Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

20
Out 15

“Nem todas as excreções são iguais: obrar não é problema (nem que seja mais de uma vez por dia), mas fornicar já é outra coisa (até dependendo da religião e da porca da idade)!”

 

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Don't you wanna fuck me?

 

Não é de espantar que num Portugal (moderno) de políticos verdadeiramente conservadores e Salazaristas (anormais e normalizados mas DEMOCRATIZADOS por evolução e hereditariedade), o quotidiano brutal e persistente (de miséria e de sofrimento) de um coletivo sem vontade e sem memória, se imponha sem resistência e prazer à banalização desse mesmo sujeito (face à mais-valia do objeto) conquistando novos mercados e privilegiando a matéria-prima: nem que seja em desespero com o apoio de sondagens.

 

Porque será que o valor e o poder do parâmetro HIPOCRISIA (tornado fundamental no quotidiano monótono e miserável da nossa VIDA oficial), sempre CONVENCE e PREVALECE? Porque com a fome e a indiferença que nos rodeia e asfixia, o que PREVALECE é a SOBREVIVÊNCIA e a necessidade fundamental de interiorizar, exteriorizar, FODER e excretar (CAGAR e MIJAR). E enquanto (ainda) hoje continuamos a discutir se o Governo deve ser ou não de Direita ou de Esquerda – com os comedores de criancinhas e perseguidores de mulheres alheias (e de ouros contratos paralelos) a tentarem possuir-nos o corpo – não damos primazia a nós e às nossas manifestações de PRAZER (exteriores e definidas como FODER = COMER e CAGAR).

 

No entanto temos que reconhecer que apesar de derrotado nas eleições que se comprometera vencer (ao arrumar previamente o ex-líder do seu partido), António Costa foi o único caso de um candidato a Primeiro-Ministro depois do 25 de Abril a perder à primeira ronda as eleições e a assumir corajosamente (em vez de se demitir covardemente) que a guerra não estava perdida e que a batalha decisiva estava logo ali à porta (com o BE e o PCP). Mas como Cavaco é capaz de tudo (até de se esquecer de um Governo de maioria parlamentar) e Costa não é Seguro (se o fosse já estaria coligado), tudo temos de esperar e nada será de espantar. Nós é que estaremos fornicados!

 

(imagem e legenda: myhell.se)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:04

18
Nov 14

Atirei o dado ao ar e saiu-me um 4
Ganhei uma Viagem!

 

Chegamos ao Planeta TX pelas duas horas da manhã. Junto ao aeroporto espacial situava-se uma moderna unidade hoteleira para a qual fomos imediatamente transportados num transporte de superfície. A viagem durou pouco mais do que cinco minutos. À chegada fomos logo confrontados com um enorme painel que retratava na sua imagem (e mensagem correspondente) o ambiente interno que impregnava o hotel e como tal, esclarecia de uma vez por todas e cabalmente o verdadeiro objectivo para o que vínhamos: sexo e prazer.

 

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O Painel

 

Na segunda tentativa saiu-me um 3
E ofereceram-me um Aperitivo!

 

A esta hora o hall estava deserto. Dirigimo-nos ao balcão e logo nos foi fornecido o nosso programa de estadia. Fôramos colocados no sector TP-433 e mesmo ao nosso lado, duas esbeltas mulheres esperavam as últimas instruções para nos conduzirem aos nossos alojamentos: debaixo da roupa completamente transparente que lhes cobria uma parte mínima do seu corpo, tudo era bem visível, com os seus seios bem lançados para a frente e como que pedindo para serem manipulados e sugados, com as suas bochechas traseiras bem fornecidas e bamboleando-se provocadoramente no ar e acima de tudo exibindo na frente deles um sexo triangular muito bem fornecido entre as coxas e selvaticamente arborizado. O que nos provocou uma erecção e a satisfação geral entre o pouco pessoal presente – entendendo estes a erecção como um sinal de aprovação.

 

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O Triângulo

 

Atirei o dado pela terceira vez e saiu-me um 5
E tive um Prazer Extremo!

 

Calharam-nos três magníficos alojamentos no último andar da zona sul da unidade hoteleira, com vista para o aeroporto e ainda uma fantástica visão panorâmica (dado termos acesso a um terraço coberto) de toda a região que o envolvia. Ficamos logo ali com as duas funcionárias pertencentes à secção de entretenimento e actividades lúdicas do hotel (o nosso cartão dava acesso total), requisitando eu uma terceira funcionária mas já especializada (até para ver se existia alguma diferença relativamente às primeiras). E enquanto os meus dois companheiros passavam de imediato à acção, resolvi ir verificar pessoalmente as capacidades de escolha que oferecia o módulo 37: o catálogo era muito extenso pelo que tive que fazer diversas introduções. Fui recompensado pela minha visita com uma oferta grátis oferecida a pioneiros da unidade hoteleira, experimentando ao vivo uns seios que pareciam ser os do painel (como os chupei!) e penetrando um sexo fantástico de um triângulo perfeito. Claro que me vim dentro dele, perante a movimentação de músculos poderosos e voluptuosos que envolviam o meu apêndice erecto e de umas coxas quentes e suadas que pareciam querer engolir-me.

