Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

24
Abr 19

“In 2018, we consumed more oil than any prior year in history

– about 99.3 million barrels per day on a global basis.

This number is projected to rise again in 2019 to 100.8 million barrels per day.”

(Tyler Durden/zerohedge.com)

 

Um mapa das “Reservas do Mundo Petrolífero” atravessando os 5 continentes, onde é por demais evidente (para além da Oceânia) a “secura” da Europa Ocidental − com a exceção de duas ilhas mais a noroeste, o Reino Unido (2,6 BBP) e a Noruega (6,6 BBP) – se posta em contraste com o continente africano, o americano e o asiático: respetivamente mais de 130, de 540 e de 930 BPP. E sem dúvida com esta última − a Ásia − a poder ser nomeado a Rainha do Petróleo. (BPP: Biliões de Barris de Petróleo)

 

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Mapa das Reservas de Petróleo no Mundo

Dando de caras com os Campeões do Futuro

De um lado com a Venezuela

E do outro com a Arábia Saudita

 

Olhando para as três grandes potências mundiais que atualmente disputam entre si a supremacia e liderança tanto Militar como Económico-Financeira Global – tendo de um lado os EUA (no presente ainda a sede do Império Americano) e do outro a Rússia e a China (para já independentes, lutando lado a lado, conjugando interesses vitais e apresentando-se a curto-prazo, como alternativa ao Dólar talvez como o Império do Sol) a Rússia com 80, os EUA com 36,5 e a China com 25,6 BPP – e tomando em consideração as necessidades crescentes de cada um desses países na obtenção de matéria-prima para produção de Energia (algo de fundamental para o desenvolvimento destas Sociedades científico-tecnologicamente avançadas), concluindo-se da necessidade estratégica destas três grandes potências em aumentar as suas reservas energéticas, ou produzindo (mais) ou “adquirindo”.

 

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Tabela das Potenciais Reservas de Petróleo

Lideradas por territórios tão cobiçados

(como o demonstram bem os norte-americanos)

Como os da Venezuela e do Irão

 

Não se podendo ignorar e como única potência reinando na Terra desde o colapso final da URSS − escancarando todas as portas (e restantes aberturas) das principais fontes energéticas e territórios correspondentes, ao avanço, conquista e sua exploração por parte da única grande potência sobrevivente os EUA (mesmo que destruindo sociedades/civilizações como o Iraque e a Líbia) – a política avassaladora dos EUA especialmente em relação ao Petróleo, não só dominando no presente e a nível de comercialização todo o planeta (com a força do dólar, subindo e descendo o preço do crude à sua vontade, mesmo não sendo um grande produtor) como querendo controlar as que ainda lhes faltam (com grandes reservas): o Irão (a 4ª reserva) e claro está a Venezuela (de longe e só com os sauditas próximos a 1ª reserva em todo o planeta). E então o que ficaria para a Rússia e para a China − para já não falarmos dos outros como a emergente (futura grande potência) Índia: afinal norte-americanos sendo uns 330.000.000 e russos/chineses/indianos uns 2.600.000.000 – numa proporção de 1 para 8.

 

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Tabela dos Custos de Produção de Petróleo

Contrastando o alto custo de produção

Num total também elevado (UK, Canadá)

Com os mínimos de países do Médio-Oriente (Iraque/Irão/Arábia Saudita)

 

Dedicando-nos mais às tabelas onde os EUA surgem apenas como possuindo as 11ª maiores reservas de Petróleo do Mundo (Rússia 8ª e China 13ª), com o mesmo equilibrando e superando a escassez do mesmo controlando todos os outros mercados, com poucas outras redes (produzindo/comercializando petróleo) lhes escapando “se não pagando ou se afiliando”: salvo e como é óbvio (olhando apenas para o Top 10 das reservas) a Rússia e agora os grandes inimigos o Irão (4ª maior reserva de petróleo e pronta para o ataque) e a Venezuela (a Maior, a 1ª, logo ali abaixo e preparada para a invasão). E na 1ª Divisão Petrolífera integrando 10 equipas, de momento com 7 a 3 (Venezuela/Irão/Rússia), mas com os desejos (do árbitro norte-americano) no 9 a 1 (de um lado só ficando/isolada a Rússia).

