Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

31
Jul 18

Nunca esquecendo o peso brutal dos turistas (e residentes) BRITÂNICOS na cota do mercado turístico do REINO do ALGARVE – no seu grande contingente integrando, em torno de uns 40%, do número total de visitantes – e do cenário apocalíptico que se abriria se um dia os mesmos nos abandonassem: por exemplo devido ao BREXIT (ainda por confirmar).

 

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Albufeira em 1940

(João Martins/postcrossingallovertheworld.blogspot.com)

 

Com o Bom Povo português, sempre ouviu e sempre fez (antes e depois de Abril), tendo Fé absoluta no Chefe e nas suas direções (negando Brecht, negando Orwell depois de os terem entronizado), mesmo que o Céu nos caia em cima esmagando tudo por baixo (não só nós mas todo o Mundo), jamais reconheceremos o Evento se necessário renegando os órgãos (dos sentidos) e até em última instância suspendendo a nossa mente (restringindo-nos o acesso aos arquivos da Memória, assim como e por interligados a todas as dádivas da Cultura). Só se modificando mesmo (quanto ao funcionamento da mente) por morte (Evento Extremo) ou então por sorteio (saindo-lhe o Euromilhões).

 

Um Evento de (concretização a) longo-prazo e que se tem vindo a consolidar desde 1 de Janeiro de 1986 (data da entrada de Portugal na CEE), atirando irremediavelmente a nossa população (anteriormente agrícola/piscatória, sofrendo a 1ª reciclagem e posteriormente apontando para a industrial) para a área da Prestação de Serviços, mais rigorosamente para o seu Nível Inferior afeto à Hotelaria e à Restauração – mas nunca esquecendo a (omnipresente como os Bancos) Construção Civil (o chamado e desejado Mercado Imobiliário, se possível especulativo): transformando-nos em Criados mas todos Certificados, com salários de 300, do doutor ao varredor.

 

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Albufeira anos 1960/65

(Artur Pastor/CML/Bic Laranja)

 

Ocupado (e porque não dizer vandalizado) o Algarve, ocupada a Madeira (ainda-por-cima sendo uma ilha), ocupada Lisboa (muito solicitada, sendo a capital – anteriormente até com alguns a quererem instalar por perto uma Central Nuclear) e agora invadido o Porto – com duas Ondas Gigantes esmagando o rio Douro, uma descendo do Porto outra descendo de Gaia e penetrando-o – o rio DOURO (tal como numa violação) – em toda a sua extensão, destruindo o que antes era e o que todos nós sabíamos (sendo de lá naturais) e transformando-o num ponto sem TRILHO (O caminho do VIAJANTE da Vida) nem Brilho (Onde está a ESTRELA?) só mesmo CONFUSÃO (com muito álcool, drogas, sexo e sempre em Construção).

 

No caso da Região do Algarve e falando do seu sector dito turístico, do lado do observador dito leigo e com o mesmo a basear-se (unicamente e como eterno aprendiz) na sua própria experiência (sendo um fator podendo contribuir para o êxito, como – devido à introdução do ERRO – para o fracasso absoluto), com o mesmo a poder afirmar (de tão evidente o ser) com uma pequena margem de erro, uma ligeira descida nos números relativos à ocupação turística: no aproximar da época-alta falando-se nuns 10%, talvez agora maior dada a relativa acalmia (estando-se no início de Agosto) registada de momento (por aqui) – notando-se uma quebra pequena no turismo oriundo do Reino Unido, contrapondo-se-lhe mas não o substituindo a ocupação turística portuguesa e sobretudo oriunda de Espanha.

 

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Albufeira – Rua do Túnel por 1950

(mapio.net)

 

E devido – para já não falar do Mundial da Rússia (desviando muitos ingleses) – à desvalorização da moeda (a Libra inglesa), à concorrência de outros destinos (agora reativados como a Tunísia, a Turquia e o Egito) e aos problemas registados nalgumas companhias aéreas (o fim da Monarch, a falência da Air Berlin e a suspensão de alguns dos voos da Ryanair) – que não das condições meteorológicas por estes lados da Península (Ibérica), talvez dos mais agradáveis de quase toda a Europa Ocidental (nestes últimos dias sufocada – atingindo até com grandes incêndios a Suécia – por uma intensa onda de calor) – com o “Turismo Inglês a Descer” prejudicando sobretudo o Algarve e pelo que dizem a Madeira. Nunca se podendo esquecer que estando hoje do mesmo lado – Reino Unido e Portugal conjuntamente na EU (facilitando assim os Negócios) – amanhã cada um deles estará do lado oposto – da fronteira da EU: complicando os negócios, as viagens e os destinos.

