Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

13
Fev 18

Recordações de Cassini

(15 de Outubro de 1997/15 de Setembro de 2017)

 

Numa imagem com mais de oito anos registada pela descontinuada sonda automática CASSINI (entrando nas camadas superiores de nuvens rodeando o Gigante Gasoso SATURNO/2º maior planeta do Sistema Solar a 15 de Setembro de 2017 e devido às poderosas forças em presença/como as forças geomagnéticas explodindo e desintegrando-se passados poucos segundos) ‒ 1 de Novembro de 2009 ‒ poderemos verificar não só a presença dos anéis de Saturno como de duas das suas luas (mais de 60) Enceladus (a 6ª maior lua de diâmetro> 500Km) e Pandora (diâmetro> 80Km): com todo este cenário a ser iluminado pelos raios solares (retro iluminado) e com a face noturna de Pandora a ser por sua vez iluminada pelos reflexos (dos raios solares) oriundos de Saturno.

 

PIA17144.jpg

Uma Canção de Gelo e de Luz

(Orbitador Cassini ‒PIA 17144)

 

Segundo os especialistas da NASA tendo acompanhando a missão CASSINI (a Saturno) com os anéis a serem bem visíveis devido à sua composição (cristais gelados iluminadas pelo Sol) ‒ assim como os jatos visíveis expulsos para o exterior (para o Espaço) e sendo oriundos do Polo Sul de Enceladus (numa extensão de cerca de 500Km) ‒ e com a pequena lua Pandora a estar localizada (na imagem) do outro lado de Enceladus. Numa imagem capturada pela sonda automática quando a mesma se encontrava a mais de 240.000Km de Enceladus e a mais de 566.000Km de Pandora. Hoje com o planeta Saturno a deixar de estar acompanhado pela sua sonda (CASSINI) ‒ deixando para trás e ao abandono esta região do Sistema Solar ‒ e sendo agora substituído por JÚPITER observado por uma nova sonda automática (JUNO).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 03:34

25
Nov 17

Num adeus ao planeta SATURNO (o Gigante Gasoso e 2º maior planeta do Sistema Solar) a NASA vem oferecer-nos (à falta de melhor, dado já não estar por lá) mais uma imagem recolhida pela defunta sonda Cassini.

 

PIA17218_fig1.jpg

Imagem de Saturno tendo como origem as câmaras da sonda Cassini quando a mesma se encontrava a pouco mais de 1 milhão de Km do planeta

(PIA 17218)

 

Agora (mês de Novembro) que o planeta SATURNO se encontra a cerca de 1,61 biliões de Km (10,7 UA) do (nosso) planeta TERRA, ainda mais se sente a ausência da sonda que durante mais de 13 anos (2004/2017) circulou naquela região do SISTEMA SOLAR orbitando o seu 2º maior planeta: desde o dia 15 de Setembro (deste ano de 2017) e com o fim da missão CASSINI-HUYGENS (com a sonda CASSINI na execução do seu ultimo trajeto ‒ THE GRAND FINALE ‒ a entrar na atmosfera rodeando Saturno acabando por se desintegrar) a ficarmos isolados daquela região (presencialmente e através de um periférico comandado da Terra) limitando-nos agora a observá-la de longe (através de telescópios terrestres ou situados nas suas proximidades) ou então a recordar dias (e registos) de tempos passados.

 

Ainda-por-cima no Momento que entre interesses PÚBLICOS (Governamentais) e PRIVADOS (e Internacionais) se discute o Futuro da Exploração do Espaço, com os objetivos (da MISSÃO) ainda bastante indefinidos assim como o seu destino e Evolução: com uns a privilegiarem a continuação do envio de Sondas Automáticas (sobretudo as Agências Governamentais) opondo-se ao regresso dos voos tripulados, às suas consequências (por vezes mortais) e ao enorme gasto Financeiro (associado) ‒ motivos invocados há quase meio-século para justificar o fim do Projeto Apollo (último voo em 1972); e com outros (os PRIVADOS) a dirigirem todos os seus recursos (deles e do Estado) para a Exploração de regiões de Espaço mais distantes (para já no interior do nosso SISTEMA) apontando (quase todos) os seus HOLOFOTES para MARTE ‒ com o envio de seres Humanos em voos tripulados (já programados no Tempo/próxima década e não faltando candidatos) para aí instalarem uma base e seguidamente Colonizarem o Planeta.

