Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

05
Jun 20

Com os EUA em desagregação (o Império do Ocidente), a China e a Rússia já aí (o Império do Oriente) e com o Resto do Mundo entretido (nele se incluindo a Europa e numa ponta Portugal) com o lhes que sairá do sorteio ─ Covid-19: o período que nos dará a usufruir (numa mensagem subliminar, faltando apenas e para compreendermos, o manual de instruções) uma nova definição de normalidade.

 

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Robert F. Kennedy

(1925/1968)

 

Numa sucessão de assassinatos iniciada em 1963 ─ com John F. Kennedy 35º Presidente dos EUA ─ e rematada em 1968 ─ com mais dois assassinatos, o do pastor protestante Martin Luther King Jr., seguido do de Robert F. Kennedy 64º Procurador dos EUA ─ comemorando-se hoje (5 de junho de 1968) o 52º aniversário do assassinato de um destes históricos ─ integrando esse trio brilhante ─ nunca mais sendo possível de reproduzir nos EUA: Robert F.  Kennedy.

 

Mais de meio século passado sobre este triplo assassinato, tornando esse crime (pensado e concretizado sequencialmente) ainda mais intenso e revoltante, quando vemos o estado em que a ainda considerada maior potência do Mundo (cada vez mais aparente face à subida do Bloco China/Rússia) se situa no presente: completamente secionada por dois grupos de oportunistas ─ Republicanos e Democratas ─ servindo-se de tudo, de todos e de todas as estratégias (jamais imaginadas, por cruéis) para manterem de qualquer modo e feitio o seu poder.

 

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Predadores CNN e FOX

(as presas sendo os norte-americanos)

 

Um estado dividido entre uma organização militar poderosa (Complexo Industrial Militar) e uma sociedade civil dominada por puros especuladores (Multimilionários), em que tudo o resto não passa de mera publicidade sustentando esta irreal, mas (tal como na ocorre na Religião) omnipresente Sociedade do Espetáculo: em que o Povo é apenas mais um simples objeto colocado à disposição do poder (militar e civil) e tendo que (tal como o objeto) ser produtor de mais-valia caso contrario sendo imediatamente descontinuado (substituído por robots).

 

No presente e sob a alçada de uma moeda (o Dólar) mantendo-se no topo pela sua história, mas cada dia que passa com menor correspondência real (apenas papel e uma impressora, quando o que cada vez mais vale, é o minério “dourado”), inserindo-se num cenário proporcionando-nos a visão do estertor final de um Império, como que se perdendo o seu sentido de sobrevivência coletivo, em desespero o transformasse (o coletivo e como se tal fosse possível, senão de uma forma esquizofrénica) numa luta individual de famílias: de um lado morrendo-se por Clinton e do outro por Trump, infelizmente as faces da mesma moeda.

 

(imagens: sott.net ─ google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:08

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