Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

01
Jun 15

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
(tomo A/31.5)

 

Dia Três
3.ª Etapa da Viagem
(Paderne – Silves)

 

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A próxima etapa da nossa aventura tinha como destino a cidade de Silves: uns bons vinte e cinco quilómetros a pé e no mínimo umas seis horas de caminhada. E como ainda estávamos bastante agitados (das horas anteriores) decidimos arrancar no instante e partir de madrugada. Eram duas horas quando partimos. Talvez tenha sido nessa noite (em toda esta fabulosa aventura) que alguma vez tenhamos pensado (mas por mero erro de interpretação) em desistir, mas a correcção desse erro levara-nos onde nunca pensáramos: se algo de inconsciente (mas natural) nos levara a este destino, certamente que algo de melhor nos esperaria do outro lado (do espelho). Tudo começou inesperadamente quando já nos encontrávamos no interior da zona do Foral (talvez com 1/3 da distância já percorrida). Sem aviso o tempo mudou, nuvens escuras cobriram os céus e a chuva começou a cair. Repentina tinha-se levantado uma verdadeira tempestade, com ventos cada vez mais fortes, chuva com precipitação elevada e relâmpagos e trovões em evidente aproximação. Num momento estávamos ligeiros e seguros e no seguinte sentíamo-nos como que paralisados e inseridos no Olho do Furacão. Parecia até que estávamos a reviver o violento tornado ocorrido em Silves no ano de 2012, mas agora presencialmente, em directo e ao vivo e com cenas exclusivamente nocturnas. E então viu-se um grande relâmpago, seguido por um violento trovão e de seguida mergulhamos num profundo silêncio. A chuva parou e entre os sons emitidos pelos últimos pingos estalou a gritaria: durante uns segundos com um barulho verdadeiramente ensurdecedor, mas com o decorrer dos segundos decrescendo de intensidade e sendo substituída por barulhos do que poderiam ser quedas e de muitos ramos partidos. Minutos depois e para nosso grande espanto parecia que tínhamos sido teleportados para a selva. Entre cangurus, cabras, póneis, camelos, coelhos, galinhas, patos e roedores de menor porte a escolha era variada: era vê-los a passar por nós inseguros, perdidos, mas também curiosos, logo seguidos por nuvens mais ou menos dispersas de várias espécies de aves. Só eu vi uns quantos papagaios, diversos grupos de periquitos e até algumas aves nocturnas (aqui mais comuns e familiares), como um mocho e uma coruja. Que soubéssemos ainda estávamos no Algarve e esta não seria (na sua grande maioria) a sua verdadeira fauna (endémica): caso contrário só faltava mesmo os macacos.

 

Depois da maioria dos animais terem passado o ambiente acalmou um pouco mais. Deixando-nos a possibilidade de avançarmos tranquilamente no terreno e retomarmos a nossa caminhada. E como o nosso trajecto passava por lá, fomos ver a zona de impacto (o ponto onde o relâmpago caíra). Agora encontrávamo-nos no interior da projecção do filme Parque Jurássico (Jurassic Park) só que a placa dizia Mundo Louco (Crazy World). O parque tinha sido violentamente atingido, com algumas estruturas destruídas e ainda a arder (em lume brando devido à anterior precipitação) e com alguns dos seus animais ainda em fuga atravessando toda a extensão do terreno. Só vimos um indivíduo isolado em cima de uma moto 4, pela sua atitude ainda meio paralisado e sem saber bem o que fazer (“mas afinal de contas o que é que ali se teria passado?” – ainda estaria ele a pensar!). Avançamos um pouco mais no interior deste parque, mas quando um de nós tropeçou (supostamente num ramo) e caiu, vimos na realidade o local onde estávamos e rapidamente nos pusemos a andar: se a tartaruga que viramos até que era simpática, já as pitão e os crocodilos eram uma outra história. E se alguém me dissesse que ali havia gato (uma intervenção exterior) naquele momento eu acreditaria: na escuridão agora limpa da noite uma luz estranha brilhava no céu.

 

Pouco passava das sete horas da manhã quando pela primeira vez avistamos o bonito e proeminente castelo. Tínhamos agarrado o rio Arade já muito perto de Silves e acompanhado o seu reduzido curso de água até ao centro da cidade. Pela segunda vez socorremo-nos dos nossos valores civilizacionais e lá fomos até um café (situado bem junto às margens do rio) tomar um pequeno-almoço reforçado: a noite anterior tinha deixado as suas marcas e o cansaço associado à humidade ainda colada ao nosso corpo, exigia calorias e um corpo bem aquecido. Aproveitamos a ocasião para descansar um bom bocado e antes de iniciarmos a subida (ao castelo) consultamos o documento: no único artefacto associado à guia de marcha anteriormente aos três entregue, encontrava-se um documento para abertura (e para nossa consulta) duas horas após o nascimento do Sol. E como a hora já passara fomos ver o que dizia. Em poucas linhas informava: “ao ultrapassar a porta de entrada pelo seu lado interior, vire-se cerca de 30º à esquerda e dê vinte passos rigorosamente em linha recta; pare, rode para a direita até atingir uma perpendicular à anterior direcção e dê mais outros vinte passos; olhando para a parede da muralha que irá ver à sua frente eleve os seus olhos segundo uma vertical perfeita e fixe-se na sua parte superior; irá verificar a existência no foco dessa estrutura de uma pedra particular, apresentando como característica distintiva uma fractura em forma de Y, a qual irá identificar o centro e as pedras que lhe são adjacentes; uma das oito conterá a resposta e a escolha errada interromperá o processo”. Chegaram-se então perto da muralha, viram a marca à sua frente, mas à volta da pedra marcada com Y só contaram cinco pedras. E então repararam nas letras mais pequeninas (que talvez ajudassem como se fosse adivinha): “por vezes é no meio daquilo que não vemos, que se guarda o tão desejado segredo” e ainda para finalizar “e de nove salva-se um”. Estavam num verdadeiro e perigoso impasse: um único erro poderia fazer desabar todo o edifício há tanto tempo esperado e com ele provocar o fim de todos os nossos sonhos sonhados. Teriam que resolver o enigma que aqui lhes era colocado e encarar com naturalidade a descoberta da sua solução, como o resultado de um raciocínio simples e de uma conclusão evidente. E aí o cérebro do mais novo iluminou-se e da escuridão se fez luz. As pedras eram na verdade nove: a pedra central identificada pelo Y, mais cinco pedras visíveis e colocadas em seu redor e as outras três desaparecidas (em combate, mas seguramente ainda presentes). Ao subir ao cimo da muralha o que viu apenas veio comprovar a sua teoria: um passeio corria ao longo de toda a sua extensão, com a parte virada para o exterior a ser constituída pelo mesmo tipo de pedras (agrupadas). Sem receio e agora reconfortados pelas nossas certezas, pressionamos a pedra e ela soltou-se: no interior um objecto cilíndrico e brilhante apareceu, despertando-nos logo a atenção. E enquanto isto se passava um tipo passou quase que despercebido mesmo ao nosso lado, lançando-nos por segundos um olhar frio e penetrante e desaparecendo de imediato após transpor uma porta.

 

Guardamos o valioso objecto (pelo menos para nós) e com muitas cautelas abandonamos o castelo, regressando de novo às margens do rio. Sentados numa das suas margens pensamos no que fazer e para tal combinamos andar um pouco mais e num sítio mais privado e protegido avaliarmos o objecto. Os nossos passos seguintes estariam aí bem expressos. Pouco tempo depois tivemos a resposta e retomamos viagem. O nosso destino seria agora um lugar situado na margem esquerda do estuário do rio Arade (mais ou menos a quatro quilómetros de distância da cidade de Portimão), onde se localizaria uma gruta que teria tido em tempos longínquos (desde o paleolítico médio) ocupação humana e ainda por cima transportando consigo um nome deveras interessante e bastante sedutor como o do famoso poeta árabe ibn Ammar (nascido perto de Silves, talvez em Estombar).