 

Mas sabendo-se antecipadamente de como todos estes processos e projetos são de difícil preparação, planeamento e execução (para além dos múltiplos interesses associados ‒ ideológicos, políticos, económicos, tecnológicos, etc. ‒ impondo um grande investimento Financeiro de grande risco inicial) e de como teremos (como sempre) de esperar e de Acreditar (provavelmente ainda por muitos anos) ‒ com muitos de nós a não irem assistir certamente (em vida) à proeza da Exploração e da Conquista pelo Homem do primeiro território Exterior ao nosso Território, Lar e Planeta ‒ sendo ainda maior o nosso sentimento de isolamento, a nossa tristeza pela perceção de perda e sobretudo o Convencimento de que tal como as Coisas Hoje se Apresentam (no nosso Planeta e observando como as nossas Sociedades/Civilizações têm evoluído e transformado), ao contrário dos Primeiros Aventureiros, Exploradores e Conquistadores da Terra (os Navegadores desafiando os Oceanos), os do Presente e do Futuro demorarão a partir e a convencer-se de que se o não fizerem (rapidamente) arriscam-se a desaparecer e a Extinguir-se como Espécie (já que a Terra tal como o Homem não durará para sempre).

 

E nos espaços (restringindo-nos para já aos EUA e à Europa) de intervenção envolvendo a Futura Conquista do Espaço (inevitável), de um dos lados a termos os Privados a oparem pelos voos espaciais comerciais locais (em torno da Terra como será a opção da Virgin Galatic) ou interplanetários (tendo como destino final Marte a opção da Space X ‒ e ainda contando com a Blue Origin) e do outro lado com muitas maiores restrições financeiras dado um grande controlo orçamental por parte do Governo (de modo a limitar ao máximo as despesas), com o setor Público (veja-se o caso da NASA e da ESA) a evitar invariavelmente o retorno aos voos tripulados, ficando-se pelas sondas automáticas e por uma hipotética concorrência às ambições de Elon Musk (e da sua Space X): com planos por parte da NASA (mais longos e comedidos) de se lançar também para Marte.

 

Para já e apesar de todas as limitações financeiras (já que o próprio Privado irá sempre aproveitar fontes de investimento inicial e exclusivamente atribuídas ao Público) destacando-se o setor Público em detrimento do Privado: com os cientistas das diversas organizações/missões tendo ainda como base as Agências Governamentais (dos EUA, Europa, Rússia, China, Japão e Índia, entre outras) a optarem pela exploração e pela descoberta de bens preciosos para o Homem (até para facilitar a exploração do Espaço ao descobrir depósitos de bens fundamentais), como será o caso da Água constituindo 00% do nosso corpo ‒ um produto fundamental para a continuação da Vida na Terra e imprescindível para acompanhar o Homem na sua (já marcada nas Estrelas) Aventura pelo Cosmos. Falando-se de novo em Titã e também em Encélado (duas das luas de Saturno). Depósitos de Água (relevantes) talvez existentes noutras luas (mais próximas como as de Júpiter) e que existindo em Marte (como poderiam ser na Lua) só mesmo sendo limitadas (em localização e volume) assim como subterrâneas: e faltando unicamente (para lá dos vestígios e dos indícios) a sua confirmação.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:27

04
Out 17

Numa das derradeiras imagens enviadas para a Terra a partir do planeta SATURNO (localizado a uma distância média do SOL de 1,43 biliões de Km) pela sonda espacial CASSINI (orbitando o planeta desde o ano de 2004)

 

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Saturno e a sua cintura de anéis

(lado do planeta não iluminado pelo Sol)

 

‒ E desintegrando-se ao entrar na camada superior da atmosfera do planeta Gigante Gasoso (o 6º mais afastado do Sistema Solar) a 15 de Setembro deste ano ‒

 

A mesma e depois de já ter exalado o seu último suspiro (agora com a NASA a editar mais alguns dos seus registos) presenteia-nos com mais uma imagem para nós impossível de visualizar (mesmo com o mais potente telescópio) dado encontrar-se do lado (de Saturno) não iluminado pelo Sol.