 

Entre os Maiores Exportadores de Petróleo Mundiais (de 2018) com os únicos países a ultrapassarem os 100 biliões de dólares a serem a (1º) Arábia Saudita (182,5 biliões e quase 16% do mercado) e a (2º) Rússia (129,0) com o (3º) Iraque (91,1) a completar o pódio; surgindo logo os (7º) EUA (47,2) seguido pelo (8º) Irão (45,7). Com o maior exportador europeu a ser a (12º) Noruega (33,3 biliões) e com a (15º) Venezuela a cair na crise e nos biliões (26,4). E no meio de tudo isto com Portugal a assistir (e a pagar como sempre), quando devendo descer o petróleo (o seu preço) e por causa dos norte-americanos (virados para a Venezuela e Irão), sucede precisamente o oposto e o mesmo continua a subir: “se nada nem ninguém o parar, talvez até ao Mundo terminar.”

 

Já quanto à tabela dos Custos de Produção de Petróleo, salientando-se o elevado custo de produção face aos gastos totais (já por si elevados para a produção obtida) por parte de países como o Reino Unido (39%) e o Canadá (43%) e do lado oposto com os países do Médio-Oriente −  como o Irão, o Iraque e a Arábia Saudita − a serem os mais poupados.

 

(dados/imagens: Tyler Durden/Mapping The Countries With The Most Oil Reserves/04/22/2019/zerohedge.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:03

19
Mar 13

"A ilha mediterrânica está prestes a entrar numa era de "austeridade severa, de dor inconcebível e sem fim"

(Paul Krugman)

 

Nicósia

 

Até os neofascistas são liberais. Ou será o contrário?

É que nesta Europa é tudo muito confuso!

 

O problema de Chipre reside nos direitos de exploração das reservas de gás natural dum país integrado na Comunidade Económica Europeia, financeiramente dominado pelo governo russo, por empresários russos e pela máfia russa. Até agora os dirigentes europeus nunca se tinham incomodado muito com este paraíso fiscal – apenas mais um entre os diversos offshore por eles utilizados – ignorando sem grandes preocupações a crescente influência russa no sistema financeiro cipriota e a consequente lavagem de dinheiro sujo. Mas com o agravamento da crise que assola toda a Europa – que atingiu o sul, atinge agora o centro e acabará por chegar ao norte – e com o assalto aos mercados por parte dos novos centros mundiais de poder – Rússia/Países Árabes, China/Ásia e com os USA/UK como “observadores e também parte interessada” – os lobbies económicos europeus finalmente falaram mais alto: não porque reconhecessem finalmente a miséria moral e económica em que a Europa estava a cair – sem perspectivas de escapar do abismo e ao seu fim previsível a curto prazo – mas porque os seus direitos adquiridos e interesses estritamente pessoais poderiam estar agora a ser postos em causa, face à possibilidade duma matéria-prima produtora de mais-valia e pertencente à CEE, poder passar para as mãos dos novos usurpadores imperialistas.

 

E que golpada: de uma só vez assaltavam-se os russos – atacando as suas contas – assaltavam-se os cipriotas – atacando as suas poupanças – e assaltava-se o Chipre – atacando as suas reservas de gás natural. E o que é que a CEE oferecia em troca? Retirar a ameaça de lançar o país na bancarrota e o seu povo na miséria total e emprestar em troca – pela garantia da obtenção dos direitos exclusivos de exploração das reservas de gás natural – uma quantia ridícula para o total do orçamento comunitário e que provavelmente até uma grande empresa russa como a GazProm, acabaria por chegar a acordo para emprestar e com juros menos elevados. E claro está (golpada) que também forneceria austeridade, mas sem bancarrota e com uma miséria mais suportável.

 

Na minha terra a estes indivíduos chamamos ladrões e são todos enviados para a cadeia!

Só não vão para lá se estiverem cheias mas se calhar é bem pior para eles!

 

(imagem – google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:40

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