Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

04
Mai 20

Na rota do SARS-CoV-2 (em Portugal ainda esta segunda-feira registando-se mais 20 Vítimas Mortais/VM e 143 indivíduos em estado grave/crítico, totalizando 1.063 VM numa taxa de mortalidade/provisória de 4,2%) e entrados numa 2ª fase ─ não descurando a Saúde (mantendo-nos cautelosos), mas regressando à Economia (tentando ressuscita-la) ─ neste dia 4 de maio de 2020 pelo menos no que diz respeito à cidade de Albufeira, notando-se já um ligeiro retorno das pessoas à rua mas (naturalmente e ainda bem) ainda com alguma precaução:

 

CV.jpg

 

Devido ao extenso período de “fechados em casa” e até pelo bom tempo que se faz sentir na região do Algarve ─ com mais pessoas fora de casa, com mais algum comércio ─ aberto e até com um ou outro restaurante (pelo menos vi um junto à Autarquia) já aberto ─ fazendo desde já alguns de nós acreditar que apesar da “monocultura turística” em que assenta a “salvação” desta região (colocando no presente e inevitavelmente muita gente no desemprego), algo se poderá ainda fazer para que à “Crise sanitária” não se siga uma ainda maior a “Crise Económica”.

 

E se com a crise (de Saúde) devido à Pandemia Covid-19 o grupo etário mais atingido incidiu sobretudo sobre os mais idosos ─ 87,4% das 1.063 VM tendo 70 anos de idade ou mais ─ já no que diz respeito à Economia e à tentativa de a retomar, se “o trabalho de casa não estiver bem feito” (pelo Governo, pelos Bancos, pelas Empresas, por todos nós) podendo-se assistir a um agravamento da mesma (crise económica como social) onde agora o grupo etário mais atingido poderá ser (certamente) o mais jovem (pela elevada taxa de desemprego e alegada falta de experiência).

 

Nesta fase de “Não Confinamento” tendo-se de prestar muita atenção a alguns fatores diferenciadores (nas atitudes e comportamentos a tomar), não se podendo esquecer as características socioeconómicas de Portugal e de cada uma das suas regiões:

 

Em infetados com o Norte (59%) não sendo igual ao Centro (14%), nem sequer a Lisboa (24%) e ao Sul & Ilhas (3%), como se constata pelo número de Vítimas Mortais (VM) liderados pelo Norte, com mais de metade das mesmas, cerca de 57%  ─ não sendo por acaso uma zona de população mais concentrada, de pequenos negócios e propriedades espalhados um pouco por todo o lado, de indústria e ainda por cima polvilhada por inúmeros lares uns legais outros ilegais.

 

E se a Norte as precauções devem ser reforçadas, já a Sul e no que diz respeito ao Turismo, esperando-se que com o decorrer do tempo a situação melhore e que para além dos portugueses, regressem não só os espanhóis como os ingleses (os maiores contingentes visitando a região):

 

Tudo dependendo da ação do Governo ─ “tão bom aluno Covid-19 tem sido” batendo por KO os seus concorrentes turísticos do sul da Europa, como a Espanha, a França e a Itália ─ e da iniciativa dos empresários (nacionais como estrangeiros) e das autoridades políticas (autarquias, entre outras) da região.

 

Hoje tendo sido o 1ª dia do nosso regresso (a uma nova Vida) com o Verão a iniciar-se a 20 de junho (daqui a cerca de 46 dias).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:20

09
Abr 20

[Passatempo, Problema & Retrato (com Pisca-Pisca) do nosso “Portugal dos Pequeninos”.]

