Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Ago 14

“Terrorista é aquele que toma parido por uma das partes em aparente conflito e não pela realidade: o povo”!

 

2012

Ainda se lembram do EURO 2012 organizado pela Polónia e pela Ucrânia?

 

 

A aguardar

 

No dia 27 de Junho de 2012 a selecção portuguesa de futebol disputava a meia-final do Campeonato da Europa de Futebol (entre selecções) contra a sua rival da Península Ibérica e Campeã Mundial a Espanha: a mesma selecção que nos eliminara no anterior Mundial de Futebol de 2010 – disputado na África do Sul (oitavos-de-final) – com um único golo de David Villa aos 63 minutos da segunda parte.

 

Desta feita a Espanha não marcou durante os 120 minutos (90 minutos de jogo mais 30 de prolongamento), mas no desempate por grandes penalidades acabou por impor a sua supremacia, qualificando-se para a final do torneio (onde goleou a Itália).

 

EURO 2012

Meia-Final

Ucrânia – Donetsk – Donbass Arena

Portugal – 0 Espanha – 0

(2-4 em penaltis)

 

2014

E da Guerra Civil na Ucrânia no ano de 2014 com a Polónia a assistir?

 

 

Em fuga

 

Por esta altura do ano de 2014 – apenas uns míseros dois anos após este evento de nível mundial (o EURO 2012) – a Ucrânia encontra-se mergulhada numa guerra civil declarada e assumida, entre as suas regiões ocidentais apoiadas pelos Estados Unidos da América e toda a região da fronteira leste com fortes ligações com a Rússia.

 

Com um número muito semelhante de vítimas ao actual genocídio praticado pelos israelitas na Faixa de Gaza – mas neste último caso num intervalo de tempo muito mais curto – o povo ucraniano vive hoje numa terrível e inesperada situação, na qual nunca acreditaria poder alguma vez vir a viver há ainda pouco meses atrás.

 

Mais uma vez a chegada dos USA a um determinado território – neste caso situado mesmo nas barbas dos militares russos e num ex-território da grande Confederação a reconstituir futuramente – provocou vítimas.

 

Com a Europa a ver de longe o filme norte-americano de longa-metragem sobre o seu Continente, como se (e como eles) estivesse do outro lado do mar: Hitler é agora uma mulher, o presidente norte-americano é Preto e (no meio desta vergonha) quem manda no mundo são os grandes conglomerados.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:12

02
Jun 14

“A Copa do Mundo servirá apenas para lavagem de dinheiro”

(leitor yahoo.br)

 

Brasil 2014

 

A organização dum grande evento como o Mundial de Futebol custa sempre muito dinheiro e uma quantidade apreciável de vidas humanas. Toda a gente sabe disso, mas de uma forma ou de outra cala-se e consente. Sabendo nós como a estrutura organizativa não é capaz de suportar este esforço suplementar – já que a mesma se encontra em serviços mínimos e em risco eminente de colapso – aceitamos mesmo assim o desafio e começamos de imediato a ser esmagados pelo Edifício. No meio disto tudo somos cúmplices da estrutura ao confiarmos nos nossos representantes – no momento da votação – e ao passarmos-lhes carta branca. A partir daí todas as profissões passam a ser de risco: desde o topo até à rua.

 

Carta Branca

 

No entretanto o povo vai sendo reprimido e esmagado: a mercadoria mesmo que humana passa a sobrepor-se qualitativamente aos desígnios de toda uma população e consequentemente as maiorias excedentárias ao processo começam a ser sistematicamente afastadas, como medida de prevenção e de protecção contra os protestos dos novos desapropriados e desterrados. Este vandalismo ideológico é no entanto justificado em função dum interesse público generalizado (do qual ninguém parece querer saber qual a sua origem nem o que verdadeiramente pretende) no qual os seus responsáveis e executores e sabendo antecipadamente das limitações materiais pré-existentes e do reduzido nível de recursos humanos especializados, conheciam certamente que com a sua acção iriam provocar um número indeterminado (mas para eles sempre aceitável) de vítimas.

