Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

25
Jul 13

“Suspeito de atribuir bolsas para pagar favores políticos e manter a sua sinecura”


              

Stephenson e Machete

 

A afirmação inicial foi proferida pelo então embaixador norte-americano em Portugal Thomas Stephenson, referindo-se a Rui Machete e à sua gestão à frente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

E acrescenta:

 

“Chegou a hora de decapitar Machete”

 

Por cá nem a sua passagem pelo conselho superior da SLN como Presidente e a sua ligação ao BPN – propriedade da mesma SLN – lhe estragou o seu percurso e currículo político, acabando por ser nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros por Passos Coelho e por contar com o apoio estratégico de Cavaco Silva: isto apesar do prejuízo brutal de 4 mil milhões que acabaram por cair sobre os contribuintes portugueses com o estouro da SLN/BPN, devido a mais um caso de gestão danosa, pelos vistos e mais uma vez, sem verdadeiros chefes e culpados – apenas uns quantos bodes expiatórios. E aqui reside o segredo do negócio e da sua capacidade infinita de retoma: a manutenção a todo o custo da situação, para se manter o controlo do processo e assegurar a sua boa conclusão.

No que diz respeito aos contribuintes, “que se lixem as eleições”!


Os novos Ministros, Moreira da Silva (PSD), Pires de Lima (CDS) e Rui Machete (PSD) e os antigos Ministros agora actualizados, Mota Soares (CDS), Assunção Cristas (CDS) e Paulo Portas (CDS)

 

Na imagem anterior: Ministros – Tomada de posse – 24.07.2013

 

Como curiosidade Pires de Lima foi o primeiro a chegar à tomada de posse no seu caso como Ministro da Economia, enquanto o seu antecessor Álvaro Pereira – o único Ministro a sair – nem sequer esteve presente. A bênção final com que terminou a tomada de posse bem que pode ser atribuída à nova Ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, ao garantir que “nunca teve divergências com o novo Vice-primeiro-ministro, Paulo Portas”.

Afinal andávamos todos enganados, eles incluídos.


Foi com o pai do Monstro “que se arranjou emprego para toda a rapaziada”; o problema é que além dos filhos legítimos do Monstro, a seguir vieram e sem avisar os malditos filhos bastardos: e aí estalou o conflito entre os familiares do Monstro com a casa a vir abaixo

 

Quanto a Rui Machete e quando todos nós pensávamos que o representante do Monstro no Governo (remodelado) se ia manter providencialmente calado, eis que este sai com mais uma afirmação no mínimo curiosa, em que criticava “a podridão de alguns hábitos políticos”. Mas como “o hábito faz o monge” e para ser mais preciso nas suas profundas declarações, devia ter dito (isso sim) – com toda a sua experiência como comprovativo – que criticava “a podridão dos actos políticos”. O problema é que nesse caso perderia o seu estatuto no Reino do Monstro.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:37

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