Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

05
Jan 18

Podendo-se desde já ter a certeza (quase absoluta) de que com qualquer um destes a Presidente (e mantendo-se o Mundo normal), a Geringonça arrisca-se a Governar (Portugal) pelo menos mais 4 anos (a partir de 2019 num 2ºmandato) ‒ nem o Professor os salvando.

 

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Santana Lopes

(Lisboa, 61 anos)

 

Para quem ainda tinha dúvidas sobre quem tem (prioridade de) acesso ao Poder, basta para tal conhecer quem são os candidatos do PSD (Rui Rio e Santana Lopes) para suceder ao seu anterior Presidente (Pedro Passos Coelho): a Pedro Passos Coelho (PSD) ex-1ºMinistro (fixando-nos no buraco e posteriormente sendo derrotado apesar de vencedor), sucedendo a (colocando-nos no buraco e atualmente a contas com a Justiça) José Sócrates (PS) e antecedendo a chegada (retirando-nos do buraco) de António Costa (PS) ‒ o tal da dita Geringonça mas que apesar de tudo (de toda a maledicência tão típica do português invejoso) ainda funciona ‒  sendo agora proposto aos militantes do PSD (numa tentativa de revitalizar o partido tentando de novo alcançar o Poder) mais dois dos seus mais conhecidos fósseis, pelo seu passado profissional e político (infelizmente misturando-se e confundindo-se como acontece com a esmagadora maioria da nossa classe política) nem se sabendo qual deles (poderá ser) o melhor (?!).

 

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Rui Rio

(Porto, 60 anos)

 

Vivendo-se hoje em dia governado por uma Geringonça (assim denominada pelos seus detratores e acarinhada pelos seu criadores) e por um dos Ícone da TV (anos e anos na TV a dizer-nos o que fazer) Portugal encontra-se agora entalado entre um Governo que (como todos os outros e para sobreviver) Tenta Fazer (infelizmente a maior das vezes não sabendo como e nada fazendo, um hábito dos nossos políticos) e um Presidente (servindo-se de pretensos afetos) que Exige ‒ como se a História (de qualquer grupo) além de um Presente não tivesse igualmente um Passado.

 

E à falta de quem queira ou na realidade que o consiga (nestas ocasiões de indefinição e de difícil acesso ao Poder) sendo uma das vias de resolução (temporária, mas não de solução definitiva) o recurso às prateleiras (para cima tirando-os de lá/e dando-lhes um tacho, para baixo deixando-os ficar/esperando que desistam): de um lado com Santana Lopes (ex-1ºMinstro) e do outro com Rui Rio (ex-Presidente da C. M. Porto) ‒ qual deles o pior (para tal bastando recorrer ao dito na época sobre o primeiro/mesmo sendo temporário, ou pedir a opinião dos residentes no Porto sobre o cargo do segundo). Não se compreendendo que após a derrota mais absurda ocorrida desde o 25 de Abril de 1974 (já lá vão quase 43 anos) e tendo como principal responsável desta grande enormidade política o seu líder de então (ainda ocupando a cadeira), ninguém de Novo tenha avançado (inexplicável e especialmente do interior da nova geração política/JSD, sugerindo-nos com a sua ausência poder estar implicado em conluio com os mais velhos ‒ os que antes o promoveram) limitando-se a estes dois devendo já estar reformados.

 

(imagens: jn.pt/Lusa e rtp.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:54

26
Set 16

“Enquanto usufruímos ao pormenor de imagens recorrentes de um Mundo Morto por outro lado e incompreensivelmente muitos de nós ainda cumprem (tranquilamente e como suicidas) o caminho necessário para a concretização desse mesmo cenário: como se o passado e o presente de Marte fosse um Espelho do futuro da Terra.”

 

Correndo a sudeste da planície ELYSIUM (região vulcânica de coordenadas 2⁰N 155⁰E e com cerca de 3000Km de extensão) entre as margens da fossa CERBERUS (fissuras geológicas provocadas pela deslocação de magma na superfície marciana), um rio de tons azulados (devido à presença de areias basálticas) atravessa fissuras abertas e descontínuas na superfície de MARTE, como se estivesse vivo e como que serpenteando para o provar.

 

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Rio Azul

MARTE – CERBERUS FOSSAE

MRO – PIA 21063

 

Um exemplo de como a ação de simples agentes erosivos (ao longo de muito tempo) pode criar simultaneamente um conjunto complementar incluindo realidades e ilusões (construindo a nossa própria tela e projeção) no caso do planeta MARTE com a ação dos VENTOS à sua superfície a ser o elemento responsável pela criação destes cenários extraordinários e marcianos (e por associação fazendo-nos lembrar a TERRA).

 

Criando a MAGNÍFICA e distante ILUSÃO de podermos observar e registar num mundo longínquo e onde o Homem nunca esteve, um RIO AZUL respeitando todos os padrões fundamentais do curso de um rio terrestre (um leito e duas margens dinâmicas) deslocando-se entre planícies de areias e de poeiras e serpenteando-as até ao horizonte. Apesar de na verdade as areias não se deslocarem muito como se estivessem meio-mortas.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:22
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20
Set 16

Diga o que disser o Porto foi a cidade onde nasci. Da janela do sótão da casa onde então habitava (a janelinha do Douro) podendo vislumbrar entre uma floresta de árvores vivas e verdejantes (quase que lhe sentindo o cheiro), o rio Douro serpenteando como um jovem réptil entre as suas duas margens certinhas e curvilíneas ainda antes do Palácio do Freixo (projetado no século XIX pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni).

