. C. Porto com o maior contributo a vir de dois dos seus jogadores (50%) – curiosamente na mesma percentagem e com os jogadores a serem na tabela de goleadores André Silva/FCP (10 golos), Pizzi/SLB (6 golos), Jimenez/SLB (5 golos), Mitroglou/SLB (5 golos) e Diogo Jota/FCP (4 golos).

 

Podendo-se ainda introduzir como dados relevantes as boa provas desenvolvidas pelo Braga (3º) e pelo V. Guimarães (4º com o SCP) e a desilusão provocada pela posição do Sporting C. P. (apenas 4º se comparado com SLB e FCP). Ficando-se de momento o V. Guimarães com o líder dos melhores marcadores: Marega com 10 golos (mas com André Silva já a par). E com a outra revelação ao fim da 14ª jornada e no final de 2016 a ser até pela posição ocupada após a Passagem do Ano (e sabendo-se ainda ter vindo na época anterior da 2ª Liga) a equipa do Chaves (7º logo atrás do Rio Ave).

 

Quanto ao Sporting C. P. possuindo o 5º melhor ataque (25 golos) e a 3ª melhor defesa (13 golos como o Braga, o Chaves e o Marítimo) e apesar da presença do jogador holandês Bas Dost na lista de melhores marcadores já com 9 golos marcados (3º), encontra-se já a 8 pontos da liderança quando o seu principal objetivo era (provavelmente o único que lhe restará se secundarizar a Taça da Liga) o de ganhar a 1ª Liga de Futebol. E em seis jogos europeus (da Liga dos Campeões) nem se quer se apurando para a Liga Europa.

 

  (imagem: gqportugal.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:43

20
Set 16

Diga o que disser o Porto foi a cidade onde nasci. Da janela do sótão da casa onde então habitava (a janelinha do Douro) podendo vislumbrar entre uma floresta de árvores vivas e verdejantes (quase que lhe sentindo o cheiro), o rio Douro serpenteando como um jovem réptil entre as suas duas margens certinhas e curvilíneas ainda antes do Palácio do Freixo (projetado no século XIX pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni).

 

Vindo do lado da Ribeira e após transpormos o rio Douro atravessando a plataforma inferior da ponte de D. Luís (na superior circula agora o metro ligando o Porto a Gaia) entramos na moderna área de restauração alternativa à outra margem. Para um turista acidental (mas conhecedor da cidade) dando um banho à Ribeira e elevando o cais de Gaia a novo postal publicitário (da região Gaia/Porto).

 

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Barcos rabelos no cais de Gaia

Barcos construídos na altura para navegarem no leito dum rio Douro então muito mais agitado e por vezes movimentando-se entre margens abrutas e estreitas (em partes do seu percurso); utilizado para o transporte dos barris de Vinho do Porto da região vinhateira às caves de Gaia (até cerca de 100 barris); numa altura em que a região não dispunha de comboios ou de estradas só disponíveis para o final do século IXX; data que inicia o fim da utilização destes barcos para esta função concluída por volta dos anos sessenta (1964) e reconvertidos atualmente ao turismo – lutando selvaticamente contra os novos predadores (os novos barcos turísticos); pelo menos não morreram e como tal serão sempre recordados.

 

Com uma verdadeira Feira Popular plantada numa das margens do Douro, mas a um ritmo mais calmo um pouco do tipo Gourmet: pretensamente com bom aspeto (talvez pela surpresa do cenário inicial) mas sabendo a muito pouco (como um mero ritual de passagem). Com transportes, peões, pontes, mergulhadores, barcos de recreio, comida, bebida, helicópteros, artesanato e todo um mundo sem fim, carregado de animais e de muitos dos seus artefactos.

