Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

25
Set 19

E Nós, do que é que estamos à espera?

 

“The planet of the trees has given way to the planet of the apes”

(Steve Conner/independent.co.uk)

 

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Com o “Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico” a ter como dois produtos visíveis, únicos e de excelência, “as Árvores e os Ursos”, mas simultaneamente (e infelizmente), de uma forma previsível, invisível e segundo Donald Trump tendo no seu subsolo, “Petróleo e Gás”.

 

A partir de uma investigação (integrando 40 cientistas de 15 países) tendo como tema de estudo as ÁRVORES, particularmente o cálculo da sua quantidade (existente) sobre a superfície da TERRA – atualmente e segundo os cientistas na ordem dos 3 TRILIÕES (isto apesar de todos os esforços entre outros de BOLSONARO e de TRUMP) – e já depois de termos tomado conhecimento da notícia no mínimo alarmante do abandono (desde 1970) de cerca de 3 biliões de pássaros registados na América do Norte (EUA e Canadá) − para já não falarmos neste “Portugal dos Pequeninos” da perseguição (nada científica, em tudo religiosa e como se falássemos de algum Culto ou Seita) de um Reitor Universitário ao gado bovino, citando desde logo e de uma forma machista-racista a fêmea a Vaca – a informação de que apesar do número aparentemente elevado desta espécie do Mundo Vegetal ainda cobrindo grandes extensões da superfície terrestre, desde que o “Mundo das Árvores” foi substituído pelo “Mundo dos Primatas (particularmente desde o aparecimento do seu expoente máximo o HOMEM) esta tão importante espécie vegetal se terá reduzido a menos de metade: com estes 3 TRILIÕES de árvores a serem os restantes das quase 7 triliões de árvores então existentes, depois dos DINOSSAUROS e antes de NÓS.

 

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Human settlement

has cost Europe

most of its forest cover

 

E mantendo-se o nível de abate de árvores registados nos últimos anos − uns 15 biliões/ano, logo nos TRÓPICOS e com as árvores mais velhas e maiores aí localizadas – e conhecendo-se o crescimento (aproximado e de árvores novas) do número das mesmas para além de nos Trópicos/1,4 triliões (florestas subtropicais), em regiões Temperadas/0,6 triliões (EUA e Europa) e nas regiões Boreais/0,8 triliões (Canadá e Sibéria) – não sendo (“apenas”) daqui a uns 200 anos (apenas fazendo os cálculos, neste único parâmetro) a termos o “PLANETA-CARECA, mas com tal cenário a suceder muito antes do que alguma vez previsto.

 

“Trees are among the most prominent and critical organisms on Earth, yet we are only recently beginning to comprehend their global extent and distribution. They store huge amounts of carbon, are essential for the cycling of nutrients, for water and air quality, and for countless human services. Yet you ask people to estimate, within an order of magnitude, how many trees there are and they don’t know where to begin. I don’t know what I would have guessed, but I was certainly surprised to find that we were talking about trillions”. (Thomas Crowter/Yale University-New Haven-Connecticut/Nature)

 

An area of the Amazon devastated by deforestation,

An area of the Amazon

devastated by deforestation,

in northern Brazil

 

Sabendo-se que a maior densidade de árvores (mais novas) se situa na América do Norte (Canadá e EUA), Escandinávia (Dinamarca/Suécia/Noruega podendo-se estender a Finlândia/Ilhas Faroe/Islândia) e Rússia – como será a região do Ártico apanhando os EUA, integrado numa região englobando 24% das árvores da Terra − e que as Grandes Florestas (árvores mais velhas, maiores) se localizam nas regiões Tropicais – como será o caso da AMAZÓNIA lar de mais de (o máximo regional no global) 43% do total das árvores existentesobservando-se com extrema preocupação e num momento em que se discutem (mais uma vez, mas ainda e somente, entre elite e privilegiados) as ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS (servindo-nos e utilizando-nos já, de uma criança), o avanço “à sua maneira” dos dois pretensos líderes do Continente Americano na sua “SENDA PATRIÓTICA e NACIONALISTA do ABATE de ÁRVORES: fazendo-o TRUMP a norte numa reserva (terraplanando-a) e BOLSONARO a sul na Amazónia (incendiando-a) – enquanto MACRON para se fazer notar e tal como muitos outros (“a ocasião coloca lá outro ladrão”), se põe “em bicos de-pé(depois destes “Coletes” serem pisados, espetando-lhes agora a “biqueira dos sapatos”).

 

(imagem: Steven Kazlowski/Barcroft Medi/theguardian.com – imagens/legendas: PA/GETTY/humansarefree.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:34

01
Mai 14

Ficheiros Secretos – Albufeira XXI

[O Terrorismo Artificial Induzido (entre as vítimas) e a criação Natural do Super-Homem (entre os Escolhidos)]

 

“A nossa capacidade de compreendermos e aceitarmos o que nos é proposto para a recriação e fundação dum Novo Mundo, depende de como o interiorizamos, de como cumprimos as regras, do seu resultado imediato e da aceitação final e sem qualquer tipo de dúvidas de tudo o que dizem de nós – sujeitando-nos ao Superior infinito e assim incorporando-nos em Deus”.