 

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O Marcador de Páginas

 

À quarta não passei do 1
Perdi-me na conversa e quase adormeci!

 

As mulheres eram propriedades de uma empresa multidisciplinar sediada num planeta da mesma galáxia, que se dedicava empresarialmente a diversos campos científicos e tecnológicos de investigação e prospecção e que neste pequeno satélite instalara recentemente um campo de aplicação biotecnológico destinado exclusivamente ao prazer e outros tempos lúdicos a proporcionar aos seus clientes. Eram o resultado de um protótipo artificial reconstruído a partir da utilização de corpos previamente conservados, conjugado com extensões complementares utilizando processos de nano biotecnologia e aplicadas na redefinição da sua matriz celular e orgânica. No fundo criando a partir de material já descartado (os corpos) e de tecnologia revolucionária, uma conjugação funcional (e eficaz) capaz de criar um modelo em tudo idêntico ao anterior (e até melhorado) – neste caso esta mulher. E no módulo 37 ainda me ofereceram um livro do indiano Vatsyayana e um marcador de páginas para não me perder.

 

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A Vertigem entre Muralhas

 

Finalmente na última e quinta tentativa lancei o dado e saiu...Esquina!
(só poderia dar 2 ou 6, mas como não deu nada, fiquei com treze no total e assim tive sorte)

 

Partimos logo cedinho em direcção a uma região desértica do Planeta TX, geologicamente reconhecida pela presença de milhares de dunas aqui e ali entrecortadas por alguns montes já bastante velhos e erodidos, mas tendo como particularidade única e excepcional o aparecimento em certas zonas interiores, de verdadeiros oásis de sombra. Numa zona varrida pelo calor e brilhante como se fosse uma estrela. No interior do nosso veículo de superfície observávamos através das janelas panorâmicas (confortavelmente instalados nos respectivos sofás) uma sucessão de cenários monótonos mas agradáveis, capazes de conjugar a repetição de sinais e trilhos alterando a base de apoio: o território percorrido poderá ser sempre o mesmo, mas a textura apresentada (e se possível alguns sinais de vida) poderá mudar radicalmente a sua apresentação.

Mas num determinado momento da nossa viagem o terreno modificara-se, o nosso transporte interrompera o seu percurso e fôramos convidados para um passeio a pé, usufruindo do exterior e do nosso poder de locomoção. Éramos os três acompanhados (nesta excursão exploratória a uma das regiões periféricas das famosas dunas) por duas experientes mulheres devidamente equipadas e parecendo transportar à sua cintura o que seriam rédeas para animais. O plano estabelecido previa a deslocação a um oásis localizado a cerca de 10km de distância, sendo a parte inicial do percurso realizado a pé (menos de 1km) e o restante montados num HULK.

Quando estávamos a cerca de 1500 metros do nosso destino, os Hulkes fizeram um último esforço e colocaram-nos no cimo de um monte que se destacava de muitos mais. Do seu alto, quase na vertical, a paisagem espectacular com que nos deparamos quase que nos fez desequilibrar e cair: o poder sensual e profundo do objecto que observávamos não era uma miragem, mas uma vertigem da vida entre duas muralhas brutais. E misteriosamente roliças e profundas – e protegendo uma zona de sombra vital – fazendo adivinhar outros fantásticos e perdidos tesouros (prazeres).

 

(imagens a partir de: papermag.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:33
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25
Dez 11

ISS – do Espaço vemo-nos na Terra

 

O Mundo procura o ser vivo que nasceu do ventre de sua mãe e que ainda não encontrou com profunda tristeza, a alegria do reencontro com a alma gémea.

 

A nossa imagem será sucessivamente reflectida no universo, enquanto erectos, nos mantivermos em movimento.

 

O gémeo integral será eternamente, o resultado da realidade reflectida num espelho.

 

O azar atribuído à quebra do espelho é o ponto final de mais uma atribulada interpretação da idiotice humana, levada ao extremo gramatical.

 

A noite é um abraço terno e envolvente, que nos acolhe na escuridão amena e amiga de um manto aventureiro e acolhedor, destinado unicamente a cumprir o seu objectivo fundamental e de uma vida, de nos oferecer umas horas de sonho e de prazer.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:55

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