 

 

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Reserva Natural do Estuário do Douro

Talvez uma das zonas menos visitadas e conhecidas do estuário do Douro (para os aí residentes não certamente) e que pela sua beleza e enquadramento rio/oceano (pequena fronteira de areia estática separando parcialmente os dois enormes volumes líquidos e dinâmicos) nos deixa ainda alguma nostalgia do passado (afinal de contas já se trata de um reserva), face a uma certa selvajaria do presente (encoberta pelo progresso); numa iniciativa conjunta Gaia/Porto com menos de dez anos, tendo como objetivo proteger as aves e conservar este seu belo refúgio; como guarda-rios, garças-reais, papa-ratos, maçaricos-das-rochas, rolas-do-mar, tarambolas, seixoeiras, piscos-de-peito-azul e gaivotas.

 

Um rio nascido em Espanha e desaguando entre o Porto e Gaia após um extenso trajeto de cerca de 850Km (desde a serra de Urbião). Integrando a Região Vinhateira do Douro Património da Humanidade: com as suas barragens, a sua fauna e flora caraterística (aves, outros animais e vegetação), a topografia particular do seu terreno (com os seus montes, encostas e fragas), a sua gastronomia e claro como a água o precioso Vinho do Porto.

 

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Costa Atlântica na zona da Afurada

Na zona de contacto entre o rio Douro e o oceano Atlântico; integrando do lado da cidade Invicta o Porto de Leixões (o maior da região norte) e desde o Verão do ano passado o novo terminal de cruzeiros (com a construção a ser iniciada no segundo mandato de José Sócrates); do lado que mais me diz respeito (da Afurada até Espinho) até porque vivi no Porto e na terra dos vareiros (costa de S. Jacinto até Espinho), vejo logo a diferença entre passado e presente – não reconheço a terra nem mesmo os seus habitantes (passada uma só geração); num litoral pejado de gente, antes apenas com casas (para dormir e trabalhar) agora com diversão (para descansar e pensar); certamente melhor e por simples transformação.

 

Terminando o seu trajeto (desde Espanha) no Estuário do Douro, ao confrontar-se na foz com o oceano Atlântico. Num passeio que a partir do tabuleiro inferior da ponte D. Luís nos transportará desde esta margem do Douro até às praias do litoral, situadas mais a sul e até com um passadiço (incompleto?): por uma extensa marginal das Caves até Espinho (onde se localiza a Feira mas também o Casino – agora com o comboio definitivamente afastado).

 

(imagens: Produções Anormais)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:11
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16
Set 16

Nasci na cidade do Porto (ainda no século passado) com uma ILHA na retaguarda, situada numa pequena viela da rua de Pinto Bessa (mesmo antes de chegar à igreja do Bonfim).

 

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Porto – ilha na zona de Campanhã

 

Desde que me conheço que o Porto é considerado um território operário: não só por todos aqueles que ajudaram a construir a cidade (com o seu sangue, suor e lágrimas) – os operários – como também pela contribuição solidária e desinteressada de alguns dos seus privilegiados (nacionais e estrangeiros) – os patrões. Em muitos dos casos oriundos das mesmas regiões e por vezes até das mesmas famílias: motivo pelo qual esta deslocação forçada do campo para a cidade (de grandes contingentes de camponeses), nuns casos originaram ricos e nos outros muitos pobres (a esmagadora maioria desta tríade opressora – trabalhar, comer e dormir e por vezes fornicar). Resguardados numa Ilha dos problemas do Continente.

 

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Porto – rua lateral a Pinto Bessa

 

Pessoas originários das Beiras como o meu avô-materno, que descendo do interior já esquecido e abandonado pelo regime nesse período no poder, procuravam no litoral Atlântico uma nova hipótese de vida (profissional) ou dar o salto para o outro lado (Brasil e EUA). Inclinando desde logo esta plataforma (Portugal) em direção ao mar e acumulando a maioria dos seus cidadãos numa faixa estreita de terra com os seus principais focos num ou noutro território – como o era o conjunto envolvendo a Invicta cidade do Porto. A porta de entrada e de saída de uma grande região (pessoas e mercadorias), socorrendo-se ainda da agricultura interna para poder sobreviver (fornecendo-lhe abastecimentos essenciais), utilizando uma Indústria dinâmica e objetivamente dirigida (como foi o caso dos têxteis) e ainda-por-cima assentando todo o seu desenvolvimento económico e social em torno de um meio de comunicação, de transporte e de comércio tão importante como era o rio Douro: numa região conhecida mundialmente como produtora do Vinho do Porto. Num sector produtivo e bastante lucrativo da Indústria e do Comércio introduzido pelos ingleses (rodando à volta do sector vitivinícola), que logicamente exigiu mais mão-de-obra, muitas mais acomodações e maior proximidade à empresa.