 

Os seis pontos EIA (Estações de Intervenção Ambiental) colocados previamente no percurso respeitavam integralmente as indicações que tinha seguido com o seu manual de instruções e estavam de acordo com o plano de percurso que transportava consigo, produzido anteriormente pelos simuladores e agora bem visível no seu monitor. No exterior a carga luminosa estava dentro dos limites de segurança, não existindo em princípio perigo de ser visto e localizado. O objectivo secundário desta missão era verificar a reacção de seres vivos organizados, estruturados e num processo acelerado de desenvolvimento, face a registos inesperados e anormais de violência não esclarecida e fundamentada e sua possível invasão por radicalização e necessidade de retaliação sequencial, doutros níveis exteriores originalmente neutros e aparentemente desligados, mas agora inexoravelmente chamados a este espaço alterado e definitivamente contaminado. Uma tese de doutoramento deste nível ao ser apresentado no Conselho Local da Federação, certamente que teria um grande e profundo impacto, nesta pequena galáxia deste tão vasto universo. À volta do duplo tinha-se instalado um silêncio estranho e comprometedor: de certo que não demoraria muito a entrar-se no sexto acontecimento previsto.

 

No Limbo – Além de Tortura é Negar a Experiência de Passagem

(Um Simples Envelope como Elemento Libertador)

 

A triangulação fora definida por três pontos: um situado no santuário do Cristo Rei e os outros dois no Zoológico de Lisboa – um na minha posição a outra na do meu duplo. No santuário de Almada o espectáculo da luz imóvel e cintilante estacionada sobre a cabeça da estátua do filho de Deus juntara já a sua volta mais duma centena de curiosos, que dialogando entre eles sobre o estranho fenómeno – enquanto iam olhando a bola de luz e verificando se algo se modificava – iam congeminando nas suas cabeças cenários explicativos para o inesperado acontecimento, uns mais fantásticos do que outros. Entretanto chegara à base da estátua um jipe da GNR acompanhado por outro veículo da protecção civil. Juntaram-se assim ao já largo número de pessoas que aí se encontravam a observar, mais três elementos militares devidamente armados e dois outros elementos vestidos à civil – por acaso a mulher do presidente da junta e o seu filho acabado de se licenciar. Conferenciaram com os guardas ainda por uns momentos, dirigiram-se para a base do monumento do Cristo Rei e solicitaram ao funcionário que se encontrava ao serviço para lhes dar acesso ao interior e à zona do elevador: olhando uma última vez para o exterior ainda viram o povo em histeria a apontar freneticamente para o Céu. A bola de luz brilhou então mais intensamente, surpreendendo todos os presentes e cegando-os instantaneamente; de seguida contraiu-se violentamente e como que desapareceu; e sem que tivessem tempo para digerirem o momento nem compreenderem minimamente o que lhes estava a acontecer, um flash definitivo com origem no topo da estátua e no ponto brilhante explodiu em redor, varrendo toda a zona adjacente ao santuário e desintegrando tudo em redor. O espaço em redor estava agora completamente deserto, enquanto que do outro do Tejo uma luminosidade estranha cobria a zona onde estava instalado o zoológico, ouvindo-se ao longe e vindo do local sons repetidos e familiares, que pareciam ser de tiros e de fortes explosões: suportada nos seus três vértices a aplicação estava finalmente pronta a ser accionada.

 

A imperceptível cúpula electromagnética que cobria a zona de intervenção envolvendo o jardim zoológica estava agora activa, criando com a sua presença uma barreira de protecção contra acções agressivas que pudessem surgir do exterior e ao mesmo tempo disponibilizando aos agentes no terreno o acesso total aos seus sistemas de comunicação e aos seus instrumentos e ferramentas técnicas de introdução territorial e controlo mental.

 

Inicialmente foi só diversão. Recorrendo a uma religião matriarcal assente na Bruxaria e baseada na crença em entidades mágicas e sobrenaturais e nas suas relações profundas e poderosas com a Natureza, o duplo pôs imediatamente em prática a crença pagã nos quatro elementos, introduzindo no próximo episódio zoológico o símbolo do Pentagrama e dos seus quatro elementos físicos Ar, Fogo, Água e Terra – acrescidos dum quinto elemento de ligação o Éter, Espírito ou Alma. Com cada um desses cinco elementos colocados numa das seis Estações de Intervenção Ambiental (EIA) e uma outra aplicada como retorno – e simbolicamente representada por uma árvore (composta pelos quatro elementos físicos e solidificada pelo espírito). Mas sem nenhuma associação lógica (visível) com aquilo (sensações) que proporcionariam.