 

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Entre tantos outros casos como o da Educação − para já não falar da tragédia impossível de esconder por demasiado visível no campo da Saúde (não se podendo não existindo alternativa fechar os Hospitais) − com avós, pais, filhos e netos ainda com o “credo na boca”, esperando ansiosamente pela posição do nosso 1º Ministro decidindo hoje (amanhã 10 de abril, sendo feriado) em conjunto com o seu governo (e sob pressão extrema dos “Mercenários da Educação” − pensem um pouquinho, pelo menos uma vez e em nome dos vossos filhos, não se deixando levar pelos que se dizem os representantes da Saúde e da Educação), se continuará ou não com as escolas fechadas ou se as abrirá o mais rapidamente possível (e com alguns dos muitos portugueses sendo tal inacessível online, nas filas da SS a tentarem − terminadas as férias da Páscoa − recandidatar-se aos 66%): os mesmos conselheiros que semanas atrás queriam forçar de todas as formas possíveis e imaginárias a continuação do (seu) status quo (não prejudicando os seus negócios paralelos), mesmo sabendo-se já o que se estava a passar em Itália. E se Costa não se tivesse assustado e Marcelo não tivesse dito “Não”, como estaríamos todos nós agora? Estando ainda Portugal como está não graças aos nossos políticos miseráveis (de todos os quadrantes) − no presente já não existindo ideologias, apenas oportunistas – mas graças ao nosso Povo (seja ele um médico ou um camionista) colocando-se na linha da frente da batalha fazendo com que nós todos não nos afundemos de vez. E até se ficando a saber (espanto) que Portugal será auto suficiente (o que os pequenos terão lutado e sofrido para se manterem vivos) ao contrário do sempre afirmado pelos nossos sucessivos governantes (de modo a proteger as grandes áreas comerciais) no ramo alimentar!

 

Passatempo

 

Num grupo de 1.000 alunos de uma escola de um determinado país (A), competindo com um grupo de 1.000 alunos de um outro determinado país (B) − num momento como o que vivemos atualmente com os alunos a disporem nessa altura de duas salas uma mais pequena e outra um pouco maior, para a concretização da prova não presencial mas à distância − o professor de Matemática que os iria sujeitar a um mesmo exame para ver quais dos 2.000 alunos merecia transitar de nível, decidiu (sem os poder avisar antecipadamente) até para ver o que o esperava para a partir daí se prevenir para o que daí sairia (sendo uma espécie de teste preparatório para o verdadeiro exame que se seguiria), fazer uma primeira sondagem entre todos os alunos a classificar, escolhendo até por motivo de insuficiência de testes uma amostra de 600 alunos: mas dispondo de momento de duas salas (uma em cada escola, do seu respetivo país) comportando um número diferente de alunos uns oriundos de uma escola e os outros da outra, optando por escolher uma amostra de 400 alunos da escola A (a tendo a maior sala) e uma outra amostra de 200 alunos da escola B  (a tendo a menor sala). E a partir dessa amostra proposta para este teste (apenas) diagnóstico, obtendo como resultado e para a Escola A 50 testes negativos e para a escola B outros tantos, ou seja, outros 50: significando para este teste diagnóstico sujeitando-se à amostra então disponibilizada, num total de 600 alunos − não ao Universo de 2.000 alunos – que a escola A alcançara uma taxa de insucesso de 12,5% (50 em 400 e com 600 por diagnosticar) e que a escola B alcançara um insucesso de 25,0% (50 em 200 e com 800 por diagnosticar). E como “especialista” Matemático deduzindo desde logo (mesmo antes do exame) que os alunos da escola A com a sua taxa de sucesso nos 87,5% seria melhor que os da escola B com a sua taxa de sucesso apenas nos 75,0%.

 

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Questão

 

Deixando aqui a pergunta se a conclusão do “especialista” matemático seria mesmo a correta tal a evidência dos números − 87,5% (A) contra 75,0% (B) – até porque o mesmo acontece no cálculo da taxa de mortalidade associado ao coronavírus Covid-19. E para ajudar lembrando que uma Amostra não será por definição a mesma coisa que um Universo e que as mesmas taxas (de insucesso/sucesso como de mortalidade) além de variarem com o espaço (onde ocorrem) também variam evidentemente no tempo (como no caso do coronavírus ainda em curso). Feito os seus cálculos escolhendo a opção considerada a correta:

 

Opção

Do matemático a partir da amostra

X

I

A opção do Matemático estava correta sendo a escola A, a melhor

 