 

Tal como a NASA o afirma e nós (infelizmente) o confirmamos com registos como estes oriundos de Mundos distantes (para lá de um bilião de Km) e ainda mal conhecidos (mesmo estando tão pertos) a só serem possíveis dadas as sondas automáticas (e a sua presença no local), o que com a (defunta) sonda Cassini não voltará a acontecer (restando-nos as recordações e alguns registos perdidos).

 

Pelo menos nos próximos anos (num período que poderá ser bem largo, dado as verbas financeiras/envolvidas necessárias para um novo projeto) e no que toca a Saturno, suas luas e Espaço adjacente, nada mais havendo para ver senão o revelado na Terra (sem mesmo poder espreitar).

 

Aqui num retrato de 7 de Junho de 2017 tendo como protagonista o planeta Saturno e a sua cintura de anéis, obtido do lado de lá do planeta e (completamente) impossível de ver na Terra (na altura com a sonda Cassini a pouco mais de 1 milhão de Km de distância do 6º planeta).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 08:12

26
Set 17

“No dia da Comemoração dos 20 anos sobre a partida da sonda Cassini (da Terra tendo como destino Saturno), por imposição Humana e como medida aparente de Preservação (e tal como um preservativo), celebra-se em sua vez (porque já morreu) a missa do 30º dia (da sonda).”

 

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 Explorando os planetas Exteriores ‒ Gigantes e distantes

 

Fazendo este ano no dia 15 de Outubro 20 anos sobre o seu lançamento da Terra (localizada a 150 milhões de Km do Sol) de Cabo Canaveral (Califórnia/EUA), a agência espacial NASA (em colaboração com os europeus da ESA e com os italianos da ASI) responsável pelo seu lançamento e posterior inserção orbital (menos de 7 anos depois) em torno do planeta Saturno (localizado a 1500 milhões de Km do Sol), decidiu antecipar a comemoração deste grande Evento Tecnológico dos finais do século XX (numa missão integrada no maior e mais caro projeto da NASA utilizando sondas automáticas para a exploração dos Planetas Exteriores ‒ com as Viking, as Voyager e a Galileu), substituindo-a por um episódio dramático (necessariamente envolvendo vítimas), potencialmente marcante (pelo choque ficando impresso na memória) e sobretudo final (obviamente mortal).

 

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 Sonda Cassini-Huygens ‒ Ainda na Terra em 1996

 

Na cronologia de vida desta sonda automática desde que deu à luz até ao momento em que se foi (do Programa Flagship com o objetivo de explorar regiões distantes do Sistema Solar), tendo a mesma colocado nas mãos do seu Criador o seu próprio destino (um objeto inanimado não tem destino, servindo apenas um objetivo), do qual o Mesmo não abdicou, mesmo sabendo as consequências do que estava a fazer (a matar o seu próprio filho). No dia 15 de Setembro de 2017 (precisamente um mês antes do Fim) e quando os mais otimistas vivendo no final do séc. XX (e suspeitando da mesma poder funcionar 20 anos depois) certamente pretenderiam (se ainda cá estivessem) festejar esta data como um marco histórico (da História da Conquista do Espaço por sondas automáticas não tripuladas, desde o abandono das missões Apollo), com a NASA a impor aos responsáveis desta missão o suicídio da sonda Cassini basicamente por duas razões (a segunda mais importante que a primeira):

 

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 Cassini a 634 mil Km de Saturno ‒ Em 14 Setembro 2017

 

Com a energia necessária ao seu funcionamento cada vez mais perto de se esgotar/1ª razão (fonte de alimentação de plutónio dado os painéis solares terem sido postos de lado dada a grande distância de Saturno ao Sol) e mais importante ainda com a possibilidade (no fundo inevitabilidade) de se poder perder o controlo da sonda (por falta de energia e de comunicações) facultando-lhe por mera neglicência mais uns tempos de vida (em vez de a abater imediatamente) e com isso podendo no seu caminho (desconhecido) encontrar outros Mundos (por exemplo como a preservada lua Encelados com os seus potenciais oceanos) contaminando-os (apesar de não convincente sendo para alguns uma razão para a concretização de um momento para eles espetacular) ‒ e daí THE GRAND FINALE.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:54

15
Set 17

“NASA has let one of its most valuable space exploration missions go up in smoke.

On Friday morning, the craft that has been exploring Saturn's system plunged into the planet's atmosphere and almost immediately disintegrated.”

