Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

09
Mai 15

"Ninguém tem o direito de destruir o sacrifício que os portugueses fizeram e de voltar a colocar em risco a possibilidade de podermos sonhar, com os pés na terra, com um futuro melhor."

(Pedro Passos Coelho)

 

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Sacrifício no antigo México

 

O mesmo poderia ter sido dito por um ignorante qualquer. Suportar a sua afirmação no sofrimento imposto (pelo próprio) a quem prometeu defender, só mesmo de um grandessíssimo incompetente. Invocar como nossos os seus sonhos impostos, só mesmo num pesadelo (Inferno para nós) e climatizado (Paraíso para ele). E informar-nos finalmente do nosso futuro risonho já nós o sabíamos, dispensando apenas a referência intermédia “com os pés na terra”. Dentro ou fora dela?

 

“Se por acaso decidires indevidamente destruir o teu tranquilo quotidiano de miséria, nunca te esqueças do risco de aí deixarás de sonhar, com os pés fora da terra e sem um pingo de esperança.”

(Eu)

 

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Os pés de Mafalda

 

Destruir o nosso monótono quotidiano de miséria talvez seja difícil: estamos de tal modo viciados nele e no sossego da sua monotonia, que despertarmos seria um acto revolucionário mas impraticável para um morto-vivo. Acredito no entanto que muitos ainda estarão vivos (primeiro sinal de esperança). Quanto ao risco de deixar de sonhar isso não será obstáculo: esse será sim o sinal de que já estaremos com a realidade, por nós transformada e não delegada (segundo sinal de esperança). E com os pés fora da terra conquistaremos o Universo.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:06

05
Ago 12

Usa o teu pénis para escrever e não penses nas consequências daquilo que atiraste cá para fora – foram apenas ideias irresistíveis lançadas para o ar, muitas vezes protegidas e dentro de um invólucro de segurança e outras vezes portadoras de uma doença fatal chamada vida, consequência do amor entre o abrigo de um óvulo e o seu perdido espermatozoide.

 

Make Art Not War

 

Podemos torcer e retorcer o nosso corpo disforme oferecido em sacrifício supremo a uma sociedade que não criamos nem nunca sequer iremos ver o desabrochar dos seus frutos e no entanto ninguém nos poderá jamais retirar o prazer nómada da palavra – falada ou escrita – mesmo que seja o sedentarismo que nos pague a comida e a nossa sobrevivência. Calados, nunca mais!

 

(imagem – sexualityinart.worldpress.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:34

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