II

A opção do Matemático estava errada sendo a escola B, a melhor

 

III

Tanto a opção pela escola A como a opção pela escola B, podendo ser (uma delas) a correta

 

 

Certamente que com muitos a chegarem à conclusão (ou não) de que por vezes não se podendo confiar muito num especialista, ainda-por-cima quado olhando para todos os lados todos o são, menos nós. Para pena e desgraça dos verdadeiros especialistas entre eles os verdadeiros Matemáticos, tendo mais que fazer do que aparecer na TV (e nem sequer sendo convocados) e recordando o dia em que no meu país (Portugal), de um dia para o outro um grupo extremamente carenciado como era o de Matemática (com uma falta gritante de professores de matemática, todos fugindo dela como “o Diabo da Cruz”) se tornou repentinamente ultra excedentário − numa ação extraordinária quase que dando habilitações a todos − ultrapassando mesmo o grupo mais sobrelotado de professores, então o de História. Ainda hoje (no ano de 2020 e com esses e outros especialistas ainda piores a falarem) com os resultados que se vêm e subjugados como estamos com este surto pandémico e mortal, levando ainda em cima com (entre outros) “planaltos e molas” e já agora (porque não, ofereçam-lhes equivalência) o “pisca-pisca”.

 

(imagens: Hal Mayforth/artsyhome.com − br.pinterest.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:27

31
Mar 20

E já agora porque será que se antes viramos

sorrir a Ministra e a Diretora

− Com o Secretário de Estado de trombas

Agora desaparecidas as duas (nesta conferência de imprensa)

Com o outro (antes de trombas) também já sorrindo?

 

Mas afinal de contas que conceito tem esta gente de Vergonha e o que significará para eles Hipocrisia? Mesmo sabendo nós e de antemão que para eles, um cargo público (pelos vistos uma “Missão Impossível”) é apenas um passo necessário para o Privado.

 

E para quem ainda tinha dúvidas, se ontem deixamos de ter MINISTRA DA SAÚDE (aparecendo lá atrás numa cerimónia inútil e sorridente, estrategicamente escondida e protegida pelo 1º MINISTRO), hoje deixamos de ter DIRETORA GERAL DE SAÚDE (tal como a Ministra fizera ontem, atirando às feras o seu ajudante).

 

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Ontem, hoje e amanhã mudando-se algo

 

Solução?

OBVIAMENTE DEMITO-AS!

 

E nunca esquecendo o primeiro a fugir o PRESIDENTE (entrando de Quarentena mal ouviu falar da proximidade do vírus), nestes momentos em que o tempo já não existe (e analisando para que lado deve pender o prato da balança, exitando entre NÓS e a ECONOMIA) necessitando ainda de tempo para pensar.

 

“Talvez sendo homem custando ao Presidente, parir de novo (e sendo sua a autoria)

o Estado de Emergência.”

 

Com a comunicação social sendo conivente, colocando questões e não recebendo respostas e em vez de insistir recolocando a questão (de que todos nós aguardávamos impacientemente a resposta) metendo a viola do saco, analisando os números e esperando mais 24 horas pelo dia de amanhã (com cálculos errados e sem resposta).

 

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E surpreendentemente ficando tudo na mesma

 

Num retrato de um país bem espelhado no tratamento dado aos agentes do SEF (implicados no tratamento dado a um cidadão ucraniano), suspendendo de imediatamente esses agentes, subindo por ali acima e levando à demissão dos seus Chefes, mas aí parando antes de chegar ao respetivo Ministro.

 

Mas em que raio de gente devemos nós (o Povo) confiar, quando entre certificados e nomeados (do Governo) e com todos os verdadeiros profissionais na linha da frente − e apesar de desprotegidos, nem sequer perdendo tempo em se salvar (salvando outros e pondo em risco, familiares mais próximos) − nos dizem ser estes politico-profissionais os melhores!

 

E mais uma vez iludidos, ainda tendo pensado por segundos, que o da direita (nas duas imagens) – aparentemente não aguentando a sua superior e corrigindo-a − ainda estivesse connosco. Com o mais novo o da esquerda (2ª imagem) o inferior hierárquico, estando notoriamente nervoso.