(cnbc.com)

 

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  A sonda CASSINI

(explodindo à entrada na atmosfera de Saturno)

 

Hoje dia 15 de Setembro de 2017 pouco antes das 13:00 (em Portugal), a sonda automática CASSINI lançada em 2017 de Cabo Canaveral (estado da Flórida) e inserindo-se na órbita do planeta SATURNO em 1 de Julho de 2004 (atualmente a quase 1,5 biliões de Km da Terra), terminou a derradeira fase da sua missão apontando o seu trajeto na direção de Saturno (e da sua camada superior de nuvens), mergulhando num voo definitivo e perdendo-se na atmosfera do planeta (segundo as primeiras informações a 1.500Km do topo das nuvens).

 

Com a perda definitiva da sonda orbital CASSINI (2017) já depois do mesmo ter acontecido com o módulo de aterragem HUYGENS (em meados de Janeiro de 2005 ao atingir a superfície da lua de Saturno TITÃ), terminando a missão CASSINI-HUYGENS na região do Gigante Saturno: 13 anos orbitando o 2º maior planeta do Sistema Solar (só sendo suplantado por Júpiter) e tomando conhecimento sobre toda esta região envolvendo o planeta (incluindo as suas mais de 60 luas) num projeto agora abandonado isolando ainda mais esta área do Espaço.

 

De todas as sondas automáticas ainda ativas e movimentando-se nas profundezas do Espaço, restando apenas 5 desde o fim da sonda Cassini: e pondo de lado as VOYAGER já no limite do Sistema Solar (com a Voyager 1 fora dele e a Voyager 2 a caminho) ficando-se somente com 3 ‒ a NEW HORIZONS (a uns 5 biliões de Km) e a DAWN e a JUNO (já tendo ultrapassado os 500 milhões de Km): a primeira visitando recentemente o planeta-anão PLUTÃO e dirigindo-se atualmente na direção do CINTURÃO de KUIPER, a segunda tendo como seu principal cartão-de-visita a sua passagem por VESTA e a sua temporada em torno de CERES e finalmente com a terceira recentemente chegada ao seu destino a ter como corpo de estudo nada mais nada menos que o Gigante planeta JÚPITER (o maior do Sistema).

 

Agora com o Homem ainda mais preso à Terra (o nosso local de nascimento mas também o nosso único cemitério) ‒ atualmente apenas sendo autorizado a curtas viagens entre a Terra e a ISS por volta duns 400Km ‒ e com aquela que deveria ser a Nova Aventura da Humanidade partindo À Aventura e à Conquista (tal como o fizeram no passado com a Conquista dos Oceanos), a ser entregue a simples MÁQUINAS comandadas à distância (como se fosse um simples jogo) e assim negando a nossa participação (presencial) e tomada direta do conhecimento (utilizando todos os nossos órgãos dos sentidos).

 

"This is the final chapter of an amazing mission, but it's also a new beginning. Cassini's discovery of ocean worlds at Titan and Enceladus changed everything, shaking our views to the core about surprising places to search for potential life beyond Earth."

(Thomas Zurbuchen/NASA)

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:40

11
Set 17

Esta sexta-feira perderemos mais um testemunho presencial, localizado nas profundezas escuras do Espaço: a sonda CASSINI.

 

A pouco de mais de 3 dias e 18 horas do seu suicídio (despenhando-se sobre o planeta SATURNO) a sonda CASSINI envia-nos mais um dos seus registos (neste caso do passado dia 28 de Agosto) tendo como protagonista a lua ENCELADOS:

 

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 Encelados visto por Cassini

(2017)

 

Mostrando-nos esta lua ativa e gelada do longínquo planeta Saturno (o segundo planeta exterior, tomando como referência a Cintura de Asteroides) e as suas plumas gasosas a serem expelidas para o Espaço.

 

A 15 de Setembro de 2017 e quando Saturno estiver a cerca de 1500 milhões de quilómetros da Terra (aproximando-se do máximo da distância Terra/Saturno lá para finais de Dezembro), com a sonda a dirigir-se para o seu alvo (o 6º planeta principal do Sistema Solar), entrando na sua atmosfera (violenta) e desintegrando-se na queda.

 

O Fim.

