Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

09
Mar 15

"Só nas monarquias é que o rei podia designar o seu sucessor"
(Diogo Freitas do Amaral)

 

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O Rei vai Nu – Conto tradicional Português

 

Era uma vez um rei muito vaidoso e que gostava de andar muito bem arranjado.
Um dia veio ter com ele "uma costureira modista", que lhe falou assim:
- Majestade: sabemos que gosta de andar sempre muito bem vestido – bem vestido como ninguém; e bem o mereceis! Descobri um tecido muito belo e de tal qualidade que os tolos, que o rodeiam não são capazes de o ver. Com um fato assim Vossa Majestade poderá distinguir as pessoas inteligentes dos tolos, parvos e estúpidos que não servirão para a vossa corte, mas eu como humilde serva aqui estou para que Vossa Majestade possa desfrutar desta grandeza
- Oh! Mas é uma descoberta espantosa! Respondeu o rei. Tragam já esse tecido e façam-me o fato; quero ver as qualidades das pessoas que tenho ao meu serviço.
A costureira com um ajudante tirou as medidas e, daí a umas semanas, apresentou-se ao rei dizendo:
- Aqui está o fato de Vossa Majestade.
O rei não via nada, mas como não queria passar por parvo, respondeu:
- Oh! Como é belo! Oh! Como me sinto dono do Mundo!
Então os dois, a costureira e o ajudante, fizeram de conta que estavam a vestir o Rei. A notícia correu toda a cidade: o rei tinha um fato que só os inteligentes eram capazes de ver!
Um dia o rei resolveu sair para se mostrar ao povo. Toda a gente admirava a vestimenta, porque ninguém queria passar por estúpido, até que, a certa altura, uma criança, em toda a sua inocência, gritou:
- Olha, olha! O rei vai nu!

 

(conto e imagem: O Rei Vai Nu – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:29
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28
Dez 13

“Desde que perguntei ao Leão porque é que ele era o Rei – principalmente a partir do momento em que ele abriu a boca e me comeu – fiquei a saber desde logo que ele não compreendeu a questão: limitava-se a caçar, a comer, a dormir e a fornicar”

 

O Futuro poderá estar na utilização do Código Morsa

(uma mercadoria não reprodutora de mais-valia e como todo o ser vivo em vias de extinção)

 

Porque será que toda a nossa intelectualidade jornalística e comunicacional se candidata sempre candidamente e seja em que altura ou circunstância for, à desejada e premiada distinção oficial de prostituto(a) do regime?

 

Porque passados uns anitos – muito poucos e sempre com boas entradas – poderás recuperar o teu tempo perdido em comissões de serviço obrigatórias em favor do não reprodutivo interesse público, orientando o ultrapassado investimento estatal (e o dinheiro publico a ele associado) para o revolucionário investimento privado (depois de privatizados os lucros e nacionalizados os prejuízos).

 

E com todo este cenário envolvente e asfixiante montado em torno dum espectáculo repetidamente reproduzido e tacitamente autorizado – através da aplicação dum consenso previamente definido e institucionalizado – nada nos resta senão deitar fora o lixo e voltar a comprar, esperando que o outro que nos apoia no nosso processo de divórcio não se aproveite do nosso sofrimento e nos bata ainda mais, como se fossemos irracionais e insensíveis, merecedores de castigo por contestação e masoquistas por opção.

 

De facto somos implacáveis com o outro animal nosso semelhante que partilhou o seu espaço com os outros animais desse mesmo território (desde sempre partilhado) e no entanto se virarmos as costas ás nossas origens e formos castigados por referências intermédias ditas alternativas mesmo que idênticas, anulamo-nos e reconhecemos o mérito dos anteriores líderes primogénitos, aceitando o castigo por interposta pessoa, mas não reconhecendo a vitória do original inicialmente escolhido e desde o início aceite por normalizado.

 

“Soube agora que o Coelho saído da Cartola teve boas audiências televisivas nas suas Conversas Fiadas em Família, após a promessa (mais uma) do fim da presença da Troika no nosso país em meados do próximo ano de 2014 – ainda por cima face à emissão no mesmo horário de programas consagrados e habituais, como o é o caso do êxito Secret Story Zombie 4

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:12

11
Mai 12

“Eu não minto, eu não engano, eu não ludibrio”

(Vítor Gaspar)

 

Este Gaspar não é Rei Mago, só se for Familiar do Magoo!

 

No Ministério das Finanças vive um ministro sonâmbulo, que só nos fala a dormir – veja-se que pouco se mexe, só à ida e à volta.

 

Mas não se esqueçam que quem nos quer embalar, pode vir a adormecer, provocando com o seu sonho, a nossa tragédia final.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:29

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