 

Dia 4
4.ª Etapa da Viagem
(Na Gruta de Estombar)

 

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Esperava-nos um percurso de cerca de sete quilómetros, correspondentes (no máximo) a umas três horas de caminhada. Arrancamos por volta das três horas da tarde e após termos atravessado o rio e percorrido vastas zonas carregadas de citrinos atingimos a zona das fontes e dirigimo-nos para as suas instalações. Resolvemos pernoitar no local e aí aguardar a chegada do dia seguinte. E em pouco mais de hora e meia tínhamo-nos alimentado, dado um pequeno passeio pelas redondezas e chegados à tenda adormecido logo como pedras. Nem chegamos a lavar-nos, nem sequer a arrumar as coisas. Sem incidentes acordamos já o dia tinha nascido e ainda sonolentos e com o corpo dorido fomo-nos lavar e tomar o pequeno-almoço. O dia parecia mais quente do que os anteriores e com o calor a chegar achamos melhor despacharmo-nos. Reunimo-nos à volta da mesa, discutimos uns pequenos detalhes e lá fomos até à célebre e ainda misteriosa gruta de Lagoa. Não esperávamos descobrir lá o poeta árabe ibn Ammar, mas o encontro com esta gruta milenar poderia ser o abrir de mais uma porta nesta nossa fantástica e irrepetível aventura.

 

À chegada a conclusão a tirar foi concretizada rapidamente: teriam de se socorrer de material utilizado na investigação de grutas subterrâneas e tal como um espeleólogo utilizar ferramenta especializadas, eficazes e de fácil utilização (para principiantes). E só um de nós se poderia considerar um razoável praticante. Mas como a aventura assim obriga teríamos mesmo que arriscar. Demos a volta e regressamos de novo ao local onde tínhamos pernoitado. Ofereci-me para ser eu o escolhido na necessária ida até Portimão. Aí adquiriria (recorrendo extraordinariamente ao meu cartão de crédito) todo a ferramenta e equipamento básico necessário para a concretização da exploração a executar no subsolo adjacente a esta margem do rio Arade, fazendo-me deslocar numa das maiores canoas aí estacionadas (de modo a poder acondicionar todo o material, transportando-o sem problemas) e usufruindo ao mesmo tempo da beleza paisagística deste trajecto fluvial. Ainda tive tempo de escutar as pessoas falarem sobre o terrível temporal que se abatera sobre toda a zona do Foral e de como a passagem do mesmo tinha praticamente destruído o parque de diversões aí existente, colocando toda a zona envolvente de quarentena face à fuga precipitada de centenas de animais. Até havia quem associasse o fenómeno meteorológico ao avistamento na mesma noite de um objecto luminoso atravessando o céu sobre Portimão, com alguns a chegarem mesmo a afirmar terem visto um raio a ser emitido a partir do objecto, em direcção a um ponto situado em terra. Feitas as compras regressei à origem mesmo a horas de almoçar: o peixinho estava quase grelhado e sobrara um pouco de pão, umas alfaces e umas quantas laranjas e azeitonas. Comemos bem, sentimo-nos bem e pouco depois fomos descansar. Esperava-nos uma dura jornada e tínhamos que nos recompor.

 

Encontramo-nos à entrada da gruta ainda o Sol estava no céu. Às sete em ponto transpúnhamos a linha de entrada e introduzíamo-nos decididamente na gruta de ibn Ammar. Começava aí a nossa aventura nas profundezas desconhecidas da Terra. Cuidadosamente continuávamos a guardar connosco o precioso objecto que descobríramos anteriormente na pedra da muralha do castelo e que consigo ainda transportava a delicada Mensagem há já muito tempo esquecida. Há medida que nos íamos movimentando a passagem ia-se estreitando, ao mesmo tempo que o percurso se tornava mais difícil e por vezes bastante irregular. Apesar de não sermos assim tão grandes os túneis tornavam-se por vezes bastante difíceis de ultrapassar: uma curva um pouco mais apertada, um pequeno entrave no caminho a cumprir e até alguns locais onde poderíamos tropeçar e magoar-nos com alguma gravidade (em pequenas e inesperadas saliências), tudo ia contribuindo para o aumento acelerado do nosso cansaço (acompanhado por uma ligeira sensação de falta de ar) levando-nos por vezes a ter que parar e respirar profunda e lentamente. Estávamos a avançar muito lentamente, sinónimo evidente da nossa inexperiência. Por isso ter-mos que ser tão cuidadosos e nalguns casos mesmo meticulosos. Chegamos finalmente a um ponto onde por um dos lados o túnel iniciava uma descida quase vertical, enquanto pelo outro o nível se mantinha praticamente idêntico. As outras saídas ou eram demasiado estreitas ou apresentavam dificuldades para nós insuperáveis. Optamos pela descida vertical e pela primeira vez socorremo-nos das cordas. Com todo o cuidado necessário a ter nestas ocasiões começamos a descida. Talvez uns cinquenta metros após o início (da progressão) chegavam todos definitivamente ao fundo: já na descida se tinha começado a ouvir um ruído muito suave (mas que na nossa mente indicava logo a possível presença de água, a circular), sendo assim sem surpresa mas com grande admiração (pela beleza oculta desta obra de arte subterrânea que abertamente se oferecia diante de nós) que nos vimos num cenário fantástico de rochas e espelhos, não muito usual de se ver pelos homens à superfície. E no local acabamo-nos por perder durante um bom bocado de tempo: não resistimos a este lugar para nós estrangeiro e a frescura cristalina das águas obrigou-nos logo a um banho. Foi uma delícia, como um belo banho de imersão (na minha banheira) para relaxar o nosso corpo (e refrescar a cabeça). Mas tínhamos que continuar a viagem. Comemos e bebemos um pouco e voltamos à caminhada. Demoramos algum tempo a encontrar a extremidade desta cavidade molhada, mas com alguma sorte e um pouco de orientação lá fomos dar a uma zona onde havia um estreitamento da mesma, daí parecendo partir um ou mais túneis. Quando lá chegamos verificamos a existência de três saídas, uma delas subindo, a outra descendo e a terceira mantendo o mesmo nível. Era claro pela existência destes lençóis subterrâneos que estariam a um nível semelhante ou inferior ao do curso do rio Arade. Se subissem deslocar-se-iam em direcção à superfície; se descessem acabariam por se arriscar a encontrar material mais duro e compacto (o que só lhes dificultaria a progressão), se por ventura atingissem a base de acumulação das rochas sedimentares por entre as quais agora se deslocavam e que assentariam provavelmente noutras, estas de origem vulcânica; a melhor opção seria mesmo avançar pelo túnel restante e aguardar o que ela nos reservaria mais à frente. E foi isso que fizemos.

 

Batemos com a cabeça na parede já o relógio marcava 10:30 da noite. Há mais de três horas que tínhamos abandonado a superfície e estávamos agora num beco sem saída e com uma parede bem à nossa frente, indicando-nos não haver solução (por ali só rocha). Só neste último bocado perdêramos quase quinze minutos, teríamos que voltar para trás (mais quinze minutos) e estudar melhor outras hipóteses (mais outros quinze minutos). Só lá para as onze! E ficamos então a olhar para a maldita da parede. Parecia que algo se mexia em certos pontos. Que se os unissem e imaginassem até poderiam construir uma recta. E num caso observado (imaginando um possível ponto de intersecção) parecendo mesmo o ponto de encontro imaginário de duas rectas distintas. Era isso: o que estavam a ver bem que poderia ser o efeito do vento a passar pelas frinchas existentes entre uma porta e o seu respectivo caixilho. Corremos todos para a parede, fartamo-nos de a esfregar com todas as nossas mãos e até com todos os nossos dedos e aos poucos, com a ajuda de alguma ferramenta suplementar ela começou a aparecer até à sua definição total. Agora só faltava arranjar maneira de a abrir.