 

A primeira EIA a ser activada iniciou o seu procedimento automático mal os agentes do corpo de intervenção se introduziram no seu perímetro reservado: mal os seis elementos do corpo de intervenção violaram a zona de segurança a estação de intervenção explodiu, lançando no ar uma infinidade de pequenos círculos (brilhantes) circulando a grande velocidade e criando com o impacto da luz transportados pelos raios solares um arco-íris nunca antes visto, de cores intensas e contrastantes, parecendo frio e duro e de limites excepcionalmente cortantes. Os círculos pareciam ter uma estrutura fina e metálica, seccionando o espaço a grande velocidade: em poucos segundos os seis elementos tinham desaparecido no ar, restando no solo alguns pingos de sangue e um ou outro minúsculo resto de tecido orgânico – que as curiosas e laboriosas formigas do parque tratavam já por fazer desaparecer. No ar os conjuntos circulares incorporaram-se num só, a estrutura implodiu, desaparecendo no seu interior. Então e face ao avanço da restante força policial, o segundo e o terceiro EIA iniciaram os seus procedimentos intrusivos: enquanto o duplo não conseguia suster uma pequena gargalhada sem nenhum tipo de intenção senão o da libertação de ansiedades e de tensões espectáveis e naturais em seres humanos – precisamente o meio onde se encontrava – ao fundo a água da piscina onde os golfinhos actuavam transbordava, avançando duma forma organizada e como se tivesse vida própria, em direcção à restante força aí presente. Do interior da terra saiu então um relâmpago de luz e de fogo que atingiu violentamente os dois primeiros elementos que seguiam à frente da coluna, criando em seu torno uma enorme nuvem de fumo que tudo rapidamente encobriu. Qual não foi o espanto da restante coluna ao ver sair dessa densa e escura nuvem um ser que parecia o Diabo acompanhado por um outro que poderia ser um dragão: logo a seguir e controlando-os com uma dupla trela vinha o profeta Moisés. O espectáculo foi lindo e brutal. Enquanto o dragão ia queimando vivos todos os elementos que encontrava do seu lado, deixando uma amálgama de corpos queimados e retorcidos a escorrerem em fusão pela superfície sólida do parque, do outro lado o Diabo atacava os restantes, perfurando os seus corpos com os seus dardos malignos e enviando-os directamente para o Inferno. No meio – onde estava a Virtude – Moisés chamava a si os arrependidos e utilizando sabiamente a sua feitiçaria e as suas poderosas artes mágicas, separava as águas invasoras e abria o caminho para a salvação: e aproveitando a oportunidade os poucos sobreviventes não pensaram duas vezes e escaparam-se correndo como loucos entre as duas muralhas de água. Como assim, Deus tinha reservado um lugar no Céu para os pobres de espírito. Quanto à quarta EIA ela foi definitiva, logo seguida pela activação da quinta, como elemento fundamental e de ligação espiritual. Uma tempestade de areia instala-se agora sobre toda a zona envolvendo o Zoológico de Lisboa, criando um espectáculo isolado e fantástico que contrastava com o movimento acelerado e ininterrupto da capital: àquela hora do dia o movimento nas ruas era intenso, registando-se alguns engarrafamentos no acesso à ponte e à zona de Sete Rios. Visto do céu toda a zona do zoológico estava soterrada sob uma densa nuvem de areia, cobrindo-o como se de uma manta protectora se tratasse e parecendo ali estar como segurança para algo ou para alguém não identificado, ou então como solução para a prática de qualquer coisa de estranha, indefinida e provavelmente perigosa: se a areia do deserto encobria ainda hoje muitos dos segredos da História do Mundo, aquela que ali se encontrava não era natural, não só porque era exterior ao meio ambiente e ao espaço que agora indevidamente ocupava, como também por se revelar (apenas) uma sombra do original – “Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo”. (Isaías 43-19)

 

O Gravador de Bobines

(Um belo exemplo duma espécie em extinção mas de Alta-Fidelidade)

 

E quando finalmente a nuvem se dissipou (tal como veio se foi) no Zoológico nada se mexia: entre alguns amontoados dispersos de areia e como se o local não tivesse sido conveniente limpo e aspirado, parecia estar-se agora perante um outro cenário surreal mas estranhamente reconhecível, fazendo lembrar apesar de numa escala limitada e talvez redutora, o exército de terracota do imperador chinês Shiuang. Não se tratava aqui de milhares de cavalos ou de guerreiros ocos e de areia, mas de umas dezenas de figuras estáticas, mortas e sem significado, que um pouco por todo o lado polvilhavam o Zoológico de Lisboa, anunciando definitivamente (apesar de administrativamente temporária) a sua morte e descodificando para quem ainda queria ver, o verdadeiro sentido da vida: tudo o que era transitório era definitivo e a transformação do mundo nunca estaria sujeita ou condicionada à cronologia e oportunidade dos humanos.

