Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

13
Fev 20

Orangutans have been used in degrading performances at Safari World, Bangkok – and many other locations – for decades. The shows were temporarily stopped in 2004 due to international pressure, but today the shows continue – twice a day, every day – with hundreds of people paying to watch the orangutans box, dance, play the drums and more.” (Natural History Museum/Wildlife Photographer of the Year/nhm.ac.uk)

 

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Losing the fight

(Highly Commended 2019 Special Award:

LUMIX People's Choice Award)

Aaron Gekoski

 

Quando como simples observadores e cidadãos deste Mundo percecionamos e sentimos a facilidade com que o Homem − a espécie dominante à superfície da Terra − dá cabo da sua própria espécie levando-a sem necessidade e sentido de oportunidade (a ela e ao Ecossistema onde vive e partilha) até aos limites mais extremos entre a Vida e a Morte (com um constante pulsar expansionista de doenças, guerras e mortes),

 

Como não pensar que no interior desse mesmo holograma para todos (nós) projetado (para todo o Zoo Terrestre), os outros animais (entre fauna & flora) não sejam vítimas de um mesmo cenário por considerados hierarquicamente inferiores − supostamente sem psique, como aparentemente (ou por estranha estratégia) a maioria da mão-de-obra humana − muito mais penetrantes, cruéis e definitivos.

 

Um planeta Terra já explorado −  geologicamente, a nível da terra e dos oceanos − até ao seu extremo, depois de vandalizado pela extração excessiva e sem critério de matéria-prima e da produção cada vez mais exigida e intensiva de mais-valia (só se pensando na Economia e no Lucro) − ou seja, do Objeto posto à sua disposição – como consequência elevando o estatuto do mesmo e transformando o Sujeito (nós e despromovendo-nos) num SUB OBJETO.

 

E no decorrer do processo, descontinuando-se o Homem (a Máquina Biológica) e erguendo-se a Máquina (aproveitando única e provisoriamente, algum do hardware básico Humano, até finalmente se atingir a Máquina Perfeita).

 

Mesmo vivendo em áreas urbanas c/ o Homem a ter de se relacionar c/ outros seres vivos − domesticados ou não tanto, mas sujeitos à mesma rotina (Humana) coexistindo em seu redor: no fundo imitando-nos na luta pelo seu território e pela sua sobrevivência (neste caso com Ratos, coabitando no metropolitano com o Homem).

The mice's behaviour is sculpted by our daily routine, the transport we use and the food we discard. This image reminds us that while we may wander past it every day, humans are inherently intertwined with the nature that is on our doorstep – I hope it inspires people to think about and value this relationship more.” (David Pescovitz/Sir Michael Dixon Director of the Natural History Museum/boingboing.net)

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Mice brawling on a subway platform

(London Natural History Museum's Wildlife Photographer of the Year

LUMIX People's Choice award)

Sam Rowley

 

No caso do tema da Vida Selvagem subsistindo num sistema completamente domesticado

 

– Um território onde tudo o que ainda é virgem terá forçosamente de ser processado, para posterior integração nesta gigantesca (e sem recurso para as presas afetas aos predadores) Linha de Montagem (podendo ser retratado como um aviário, com ligação direta ao “grelhador”)

 

Com os animais irracionais (como é o caso deste Orangotango) a serem tratados apenas como mais um reflexo nosso e sendo-o (um reflexo sem psique) podendo-se fazer com eles tudo o que nós quisermos (mesmo dizendo-se respeitar os seus direitos, como o direito à sua existência) e que por vezes nos recusamos a fazer (não nos obrigando) com os nossos semelhantes:

 

Tornando-nos nas nossas mascotes e impondo-lhe os nossos hábitos e no entretanto, manipulando-os, prendendo-os, mutilando-os e até comendo-os − os nossos amigos os Animais (tal como poderiam ser as plantas, ou outros organismos vivos).

 

[Aaron Gekoski is an award-winning environmental photojournalist, filmmaker and TV presenter, specialising in human-animal conflict. (aarongekoski.com); Sam Rowley is a Bristol-based wildlife filmmaker, photographer and Bristol University biology graduate. (sam-rowley.com)]

 

(consulta: boingboing.net − texto/legenda/inglês: nhm.ac.uk

− imagens: Aaron Gekoski/aarongekoski.com/nhm.ac.uk

e Sam Rowley/sam-rowley.com/nhm.ac.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:02

18
Abr 13

Basta olhar para a política económica do Japão, para a dos Estados Unidos e para a da Grã-Bretanha, para se constatar imediatamente que na Europa foi declarada pela Alemanha uma Guerra Económica contra os países pobres do sul, contando para já com a complacência dos países ricos do norte. Então de que está à espera Portugal?


Grécia

 

O Estado foi destruído. As Instituições Públicas de suporte à sobrevivência básica de qualquer tipo de sociedade minimamente organizada faliram e na sua essência e prática de intervenção deixaram de existir. Educação, Saúde, Justiça e Solidariedade Social deixaram de ser temas de debate e de intervenção prioritária, já que todo o aparelho institucional de apoio à concretização destes direitos fundamentais de qualquer cidadão – reportando à declaração dos direitos humanos – foi sendo progressiva e sistematicamente destruído em nome da preferência pelo sector Privado.

 

O Estado é assim entregue de mão beijada aos interesses exclusivamente financeiros e especulativos deste mercado liberalmente selvagem, acabando por esmagar definitivamente com esta sua estratégia suicida todos os sectores produtivos ainda existentes, optando as suas elites bipolares e em modo mínimo de sobrevivência por se refugiarem debaixo do guarda-chuva fictício oferecido misericórdia e provisoriamente pelo Privado, pelo menos enquanto decorrer a sua refundação interna: como na organização feudal existente na Idade Média com o senhor no seu castelo e o povo à sua volta.

 

(imagem – Bruno Simões Castanheira: "Grécia, onde a crise económica criou uma catástrofe social" – jornal i)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:24

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