 

Como era mais do que evidente a solução a adoptar para a abertura desta porta, teria que passar por algum tipo de mecanismo cuidadosamente escondido nalguma saliência da parede. Mas não encontramos nada: nem sequer um sinal. Sentamo-nos um pouco abatidos. Sentíamos uma ligeira brisa introduzindo-se pelos pequenos intervalos existentes entre a porta e o caixilho e pelas sensações em nós produzidas parecia transportar consigo um ar fresco e limpo. Um de nós aproximou-se um pouco mais, curvando-se para a esquerda e assentando a cabeça no solo. E enquanto ia apontando para um dos cantos da porta (o inferior esquerdo), chamava a atenção do nosso outro companheiro (sentado a meu lado) para algo que se passava numa das mochilas: e ao virarmos os nossos olhares em simultâneo, vimos uma luz a sair duma delas. No interior da minha mochila o nosso “precioso objecto” vibrava, sinalizando com uma luz intermitente a presença de um outro dispositivo (electrónico e associado). Seria talvez aquilo de que eu ansiosamente esperava: um dispositivo de comando. Peguei nele, comprimi-o de múltiplas formas e sem saber como nem porquê, consegui que a porta se abrisse. À nossa frente surgiu-nos um pequeno corredor bem iluminado e que ia dar a uma segunda porta; com um visor lateral de desbloqueamento de fechadura e uma pequena janela por onde se podia visionar o que para lá dela se encontrava. Três botões amarelos cintilavam no visor, esperando que alguém os pressionasse. E assim fizemos os três (aqueles que tinham manipulado o precioso objecto): diante de nós, uma gruta completamente equipada e muito semelhante a uma estação ferroviária aparecia completamente ao nosso dispor, com três veículos estacionados lado a lado numa plataforma de embarque e com alguns destinos bem assinalados num monitor informativo.

 

Pela primeira impressão recebida estariam numa estação de menor importância. O esboço mais completo a que para já tivéramos acesso indicava que estaríamos numa subestação de nível 2 (um ramo terminal), por sua vez ligado ao ramo principal através de uma subestação de nível 1. Essa subestação receberia ramos oriundos de diversos pontos circundantes à área central de implantação, ligando-os directamente ou por transbordo ao ramo principal de comunicação. O mais rápido e directo ia ter a uma região em princípio mais elevada situada a noroeste do local onde nos encontrávamos, que por aquilo que parecia ser uma escala, deveria localizar-se na região da serra de Monchique. Os outros trajectos eram mais confusos. Em princípio o veículo escolhido seria o n.º 3. Instalamo-nos, deixamos que o veículo completasse todos os seus procedimentos habituais e quando ouvimos o que seria o pedido de autorização carregamos ENTER e pusemo-nos em marcha. O primeiro veículo levou-nos até à subestação de nível superior; sem transbordo fomos transferidos para outra plataforma próxima, dirigindo-nos de seguida para a estação situada no ramo principal. Tudo em cerca de cinco minutos. E depois foi só sair num dos lados da plataforma para nos dirigirmos em poucos passos para o outro lado da mesma, entrarmos e instalarmo-nos confortavelmente no novo veículo. Era meia-noite quando chegamos à estação.

 

Fim da parte 2/4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:30

15
Fev 15

Democraticamente para os parceiros de cor verde, amarelo e vermelho

(todos iguais todos diferentes)

 

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A Máquina da Sorte

 

E se um dia o que aconteceu ao BES acontecesse a um país que tivesse 75 Triliões de Dólares em derivados, que como todos nós sabemos, condiciona tanto o valor de qualquer moeda?

 

Moeda – Rússia – Rublo Valor face à moeda do país dos 75
Fevereiro 2014 0.028
Fevereiro 2015 0.014

 

Da última vez que tal aconteceu tivemos a Grande Depressão Financeira de 2008. Já se esqueceram? Mas foi apenas há seis anos! É claro que o grande causador deste BOOM financeiro foi o tal país dos 75 Triliões, não tendo sido por acaso que mais uma vez se safou.

 

Moeda – Canadá – Dólar (canadiano) Valor face à moeda do país dos 75
Fevereiro 2014 0.90
Fevereiro 2015 0.78

 

Quando esse mesmo país controla a partir do seu interior toda a economia mundial, de tal forma que é pela sua tremenda eficácia de facto a Maior Potência Global, a todos deve colocar-se a mais que premente questão, de qual é o seu Segredo.

 

Moeda – Austrália – Dólar (australiano) Valor face à moeda do país dos 75
Fevereiro 2014 0.88
Fevereiro 2015 0.78

 

Aceitar moedas vindas de todos os lados, prometer-lhes em troca diversos lucros bastante chorudos e até comprar-lhes a sua matéria-prima, com o dinheiro que os mesmos lhes confiaram.

 

Moeda – Japão – Yen Valor face à moeda do país dos 75
Fevereiro 2014 0.0098
Fevereiro 2015 0.0085

 

Mas nunca esquecendo o factor fundamental aqui aplicado, herdeiro da florescente economia paralela e dos verdadeiros Mágicos Financeiros, que por acaso e demonstrando a sua Excelência Especulativa, do nada nasceram e mesmo que hoje nada representem (aparentemente), simplesmente dominam o Mundo.

 

Moeda – Europa – Euro Valor face à moeda do país dos 75
Fevereiro 2014 1.36
Fevereiro 2015 1.13

 

O Segredo? Inspirando-se nos falsificadores de dinheiro apetrechar-se do maior número possível de rotativas e imprimir dia e noite o maior número de notas possíveis. Depois inundar o mercado mas de uma forma controlada e nos altos e baixos, nivelar a seu gosto a velocidade dos motores.

 

“Questão: Qual será o país dos 75 Triliões que colocou a Rússia no Vermelho e a Europa mais próxima do Amarelo?”

 

Um derradeiro pormenor deste esquema genial. E aquele que o torna tão doce por tão fácil de usufruir: o reconhecimento de ser um modelo extremamente subtil, funcionando com uma sequência aparentemente natural e “nem sendo necessário fazer algo, para destroçar as outras moedas”.

 

PS – A China já reparou no engodo, a Rússia vai a caminho e os BRICS não querem (mais) ficar para trás. Enquanto isso e imitando o Japão, a Europa já pôs as suas rotativas a funcionar (será que o cérebro do Coelho já pariu ou estaremos destinados a animais de carga?).

 

(consulta de dados: stansberryresearch.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:44

31
Jan 15

Nós é que não queremos ver!

 

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Actual Bastonária da Ordem dos Advogados

 

Consideradas as declarações seguintes como verídicas (RR – Em Nome da Lei) e públicas, ao Ministério Público só resta uma solução: processar imediatamente quem as fez, neste caso a Bastonária da Ordem dos Advogados. Ora vejam lá, se não concordam comigo:

 

“Se o próprio Ministério Público participa nessas fugas parece-me que será difícil encontrar os culpados.”

 

“É a própria investigação criminal que entrega e tem relações perigosas e promíscuas com a comunicação social.”

 

“Este caso evidenciou que ainda antes de haver advogados no processo já se violava o segredo de justiça.”

 

“Aquilo que viu publicado numa determinada comunicação social correspondia 'ipsis verbis' àquilo que viu no processo”.

 

O problema é que o próprio Ministério Público também terá que provar para toda a opinião pública (por muito que a odeiem) que tudo o que nós observamos é mentira e não (como a muitos de nós parece) uma fotografia integral e ilegal daquilo que seria o segredo de justiça. Por eles e como dever obrigatório guardado.

 

Processam, não processam? Eu acho que no fim vamos todos assobiar.

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:52

08
Dez 14

A Não Entrevista Patriótica

 

Fomos entrevistar JS ao estabelecimento onde se encontra de momento hospedado e colocamos-lhe algumas questões a que ele gostaria certamente de responder. Verificamos que não existia possibilidade de fuga e nem sequer encontramos o seu motorista à porta do estabelecimento, com uma mala de cartão e um bilhete do Sud Expresso. Indícios significativos do crime e do que os juízes andam à procura. Para já só têm o motorista.

 

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Dado o impacto e a perturbação que tais respostas poderiam provocar na opinião pública nacional (provocando certamente grande alvoroço e cenas de pancadaria) e no sentido de continuar a manter democraticamente o Segredo de Justiça unicamente para o arguido (dado ser a única parte susceptível de ter cometido um crime), decidimos responsavelmente não as publicar e enviá-las de imediato para consulta das duas publicações privilegiadas (e complementarmente imparciais por estarem ao lado do poder).

 

No mês de Outubro de 2015 saberemos certamente os resultados de todo este processo, dependendo a conclusão de quem ganhar. E talvez aí se soltem as línguas das comadres e se julgue finalmente o Padrinho.