 

Depois era só abrir o Envelope.

 

Sem que nada o fizesse prever o velho gravador de bobines que se encontrava encostado numa das estantes da sala de estar começou inesperadamente a trabalhar. Tratava-se dum velho aparelho da TEAC de gravação e leitura de alta-fidelidade, utilizando os antigos carretos de fita magnética que mais tarde dariam origem às famosas e na altura revolucionárias cassetes.

 

Fiquei a olhar para ele atentamente tentando compreender o que ali se estava a passar: é certo que provavelmente o aparelho estaria ligado à electricidade mas há anos que não lhe tocava, não entendendo por esse motivo como é que este começara a funcionar. E ainda por cima nenhum som perceptível vinha do aparelho. A campainha da porta tocou e fui atender: o meu irmão mais velho entrou a correr na sala e foi logo ligar a televisão. Pelas suas palavras meio atabalhoadas e incompreensíveis algo de inesperado se teria passado lá fora e as estações estariam a dar em directo. “Lá fora está um caos do caraças com polícias armados por todo o lado. As pessoas como eu já fugiram. Parece mesmo um filme de guerra como se estivesse no deserto: não se via nada lá para dentro mas acabamos por fugir mesmo no fim com a tempestade a mover-se de novo, sabia lá o que podia acontecer. Dentro do Zoológico nem vi nada a mexer. Ainda pensei que fosse publicidade mas com aquele aspecto só se fosse com magia, bruxos ou extraterrestres” – não parando de falar duma forma excitada e nervosa até conseguir sintonizar um canal de notícias. Já nem me lembrava do gravador de bobines que lá continuava a rodar sem que nada se ouvisse.

 

A violência á um sistema de vida que se baseia num simples facto: é proveitosa desde que o sujeito tenha jeito e vocação para idealizar e concretizar esse objectivo. No fundo não pode ter ideologia nem remorsos que o limitem, nem religião ou pecados que o impeçam. E os Observadores Externos sabiam disso tantos anos se tinham dedicado à evolução da espécie humana e de todo o ambiente que o enquadrava. Os humanos eram susceptíveis às mais pequenas alterações registadas no exterior do seu corpo, por vezes não compreendendo o que era adaptação e querendo de imediato passar ao registo seguinte de aplicação, sem repararem que nem sequer haveria necessidade para tal e que o improviso era muitas das vezes de consequências aleatórias e contraditórias: como instrumento a violência também era uma arte e para muitos grupos a forma mais realista e preparatória para inevitável transição que aí vinha. O que interessava não era o que se passava nesta fase de integração da espécie humana no Universo – fazendo-a apenas compreender a sua forma inicial visível, projectada e apresentada como Matéria limitada apesar de infinita (pelo seu espaço multidimensional de transformação que nós limitamos ao nascimento e à morte) – mas sim generalizar o conhecimento dos extremos neste estado evolutivo e de preparação do nosso trajecto mutacional (físico para espiritual) para melhor se aproveitar o desenvolvimento da Alma em todos os outros mundos destes Universos. A violência seria sempre uma opção por temporária e não repercutível do outro lado da fronteira, além de ser eficaz na nossa autodeterminação: por isso ser tão interessante de utilização em todas as experimentações e outras simulações reais. Aliás não teria nenhum interesse repetir momentos em cenários inexistentes: para os Observadores Externos um caso meramente ocasional mesmo que deliberadamente propositado – tinha que se analisar todas as hipóteses – podia ser uma boa ocasião de estudo e uma janela de oportunidades para outras sugestões, simulações e até simplificações.

 

Acordamos caídos no chão da sala. Se tivéssemos estado inconscientes não tínhamos noção como tal tinha acontecido. A televisão estava ligada e o gravador de bobines tinha parado. Lá fora ainda era de dia e o céu estava claro. E as notícias fixavam-se no Zoológico e no acidente ainda por esclarecer ocorrido em torno da estátua do Cristo Rei.