 

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Porto – rua de Pinto Bessa

 

Numa distribuição dos novos agregados populacionais ainda hoje de fácil compreensão e visualização (como assim já estamos no ano de 2016 mas as Ilhas ainda existem), na qual um terreno era ocupado por edifícios de um ou mais andares, construídos de modo a ficarem de frente para os novos caminhos, acompanhando-os num circuito fechado como que formando um determinado polígono (através de um emaranhado de outras derivações) e simultaneamente preservando na sua retaguarda terrenos desocupados, propícios a outras construções e até a uma agricultura complementar e comunitária (de sobrevivência). Bastando abrir mais uma porta (convidando-nos como todas as outras) para aí aparecer mais uma Ilha (e um outro mundo desconhecido).

 

“A ilha do Porto é um tipo de habitação operária muito diferente do de outras cidades industriais, como Lisboa, onde existem os pátios, ou as cidades industriais europeias. Surgiram inicialmente na zona oriental da cidade, mas rapidamente se estenderam ao centro e aos concelhos limítrofes. Para o aparecimento das ilhas acredita-se que tenha contribuído a grande influência inglesa na cidade. O esquema das ilhas é frequentemente associado às primeiras back-to-back houses em Leeds, quer em termos de morfologia, de promotores e em termos de intuito de construção. A origem das ilhas é desconhecida sendo certo que no século XVIII já eram relatadas casas a que se chamava de ilhas. Em inquirições de D. Afonso IV (1291-1357) fazem-se referencia também a conjuntos de habitações com apenas uma saída para a rua. Foi, no entanto, no final do século XIX, com o desenvolvimento industrial da cidade, e com a chegada de muitos migrantes das terras do norte do país, que este tipo de habitação se massificou.” (wikipedia.org)

 

(imagens: Produções Anormais)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:24

14
Set 16

Podendo ser Decomposição

 

Num país pretensamente inculto (previa e intencionalmente assim definido pelas suas elites) e completamente desorientado (com o povo contando o resultado do seu trabalho e comparando-o com o seu antigo estatuto de escravo) por onde passaram como se fosse um Flash os Ideais de três grandes Revoluções: a Agrária, a Industrial e a dos Serviços.

 

No entanto nunca interiorizando nenhuma delas mas sempre privilegiando a última (pela falsa novidade e na verdade pelo dinheiro fácil a receber).

 

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Porto – Cais de embarque da Ribeira

(como visto a partir do cais de Gaia)

 

O Porto do século XIX acabou: se no século seguinte algumas das suas estruturas e características básicas ainda refletiam as virtualidades da Revolucionária Sociedade Industrial – período durante o qual a mão-de-obra se deslocou maciçamente do campo para a sociedade abandonando definitivamente todas as esperanças depositadas na já ultrapassada Revolução Agrícola (desestruturada por uma nova centralização – a Globalização) – já no caso do século XXI com o abandono progressivo do desenvolvimento Industrial e a perda comercial (irreparável por contínua) no sector Agrícola, todo o cenário tem vindo a mudar (mantendo-se o aspeto arquitetónico numa base minimalista – aproveitando-se o que já antes existia – melhorando-se e decorando-se o mesmo como uma árvore de Natal – com pessoas, barquinhos e helicópteros – e tentando-se alterar radicalmente a sua base populacional e funcional – transformando tudo em Serviços dirigidos para uma única área; Hotelaria e Restauração).

 

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Gaia – A outra margem do Douro

(Caves do Vinho do Porto e Restauração)

 

Para quem se tenta escapar da loucura delirante de Agosto (dizem que provocada pelo calor) instalada neste período do ano no território sul de Portugal (mais precisamente nas praias cheias e bem quentinhas do Algarve), uma verdadeira surpresa (de nos deixar paralisados e até de boca aberta) uma assumida deceção (deixando-nos prostrados e de lágrimas nos olhos): num cenário desenquadrado e como se o Porto fosse um shopping.