 

E com os residentes na Ilha a optarem (até pelo preço menor) por destinos fora da Europa (onde por acaso não se situa o seu velho aliado Portugal), deixando o Algarve “às moscas (sucedendo o mesmo no passado com Marrocos) e se nada se fizer entretanto, entregue (finalmente) às Plataformas:

 

- Algo que certamente não aceitaria o anterior Presidente (da CMA).

 

(imagens: as indicadas)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:44

01
Abr 18

A menos de 6 horas da reentrada da estação espacial chinesa TIANGONG na atmosfera terrestre, com o ponto de impacto com a Terra a poder verificar-se (talvez e em tom de palpite) sobre o Atlântico (Centro-Sul), África (Central) ou Sudoeste Asiático: num espetáculo (seja diurno ou noturno) certamente único e raro de se ver (e de se saber a sua hora), proporcionando-nos o usufruto de um verdadeiro cenário de cores e de luzes (e de estrondos e explosões como num grande Fogo de Artifício) só equiparável às Bolas de Fogo e a outros viajantes espaciais.

 

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Estação espacial Chinesa TIANGONG-1

 

Entre o final do dia 1º de Abril e o início do dia 2 de Abril, um objeto voador da dimensão de um autocarro escolar (10,4m X 3,4m) e orbitando desde 29 de Setembro de 2011 o planeta Terra – a uma distância entre 161Km/170Km e tendo-o feito mais de 37500 X – no seguimento do seu descaimento acelerado registado (de mais de 250Km para cerca de 160Km) desde o início do mês de Março (deste mesmo ano), entrará na atmosfera terrestre (atualmente a uma V = 28000Km/h), desintegrando-se na sua queda (devido à intensa energia de atrito libertada) e impactando finalmente com a superfície terrestre.

 

Um objeto com um peso inicial estimado em 8500Kg e que passada a sua fase de penetração atmosférica e desintegração progressiva (face ao atrito atmosférico brutal envolvendo-o à sua passagem), segundo os cientistas (acompanhando os momentos finais do mesmo) ainda atingirá a Terra com fragmentos podendo atingir uns 100Kg/200Kg: um impacto ainda sem o momento rigorosamente marcado (no Tempo) e ainda-por-cima sem a sua localização minimamente definida (no Espaço) – a não ser numa larga faixa terrestre compreendida entre as latitudes 43⁰N e 43⁰S.

 

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Decaimento da estação Tiangong-1 ao longo do último mês de Março

 

Tratando-se esse objeto – em fim de vida ativa e indo colidir com a superfície terrestre – de uma pequena Estação Espacial de origem chinesa entrando ao serviço em 2011 e deixando de comunicar em 2016 (altura em que deixou de poder ser controlada) – a TIANGONG-1 ‒ um pequeno veículo espacial (um protótipo de estação) composto por dois únicos módulos (um deles para os tripulantes) com cerca de 15m³ (segundo os chineses o suficiente para 3 astronautas), tendo recebido nos anos de 2012/13 duas visitas de duas missões (de astronautas chineses), nelas se incluindo 4 homens e ainda 2 mulheres.

 

E com Portugal localizado no interior da área de potencial reentrada e de Impacto (situado como está entre os 37⁰/42⁰ de latitude N) do objeto denominado como Palácio Celeste I (uma réplica em miniatura da ISS, com um volume 24 X inferior e com uma massa quase 50 X inferior): num quadro de probabilidades havendo sempre a hipótese de Portugal poder vir a ser atingido (mesmo que mínima e equivalente a acertarmos num Jackpot), localizado como está na zona de sombra da estação (território sob ação de possíveis fragmentos) entre as latitudes (aproximadas) de 37⁰N/41⁰N.