 

(imagem – Expresso)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:25

20
Mar 14

Ficheiros Secretos – Albufeira XXI

(Mecanismos Cognitivos Terrestres na Construção de Situações Equívocas)

Projecção Experimental em Meio Indígena

 

“A verdade anda por aí mas não é para todos – especialmente se formos susceptíveis à acção de uma bala”

 

Base militar dos EUA situada em pleno oceano Índico no atol de Diego Garcia

 

7

Na base de Diego Garcia o Boeing 777 terminava ainda no interior do hangar os preparativos para a sua viagem, com todos os técnicos responsáveis rodeando a aeronave e analisando-a pormenorizadamente, certificando-se a 100% de que nenhum aspecto seria descurado, fosse ele a nível tecnológico de modo a evitar qualquer tipo de falhas no decorrer da operação, fosse ele na apresentação geral da aeronave – interior e exterior – a qual teria que reflectir fielmente e sem qualquer tipo de falhas o modelo que iria replicar. O momento da partida tinha sido esticado até ao seu limite máximo, enquanto aguardavam ordens vindas da base de Manas no Quirguistão: a situação na zona do Índico estava ainda muito confusa, com movimentos constantes de barcos e aviões de várias nacionalidades e origens – militares e civis – procurando ainda o desaparecido voo MH 370. Teriam forçosamente de aproveitar o período da noite para lançarem o avião e completarem desse modo o cenário planeado, ou arriscavam-se a criar um buraco no seu enredo e a darem cabo do guião: já tinha passado mais de uma semana sobre o desaparecimento do avião malaio e os buracos na história poderiam aumentar de tal maneira que tudo ainda podia rebentar nas suas mãos – o que seria inaceitável e teria fortes repercussões nos órgãos de direcção e comando desta intervenção militar sob orientação civil. Perto da hora de jantar chegou a autorização vinda da base situada na Ásia Central para o início do processo de descolagem, a aeronave foi retirada do hangar, os inspectores fizeram uma última inspecção ao interior do avião, retirando-se pouco depois e dando ordens para o fecho das suas portas: enquanto todos abandonavam finalmente a pista e todo o processo de preparação era concluído a ordem final foi dada, acabando o Boeing por levantar voo rumando logo para o sul do oceano Índico. O voo era não tripulado, dirigia-se paralelo ao corredor sul utilizado pela aviação comercial e a carga era um segredo proibido e impossível de ser divulgado.

 

8

Duas semanas após o seu desaparecimento o mundo tinha finalmente conhecimento do sucedido ao voo das Linhas Aéreas da Malásia: vasos de guerra norte-americanos acabavam de descobrir alguns destroços comprovadamente pertencentes ao avião malaio, confirmando de vez a opinião inicial e maioritariamente divulgada pelos principais responsáveis e especialistas em aviação de que o avião teria sido desviado da sua rota inicial em direcção a Pequim invertendo a sua marcha e dirigindo-se de seguida para o meio do oceano Índico onde teria caído, acabando por se desintegrar ao chocar violentamente no oceano e posteriormente desaparecendo na escuridão das suas profundezas. E ninguém com poder de interrogação e de intervenção se atreveu a questionar, desmentir ou contestar a versão apresentada: descoberto o culpado desse momento o mundo perdera o interesse no assunto, virando-se agora para a Ucrânia e para um novo conflito prestes a rebentar.

 

A tecnologia já nos ultrapassa – e como acéfalos nem nos apercebemos do seu poder

 

9

No entanto uma história nunca é facilmente aceite se inesperadamente acabar a meio. E particularmente os chineses não estavam para aí virados, começando a orientar muitos dos seus satélites para a área em questão. Com a colaboração da Rússia e de outros países amigos na região a primeira opção dos chineses foi a de orientar as suas investigações em direcção às principais bases dos seus adversários norte-americanos instaladas nesta zona específica do oceano Índico. As suas suspeitas eram direccionadas a norte para as bases dos EUA situadas na Ásia Central e a sul para a grande base de Diego Garcia: não era por acaso que entre as muitas notícias relacionadas com este desaparecimento, essa base era frequentemente mencionada como destino do avião aparentemente sequestrado, após análise pormenorizada do novo rumo projectado pelo avião – escolhendo o corredor sul com a base norte-americana bem colocada no seu horizonte – a partir de dados entretanto recolhidos confirmando essa possibilidade. O desaparecimento puro e duro do voo MH 370 sem nenhum indício que comprovasse essa teoria – nem mesmo um mínimo destroço ou uma simples comunicação – deixava os chineses num lume brando mas que a qualquer momento poderia explodir. Uma potência mundial como a China ainda por cima com 2/3 dos passageiros do avião malaio entre os mais de duzentos desaparecidos, nunca poderia consentir que este caso dramático e violento terminasse no esquecimento e sem se apurarem quais os seus verdadeiros responsáveis: tornando-se o caso mais delicado e com consequências futuras muito mais graves pelo conhecimento que os chineses tinham sobre a composição de todos aqueles que viajavam no interior do avião – desde individualidades de importância notória no meio empresarial e tecnológico chinês, até à presença de técnicos de empresas norte-americanas na importante e fulcral área dos semi-condutores, essenciais para o desenvolvimento científico e tecnológico da China como grande potência da zona e do mundo (e podendo mesmo passar pelo transporte de componentes fundamentais, agregados à sua carga secretamente e sem conhecimento prévio por parte dos norte-americanos) – e que segundo eles poderia representar uma provocação e um incitamento à violência contra a sua nação. E então quando os EUA se deram ao luxo de reclamarem para si a proeza da descoberta dos destroços do avião, tentando complementarmente e mais uma vez impor a sua versão do sequestro e suicídio por parte do piloto provocando a queda do Boeing e a morte de todos os seus ocupantes – atitude tão incompreensível e inacreditável tomada pelo piloto ou pelo co-piloto e pelos vistos sem nenhum tipo de resistência vinda do interior da aeronave, nem mesmo uma única transmissão de um simples telemóvel pessoal – a paciência atingiu o limite, com a China a exigir a sua presença no local indicado pelos norte-americanos para a queda do avião e o acesso a todos os dados que estes possuíssem sobre o incidente que vitimara os seus concidadãos. Questionando-os também sobre movimentos suspeitos observados em torno das suas bases asiáticas, tanto as situadas a norte como as do sul – como a de Diego Garcia.

 

10

Nenhum corpo foi encontrado no local nem qualquer tipo de sinal foi registado que pudesse indicar a presença da caixa negra do avião. Observadores persistiam no entanto na sua desconfiança e incredibilidade em aceitarem a tese constantemente repetida pelas autoridades da Malásia de suicídio do piloto ou co-piloto – promovida essencialmente pelos norte-americanos e seus aliados na região, ao mesmo tempo que as suas forças aéreas e navais procuravam manter-se afastadas do centro da crise como se nada tivessem a ver com o caso – até porque nada indicava até agora que tivesse existido uma falha técnica grave a bordo do Boeing 777, que mesmo tendo-se desviado da sua rota inicial invertendo o seu rumo, nunca tentara de que forma fosse contactar com o exterior com um pedido de socorro, utilizando um método moderno e sofisticado ou mais arcaico. O cenário mais credível e que estaria de acordo com toda a movimentação civil e militar na região – uma das zonas do mundo mais activas em espionagem e na troca legal ou ilegal de tecnologia avançada circulando em todas as direcções e sob patrocínio de poderosas corporações multi-nacionais e impossíveis de penetrar – apontava para o sequestro do voo MH 370 por parte de aviões militares utilizando tecnologia AWCS (mais provavelmente norte-americanos do que pertencendo a outro país como a Rússia) e seu posterior desvio para uma base sua situada a norte ou sul da Malásia. Isto enquanto certos sectores ligados à espionagem realizada no sul da Ásia e em bases situadas na região ou mais a sul no oceano Índico continuavam paralelamente aos canais de comunicação oficial e à sua permanente intoxicação da opinião pública mundial – que os familiares começavam já a não aguentar mais pelas investigações oficiais não registarem nenhum tipo de avanço, parecendo mesmo essa atitude ser propositada como se estivessem a preparar um novo cenário final e aceitável –  a insistir que recolhidos todos os dados conhecidos e feitas todas as simulações apropriadas a única opção válida seria o de sequestro do avião e sua posterior aterragem numa pista não identificada duma qualquer base militar, mais provavelmente situada em redor do corredor sul. No meio de toda esta catástrofe envolvendo a vida de mais de duas centenas de pessoas – 2 em 3 pessoas eram chinesas, existindo a bordo muitos especialistas em tecnologia e electrónica e mesmo contando com a presença dum engenheiro de voo – uma informação vinda provavelmente do Afeganistão e envolvendo grupos extremistas e oposicionistas ao governo pró-norte-americano ainda tornava tudo mais obscuro (mas por outro lado mais claro): “deveriam perguntar aos serviços secretos norte-americanos o que tinha acontecido com o avião e usando mais a inteligência pensar em que pistas do mundo este avião poderia ser forçado a aterrar sem que o mundo civil dele tivesse conhecimento”; “e se não estranhavam a posição assumida pelas grandes potências presentes na zona – Rússia, EUA e sobretudo China (dado 2/3 dos passageiros serem chineses) – e porque não tinham conhecimento (não informando desse modo o mundo) de trocas comerciais suspeitas realizadas nessa zona do globo e envolvendo pela mesma altura bases militares nas Seychelles contando com o envolvimento de sectores ligados à espionagem internacional (chineses e norte-americanos) e contando já com a morte suspeita de alguns militares seus protagonistas. E porque não relatavam a ida de especialistas das duas nações protagonistas na área – EUA e China – em direcção à grande base de Diego Garcia? Afinal de contas como era possível no Afeganistão terem acesso a tanta informação, enquanto o mundo se perdia em tentativas falhadas de atravessar becos sem saída?”

