Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

02
Out 19

“Com os russos despachando abruptamente

as suas reservas em “dólares e libras”

e optando por “yuan, euros e OURO.”

 

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Olhando para o gráfico (The Central Bank of the Russian Federation/rt.com) associado a um documento recentemente publicado pelo Banco Central da Confederação Russa (CBR)

 

− E referindo-se ao período (de 1 ano) indo de 31.03.2018 a 31.03.2019

 

Sendo fácil de constatar o caminho já iniciado pelas Grandes Potências Mundiais Emergentes como a RÚSSIA e como a CHINA (e já sendo seguida por outros países sobretudo regionais, como será o caso da ÍNDIA), tentando libertar-se da Guilhotina do Dólar (sustentada pelas suas extraordinárias Impressoras e pelo poderio avassalador Militar Norte-Americano) procurando soluções alternativas e viáveis para se poderem movimentar sem coações (sansões unilaterais e desrespeitando diretivas da UN) e em liberdade no Mercado Global:

 

Substituindo progressivamente (e com o objetivo de as tornar cada vez mais irrelevantes) as suas reservas em DÓLARES − anteriormente a referência Padrão (imposta pelo Banco Mundial, pelo FMI, pelos EUA) − diversificando a aplicação e investindo noutras moedas, mas sobretudo substituindo as mesmas por metais preciosos como o é (entre outros como a Platina, a Prata e até o Cobre) o OURO.

 

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Não optando pela Opção Militar (pelo menos para já e dado o poderio norte-americano) e deparando-se com uma Guerra Económica declarada pelos EUA, naturalmente com o Grande Bloco Oriental constituído pela dupla CHINA-RÚSSIA e claramente Económica e Financeiramente em ascensão (ao contrário do que os sinais presentes indicam para o futuro do Grande Bloco Ocidental, apontando para a Queda do Império Norte-Americano, a sua base única de sustentação), desligando-se da referência Dólar (na realidade não passasse na troca de papel) e optando por uma correspondência real, material (como será o caso dos metais preciosos e de muitas outras matérias-primas) – e não apenas as derivadas da madeira, cada vez mais parecendo (até pela adoração) santinhos não de madeira, mas de papel”.

 

E ainda não optando pela para muitos ainda enigmática BITCOIN (o que não quer dizer que já não existam aplicações nesta moeda tanto no Ocidente como no Oriente e pelo contrário, só não o sendo oficialmente) com a Confederação Russa no que toca às suas RESERVAS a trocar o DÓLAR e a LIBRA (de quase 52% descendo para pouco mais de 30%), pelo YUAN, o EURO (com a Europa chegando-se cada vez mais à China) e o OURO (de cerca de 44% subindo para quase 63%).

 

E no meio disto tudo (e apesar de todos os Alarmes e de tantos Sinais) o que fazem os EUA (para além de se denegrirem interna e externamente)?

 

(imagens: wikipedia.org – CBR/RT/rt.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:38

28
Ago 19

[Esclarecimento importante para aqueles que ouviram Emmanuel Macron a dizer que a Amazónia produz 20% do oxigénio que respiramos − logo ardendo toda, podendo-se ficar com falta de ar, asfixiar e até morrer – quando na realidade a esmagadora maioria do oxigénio que respiramos tem origem não em terra mas nos oceanos, com as suas reservas estando previstas para perdurar ainda por mais alguns milhões de anos. Não sendo, portanto, necessário suster a respiração para se poupar.]

 

Amazon Wildfires Are Horrifying

But They're Not Destroying Earth's Oxygen Supply

(Scott Denning/livescience.com)

 

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Even if the entire Amazon rainforest burned down,

we'd be okay

 

Fires in the Amazon rainforest have captured attention worldwide in recent days. Brazilian President Jair Bolsonaro, who took office in 2019, pledged in his campaign to reduce environmental protection and increase agricultural development in the Amazon, and he appears to have followed through on that promise.

 

The resurgence of forest clearing in the Amazon, which had decreased more than 80% following a peak in 2004, is alarming for many reasons. Tropical forests harbor many species of plants and animals found nowhere else. They are important refuges for indigenous people, and contain enormous stores of carbon as wood and other organic matter that would otherwise contribute to the climate crisis.

 

Some media accounts have suggested that fires in the Amazon also threaten the atmospheric oxygen that we breathe. French President Emmanuel Macron tweeted on Aug. 22 that "the Amazon rain forest — the lungs which produces 20% of our planet's oxygen — is on fire."

 

The oft-repeated claim that the Amazon rainforest produces 20% of our planet's oxygen is based on a misunderstanding. In fact nearly all of Earth's breathable oxygen originated in the oceans, and there is enough of it to last for millions of years. There are many reasons to be appalled by this year's Amazon fires, but depleting Earth's oxygen supply is not one of them.