 

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Possibilidade/previsão de reentrada da estação Tiangong-1 em 01.04.2018

 

A menos de 6 horas da reentrada da Estação Espacial chinesa Tiangong-1 na atmosfera terrestre (apontando de momento para a 00:05 da madrugada de segunda-feira/dia 2 de Abril em Portugal) com a sua próxima passagem (prevista) sobre território português a ocorrer por volta das 05:00 do dia 2 de Abril (durante quase 6 minutos) ou seja em princípio já depois da estação espacial ter entrado na atmosfera, ter-se desintegrado e ter impactado (com terra ou com água): não se correndo (em princípio) o perigo de levarmos com algo de inesperado na cabeça (como o temia Obélix), caído do céu e podendo ser mortal.

 

Na transição de domingo (1º de Abril, Dia de Páscoa e Dia das Mentiras) para a segunda-feira seguinte (2 de Abril) e confirmando-se a inviolabilidade do nosso território (não tendo sido minimamente afetado) com todas as previsões a apontarem como possíveis alvos de impacto da estação chinesa Tiangong-1 (e do que dela restar) um destes oceanos ou um destes continentes ‒ sendo naturalmente diferente o efeito do impacto (do objeto aí estimado em 100Kg/200Kg) seja no oceano ou em terra firme (podendo neste último caso ser habitada ou não): envolvendo todos os continentes e os principais oceanos.

 

(imagens: ESA/@esa/twitter.com ‒ esa.int ‒ satview.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:36

26
Out 12

Albufeira – Ficheiros Secretos

O Estranho caso do Agente Borboleta

 

Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma

(Lavoisier)

 

A HISTÓRIA DE IBÉRIO ALGAR

 

Esta história – entre muitas outras histórias assinaláveis, guardadas num arquivo privado de manuscritos antigos e de confirmada origem árabe – foi-me contada numa tarde de Verão do passado mês de Setembro, sentado no miradouro do Pau da Bandeira e observando deliciado este mar calmo e sereno. O meu contador de Histórias apresentou-se como descendente do famoso poeta árabe Ibério Algar, que na sua passagem por terras algarvias terá deixado para os seus discípulos e descendentes, muitas histórias verídicas e de encantar.

 

Nessa história o poeta descreve uma das suas passagens pelo estreito de Gibraltar, deixando a pairar no ar um certo perfume de mistério e de fantasia, ao afirmar ter efetuado uma travessia sem nenhum tipo de sobressaltos, observando do alto e sentado numa cadeira bem confortável e rotativa, toda a extensão do mar Mediterrâneo. Sugerindo até ter repetido a mesma viagem – a pedido e por puro prazer e divertimento – no mesmo dia e à mesma hora. Isto fez-me lembrar a Máquina do Tempo.

 

Os Árabes foram muito importantes para o desenvolvimento cultural e científico da Europa durante a sua passagem e estadia pelo nosso continente, podendo-se integrar nesse grupo o nosso poeta Ibério Algar

 

E para uma melhor compreensão da filosofia e experiência de vida de Ibério Algar, nada melhor do que a citação de uma frase a si atribuída: “O tempo não existe e daí a nossa possibilidade de viajarmos entre mundos de diferentes realidades opcionais, mas alternativas e paralelas. Atravessando níveis de realidade dispostas em camadas sobrepostas caoticamente, com diferentes alterações de valores padronizados de energia, capazes de aproveitar o aparecimento de buracos na matéria – por alteração da sua massa – para se transportar instantaneamente para outras órbitas energéticas diferenciadas, mas constituindo sempre como plataforma de vida, o mesmo elemento básico – a Partícula e o seu Universo”.

 

Com o início da reconquista cristã Ibério Algar acabou por se refugiar em Espanha partindo em direção à região de Granada, onde ficou instalado num palácio de um príncipe árabe durante um curto e merecido espaço de tempo, para repouso e recuperação necessária de tantas canseiras e sofrimentos. O seu rasto acaba por se perder nos misteriosos palácios e jardins de Alhambra, à procura daqueles que vira e com quem convivera outrora – numa das suas viagens “aéreas” – e que agora pareciam querer esconder-se ou fugir dele, talvez como desafio á força da sua fé e à sua crença nas forças do Universo.