 

Vindo do lado da Ribeira e após transpormos o rio Douro atravessando a plataforma inferior da ponte de D. Luís (na superior circula agora o metro ligando o Porto a Gaia) entramos na moderna área de restauração alternativa à outra margem. Para um turista acidental (mas conhecedor da cidade) dando um banho à Ribeira e elevando o cais de Gaia a novo postal publicitário (da região Gaia/Porto).

 

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Barcos rabelos no cais de Gaia

Barcos construídos na altura para navegarem no leito dum rio Douro então muito mais agitado e por vezes movimentando-se entre margens abrutas e estreitas (em partes do seu percurso); utilizado para o transporte dos barris de Vinho do Porto da região vinhateira às caves de Gaia (até cerca de 100 barris); numa altura em que a região não dispunha de comboios ou de estradas só disponíveis para o final do século IXX; data que inicia o fim da utilização destes barcos para esta função concluída por volta dos anos sessenta (1964) e reconvertidos atualmente ao turismo – lutando selvaticamente contra os novos predadores (os novos barcos turísticos); pelo menos não morreram e como tal serão sempre recordados.

 

Com uma verdadeira Feira Popular plantada numa das margens do Douro, mas a um ritmo mais calmo um pouco do tipo Gourmet: pretensamente com bom aspeto (talvez pela surpresa do cenário inicial) mas sabendo a muito pouco (como um mero ritual de passagem). Com transportes, peões, pontes, mergulhadores, barcos de recreio, comida, bebida, helicópteros, artesanato e todo um mundo sem fim, carregado de animais e de muitos dos seus artefactos.

 

 

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Reserva Natural do Estuário do Douro

Talvez uma das zonas menos visitadas e conhecidas do estuário do Douro (para os aí residentes não certamente) e que pela sua beleza e enquadramento rio/oceano (pequena fronteira de areia estática separando parcialmente os dois enormes volumes líquidos e dinâmicos) nos deixa ainda alguma nostalgia do passado (afinal de contas já se trata de um reserva), face a uma certa selvajaria do presente (encoberta pelo progresso); numa iniciativa conjunta Gaia/Porto com menos de dez anos, tendo como objetivo proteger as aves e conservar este seu belo refúgio; como guarda-rios, garças-reais, papa-ratos, maçaricos-das-rochas, rolas-do-mar, tarambolas, seixoeiras, piscos-de-peito-azul e gaivotas.

 

Um rio nascido em Espanha e desaguando entre o Porto e Gaia após um extenso trajeto de cerca de 850Km (desde a serra de Urbião). Integrando a Região Vinhateira do Douro Património da Humanidade: com as suas barragens, a sua fauna e flora caraterística (aves, outros animais e vegetação), a topografia particular do seu terreno (com os seus montes, encostas e fragas), a sua gastronomia e claro como a água o precioso Vinho do Porto.

 

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Costa Atlântica na zona da Afurada

Na zona de contacto entre o rio Douro e o oceano Atlântico; integrando do lado da cidade Invicta o Porto de Leixões (o maior da região norte) e desde o Verão do ano passado o novo terminal de cruzeiros (com a construção a ser iniciada no segundo mandato de José Sócrates); do lado que mais me diz respeito (da Afurada até Espinho) até porque vivi no Porto e na terra dos vareiros (costa de S. Jacinto até Espinho), vejo logo a diferença entre passado e presente – não reconheço a terra nem mesmo os seus habitantes (passada uma só geração); num litoral pejado de gente, antes apenas com casas (para dormir e trabalhar) agora com diversão (para descansar e pensar); certamente melhor e por simples transformação.

 

Terminando o seu trajeto (desde Espanha) no Estuário do Douro, ao confrontar-se na foz com o oceano Atlântico. Num passeio que a partir do tabuleiro inferior da ponte D. Luís nos transportará desde esta margem do Douro até às praias do litoral, situadas mais a sul e até com um passadiço (incompleto?): por uma extensa marginal das Caves até Espinho (onde se localiza a Feira mas também o Casino – agora com o comboio definitivamente afastado).

 

(imagens: Produções Anormais)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:11
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25
Mar 11

Lisboa - Março 2011

 

Lisboa numa noite de Lua Cheia.

Em primeiro plano, a Torre de Belém, flutuando sobre as margens do rio Tejo e suspensa no ar, pela força bruta de cabos e pilares dos tabuleiros da ponte 25 de Abril.

Preenchendo a parte inferior deste quadro, o reflexo acobreado proporcionado pelas águas serenas do Tejo; e ao fundo, segurando o rio no seu leito protector, a terra amada e subestimada, subjugada pelo esmagamento tecnológico da estrutura metálica e imponente da ponte.

Lá em cima, acompanhando-nos como um farol no mar, em dia de tempestade, a Lua dos nossos sonhos, o mundo da nossa infância.

Em noite de Lua Cheia!

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:11
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