 

[Artigo inicial de Scott Denningm − seguido de Oxygen from plants, Oxygen production in the oceans e Don’t hold your breath – publicado originalmente em The Conversation/ theconversation.com/amazon-fires-are-destructive-but-they-arent-depleting-earths-oxygen-supply-122369]

 

[Numa inocente e bem intencionada calinada saída da boca do Presidente francês Emmanuel Macron − referindo-se às consequências dos Fogos na Selva Amazónica na produção do oxigénio que respiramos − alarmando-nos (caso a destruição continuasse, tornando-se total) com uma queda de 20% na sua produção, podendo até levar-nos à concretização de efeitos perigosos como “a falta de ar” − uma afirmação ERRADA quando a grande maioria tem origem nos oceanos a opção CORRETA – um momento de recordação e de associação a um caso extremamente semelhante e interessante (mesmo persistindo no erro, pois com o mesmo e sendo repetido se aprende) nele intervindo um outro posto da mesma hierarquia social mas a outro nível da estrutura, com uma professora a justificar o tempo quente que se fazia sentir na sua terra e no Verão, com a presença da TERRA (no cumprimento da sua órbita elíptica em torno da sua estrela)  mais perto do SOL: quando no outro hemisfério era Inverno. Erros mesmo que divulgados se tentados no mínimo ser esclarecidos, podendo no futuro (como método pedagógico de instrução recorrendo frequentemente ao erro para impulsionar ainda mais a dúvida e a questão) ser deveras instrutivos.]

 

(texto/inglês: Scott Denning/livescience.com − imagem: iStock/Getty Images Plus/livescience.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:25

24
Abr 19

“In 2018, we consumed more oil than any prior year in history

– about 99.3 million barrels per day on a global basis.

This number is projected to rise again in 2019 to 100.8 million barrels per day.”

(Tyler Durden/zerohedge.com)

 

Um mapa das “Reservas do Mundo Petrolífero” atravessando os 5 continentes, onde é por demais evidente (para além da Oceânia) a “secura” da Europa Ocidental − com a exceção de duas ilhas mais a noroeste, o Reino Unido (2,6 BBP) e a Noruega (6,6 BBP) – se posta em contraste com o continente africano, o americano e o asiático: respetivamente mais de 130, de 540 e de 930 BPP. E sem dúvida com esta última − a Ásia − a poder ser nomeado a Rainha do Petróleo. (BPP: Biliões de Barris de Petróleo)

 

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Mapa das Reservas de Petróleo no Mundo

Dando de caras com os Campeões do Futuro

De um lado com a Venezuela

E do outro com a Arábia Saudita

 

Olhando para as três grandes potências mundiais que atualmente disputam entre si a supremacia e liderança tanto Militar como Económico-Financeira Global – tendo de um lado os EUA (no presente ainda a sede do Império Americano) e do outro a Rússia e a China (para já independentes, lutando lado a lado, conjugando interesses vitais e apresentando-se a curto-prazo, como alternativa ao Dólar talvez como o Império do Sol) a Rússia com 80, os EUA com 36,5 e a China com 25,6 BPP – e tomando em consideração as necessidades crescentes de cada um desses países na obtenção de matéria-prima para produção de Energia (algo de fundamental para o desenvolvimento destas Sociedades científico-tecnologicamente avançadas), concluindo-se da necessidade estratégica destas três grandes potências em aumentar as suas reservas energéticas, ou produzindo (mais) ou “adquirindo”.

 

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Tabela das Potenciais Reservas de Petróleo

Lideradas por territórios tão cobiçados

(como o demonstram bem os norte-americanos)

Como os da Venezuela e do Irão

 

Não se podendo ignorar e como única potência reinando na Terra desde o colapso final da URSS − escancarando todas as portas (e restantes aberturas) das principais fontes energéticas e territórios correspondentes, ao avanço, conquista e sua exploração por parte da única grande potência sobrevivente os EUA (mesmo que destruindo sociedades/civilizações como o Iraque e a Líbia) – a política avassaladora dos EUA especialmente em relação ao Petróleo, não só dominando no presente e a nível de comercialização todo o planeta (com a força do dólar, subindo e descendo o preço do crude à sua vontade, mesmo não sendo um grande produtor) como querendo controlar as que ainda lhes faltam (com grandes reservas): o Irão (a 4ª reserva) e claro está a Venezuela (de longe e só com os sauditas próximos a 1ª reserva em todo o planeta). E então o que ficaria para a Rússia e para a China − para já não falarmos dos outros como a emergente (futura grande potência) Índia: afinal norte-americanos sendo uns 330.000.000 e russos/chineses/indianos uns 2.600.000.000 – numa proporção de 1 para 8.