 

(imagens: 26.03.2020/noticiasdecoimbra.pt – 24.03.2020/noticiasmaia.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:11

21
Out 19

“Blue light isn’t the main source of eye fatigue and sleep loss

– it’s your computer.”

(Phillip Yuhas/theconversation.com)

 

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O esclarecimento por parte de um investigador e professor-assistente da Universidade Estadual do Ohio (EUA) – Phillip Yuhas, especialista em optometria desmentindo (pelo menos parcialmente) os perigos para a visão (e logicamente para a capacidade/qualidade dos nossos olhos) dirigidos (quase exclusivamente) para a emissão de “Luz Azul: isso porque se estudos laboratoriais apontam para danos nas células da retina (por vezes irreversíveis) por exposição excessiva (no tempo e na intensidade) a luzes-azuis e brilhantes, estudos epidemiológicos apontam para outras conclusões completamente diferentes, mas no fundo complementares e como tal enriquecedores (do nosso conhecimento).

 

“If being outside on a sunny afternoon likely doesn’t damage the human retina,

then neither can your dim-by-comparison tablet.”

(Phillip Yuhas/theconversation.com)

 

Pelo que se se pretender proteger a Visão e manter os seus órgãos − os OLHOS – saudáveis, não se devendo preocupar apenas com a exposição á luz AZUL, como simultaneamente com outro fator (talvez tanto ou mais importante) extremamente relevante (que o digam os oftalmologistas): por exemplo e estando a utilizar o monitor − do seu computador (emitindo luz-azul e brilhante) − tendo em especial atenção o bom desempenho e a boa manutenção da Máquina que nos permite exercer tal função, os OLHOS (e neles, a sua Retina). Como?

 

“Laboratory studies have shown that prolonged exposure to high-intensity blue light damages retinal cells in mice.

But, epidemiological studies on real people tell a different story.”

(Phillip Yuhas/theconversation.com)

 

Colocando-nos nas mãos dos especialistas (aqui os optometristas e os oftalmologistas), para (1) além dos cuidados a ter com exposições excessivas à cor da luz − como é o caso do Azul (agressivo), no fundo (para nossa segurança e proteção a nível de Saúde Visual) (2) fazer o necessário e o básico para os olhos funcionarem bem e sem grandes perturbações (de comunicação): usando óculos com lentes apropriadas (protegendo do brilho intenso e do azul), piscando frequentemente os olhos (fechando-os/abrindo-os para lubrificação), indo fazendo intervalos de descanso (no mínimo uns segundos de 20 em 20 minutos) e até lubrificando-os (artificialmente) com gotas-para-os-olhos caso se pretenda estar (ativo) um tempo mais extenso.

 

“Based on my research,

my advice is don’t believe the hype about blue light

and don’t waste your money on products you don’t need.

Instead,

keep screens out of your bedroom and dim them before bedtime

and keep your eyes lubricated.

And don’t forget to blink!”

(Phillip Yuhas/theconversation.com)

 

[Phillip Yuhas/11.10.2019: “Blue light isn’t the main source of eye fatigue and sleep loss – it’s your computer” − theconversation.com/blue-light-isnt-the-main-source-of-eye-fatigue-and-sleep-loss-its-your-computer-124235]

 

(imagem: Chaoss/Shuttterstock.com/theconversation.com)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:21

23
Jul 15

Como diz a Constituição da Republica Portuguesa no seu Capítulo 2/Artigo 64.º (Direitos e deveres sociais/Saúde) – entre vários dos seus pontos:

 

Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover;

 

O direito à protecção da saúde é realizado através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;

 

Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação. (parlamento.pt)

 

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O Estado da Saúde em Portugal

 

“Ministro da Saúde diz que dois milhões de portugueses não vão ao médico de família.”
(Nuno Noronha – Notícias – LUSA)

 

Mas porque será?

