Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

05
Jun 17

Saudi Arabia, UAE, Egypt, Bahrain cut ties to Qatar

 

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Os 6 países árabes do Golfo Pérsico

(integrando o CPP)

 

“Qatar's government categorically denied that the comments, in which the country's leader expressed support for Iran, Hamas, Hezbollah and Israel - while suggesting that US President Donald Trump may not last in power, were ever made.”

(aljazeera.com)

 

Num Mundo onde o Poder usa Máscaras de modo a poder fazer o que quer, as notícias das últimas horas sugerindo uma cisão entre os Estados Árabes Aliados, só pode ser mesmo uma reação oportunista à passagem recente do Presidente dos EUA pela Arábia Saudita: como toda a gente sabe desde o brutal atentado de 11 de Setembro de 2001, o Estado que tem financiado e espalhado um pouco por todo o Mundo e mais intensamente na região do Médio-Oriente o terrorismo mais execrável e sanguinário jamais visto e logo com o apoio do Ocidente colocando-lhes armas na mão por uns largos biliões de dólares.

 

Agora com a Arábia Saudita parecendo muito solícita aos recentes pedidos de Trump (ou exigências para o negócio de armas poder prosseguir), a servir-se do CPP (Conselho de Cooperação do Golfo composto por 6 Estados) para atacar um Estado irmão e assim se poder expiar (dos seus óbvios pecados) através, não na sua mas em segunda mão: conjuntamente com os Emiratos e o Barhein (a eles se juntando Egito, Iémen, Líbia e Maldivas não pertencendo ao CPP) tentando isolar o Qatar sem apoio dos outros membros (do CPP) como Omã e o Kuwait. Como se Arábia Saudita e Qatar não fossem os dois grandes pais (e irmãos) do Terrorismo Global.

 

Compreendendo-se a posição do Barhein dada a constante intromissão do Qatar nos seus assuntos internos (o que faz o Qatar ser um dos dois maiores Santuários de Terroristas a par da Arábia Saudita) e a dos Sauditas tentando arranjar algo que possa encher um pouco mais (agora politicamente) os bolsos de Donald Trump ‒ pegando no seu irmão-de-armas (mas mais de guerrilha e funcionando à base de mercenários) e eventualmente sacrificando-o no Altar da Guerra, face às queixas contínuas de outros países árabes seus vizinhos, aliados e ainda com alguma influência geopolítica (face ao poderio militar dos sauditas) na região.

 

No entanto e face a todos os interesses em presença nesta região de maior conflito, destruição e morte em todo o mundo (Líbia, Síria, Iraque, Afeganistão Iémen) ‒ com a Al-Qaeda, o Exército Islâmico e outros grupos subsidiários como criações máximas do Terrorismo Global Atual ‒ não constando certamente na projeção a curto-prazo desta atividade terrorista (promovida pelos Sauditas/Qatar) qualquer decrescimento ou suspensão nos principais locais de conflito. Restando esperar para ver e confirmar, se na realidade a Arábia Saudita já pode dispensar o Qatar da sua função no projeto e assim assumir de vez com todo o seu poder militar (baseada numa energia não renovável) a liderança do Mundo Árabe.

 

Partido

(Eleições)

8 Junho 2017

Sondagem

%

(23 Maio a 4 Junho)

Conservador

42

Trabalhista

38

Liberal

9

Escocês

4

UKIP

3

Verdes

3

(Grã-Bretanha ‒ Eleições Gerais ‒ Sondagens YouGov)

 

Mas com tudo ainda um pouco confuso, pois enquanto os norte-americanos aconselham Sauditas/Qatar ao diálogo e não ao confronto (afinal de contas fazem os dois parte do CPP), por outro lado e apesar de todos os desmentidos (da Aljazeera) outros média como a Sky News Arabia (sediada na UAE) continuam a insistir sistematicamente na notícia não confirmada: de que o Qatar (o grande aliado saudita) deixando de apoiar a Arábia Saudita e os terroristas da Al-Qaeda e do ISIS (num ato de pura traição), se estaria a passar para o lado de Israel, do Irão e dos terroristas do Hamas e do Hezbollah. Enquanto isso e na Europa pouco depois de mais um atentado (o terceiro em poucas semanas registado em Inglaterra) espera-se pelo que vai sair das Eleições na Grã-Bretanha. Com um palpite de que ganhe quem ganhar tudo continuará na mesma ‒ para Felicidade que não da Europa.

 

(imagem: newglobalindian.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:00

20
Ago 14

Em primeiro lugar e de modo a evitar confusões convém afirmar que o Estado da Palestina é composto por dois territórios separados entre si pelo Estado de Israel: uma região de maiores dimensões fazendo fronteira com Israel e com a Jordânia e controlada pelo Fatah de Mahmoud Abbas – a Cisjordânia – e outra pequena faixa litoral fazendo fronteira com o mar Mediterrânico, com o Egipto e completamente cercada por Israel (por ar, mar e terra) – a Faixa de Gaza controlada pelo Hamas de Ismail Haniya.

 

Mísseis lançados pelo Hamas em direcção a Israel a partir da Faixa de Gaza

(19 de Agosto)

 

O conflito militar actual tem-se desenvolvido envolvendo o Estado de Israel e as autoridades da Faixa de Gaza controladas pelo Hamas – o movimento palestiniano maioritário nesta região da palestina, ao contrário do que acontece na Cisjordânia onde o Fatah é predominante entre a população – um movimento considerado terrorista entre outros pelo Estado Judaico e pelos seus aliados norte-americanos, mas fortemente apoiado por muitos países árabes com o Qatar na liderança – um dos Emiratos da Península Arábica rico em petróleo.

 

Recomeço dos bombardeamentos em Gaza

(enquanto ainda se tenta enterrar os mortos)

 

Já agora em vez de escutarem o que dizem todas as “vozes do dono” sobre o papel destes terroristas no genocídio que está a decorrer em Gaza – ultrapassando já os 2.000 mortos com 25% desse total sendo crianças – informem-se de quem está verdadeiramente no controlo destes acontecimentos, o que na realidade e objectivamente pretendem e se aqueles que se matam nos combates são os verdadeiros culpados ou as suas primeiras vítimas? Deixando agora Israel de lado vejam só esta notícia do The Jerusalem Post:

 

Khaled Mashhal

(Chefe da delegação política do Hamas)

 

The Jerusalem Post

(jpost.com)

 

Qatar threatened to expel Mashaal if Hamas okayed Egypt-proposed truce

 

Mashaal, who is based in Qatar, has been blamed by Israeli officials in recent days for sabotaging a long-term truce along the Gaza front.

 

Is Qatar responsible for the collapse of the cease-fire in the South?

 

A senior Fatah official is quoted by the pan-Arab daily Al-Hayat as saying that the Qatari government threatened to expel the Hamas political bureau chief, Khaled Mashaal, if the Palestinian Islamist group agreed to the Egyptian cease-fire proposal.

 

(imagens – AFP Photo)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:55

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