 

Era inevitável que um avião destas dimensões tivesse alguma testemunha

(nem que fosse o promotor do seu desaparecimento)

 

11

Os Estrangeiros continuavam a observar e a analisar o procedimento e evolução dos Terrestres desde que lhes tinham sido fornecidas algumas informações e tecnologia que estes poderiam adaptar e desenvolver em seu interesse e benefício. Constatavam que a mentalidade ainda muito primitiva desta espécie particular e dominante não lhes dava para já muitas hipóteses de largarem a sua visão egocentrista e violenta, orientada exclusivamente no sentido de preservar o seu poder subjugando de qualquer modo e sem critério visível outras raças ou espécies: era a lei da sobrevivência do mais forte a ser levado até ao seu extremo neste caso negativamente, já que até o indivíduo mais débil, incapaz e perigoso poderia pegar numa arma e matar todos os restantes elementos considerados inimigos por serem diferentes dele ou seja saudáveis de mente, corpo e alma.

 

12

Todo o método adoptado era no entanto muito estranho e incompreensível para os Estrangeiros. O Mundo dos Terrestres vivia um momento de incerteza no seu processo evolutivo, sendo agora o seu processo organizativo e societário posto em causa apenas porque os processos produtivos poderiam estar em perigo: o número excedentário de indivíduos, a consciencialização por parte destes das suas condições miseráveis e do seu quotidiano monótono e sem perspectivas de melhoria, a formação de grupos minoritários contestando as opções da hierarquia liderante e especializada e sobretudo a revolta cada vez mais generalizada dos indivíduos anónimos e sem poder contra o esmagamento proporcionado pela pirâmide social, tornavam o ambiente geral cada vez mais tóxico e claustrofóbico para o normal desenvolvimento das estruturas ancestrais e hereditárias de poder. Este factor tornara-se cada vez mais difícil de resolução e o rápido alastramento das zonas esgotadas e não recuperáveis para investimento, lançara o Mundo numa nova época de loucura e de violência generalizada, poluindo duma forma irrecuperável e sem retorno muitas regiões do seu planeta: e a única solução protagonizada pelas suas elites resumira-se a um acelerar constante deste processo de exploração desenfreada, sabendo esta desde o início que com este método iria por um lado concentrar nas suas mãos todos os recursos do planeta, enquanto que ao mesmo tempo ia eliminando da superfície da Terra milhões de seres excedentários que apenas existiam para destruir recursos e por contágio pôr em causa o futuro da restante espécie dominante. Com este processo selectivo a elite apenas estaria a salvar o planeta, criando novas perspectivas de desenvolvimento num contexto ais restrito e que iria contribuir decisivamente para a despoluição da Terra e para a reconstrução dum novo, mais aberto e mais saudável planeta: e segundo eles era Deus que os acompanhava e inspirava nas suas decisões Iluminadas, as quais iriam contribuir duma forma desinteressada e Divina para a reconstrução do Paraíso prometido e original. E se restassem algumas dúvidas sobre a orientação das minorias detentoras do poder, todo o cenário espectacular montado e organizado em torno deste episódio particular e em princípio não significativo do desaparecimento do voo em questão, apenas explicava mesmo a quem não queria entender como as minorias eram tão poderosas (e secretas) e como as minorias eram para os primeiros tão desprezíveis (e declaradas): um sinal evidente do fim dum ciclo e do fim duma civilização. Como diria Nietzsche: "O homem procura um princípio em nome do qual possa desprezar o homem. Inventa outro mundo para poder caluniar e sujar este; de facto só capta o nada e faz desse nada um Deus, uma verdade, chamados a julgar e condenar esta existência."

 

Do Espaço os Estrangeiros observavam a parte final desta Espécie de espectáculo revelador e localizado, interpretando-o como um retrato global do momento desta Espécie e como um marco separador dum plano mais vasto e redentor – o cenário estava montado: a única dúvida residia no problema de que a reconstrução dum Novo Mundo a partir dos escombros do anterior, poderia levar à extinção da então raça dominante e à criação de algo de novo, nunca visto e talvez mesmo perfeito, mas ao qual jamais pertenceríamos por falta de comparência.

 

Fim da 2.ª parte de 2

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:40

24
Jan 14

Ficheiros Secretos – Albufeira XXI

(Contra a Alienação e pelo Paralelismo Concorrencial)

 

“Quando tudo o resto falhar ou faltar, resta-nos a imaginação”

(Albert Einstein)

 

Nunca aceitaremos transformar a Imaginação num mero acidente Caleidoscópico

 

A Segunda Guerra Mundial parecia agora encaminhar-se rapidamente para um ponto de viragem definitiva e sem possibilidade de retorno, com todas as suas forças científicas, tecnológicas e militares a procederem aos seus últimos esforços de reforço do seu poderio global, em todas as áreas de que pudessem obter garantidamente dividendos de carácter decisivo. Muitas das suas forças de reserva foram enviadas para a execução de missões particularmente inexplicáveis, tanto por se dirigirem para horizontes terrestres inóspitos e extremamente perigosos porque desconhecidos, como pelo motivo de pesquisa e de investigação dessa expedição, meramente assente em teorias não comprovadas e fontes de pouca confiança – em que teorias de conspirações passadas eram assuntos e factos recorrentes.

 

A coluna deixara a última localidade a que nas próximas semanas poderiam chamar civilização e dirigira-se para noroeste a caminho dum afloramento rochoso: iriam investigar a veracidade dos factos sobre a existência duma abertura artificial sobre uma das encostas ali existentes e caso tal facto se verificasse, levar a cabo uma visita ao seu interior com a finalidade de prospecção e de confirmação: um dos relatórios secretos que previamente tinham sido entregues ao comandante da operação, referia-se detalhadamente a uma grande cidade subterrânea que ali existiria, equipada de tecnologia extremamente avançada mas desconhecida, que poderia estar ou não sob vigilância, não se conhecendo a origem da espécie que aí se encontraria, nem sequer se seria de origem terrestre ou alienígena. O objectivo era entrar no seu interior, dominar estrategicamente todo o espaço e recolher em segurança e sem deixar para trás qualquer tipo de vestígios, tudo aquilo que pudesse servir de apoio e de contributo ao esforço de guerra desenvolvido rumo à vitória e supremacia ideológica absoluta.

 

À distância o enquadramento e a estrutura da entrada era na realidade um pouco estranha – e no meio daquele cenário de pedra e de gelo, chegando mesmo a parecer misteriosamente de outro mundo, apesar de ser o mesmo. Chegaram lá passadas algumas horas e decidiram aí pernoitar: estavam agora no meio do deserto gelado, rodeados por um céu claro carregado de estrelas e auroras boreais e para mais em plena boca dum organismo vivo de vasos comunicantes, que os poderia levar para lá do nunca visto ou imaginado, quando muito sonhado e neste momento realmente concretizado. Adormeceram em frente à fogueira e deixaram-se levar pelo buraco.