 

“Temos muito mais portugueses com médico de família do que aqueles que o utilizam.”
(Paulo Macedo – Ministro da Saúde – LUSA)

 

E como sempre a culpa não é do indivíduo responsável por hierarquicamente superior (neste caso e num dos extremos da linha o próprio Ministro – se não subirmos mais nas escadas do Estado), mas uma vez mais do indivíduo desconhecido e ignorante colocado no fim de linha (talvez por acaso, talvez por coincidência) – apenas aparecendo de facto em caso de extrema necessidade: se calhar optando por remediar (em vez de prevenir) unicamente por falta de dinheiro. O problema para o nosso Ministro é que na contabilidade final, tratar fica mais caro do que naturalmente deixar morrer: mas se ele o executa (como um carrasco) alguém ordena a sua aplicação (o ordenante da execução).

 

(imagem: cogitaresaude.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:25

05
Fev 15

Um trabalho perfeitamente idiota (mas que neste mundo pode tornar-se real).
Mas ainda na expectativa de se transformar numa fonte de consulta de uma qualquer tese de mestrado ou de doutoramento (preferencialmente na área da Saúde/Contabilidade).
No mínimo incluído num workshop, numa acção de formação sem grande conduto ou em qualquer PowerPoint a ser disponibilizado neste país.

 

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Face às fortes críticas ultimamente lançadas sobre o Ministério da Saúde relativamente à sua posição em torno dos doentes com hepatite C e correndo perigo de vida (necessitando ser tratados o mais rapidamente possível, com um medicamento inovador e eficaz, mas extremamente caro), encomendei a um especialista no ramo do cálculo estatístico e incapaz de se deixar influenciar pelo delicado tema em reflexão, uma sondagem rigorosa, imparcial e que estivesse assente em parâmetros reais.

 

Dada a impossibilidade de uma rápida apresentação de resultados caso se tivesse de recorrer à consulta personalizada de um determinado universo de indivíduos, o referido especialista e tendo em atenção a importância do rigor nos valores a recolher, optou por escolher como seu instrumento de trabalho um “Gerador de Números Aleatórios”, um produto reconhecido do Grupo Intemodino.

 

E dessa forma gerando aleatoriamente 100 números compreendidos entre 1 e 4 (ou entre as letras A e D), obtive a seguinte tabela de resultados (sondagem efectuada a um Universo de cem indivíduos virtuais, postos perante um Ministério em tempos de dificuldades orçamentais):

 

Opção Atitude do Ministro Situação em que fica o Doente Consequência para o Doente %
A Permite acesso livre ao fornecimento de tratamentos inovadores e eficazes Pondo de lado o aspecto financeiro e tudo o que isso implica, a melhor solução para os doentes Salvação da esmagadora maioria dos doentes 25
B Permite com condições mais flexíveis fornecer tratamentos inovadores e eficazes Pondo de lado o aspecto financeiro e tudo o que isso implica, uma solução dependendo do grau de flexibilidade Salvação da esmagadora maioria dos doentes 24
C Permite em determinadas condições fornecer tratamentos inovadores e eficazes Pondo de lado o aspecto financeiro e tudo o que isso implica, a solução para os doentes com sorte Condenação da maioria dos doentes à morte 22
D Recusa fornecer tratamentos inovadores e eficazes Pondo de lado o aspecto financeiro e tudo o que isso implica, a pior solução para os doentes Condenação à morte e a prazo de todos os doentes 29

(O Universo de consulta englobava cem elementos que escolheriam entre quatro possibilidades aquela que claramente apoiavam)

 

Como já era matematicamente previsto dado o aleatório também ser limitado (a média é o seu destino fatal), a distribuição final de percentagens foi muito equilibrada. Segundo esta sondagem recorrendo à geração aleatória de números, logo rigorosa e imparcial, o Ministério da Saúde teria a razão pelo seu lado: 29% dos virtuais inquiridos apoiavam a sua decisão, de condenação à morte e a prazo dos doentes. Apesar de estar tudo muito dividido (51/49), o que continuava a aconselhar extrema cautela.