 

O AGENTE BORBOLETA

(Ibério Algar pelo seu contador)

 

Criatura Sobrenatural muitas vezes associado ao fenómeno OVNI

 

I

 

A borboleta atravessou apressada a teia de aranha que se encontrava à sua frente e entrou pela janela do 1.º andar do prédio em ruínas, sem sequer pedir desculpa à aranha detentora daquela rede de alimentação. O dia estava frio e chuvoso e a hora combinada para o encontro aproximava-se rapidamente. Não queria falhar mais uma vez com a sua presença face ao intruso, nem deixar que a osga sua amiga se escapasse por entre as paredes rachadas da habitação, desaparecendo de novo como se não tivesse nada a ver com o assunto.

 

II

 

Aos olhos da borboleta a casa parecia ter uns mil anos, forte nos alicerces que a sustinha mas frágil nas paredes de madeira e de estuque que a fechavam. Os tetos já tinham desabado parcialmente, apresentando bocas abertas e escancaradas para os andares superiores do edifício em ruínas, que por um lado arejavam todos os animais aí residentes mas pelo outro lado permitia aos metediços e mal cheirosos morcegos entrarem e saírem a seu belo prazer. Tudo parecia ter sido mais uma vez combinado para a atrasar na sua missão, boicotando assim e de uma forma repetitiva, os seus planos tão minuciosamente elaborados.

 

O Sol é o farol da vida e o guardião do conhecimento do mundo onde vivemos. Mas não nos deixemos encandear pela força da Natureza e com isso, a maltratemos com as nossas experiências egocêntricas e absurdas

 

III

 

No interior da habitação do 1.º andar a borboleta virou à direita, dirigindo-se de seguida para o fundo do corredor mergulhado numa escuridão variável, dependendo do baloiçar do único candeeiro ainda em funcionamento. A corrente de ar quase que a fez chocar contra essa inesperada mas orientadora presença luminosa e enquanto se desviava para o seu lado esquerdo, ainda conseguiu vislumbrar no interior da bola iluminada o seu conhecido gafanhoto, lutando furiosamente contra aquela luz ofuscante e mortal; reparou de passagem numa outra cena deveras preocupante para o inseto – colocado mais acima sobre o cabo de suporte do candeeiro, numa posição de espera e de paciência próprio de um caçador experimentado, estava um cruel camaleão de estimação.

 

Construída à nossa imagem a casa física morre como nós, deixando no entanto espaços misteriosos por revelar, que nos inundam o pensamento e nos põe a sonhar

 

IV

 

Estava uma noite de Lua Cheia e a luz infiltrava-se por todos as fendas da casa. A zona das escadas era uma das mais bem iluminadas por esta luz suave e natural – vinda do exterior através da claraboia instalada no terraço – e por essa razão a ideia fixa da borboleta de se dirigir na sua direção, subindo as escadas aí construídas em espiral de modo a rapidamente alcançar o terraço. O encontro com a osga e com o intruso – a sua sombra sempre presente – fora combinado previamente e para esta noite, realizando-se no canto norte desse terraço. Mas a borboleta também já fora preparada para o que desse-e-viesse e alguns amigos de sangue estavam desde há momentos de alerta, para possíveis acidentes de percurso.

 

V

 

A osga e o intruso estavam à espera quando a borboleta transpôs finalmente a claraboia e se introduziu no espaço iluminado pela Lua, completamente às claras e a céu aberto. Inicialmente nada se passou, apenas se ouviu um ligeiro ruído em redor dos muros meios desfeitos que rodeavam todo o terraço. A borboleta pousou sobre o suporte apodrecido da antena de televisão, enquanto alguns grãos de ferrugem caiam sobre o telhado fendido e cheio de musgo, que ainda cobria parte da casa. Parou e pôs-se a observar. Enquanto isso a osga olhara para o intruso, acabando por ignorar as causas do ruído. Nesse momento tudo parou, até ao momento em que se deu a sucessão rápida de acontecimentos.