As imagens que chegavam vinham carregadas de interferências estáticas mas para lá do que podia ver parecia estarmos em presença dum filme a preto e branco: as formas eram perceptíveis mas irradiavam uma cor cinzenta e sinistra. Só se viam edifícios, vultos imobilizados e um ou outro ruído distante que parecia vir da zona onde se encontravam a maioria dos primatas. Entretanto o duplo regressara e em conjunto com o original e para desse modo finalizarem com sucesso a sua missão, abriram o envelope e soltaram o seu conteúdo no ar: milhões de nano partículas luminosas dirigiram-se então para as jaulas dos macacos e fizeram o trabalho para que tinham sido fabricadas. As azuis aceleraram logo os primatas e as vermelhas diluíram as grades das respectivas jaulas, colocando-os finalmente em completa liberdade e convidando-os à aventura e à Evangelização mútua. Em grupos ordenados desceram em grande algazarra até à porta de entrada do Zoológico, onde do lado de fora também se concentrara já uma grande multidão entre civis e militares, que os observava em aproximação perplexos mas também aterrados. E quando as centenas de primatas se imobilizaram no terreno e um dos gorilas se dirigiu para o portão balbuciando uns sons que inacreditavelmente pareciam palavras de uma frase só possível de ser construída por um ser humano, a Violência tão característica como resposta humana apareceu, instalando-se como previsto da forma mais brutal e sanguinária. Mas os primatas do zoológico ripostaram e demonstraram que tal como o macaco tinha evoluído para o homem também este não era um seu exclusivo e que deste modo Deus até podia ser um outro macaco doutro ramo evolutivo, podendo este Deus alternativo e complementar identificar-se com eles e na sua transformação e integração, transformar-se de Deus em Macaco – From God To Ape. Com um simples varrimento o Grande Gorila líder dos Primatas introduziu-se com todos os da sua espécie no buraco que entretanto e mesmo ao lado deles se abrira, desaparecendo e deixando atrás de si o filme recebido e ainda em projecção e um verdadeiro Zoológico Sintético repleto de criaturas replicada na sua mais exigente perfeição. Aqui as cópias seriam melhores que o original. Ainda tentei por o gravador a funcionar mas por mais que o tivesse repetido nunca mais funcionou: só me lembro de ter sonhado com ele e de ter estado em contacto com alguém do outro lado da vida. Até a fita se enrolou e ficou irrecuperável.

 

Era estranho ver-se neste Universo Vivo e Infinito seres vivos racionais e inteligentes que sobrepondo-se duma forma prepotente e violenta sobre todas as outras as espécies vivas envolvidas – com ela compartilhando um espaço comum e aglutinado num cenário projectado para eles (e por eles) pela Natureza – ainda eram capaz de se retratar como possível vítima dum ambiente não considerado (mas real e da sua autoria), como se tal só pudesse acontecer se não fosse a sua intervenção. Talvez tivessem visto O Planeta dos Macacos.

 

Fim da 2.ª parte de 2

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:16

10
Jan 14

Ficheiros Secretos – Albufeira

(O Livro Perdido da Selva – Resistência Inapta a Novas Intrusões Exteriores)

 

Indígenas

 

À sua volta as três pequenas criaturas só viam terra seca e solitária, aqui e ali com pequenos tufos muito dispersos de vegetação rasteira meio queimada e um pouco retorcida, espreitando timidamente entre os escombros duma terra totalmente devastada.

 

Tinham estado em estado de hibernação durante um período de tempo ainda bastante prolongado, consequência da antecipação da última estação fria e das condições climatéricas extremas que desde logo a mesma apresentou.

 

Anteriormente o tempo tinha estado excessivamente quente e seco, provocando uma onda de incêndios florestais que tinham dizimado muita da flora e da vegetação indígena e como tal dificultado o trabalho de recolha de alimentos para a dispensa dos referidos animais.

 

Experientes e previdentes as três criaturas tinham-se no entanto antecipado ao acontecimento, preocupadas como estavam com os sinais que entretanto a natureza lhes transmitira e que eles iam duma forma inata retendo e analisando.

 

Desse modo tinham atingido um nível satisfatório de reservas alimentares antes de se dar o início do seu processo de hibernação, o que lhes permitiu ter a certeza de poderem resistir confortavelmente á estação fria desde que não cometessem excessos.

 

Quando o momento chegou antecipando a data prevista não hesitaram, abandonando de imediato a superfície e refugiando-se a grande profundidade na toca onde tinham nascido: tudo estava já preparado para os receber e o que eles viam lá fora tornava-se assustador.

 

A decisão de procurarem refúgio no subsolo foi tomada instantaneamente, com os três animais a recuarem precipitadamente para o interior do túnel de acesso, após serem postos perante um fenómeno aterrador e para eles de contornos potencialmente apocalípticos.

 

À distância de um olhar subitamente atento e sob a acção de um calor asfixiante como aqueles que costumam anteceder as grandes tempestades, a paisagem parecia ondular de uma forma sofrida e em câmara lenta.

 

Apresentava como pano de fundo uma linha do horizonte que parecia avançar vertiginosamente sobre o terreno e que contrastava violentamente com o céu claro e transparente que a aguardava e com o manto escuro e impenetrável que a perseguia.

 

Tudo se passou em menos de trinta segundos, intervalo de tempo suficiente para uma primeira onda de choque pôr em fuga os animais menos cautelosos e previdentes, preparando-os com a violência do seu sopro térmico e penetrante para o mal que aí vinha.