 

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Assim se comprova como qualquer tipo de argumento utilizando números, cálculos, estatística, previsões, sondagens e até mundos reais e imaginários, é invencível e eternamente prevalecente (devido à força mágica dos dígitos e de tudo o que deles depende), mesmo que o guião seja o mais sacana e imbecil ou não passe de mais uma treta.

 

“Democracia: é uma crendice muito difundida, um abuso da estatística.”
(Jorge Luis Borges)

 

(imagens: blogdoserido.com.br/saturnov.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:22

19
Jan 15

No estado miserável (material e moral) em que começa a cair o nosso sistema de Saúde Pública, começa a ser desde já natural que uma das causas de morte em Portugal seja “a espera de atendimento em serviços de urgência”. E eu a pensar que essa era uma causa artificial – tal como infelizmente o é, o Ministro que temos!

 

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“Após uma análise sumária e preliminar podemos avançar que não foram detectadas quaisquer inconformidades no serviço prestado à [paciente], nem terá ocorrido qualquer situação anómala nos cuidados prestados”. (Comunicado do Hospital Garcia da Horta)

 

E já agora recuemos no tempo mas não no espaço:

 

No dia 11 de Janeiro um homem com cerca de 60 anos morreu depois de três horas nas urgências do Hospital Garcia Horta. O conselho de administração disse que a morte do doente “não se poderia ter evitado”.

 

(imagem e texto em itálico – RR)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:57

11
Nov 14

Mais de 6% das vítimas mortais provocadas pelo vírus EBOLA são trabalhadores da saúde

 

Como era previsível o último surto de vírus EBOLA que abalou África (e o resto do mundo) parece estar agora em regressão. Apesar das insuficiências assinaladas a nível mundial na prevenção e combate à doença (com a OMS à cabeça, ausente no início deste surto em Abril do ano passado e paralisada há meses já o surto tinha disparado), o esforço desenvolvido no terreno durante as últimas semanas parece ter dado efeito.

 

sierra-leone.jpg

Serra Leoa – trabalhadores do sector da saúde

 

EBOLA
Organização Mundial de Saúde – Relatório de 7 de Novembro 2014

 

Continente Países Mortes (saúde) Mortes (totais) %
Árica Libéria - 2766 55.77
  Serra Leoa - 1130 22.78
  Guiné - 1054 21.25
  Nigéria - 8 0.16
  Mali - 1 0.02
  Senegal - 0 0
  (R.D. Congo) (8) (49) -
América USA - 1 0.02
Europa Espanha - 0

0

Ásia - 0 0 0
Oceânia - 0 0 0
Total 8 (+1) 311 (+8) 4960 (+49) 100

 

 

A mortalidade provocada pelo vírus EBOLA é neste momento ligeiramente superior a 1/3

 

Os últimos dados transmitidos pela OMS (na passada sexta-feira) continuam a apresentar a Libéria como o principal foco de infecção, contabilizando neste momento mais de metade das mortes registadas. Quanto à R.D. Congo (cujos números não aparecem adicionados na tabela) apesar da quase meia centena de mortes aí assinaladas, ela aguarda apenas a passagem dos dias necessários (após o último caso assinalado) para ser considerada livre do vírus.

 

(imagem – WHO)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:52
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17
Out 14

If you do something once that has a very low probability of a very negative consequence, your risks of harm are low. But if you repeat that activity many times, the laws of probability—or more specifically, a formula called the "binomial distribution"—will eventually catch up with you. (John Villasenor – 17 de Outubro – medicalxpress.com)

 

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OMS declara (hoje) o fim do surto EBOLA no Senegal

 

Com mais de 4.000 mortos registados até hoje vítimas da infecção provocada pelo vírus EBOLA (com a maioria esmagadora dessas vítimas relacionadas com três países da África Ocidental – Serra Leoa, Guiné e Libéria), a propagação do vírus mantém-se sem dar sinais de querer abrandar.