 

Com boa comida e bebida e o português a Souvenir (as únicas três coisas de que o visitante se lembra), obediente e servil e de caracter bem doméstico – ontem matando o porco com uma facada no pescoço (e nem sequer se tendo no mínimo a 4ªclasse), agora colocando-o à mesa enfeitado e com laranja (mas sempre acompanhado pelo selo de garantia – e não só para o porco como para todos os outros Tôs).

 

Observando-se claramente duas ondas gigantes e bem distintas descendo compactas e a velocidades alucinantes em direção às duas margens do rio Douro (com uma horda de bárbaros vindos de norte e outra vinda do sul), esmagando-se violentamente e de frente sobre o leito aqui mais estreito do rio Douro e acabando por se desintegrar na sua superfície em múltiplos objetos sulcando o ar e a água com formas tão diferenciadas como barcos, helicópteros e até mergulhadores.

 

Fazendo-me recordar a minha infância, as noites de diversão no Palácio de Cristal (de onde também se podia observar mas mais à distância o rio Douro) e as barracas de frango e da sardinha assada. Na altura também no Verão mas ainda sem Gourmet de adição. E se há 40 anos atrás achava que aqueles que tinham destruído as grandes cidades portuguesas se tinham então deslocado para o Algarve (para continuarem aí a sua obra de rapina paisagística e ambiental), agora são de novo as grandes cidades já doentes e em decadência (não existe inovação apenas um falso investimento) a serem novamente atingidas e massacradas (e sempre com o mesmo modelo), mas agora (e espantemo-nos) pelos filhos do cada vez menor grupo dos poucos sobreviventes.

 

(imagens: Agosto de 2016/Produções Anormais)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:05

06
Jan 14

A cidade do Porto teve hoje a presença dum convidado vindo do ocidente, que brindou a Foz do rio Douro com uma onda de grandes dimensões – invadindo a marginal nas proximidades do Castelo do Queijo e assustando muita gente que aí passeava e observava tranquilamente o estado do mar. Chegando a provocar quatro feridos ligeiros e alguns carros amolgados arrastados pelas águas. As autoridades marítimas – face à sua ausência e passividade – apenas comentaram: já tínhamos avisado!

 

Farol da Foz do Douro

06.01.2014

 

Sob a batuta da tempestade Hércules – que nos EUA já provocou mais de quinze mortos, escolas, pontes e estradas encerradas, prevendo-se que em certas zonas a temperatura possa atingir os -50°C – o mau tempo reflecte-se agora no estado do mar, tendo sido entretanto lançado o alerta vermelho para todo o litoral. Num país com uma grande extensão de costa completamente exposta à força do Atlântico, conviria que se começasse a pensar sobre o futuro destas áreas contíguas ao mar.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:18

15
Jan 11

Cidade de Espinho - Praia

 

A Dalila foi a Espinho. Nasci no Porto, mas vivi lá parte da minha juventude. Antigamente uma terra de pescadores, como Albufeira, Espinho foi-se transformando inicialmente numa zona dormitório do Porto, recebendo pessoas vindo de distritos do interior, como o de Viseu, à procura, talvez ilusória mas também motivadora, de melhores condições de vida. Com a chegada do progresso, toda a sua memória e cultura se foi deteriorando, sendo hoje em dia, mais uma das cidades litorais de Portugal, todas oferecendo o mesmo ao mesmo tipo de pessoas. O que não quer dizer que os filhos dos cangalheiros desta terra, não se preocupem em fazer mais uma casa, mais um cemitério e mais um museu. Agora não conheço a cidade, nem as coisas, nem as pessoas, pareço um tipo estranho, num local desconhecido: talvez tenha saudades da Feira ou então, perdão, da minha juventude que já lá vai, sufocada debaixo de toneladas de fé, esperança e responsabilidade – como acontece com todos nós. E lá comeu a Dalila, em Espinho, papas de sarrabulho e rojões. Estavam bons?

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:53

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