 

(imagem: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:51

12
Ago 17

Neptuno o Rei do Mar ‒ filho de Saturno e irmão de Júpiter e de Plutão

(este último a ovelha negra da família e tratado como um anão)

 

Com mais um planeta (dos oito ainda certificados como tal) fazendo parte do Sistema Solar (tendo o Sol como referência central) a reclamar o seu grande dinamismo na prossecução do seu trajeto evolutivo, cientistas da Universidade de Berkeley localizada no estado norte-americano da Califórnia (pertencentes ao Mundo Orgânico) tornam-se agora protagonistas dessa ânsia planetária (e do Mundo Mineral) de reconhecimento universal da posse de Atmosfera (talvez com parâmetros consentâneos para a construção de um ecossistema capaz de albergar vida). Oito planetas fazendo parte de um conjunto virtualmente fechado em que os corpos mais perto do centro (também virtual o Sol) são mais pequenos, mais quentes e mais expostos (planetas interiores), enquanto os outros situando-se para lá da Cintura de Asteroides (planetas exteriores) e projetando-se mesmo a grandes distâncias, se revelam como maiores, mais frios e talvez menos expostos. Sugerindo-nos que num Futuro deste Sistema (o Sol irá a meio do seu percurso de vida) por lá poderá residir a nossa nova esperança (de sobrevivência) e o próximo local de partida para o nosso novo e inexorável destino. Como a Península o foi (Ibérica) na Conquista dos Oceanos.

 

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Numa observação registada este ano entre 26 de Junho e 2 de Julho

 

Apresentando-nos imagens pouco comuns do gigante e distante (diâmetro Neptuno = 4 X diâmetro Terra e distância Neptuno ao Sol = 30 X distância Terra ao Sol) planeta Neptuno (o 8º e último integrando o Sistema Solar) durante o seu crepúsculo (período de luminosidade ao amanhecer e ao anoitecer) ‒ com extensas áreas extremamente luminosas, resultantes de grandes tempestades e aparecendo no interior da sua atmosfera ‒ mas aqui surgindo em regiões deste Gigante Gelado (sendo aí pouco habituais tais fenómenos) mais típicas de latitudes intermédias do que mais perto do seu equador (como as aqui registadas). E com uma tempestade de tal dimensão (9.000Km de extensão) que por pouco lá caberia a Terra: num planeta considerado o mais ventoso de todos (os oito) e com a velocidade dos ventos a poder atingir a velocidade de mais de 1.600Km/h no equador (na Terra na ordem dos 259Km/h) ‒ e com as estações responsáveis pela evolução das tempestades (em Neptuno) a durarem 40 anos, em vez dos 3 meses como na Terra (Neptuno completa uma órbita em volta do Sol em cerca de 160 anos).

 

(dados e imagem: sciencedaily.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:11

05
Mai 17

Antes do seu suicídio projetado para 15 de Setembro deste ano a sonda norte-americana CASSINI circulando nas proximidades do planeta SATURNO desde o ano de 2005 vai realizando alguns ensaios técnicos e outros de trajetória de modo a concretizar com sucesso a data do seu Grande Final.

 

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Superfície de Saturno fotografada pelas câmaras da sonda Cassini

(a 2.000/3.000Km de distância)

 

No passado dia 26 de Abril e num mergulho inédito e de consequências imprevisíveis para a sobrevivência da própria sonda, com a mesma a orientar-se na direção do planeta e a fazer coincidir a sua trajetória com a maior tangente alguma vez feita a este Gigante Gasoso, ultrapassando incólume a sua travessia entre as nuvens envolvendo Saturno e os seus respetivos anéis (passando a menos de 300Km destes últimos).

 

Com a sonda Cassini a cumprir exemplarmente este seu primeiro e expetante mergulho lateral (até aí jamais concretizado) e pelo risco que essa região comportava (pela possível presença de pequenas partículas) aliada à velocidade da sonda no seu movimento (124.000Km/h), não sofrendo nenhum dano e cumprida a trajetória planeada voltando a comunicar.

 

PIA21441_fig2_compressed.jpg

Localização da imagem relativamente a Saturno

(o Hexágono)

 

E tendo tudo corrido bem com a sonda Cassini a ter já concretizado o seu 2º mergulho planeado para o dia 2 de Maio (passada terça-feira). Num conjunto de exercícios nunca antes tentados pelos técnicos da NASA responsáveis pela missão (inicialmente Cassini-Huygens), agora que se aproxima o momento de nos despedirmos de uma das poucas presenças humanas por aquelas paragens (indireta) e tudo fazendo (numa manifestação de desespero e de perda) para aproveitar os seus últimos momentos de presença entre nós ‒ com a sua morte anunciada para daqui a pouco mais de 4 meses.