 

Esta doença infecciosa e mortal que tem assolado a África Ocidental – com um número invulgar de vítimas neste novo surto registadas especialmente desde Abril deste ano – tem no entanto atacado simultânea e violentamente os técnicos de saúde instalados no terreno os quais, apesar de todos os protocolos de segurança, têm também sucumbido à sua rápida (e silenciosa) propagação.

 

Como se pode constatar na tabela seguinte com mais de 5% das vítimas (segundo a Organização Mundial de Saúde) a serem profissionais da saúde.

 

Doença

Total de Indivíduos Mortos

(TIM)

Técnicos de Saúde Mortos

(TSM)

(TSM/TIM) x 100 Conclusão
EBOLA > 4.500 236 > 5% Em cada 20 Indivíduos que morrem com o EBOLA 1 é Técnico de Saúde

 

(dados – Organização Mundial de Saúde)

 

A mesma WHO/OMS apresenta entretanto previsões para a evolução desta doença/epidemia, projectando para este fim-de-semana a ultrapassagem dos 9.000 contaminados (entre eles mais de 400 profissionais de saúde a actuarem no terreno).

 

Relembra ainda que estes números poderão ser ainda mais elevados, dado o número de casos (por diversos motivos) não reportados.

 

Em África apenas 14 países se preparam convenientemente (com prevenção e acção imediata no terreno) para este novo surto de EBOLA.

 

Apesar de todo o alarmismo provocado na população mundial – seja por aqueles que desvalorizam a epidemia, seja por aqueles que já vêm o Apocalipse Final – ela ainda pode ser travada.

 

Ou não esteja a epidemia restrita a uma zona limitada de África e exclusivamente com casos pontuais assinalados noutros pontos do globo: todos justificados pelo transporte do doente ou pela infecção provocada noutro indivíduo pelo mesmo doente já infectado.

 

O que é na realidade necessário e fundamental é um maior investimento em África no sector da saúde: veja-se o caso de dois países africanos de referência na luta contra este novo surto do vírus EBOLA, que hoje já estão a ser recompensados pela sua estratégia de intervenção – a Nigéria e o Senegal.

 

E com o Senegal e a OMS a poderem anunciar hoje ao mundo, o fim do surto nesse território (muito provavelmente acompanhados pela Nigéria).

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:10

08
Out 14

Autoridades ordenam abate de cão de auxiliar de enfermagem contagiada com EBOLA
SIC/LUSA
(impondo a sua implacável autoridade sanitária após pressionarem e ameaçarem com o tribunal os donos do cão – a auxiliar/infectada e o marido/em observação)

 

 

Em Espanha os funcionários hospitalares funcionam na prática (e para já) como verdadeiros batedores de um exército em alerta (contra o EBOLA) e a preparar-se para o combate (o primeiro infectado).

 

Só que começam desde já a duvidar das respectivas infra-estruturas de apoio e ainda pior da eficácia do seu equipamento de combate.

 

 

Como é possível a trabalhadores especializados serem contaminadas por um qualquer tipo de vírus mortal, se na execução das suas tarefas diárias e habituais cumprirem integralmente (como é sua obrigação) com todos os procedimentos obrigatórios a tomar neste tipo de casos?

 

A resposta é clara e imediata: falta de informação e/ou falta de protecção (que seja actual e ao mesmo tempo eficaz).

 

Não é pois de estranhar a preocupação crescente demonstrada por estes funcionários do sector espanhol da saúde, especialmente depois do caso ocorrido com uma auxiliar de enfermagem: contaminada após acompanhar o tratamento de um doente também espanhol infectado com o vírus EBOLA (o qual viria a falecer).

 

 

O que originou de imediato a colocação sob suspeita de vários funcionários dos hospitais de Alcoron (20) e Carlos III (30).

 

Se com a chegada do primeiro caso (conhecido) em território europeu – de um indivíduo que tenha contraído a infecção por contaminação concretizada no seu próprio país – a situação se descontrola de imediato, como poderão estes serviços de saúde (e todos os outros) afirmar que estão devidamente capacitados para desenvolver eficazmente a sua função?

 

Nas duas primeiras provas – Dallas e Madrid – chumbaram claramente.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:35

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