 

Vivemos num mundo holográfico sujeito a novas projecções

 

Um grupo reduzido de elementos planeava introduzir-se pelo início da manhã no túnel gelado, que surgia para lá do local onde iriam pernoitar. Partiriam do local onde tinham passado as suas últimas horas a ver se aqueciam os seus corpos já rígidos e bem refrigerados e recuperando assim algum ânimo e algumas forças suplementares para continuarem a missão que ali justificava a sua presença, condição essa que certamente se revelaria necessária e essencial para superarem o esforço e os possíveis perigos que os esperavam, no seu caminho por um mundo para eles estranho e desconhecido – mas deixando como apoio e prevenção intermédia os restantes componentes da coluna expedicionária, para os contactos programados ou outras situações de emergência.

 

Inicialmente o túnel de acesso apresentava-se como uma estrutura natural, parecendo mostrar-se intocado e sem denotar qualquer tipo de presença humana desde há bastante tempo. Nada até aí se mostrara compatível com acções intrusivas vindas do seu exterior, não fossem os fenómenos erosivos provocados pelas constantes infiltrações de águas provenientes do degelo das camadas sólidas que se acumulavam à superfície ou então das fortes correntes de ar que por vezes o atravessavam, perdendo-se entre as múltiplas fendas que percorriam em toda a sua extensão o referido túnel. Circulavam por um caminho polvilhado por inúmeras estalactites e estalagmites que por algumas vezes lhes dificultou a sua marcha, mas que por outro lado nunca os impediu de prosseguir e alcançar os seus objectivos: era visível e bem evidente para todos os elementos desta primeira comitiva exploratória, que o percurso que se abria diante deles parecia facilmente transitável, possuindo uma atmosfera respirável e até um pequeno curso de água subterrânea possível de ser ingerido. Caminharam durante algum tempo ao longo do túnel, encontrando apenas algumas aberturas laterais que rapidamente se estreitavam, não possibilitando sequer a passagem para o outro lado de qualquer um dos elementos: provavelmente acabariam por chegar a um beco sem saída e aí terminaria a sua aventura. A meio da viagem ainda interromperam a sua marcha, suspensos na sua movimentação ordenada pela surpresa provocada pela audição dum forte e inesperado som de timbre metálico, vindo do fundo da assustadora escuridão no qual o túnel mergulhava. No entanto e depois de alguma espera não o voltaram a ouvir, retomando de novo o seu destino e a sua marcha ao longo do túnel, mas agora mais atentos e preparados, já que sabiam que em território desconhecido tudo era expectável mesmo o impensável: mas nada de especial sucedeu, acabando o grupo por alcançar uma ampla gruta que há primeira vista parecia ir dar a lado nenhum. Olhando em todo o seu redor repararam logo em duas particularidades: não apresentava qualquer saída e algumas estruturas presentes eram claramente artificiais.

 

Que tivessem conhecimento – para além do relatório secreto que motivara esta expedição – não existiria à face da Terra nenhuma indicação da realização de qualquer tipo de expedição àquele lugar (da Antárctida) num passado recente. Além de estarmos em pleno século XIX, onde o nível de desenvolvimento científico e tecnológico ainda estava nos seus primórdios expansionistas proporcionando quando muito a produção de alguns protótipos revolucionários em fase inicial de experimentação, as capacidades de intervenção humana em locais tão inóspitos e mortais como este, eram praticamente impossíveis senão mesmo impensáveis. No entanto a gruta ali estava: ampla como era, suportava em condições ambientais satisfatórias a presença de todo o grupo que ali se dirigira, deixando ainda uma área equivalente vazia e como tal disponível. Mas o que deixava os presentes estupefactos eram alguns acabamentos superficiais que a gruta apresentava, sobretudo numa das suas paredes e que se distribuíam geometricamente desde o solo, até uma altura muito próxima dos dois metros: pelos materiais e técnicas utilizadas e pelos conhecimentos de geometria aí demonstrados, só poderiam ter sido produzidos por seres vivos inteligentes que não humanos. Mas para que serviria este local e o seu conteúdo se o mesmo não ia dar a lado nenhum? Se existisse resposta ela teria que ali estar!

 

Reuniram ainda na gruta para decidir o que fazer: estavam por essa altura num beco sem saída e as perspectivas de retomarem a missão eram no momento nulas. Não eram visíveis saídas ou outro tipo qualquer de reentrâncias, com todas as paredes que os rodeavam muito semelhantes na sua superfície, sem relevos ou referências que as distinguissem minimamente (umas das outras). Mas no entanto a pressão exercida sobre eles não abrandava nem um pouco, agora que as novas comunicações vindas da estação base exigiam a intensificação da busca e da procura de novas alternativas de penetração, de modo a no mais curto espaço de tempo atingirem a cidade subterrânea que os ideólogos afirmavam peremptoriamente existir, isto tudo apesar de nunca alguém pelo menos ainda vivo, alguma vez as ter visitado ou simplesmente vislumbrado. E foi então que o representante das estruturas militares que promoviam esta acção e que ali se encontrava como observador e interlocutor privilegiado se intrometeu directamente, solicitando-lhes sem hesitação e com a maior das calmas (dado o impasse que se registava), que o acompanhassem até junto dos dois oficiais auxiliares que ali se encontravam como apoio ao seu comandante: chegados junto deles e por ordem do oficial superior, viram então o artefacto, solução para este imbróglio. Os militares dispunham dum avançado e para eles (os expedicionários) desconhecido aparelho emissor de ondas, capaz de analisar a estrutura de qualquer espécie e qualidade de material natural ou artificial, ao mesmo tempo que determinava facilmente todas as zonas fronteiras entre substâncias com constituição atómica ou molecular diferenciada. No fundo se houvesse algum “alçapão” escondido nesta gruta, o aparelho electromagnético não tardaria a assinalá-lo. E foi assim que descobriram a passagem.

 

Ligação entre Realidades

 

Os contornos da porta de acesso ficaram bem à vista, mal o aparelho dirigiu a sua pesquisa e escrutínio para uma das paredes laterais: um quadrilátero destacava-se agora do conjunto de figuras geométricas que a decoravam, provavelmente estando ligado ao mecanismo de abertura da mesma. E assim se verificou: pressionada a parede nesse ponto, imediatamente a mesma simplesmente desapareceu. Diante deles surgia agora um novo túnel, mas com um tipo de construção completamente diferenciada daquela que tinham observado anteriormente, muito bem iluminado e com artefactos estranhos distribuídos em toda a sua extensão. No mundo lá fora nunca tinham visto nada daquilo! Retomaram de novo a sua marcha e poucos minutos depois julgaram ter atingido finalmente o seu objectivo inicial: uma nova e enorme gruta se abria agora diante deles.

 

Anexo à parte final do relatório sobre a Missão Expedicionária ao Pólo Norte, particularmente (e duma forma indirecta) dedicada à descoberta da última galeria subterrânea:

...

(txt.25.c)

Quando a coluna já se encontrava na sua grande maioria no interior da enorme gruta subterrânea – uma ampla galeria que se estendia por mais de cem metros – deu-se uma inesperada e enorme explosão, vitimando praticamente todos os elementos já aí presentes e provocando uma violenta onda de choque que reduziu a simples destroços tudo o que ali estava armazenado. Os elementos que se encontravam ainda no exterior da galeria foram parcialmente poupados, tendo a responsabilidade de comando sido transmitido por hierarquia ao representante dos militares. A partir desse momento o objectivo da missão foi readaptado a esta outra situação imprevista e de emergência, passando a prioridade da mesma à recolha da maior quantidade de material que se encontrasse no local e evidenciasse ainda estar intacto ou aparentemente ainda passível de utilização: os elementos atingidos tiveram logicamente (e ao contrário do desejado) que ser deixados para trás, tendo todos os elementos da coluna ainda activos recebido ordens expressas para a execução imediata duma recolha criteriosa e rápida de todos os artefactos que encontrassem e que fossem possíveis de ser transportados. O tempo limite de intervenção fora fixado em sessenta minutos, ao fim do qual todos os elementos já se tinham retirado e alcançado o exterior da gruta principal. À sua chegada uma equipa de intervenção aérea já aí se encontrava estacionada, tendo-os recolhido e a todo o material que transportavam, enquanto uma outra equipa de retaguarda ficava temporariamente para trás, para “esterilizar a área”.

