Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

29
Mar 13

O nosso Universo Vivo faz parte de um lugar Infinito sustentado por uma base de dados Geneticamente responsável pela sua transformação e evolução e técnico cientificamente suportado por dois alicerces básicos adquiridos e muito Simples de compreender – a Memória e a Cultura, em constante Movimento. Com muitos outros Universos Vivos interagindo “sexualmente” entre si e lançando no espaço sem fim – e sem tempo – o espermatozóide resultante da intercessão entre sistemas, na sua gloriosa odisseia pela descoberta do óvulo reprodutivo.

 

A Planta de Júlia

 

Um colaboracionista pode representar para muitos um mau elemento, algo a evitar sempre que se apresente sem ser previamente convidado e um presságio alarmante do futuro e crescente desrespeito pela hierarquia. A hipótese teórica da existência de uma memória e cultura colectiva a favor da partilha colaboracionista esbarra aqui e necessariamente num impedimento racional provocado pela utilização – para lá do limite da decência – do significado da palavra, aqui obliterada por adjectivação pornográfica do seu significado de modo a esconder a violação consciente e deliberada da palavra.

 

Um colaboracionista pode ter as mais diversas origens e não se limitar apenas ao mundo dos racionais. Neste último caso o seu significado pode ir desde o Céu até ao Inferno, dependendo dos objectivos (e níveis) de execução pretendidos por parte do “clero e da nobreza” e da garantia de um período de pré apatia condicionada por parte da “plebe” – para isso servindo a refundação social baseada numa escravatura bem ensinada e libertadora.

 

Mas felizmente o nosso planeta ainda está cheio de seres vivos – animais e vegetais – maioritariamente irracionais, que apesar de não compreenderem muito bem porque optam virar à direita em vez de o fazerem à esquerda – quando ainda por cima existe uma quantidade infinita e confusa de direcções, que sempre obrigam a analises reflexivas e profundas – são capazes de partilhar e ligar diferentes níveis de espaço e aí concretizar a sua transformação e a de toda a natureza existente.

 

A Júlia Borboleta sabia que se aproximava rapidamente o seu tempo de metamorfose e de como era importante e decisivo para o sucesso da sua evolução, a escolha do local apropriado e seguro para a encubação do seu ovo. Para tal contaria com o apoio e protecção da sua amiga a Planta Passiflora, que do alto da sua desinteressada irracionalidade, lhe reservara o seu próprio “sofá”: assim as formigas não teriam hipótese e redireccionariam os seus objectivos, transformando-os e adaptando-os.

 

[Simples <=> Complexo]

 

(imagem – nationalgeographic.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:51

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