Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

11
Ago 16

“No incêndio da Madeira com o seu responsável máximo a chegar a recusar inicialmente a oferta de ajuda exterior (afinal de contas já tinha 50 elementos no terreno) para no final e face às dimensões do desastre apresentar números verdadeiramente dramáticos e desde já expressos em milhões (para já 55 milhões de euros só no concelho do Funchal). Qual a participação/responsabilização do mesmo?”

 

Enquanto a esmagadora maioria dos portugueses felizardos (indivíduos com algum dinheiro no bolso mesmo que seja emprestado) está a banhos no Algarve – com a nossa E-LITTLE a invadir a sua capital Albufeira (e eu a pensar como plebe que era Faro) – o resto de Portugal parece ter sido de novo entregue nas mãos dos promotores móveis de incêndios: desde as zonas do interior/litoral norte do continente (entre outros Viana do Castelo, Águeda, Aveiro e Viseu) até às encostas sul da Madeira (logo do lado do Funchal e afetando toda a costa sul da ilha).

 

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Ilha da Madeira – Imagem de satélite – 10 Agosto 2016

 

Uma tradição incendiária desde há muito implementada em Portugal (por vezes interrompida até ao crescimento duma renovada zona verde) e que cada vez nos aproxima mais das áreas secas e desérticas do norte do continente africano (tendo como exemplo próximo o reino de Marrocos). Numa responsabilização que nunca poderá ser exclusivamente remetida para loucos, alcoolizados e velhinhos dementes (e mesmo para aqueles todos que imitando o maior proprietário – o Estado – não fazem por mera e lucrativa imitação a manutenção dos seus terrenos), mas estendida àqueles que assumindo a responsabilidade pelo sector tentam atirar para cima das costas de outros (entenda-se os seus subordinados) todo o ónus do desastre. Fáceis de encontrar na estrutura política e na sua máquina administrativa – concessionada por períodos de tempo pelos eleitores (eleições) e eleitos (nomeações).

 

Com os incêndios a provocarem imensa destruição na fauna/flora local, a deslocação em fuga de mais de um milhar de pessoas, a destruição de várias instalações e casas de habitação que foi encontrando pelo caminho, o aparecimento no mínimo de 5 vítimas (3 mortos e 2 feridos) e até a chegada dos incêndios ao interior da cidade do Funchal. E com notícias negativas a começarem a chegar para o turismo da Madeira, como consequência das notícias divulgadas mundialmente sobre mais esta catástrofe registada na região: com turistas a tentarem anular a sua programada estadia na ilha.

 

(imagem: worldview.earthdata.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:10

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