 

A segunda onda teve consequências catastróficas chegando mesmo a atingir um nível muito próximo da extinção irreversível, não só por ter provocado uma verdadeira terraplanagem de toda a superfície visível como por a ter mergulhado na mais profunda escuridão.

 

O que se seguiu foi indescritível para qualquer ser vivo que estivesse a viver este acontecimento negro e violento, com um manto escuro e pesado a cobrir toda a terra, enquanto era atravessado por centenas de raios que pareciam digladiar-se entre si.

 

A atmosfera explodiu segundos após a chegada da 2.ª onda, difundindo a partir daí inúmeras partículas em vagas sucessivas e em todas as direcções e parecendo agora querer deslocar-se também em força e em profundidade – com as criaturas em pânico a fazendo pela vida.

 

Com a terra a tremer duma forma brutal e aterradora, acompanhada por um som ensurdecedor que parecia ir fazer estalar todos os ossos do crânio, as três criaturas fugiram sem parar entre túneis e galerias cada vez mais profundas e estritas, até atingirem o fundo.

 

Chegadas à última e mais profunda galeria subterrânea rapidamente os três animais provocaram uma derrocada artificial, fazendo aluir completamente o acesso para o que seria o seu futuro abrigo e salvando-os decisivamente da corrente mortífera que tudo invadira.

 

No exterior a atmosfera asfixiava sob toneladas de detritos poluentes e radioactivos que tudo esmagavam e destruíam, introduzindo-se por todas as fracturas e matando tudo no seu caminho: selados no seu casulo protector as três pequenas criaturas olhavam-se no escuro.

 

A noite tinha invadido grande parte deste mundo submerso e por arrastamento o Sol passara a ser uma memória cada vez mais esquecida. Focos de sobreviventes lutavam diariamente unicamente para se manterem vivos, não se atrevendo sequer a exporem-se ao exterior.

 

Terraplanagem

 

O inesperado Fenómeno tivera a sua origem no espaço exterior envolvendo o planeta Terra, com os efeitos da sua concretização a terem um grande impacto sobretudo sobre o hemisfério norte, manifestando-se geologicamente pela total obliteração de extensas áreas elevadas.

 

Como se o planeta tivesse sofrido em vastíssimas áreas um processo de autêntica terraplanagem, nivelando o solo e preparando-o para outro tipo revolucionário de implementação de estruturas locais, neste caso dizimando a espécie dominante anterior.

 

O Fenómeno atingira directamente a Terra provocando na zona de impacto uma violenta explosão: começara com o aparecimento de uma enorme bolha esférica e transparente que se materializara repentinamente na atmosfera.

 

Fora ao descer sobre a terra que a esfera implodira, parecendo esta reacção ter sido despoletada por uma sucessão de raios a ela claramente dirigidos: a expansão fora imediata, com uma muralha demolidora negra e bordada a fogo, a avançar por todo o continente.

 

Tudo o resto que se passara ainda carecia de todas as explicações, escondida como estava ainda a razão para a ocorrência de tamanha tragédia e as consequências provavelmente sinistras que ainda não se conseguiam compreender e atingir.

 

As três criaturas tinham estado isoladas na profundidade da sua galeria durante um período anormalmente extenso de perto de seis meses: só mesmo a falta de alimentos os obrigara a deixar para trás o receio de ver o mundo que os esperava, impulsionando-os para a superfície.

 

A Terra entrara num período de descontrolo económico e financeiro, com os grandes conglomerados a usurparem o poder do Estado e a chamarem a si as rédeas dos mercados mundiais, dominando-os e manipulando-os duma forma global e em seu interesse exclusivo.

 

A concentração do poder em torno de três grandes Companhias/Estados levara à constituição duma organização protectora dos brutais investimentos realizados, que evitasse o aparecimento de conflitos entre as partes intervenientes na gestão dos mercados e da matéria-prima.

 

O espaço físico da Terra era limitado e com os seus recursos a escassearem cada vez mais à sua superfície – devido à voracidade da globalização, com o lucro no horizonte (o objecto) ignorando o resto da paisagem viva (o sujeito) – o início duma agressão era sempre possível.

 

E se os três blocos face aos seus crescentes compromissos e necessidades de expansão se viraram para o espaço exterior – voltando a olhar a Lua como um recurso irrecusável, pela experiência acumulada e pela proximidade da mesma – tal opção não evitou a confrontação.

 

O projecto Apollo fora abandonado sem explicações no século passado, pretensamente devido a problemas ocorridos nas missões realizadas ao nosso satélite, mais tarde reconhecidos como originados na existência na Lua de outros seres vivos, mais antigos, solitários e agressivos.

 

No entanto uma das companhias não tinha desistido e secretamente estabelecera um pacto – mesmo que secundarizando-se – com um sector rebelde alienígena: esperava com isso ganhar tempo, ter acesso a tecnologia e esmagar a concorrência transformando-se no Estado Único.