...

(txt.27.c)

Após uma rápida análise realizada no interior da galeria onde se dera o incidente, chegou-se à conclusão que a violenta explosão teria sido despoletado por um mecanismo que detectara a presença de elementos estranhos no local; no entanto o dispositivo não aparentava utilizar simbologia e tecnologia idêntica à recolhida pelos sobreviventes, tendo uma forma e aparência muito mais próxima daquela pela própria coluna utilizada. A consequência imediata desta conclusão ainda saiu mais reforçada após a recolha de alguns testemunhos dos poucos sobreviventes da coluna expedicionária, que afirmavam ter vislumbrado por um curto período de tempo (antes de se dar a explosão) o interior da galeria, reparando que muito perto da entrada estariam já muitos artefactos acondicionados e prontos a ser transportados: todo o cenário – visualizado e imaginado – apontava para que um outro grupo já teria ali estado anteriormente e que sem que o esperasse tivera que retirar apressadamente por um motivo de urgência qualquer, deixando para trás toda aquela carga valiosa. Mas antes da fuga e como medida preventiva – se aquela tecnologia não fosse utilizado por eles, não seria por mais ninguém – armadilhara o local. Todos os indícios só confirmavam que essa prévia intervenção teria decorrido sob o patrocínio e comando da coligação inimiga ou de outro grupo rebelde a eles associado.

...

 

A Mensagem de Arecibo transmitida em código binário

 ...

(txt.35.c)

Os incidentes registados aquando da retirada da equipa de retaguarda, deveram-se certamente a um episódio ocorrido alguns minutos antes: um dos técnicos sobreviventes da missão expedicionária e que ficara para trás a acompanhar a equipa – para sua melhor orientação e inserção no estranho meio ambiente que os esperava – reparara que apesar da violenta explosão ocorrida há muito pouco tempo, a atmosfera continuava límpida e respirável, aspecto que contrastava fortemente com a violência da explosão e com a flagrante ausência de poeiras suspensas e que ainda deviam estar espalhadas pelo ar da galeria. Fora ao olhar com mais atenção para um dos cantos mais caóticos e escuros da galeria, que o técnico segundo o seu relato se apercebera da presença do que parecia ser uma espécie de bancada de comando, tendo nela integrado um pequeno monitor horizontal, onde se via uma luz brilhante e intermitente: curioso como qualquer técnico interessado e duma forma instintiva mas imprevidente – o tempo escasseava – decidira pressionar um dos poucos botões que se encontravam acessíveis. A resposta fora clara e instantânea e chamara logo a atenção dos outros dois elementos ainda ali presentes. O que se segue é apenas um curto comentário sobre este derradeiro facto ocorrido e registado na galeria – e o que de fundamental lhe estaria associado – o qual aparece mais documentado em exposições posteriores deste mesmo relatório:

- A estrutura subterrânea descoberta na periferia dum afloramento rochoso no subsolo da Antárctida, não terá sido construída com o objectivo anteriormente imaginado pelos especialistas de funcionar como um entreposto local de recolha de materiais, aparelhos e outro tipo de artefactos – logicamente necessários às operações a realizar pelos seres desconhecidos aí instalados – mas apenas como uma instalação base de Arquivos Históricos e de recolha de (pequenos) artefactos portáteis. Excepcionalmente e só em último recurso – ligando-se então em rede com outras pontos aparentemente passivos e off-line distribuídos pelo continente gelado – funcionaria também como um ponto de apoio de emergência de retaguarda. Nesse sentido os relatórios secretos inicialmente fornecidos apresentavam informações incorrectas e exageradas, já que tal base não seria propriamente uma estrutura urbana e muito menos dispondo de tecnologia avançada, que pudesse despertar o interesse dos técnicos e dos militares e auxiliar decisivamente o esforço de guerra. Mais tarde e como se comprovou pela análise dos documentos recolhidos aquando do abandono apressado do corpo expedicionário – levados da caverna como possíveis manuais de instruções e nunca como documentos históricos – pode-se confirmar esse erro: no seu conjunto os documentos recolhidos representavam uma parte dum registo histórico mais vasto mas extremamente detalhado e preciso, de acontecimentos relevantes ocorridos num determinado período de tempo e interpretados segundo um contexto restrito de análise, interventiva e assumindo protagonismo. O único aspecto considerado na altura incompreensível residia no facto de muitos desses documentos se referirem a diversos anos do século XX, mesmo àqueles que se seguiriam aos dias de guerra que então se viviam: em plena II Guerra Mundial muitos desses documentos referiam-se a acontecimentos posteriores à mesma, como era o caso dos anos oitenta onde era referido a existência dum conflito de grandes dimensões denominado como Guerra do Golfo, envolvendo segundo eles uma luta encarniçada entre grupos rivais pelo domínio e controlo duma matéria-prima o petróleo. Só existiria uma explicação credível e minimamente aceitável (e que na realidade se viria a confirmar): teria que estar envolvido no processo um outro grupo ou espécie desconhecida que pela aparência revolucionária da tecnologia por si utilizada teria que ser oriunda de um outro mundo até agora nunca descoberto e que tanto poderia ser um Mundo Secreto e Subterrâneo Super Desenvolvido e gerido por uma Raça Superior – como idealizavam muitas das elites militares – ou até uma outra espécie estranha à Terra vinda do Espaço Exterior;

- O incidente trouxera ao local um conjunto de aeronaves extremamente rápidas e de forma circular, que pela sua chegada repentina e inesperada levara a uma resposta imediata por parte dos militares que tinham ficado na retaguarda e que agora iniciavam a sua viagem de regresso. Segunda os relatos de testemunhas militares aí presentes, apesar de algumas atitudes agressivas por intimidatórias por parte destes invasores, esta força aérea não actuou directamente sobre eles, limitando-se a observar a movimentação dos mesmos e a confirmar a sua partida definitiva. Especialistas em estratégia e intervenção político-militar nos mais diversos e inesperados cenários de guerra, trabalhando em conjunto com grupos restritos e secretos de individualidades com ligações exclusivas a seres estrangeiros (podendo mesmo ser de origem extraterrestre), concluíram após estudo apurado e aprofundado de todos os parâmetros em jogo e colocados clara e expressamente sobre o tabuleiro, que este incidente poderia ter sido provocado intencionalmente por forças paramilitares aliadas aos Estrangeiros, mas actuando paralelamente às suas forças armadas oficiais numa manobra específica de diversão, para a concretização dum outro ataque verdadeiramente fulminante e que apanhasse as forças inimigas de surpresa.

Um documento recolhido na caverna apresentava uma brilhante conclusão: “no futuro quem controlar o Alasca irá controlar o Mundo”. Por altura da expedição ao Pólo Norte o Eixo começava a paralisar os seus avanços um pouco por todo o lado, enquanto os Aliados ganhavam um novo impulso para o que viria a ser o seu ataque final – e com os seus adversários do Eixo a procurarem desesperadamente algo de novo ou até mesmo de sobrenatural, que os levasse ainda aos Céus e à conquista da Glória Suprema. 

...

(txt.77.c)

Numa pequena baía situada não muito longe do local onde toda esta acção se desenrolava, teria sido registada a presença duma força militar não identificada constituída por vários vasos de guerra e alguns submarinos. Também teriam sido avistadas algumas aeronaves acompanhando esta força militar, mas a descrição da forma e do modo de deslocação das mesmas, deixara no ar algumas interrogações. O cenário visualizado a partir do ponto de observação do informador apontava para a colaboração existente entre as duas forças – marítimas e aéreas – mas aparentando serem forças (apesar de conjuntas) distintas em origem e tecnologia.

...

 

O Novo Mundo agora exposto

 

A ideologia que aparentemente (só) surgiu a partir do final da II Guerra Mundial já aí está há bastante tempo – pelos vistos bem visível para todo o mundo, mas mesmo assim sem recurso a contraditório – isto apesar de estar exclusivamente a ser alimentada e suportada há já muitas décadas e sem resultados positivos visíveis (pelo contrário), na teoria do estreitamento forçado e ao seu nível intermédio da Pirâmide Social. Esse facto tem contribuído para o acelerar da luta tremenda e mortal (senão suicida) que se tem verificado cada vez com maior frequência e intensidade entre a nata da elite da nossa sociedade actual, colocando agora a aristocracia financeira (escondida atrás das grandes Corporações) num duelo de morte contra o pouco poder (de resistência) que alguns Estados ainda detêm.