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:57

06
Abr 17

No dia 15 de Setembro de 2017 a presença Humana nas proximidades dos dois maiores planetas do Sistema Solar – Júpiter e Saturno – limitar-se-á à sonda Juno. E com esta a demonstrar já indícios de alguns problemas técnicos, devido à poderosa influência do campo magnético de Júpiter (a obrigar os responsáveis da missão nas órbitas de Juno em redor do planeta, a fazê-lo o mais seguro e distante possível).

 

PIA21438.jpg

Cassini Over the Top

PIA 21438

 

Demonstrando para quem quiser ver como é tão fácil em poucos segundos dar cabo de um investimento de cerca de 3.3 biliões de dólares (sendo 20% desse investimento Europeu) – numa cronologia de quase 20 anos – a agência governamental norte-americana dedicada à Exploração Espacial e criada vai fazer 59 anos (em 29 de Julho), à falta de melhor e face à cada vez mais gritante escassez de recursos financeiros (com o Governo dos EUA a financiar a NASA e com esta a ver todo o seu dinheirinho a ir direitinho para os privados seus associados) – e hoje com os seus grandes projetos em prática a estarem limitados à ISS e às sondas automáticas – recorre cada vez mais ao seu Elogio Fúnebre e à prática agora tornada empolgante do suicídio (chegando mesmo a imaginá-lo e até a ilustrá-lo) numa última tentativa e já numa fase desesperada de puro autoconvencimento: ou uma morte gloriosa e depois de tantos sacrifícios (nas diversas missões morreram mais de 20 astronautas), não merecesse um grande funeral.

 

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Cassini Grand Finale Dive

PIA 21439

 

Abandonada a Conquista do Espaço e limitando-se agora e exclusivamente à Exploração (não presencial) do mesmo – mas preferencialmente em zonas mais próximas como Marte (com todo o restante trabalho a ser entregue a instrumentos de observação instalados na Terra ou em órbita da mesma – a NASA vendo os seus veículos espaciais a degradarem-se e a caminharem tal como acontece com tudo para o seu fim, além de se ir entretendo com temas que não interessam a ninguém (como imaginar o planeta Júpiter, tendo como função decorativa, o de fazer de papel de parede), vem agora e com quase 5 meses de antecedência imaginar e ilustrar o futuro suicídio da sonda Cassini, no seu mergulho final em direção ao outro Gigante Gasoso o planeta Saturno – numa morte anunciada para 15 de Setembro. Das grandes sondas do passado – entre outras as Pioneer, as Voyager, as Viking e até a Huygens (a companheira de Cassini terminando a sua missão ao aterrar na lua Titã no início de 2005) – nada mais ficando de verdadeiramente relevante para além da mais nova a sonda Juno (em torno de Júpiter), da sonda Dawn (em torno do planeta-anão Ceres) e da sonda New Horizons (depois de passar Plutão dirigindo-se agora para o interior do Cinturão de Kuiper).

 

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Cassini versus Saturn

PIA 21440

 

Com muitas das sondas hoje em dia enviadas para o Espaço evitando esmagadora e incompreensivelmente a Lua (com os chineses a serem a exceção com as suas sondas Chang’e) e dirigindo-se quase todas para Marte, um destes dias criando algum tipo de congestionamento nunca antes visto em torno do planeta (pelo menos nos últimos biliões de anos e intervindo alienígenas – o que serão os terrestres para os marcianos) e no entanto nunca descobrindo Vida ou algo de minimamente parecido (fossem vestígios ou indícios): com poucas das sondas a saírem da linha e dirigindo-se para outras fronteiras – como por exemplo a sonda Rosetta (orbitando o cometa 67P/C-G) ou as velhinhas Voyager 1 e 2 (com a 1ª tendo já saído do Sistema Solar e com a 2ª a caminho). E até no caso da ISS (Estação Espacial Internacional) – e demonstrando a encruzilhada em que está a NASA tendo que optar entre a Conquista (com a presença obrigatória de astronautas e a construção de naves adequadas) ou a simples Exploração do Espaço (utilizando sondas automáticas controladas à distância mas sem presença do Homem) – com a mesma missão a só poder prosseguir graças a foguetões russos (veja-se lá) e futuramente à iniciativa privada (se tudo correr bem norte-americana) e até com os chineses face ao seu poder económico e até financeiro 8cheios de dólares e de ouro) a prosseguirem sozinhos na construção da sua própria Estação Espacial (num processo já iniciado).