 

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Tabela dos Custos de Produção de Petróleo

Contrastando o alto custo de produção

Num total também elevado (UK, Canadá)

Com os mínimos de países do Médio-Oriente (Iraque/Irão/Arábia Saudita)

 

Dedicando-nos mais às tabelas onde os EUA surgem apenas como possuindo as 11ª maiores reservas de Petróleo do Mundo (Rússia 8ª e China 13ª), com o mesmo equilibrando e superando a escassez do mesmo controlando todos os outros mercados, com poucas outras redes (produzindo/comercializando petróleo) lhes escapando “se não pagando ou se afiliando”: salvo e como é óbvio (olhando apenas para o Top 10 das reservas) a Rússia e agora os grandes inimigos o Irão (4ª maior reserva de petróleo e pronta para o ataque) e a Venezuela (a Maior, a 1ª, logo ali abaixo e preparada para a invasão). E na 1ª Divisão Petrolífera integrando 10 equipas, de momento com 7 a 3 (Venezuela/Irão/Rússia), mas com os desejos (do árbitro norte-americano) no 9 a 1 (de um lado só ficando/isolada a Rússia).

 

Entre os Maiores Exportadores de Petróleo Mundiais (de 2018) com os únicos países a ultrapassarem os 100 biliões de dólares a serem a (1º) Arábia Saudita (182,5 biliões e quase 16% do mercado) e a (2º) Rússia (129,0) com o (3º) Iraque (91,1) a completar o pódio; surgindo logo os (7º) EUA (47,2) seguido pelo (8º) Irão (45,7). Com o maior exportador europeu a ser a (12º) Noruega (33,3 biliões) e com a (15º) Venezuela a cair na crise e nos biliões (26,4). E no meio de tudo isto com Portugal a assistir (e a pagar como sempre), quando devendo descer o petróleo (o seu preço) e por causa dos norte-americanos (virados para a Venezuela e Irão), sucede precisamente o oposto e o mesmo continua a subir: “se nada nem ninguém o parar, talvez até ao Mundo terminar.”

 

Já quanto à tabela dos Custos de Produção de Petróleo, salientando-se o elevado custo de produção face aos gastos totais (já por si elevados para a produção obtida) por parte de países como o Reino Unido (39%) e o Canadá (43%) e do lado oposto com os países do Médio-Oriente −  como o Irão, o Iraque e a Arábia Saudita − a serem os mais poupados.

 

(dados/imagens: Tyler Durden/Mapping The Countries With The Most Oil Reserves/04/22/2019/zerohedge.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:03

19
Mar 13

"A ilha mediterrânica está prestes a entrar numa era de "austeridade severa, de dor inconcebível e sem fim"

(Paul Krugman)

 

Nicósia

 

Até os neofascistas são liberais. Ou será o contrário?

É que nesta Europa é tudo muito confuso!

 

O problema de Chipre reside nos direitos de exploração das reservas de gás natural dum país integrado na Comunidade Económica Europeia, financeiramente dominado pelo governo russo, por empresários russos e pela máfia russa. Até agora os dirigentes europeus nunca se tinham incomodado muito com este paraíso fiscal – apenas mais um entre os diversos offshore por eles utilizados – ignorando sem grandes preocupações a crescente influência russa no sistema financeiro cipriota e a consequente lavagem de dinheiro sujo. Mas com o agravamento da crise que assola toda a Europa – que atingiu o sul, atinge agora o centro e acabará por chegar ao norte – e com o assalto aos mercados por parte dos novos centros mundiais de poder – Rússia/Países Árabes, China/Ásia e com os USA/UK como “observadores e também parte interessada” – os lobbies económicos europeus finalmente falaram mais alto: não porque reconhecessem finalmente a miséria moral e económica em que a Europa estava a cair – sem perspectivas de escapar do abismo e ao seu fim previsível a curto prazo – mas porque os seus direitos adquiridos e interesses estritamente pessoais poderiam estar agora a ser postos em causa, face à possibilidade duma matéria-prima produtora de mais-valia e pertencente à CEE, poder passar para as mãos dos novos usurpadores imperialistas.

 

E que golpada: de uma só vez assaltavam-se os russos – atacando as suas contas – assaltavam-se os cipriotas – atacando as suas poupanças – e assaltava-se o Chipre – atacando as suas reservas de gás natural. E o que é que a CEE oferecia em troca? Retirar a ameaça de lançar o país na bancarrota e o seu povo na miséria total e emprestar em troca – pela garantia da obtenção dos direitos exclusivos de exploração das reservas de gás natural – uma quantia ridícula para o total do orçamento comunitário e que provavelmente até uma grande empresa russa como a GazProm, acabaria por chegar a acordo para emprestar e com juros menos elevados. E claro está (golpada) que também forneceria austeridade, mas sem bancarrota e com uma miséria mais suportável.

 

Na minha terra a estes indivíduos chamamos ladrões e são todos enviados para a cadeia!

Só não vão para lá se estiverem cheias mas se calhar é bem pior para eles!

 

(imagem – google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:40

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