 

A Osga

Monstro meio-homem meio-réptil, o seu desejo é o de destruir todos os humanos à face da Terra

 

VI

 

Relembre-se que de um dos lados da barricada estavam a osga e o intruso e do outro lado a borboleta e um número indeterminado de amigos de sangue. Numa primeira fase a borboleta bateu as asas como combinado, esperando pela resposta sonora da osga. Ela deveria aparecer de seguida diante de si, assinalando a sua presença com uma luz emitida por um pirilampo fixado no seu corpo e transportando consigo a encomenda combinada. Tal não sucedeu o que começou a incomodar a borboleta. Numa segunda fase o intruso avisou a osga de que iria abandonar o local, deslocando-se em direção ao cabo desligado da antena, que se balouçava perto de uma tomada elétrica de emergência. A borboleta não o viu mas sentiu o seu calor e movimento. Enquanto isso a osga deslocou-se sorrateiramente até `perto da antena, colando-se a ela como um fantasma, numa posição acessível de ataque e de sucesso garantido, ficando aí pacientemente a aguardar. O intruso ligaria a antena à tomada, a borboleta sairia disparada com os efeitos da descarga, a osga cumpriria a sua função alimentar e acima de tudo a encomenda seria preservada.

 

O aparecimento do Intruso poderá ter ligações ao mundo fantástico do temível Chupa-Cabras

 

VII

 

Mas nada se passou assim. A borboleta levantou voo e a antena até aí equilibrada com a distribuição do peso insignificante do seu corpo, acabou por cair para o lado oposto ao do seu voo, esmagando e eletrocutando o intruso – que depois se veio a descobrir ser a fêmea tirana do casal – na sua queda aparatosa no chão. A osga desorientada com o sucedido, ainda tentou escapar-se no meio da confusão instalada, procurando escapulir-se no meio da primeira fenda viável que viesse a encontrar, o que também não conseguiu. Ao tentar pôr-se em retirada viu-se perante um verdadeiro exército de pulgas, térmites e carraças sugadoras que a cercaram, picaram, devoraram, furaram-lhe os olhos, empalmaram e desmontaram, não deixando nada para trás dado o perigo de voltarem a aparecer. A encomenda acabou por ser entregue ao seu legítimo dono, evitando-se assim males maiores para a humanidade e a continuidade da normalidade do quotidiano de todos os animais vivendo à superfície da Terra.

 

A Cibernética criou Marvin, O Androide Paranoide

Robot possuidor de um QI extraordinário, utilizado a bordo da nave espacial “Coração de Ouro” e exercendo as suas funções para a Companhia Cibernética Sírius

 

VIII

 

No seu quarto o agente começou a arrumar cuidadosamente os seus aparelhos eletrónicos, concluída que estava a missão que lhe tinha sido superiormente atribuída. Técnico reputado na área da cibernética e especializado em nano máquinas, era fácil constatar a delicadeza e carinho com que tratava os seus animaizinhos mecânicos – verdadeiros soldados da fortuna – não só pelo privilégio de tratar deles como de seres vivos se tratassem – pareciam cada vez mais conscientes das suas ações – como pela liberdade e segurança de ação que eles proporcionavam. Tinha vencido os outros agentes inimigos, não tendo a lamentar nenhuma vítima colateral.

 

IX

 

Pegou então na sua pequena mochila pessoal, olhou mais uma vez pela janela do seu pequeno quarto de hotel e comparando mentalmente este nascer do Sol com o do seu ponto de origem, pensou que poderia viver neste mundo alternativo sem grandes problemas de adaptação. Mas o arbítrio não o convencia a aceitar o desafio e sabia de antemão, que este nunca seria o seu verdadeiro lugar no Universo.

 

Falando de Espaço-Tempo: utilizando os “Buracos de Minhoca” podemos atalhar entre dois pontos muito distantes no Universo

 

X

 

Ligou finalmente o aparelho de transporte RET (redimensionador espácio-temporal), aplicado com técnicas biotecnológicas inovadoras no pulso do seu braço esquerdo – artefacto de alta tecnologia que o iria levar de volta ao seu lugar de partida – programando-o com toda a precisão e precauções associadas, de modo a atingir uma execução com pleno sucesso de todo o plano inverso de retorno. E então deixou de existir subitamente, engolido pelo espaço e recolocado no seu lugar.

 

(imagens – Google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:14

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