 

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Huygens Descent Sequence

PIA 06434

 

Num episódio a que a NASA já nos vai habituando (desiludindo e confirmando suspeitas), transformando o fim da missão num espetáculo deprimente e elevando a um Grande Final a destruição total da Cassini: quando já tínhamos assistido a algo de muito semelhante com o mergulho da Huygens em Titã (há uma dúzia de anos atrás e com o fim da transmissão pouco tempo depois da aterragem), colocando-se aí a questão de face à longevidade de Cassini, se o mesmo não poderia ter sido feito com a outra sonda Huygens. Face aos prós e aos contras ficando-se por saber qual o verdadeiro motivo para tão forte decisão, quando ela ainda nos serve e nem sequer disse que não. Numa conclusão teatral antecedida por 22 órbitas, rodeando o planeta e atravessando anéis, acabando com um tiro certeiro para o olho do planeta e nada mais transmitindo senão o silêncio do Espaço. E já com o cenário traçado: “Cassini will plunge into Saturn's atmosphere on Sept. 15, 2017. Using its attitude control thrusters, the spacecraft will work to keep its antenna pointed at Earth while it sends its final data, including the composition of Saturn's upper atmosphere. The atmospheric torque will quickly become stronger than what the thrusters can compensate for, and after that point, Cassini will begin to tumble. When this happens, its radio connection to Earth will be severed, ending the mission. Following loss of signal, the spacecraft will burn up like a meteor in Saturn's upper atmosphere.” (nasa.gov)

 

(imagens e legendas: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:47

20
Mar 17

Nos próximos tempos deixaremos de vez de estar presentes, de olharmos e de investigarmos, um dos maiores e talvez mais fotogénicos (no sentido em que impressionam bem a nossa placa cerebral) – pelo uso constante dos seus magníficos anéis decorativos – planetas do Sistema Solar: com o fim da sonda Cassini em 15 de Setembro deste ano, deixando de aí estar presente e impedidos de ver o Mundo (mundos como os de Pã).

 

PIA21436.jpg

A lua Pã

(Sonda Cassini – PIA 21436 – 7 Março 2017)

 

Apresentando uma das luas do planeta Saturno (localizado a uma distância média de mais de 1400 milhões de Km do Sol), apresentando um diâmetro não atingindo os 29Km (mais do que 4200X menor que o diâmetro do planeta que orbita), girando à volta do mesmo a pouco mais de 133000Km de distância e levando pouco menos de 8 horas a dar-lhe uma volta completa: possível de ser detetada nos limites exteriores do anel A orbitando Saturno no espaço denominado por Divisão Encke.

 

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Localização da lua Pã no interior da Divisão Encke

(limite externo do anel A)

 

À primeira vista com este satélite natural da Saturno a assemelhar-se à forma por nós idealizada para um disco-voador (um pires de uma chávena de chã), mas não sendo certamente de origem artificial (teria que ter uma criação alienígena), sendo efetivamente oriundo de um molde não muito comum de se ver (no nosso Sistema Solar) e deixando-nos ainda mais dúvidas no que toca à formação: talvez o resultado da acumulação e agregação de materiais dispersos em torno de um núcleo movimentando-se entre anéis.

 

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A pequena lua Pã orbitando Saturno no interior da Divisão Encke

(Sonda Cassini – PIA 09868 – 12 Fevereiro 2008)

 

Aqui sendo-nos apresentada a partir das câmaras da sonda Cassini num registo já deste mês e capturado a 24600Km de distância da mais pequena (e uma das mais próximas) lua de Saturno, Pã: mostrando-nos os hemisférios norte e sul deste satélite natural (esquerdo e direito respetivamente – imagem inicial). Com os cientistas a afirmarem que Pã se terá formado num tempo em que os anéis circundando Saturno eram mais jovens e débeis, levando o seu núcleo central (constituído por material gelado e sendo mais denso que a sua parte exterior) ao passar entre os anéis a apanhar e a acumular material na sua trajetória, que no presente lhe dá esta forma deveras peculiar.

 

(imagens: nasa.gov e google.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:47

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