 

Na Trilateral os blocos Americano e Chinês digladiavam-se através do uso das palavras tentando assumir o protagonismo ideológico, enquanto o bloco Intermédio apostava numa postura ideologicamente mais passiva, procurando desligar-se das suas limitações orgânicas.

 

Mas o erro já estava feito e com a estratégia implementada pelo bloco Chinês o recuo era agora impossível: aproveitando as restrições financeiras impostas ao projecto espacial norte-americano – e com a Europa como sempre especada a olhar – a China tomara a dianteira.

 

E com a força e vontade de todo o continente asiático em se associar a este bloco poderoso comandado pela maior potência mundial agora imperialmente virada para o exterior, foi fácil aos chineses interporem-se e substituírem-se aos americanos na sua manobra intrusiva na Lua.

 

A Rússia inicialmente iludida pelo falso poder financeiro da Alemanha e pela ficção vendida pela GB ainda se tentou desligar do bloco intermédio (mas já era tarde): perdidos na sua reflexão de observador atento e prudente, já se tinham-se deixado levar e perdido a sua vez.

 

Por outro lado a acção imprevidente e unilateral da China para com os intrusos vindos do exterior, destruíra por completo os poucos elos de solidariedade humana que ainda subsistiam na Trilateral, desagregando a já frágil união e escancarando as portas à invasão estrangeira.

 

Terra Nova

 

A Lua juntara-se à Terra há muitos milhões de anos. Inicialmente orbitada por um pequeno satélite natural localizado nas suas proximidades – com uma trajectória logicamente elíptica – esta lua teria misteriosamente desaparecido dos céus e sido imediatamente esquecida.

 

Este estranho processo de eliminação de realidades anteriormente verificadas e vividas, só poderia ter uma única hipótese credível de interpretação, comprovada posteriormente pelas características estranhas deste novo satélite, claramente atípico e de origem artificial.

 

Aquela nova Lua de maiores dimensões e agora situada num local do espaço mais afastado do seu planeta – tão perto do olhar pela sua grandeza e tão afastada dos mecanismos que tinham criado a Terra – era caracterizada por uma órbita circular e por não ter movimento de rotação.

 

Colocada a uma distância a partir da qual se pudesse controlar os acontecimentos que se verificassem na Terra, sem por um lado se fazer notar a intervenção feita a partir do seu exterior, mas podendo actuar rapidamente em caso de alarme, a Lua era o observatório ideal.

 

E com a ausência de rotação, a Lua criava uma ampla região impossível de ser visualizada a partir da Terra, o que impossibilitava que os seres extra-terrestres pudessem ser observados, criando ao mesmo tempo uma áurea de mistério e de terror propositadamente induzido.

 

Satélite artificial colocado no Sistema por Entidades desconhecidas – certamente pertencentes a civilizações muito mais antigas e tecnologicamente superiores – a Lua transformara-se agora numa base operacional activa, intervindo decisivamente e por pré-solicitação interior.

 

Só que a projecção holográfica que tinha sido programada pelos operadores de simulação, experimentação e aplicação de cenários evolutivos não estava a corresponder às expectativas, com alguns utilizadores poderosos a excederem perigosamente as suas prorrogativas.

 

Expulsos os representantes da civilização que dominava a Terra e que os alienígenas tinham com condescendência suportado por simples interesse estratégico, chegara a hora de pôr a raça dominante à prova, sujeitando-a a um acontecimento radical a nível de extinção.

 

O novo programa tinha sofrido uma pequena correcção no seu desenvolvimento sequencial, introduzida aleatoriamente no interior do sistema que o iria processar e desenvolver – de modo a ser impossível de detectar e referenciar.

 

Correcção que alteraria duma forma imperceptível mas decisiva a matriz da aplicação. A 1.ª fase desta operação não existente porque não subordinada a nenhum dos interesses em disputa, fora previamente concretizada através da introdução dum factor extra de segurança.

 

Continuidade matricial que essa intrusão foi capaz de assegurar porque o sistema não tinha reconhecido esse factor como novo ou actualizado, já que o incorporara desde o início do processo apresentando variações híbridas mas autorizadas pelos códigos de replicação.

 

Desse modo a introdução do factor de dúvida na execução do processo de extinção – dado ser impraticável a pretensão duma eliminação total duma espécie – possibilitara aos operadores deixarem-se levar pelo arbítrio na execução da projecção.

 

O que permitira a readaptação a estas novas circunstâncias por parte de muitas das espécies incluindo as dominantes. Aberta assim uma nova porta de comunicação, as perspectivas de sobrevivência evoluiriam exponencialmente.

 

Libertários

 

As três criaturas fartaram-se de olhar mas o cenário que viam era sempre o mesmo, queimado, sem contraste e estendendo-se sem grandes variações e bem nivelado, até ao fim do horizonte: num dos cantos, uma nuvem cinzenta parecia erguer-se em direcção ao céu.