 

O resultado desta projecção coerciva e prepotente que nos é imposta duma forma quase Divina, de cima para baixo, unilateralmente, sem hipóteses de recurso e ainda por cima sem manifestar a mínima preocupação – por parte da elite – com o estado da esmagadora maioria da população, tem sido verdadeiramente brutal para o quotidiano da vida de cada um dos cidadãos: sem valores a que recorrer para se poder orientar e sobreviver (os direitos acabaram e os deveres tornaram-se excedentários), com a esperança pelas horas da morte (face ao cenário apocalíptico do “salve-se quem puder”), com um planeta e a sua natureza constantemente violadas e colocadas muito perto da exaustão (um planeta ultrapassando os 7 biliões de indivíduos), já ninguém consegue travar esta marcha irreversível para a refundação do mundo onde antes sempre vivemos, transformando-o num Outro Mundo, completamente novo e em que nem todos participaremos. O Paraíso só se atinge se existir um equilíbrio planeado e compatível entre todas as espécies e tal só é possível se a espécie dominante colocada no topo da Pirâmide o planear, simular e finalmente o souber impor, mesmo tendo de correr à sua imagem de Predador: não será por acaso que além do Céu também existe o Purgatório e o Inferno, locais complementares e de exclusão para onde poderão ser transladados os cadáveres ainda sem confirmação de morte cerebral.

 

Na Simulação a Pirâmide ia-se deformando perigosamente, acabando por explodir e se fragmentar pela sua base, abatendo-se então estrondosamente no abismo social: uma minoria partira ainda a tempo em direcção ao Espaço Exterior sujeitando-se a uma Nova Simulação, mas da qual já não faria parte (a partir do Colapso) como referência principal, apenas como simples danos a evitar (e envolver) e descritos depreciativamente como mínimos e colaterais.

 

E mais uma vez o Homem se põe a olhar para o Céu, tentando agora atingir as Estrelas. Definitivamente morta e enterrada a Esperança depositada na Terra, deixamos agora totalmente derrotados a nossa zona de conforto, abandonamos cabisbaixos e com uma imensa vergonha o espaço materno que nos criou, ignoramos todos aqueles que já mortos vamos pisando no nosso calvário assumido e nos quais não nos queremos rever – talvez por covardia talvez por apatia – e no entanto, socorrendo-nos ainda dum minúsculo resto dessa esperança perdida e acantonada num canto obscuro mas ainda fechado e protegido da nossa mente, pedimos aos Deuses que nos enviem alguém.

 

Em 1974 o SETI enviou para o Espaço uma mensagem com a duração de três minutos, a qual foi transmitida em código binário através da emissão de 1679 impulsos na frequência de 2380MHz. O sinal foi dirigido para um aglomerado de estrelas denominado M13 localizado a 25.000 anos-luz da Terra. Os extraterrestres certamente que receberam a mensagem, arquivando-a temporariamente até chegar a altura apropriada para se poderem manifestar: o Segredo é a Alma do Negócio e até Deus usa um Sistema de Trocas.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:38

08
Jan 14

Honra e Credibilidade

 

Klingon's

 

Um político da Carolina do Norte conselheiro municipal na localidade de Indiana Trail decidiu abandonar o seu cargo de conselheiro, escrevendo a sua carta de demissão ao seu Presidente em linguagem Klingon – uma linguagem criada e desenvolvida para a série de ficção científica “O Caminho das Estrelas”. Cansado do seu papel de inutilidade incompreendida e marginalizada – apesar da sua bem sucedida vida como representante no conselho municipal – este político achou que o melhor que tinha a fazer era abandonar o cargo com a sua honra e credibilidade ainda intacta. No entanto o conselheiro demissionário teve o cuidado de lhe anexar uma tradução, para o caso do Presidente não perceber o texto original – e que dizia:

- “Ensine aos seus cidadãos o que diz a Constituição. Voltarei na próxima vez e então serei testemunha da vitória”.

Perceba-se que o termo cidadãos se referia a todos os indivíduos, incluindo especialmente os que pertenciam ao próprio conselho municipal. Ao contrário deste outro mundo, no nosso mundo localizado em Portugal os nossos políticos são todos vereadores modelo, sendo eleitos, reeleitos e até ressuscitados quantas vezes forem possíveis e como tal nunca morrendo – para isso servem os filhos e a sua hereditariedade particular.

 

Mentalidade de Prostituto Canibal

 

Politicu's

 

Tantas vezes fui convidado a ir às PUTAS pelos então jovens especialistas predadores de corpos humanos, que nos dias que hoje correm ponho cada vez mais em causa a minha opção tomada em juventude, face às consequências que a proliferação do PUTEDO teve no futuro generalizado e empobrecedor do meu país – e que tanto me faz lembrar os tempos difíceis do regime Salazarista: são as maiores vítimas desta sociedade que mais a defendem e à frente do pelotão lá aparecem o grupo das mulheres e o grupo das crianças. Iludidos com o doce que lhes deram – e que tenderá sempre a acabar – e não entendendo a profundidade da violação.

 

Porque não fazer o mesmo em Portugal, onde a maioria dos cargos que representam algo de importante para a maioria da população (remediada) – e que em principio justificam a sua existência com o único objectivo de servirem o seu povo – são agora ocupados pelos filhos bastardos dos Novos Ricos, reformatados para as exigências do Novo Mundo e da Nova Ordem Mundial e que se antes se impunham pela força das armas e das balas agora nos melindram e rebaixam apresentando todos os seus diplomas e títulos, conseguidos num ápice e reunidos num curriculum justificativo para toda a vida: se antes era necessário ter sangue azul para se poder ser um privilegiado – o que até pela cor (com menor teor de oxigénio) não se entende, hoje em dia o que faz falta é ter dinheiro a circular (exista, não exista ou possa ou não vir a existir). O problema reside apenas na falta de renovação dos indivíduos que controlam as estruturas que eternizam este sistema ultrapassado – e que já ultrapassou o estatuto de doença terminal – ainda por cima tratando-se de indivíduos com profundas deficiências mentais especialmente de raciocínio e de capacidade de compreender o passado e de visionar o futuro, estrategicamente escondidos atrás de títulos que compraram e posteriormente embelezaram com mestrados e doutoramentos fictícios, por serem meramente teóricos e sem qualquer contrapartida pratica e experimental que os acompanhem e comprovem: dá muito trabalho, perde-se muito tempo e claramente não compensa. Nunca esquecendo o valoroso e esquecido Alberto Pimenta e a sua noção de FILHO-DA-PUTA, que tão bem nos descreve aquando da nossa tão esperada e desejada rota ascendente (quando se concretiza), apenas interessados na predicação indefinida da sua acomodação e no afastamento dos pobres e indesejados – aqueles que ainda pensam e ainda fazem coisas sem necessidade de apresentarem um protagonismo complexo e bem remunerado e que o fazem exclusivamente por prazer pessoal e amor à Natureza.

 

O Segredo das Nossas E-littles – A Ligação Fundamental

 

Clarificação

 

Existem dois tipos de prostitutos: aqueles que incompreensivelmente foram abandonados pelo seu grupo ou família e o fazem por necessidade de sobrevivência – resumindo esse acto a uma mera actuação e formalidade exclusivamente física – e aqueles que prostituem todo o seu corpo físico e psíquico em troca de uma mera retribuição, pensando que o mundo é uma repetição da sua pobre e degradante imagem.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:32

17
Fev 13

A história:

- “A WEB serve para muitas coisas para além de vender almas e segredos”.

(O Segredo é a Alma do Negócio!)

 

Todos nós já percebemos...

 

 

Só falta mesmo passarmos à prática...

 

 

Mas aí já não nos deixam...

 

Moral da história:

- “A Alma é só para os Privilegiados enquanto que os outros só pensam em descobrir o Segredo”.

(Mas sem dinheiro não vais a lado nenhum!)

 

(imagens – google.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:31

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