 

Fome de Bola

 

A Copa do Mundo a realizar-se este ano no Brasil dá o seu pontapé de saída no próximo dia 12 de Junho na Arena de São Paulo, com a realização do desafio inaugural entre a selecção do país anfitrião e a selecção da Croácia (Portugal estreia-se dias depois – 16 de Junho – na Arena Fonte Nova em Salvador defrontando a Alemanha). Mas ainda faltam alguns dias. Até lá e por cá tudo irá decorrer tranquilamente, esperando que Cristiano recupere rapidamente e que leve atrás de si toda a selecção. E do outro lado desse imenso Oceano Atlântico nada menos que o Brasil e os seus mais de 200 milhões de habitantes. Com custos exorbitantes na ordem dos 25 mil milhões de reais e com a economia brasileira a desacelerar para metade da sua taxa de crescimento, era previsível o início da contestação e da revolta generalizada por parte da população, posta perante um facto consumado e já em transformação irreversível: o desvio de fundos estatais de desenvolvimento social para investimentos económicos privados e daí a crise profunda na educação, na saúde, no desenvolvimento de infra-estruturas e nos serviços. Ninguém consegue viver só de bola e disso sabem os brasileiros melhor do que nós: afinal de contas já foram 5 vezes Campeões do Mundo.

 

(imagens – graffiti de Paulo Ito)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:11
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07
Mar 14

A Caminho da Restauração – Da Idade Média

 

Porque será que Portugal tem como destino único ser governado por oportunistas egocêntricos e incompetentes e que nunca trabalharam?

 

Até a Segurança do Estado os odeia: e eles riem-se porque são Governo

 

A República é o Povo e a Assembleia um mero edifício – poderoso e simbólico é certo, mas apenas o local de trabalho daqueles que deveriam ser os representantes do Povo. Quanto à escadaria ser o limite, perdoem-me: a segurança dos representantes não se pode sobrepor à liberdade dos seus eleitores. Sem eleitores livres nunca poderia existir democracia (e os representantes do povo) e como prova temos o Estado Novo e a ANP (e os representantes dalguns): eliminavam-se os eleitores protegendo os “seus representantes”. Só que agora os “representantes do povo” – comportando-se como abutres – alimentam-se dos seus, não vá a crise tecê-las e transformarem-se em eleitores.

 

Por vezes só resta a revolta. E se assim procedermos, ainda “levamos mais”.

 

E aí percebemos a opção dos nossos líderes sociais: só que – duma forma ou de outra – já estamos mortos. Como um zombie ou um morto-vivo.

 

PS – E o problema até era de fácil resolução, passando por uma limpeza que teria de passar pela Presidência e pela criminalização dos actos ditos políticos, mas apenas particulares e pessoais – e deliberadamente anti-sociais: para eles no fundo convêm manter o medo, para assim controlarem as multidões. E é nisso que querem transformar as polícias: de protectores do povo, em cães (tão mal os tratam) do Governo.

 

(imagem – SAPO)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:54

18
Fev 11

 

O mundo é pequeno e a nós ninguém nos vê.
No entanto, são inúmeros os buracos que se atravessam no nosso caminho e incontáveis, os que deles saiem para nos ajudar: acompanham-nos em todas as situações e ainda por cima, não sabemos agradecer!

 

 

Nesse sentido, o povo não merece a nossa confiança e a ocorrência provocada por certos episódios, resulta da nossa falta de co-responsabilização – as chefias apenas acompanham a nossa fragilidade cerebral, internando-nos em instituições, com credibilidade!

Uns pagam, outras não, uns são pobres e os outros não têm culpa de o ser: trabalham muito com a cabeça, só que não sabem com qual!

 

Fotos de Gérard Castello-Lopes 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:27
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