 

Num intervalo deste mundo em formação, um paraíso preservado sobre a superfície da Terra albergava a espécie que agora se iria tornar predominante: praticamente extintos os humanos, os primatas considerados hierarquicamente abaixo tomavam agora o controlo do planeta.

 

Absorvidos na realização das suas tarefas diárias, os primatas descansavam de mais uma nutritiva refeição, preparando-se para mais uma sesta retemperadora que os fortalecesse e empolgasse para uma nova distracção: outros optavam pelo prazer puramente físico orgástico.

 

Na presença dum intermediário operacional Adão e Eva eram agora o motivo dum novo jogo online, em que participavam a serpente e a maçã: e enquanto os outros primatas usufruíam desta Terra Nova, o resto do Universo punha-se online – tinha começado o campeonato!

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:20

21
Nov 13

Porque será o Abominável Homem das Neves um ser racional – segundo ele muitos dos outros primatas são falsos e ladrões (os que não têm banana) – se até os outros primatas revelam sentimentos e têm noção dos seus limites (de vergonha)?

 

A miséria intelectual daqueles que mamam – os filhos da mãe – infelizmente não tem limites

 

Duas dezenas de primatas oriundos de todo o país e conscientes da grave crise económica e moral que o seu país atravessa actualmente, reuniram-se recentemente no Zoológico de Lisboa com o objectivo de apresentarem ao Presidente da Republica de Portugal uma petição científica e tecnicamente fundamentada, solicitando a demissão imediata dos primatas inferiores que governam o território nacional, lançando-o para uma situação caótica e de destino irrevogável. Estes primatas de nível superior temem no entanto que o cérebro do Presidente da Republica se encontre já num processo de degenerescência incontrolável e sem retorno, já que todos foram sujeitos voluntariamente à acção do mesmo agente exterior, recusando-se a aceitar a realidade e os factos dos efeitos noivos neles provocados e que o país tão bem reflecte.


Foi visível o espanto de todos os vinte primatas presentes no zoológico, face à proposta imediatamente apresentada pelos primatas portugueses anti-governamentais: uma caixa de preservativos de modo a assim poderem ter sexo seguro

 

A acção desenvolvida por parte deste grupo de primatas eruditos e independentes foi despoletada pela intervenção inopinada dum outro primata julgado extinto e já num processo avançado de degenerescência intelectual – e denotando à evidência um estado de senilidade precoce – reconhecido através de análises realizadas ao seu ADN e à sua postura de prostituto do sistema como o Abominável Homem das Neves. É acusado de oportunismo intolerável e de máxima traição animal, ao acusar os elementos da sua espécie de serem falsos macacos e de comerem bananas a mais, pretendendo estes macacos e segundo este primata iluminado criar o caos na sociedade organizada e hierarquizada segundo as Leis do Lagomorfo, apenas para derrubar os verdadeiros e patrióticos primatas, mentindo, roubando e poluindo Portugal com a sua simples existência.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:05

03
Jan 12

      

Cheetah

 

No final deste ano foi noticiada a morte do chimpanzé Cheetah, aos oitenta anos de idade, motivada por insuficiência renal. Do sexo feminino, Cheetah subiu ao estrelato cinematográfico com a sua participação em vários filmes de Tarzan, figura muito popular no tempo do cinema de aventuras a preto e branco e também conhecido como O Homem da Selva. De salientar por outro lado a idade avançada do chimpanzé, normalmente situando-se entre os quarenta e sessenta anos e que neste caso parece querer equiparar-se ao tempo médio de vida do primata evoluído. Não sabemos se casou ou não, mas estudos científicos afirmam a superioridade da sua raça, na qualidade de vida sexual, comparando-a com outros primatas como nós. Nesta fotografia dos anos trinta, ela aparece acompanhada pelos pais – Maureen O´Sullivan e Johnny Weissmuller.

 

      

Chimpanzé

 

Os chimpanzés são mamíferos primatas como nós, distinguindo-se dos seus primos humanos, por serem mais peludos e movimentarem-se com mais facilidade. O aspecto e a importância que atribuímos ao seu focinho dependem dos estereótipos que a nossa raça nos vai impingindo, conforme os interesses de momento do chefe do gangue e do clima económico que rodeia o seu grupo. E porque também é uma boa maneira de disfarçarmos o momento, aproveitando-o para esconder as nossas trombas. Na fotografia podemos ver um chimpanzé à procura de refúgio no cimo de uma árvore, com medo das cobras – os chimpanzés têm por hábito assinalar sonoramente, mesmo a outros macacos desconhecidos da sua área, a presença de cobras no local. Assim e pelos vistos acontecendo o mesmo com muitos outros primatas, estes reconheceram rapidamente o óbvio – que tem a capacidade de se defenderem, defendendo também os outros.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:48

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